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Senta Pua – A Origem


Segue abaixo material enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

Quantas vezes esta expressão, que muitos não sabem exatamente o que significa,  foi dita sem sabermos ao certo de como ela surgiu, e o por que do símbolo do 1º Esquadrão de Caça da FAB ter uma avestruz como ave símbolo, se esta ave nem voa.

            De acordo com o relato do Capitão Paiva, único representante deste grupo, que fez parte do corpo de Associados da ANVFEB PE, e que para nossa tristeza faleceu no dia 31.12.2010, mas que deixou um grande legado com seus relatos e histórias, podemos compartilhar estas informações com outros interessados nos assuntos relacionados com a Força Expedicionária Brasileira.

            O grito “Senta a Pua” foi dado pelos integrantes do 1º Grupo de Caça da FAB, nos céus da Europa em um dia nublado e chuvoso, por ocasião da 1ª missão dos bravos pilotos brasileiros, e que ecoou com um gigantesco trovão, principalmente sobre o Exército Alemão na Itália, e citando o imortal da Academia Brasileira de Letras, Austragésilo de Athayde, significa lançar-se contra o inimigo com decisão, coragem, sangue frio, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo, pois quem “Senta a Pua”, arremete de ferro em brasa e verruma o bruto. Ainda segundo o major Rui Moreira Lima, esta expressão era um dito popular na década de 40, muito usada no região Nordeste( Senta a Pua, Zé Maria), quando do período de treinamento, antes de nos encaminhar para o Panamá. Quando voltamos esta expressão era usada corriqueiramente, e um dos que mais  a ouviam era o nosso motorista, Cabo Moura, pois todas as vezes que tínhamos que ir para o Campo de Aviação, gritávamos para ele: “Senta a Pua, Zé Maria”.

            A insígnia “Senta a Pua” surgiu ainda durante o treinamento nos Estados Unidos, quando se estava prestes a partir para o Teatro de Operações, pois é comum a toda unidade possuir o seu distintivo próprio, e invariavelmente de cunho humorístico, e o grupo brasileiro não poderia deixar de ter a sua própria marca. As controvérsias foram grandes durante o processo de escolha do símbolo, onde alguns falavam em adotar o “Zé Carioca” de Walt Disney; outros opinaram por se utilizar o “Jeca Tatu” de Monteiro Lobato e outros sugeriram um “macaquinho diabólico”.

            Para dar fim a este imbróglio, o Capitão Fortunato, veio resolver o problema com o seu jeito jovial e brincalhão, aliado ao fato de ser ótimo desenhista, surgindo com a ideia de “Avestruz Voadora”. Logo todos questionaram por que uma avestruz e não uma ave típica do Brasil.

            Ele explicou que esta ave, como todo sabem tem um estômago enorme, daí a expressão “estômago de avestruz” – que é usada para identificar aqueles que comem demais, qualquer alimento. Os nossos Homens que eram acostumados à deliciosa cozinha brasileira, com o feijão e arroz, ao se depararem com a comida americana, que  apesar de ter um alto valor nutritivo, o seu sabor era completamente distinto dos servidos em nossos quartéis, tinha sempre um gosto mais adocicado que a nossa comidinha brasileira. Como não se podia esperar muito, a adaptação teve que ser rápida: carne em  conserva, presunto, ovo, tudo tinha um gosto terrível para nossos soldados, portanto tinha-se que ser uma avestruz para engolir aquilo tudo, então surgia a ave.

            Para se compor o desenho deste Grupo de Aviação de Caça, resolveu-se colocar em suas  mãos um velho bacamarte, que simbolizaria nossas metralhadoras. Um grande escudo azul com a insígnia do Cruzeiro do Sul na asa esquerda dava o ar espartano da nossa defesa, em cima de uma nuvem branca que simbolizava a paz pura e permanente, e sobre ela um céu vermelho, caracterizando a guerra cruel e sangrenta. Para finalizar esta caracterização militar,um quépi da FAB, mas ainda não havia um rosto para esta avestruz, então o Capitão Fortunato munindo-se de papel e lápis, fez uma caricatura do nosso amigo Lima Mendes(Limatão), rapaz sempre alegre e brincalhão.

Fonte: Livro “Lembranças e relatos de um Veterano do 1º Grupo de Caça”

                        Gilberto Affonso Ferreira Paiva

            Livro “Nas barbas do Tedesco”

                        Elza Cansanção de Medeiros

 

Fonte das Fotos:

http://fabriciofsousa.blogspot.com

http://sentapua.com.br

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  1. 15/11/2011 às 11:23 AM

    para que curti, interessante a origem do “Senta a Pua”

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