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Arquivo para a categoria ‘Pernambuco’

GRAF ZEPPELIN – Da Propaganda Nazista ao Esquecimento Histórico!

O Graf Zeppelin tinha 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 20 passageiros e cerca de 45 tripulantes e um volume de 105.000 m³, sendo o maior dirigível da história até a data de sua construção em 1.928.

Sua estrutura era baseada numa carcaça de alumínio, revestida por uma tela recoberta por lona de algodão, pintada com tinta prata, para refletir o calor.

 Dentro, existiam 60 pequenos balões com gás hidrogênio, juntamente com os 5 motores Maybach, de 12 cilindros, desenvolvendo até 550 HP (máximo) cada, alimentados com um combustível leve, o Blau Gas (gás azul = H²) e gasolina, que o mantinham no ar, a uma velocidade de até 128 km por hora. Tinha capacidade de carga para até 62 toneladas.

O primeiro vôo aconteceu em 1.928, ligando Frankfurt a Nova York, e durou 112 horas.

Em 29 de agosto de 1.929, comandado por Hugo Eckener, completou o primeiro voo em redor do mundo ao aterrar em Lakehurst, Nova Jersey, nos Estados Unidos da América.

Essa famosa epopeia ao redor do mundo durou 21 dias, iniciada em 8 de Agosto, durante os quais percorreu 34.600 km.

Saindo da Estação Aeronaval de Lakehurst , estado de Nova Jersey, nos EUA, atravessou o Oceano Atlântico e fez a sua primeira escala em Friedrichshafen, na Alemanha, depois pela Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tokio, onde fez escala. Posteriormente pelo Oceano Pacífico rumo ao Estados Unidos e, em 26 de Agosto, depois de 79 horas e 22 minutos de navegação, aterrou em Los Angeles, Califórnia.

Finalmente, em 29 de Agosto, regressou à Estação Aeronaval de Lakehurst, seu ponto de partida.

O Graf Zeppelin oferecia grande conforto.

Apenas 35 lugares eram disponíveis, e normalmente a lotação não ultrapassava 20 passageiros.  A aeronave era bastante estável,  devido ao seu tamanho. Os passageiros dispunham de cabines duplas, com beliches, sala de estar e de jantar, e até um salão para fumar, cuidadosamente isolado para não incendiar o perigoso e inflamável gás de sustentação da aeronave, o hidrogênio.  Exceto no salão de fumar, era proibido o uso de cigarros, charutos e cachimbos em qualquer lugar do dirigível. Os passageiros eram revistados no embarque, e o porte de isqueiros e fósforos era rigorosamente proibido. Os isqueiros do salão de fumar eram presos por correntes à mesa.

Infelizmente, apenas 14 meses depois da novidade ter chegado ao Brasil (1.936), o Hindenburg acidentou-se em Lakehurst, New Jersey, nos Estados Unidos. Pouco antes de pousar, a aeronave incendiou-se, por motivos até hoje não esclarecidos, no dia 6 de maio de 1.937. não fica descartada a hipótese de uma manobra criminosa…

61 tripulantes e 36 passageiros estavam a bordo. Desses, 13 passageiros e 22 tripulantes faleceram, além de uma pessoa no solo. Essas 36 vítimas encerraram definitivamente a carreira dos dirigíveis Zeppelin. Foi o fim de uma era.  Apenas um mês depois, o Graf Zeppelin foi retirado de serviço.

O dirigível-irmão do Hindenburg, o LZ-130 Graf Zeppelin II, já concluído, nunca chegou a entrar em serviço ativo.

Depois de passar alguns anos em um museu, ambos foram desmontados em 1.940, para aproveitamento do seu alumínio em aviões militares, por ordem do Marechal do Reich Hermann Goering.

Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin (1.838 – 1.917) Ferdinand Graf von Zeppelin, Graf Zeppelin ou Barão Zeppelin nasceu em Konstanz, Grão Ducaco de Baden (hoje parte de Baden-Württemberg, Alemanha). General alemão e construtor de aeronaves; fundou a Zeppelin Airship company, construtora dos famosos dirigíveis Zeppelin.

 Dr. Hugo Eckener (1868 – 1954)  era o chefe do Luftschiffbau Zeppelin nos anos da inter-guerra, sendo comandante do famoso Graf Zeppelin em muitos de seus voos, incluindo o primeiro voo tripulado ao redor do mundo, fazendo-o o comandante mais bem sucedido da história da aeronáutica.

Viajar no Zeppelin era um luxo permitido para poucas pessoas. A passagem para a Alemanha era muito cara, algo equivalente a 10 mil Euros atuais (2.011). O trecho doméstico entre o Rio e Recife também era caro, e poucos lugares eram disponíveis. A viagem entre o Rio e a Alemanha durava 5 dias. 2 dias eram necessários para a travessia do Atlântico. A velocidade máxima era de 128 Km/h, muito mais rápida que a velocidade dos navios de passageiros da época, que variava entre 25 e 40 Km/h.

 A temporada de 1.936 dos dirigíveis alemães foi marcada pelo primeiro voo comercial do D-LZ129 Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin. Esse voo inaugural, comandado por Lehmann, foi feito para o Brasil, e decolou para o Rio de Janeiro em 31 março de 1.936.

 A grande maioria dos voos do Graf Zeppelin para o Brasil foi comandada por Hugo Eckener. Este, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães, acabou excluído dos últimos voos dos Zeppelins, como vimos, especialmente os do Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista. Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazista que acabou falecendo no desastre do Hindenburg, em maio de 1.937.

O Graf Zeppelin completou, no total, 147 vôos ao Brasil (sendo 64 transatlânticos) entre os 590 vôos da sua longa carreira de 17.177, 48 horas de vôo, em nove anos de operação (1.928-1.937), o que tornou-o o mais bem sucedido dirigível da história da aviação. Foi uma fantástica e impecável carreira para uma aeronave que foi projetada e construída como protótipo, mas que, de tão perfeita, acabou sendo colocada em serviço.

Transportou um total de 34 mil passageiros,  30 ton de carga, incluindo 2 aeronaves de pequeno porte e um carro, e 39.219 malas postais, com total segurança e sem acidentes.

Passados 75 anos, pouca coisa resta da história dos Zeppelins no Brasil. A maior e mais notável é o hangar de Santa Cruz, ainda intacto e em uso pela Força Aérea Brasileira. Não é o último hangar de Zeppelins ainda existente, como reza a lenda, pois o hangar de Lakehurst ainda permanece igualmente intacto.

Em Recife, ainda resta, relativamente intacta, a torre de atracação de Jiquiá. 

O Museu Aeroespacial, do Rio de Janeiro, tem em seu acervo uma das hélices de madeira do Graf Zeppelin e alguns pedaços de tela rasgada, resultado de trabalhos de manutenção, e nada mais.

Nesta fantástica foto de Ferreira Júnior, de propriedade de seu afilhado Sidney Paredes vemos o momento de desembarque dos passageiros do dirigível Graf Zeppelin na base aérea de Santa Cruz.

 

Passagem por Recife

 

Enviada por email segundo os Crétidos abaixo:

FORMATAÇÃO: MENSAGEIRO DA PAZ

TEXTO: NET + comentários

IMAGENS: NET + Arquivo

DATA: 09 – 02 – 2.012

Uma Justa Homenagem ao Tenente Mário Messias

Um dos objetivos desse BLOG, além de tentar vislumbrar a História segundo uma visão critica e sem qualquer dissimulação ideológica, é de divulgar o reconhecimento àqueles que lutam como guerreiros na manutenção e preservação da História. Um desses honrados homens é o Tenente Mario Messias. Cidadão de uma larga cultura e privilegiada inteligência foi agraciado, de forma muito justa, com a Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho no Grau Ouro, concedido pelo Instituto dos Docentes do Magistério Miliar de Pernambuco, IDMMPE. Segue abaixo a descrição da honraria.

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O Instituto dos Docentes do Magistério Miliar de Pernambuco, IDMMPE, através de análise do seu presidente, decidiu, de acordo com o Estatuto e o Regimento Interno, aprovar a concessão da Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho no Grau Ouro. ao Tenente  Silvio Mario Messias  de Oliveira.

A condecoração é reconhecida como de valor oficial e tem seu uso permitido com os uniformes militares (…) Os militares do Exército poderão cadastrar a Medalha no Departamento Geral do Pessoal sob o código (A 15). O proponente da horaria foi o Presidente, Coronel Evaldo Alves PEREIRA. A proposta foi ratificada pelo Ten Cel Com Ricardo ROQUE da Silva, Comandante do 4º Batalhão de Comunicações e Presidente Honorário do IDMMPE. A comenda foi entregue em 22 de março passado.

 Nas fotos, o recebimento da Medalha do TC ROQUE e no salão de Honra com o Cel Pereira.

Recebimento de Medalha - TC ROQUE ao Tenente Messias

Cel Pereira com o Tenente Messias

 A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco tem orgulho de ter como colaborador o digníssimo oficial.

Analisando As Duas Faces da Glória – William Waack – Parte 01

Muito se escreveu sobre a Força Expedicionária Brasileira ao longo dos anos. Muitos desbravadores se enveredaram pela literatura para contemplar a sua própria visão da Campanha da FEB, dentre eles, vários pracinhas de todas as patentes. Evidentemente o mais relevante relato é do próprio Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas que escreveu A FEB pelo seu Comandante, em 1946. Tinha como objetivo que sua obra fosse parâmetro para outras.

E si tratando de obras sobre a FEB, nenhuma outra conseguiu tanta repercussão quanto à do jornalista Wiliam Waack em As Duas Faces da Glória – Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1985. Essa obra de cunho jornalístico expunha a visão dos aliados e dos inimigos sobre a Força Expedicionária Brasileira, desde a sua formação até a sua atuação como força combativa. O trabalho do jornalista foi severamente atacado pelas Associações de Ex-Combatentes por direcionar a obra para minimizar a atuação da FEB, contradizendo a História oficial e todas as outras pesquisas e memórias anteriores.

Esta e outras publicações no blog terão como objetivo a análise do livro AS DUAS FACES DE GLÓRIA. Nosso objetivo é realizar uma exposição da obra para verificar se ela cumpre o papel a que se propõe:

ser uma contribuição para novas reflexões sobre o passado e para que a História comece a ser escrita com critérios realmente sérios e científicos.” – As Duas Faces da Glória – pág. 15

 

Não temos a pretensão de ser referência para a leitura do livro ou nos considerarmos críticos da obra, tão pouco, queremos desmerecer o trabalho de uma dos maiores jornalistas desse país, mas precisamos ter critério para analisar a HISTÓRIA, pois a pesquisa histórica impõe uma visão que não pode seguir uma linha argumentativa tendenciosa; não pode ser vista segundo a visão declaradamente preconceituosa. Infelizmente observa-se o teor revanchista logo na introdução da obra, antes mesmo de iniciar a exposição de suas ideias.

Introdução de as Duas Faces da Glória

 É importante analisar o período histórico em que a obra foi escrita.  O livro foi escrito em 1985. O Brasil era um país ansioso pela redemocratização e havia um apelo público generalizado para que os laços de condução voltassem a figurar em mãos civis. É exatamente nesse clima que o autor informa que a sua geração era chamada a condução do país, sendo categórico quando liga militares integrantes da Força Expedicionária aos acontecimentos de 1964. Isso é correto? Seria correto relacionar a FEB aos acontecimentos de 1964? E mais ainda, utilizar desse relacionamento para explicar o país em 1985. Essas perguntas devem constituir uma análise em primeira instância das pretensões do jornalista. Ligar à ascensão da carreira militar de indivíduos que fizeram parte da FEB nas décadas posteriores a desmobilização, e a própria tropa brasileira, relacionando-a a 1964 é uma incoerência. Fazendo uma breve análise da carreira de dois Marechais que lutaram na Itália, e que são citados pelo autor, o General Castello Branco (Chefe da 3ª Seção da FEB) e o General Henrique Teixeira Lott (Oficial de Ligação da FEB e posteriormente Chefe da Comissão de Reaparelhamento do Exército). O primeiro participou ativamente dos acontecimentos de 1964 e se tornou o primeiro Presidente Militar do Regime, assinando os primeiros Atos Institucionais que davam plenos poderes ao regime que se instaurava no país. O segundo foi candidato à presidência em 1961, perdendo a eleição para Jânio Quadros, mesmo assim, não apoiou a tentativa de um golpe para impedir que o vice-presidente, João Goulart assumisse a presidência após a renúncia de Jânio. Sendo o mais importante apoio conseguido por Brizola na Campanha da Legalidade. Foram militares com visões diferentes da conjectura política brasileira na década de 60. Também podemos citar o Marechal Brayner (à época Chefe do Estado Maior da DIE) e que fazia oposição ferrenha ao Presidente Castello Branco, desafeto declarado desde a atuação da FEB. Essas apreciações formam um quadro interessante, mas não se relacionam com a participação dos generais citados com a Força Expedicionária Brasileira, exceto por suas carreiras, que foram evidenciadas após a guerra, o que é de se esperar, mas isso não é mérito apenas da FEB, é mérito pessoal desses militares, pois durante as décadas pós-conflito havia uma linha tênue entre a os político e os militares. Poderia citar listas e listas de oficias da FEB que nem ao menos conseguiram galgar o generalato, portanto não há como ligar o Brasil e sua participação na Segunda Guerra com os acontecimentos de 1964, são contextos diferentes. A FEB não era importante para a política interna, ao contrário do que o autor defende, mas contribuiu para o fim do Estado Novo, e fim! Encerra-se a contribuição da FEB para a História do país. Outra perspectiva de análise é que a maioria dos oficiais superiores, oficiais subalternos, graduados e soldados da FEB, após a desmobilização do contingente brasileiro, ainda na Itália, foram vítimas do governo que o constituíram, para que não fossem usados como instrumento na frágil estabilidade varguista, mas que inspirou politicamente o Brasil. O governo brasileiro fez o que estava ao seu alcance para desligar ou isolar os militares que estiveram na Itália, realizando e executando um planejamento para que não houvesse ecos dos ideais defendidos pela tropa brasileira em solo estrangeiro. Portanto, no período em que o livro do jornalista Wiliam Waack foi publicado, a maioria dos pracinhas que lutaram na Segunda Guerra estavam desassistidos pelo Estado, jogados ao esquecimento histórico mesmo após a instituição do regime militar de 1964. O que podemos afirmar é que a grande maioria dos integrantes da Força Expedicionária Brasileira foram mais vítimas do que instrumento de instauração do regime de 64. Evidente que a análise histórica corrobora com essa teoria.

Continua…

Chico Miranda: Só Agradece!!

Quando concebi esse BLOG tinha como objetivo a consolidação de um sonho: expressar minha visão desse evento que contribuiu para formar a sociedade como conhecemos hoje. E uma dos agentes motivadores era exatamente a quantidade de aberrações e deturpações que existem desse evento na internet, bem como as influências ideológicas que cercam as interpretações tendenciosas da Segunda Guerra.

Mas uma grata surpresa surgiu com a evolução desse trabalho. AMIGOS! Que compartilham da mesma visão de disseminação do conhecimento. Consegui angariar, através do blog, amigos que, mesmo não conhecendo pessoalmente, possuem atributos que são raros em um país que nem sempre tem uma olhar satisfatório para a sua própria História. E não foram poucos!

Hoje, recebi uma grata homenagem do meu amigo do Pará, Márcio Pinho, que além outras qualificações é um exímio pesquisador e, para minha surpresa ARTISTA. Que faço questão de publicar.

Meus agradecimentos ao pessoal da WebKits que é uma fonte inesgotável de conhecimento sobre plastimodelismo e Segunda Guerra.

Abraços a TODOS!

Márcio Pinho: ....E nosso historiador virtual-mor, meu bom amigo Chico Miranda, uma das gratas surpresas que tive na net...

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Segunda Parte

            Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

          Os alemães atuando no atlântico sul iniciaram os ataques a nossa Marinha Mercante, deixando vítimas e causando a revolta do povo brasileiro. Nos ataques perdemos no mar 469 tripulantes, sendo 121 oficiais, 08 comandantes: Pedro Veloso da  Silveira(Cabedelo), José Moreira Pequeno(Cairu), Renato Ferreira da Silva(Piave), Augusto Teixeira dos Santos(Araraquara), Almiro Galdino de Carvalho(Osório), Américo de Moura Neves(Antonico), Acácio de Araújo Faria(Tutóia) e Arthur Monteiro Guimarães(Bagé), juntamente com eles faleceram também 502 passageiros, dos quais mulheres e crianças.

            Os alemães atacaram embarcações que estavam despreparadas para enfrentar qualquer ataque, sendo a primeira embarcação o Navio “Taubaté”, em 22 de Março de 1941, quando navegava do Chipre para Alexandria, totalmente identificado, com a bandeira brasileira pintada dos dois lados e sobre o convés, quando foi atacado por um avião da Luftwaffe, que lançou bombas ao redor do navio.

            Ao iniciar o ataque, o Comandante Mário Tinoco mandou içar imediatamente a bandeira nos mastros de proa, e no mastro central um pano branco. Estas indicações de nada adiantaram, pois o navio foi duramente atingido abaixo e acima da linha de flutuação e, o mais triste foi que o seu conferente Fraga foi metralhado e morto em pleno convés, e vários outros tripulantes ficaram feridos, sendo 13 em estado grave.

              Outro incidente ocorrido em 18 de Março de 1941, foi o desaparecimento do Navio “Santa Clara”, que viajava com carga para o Governo Federal, e supõe-se que tenha naufragado nas costa dos Estados Unidos, com perda total de sua tripulação. Os jornais anunciaram o seu desaparecimento, então o governo entrou em contato com o Embaixador Carlos Martins, solicitando que ele verificasse junto ao governo norte americano, as condições meteorológicas no dia e local do   acontecimento. A resposta foi que no dia houve um forte temporal, e que era impossível determinar as causas do desaparecimento.

            O governo não aceitou esta resposta, e com o prosseguimento das investigações, as suspeitas de que as condições do tempo estavam perfeitas, o que reacenderam as suspeitas que ele havia sido mais uma vítima da campanha submarina do Eixo. A perda foi total e o Navio “Santa Clara” foi o primeiro navio da nossa Marinha Mercante a ser atacado.

             O Navio “Buarque” foi torpedeado pelo submarino alemão U – 432, comandado pelo Capitão Heinz O.  Schultz em 16 de Fevereiro de 1942. Esta embarcação foi construída nos Estados Unidos e pertencia ao Lóide Brasileiro e tinha 5.152 toneladas, e havia partido de Curaçao nas Antilhas, com destino a Nova Iorque, quando às 0h45min do dia 16 e estava a 60 minutos do Cabo Hatteras, posição 36º 13N e 74º 5N recebeu o impacto do torpedo. Na ocasião ele transportava 74 tripulantes e 11 passageiros, sendo que um destes veio a falecer.

 

Friedrich Guggenberger, Comandante do U513 - Atuou na Costa Brasileira

Lançamento de Livro: Pistóia, Quadra 28.

Fui convidado para participar do lançamento do livro Pistóia, Quadra 28, do escritor Paulo Afonso Paiva.  Portanto estarei prestigiando o talentoso autor no lançamento de um livro muito bem escrito e de uma narrativa sensacional. Recomendo o livro que segue em leitura fácil e bastante prazerosa.

Segue o convite:

 No dia 16 de março vindouro, às 19 horas, no Memorial de Medicina de Pernambuco (Derby), estarei lançando o romance “Pistóia, Quadra 28″, sobre um grupo de soldados nordestinos na Segunda Guerra Mundial. Nele, procuro demonstrar como um grupo de jovens retirados de seus cotidianos foram enviados para lutar num lugar que nem sabiam onde seria. Lá eles mal equipados (o armamento só chegou na Itália), com pouco adestramento, atacaram um inimigo não vencido – como querem alguns – e venceram. Não foram heróis. Foram homens que cumpriram seu dever com honra. Estou convidando o senhor para comparecer a uma pequena mostra de reconhecimento que farei aos veteranos. Se não puder vir, gostaria que enviasse um representante e trouxesse a boina de veterano para ficar na mesa.

Os interessado na compra do livro, enviem email para o autor:  paivap50@gmail.com

Capa do Livro

Citações de Combate da Força Expedicionária Brasileira – Parte I

Citações de Combate são relatórios sobre o desempenho individual de algum militar envolvido em ações de combate. Para comemorar o aniversário da Tomada de Monte Castelo, vamos publicar algumas citações elogiosas que foram registrados na Revista Cruzeiro do Sul para louvar o desempenho de militares envolvidos nas operações vitoriosas sobre Monte Castelo e nas operações de contenção dos contra-ataques alemães.

Fonte: Cruzeiro do Sul, gentilmente cedidas pelo pesquisa Rigoberto Souza Júnior.

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Soldado AFONSO DE MELO, do I Regimento de Infantaria – IG – 267.486 – Estado Rio de Janeiro.

Em 23-2-1945

                A citação do Soldado AFONSO DE MELO tem dupla significação uma vez que exalta não só o valor combativo da gente brasileira como o profundo amor as tradições de sua terra.

                A subunidade atacara e se apossara do ponto cotado 958. Manter o terreno conquistado em condições básica para o prosseguimento das operações do Regimento, mesmo que lhe custasse os maiores sacrifícios. Dessa verdade bem sabia o Soldado Melo, tanto que lutou muito, lutou denodadamente para que todos os contra-ataques lançados pelo inimigo com o intuito de reapossar-se das posições perdidas, fossem rechaçadas. Foram quatro dias de tenaz esforço coroados de completo sucesso, assim, sem mácula, a pureza das ações dos homens de sua tempera. E tanto isso é verdade, que uma feita, quando o seu Comandante de Pelotão se deslocara com um Grupo de Combate para uma ação nas profundidades, o Soldado Melo, como observador avançado de seu Grupo, pressentira que cerca de 60 alemães se avizinhavam da posição. Sem perda de tempo, comandou o fogo do pelotão, solicitou ao Comandante de Companhia apoio de fogo de artilharia enquanto simultaneamente fiscalizava o consumo de munição, só permitindo tiros à curta distância. Numa legítima explosão de sentimento de responsabilidade, na fase mais critica do combate gritou, com toda a força de seus pulmões: “quem recuar eu fuzilo”. Ele mesmo abateu, a tiros de fuzil, um inimigo armado de metralhadora.

                Era um brasileiro que ali estava, defendendo o nome da tropa brasileira e honrando as belas tradições de sua gente.

                Mais tarde foi ferido com estilhaço de granada e evacuado para o Hospital.

                A ação excepcional do Soldado AFONSO MELO traduz, na sua grandiosidade, as mais perfeitas virtudes do Soldado do Brasil.

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3º Sargento OTTON ARRUDA, do 11º Regimento de Infantaria – IG – 199.186. Estado de Minas Gerais.

Em 17-2-45

                Fazia parte de uma patrulha que nesse dia saiu em missão de reconhecimento da reigão do VALE. Quando examinava uma das casas de ABETAIA é ferido por explosão de mina. Grandes sofrimentos físicos lhe produziram os ferimentos recebidos. O Tenente comandante da Patrulha, entretanto, faz-lhe um apelo para que suporte as dores em silêncio, de modo a não atrair o fogo do inimigo sobre os demais companheiros. Daí por diante o Sargento OTTON estoicamente cala o seu sofrimento, até o regresso da patrulha às linhas amigas.

                A fortaleza de ânimo, o espírito de sacrifício, a abnegação do Sargento OTTON merecem destaque especial, para reconhecimento da FEB na Itália.

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Cabo MANUEL CHAGAS, do I Regimento de Infantaria – IG – 305272 – Estado do Rio de Janeiro.

Em 23-2-45:

Já no curso do ataque do seu Pelotão à posição de LA SERRA, se distinguira, pelo ardor combativo, o Cabo Chagas. Todo o esforço empregara, a seu ânimo inflexível de brasileiro pureza em jogo para que a posição fosse conquistada e mantida. Suportara contra-ataques e trabalhara para rechaçá-los. E não parou aí a sua atividade.

                Certa vez alcançada uma posição inimiga passou a observar os arredores atentamente. Notou que dois alemães se aproximavam, deixou que ambos chegassem à porta do abrigo. Neste instante, apontou-lhes a arma, fê-los prisioneiros. Um terceiro adversário, incontinenti atirou-lhe uma granada de mão, que infelizmente não o atingiu. E neste ritmo prosseguiu a sua ação, em benefício do cumprimento integral da missão do Pelotão.

                A ação serena, inteligente, a capacidade profissional, o desassombro, a noção perfeita do cumprimento do dever, tornaram-no um exemplo bem digno da tropa brasileira.

Comemorações do Aniversário de Tomada de Monte Castelo!

 A Tomada de Monte Castelo faz aniversário no próximo dia 21. Enquanto o país celebra o Carnaval, o feito militar da Força Expedicionária Brasileira completa 66 Anos. A História de Monte Castelo é interpretada erroneamente por pessoas que não conhecem os fatos que antecedem aos desastrosos ataques de novembro e dezembro de 1944, e ainda tem visões distorcidas dessa vitória das tropas brasileiras. Monte Castelo ceivou a vida de centenas de soldados brasileiros e abateu o moral não apenas da FEB no front italiano, mas de toda a nação que aguardava ansiosa pelo desempenho de seus soldados.

                Portanto teremos como objetivo até o próximo dia 21, realizar uma análise das operações fracassadas e, principalmente expressar os Fatos Históricos que marcaram Conquista final em fevereiro de 1945, referenciando a memória dos que lá tombaram e exaltando os vitoriosos que sobreviveram a esse acontecimento.

Capitão Paiva: um exemplo de Policial do Exército.

Vou apresentar-lhe o capitão da reserva Edson Rodrigues Paiva, um homem que entrou no exército na década de 60 como soldado e por lá ficou. A história desse militar se confunde com a História do 4º Batalhão de Polícia do Exército, e a prova cabal desse vincula está publicada abaixo:

Foto da Década de 60, Sargento Paiva como Exímio Batedor

 

Quer Prova?

 

Acampamento

 

O Carro de Combate da Polícia do Exército

 

O Carro de Combate da Polícia do Exército

 

Poucas pessoas sabem, mas o Polícia de Exército era dotada de Carros de Combate

 

Jeep do Batalhão na década de 60

 

7ª Companhia de Polícia - Antes do 4º Batalhão de Polícia do Exército ser criado

 

Fotos do Acervo Pessoal do Capitão Paiva, sua reprodução é proibida sem a autorização.

Associação Uma Vez PE, SEMPRE PE!

Caros,

 Hoje, 11 de fevereiro de 2012 é uma data especial! Reuniram-se em assembleia um grupo de Militares da Reserva, da Ativa e Reservistas da Polícia do Exército para fundar oficialmente a Associação da Polícia do Exército – UMA VEZ PE, SEMPRE PE! Nosso objetivo é congregar todos aqueles que servem ou serviram em qualquer Unidade de Polícia do Exército em qualquer tempo do nosso Brasil. E nossa Associação nasce exatamente onde a própria Polícia do Exército nasceu, dentro da Força Expedicionária Brasileira, pois foi para compor a FEB que se concebeu a primeira tropa com essa designação. A Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, gentilmente cedeu suas instalações para que a Associação SEMPRE PE possa iniciar suas atividades.

Mais uma vez agradeço o esforço de todos os amigos e companheiros de caserna que se dedicaram e essa ambiciosa, mas nobre missão.

Exposição com material da FEB

A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte I

Ouvi de certoProfessor de História” que a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial foi medíocre, e que o país era pau mandado dos Estados Unidos, sendo que jamais poderia dizer que lutou na Europa… Segundo ele: “É ridículo estudar isso”.

Percebi que há milhares de jovens entusiastas da Segunda Guerra, que sabem tudo sobre esse evento, menos os detalhes da FEB, sigla que muitos até desconhecem!

Ouvi de um jovem estudante do ensino médio, que o Brasil fez foi vergonha quando na Itália…

Em um comentário do Orkut alguém citou: “O Ataque a Monte Castelo foi uma festa de ‘fogo amigo’…

Outro falava que a quantidade de baixas da FEB foi absurda…mais de 1000 mortos!

O Brasil tinha os uniformes parecidos com os dos alemães…E muitos morreram por causa disso!

Um jovem catarinense me enviou um email fazendo uma série de perguntas sobre a vida de alguns generais germânicos que lutaram na Guerra e seus destinos. Aproveitei e perguntei se ele conhecia o General Olympio Falconière, recebi como resposta: Ele era italiano? …Não respondi mais seus e-mails.

Um estudante do 5º Período de História me parou para dar os parabéns por ter lido um artigo meu publicando em um jornal do Recife… “Gostei muito do seu artigo sobre a FEB, não sabia que o Brasil tinha lutado na Segunda Guerra.” 5º Período? De História? Meu Deus!!

Com relação a William Waack… Não comento, pois como historiador ele é um excelente jornalista…

Outro comentário:  faltou soldado para a FEB e ficaram convocando o povo que passava na rua na frente dos quartéis…

Então vamos lá! Chega de MITOS SOBRE A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA…SÓ HISTÓRIA…FATOS!

É importante colocar uma coisa: devemos separar a atuação do governo brasileiro à época da Segunda Guerra da atuação da Força Expedicionária Brasileira desde a sua formação até a sua desmobilização, portanto a análise deve ser realizada sob duas ópticas distintas. A primeira delas é o ambiente em que a FEB foi criada e as ações governamentais que foram estruturadas para que o Exército Brasileiro formasse uma Divisão para lutar, sabe lá Deus aonde, e se iria lutar. A segunda visão, a militar, nos proporciona a seguinte reflexão: qual foi e como foi o papel da FEB como força empregada no Teatro de Operação e sua importância total no cenário da guerra.

Primeira resposta: sábado 18/01

O que o Futebol da Paraíba tem haver com a Segunda Guerra?

 Uma Crônica muito bem elaborada pelo Mestre Roberto Vieira, um dos maiores talentos literários do Estado de Pernambuco, em homenagem a data natalícia de Rigoberto Souza. Esse senhor que o Estado de Pernambuco se orgulha em abrigar; Médico Dentista, Auditor e principalmente Sargento do Exército Brasileiro do 11º Regimento de Infantaria. Serviu nas principais campanhas brasileiras como Monte Castelo, Montese e Fornovo, regressando a Paraíba e, posteriormente, constituindo família em Pernambuco, onde hoje completa seus 89 anos de vida com saúde e vigor.

 O Craque de Pombal – Por Roberto Vieira

Rigoberto Souza - O nosso Parabéns

Joaquim Fernandes e a FEB – Uma Esperança e um Exemplo

Sempre que pensamos em consciência histórica do povo brasileiro somos unanimes em rotular-nos de “povo sem memória”, evidentemente que há razões consideráveis para a colocação, e quando falamos da História da Força Expedicionária Brasileira, o quadro fica mais complicado, tendo em vista a quase imposição governamental para o esquecimento dos sacrifícios dos ex-combatentes ao longo das décadas de pós-guerra. Sobre o assunto, o blog já publicou alguns artigos, e, claro, sempre embasado no descaso histórico peculiar de nossa nação. Contudo, tivemos o prazer de conhecer uma ESPERANÇA de nome Joaquim Laranjeira, filho de um honroso companheiro, o jovem garoto revigorou os ânimos de vários combatentes da memória da FEB.

Aficionado pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, Joaquim foi convidado para participar da reunião mensal da Associação dos Ex-Combatentes da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco, e deixou todos impressionados pela galhardia de conhecer e conversar com vários pracinhas da associação. Isso nos revigora, pois entendemos que a nossa esperança repousa no reconhecimento dos jovens para que a Memória da FEB permaneça viva, mesmo quando todos os nossos pracinhas nos deixar pela imposição da idade, teremos condições de repassar para as próximas gerações os exemplos dos heróis brasileiros nos campos da Itália.

Joaquim Laranjeira representa a juventude olhando para o passado de nosso país, portanto é fruto da nova realidade brasileira, da geração da informação fácil e acessível ao clique de um mouse, nessa geração é que depositamos todos os nossos esforços para que outros como o Joaquim, possam entender o passado do seu próprio povo e dignificar os sacrifícios de gerações passadas para que, hoje, desfrutássemos do mundo tal como o conhecemos.

O mais importante é que o jovem Joaquim tem sempre o apoio do pai Fernandes, aquele que incentiva e é fiel depositário do seu conhecimento, pois quantos exemplos temos negativos de pais que pouco estão interessados pelo o que o filho estuda? Fernandes é um exemplo de pai participativo na busca pela necessidade de conhecimento do jovem filho. E é assim que tem que ser; um homem que se preocupa com a consciência histórica dos seus filhos.

Então, ao Joaquim, o agradecimento pela esperança de que a FEB terá uma continuidade nas próximas gerações. E a Fernandes, nossos parabéns pela direção e incentivo dado ao filho.

E como diria nosso nobre amigo e pesquisador Rigoberto Júnior: A COBRA SEGUE FUMANDO…

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus
feitos heróicos”

 Hoje ficamos mais longe dessa Conspiração.

Saudações Febianas

Joaquim com a Bandeira da FEB

Na ANVFEB-Seccional Pernambuco

Joaquim na Rol Principal de Cerimônia da ANVFEB-PE

Joaquim com os pracinhas Alberiades e Rigoberto

CategoriasHistória, Pernambuco Tags:

O Rei Netuno e a FEB!

O que o Rei Netuno tem haver com a FEB? Na verdade nada! Ou quase nada…

Havia uma tradicional brincadeira na USNavy em presentear os marinheiros que atravessam a Linha Imaginária do Equador com “Diplomas do Rei Netuno”, por isso a deidade grega é revestida de uma simbologia única para Forças Latino-Americanas, tendo em vista que o Brasil foi o único país do continente sul-americano a participar de ações beligerantes na Segunda Guerra Mundial. E para diminuir a tensão da viagem, que para o 1º Escalão da FEB iniciou no dia 02 de julho de 1944 e o desembarque aconteceu em Nápoles no dia 16 de julho, nesse período havia riscos de operações de submarinos do Eixo o que era necessário total alerta e treinamentos constantes para a tropa e a tripulação. A noite todas as luzes eram apagadas e o calor tornava a viagem bastante desgastante para os nossos soldados. Por isso a prática da marinha americana de “diplomar” os militares por cruzarem a linha imaginária do hemisfério tornou a viagem mais animada e, como o espírito brasileiro naturalmente é caracterizado pela irreverência, trouxe um animo a mais para tropa no Navio de Guerra General Mann.

Estamos abaixo exibindo uma raridade que é o “Diploma do Rei Netuno” do querido pracinha Sargento Rigoberto Souza que embarcou com o 2º Escalão e lutou nas principais batalhas do Teatro de Operações do Mediterrâneo.

Diploma do Rei Netuno -Digitalização Original

 

Fontes:

Rigoberto Souza Júnior

“A luta dos Pracinhas – A Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra
Mundial de Joel Silvera e Thassilo Mitke

 

Os Pernambucanos da FEB mortos na Itália

 Com orgulho publicamos uma preciosidade e ao mesmo tempo um tributo. Muitos homens passam a vida inteira no anonimato mediocre e nada significam para a sociedade que eles vivem, isso é cruel, mas é o preço da sociedade moderna. Felizmente não é o caso desses homens; eles perderam suas vidas nos campos de operações durante a Segunda Guerra, mas entraram para história de forma a serem lembrados como exemplo de heroísmo e amor pela pátria. Celebremos, portanto não a morte desses filhos da Revolução 1817 e 1824, mas O EXEMPLO desses bravos soldados pernambucanos!

Um trabalho realizado pelo Pesquisador Rigoberto Souza , a quem agradeço a esforço de louvar nossos conterrâneos.

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         Texto e fotos extraídos do Boletim Especial do Exército de 02.12.46 e  do Livro “Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália” do   Dr. Aluízio de Barros de 1955.

         “Aquele que morre por seu país serve-o mais, em um só dia, do que os outros  em toda sua vida”.

Péricles

 


            Manoel Barbosa da Silva – 2º Ten R/1

            Id. 2G – 83317 – Classe 1904 – 6º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 30 de Junho de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Filho de Severino Barbosa da Silva e Luíza Maria Barbosa, tendo como pessoa    responsável o seu pai, residente à Rua Rodrigo de Barros nº 159, casa 4, estado de São Paulo. Faleceu em ação no dia 22 de Outubro de 1944, na região de Barga – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia na quadra B, fileira nº 1, sepultura nº 11.

            Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália.”

            Severino Barbosa de Farias – 2º Sgt

            Id. 1G – 168637 – Classe 1913 – 1º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural de Recife. Filho de José Barbosa de Farias e Maria José de Farias, tendo como pessoa responsável sua mãe, residente  à Rua   Cardoso de Castro nº 71, Anchieta – estado do Rio de Janeiro. Faleceu em ação no dia 12 de Dezembro de 1944, em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério   Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 5, sepultura nº 56. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que  lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na  Campanha da Itália”.

            José de Souza – 3º Sgt

            Id. 1G – 2023341 – Classe 1916 – 1º Regimento de Infantaria

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Antônio de Souza Filho e Severina Francisca de Vasconcelos, tendo como pessoa responsável Helena Almeida de Souza, residente à Travessa Ezequiel Freire nº 117, cidade de Caçapava – estado de São Paulo. É considerado desaparecido desde 12 de Dezembro de 1944, na zona de ação do teatro de Operações da Itália. Foi agraciado com as Medalhas de   Campanha, Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

            Epitácio de Souza – Cabo

            Id. 1G – 292348 – Classe 1921 – 1º Regimento de Infantaria

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Limoeiro. Filho     de José Bernardo da Silva e Maria José Garcia, tendo como pessoa responsável José Mateus  de Lucena, residente à Avenida 15 de Novembro, nº 290 – Limoeiro. Faleceu em ação no dia  12 de Dezembro de 1944 em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 9, sepultura nº 101. Foi agraciado com as  Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que   lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na  campanha da Itália”.

 

  Eutrópio Wilhelm de Freitas – Cabo

            Id. 1G – 306678 – Classe 1921 – 11º Regimento de Infantaria

            Embarcou para a Itália em 23 de Novembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo    Agostinho. Filho de Antônio Wilhelm de Freitas e Caetana Ramos de Freitas, tendo como pessoa responsável Honorina de Freitas(correspondência aos cuidados da Legião Brasileira de Assistência – Recife – PE). Faleceu em ação no dia 13 de Março de 1945 em Hiola – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 8,  sepultura nº 87. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por  uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

            Gonçalo de Paiva Gomes – Cabo

           Id. 1G – 295505 – 6º Regimento de Infantaria – Classe 1916 – Batalhão de Saúde

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Igarassu. Filho de Antônio Olímpio Gomes e Jesuína de Paiva Gomes, tendo como pessoa responsável Napoleão de Paiva Gomes, residente à Rua Conde do Bonfim nº 782 apto 12, Tijuca – Rio de Janeiro. Faleceu em consequência de enfermidade, no dia 4 de Julho de 1945, em Caserta – Itália , e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra º 2, fileira º 2,  sepultura nº 13. Foi agraciado com a Medalha de Campanha.

            Hermínio Antônio da Silva – Cabo

            Id. 1G – 298003 – Classe 1921 – 1º Regimento de Infantaria

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade de Catende. Filho de Antônio Francisco da Silva e Ana Maria da Silva, tendo como pessoa responsável Vicente  de Carvalho Ramos, residente na Praça Eucarística, nº 5 – Catende – Pernambuco. Faleceu      em ação no dia 29 de Novembro de 1944, em Monte Castelo – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 4, sepultura nº 48. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito  excepcional na Campanha da Itália”.

            Honório Corrêa de Oliveira Filho

            Id. 1G – 298025 – Classe 1923 – 11º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Cabo de Santo     Agostinho. Filho de Honório Corrêa de Oliveira e Antônia Aguiar de Oliveira, tendo como   pessoa responsável o seu pai, residente à Avenida Caxangá nº 1578 – Recife. Faleceu em  ação no dia 5 de Janeiro de 1945, em Bombiana – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar   Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 8, sepultura nº 86. Foi agraciado com as  Medalhas de Campanha e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta   última condecoração lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

        José  Graciliano Carneiro da Silva – Cabo

            Id. 7G – 75521 – Classe 1922 – 1º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho  de João Graciliano Carneiro da Silva e Tereza de Jesus Albuquerque Silva, tendo como pessoa responsável Quitéria de Moraes Carneiro, residente à Rua da Baixa Verde nº 218,  Coqueiral – cidade do Recife. Faleceu em ação no dia 24 de Janeiro de 1945, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra B, fileira nº 8, sepultura nº 63. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª  Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

            Otávio Sinésio de Aragão – Cabo

            Id. 1G – 298981 – Classe 1921 – 11º Regimento de Infantaria

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural de Taquaritinga do Norte –  Pernambuco. Filho de Tito Synésio Aragão e Maria da Silva Aragão, tendo como pessoa  responsável seu pai, residente na Vila de Santa Cruz na mesma cidade. Faleceu em ação no dia 30 de Novembro de 1944, em Porreta – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro em Pistóia, na quadra A, fileira nº 1, sepultura nº 6. Foi agraciado com as  Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que  lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na     Campanha da Itália”.

Walmir Ernesto Holder – Cabo

            Id. 1G – 298676 – Classe 1920 – 1º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália no dia 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife.   Filho de Frederico Ernesto Holder e Otávia Etelvina de Almeida, tendo como pessoa responsável o seu pai, residente à Rua Imperial nº 634 – Recife. Faleceu em ação no dia 26   de Fevereiro de 1945, em Bela Vista – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro     de Pistóia, na quadra B, fileira nº 5, sepultura nº 60. Foi agraciado com as Medalhas de  Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

            Joaquim Xavier de Lira – Soldado

            Id. -  Classe 1922 – Depósito de Pessoal da Força Expedicionária Brasileira.

            Embarcou para a Itália em 23 de Novembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Maximiniano Xavier de Lira e Alexandrina Xavier, tendo como pessoa responsável o seu  pai, residente na Fazenda Córrego da Areia – cidade de Candeias – Estado de Minas Gerais.   Faleceu em consequência de enfermidade, no dia 15 de Fevereiro de 1945, no 7th Station Hospital, Livorno – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra A, fileira nº 10, sepultura 113. Foi agraciado com a Medalha de Campanha.

            José Gomes de Barros – Soldado

            Id. 6G – 27199 – Classe 1923 – 1º Regimento de Infantaria.

            Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Pedro Dias Barros e Ana Gomes de Barros, tendo como pessoa responsável o seu pai,    residente à Rua São Sebastião nº 397, Água Fria – Recife. Faleceu em ação no dia 12 de Janeiro de 1945, Monte Del Oro – Itália, e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na quadra C, fileira nº 5, sepultura nº 92. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. No decreto que lhe concedeu  esta última condecoração, lê-se: “Por uma ação de feito excepcional na Campanha da Itália”.

Cem Mil Acessos Diretos – Obrigado a Vocês!

Caros Amigos!

 Chegamos a uma marcar que pessoalmente acredito que seja algo a se celebrar. Estamos alcançando 100 mil acessos diretos. No meu entender, para um BLOG que tem apenas 08 meses é uma excelente marca!

 Nesse período conseguimos ter um público ávido, interessado e principalmente esclarecido. Vocês que acompanham o BLOG Chico Miranda não são um público qualquer, por isso a responsabilidade das publicações é altíssima, pois qualquer deslize a correção chega na mesma velocidade da postagem.

Sinto-me honrado em poder compartilhar com vocês essa marca e dizer que vamos alcançar UM MILHÃO MUITO BREVE!

Nosso BLOG, que não é apenas meu, tem como objetivo ser um local para vislumbrar a História e democraticamente debatê-la.

Muitos me perguntam o motivo de não ter propaganda, inclusive já rejeitei várias propostas para colocá-las, mas esse não é o objetivo. O BLOG Chico Miranda não tem fins lucrativos, pois quando criei esse espaço foi com o intuito de divulgar a História, e é para ela que continuamos nosso trabalho.

A TODOS! MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS!

Chico Miranda

 Para comemorar escolhi 20 publicações são as minhas preferidas e coloco a LINK abaixo para vocês apreciarem novamente, e podem mandar a de vocês também:

Vivendo e Morrendo como um Soldado!

- Gostei dessa publicação por saber a importância histórica de ser soldado.

Fotos e Seus Detalhes Históricos – Parte VIII

- Essa foi a mais gostosa de construir dessa série. A pesquisa foi excelente com detalhes impressionantes

Memórias de um Soldado de Hitler – Parte I

Memórias de um Soldado de Hitler – Parte II

Memórias de um Soldado de Hitler – Parte Final

 - O senhor Meltemenn abriu meus olhos para o lado humano do soldado nazista, aquele que lutou pelo que ele pensou ser a melhor coisa para seu país. Nós também poderíamos estar lutando pelos nossos ideais do lado da Alemanha o de qualquer outro país.

Por que a 148ª Divisão Alemã se entregou somente aos brasileiros na Itália?

- Um texto especial, pois retrata a bravura de uma Divisão Brasileira que desmente muitos críticos idiotas que não conhecem história e acham que podem deflagrar injustiças ao passado da FEB

O Dia D – Visto por um ângulo Diferente

- Primeira visão diferente do Dia D que observei

Ataque e Afundamento na Costa Brasileira do U-Boot – U-848

 - Essa pesquisa foi especial devido ao Fato do marinheiro Hans Schade ter sido encontrado ainda com vida e morrido em solo brasileiro, em solo pernambucano e seu corpo ter sido enterrado com honras militares pelos americanos no cemitério mais conhecido de Pernambuco. Foi incrível essa pesquisa.

Batalha Aérea Sobre a Inglaterra – A Resistência

Para mim a Inglaterra foi o principal bastião de resistência contra a Alemanha. E dessa pesquisa achei a foto que mais me impressionou de toda a Guerra!

Tentei de todas as formas encontrar o nome dessa senhora, infelizmente ainda não consegue, mas minha busca vai continuar…

FEB – Origem da Polícia do Exército

 - Tive muito orgulho em pesquisar sobre a origem da Polícia do Exército, pois tenho orgulho de ter sido um PE, aliás, UMA VEZ PE, SEMPRE PE! Portanto tenho orgulho de SER PE. E essa publicação para mim foi especial.

Segunda Guerra – As Fotos e Seus Detalhes Históricos.

Kamikazes – A História dos Ataques Suicidas

- Resolvi pesquisa sobre os Kamikazes, pois não encontrei muita coisa publicada a respeito.

Recife – Um Olhar Provinciano do Século XIX

- Minha Cidade! O que posso dizer? O homem que não conhece o passado de sua própria terra pode ser considerado sábio?

Humor, Charges e as Fotos Mais Estranhas da Segunda Guerra

- Nem passava pela minha cabeça que a guerra poderia ser tão engraçada

A Propaganda Vermelha – Cartazes Russos 1941

- Em ter de propaganda a URSS é imbatível!

Charges da Guerra – Parte I e II – Agora Tamanho Original

- As charges mais fantásticas!

O Brasileiro é Acima de Tudo Um Forte – O Legado da FEB

- Um Artigo que foi publicado nos jornais pernambucanos, e modesta à parte deu o recado!

Crônica de um Pernambucano

 - Minha Reclamação com Pernambuco: temos dezenas de placas e estátuas espalhadas pela cidade, mas não há uma placa em homenagem aos pernambucanos que perderam a vida na Itália.

Soldados Brasileiros de Hitler

- Entre 1945 a 1948 12 mil alemães ou de origem alemã entraram no Brasil. Quantos lutaram pela Alemanha?

Piloto Russo abatido em 1942

- A História Triste de um Guerreiro

Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte IV

Segue a Série Fotos & Detalhes Históricos. Um conjunto de fotos cedidos pela ANVFEB-PE para publicação no Blog.

Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte III

Nossa geração lutará, não por nós! Mas pelos que ficaram em Pistóia! Pelos que aqui permaneceram à margem da História…Para que os mortos na Itália tenham o sacríficio reconhecido e os que voltaram possam descansar, sabendo que seu legado será mantido. Essa será a nossa Guerra! Nosso presente para as próximas gerações.

Continuamos a terceira parte da série Fotos e detalhes históricos – Especial FEB.

As Imagens aqui postadas são de Reprodução Proibida! Fazem parte de um acervo pessoal. Qualquer cópia sem a autorização dos seus proprietários estará sujeito às sanções previstas em lei

A Cobra Segue Fumando!!

 

“O Quebra Quebra” – A Segunda Guerra Chega ao Recife

A 15 agosto de 1942 cinco navios brasileiros eram afundados, quase simultaneamente, entre a Bahia e Sergipe: o Baependi, o Araraquara, o Anibal Benévolo, o Itagiba e o Araras. Chegavam às nossas praias alguns botes salva-vidas com náufragos do Baependi1. Era grande a comoção popular, todos revoltados com aqueles atos de agressão e com as inúmeras mortes, mais de oitocentos, deles resultantes. Grupos exaltados saíam às ruas e começaram a depredar os estabelecimentos comerciais cujos donos fossem alemães, japoneses ou italianos.

Antes de eminência de sérios conflitos, algumas casas comerciais fechavam suas portas e nós, estudantes, éramos dispensados pelos diretores dos colégios, com recomendações expressas para nos dirigirmos as resistências e não ficarmos nas ruas. O que quase ninguém fazia, tal a nossa curiosidade em testemunhar aqueles atos de represália e que tanto aguçaram nosso patriotismo ferido já em tantos ocasiões..

Esse episódio ficou conhecido no Recife como “o quebra-quebra”, sendo inúmeras as casas depredadas, algumas por puro vandalismo, sacudindo-se, pelas suas portas e janelas, sofisticadas máquinas de escrever, dispendiosas máquinas fotográficas e outros utensílios que se quebravam nas calçadas, onde eram, ainda, pisoteadas pela multidão enfurecida; noutras, havia a evidente finalidade do saque, pessoas carregando consigo pares de sapatos, canetas Parker e armações de óculos, principalmente daquelas que estavam tão em moda, a dos belos e vistosos óculos Ray-Ban.

Alguns, os que participaram daquele movimento por motivos apenas patrióticos, visando pura e simplesmente a indenização dos nossos navios, lançavam material obtido nos postos de recolhimento, aumentando cada vez mais as “pirâmides” que iriam contribuir para o soerguimento da nossa Marinha.

Vi pessoalmente – quando, após as aulas do Liceu Pernambucano, eu me dirigia para a Soledade2, para pegar o bondinho da Tramways – uma turba incontrolável a invadir o prédio da Fretelli Vita, na Soledade, a depredá-lo, a lançar pedras (uma delas quebrando seu velho e bonito relógio, o nosso Big Bem, que diariamente nos advertia quanto ao horário de chegada no colégio), e lembro-me até que, numa de suas janelas, um provável funcionário balançava uma enorme bandeira brasileira, como a dizer que aquela era uma empresa, apesar de sua origem italiana, de pessoas que nada tinham a ver com a guerra e que contribuíam, talvez mais do que muitos brasileiros, para o progresso de nossa cidade e que, como tal, deveria ser preservada.

Na Sorveteria Gemba, na Praça Joaquina Nabuco, soubéramos depois, lançaram-se gás sulfúrico e depredaram-se suas instalações, o que obrigou a permanecer fechada por um longo período. Depredações semelhantes sofreram a Casa Vanthuil, a Herman Stoltz (na Marquês de Olinda quase em frente a associação comercial), o Regulador da Marinha, a Gino Luchesi, a Joalharia Louvre, a Sloper, a Casa Lohner e tantas outras, saindo os invasores, segundo testemunhas oculares com caixas e mais caixas de sapatos e com uma quantidade tal de canetas, relógios e armações de óculos que daria para abastecer várias lojas por anos a fio…

Os populares, exaltados, se dirigiam para a Praça de República, onde, da sacada do Palácio, o interventor Agamenon Magalhães dizia palavras (“prefiro erra com o povo a acertar sem ele”) que eram interpretadas como de apoio ao movimento popular e eram acolhidas com aplausos, ensurdecedores. Na pracinha do Diário usariam da palavra, entre outros, o professor Luiz de Goes, Edgar Fernandes, Potiguar Matos, do curso pré-jurídico, o professor Barreto Campelo, da Faculdade de Direito, e Thomas Édison, Faculdade de Medicina. Cantando o Hino Nacional e o Hino de Pernambuco, exibindo bandeiras brasileiras e carregando objetos recolhidos nas lojas depredadas, os populares se dirigiam, pela (rua) Princesa Izabel, para a Faculdade de Direito, onde ainda falaria outros oradores.

1. Não foi encontrado por esse BLOG qualquer outra fonte que afirme que chegaram a Recife botes com sobreviventes do Baependi. Os sobreviventes chegaram à região do Mosqueiro e Areia Branca no Estado de Sergipe, conforme depoimento do Capitão Lauro Moutinho dos Reis, um dos militares sobreviventes do naufrágio.
2. Rua da Soledade – No bairro da Boa Vista – Recife. Uma das mais tradicionais da cidade

Extraído do Livro: Recife e Segunda Guerra Mundial – Rostand Paraíso – Comunicarte, 1995 – Recife-PE.

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Os Combatentes pela FEB de HOJE – Tenente R1 Messias

Quanto soldados são necessários para fazer um grupo de combate? Dependendo do tipo de soldado, diria UM, depende do nível de instrução, dedicação, capacidade e, principalmente o nível operacional do soldado, e se o soldado é de elite pode dar a missão que ele vai e cumpre! Se for um Tenente será um exímio comandante de pelotão ou de companhia. O Tenente R1 Sílvio Mário Messias, a primeira vista, pode-se ter uma visão diferente dele, mas basta apenas ouvi-lo discursar por míseros 30 segundos para a visão mudar 360 graus. Perceber o valor cultural desse oficial! Homem de eloquência reconhecida, para tanto foi escolhido pelo General Benzi Comandante Militar do Nordeste para ser o Mestre de Cerimônia de todas as atividades do CMNE. Felizmente esse grande soldado, é um multitarefa! Pois desempenha as funções de consultor jurídico da associação, além de ser um relações públicas entre a ANVFEB-PE e as Unidades Militares, e por achar pouco é membro Confraria das Comunicações do 4º Batalhão de Comunicações. Ufa!

 Um detalhe, o Tenente R1 Sílvio Mário Messias de Oliveira é cadeirante. Mas isso tem alguma importância?

O Oficial Capacitado!

 

 

 

 

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