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Quem foi o maior Articular Militar da Segunda Guerra Mundial?


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  1. 16/03/2011 às 10:46 PM | #1

    Sem sombra de dúvidas Rommel é o melhor de todos do século XX até hoje!

  2. 26/03/2011 às 6:28 AM | #2

    sem ele, os nazista teriam derrotado a URSS, e a guerra teria tomado outro rumo, como o sucesso da operação Leão Marinho (invasão da Inglaterra), etc.

  3. 26/03/2011 às 6:44 AM | #3

    Alexandre, Data Venia, Rommel era garoto de propaganda do nazismo. Quando as coisa estavam sem rumo na África, Hitler retira seu garoto de lá para preservar a propaganda, e depois de ficar um pouco na geladeira (estava oficialmente doente), coloca como responsável pelas defesas da costa (ocupada) da Europa, elevando o moral da tropa. Entre os oficiais alemães, era era visto como um puxa saco de Hitler além de ser serviçal deste, jamais visto como estrategista militar. O avião aliado que abateu seu veículo na França 1944 era pilotado por um brasileiro (de curitiba-PR) de nacionalidade francesa falecido em 2005, ELE NÃO acreditava em sua participação no atentado de 20/07/1944 contra Hitler.

    • 26/03/2011 às 8:31 AM | #4

      Miguel, é fato que Rommel era garoto propaganda, contudo no campo de batalha ele deu provas cabais de que foi um grande general.

      • 26/03/2011 às 8:37 AM | #5

        Outras Fontes Apontam para um Spitfire Canadense. O piloto brasileiro que vc faz referência foi Pierre Henri Clostermann e não encontrei nenhuma fonte que confirmasse o ataque a Rommel.

  4. 27/03/2011 às 5:12 PM | #6

    Francisco Miranda, existe uma entrevista do piloto Pierre Clostermann gravado no DVD “UM BRASILEIRO NO DIA -D” da Editora Abril, da Coleção Grandes Guerras, no qual ele narra o fato.
    Um abraço.

  5. Miguel Pinaud
    14/04/2011 às 2:14 PM | #9

    Eu votei em Gueorgui Jukov

    • 14/04/2011 às 2:21 PM | #10

      Eu acredito que Jukov tenha sido uma dos maiores, mas acho que Rommel e Eisenhower estiveram à frente dele.

  6. Elias Bizzocchi
    17/07/2011 às 7:58 PM | #11

    …quando o trabalho é matar…inexiste aplausos para esse mister……

  7. marlon
    12/08/2011 às 1:04 PM | #12

    destes ai o Rommel foi o melhor, mais houve outros generais alemães tão bons quanto ele como Von Rundstedt e von Manstein inclusive superiores a estes que estão ai.
    Eisenhower por exemplo raramente ia ao front em comparação a Rommel que não saia dele.

  8. Moriarty
    23/08/2011 às 8:11 PM | #13

    É natural que toda propaganda em volta do nome de Rommel o qualifique aos olhos da maioria, mais a maioria não constitui os entendidos e esses são unanimes em atribuir a Von Manstein o 1º lugar entre todos, a Hitler era vantajoso enaltecer Rommel, mas desvantajoso fazer o mesmo com Manstein, isso seria por exemplo admitir que o plano de invasão da França não era seu mas de Manstein, Que depois de Estalingrado os Russos só não foram parar na Romênia porque Manstein os deteve (Isso ficou conhecido pelo milagre de Manstein), é que Kursk não foi vencida, somente porque Hitler ordenou a contra-gosto de Manstein que o mesmo detivesse seus blindados que já estavam próximos de prokorovka,aonde se completaria o cerco dos Russos.Enfim aqueles que ainda insistem em Rommel deveriam comparar o teatro Africano com o Russo e o soldado Inglês com o Russo, desta maneira certamente reconsiderariam sua posição.

  9. wellington
    23/09/2011 às 2:22 PM | #14

    Jukov liderou a maior virada de mesa da história das guerras,fez de um exercito fraco e acuado uma superpotencia com força de ataque sem prescedentes,os Aliados ocidentais sempre que podiam,opitavam por não entrar em batalha com forças alemãs,sempre4 procurando lutar com os italianos e outros aliados do eixo,o exercito vermelho não tinha essa opção!

    • 04/12/2011 às 10:06 PM | #15

      Concordo plenamente com voce Wellington,Jukov renasceu das cinzas um exercito acuado e tornou-se em uma super potencia empurrando os alemães de volta a Berlin,apesar de Stalin,apos o fim da guerra trair seus aliados e querer abracar a Europa oriental toda.

  10. Francisco Bendl
    04/10/2011 às 5:44 PM | #16

    Difícil esta votação. Eu acredito que tenha sido Jukov, também, haja vista que o povo russo tinha consigo outro grave problema: a sua revolução interna, com a queda do Czar, em 17, que estava em plena evolução ainda na Segunda Guerra.
    Mas este militar russo sabia que podia contar com o ânimo de um povo destemido, heróico, valente e de grande resistência!
    E mais: havia o aspecto da “mãe Rússia” ter sido violentada pela invasão alemã.
    A título de esclarecimento, vale registrar que existem dois tipos de militares: o estrategista, o de gabinete, como exatamente foi Manstein, brilhante, mas aquele que sacode a tropa, que aumenta o seu moral diante da adversidade, os verdadeiros líderes, razão pela qual votei no russo, como votaria, sim, no Patton igualmente.
    Mas este último era vaidoso, arrogante, preocupava-se mais consigo que a guerra em si, diferente do soviético, que queria a sua pátria libertada dos invasores.
    Lamentavelmente existem poucos registros de grandes líderes entre as tropas: um sargento ou tenente ou capitão, enfim, aquele oficial que estava junto do soldado na frente de batalha, levando tiro, passando fome, sede, frio, mas aguentando o rojão ao lado de seus subalternos.
    A guera é feita desses pequenos líderes anônimos, que não se lê seus nomes em livros, mas que se não fossem eles talvez aquela famosa batalha tivesse tido outro vitorioso.
    Sim o general russo contava com soldados extraordinários, mas tinha consigo um povo que estava querendo o mesmo.

  11. Moriarty
    07/10/2011 às 6:26 PM | #17

    - Vamos a luz dos fatos (e não da propaganda),verificar o que pode ser atribuído ou não ao Marechal Erwin Rommel, afim de que possamos finalmente fazer um julgamento isento da influência construída do mesmo.

    - Quem lhe atribuiu o titulo raposa do deserto e uma reputação de invencibilidade? Os Ingleses na campanha da Africa ! quem foram os Ingleses na África para endeusar um general porque esse fora capazes de vence-los ? Alguém precisa ser muito desinformado para atribuir alguma qualidade ao exercito Inglês, mal treinado, mal equipado refletindo uma estratégia ultrapassada pela Blitzkrieg, a guerra de posições, o exercito Inglês conseguia não sem dificuldades ser superior apenas ao Italiano, era o pior dos aliados, assim como a Itália o pior do Eixo.

    - Rommel foi enviado a Africa com instruções especificas (Não sujeitas a interpretações como veremos) de auxiliar o esforço de guerra Italiano no difícil momento da mais bem sucedida ofensiva Inglesa contra eles ate então, os Ingleses se preparavam para expulsa-los de Trípoli seu ultimo bastião e joga-los ao mar.

    - As instruções de Rommel consistiam em unir-se as forças Italianas numa linha defensiva que permitisse manter o importante porto de Trípoli contra a esperada ofensiva Inglesa.

    - Estas instruções foram repassadas a Rommel pelo alto comando da Wermacht elas encaravam a força de Rommel como força bloqueadora e não de caráter ofensivo, por serem muito limitadas, elas esclareciam Rommel de que ele doravante receberia reabastecimento não reforços e de que ele deveria limitar-se a operações defensivas afim de que não dilui-se suas forças e facilita-se a logística do abastecimento (Difícil em face da atuação da marinha Inglesa no mediterrâneo).Elas também esclareciam Rommel que uma mudança de orientação para ofensiva dependia diretamente do desempenho da Wermacht na Barbarossa e do sucesso da ofensiva no sul em direção ao petróleo do Cáucaso, que infligiria aos Russos derrota decisiva, abasteceria os exércitos Alemães e liberaria forças para ele atacar e tomar o Egito continuando ate o Iraque e unindo-se as forças Alemãs do Cáucaso, completando sua missão.

    - Mas assim que chegou a África Rommel como tantos outros lideres da II Guerra desejoso de construir uma reputação submeteu suas instruções a esse seu objetivo pessoal,1º Ele verificou que o exercito Inglês que massacrava os Italianos era o mesmo ineficiente que enfrentara na França e derrotara facilmente. 2º Quando atacado os Ingleses se entrincheiravam e tentavam desgastar o ataque do inimigo conforme seu pensamento tático, Rommel sabia que isso não funcionava contra a Blitzkrieg, pior para eles o deserto garantia toda a possibilidade de manobra contra posições fortificadas (Alias o mérito mais relevante de Rommel no deserto é ter visto o que os Inglese não conseguiram ver, que o deserto permitia o ataque pelos flancos do inimigo atacado, essa foi a chave de todas as suas vitórias, muito pouco para caracteriza-lo como gênio, quando topou com uma posição bem fortificada por todos os lados e abastecida por um porto “Tobruk” ele falhou por 8 meses em toma-la).

    - Finalmente após tomar Tobruk Rommel avançou em direção ao Egito, contrariando explicitamente as instruções da Wermacht (É duvidoso que alguém que fizesse jus a reputação de inteligente fizesse o mesmo), contudo foi detido pois finalmente a limitada compreensão da liderança inglesa entendeu que deveria optar por uma posição que não pudesse ser flanqueada e El Alamein, tendo como extremo oposto a depressão de Quattara, favorecia essa defesa Rommel teria que desfechar um ataque frontal, mas ate então vamos ver aonde ele tinha se metido.

    - Contra as instruções atacou, avançou, estendeu suas linhas de comunicação por quase 2 mil quilômetros, o abastecimento não melhorou mas piorou, a decisão que a Wermacht e ele esperavam na Russia veio mas não a seu favor e sim contra, agora era definitivo ele não receberia reforços e prejudicara o abastecimento com um avanço que não deveria nunca ter efetuado, perdera a superioridade numérica e sobretudo aérea, um general na sua situação só poderia decidir-se por uma retirada estratégica e um reposicionamento defensivo melhor encurtando a logística e melhorando-a,mas então o gênio militar abandona a Blitzkrieg, se entrincheira e resolve lutar uma guerra de posições para qual não estava preparado, e depois de duas batalhas o Afrika Korps é completamente destruído pela superiodade numérica Inglesa, aí ele resolve então fugir destroçado sem condições de parar e lutar não dispõe mais de forças, e finalmente a pressão inimiga obriga o grande Rommel a fazer o que ele deveria ter decidido fazer antes, ter reconhecido a superioridade Inglesa em El Alamein, recuado para uma posição melhor (Trípoli), rapidamente, afim de prejudicar a logística Inglesa, se reabastecer como pudesse e aí sim quando um 8º Exercito cansado e distendido de seu apoio logístico chegasse ate suas posições, tentar a sorte num ataque em terreno de sua escolha.
    (Rommel não foi raposa foi no máximo um Lobinho, Marechal Rudstedt)

  12. Moriarty
    07/10/2011 às 7:08 PM | #18

    Caro Francisco dizer que Manstein foi Gen. de gabinete e desconhecer a atuação dele na II Guerra mundial.

    - Foi general de linha de frente no Grupo de Exércitos Sul, o Comandante que atacou em direção a Stalingrado e só não libertou o 6º Exercito pela recusa de Paulus de sair da cidade.

    - Foi comandante da frente sul em Kursk e só não venceu Jukov não pelos méritos desse, mas porque o desembarque na Sicilia obrigou Hitler a retirar suas forças para defender a Itália.

    - Após Stalingrado Jukov perseguiu Manstein até Karkhov cidade que ele esperava tomar, mas lá Manstein lhe preparou uma armadilha em que ele caiu, sofrendo uma derrota devastadora nas mãos de Manstein (O episódio é conhecido por milagre de Manstein).

    - Durante o recuo da frente Sul Manstein enfrentando Jukov, todas as vezes que não o venceu, pelo menos o neutralizou restabelecendo a frente Alemã.

    - E isto diante da imensa superioridade de recursos Russos e das constantes interferências de Hitler no exercício de seu comando.

    - Quanto a reputação de Jukov era a de líder cruel e insensível, o que ele fazia era simplesmente lançar uma massa de forças aéreas,terrestres e blindadas contra o inimigo, confiando em submeter esse inimigo pela superioridade numérica, o que acontecia em face da superioridade dos recursos Russos.

    - Koniev era seu rival nas glórias e quem o conheceu dizia ser melhor que ele, o fato foi que Jukov diante de Berlim se atrapalhou e contando com recursos colossais foi detido pela resistência Alemã, enquanto Koniev venceu as defesas da cidade, penetrou nos subúrbios e alcançou o centro, foi uma ordem pessoal de Stalin quem fez Koniev parar e aguardar Jukov entrar na cidade, tomar o Reichstag e hastear a bandeira russa, o que selou sua reputação para sempre.

  13. Felipe
    08/10/2011 às 8:37 PM | #19

    Na minha opinião von Manstein foi o mais bem sucedido comandante militar da segunda guerra mundial. Suas intervenções, em face a gigantesca superioridade numérica e de recursos russo, foram brilhantes. No lado soviético, Rokossovsky e Konev também merecem elogios frente as suas atuações.

  14. Francisco Bendl
    08/10/2011 às 9:28 PM | #20

    “….Marechal de Campo von Manstein enviou o Major Eismann, seu oficial de inteligência, para dentro do Kessel, por avião, no dia 19 de dezembro. Sua missão, Manstein proclamou depois, era se aconselhar com Paulus e Schmidt a fim de prepararem-se para a operação Trovoada. Versões e interpretações diferentes do que foi dito neste encontro nunca serão conhecidas. Está claro, contudo, que Manstein ainda evitava assumir a responsabilidade por ter desobedecido a Hitler. Ele não daria a Paulus uma diretriz clara e recusou-se – sem dúvidas por razões de segurança – a voar para dentro do Kessel a fim de discutir a questão face a face com o comandante do Sexto Exército. Além disso, Manstein deveria saber desde o princípio que Paulus, com sua firme crença nas cadeias de comando, nunca tentaria romper o bolsão sem uma ordem formal do alto-comando. Os esforços de Manstein, em suas memórias, para absolvê-lo de qualquer culpa no destino do Sexto Exército são curiosamente exageradas, bem como injustas com Paulus. Parece que ele sofria de uma consciência atormentada, mesmo que ninguém o houvesse culpado.”
    Acima um dos tantos comentários sobre Manstein, e o grande “líder” que foi!
    Um comandante militar que sofre de consciência atormentada pode ser um grande líder?
    Abaixo, um dos tantos comentários sobre Jukov:
    “…Também não sabia, embora talvez o pressentisse, pois tinha ideia tanto do poderio soviético quanto do alemão, que a União Soviética estava na iminência de arcar com as consequências de uma verdadeira catástrofe militar, pela qual, como chefe do estado-maior, seria mais tarde parcialmente responsabilizado. Entretanto, dentro das circunstâncias, tinha feito o possível — e a experiência que lhe faltara até então, ganha na solução de problemas específicos de estado-maior, o transformara no mais capacitado chefe militar de que dispunha a União Soviética, às vésperas de sua entrada na maior conflagração da História.
    Militarmente, Jukov ascendera do posto de simples praça da cavalaria imperial czarista ao de tenente-general, chefe do estado-maior do Exército Vermelho e sub-comissário de defesa da União Soviética. Politicamente, de simples militante do PCUS, ascendera à posição de delegado ao Soviete Supremo da União Soviética].
    Era uma estupenda carreira paralela, desenvolvida em pouco mais de vinte anos — mas que de maneira alguma representava o fim da ascensão de Georgi Konstantinovich Jukov. A guerra contribuiria apenas para acelerá-la, pois quando ela irrompeu ele era um dos poucos homens certos que ocupavam a posição certa no momento certo em toda a URSS”.
    Portanto, Moriarty, deves rever a tua afirmação que eu desconheço a atuação deste general na 2ª Guerra (o alemão).
    A Alemanha teve inúmeros generais melhores que Manstein (Guderian, Rommel), sendo que o melhor de todos foi Rundstedt, reconhecido por todos os militares da época, principalmente entre os aliados!
    Jukov foi o melhor russo, o mais bem preparado, um estudioso, que veio organizar o exército soviético e empurrar os alemães de volta à Alemanha.
    Não há comparação entre um e outro!
    Quanto a emitirmos opiniões neste blog democrático e muito bem elaborado, temos que tomar certos cuidados, haja vista que existem inúmeros recursos à disposição para se pesquisar a verdade e, lá pelas tantas, o que se descobriu pode contrariar os meros pareceres registrados sem a atenção devida.
    Eu já tive a oportunidade de elogiar um comentário teu, Moriarty, e, espero fazê-lo em outras oportunidades.
    Não preciso que tu elogies os meus, mas eu gostaria que tu os respeitasses, começando em não utilizar expressões tais como “desconhecimento”.
    Em se tratando de fatos, opiniões pessoais devem ceder lugar à verdade ou, no mínimo, ao contraditório.
    Mas continuarei a postar os meus conhecimentos a respeito da Segunda Guerra e ler com satisfação os teus, Moriarty, obviamente com elegância e educação.

  15. Moriarty
    11/10/2011 às 1:15 AM | #21

    - Manstein comandou a operação para libertar Von Paulus e ao chegar próximo deste emitiu sua ordem código “Fora General” que Von Paulus por iniciativa própria decidiu não obedecer, Von Paulus era um General, Manstein não poderia força-lo a nada só ele mesmo ou Hitler poderiam, não consigo ver aonde entra a consciência pesada de Manstein após esses acontecimentos? A decisão foi de Paulus que resolveu permanecer e ser destruído. O que se esperava dele era levar socorro, o que fez com a habilidade que lhe era peculiar, chegando próximo ao sexto exercito e dando-lhe uma chance de escapar.
    - Quanto a quem foi o melhor a opinião unanime dentro da Alemanha inclusive desses mesmos que você enumerou pendia a favor de Von Manstein, (“Em os Generais de Hitler”, O Marechal-de-Campo Lord Carver Cita “Em seu livro The Other Side of the Hill,(No Brasil o Outro Lado da Colina), livro que possuo, “Baseado em conversas e correspondência com Generais Alemães mantidos como prisioneiros de guerra após 1945, escreveu Liddel Hart;
    O mais capaz de todos os generais Alemães foi, com toda a probabilidade, o marechal de campo Erich Von Manstein, este foi o veredito da maioria daqueles com quem conversei sobre a guerra, de Rundstedt para baixo. Ele era possuidor de um soberbo senso estratégico, combinado com maior compreensão da arma mecanizada do que qualquer um dos generais que não pertenciam á própria escola de tanques).
    - O General Keitel, que não era amigo de Manstein, corroborou essa opinião quando escrevia suas memorias, enquanto aguardava o julgamento de Nuremberg:
    Eu mesmo aconselhei Hitler por três vezes a me substituir (como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas) por Von Manstein … Mas a despeito de sua admiração frequentemente manifestada pelos notáveis talentos de Manstein, ele obviamente temia tomar essa medida e, em todas as vezes, recusou-a. Teria sido isso pura indolência de sua parte ou alguma outra objeção muda lhe fazia? Não tenho a menor Idéia.(Os Generais de Hitler,Correlli Barnett Organizador, Jorge Zahar Editor).
    - “Andreas Hillgruber, um dos mais ilustres Historiadores militares Alemães, descreveu-o como “sem dúvida nenhuma, a personalidade mais importante da Alemanha na II Guerra Mundial”.(Os Generais de Hitler).
    - As observações que transcrevo agora pertencem a obra “Guerreiros de Hitler – Guido Knopp,Zahar.
    - Era uma figura militar de excepcional envergadura. Distinguia-se pela grande inteligência, enorme habilidade estratégica, determinação e entendimento imediato dos acontecimentos essenciais. (Hans – Adolf Von Blumroder, oficial do comando de Manstein).
    - Quando Manstein falava com seus homens, eles sempre sentiam que eram capazes de fazer qualquer coisa que lhes fosse exigida. (Theodor Busse, Chefe do Estado-Maior de Manstein).
    - Manstein foi a figura operacional mais importante da Wermacht, Ele teria sido a opção certa para comandar todo o front oriental. (General Hans Speidel).
    - Esse soldado brilhante e grande comandante do Exercito foi um homem nobre, no sentido mais verdadeiro da palavra, um exemplo para nós em todos os aspectos. (Theodor Busse, Chefe do Estado-Maior de Manstein).
    - Veremos o que seus adversários no partido pensavam dele:
    - Manstein pode ser tudo menos um defensor do regime nacional-socialista. Mas no momento não podemos fazer nada contra ele porque precisamos de sua perícia; pelo menos é o que diz o Fuhrer. (Joseph Goebbels).
    - Ele não é exatamente o tipo de pessoa da qual mais gosto. Porém, com certeza sabe o que faz. (Adolf Hitler).
    - Agora vamos ver a opinião do inimigo a respeito de Von Manstein:
    - Consideramos o detestado Manstein nosso adversário mais perigoso. Sua Maestria técnica em todas as situações, e digo todas mesmo, era inigualável. Talvez tudo tivesse sido pior para nós se todos os generais da Wehrmacht fossem como ele.(Marechal Rodion Malinovsky, exercito Soviético).
    - Após a Segunda Guerra Manstein por seus inegáveis talentos foi convidado a servir na Bundeswehr Veremos algumas opiniões :
    - Era uma autoridade admirável, com vasta experiência militar. Por isso é que era respeitado pelos membros do comitê de defesa (do pós-guerra).(Ulrich de Maiziére, Inspetor-Geral do Bundeswehr).
    - Manstein podia ser tudo, menos um nazista. As diferenças entre ele e Hitler eram intransponíveis. (Ulrich de Maiziére, Ex-Inspetor-Geral do Bundeswehr).
    - A respeito do julgamento de Von Manstein vamos ver as conclusões a que se chegaram.
    - A defesa que Von Manstein apresentou, em Nuremberg, do Estado-Maior Geral e do OKW, Alemão, na qual resistiu à tentação de acusar indivíduos, influenciou bastante para que elas fossem absorvidas da acusação de serem organizações criminosas,a inclusão de Manstein na categoria de crimes de guerra foi por insistência dos Russos. Ele mesmo e muitos de seus captores militares e judiciários julgaram repugnante que, tendo se rendido pessoalmente ao Marechal-de-Campo Montgomery em Schleswig-Hostein em maio de 1945, e sido aceito como prisioneiro de guerra, fosse tratado como criminoso comum e levado a julgamento. Mas isso foi preferível a entrega-lo aos Russos, como esses exigiam. E foi irônico que, tendo sido libertado em 1953, após ter cumprido quatro dos 18 anos de prisão a que fora condenado, tivesse sido convocado, em 1956, pelo governo de Adenauer na Alemanha Ocidental (Pressionado por apelos de ex-inimigos da Alemanha para que se juntassem a eles numa aliança militar contra a URSS) para assessorar a formação de um renascido Exército alemão.(Os Generais de Hitler).

    - Sobre Rundestedt ser o mais capaz.
    - A respeito de afirmares que Rundstedt foi o mais capaz, talvez seja por causa de um livro intitulado (Os Grandes nomes de nossa época – Os Generais de Hitler – Editora Três de 1974).O Artigo referente a autoria de Libero Montesi, é intitulado justamente o mais capaz, o artigo de 1974, possui ao todo seis paginas, o autor Italiano não é autoridade conhecida, ele limita-se apenas a uma síntese da carreira de Rundstedt, as opiniões que cita são duas : Eisenhower (Esse sim protótipo consumado de general de gabinete) e Montgomery, que derrotou Rommel a moda Jukov, com esmagadora superioridade numérica, e emprestou seu apoio a dois fiascos desastrosos, Dieppe e Market Garden, além de ter sido superado por Patton na corrida por Messina, ambos nunca tiveram a experiência de lutar contra Manstein e é natural que falassem somente de quem conheciam, sobretudo para exaltarem a si próprios, exaltando o inimigo que enfrentaram. Essa obra de 1974 já esta superada do ponto de vista das pesquisas mais recentes, as quais apresentei.
    - Agora algumas observações sobre suas palavras:
    - Sobre descortesia, você ao referir-se a Manstein, tentou menosprezar meu ponto de vista, referindo-se a ele como general de gabinete, isso foi provocativo, sobretudo porque nem se aproxima da verdade, Manstein foi Gen. de linha de frente, isso é fato.
    - A respeito da sua afirmação indireta de minhas irresponsáveis afirmação sem conhecimento de causa, eu só posso agradecer, pois me permitiu demonstrar com provas quem fez afirmações irresponsáveis.
    - Aliás, sobre afirmações irresponsáveis elas sempre se fazem presente quando substituímos a busca isenta pelos fatos históricos, pela nossa fé cega em ideologias e esse teu caso não passa despercebido a ninguém, é sempre difícil nesses casos, pois se busca adaptar a realidade no que se acredita não o que se acredita a realidade e é inevitável às vezes conscientemente descambarmos para o ridículo, de mantermos posições evidentemente insustentáveis e tentarmos defende-las, tentando fazer confundir cinismo com honestidade intelectual aos menos atentos.
    - Lamento se ao te chamar a atenção sobre o “Desconhecimento” no teu entender fui descortês, sobrepondo a teu ver a necessidade da cortesia antes da verdade, enquanto eu procuro sempre que possível falar a verdade com cortesia.
    - Mas assim como não guardas nenhuma reserva a meu respeito não guardo nenhuma a teu respeito, não tomes a mal minhas palavras considera que ambos aprendemos muito uns com os outros e que é sempre mais complicado mudarmos as pessoas que aceita-las como são, agradeçamos o espaço que desfrutamos aqui e que se nem sempre ouvimos o que queremos e porque nem sempre valorizamos a oportunidade de nos comunicar, que está acima de nossas vaidades e nos humaniza mais.

    Saúde paz e felicidade a todos.

  16. Francisco Bendl
    11/10/2011 às 10:17 AM | #22

    Qual foi o maior general da Segunda Guerra Mundial?

    Essa pergunta sempre me é feita!

    Fazendo palestras, em conversas informais, escrevendo artigos e até mesmo por emails aqui no Cruz de Ferro, a questão é com freqüência abordada.

    Gueorgui Jukov, Dwight Eisenhower, Bernard Montgomery, George Patton, Erwin Rommel, Douglas MacArthur e até o General Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira são sempre lembrados… Mas, dentre tantos, vejamos alguns deles…

    Montgomery teve papel importante no conflito. Foi ele o responsável pela retirada da Raposa do Deserto do norte da África. Munido de seis vezes mais elementos que Rommel, os Ratos do Deserto, como eram chamados, o 8° Exército britânico, fez recuar seu rival. Expulsando-o do Egito. Mas, falhou na Operação Market Garden que visava acabar com a guerra de imediato em 1944, perdendo uma batalha cruel e de baixas altíssimas na Europa nazista.

    Patton era sem dúvida o mais atrevido general do conflito! Suas três estrelas ficaram conhecidas pelo mundo inteiro! Gostava de ostentá-las no capacete e na bandeira de seu inseparável jeep. Salvou Eisenhower na Batalha do Bolsão das Ardenhas quando este se viu encurralado por tropas alemãs. Com seu 3° exército polêmicas não faltaram! Foi amado e odiado pelos soldados! O próprio Hitler acreditou ser Patton o comandante da invasão européia no Dia D. Seu ímpeto tempestivo o descrendeciou perante o comandante geral das forças aliadas, que o tirou de combate por duas oportunidades.

    Rommel foi o mais talentoso sem dúvida alguma! Teve pouco material, tanto humano quanto bélico e conseguiu proezas no norte da África! Vencendo diversas batalhas e diversos generais aliados. Foi o responsável pelo muro do Atlântico e sempre acreditou que as forças aliadas desembarcariam na Normandia e não em Passo de Calé, como acreditavam Hitler e seus conselheiros. Assassinado injustamente depois de ter seu nome cogitado no atentado contra Hitler, Rommel era adorado tanto pelo povo alemão quanto pelo próprio Fuhrer! Seu estado de saúde comprometeu seus passos durante muitos meses tanto na Europa quanto na África.

    MacArthur foi o general de cinco estrelas americano responsável pelo ataque contra os japoneses no final da guerra. Foi ele o leitor da carta de rendição nipônica no USS Missouri em 2 de setembro de 1945. Em compensação teve seu crédito limitado quando fugiu com sua família das Filipinas. Foi execrado por seus comandados. Seus defensores sempre alegaram que MacArthur só saiu de lá por ordem do presidente Roosevelt que o condecorou com a mais alta honraria militar americana: a medalha de honra do congresso.

    Eisenhower era o chefe das forças aliadas depois da entrada dos EUA no conflito. Foi responsável por coordenar o desembarque na Normandia! Era chamado de Eike pelos soldados por conversar de igual para igual com estes… fumava seus cigarros, bebia de seus drinks e até contava piadas em rodas frequentes! Era adorado e tinha talento especial por convencer seus comandados por qualquer evento! Esteve em campo por diversas vezes, mas Eike acreditava muito mais na logística do que em soldados!

    E por que não citar o general Mascarenhas, que comandou cerca de 5000 soldados visivelmente despreparados para o conflito! Não se sabe exatamente quem foi mais herói: se o general que comandava ou se os soldados que eram comandados! O certo é que tanto um como o outro tiveram seu papel importante na Itália!

    Zhucov (ou Jukov) teve a missão primordial de agredir e tomar Berlim em 1945. Uma tarefa difícil se formos entender que as forças nazistas recuavam e se instalavam cada vez mais próximas da capital do Reich! Foi o mais sem piedade general que esteve em campo de batalha. Não tinha pena nem do adversário e nem de seus próprios soldados! Mas foi o que menos sofreu reveses! Sua vida no conflito brilhava tanto que Stalin teve que o afastar por completo de Moscou após o fim da Segunda Guerra para que não fosse ofuscado diante da população! Foi também o responsável pela expulsão dos nazistas do território soviético!

    Corridos tantos nomes gloriosos e tantas façanhas, na opinião deste humilde mantenedor, o general que merece o posto de número um é Gueorgui Konstantinovitch Jukov!

    Acabou com a guerra na Europa, acabou com a guerra na URSS, comandou com mãos de ferro, Tomou a

    chancelaria do Reich e impôs sobre os nazistas a bandeira vermelha asteada em pleno mastro alemão! Zhukov

    desempenhou papel tão importante que após a morte de Rommel, Patton dizia que seu inimigo não era mais

    nenhum comandante nazista, mas sim, Gueorgui Konstantinovitch Jukov. Se recusou a encontra-lo gerando

    uma tremenda saia justa para Eike! Zhukov era temido! E de uma coisa podemos ter certeza se não concordarmos com quem foi o maior general: Rommel significava surpresa, Eisenhower conquistou lealdade, MacArthur ganhou devoção, mas, Zhukov foi o maior conquistador! Seu nome exigia respeito!

    http://www.cruzdeferro.com

    Fonte: Documentários do site Cruz de Ferro.

    PS: O site permite a cópia parcial ou integral da matéria desde que seja citada a fonte.

    Tendo em vista que no meu primeiro comentário eu havia votado em Jukov, que originou a polêmica entre mim e Moriarty, acima fiz questão de postar o parecer de um site responsável.

    Quanto a eu afirmar que Rundsteadt foi o melhor dos alemães, divido este conceito com duas das mais importantes personalidades da Segunda Guerra:
    Dwight D. Eisenhower o chamou de “o mais hábil dos generais alemães da Segunda Guerra Mundial”.
    O general britânico Montgomery, comentou: “Sempre pensei que Rommel fosse um bom general, mas Von Rundsteadt o supera. Era o melhor general alemão com quem me defrontei nesta guerra”.

    Para confirmar as minhas observações, mais uma vez eu peço licença para postar abaixo uma das biografias mais sérias e importantes sobre este general alemão, Rundsteadt:

    “Marechal Karl Gerd Von Rundstedt

    Seu gênio militar fez dele o melhor condutor da guerra-relâmpago, dentre os generais alemães. Jamais se lançava em empresas que não tivesse estudado e planejado atentamente. Não apreciava a aventura e sim o cálculo. Odiava o desperdício inútil de homens e de meios, sabia desfrutá-los ao máximo, mas apenas se o objetivo o exigia. Por isso, era estimado por seus soldados, os quais sabia usar com sabedoria e ascendência de verdadeiro chefe. Mantinha certa independência de julgamento, em relação a Hitler, além de possuir a faculdade de analisar agudamente as situações em seus aspectos gerais e particulares. Dessa análise partia para organizar planos estratégicos, que lhe trouxeram várias vitórias importantes.

    Seus famosos desentendimentos com Hitler (três vezes removido, três vezes reconvocado), foram todos de natureza estratégica. Não houve um contraste ou uma razão que envolvesse princípios políticos ou civis. Por sua natureza, Von Rundstedt era levado a afastar-se desses aspectos fundamentais da vida social. Pretendia-se apenas e tão-somente militar. E justamente por isso, entre a República de Weimar, débil e desarmada, e o Estado Nacional-Socialista, forte e militarizado, preferiu o segundo, com suas ambições de desforra, com seus sonhos de conquista, com suas exaltações das virtudes guerreiras. Não deixava nenhuma consideração humanitária se interpor nas suas decisões. Ficou famosa uma frase sua: “Os mortos nos fazem meditar, mas não os lamentamos”.

    Em setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, Von Rundstedt tinha sido reintegrado em seu posto há pouco tempo. E foram exatamente as suas divisões que emboscaram a parte mais numerosa do Exército polonês na ampla bolsa do Vístola, abrindo assim a estrada para Varsóvia e permitindo aos carros armados de Guderian atingir Brest-Litovsk. A estratégia aplicada pelo general obedeceu aos princípios clássicos de guerra manobrada: amplo movimento para alcançar o objetivo primário de destruir o grosso das forças adversárias. Elementos fundamentais de tal concepção foram a surpresa e a rapidez de manobra, tendo por base o perfeito conhecimento dos meios à disposição.

    Durante a campanha da França, os aliados foram batidos pelos exércitos alemães. Três semanas após o inicio da luta os remanescentes da Força Expedicionária Britânica se encontravam encurralados em Dunquerque. Von Rundstedt sempre achou necessário poupar homens e armas, e pensava também que a tarefa de aniquilar o exército de tommies encurralado na praia, diante do mar, cabia à Luftwaffe (força aérea alemã). Os ingleses se defendiam desesperadamente, à espera da flotilha de socorro que o Almirantado estava organizando ás pressas e furiosamente. Uma batalha de aniquilamento, naquelas condições, significaria um dispêndio de forças alemães, que o general considerava despropositado. Mas bastou que dois dias de intensa neblina imobilizassem os Junkers de Goering, para que 350 mil tommies conseguissem atravessar a Mancha. A decisão de Rundstedt pode ser considerada um erro. Aquele corpo de expedição, reingressado à pátria, foi um dos elementos desfavoráveis que dissuadiram Hitler da projetada invasão da Inglaterra. Contudo, Von Rundstedt obteve o bastão de marechal de campo.

    Hitler novamente tem necessidade dele, porque, enquanto se combate na França, já está projetando o ataque à URSS. Em 5 de dezembro os planos já se encontram prontos; em 21, Hitler remete as diretrizes ao alto comando; em 3 de fevereiro do ano seguinte convoca seus generais, aos quais diz triunfante: “Quando se iniciar a “Operação Barba-Ruiva”, o mundo prenderá o fôlego e não fará comentários”. Von Rundstedt não está de acordo, e em 21 de abril, dirá a Hitler. Mas confia ao general Blumentritt, naquele momento chefe do Estado-maior do IV Exército: “Esta guerra contra a URSS é uma idéia absurda, que certamente terá um resultado desastroso”.

    Hitler confiava numa campanha veloz, que obrigaria os soviéticos a pedir a paz no primeiro ano de guerra. A rapidez das campanhas da Polônia e da França haviam-no convencido de sua imensa superioridade. Mas Von Rundstedt pensava de forma totalmente diversa: “Devemos nos convencer __declarou ao próprio Führer__de que jamais venceremos numa rápida campanha de verão. Pensemos nas distâncias a percorrer. Não podemos absolutamente derrotar o inimigo e ocupar toda a URSS em poucos meses. Deveremos nos preparar para uma longa guerra…”

    O marechal de campo tampouco concordava com Hitler sobre os objetivos a serem atingidos. O Führer, como revelou o general Halder, chefe do Estado-maior Geral, pensava desenvolver o máximo esforço contra as tropas de Budennyi, ao sul. A idéia era dar um golpe mortal na economia soviética, apossando-se das ricas plantações de trigo da Ucrânia, do parque industrial do Don, e dos campos petrolíferos do Cáucaso. Em suma, ele subordinava o objetivo primário de destruir o grosso das forças adversárias, alinhadas diante de Moscou, a um fator de menor relevo. Von Rundstedt, como os outros generais, desaprova o plano e apresenta um próprio; “Antes de tudo, um forte grupo de Exército do norte deveria conquistar Leningrado e o território circunvizinho. Isto nos permitirá unir-nos aos finlandeses, eliminar a frota vermelha do Báltico, e aumentar nossa influência sobre a Escandinávia.

    Agora o Exército do centro-sul deveria avançar somente até a linha Odessa-Kiev-Lago Ilmem. “Então, se houvesse tempo suficiente, o grupo Exército norte poderia avançar por sudeste de Leningrado para Moscou, enquanto o Exército do centro avançaria a leste sobre a capital. Todas as operações deveriam ser transferidas para 1942, quando deveremos elaborar novos planos, baseados sobre a situação de então”. A concepção de manobra envolvente, desta vez contra Moscou, surge novamente na estratégia do marechal de campo. Mas Hitler não lhe dá ouvidos. Na madrugada de 22 de junho os exércitos alemães se atiram freneticamente ao ataque contra a União Soviética. Ao marechal de campo Von Rundstedt, Hitler confia a tarefa principal de seu plano: o comando do grupo do Exército Sul, cujo objetivo é a Ucrânia, a bacia do Don, e finalmente, os poços petrolíferos do Cáucaso À sua disposição tem três exércitos e o grupo blindado do general Kleist. Mais tarde, se incorporará o corpo do Exército italiano. Sobre esse setor da frente se efetuaram logo combates violentos, culminados pela famosa batalha de Kiev, e que levaram os exércitos do sul à conquista da Ucrânia, até a Criméia e Rostov. Foi indubitavelmente uma avançada veloz, mas que, como dizia Von Rundstedt, não podia ter conseqüências definitivas no conflito contra a URSS. Somente após a batalha de Kiev, Hitler ordenou o ataque à capital, onde esperava o grosso do exército inimigo. Mas, já era tarde.

    O inverno russo chegou cedo naquele ano. Primeiro transformou num mar de lama as planícies; depois fez baixar assustadoramente o termômetro. Mas Hitler queria ganhar tempo perdido, e ordenou o reinício das operações, sem aguardar o retorno do bom tempo. Em uma conferência de comandantes realizada em Orsha, às margens do Dnieper, Von Rundstedt declarou-se claramente contrário ao prosseguimento da ofensiva até a primavera. Sustentou mesmo a necessidade de retirar a frente para perto de Minsk, entre linhas mais seguras, onde seria permitido o aquartelamento das tropas e o repouso dos soldados. Hitler vetou a execução do plano do marechal de campo, e de seu quartel-general, na Prússia Oriental, traçou sobre um mapa a linha da Ucrânia, que deveria ser mantida “até o último homem”. Rundstedt teve então um outro de seus gestos de independência e pediu exoneração. Hitler concedeu-a.

    Em março de 1942, o ditador tornou a chamá-lo ao serviço, para confiar-lhe o comando de todo o vale do Atlântico, das costas holandesas à fronteira italiana. Mas o homem que se apresentou em Saint-Germain, a uma dezena de quilômetros de Paris, era um Rundstedt totalmente diverso, cônscio da inevitabilidade da derrota, certo do fim próximo. Ali permaneceu por dezoito meses, trabalhando pouco, aborrecendo-se muito a preparar defesas que sabia inúteis, contra o temido desembarque aliado. Demonstrava, sobretudo, desconfiança contra Hitler, que terminara por centralizar o peso de todas as decisões, mesmo as de natureza tática. O Jornal de Guerra do comando das forças germânicas assinala, nesse período uma vasta correspondência de queixas por parte do marechal de campo.

    Quando, no final de 1943, lhe foi confiado o general Rommel, na qualidade de comandante do grupo de exércitos que deveria opor-se ao desembarque dos aliados, surgiu logo um ríspido atrito entre os dois. O velho marechal de campo prussiano não apreciava Rommel e, principalmente não compartilhava com o jovem general a estratégia que pretendia aplicar naquela circunstância. Enquanto Rommel sustentava a necessidade de estacionar as forças blindadas na proximidade da costa, Rundstedt sustentava que deveriam ser concentradas em pontos de comunicação estratégicos, para acorrerem onde se fizessem necessárias. Realizado o desembarque, quando as forças aliadas já estavam penetrando profundamente em território francês, houve o famoso telefonema de Keitel, que lhe perguntava o que fazer, diante da invasão: “Faça a paz, imbecil! Que mais poderia fazer?”. Keitel imediatamente informou Hitler, que substituiu Rundstedt por Von Kluge, mais fiel.

    Em setembro de 1944, após a queda de Anvers, Rundstedt foi chamado pela terceira vez para o comando do setor oeste, mas agora eram os próprios generais que solicitavam a Hitler o seu retorno. Criara-se uma situação de desordem e desconfiança, que somente a mão firme de Rundstedt e sua habilidade poderiam consertar, pelo menos provisoriamente. O marechal de campo deu então a última demonstração de suas qualidades de alto estrategista, com a batalha das Ardenas. Foi uma espécie de canto do cisne, embora ele, contrariamente a Hitler, não tivesse a menor ilusão sobre os resultados daquela ação. Na noite de Natal, pegou de surpresa os americanos, derrotou-os, obrigando-os a se retirarem para além do Meuse. Mas os americanos resistiram desesperadamente em Bastogne, assediada até à chegada do general Patton. Von Rundstedt não chegou, nem mesmo dessa vez, a saborear o fel amargo da derrota. Foi novamente sua independência de julgamento que evitou isso. Fez chegar ao conhecimento de Hitler que não considerava justificadas as fortes perdas sofridas nas Ardenas, naquela situação, enquanto na frente leste as tropas soviéticas pressionavam com violência. Hitler destitui-o novamente.A Alemanha nazista está no fim. Em uma longa noite de horror desaparecem os senhores da Guerra. Rundstedt, mais humanamente, termina prisioneiro na Inglaterra, depois se exila em sua Hannover, em um apartamento onde as imagens constituem as únicas coisas vivas (Tudo é História, Prof. Nei Nordin, postado por Bráulio Flores, em 2006).

    “…pela nossa fé cega em ideologias e esse teu caso não passa despercebido a ninguém…”

    A tua colocação acima, Moriarty, demonstra que primeiro tu escreves para depois pensares no que registraste, demonstrando uma certa infantilidade e até mesmo irresponsabilidade ao afirmar tal disparate sem me conhecer, uma ofensa gratuíta, desnecessária, mas que identifica de modo insofismável quem é o radiacal nessa questão.
    O interessante é que foste tu quem lamentou as palavras utilizadas sobre mim quando disseste do meu “desconhecimento”.
    Pois os comentários e observações acima (longos, que eu peço perdão, mas eu os considerei necessários e com a devida vênia do Chico), comprovam que eu não estou tão longe da verdade, e a uso com educação e não agressividade como mais uma vez fizeste isso.
    Não te entendo, pois tu me pareces bem informado, um ótimo comentarista e postas os teus registros com base, no entanto, escorregas para opiniões sobre as pessoas sem maiores cuidados, sem o mínimo de bom senso.
    Eu não tenho nehuma ideologia. Detesto política. Detesto que deturpem a história, que não foi o teu caso e nem o meu!
    Portanto, se tu pensares um pouco mais e com calma, tu verás que me ofender na defesa de um general alemão só pode ser insanidade momentânea, haja vista que eu disse que Manstein era brilhante, mas Jukov foi o maior de todos na Segunda Guerra e Rundsteadt, o melhor dos alemães!
    E sites e ilustres personagens disseram o mesmo!
    Eu respeito as tuas opiniões, mas deves aprender a conviver com o contraditório, com aqueles que discordam de ti, queres isso ou não.
    Com ou sem ofensa ao teu interlocutor. Se tu o ofenderes, irás receber de volta o mesmo, aí eu te pergunto:
    A título de quê?
    Para corroborar o teu pensamento?
    Deste jeito não, ao contrário, pois dá a impressão que tu queres “ganhar no grito”, ou na verborragia exagerada.
    Disseste que “não tomes mal as minhas palavras considera que ambos aprendemos muito uns com os outros…” mas tu dizes ofensas em um parágrafo e pede compreensão em outro!
    Difícil lidar e tentar um diálogo contigo com tamanha inconstância!
    Certamente eu sou bem mais velho do que tu, pois este teu fervor vou atribuir à tua juventude.
    Vou seguir as tuas palavras e não mais levá-las a mal, podes contar com isso.
    Tu és um jovem que este país precisa: informado, de opinião própria, pesquisador, comprometido com a verdade.
    Tu precisas é medir as palavras quando te referires a qualquer pessoa; domar a tua reação; refrear os ãnimos, de modo a não conquistares desafetos em detrimento de admiradores!
    Pois eu vou afirmar de público o seguinte;
    Em nome da cordialidade e deste blog que faço sempre questão de elogiar pelo espírito democrático, eu sou um admirador teu, Moriarty, e quero dividir contigo, na medida do possível, vários assuntos concertentes às guerras ou quaisquer outros temas, haja vista a tua inteligência e conhecimento que ostentas.
    Espero que a paz se instale entre nós em definitivo.
    Tanto eu como tu dissemos a verdade e não precisamos mais nos dirigir palavras que não sjam de respeito e consideração.
    Igualmente felicidades a todos.

  17. Moriarty
    12/10/2011 às 3:42 PM | #23

    Que é isso Francisco, não ha a necessidade que se instale paz alguma pois não estamos em guerra , quanto aos pontos de vista os teus devem bastar a ti e os meus a mim, vamos seguir em frente e continuar contribuindo com este espaço como sempre contribuímos.

    - vamos deixar aos outros participantes deste espaço decidir o que representa opinião fundamentada e o que representa teimosia, pois se isso depender de nos cada qual julgara parcialmente o que pensa e ficaremos num circulo vicioso, pois eu te digo que embora de maneira tumultuada eu aprecio o fato de te comunicares comigo e ter me dado a oportunidade de fazer o mesmo em relação a ti a comunicação é sempre melhor que o silêncio.

    - De minha sempre tomei cuidado em relação as minhas opiniões mas deves lembrar que tudo começou com tua afirmação sobre minha opinião, de “Que Manstein foi General de gabinete” a diferença entre general de gabinete e de linha de frente deixo a critério dos nossos leitores, assim como a apreciação da qualidade das provas apresentadas, encerro o que tinha a dizer a respeito desse tópico, pois estou ansioso por opinar a respeito de outros.

    – A ti e a todos os outros companheiros de frequência deste maravilhoso espaço que temos a oportunidade de frequentar graças aos esforços de nosso companheiro Miranda, muita paz, felicidade e saúde, e muitas opiniões ainda a serem postadas.

    • 12/10/2011 às 5:20 PM | #24

      Caros Amigos

      Permitam-me pontuar nesse post sobre a opinão apresentada. O assunto por si só não é polêmico, mas pessoal! O maior articulador militar da SGM é uma questão de preferência, tendo e vista a óptica dos pesquisadores sobre as ações que cada um dos “candidatos” se envolveram e dos seus respectivos feitos. Portanto divergências e opiniões contraditórias irão aparecer.

  18. Francisco Bendl
    12/10/2011 às 6:09 PM | #25

    Simbolicamente, Moriarty, estou com a mão estendida te cumprimentando, assim como ao meu xará e ex-colega de PE, o Chico.
    Deletei esta pequena rusga desnecessária.
    De fato, este blog é sensacional por isso, por deixar que sentimentos venham à tona e posições sejam defendidas com ardor e entusiasmo, assim como bons soldados.
    Fico extremamante contente que é desta forma que estamos pondo uma pá de cal em cima das discordâncias, mas as democracias são justamente alicerçadas nos debates dentro do campo das idéias e não no de batalha.
    E, copiando o teu final, Moriarty, “muita paz, felicidade e saúde” a todos.

  19. Moriarty
    13/10/2011 às 2:44 PM | #26

    E claro Francisco, reitero tudo o que você disse e ofereço meus cumprimentos ao nosso grande amigo em comum “Que vou chamar Miranda” agradece-lo pelo espaço, pelo esforço e dedicação em mante-lo.

    - E congregar a todos que permaneçam adicionando seus comentários, não se preocupando com as maneiras diferentes que cada um tem de ver os mesmos acontecimentos isto contribui com a diversidade de opiniões e não a meu ver com necessidade de contradizer a quem quer que seja, devemos substituir o espirito de contradição pelo de investigação cientifica e a fé no que acreditamos, pela razão que tudo revisa, acrescenta ou modifica em nossas opiniões.

    - Não podemos esquecer que se podermos apurar algo como comprovadamente fato histórico, as interpretações a seu respeito nunca são permanente, mas como interpretativas, mudam a cada tentativa de analise, pois esta mesma tentativa é quase sempre motivada por novas informações que adquirimos a respeito do fato em si, e portanto torna-se difícil continuar vendo o mesmo como víamos antes.

    - E baseado nesta interpretação , validamos as objeções uns aos outros, mas invalidamos todos os antagonismos que não contribuem para nos reposicionar-mos em relação aos nossos pontos de vista, mais apenas, execramos o ponto de vista do outro.

    – Reitero os agradecimentos ao Francisco que não desprezou meus pontos de vista e os considerou a tal ponto que tentou me incutir uma nova maneira de ver e assim iniciou uma comunicação que permitiu submete-los ao julgamento de todos e de faze-los conhecer aqueles que frequentam esse espaço.

    Paz, felicidade e saúde a todos.

  20. 17/10/2011 às 12:28 AM | #27

    a russia teve tres grandes generais. 1daneve.2estençao.3quantidade

  21. Alessandro Faria
    27/10/2011 às 7:15 AM | #28

    Fatos curiosos sobre Generais:

    Omar Bradley e Ike se tornaram bons amigos durante a campanha do Saara e ambos detestavam o estilo espalhafatoso e ridículo de Patton.

    Rommel era arrogante e prepotente. Após a derrota na áfrica e perder o comando do Afrika Korps, foi mandado por Hitler (imbecil mor) pra fazer Muralha Atlântica na Normandia. Durante a Invasão, estava em Paris comprando sapato pra mulher.

    Von Rundsted ficou com medo de acordar Hitler nas primeiras horas da invasão.

    Eisenhower simplesmente treinou tropas, capacitou, transportou e possibilitou a invasão da normandia, mantendo estratégia firme para chegar até Berlin e acabar com as ratazanas nazistas, junto com os soviéticos. Meu voto vai pra ele, sem dúvida.

    Faltou Churchill, um simples civil que no Parlamento, conseguiu defender seu solo. Odiava as V1 e V2 que matavam civis na Inglaterra. Para destruir a máquina e a Fé Nazista, ele foi ardiloso e utilizou como um general a INTELIGÊNCIA.
    Os Comandos e Páraquedistas ingleses que efetuaram as missões, sabem que o Sacrifício não foi em vâo.

    E pra terminar, o pior:

    Montgomery era um aristocrata afetado e péssimo em campanha. tinha rinite à areia do deserto

  22. 04/12/2011 às 10:11 PM | #29

    Parabens pelo Blog Sr. Francisco Miranda,muito interesante e completo sobre a II Guerra.

  23. 10/01/2012 às 5:24 PM | #31

    Considero o maior articulador Gueorgui Zukhov, pela capacidade de, mesmo quando a queda de Leningrado, Stalingrado e Moscou serem iminentes, ter o olhar estrategista e reverter a situação. E ainda mais: estimulado pela corrida dos generais fomentada por Stalin, chegou e tomou Berlim. Bom estrategista é aquele que cumpre seus objetivos propostos com total eficiencia e de maneira total. Não é por acaso, que apos o fim da Segunda Guerra, Stalin temia o prestigio adquirido de Zhukov ao triunfar em Berlim.

  24. Rodolfo
    28/01/2012 às 6:48 PM | #32

    Quem votou em Rommel, não sabe o que a propaganda alemão fez.

  25. Newton Picollo
    12/02/2012 às 2:35 PM | #33

    A força da propaganda que a alemanha nazista implementou é uma maiores marcos dessa guerra.
    Minha votação (Jukov/Zukhov) é decorrente da minha impressão frente a propaganda percebida pelos que registraram os fatos. Daqui a alguns anos, se forem abertos os registros que ainda sobraram dessa sangrenta fase da humanidade, poderemos comparar a propaganda com os fatos. Daí teremos a verdade de fato.

  26. JAS
    12/04/2012 às 9:16 PM | #34

    Zukhov venceu os Japoneses e os Alemães!!!

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