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Respondendo Sobre Monte Castelo!

Maurício Sievers, Veterano do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília e membro do Conselho Nacional dos Veteranos da Polícia do Exército do Brasil (CONAVEPE), enviou-nos questionamentos sobre a atuação da Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), durante os fracassados ataques contra Monte Castelo em novembro e dezembro de 1944, que deixou uma centenas brasileiros mortos e feridos e estacionou o avanço Aliado na conquista do Vale do Pó.  Eis os questionamentos:

“[...]Gostaria de saber do nobre amigo, [...] em especial sobre as várias tentativas fracassadas da TOMADA DE MONTE CASTELO, que além do Terreno íngreme, Tiros, Lama, Frio, Bombardeios, o Medo corroendo o estômago e a presença constante da morte, foram alguns dos detalhes que rondaram as mentes e corpos dos bravos heróis, também podemos dizer que as FALHAS ESTRATÉGICAS devem-se a INEXPERIÊNCIA e a falta de HABILIDADE do General Zenóbio da Costa e de todos os seus comandados, foram responsáveis pelo tombamento de tantos homens naquela missão? É mito ou verdade que os Americanos responsabilizaram unicamente o General Zenóbio pelas incursões fracassadas a Tomada de Monte Castelo?” –

Primeiramente, para efeito de conhecimento, o Marechal Zenóbio da Costa é o idealizador da Polícia do Exército no pós-guerra no Brasil, portanto mais do que justo discorrer sobre a pessoa do Zenóbio da Costa no ápice de sua carreira militar, que é sua atuação como Comandante da Infantaria Divisionária brasileira no Teatro de Operações do Mediterrâneo.

Tomando como base os questionamentos, evidenciamos duas linhas de argumentação. A primeira é o fato de haver FALHAS ESTRATÉGIAS e que, estas falhas, recaem pela falta de experiência do comandante da Infantaria Divisionária e seus soldados. E o segundo, é que os americanos imputaram a culpa no próprio Zenóbio da Costa.

Na abordagem da primeira visão, tomaremos o conhecimento sobre a hierarquia que acompanhava a Força Expedicionária Brasileira na Itália. Segundo o Marechal Lima Brayner, então Chefe do Estado Maior da Divisão Brasileira, em 01 de agosto de 1944, “A 1ª Divisão Brasileira foi realmente incorporado ao 5º Exército do IV Corpo de Exército Americano”.

A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, comandado pelo General de Divisão Mascarenhas de Morais, era formada pelo QG da 1ª DIE, Estado Maior Divisionário (1ª, 2ª, 3ª, 4ª Seção e, claro Chefia), Estado Maior Especial, Tropa Especial (onde está incorporada o Pelotão de Polícia, comandada pelo 1º Tenente R/2 José Sabino Monteiro), e o Depósito Divisionário.

A Infantaria Divisionária (Não confundir a 1ª DIE) comandada pelo General de Brigada Zenóbio da Costa, tinha sob seu comando o 1º, 6º e 11º Regimento da Infantaria.

As operações ofensivas eram determinadas pelo comando do V Exército e o Estado-Maior da Divisão realiza o planejamento da operação, cabendo ao comandante da Infantaria Divisionária dispor suas tropas, segundo as determinações para execução das operações da 3ª Seção do Estado Maior da Divisão, este chefiado pelo Coronel Castelo Branco (futuro Presidente do Brasil).

Lembremos que o houve quatro ataques a Monte Castelo. Dias 23 e 24 de novembro, ataques coordenados pela Task Force 45 americana, envolvendo apenas o III Batalhão do 6º RI; dias 29 de novembro e 12 de dezembro, envolvendo toda a Divisão Brasileira e coordenada pelo próprio Mascarenhas de Morais. As análises do desempenho das tropas brasileiras estão fixadas apenas nas últimas duas operações.

Podemos elencar vários motivos que levaram o fracasso e consequente perda de vidas brasileiras, mas nada relacionado à atuação do General Zenóbio da Costa.  Podemos afirmar, com base nos registros das operações fornecidas pelo próprio Chefe do Estado Maior da Divisão, Coronel Lima Brayner e a análise da obra “A FEB por um Soldado”, de Joaquim Xavier Silveira, que a 3º Seção Divisionária expediu ordens diretas de colocar tropas em linha recém-chegadas, como é o caso 11º RI, além de operações sucessivas utilizando a mesma estratégia e com tropas cansadas como erros estratégicos para o fracasso desses ataques. Outro ponto foi à falta de coordenação em todos os ataques. A Hora H, que deveria iniciar o ataque, não foi obedecida pelos elementos envolvidos, acabando por alertar o inimigo em diversos setores. O General Zenóbio tentou executar ordens expedidas diretamente oriundas do Comando da Divisão, não por sua estratégia. A questão da culpabilidade do General Zenóbio é irreal.

Com relação à falta de experiência e habilidade do General Zenóbio, é impensado que a Destacamento da FEB, formado em setembro de 1944 havia conseguindo várias vitórias tendo como comandante o Zenóbio da Costa, portanto qual o motivo de expor sua falta de experiência? A campanha do Destacamento da FEB entre setembro a dezembro daquele ano prova que o Comandante da Infantaria já tinha provado seu valor na campanha, e se ainda assim, havia falta de experiência, esta não concorreu para o resultado final da Batalha. O dispositivo para os ataques foram dispostos no terreno depois de um exaustivo deslocamento, adiciona-se a isso, vários outros fatores, fora do controle do comandante da infantaria, incluindo as bem fortificadas posições do inimigo.

Não há, pelo menos da historiografia atual, qualquer indicação de que os americanos colocaram a culpa no fracasso no próprio General Zenóbio da Costa, pois seria ilógica essa acusação. O Oficial de Ligação do Comando do Estado Maior do V Exército dentro da própria Divisão Brasileira era o Coronel Stevenson G. Carrel, que tinha por missão repassar todas as informações ao General Clinttemberg, comandante do V Exército. Portanto, o comando americano sabia que as estratégias escolhidas para os ataques partiram do Estado Maior da Divisão, diga-se de passagem, com animosidades entre o Coronel Kruel (Chefe da 2ª Seção) e do Coronel Castelo Branco (Chefe da 3ª Seção).

Então, temos o último questionamento, os fracassos de Monte Castelo foram provocados, principalmente, pela falta de experiência do próprio soldado brasileiro? A resposta pessoal para essa afirmação é não! Não foi o principal elemento do resultado da Batalha. Pois, nos ataques anteriores, desferidos por experientes tropas americanos não tiveram êxito. Mas é evidente que houveram sérios problemas de conduta de campanha da nossa tropa. Principalmente se levarmos em consideração que a Divisão utilizou tropas ainda no período de adaptação ao Teatro de Operações. Cito aqui um evento ocorrido por ocasião da substituição de tropas do 1º Regimento de Infantaria por elementos do III/Batalhão do 11º Regimento, que chegaram rapidamente já tendo que defender uma linha nas proximidades de Guanela, no dia 01 de dezembro de 1944. Posição conquistada duramente dois dias antes. Um determinado comandante de Companhia, ligou para o Comando do Batalhão informando que a posição da Companhia estava sendo atacada e que ele iria abandonar a linha. De imediato foi enviado reforços para a Companhia. Uma granada de artilharia atinge a retaguarda do PC da Companhia e o Capitão abandona seu posto e seus soldados o seguem. Esse capitão é substituído e retorna para casa. É importante dizer que isso é comum em qualquer Exército. Mas a falta de experiência em combate era notável entre as nossas tropas, nas não foi determinante para o resultado em Monte Castelo.

Lembro que o soldado brasileiro fez sua fama exatamente depois dos malogrados ataques em dezembro de 1944, a partir dai, passamos a realizar patrulha e defender uma Linha de dezenas de quilômetros, durante todo um rigoroso frio e tenebroso inverno. Até que em fevereiro de 1945, tomamos em definitivo este que é para Força Expedicionária Brasileira símbolo do sangue derramado de nossos soldados e orgulho de nossa vitória.

07 de Setembro, o Que Representa?

Uma criança aparentando cerca de 4 anos olha para um soldado. Fica quase estático a sua frente…Quase como um soldado profissional levanta a mão direita e lhe presta continência! Será um filho de um militar? O garoto se volta para a mãe. Fala-lhe algo. A mãe volta quase com os olhos cheio de lágrimas e conversa com o soldado. É perceptível a emoção da mãe. A medida que a mãe fala, o soldado vai mudando de aparência…Antes sorridente, agora com uma triste aparência, quase com os olhos lacrimejados…A mãe chama novamente o filho. O garotinho se posiciona ao lado do soldado, este tira o capacete e coloca no garoto. Numa posição quase marcial ele pede para a mãe tirar-lhe uma foto! Quando acaba o soldado abraça o garoto e se controla para não chorar. O garoto abraça-o como se abraça um pai…Um herói…E naquele segundo o soldado era tudo isso. Eles se despendem…pega na mão da mãe e vão embora. Ela agradece acenando com a cabeça e desaparecem na multidão do 07 de setembro. O soldado não suporta e se afasta chorando! Esse soldado não era um soldado da ativa! Era um VETERANO DA POLÍCIA DO EXÉRCITO, do 4º Batalhão de Polícia do Exército, do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega e estava aguardando para desfilar depois de mais de 20 anos. E passou no palanque RACHANDO O ASFALTO AO MEIO, cravando seu coturno e lembrando o porquê dele está ali! O garoto? Um filho de um Policial Militar morto em ação!

Só isso, valeu a pena todo o esforço para o nosso desfile do Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega! Só isso, nos renova e nos fortalece para continuar uma missão que muitos podem achar sem sentido, mas que para aqueles que vivenciam são inesquecíveis e incompensável.

 A TODOS ENVOLVIDOS DIRETA OU INDIRETAMENTE NESTE PROJETO, NOSSO MUITO OBRIGADO!!

Fotografias da Polícia do Exército na FEB

Mais uma contribuição enviada pelo pesquisador Rigoberto Souza para o BLOG. As fotografias da MP brasileira em ação na Força Expedicionária Brasileira.

A fonte é do livro do amigo Giovanni Sulla “Gli eroi venuti dal Brasile”.

 

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As Baixas da Polícia do Exército na FEB

 Bem, não é de hoje que buscamos pesquisar sobre a origem da Polícia do Exército e sua formação no Brasil. O pesquisador Rigoberto Souza enviou informações importantes que nos levam mais uma vez a refletir sobre o importante papel da MP (Miltary Police) brasileira, futura Polícia do Exército, no Teatro de Operações da Itália. Não por acaso, a postura e a coragem desses soldados iniciaram a tradição que perpetuou a estigma máxima do soldado da Polícia do Exército ser um militar diferenciado. Já na sua estruturação encontramos um militar preparado para desempenhar suas inúmeras funções. Segue abaixo descrição do soldado PE realizada no livro A FEB por um Soldado de Joaquim Xavier. A narrativa expõe a morte de um soldado MP abatido por soldado americano embriagado.

 “Quem foi motorista na FEB não esquece a figura dos MP (Military Police, nome inicialmente dado ao Policial do Exército durante os combates na Itália) postados em uma encruzilhada ou na cabeceira de alguma ponte, dando as informações precisas, mandando aguardar ou avançar. Os membros do Pelotão frente de combate ou na retaguarda, com a missão de orientar o tráfego de veículos em comboios, carros de combate e deslocamento de tropas a pé. Essas missões obrigavam a permanecer em seus postos, e muitas vezes sob forte bombardeio inimigo. O Pelotão de Polícia teve algumas baixas, uma delas extremamente dolorosa: um soldado da MP, em serviço na Ponte Veturinna, no dia 10 de fevereiro de 1945, deu voz de prisão a um elemento da tropa aliada, em estado de embriaguez, que não queria obedecer sua instrução. Foi abatido a tiros por esse militar embriagado, que, preso logo em seguida, foi entregue à sua unidade de origem. Esse militar respondeu à Corte Marcial e foi fuzilado. O fato causou constrangimento , mas também surpresa, pela rapidez com que o comando aliado julgou e condenou o responsável à pena máxima, sem apelação ou qualquer mercê.”

  Abaixo vamos encontrar a fotografia e as informações sobre o Soldado CLOVIS ROSA DA SILVA, Natural do Estado de São Paulo, Morto quando fazia o Policiamento na Ponte Veturinna na Itália . Também encontramos informações sobre uma segunda baixa, esta em uma acidente de veículo que vitimou outro soldado PE.

 Essas informações são extremamente importantes para que possamos trazer à luz a memória daqueles que se sacrificaram no cumprimento do dever.

Fontes:
Expedicionários Sacrificados na Itália – Dr. Aluízio de Barros – 1957
Os mortos da FEB – Boletim Especial do Exército – 1946
Uma saudade – João dos Santos Vaz – 1973
 Mais sobre a História da Polícia do Exército:  Origem e Histórias da Polícia do Exército

A Todos os Veteranos da Polícia do Exército do Brasil

A velha e boa máxima bíblica de que para tudo há seu tempo em baixo dos céus e da terra é uma perfeita analogia para nós, veteranos da Polícia do Exército. Fruto de um trabalho intenso que vem se desenvolvendo desde o ano passado, e que culminou com o I Encontro Nacional dos Lideres de Grupos e Associações de Veteranos da Polícia do Exército na bela Curitiba e, como resultado das deliberações dos lideres presentes, foi concebida a Carta das Araucárias, que constitui o primeiro documento em caráter nacional do Veterano PE, e que servirá de guia para essa nova trajetória que se inicia. Que trajetória? A formação do Conselho Nacional dos Veteranos da Polícia do Exército.

O Conselho Nacional conta com representantes do Sul, Sudeste, Nordeste e do Distrito Federal, todos centrando esforços em projetos nacionais que possam integrar e fomentar o crescimento de nossas associações espalhadas pelo Brasil; objetivando nada mais, nada menos, do que a valorização do Veterano da Polícia do Exército. O Conselho funcionará voltado para resultados práticos, recebendo projetos e analisando suas aplicações nas regionais; viabilizando e divulgando ações abrangentes e se relacionando com as instituições ligadas aos nossos grupos e associações, dentre elas as OMPE de todo o país.

Nosso sentimento é que essa nova fase na vida de nossas representações possa ter resultados práticos em curto prazo, tendo em vista que já há demandas que urgem decisões do Conselho, tais como, a formatação de um Calendário Nacional, buscando oportunamente disseminar e prestigiar os encontros regionais e o Encontro Nacional, sempre em sedes diferentes. Também a criação de um Cadastro Nacional de Veteranos, dando condições para que o Veterano PE seja um elemento federalizado, ou seja, ser reconhecido em qualquer Estado que estiver residindo ou transitando. Esses são projetos que constam em nossa pauta e que serão implementados com o mesmo padrão PE que estamos acostumados.

Ciente das dificuldades e das condições adversas que podem surgir, mas complemente imbuídos da missão que se apresenta, todos os membros do Conselho estão irmanados para proporcionar aos veteranos das regionais, as condições necessárias para se orgulharem de serem parte integrante de um movimento de homens bons, dignos dos valores que são simbolizados no Braçal da Polícia do Exército que,  mesmo não o ostentando mais, permanece perpetuado em seus corações as marcas dos seus valores.

Francisco Miranda

Membro do CONAVEPE

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

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Policiais do Exército: Quem São Vocês?

Somos oriundos dos MP’s da Força Expedicionária Brasileira, nascidos para atuar no Teatro de Operações da Itália, com missões específicas para escoltar, proteger e realizar o policiamento em áreas de conflito, das muitas missões que os nossos pioneiros Policiais do Exército exerceram, estavam os severos bombardeios da artilharia inimiga durante os deslocamentos de comboios, enquanto o antigo PE realizava o balizamento.

Somos oriundos desses valorosos febianos que iniciaram a tradição do Braçal PE, mesmo inscrito MP, já denotavam que se tratava de uma tropa cujo os valores e a postura não deveria ser melhor, nem pior do que ninguém, deveria ser diferente.

A guerra acabou na Itália, mas a experiência brasileira com esta tropa especial foi sentida. Fato percebido por um dos grandes generais desse nosso Exército, Comandante da Infantaria Divisionária, General Zenóbio da Costa, o mesmo que tomou Monte Castelo, Colleccio, Fornovo e Montese. Percebeu a necessidade de se formar uma Tropa de Elite de Polícia do Exército em tempos de paz. Em 1946, nasce a 1ª Companhia de Polícia do Exército – Rio de Janeiro. Logo novos pelotões, companhias e Batalhões surgiram, haja vista a utilização destas tropas em operações da garantia da Lei e da Ordem. Além do Rio de Janeiro, em 1949 São Paulo, 1950 Pernambuco e Rio Grande do Sul e Brasília em 1960, estavam lançados à formação dos cinco Batalhões de Polícia do Exército do Brasil, encerrando este ciclo com a criação 8º BPE em Paraíso, São Paulo.

No decorrer destas décadas os integrantes destas Unidades de Polícia do Exército foram sendo recrutados de Estados como Santa Catarina e Paraná, dando origem a uma tradição “os lendários catarinas”, por seu porte físico e extrema disciplina. Esses efetivos percussores dos nossos Batalhões, continuaram a tradição de disciplina, postura, respeito, honra, dignidade e principalmente amor pelo Braçal PE e tudo que ele representa para o Brasil.

A Polícia do Exército se mantém firme nas suas convicções e na sua importância para manter os Poderes Constituídos da Nação brasileira sob qualquer circunstância.

Seus Veteranos, brasileiros que adquiriram e foram forjados nos valores da Polícia do Exército durante anos, estão, agora, se reunindo em um grande movimento nacional, associações de Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão se alinhando para traçar objetivos nacionais. O Brasil precisa disto, de pessoas valorosas para disseminar ações de resgate do amor pelo nosso país; ações práticas que visem engrandecer o Brasil.

Isso nos anima, pois é uma contraposição de uma sociedade que se organiza para mostrar aos parasitas que ainda há cidadãos brasileiros, munidos de valores pátrios e prontos para lutarem pela bandeira verde-amarela.

 ENCONTRO NACIONAL DOS VETERANOS DA POLÍCIA DO EXÉRCITO

ENVEPEx

RECIFE/2013

ONDE?

4º BATALHÃO DE POLÍCIA DO EXÉRCITO

(PERNAMBUCO)

QUANDO?

20 a 22 de Setembro de 2013

INSCRIÇÕES A PARTIR DE 30 DE ABRIL DE 2013.

VETERANO PE – AGUARDE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!!

logo

Tomada de Monte Castelo: 7ª Região Militar Realiza Solenidade Alusiva

No dia de ontem (22/02), a 7ª Região Militar, Região Matias de Albuquerque, realizou solenidade alusiva ao 68º aniversário da Tomada de Monte Castelo, feito da Força Expedicionária Brasileira em 21 de fevereiro de 1945, e o 98º Aniversário deste grande comando.

A 7ª Região é comandada pelo General de Divisão Marcelo Flávio Oliveira Aguiar que não mediu esforços para realizar uma solenidade à altura de nossos Veteranos da FEB e da História da 7ª RM/7ª DE. Vale ressaltar que a Região foi comandada pelo então General Mascarenhas de Morais, entre os anos de 1940 a 1943, sendo um dos grandes comandos que reorganizou a defesa do nordeste brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial.

A solenidade contou com a presença de autoridades civis e militares, dentro eles o antigo comandante do Exército General Francisco Roberto de Albuquerque e o Comandante Militar do Nordeste General Odilson Sampaio Benzi.

Evidentemente, um dos destaques principais da belíssima e emocionante formatura foi à presença de Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco, que desfilaram em viaturas de época , seguidos pelo Grupamento Histórico Aspirante Francisco Mega, grupamento composto de integrantes da Associação SEMPRE Polícia do Exército, utilizando réplicas dos uniformes utilizados pelos nossos pracinhas na Segunda Guerra Mundial.

O emocionante desfile perpetrou a máxima reverência aos brasileiros que tentaram nos meses de novembro e dezembro de 1944 a conquista de uma elevação bem defendida, que ceifou a vida de valentes soldados do Exército Brasileiro.

O Último Policial do Exército Morto em Ação Depois da Segunda Guerra Mundial

 Sinto-me no dever de informar e tentar reparar mais uma das muitas injustiças desse país. Em 1997, em uma das mais sérias crises institucionais já vividas por esse país, quando Policiais Militares de vários Estados entraram em estado de greve e, mais uma vez, para defender o Brasil do colapso governamental que se instalava naquele cenário, o Exército Brasileiro foi chamado para cumprir seu dever, defender o seu povo!

  Nesse contexto o 4º Batalhão de Polícia do Exército enviou soldados para patrulhar o centro do Recife em julho 1997. Durante um assalto a Banco, um Policial do Exército, Walber Mendes de Andrade, morreu durante confronto com bandidos. Caia um jovem de 23 anos de idade, defendendo seu povo, sua gente; Caia um Soldado Brasileiro.

 No dia 28 de novembro de 2012, o senhor Coronel Ricardo Pereira de Araujo Bezerra, realizou uma homenagem ao PE Andrade. O Auditório do Batalhão é reinaugurado como Auditório Soldado Walber Mendes de Andrade.

 Como presidente da Associação SEMPRE Polícia do Exército, fico feliz de saber que pelo menos o seu sacrifício não foi esquecido, e mais orgulhoso ainda por ter tido a oportunidade de ter servido com o PE Andrade.

 Passados mais de quinze anos do ocorrido, ninguém fala nada sobre o sacrifício desse jovem soldado,

 Segue abaixo um Alusivo escrito para homenagear o PE Andrade:

 

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

UMA VEZ PE, SEMPRE PE!

A Festa Longe do Front! Era uma FESTA!

Uma coisa muito interessante na Segunda Guerra Mundial era o tratamento que era dispensado aos soldados que tiravam licenças para sair do front. Os Exércitos Aliados criaram uma doutrina até então completamente diferente de tudo que se poderia imagina. Com a ideia de que eram necessários pelo menos 20 anos para formar um bom soldado, os serviços de assistências se desdobravam para dispensar aos militares, toda a sorte de serviços para que o mesmo pudesse esquecer, pelo menos por algumas horas ou dias, os horrores dos combates. Para tanto ofereciam Bailes, Festas recheadas de bebidas e mulheres, estadias em hotéis e outros entretenimentos. Não por acaso, vários pracinhas da Força Expedicionária Brasileira relatam os dias felizes que tiveram em suas folgas pelas cidades da Itália. Evidentemente tudo controlado dentro dos padrões americanos de observância da lei e da ordem, mas que, depois de algumas garrafas de uma boa bebida, sempre havia confusão. Por isso a Miliry Police (MP) era uma figura sempre presente nos animados locais de diversão. Não por acaso, a MP brasileira também desempenhou a função da Itália. De tanto necessária, o general Zenóbio da Costa resolve implantar, em tempo de paz, uma tropa que se especializasse em trazer disciplina, onde os ânimos se exaltavam, era a Polícia do Exército dando seus primeiros passos no Rio de Janeiro no pós-guerra.

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Epa!!

Ferrou, tudo!

Olha a PE americana!

Fotos: David Scherman

Capitão Paiva: um exemplo de Policial do Exército.

Vou apresentar-lhe o capitão da reserva Edson Rodrigues Paiva, um homem que entrou no exército na década de 60 como soldado e por lá ficou. A história desse militar se confunde com a História do 4º Batalhão de Polícia do Exército, e a prova cabal desse vincula está publicada abaixo:

Foto da Década de 60, Sargento Paiva como Exímio Batedor

 

Quer Prova?

 

Acampamento

 

O Carro de Combate da Polícia do Exército

 

O Carro de Combate da Polícia do Exército

 

Poucas pessoas sabem, mas o Polícia de Exército era dotada de Carros de Combate

 

Jeep do Batalhão na década de 60

 

7ª Companhia de Polícia - Antes do 4º Batalhão de Polícia do Exército ser criado

 

Fotos do Acervo Pessoal do Capitão Paiva, sua reprodução é proibida sem a autorização.

Associação Uma Vez PE, SEMPRE PE!

Caros,

 Hoje, 11 de fevereiro de 2012 é uma data especial! Reuniram-se em assembleia um grupo de Militares da Reserva, da Ativa e Reservistas da Polícia do Exército para fundar oficialmente a Associação da Polícia do Exército – UMA VEZ PE, SEMPRE PE! Nosso objetivo é congregar todos aqueles que servem ou serviram em qualquer Unidade de Polícia do Exército em qualquer tempo do nosso Brasil. E nossa Associação nasce exatamente onde a própria Polícia do Exército nasceu, dentro da Força Expedicionária Brasileira, pois foi para compor a FEB que se concebeu a primeira tropa com essa designação. A Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, gentilmente cedeu suas instalações para que a Associação SEMPRE PE possa iniciar suas atividades.

Mais uma vez agradeço o esforço de todos os amigos e companheiros de caserna que se dedicaram e essa ambiciosa, mas nobre missão.

Exposição com material da FEB

A Polícia do Exército na FEB – Uma Tropa Preparada!

 Já publicamos artigos sobre a formação de uma Tropa de Elite para compor os quadros da FEB para ser utilizada com poder de polícia no front. A Polícia do Exército foi concebida a partir de uma das instituições mais respeita do Estado de São Paulo, a Guarda Civil do Estado, que no esforço de guerra, cedeu todo o efetivo para formação dessa tropa, sendo a única tropa que desembarcou na Itália já ciente e capacitada para a missão. A Guarda Civil paulista posteriormente deu origem a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

 O Corenel Paulo Adriano L. L. Telhada escreveu uma das poucas obras sobre essa estreita ligação entre a Força Expedicionária Brasileira e a Polícia Militar do Estado de São Paulo, em sua obra A Polícia de São Paulo nos campos da Itália.

 As fotos aqui postadas foram do Grupo de Reencenação Histórica “Dogs of War”, que segue o link: Reencenação Histórica “Dogs of War”

Polícia do Exército – História de uma Tropa de Elite

Permita-me publicar algo em causa própria. O senhor Rigoberto Souza Júnior me presenteou com algumas revistas de valor e peso histórico da década de 40 até a década de 80 e, por isso, estou estudando de forma gradativa para extrair o máximo possível dessa maravilhosa fonte histórica. E de ante mão, agradeço a esse pesquisador pela cooperação, contribuição e amizade que, mesmo de pouco tempo, já tem produzido frutos na renovação do Espírito Febiano desse humilde blogueiro.

Em uma publicação há uma revista O Expedicionário (Número 141 setembro/outubro de 1987), tem uma matéria assinada pelo General de Divisão Domingos Ventura Pinto Júnior sobre a formação do 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro. Como a matéria é grande, coloquei alguns pontos abaixo que podem servir de inspiração e análise histórica para outros que, como eu um dia ostentaram o Braçal PE com orgulho e galhardia.

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O General Zenóbio da Costa depois da experiência com o Pelotão de Polícia da FEB tinha como objetivo ratificar a atuação de uma tropa de elite que pudesse ser exemplo de disciplina e respeito dentro do Exército Brasileiro.

Em fins de 1946, o General Zenóbio da Costa deu instruções pessoais ao Capitão Evandro Guimarães Ferreira, para providenciar, junto à 5ª Região Militar a seleção de 400 homens que iriam constituir, em 1947, a 1ª Companhia de Polícia do Exército, sob seu comando.

Entusiasmou-se o velho chefe com a primeira incorporação dos conscritos vindos do Paraná e Santa Catarina, tendo, ele próprio, ido esperar na estação Central do Brasil o primeiro contingente, que iria se transformar em homens de elite, de uma Unidade de Elite. Da Central do Brasil, o Marechal Zenóbio da Costa, dirigiu-se ao quartel da PE, onde aguardou a chegada do contigente, e, no pátio, fez uma saudação confortadora, ao mesmo tempo que  lhes disse que iriam servir Unidade Ex-Combatente, pois era originária do Pelotão e Companhia de Polícia Militar da Força Expedicionária Brasileira, e com o pensamento voltado a Pátria. Disse-lhe, também, que a Polícia do Exército é uma Unidade disciplinadora e que eles deveriam dar o exemplo, mostrando-se sempre austeros, bem uniformizados, cabeça levantada, disciplinados, e que cumpre-se à risca uma mística em que o CUMPRIMENTO DA MISSÃO é ponto de Honra. A DISCIPLINA tem que ser exemplar, pois o PE coíbe a indisciplina e para coibi-la, ele tem que ser disciplinado no mais alto grau; a POSTURA, a ATITUDE e o DECORO MILITAR, são virtudes que impossibilitam ao transgressor revidar a uma repreensão. É essa razão porque o soldado PE é DIFERENTE dos demais. Não é melhor nem pior; apenas diferente. Disse-lhes o General Zenóbio da Costa que eles teriam todo o conforto necessário e uma alimentação substancial e que em poucas semanas notariam sensível diferença física.

Em 1947, a 1ª Companhia de Polícia do Exército se consagra campeã das Olimpíadas Militares, competindo com Unidades mais antigas, entre elas os Regimentos de Infantaria, Artilharia, Cavalaria e Engenharia. O entusiasmo a que chegou o Marechal Zenóbio da Costa levou a determinar ao Capitão Evandro, comandante da Companhia, que tomasse providencias para que a PE fizesse demonstrações de ginástica, ordem unida e instruções especializadas, a fim de que ele pudesse convidar Generais e autoridades brasileiras e estrangeiras para mostrar a eficiência da nova Polícia do Exército. Determinou também que a guarda dos Palácios Presidenciais, do Ministério da Guerra, das residências dos Generais Ministro da Guerra e Comandante da Zona Militar Leste e 1ª Região Militar, fosse feita pela PE, e o seu objetivo era mostrar aos transeuntes a atitude militar do soldado da PE, bem como angariar a simpatia e o respeito das autoridades civis e militares que trafegassem pelos Palácios e residências oficiais.

Os transeuntes que passavam em frente a essas guardas da PE, se admiravam com a postura do PE, quando tentavam puxar assunto e não obtinham resposta. Diziam: “Esses PE, mais parecem estátua do que gente”

Em 1947 foi formada a primeira turma de Motociclistas Militares que iram operar 10 motos Harley Davidson, necessárias às escoltas das autoridades e dos embaixadores, além da escolta de unidade militares em cumprimento da missão.

Em 1948, precisamente no dia 16 de abril às 15 horas, os paióis de munição do Depósito Central de Material Bélico explodiram, levando a devastação e o pânico, às áreas de Deodoro, Vila Militar e adjacências, com dezenas de mortos e feridos e a fuga, em massa, de famílias dos militares que tinham naquelas localidades as suas residências e que deixaram ao abandono de suas casas. O Marechal Zenóbio, comandante da Zona Militar Leste e 1ª Região Militar tomou conhecimento da catástrofe e imediatamente, ele mesmo, telefonou ao Capitão Evandro, Comandante da Companhia, para que fosse pronto, para a Vila Militar e tomasse as providências compatíveis com a situação.

Era chega a hora da PE mostrar que não era apenas uma tropa de demonstrações e de se apresentar impecável nos logradouros ou em missão de guarda e patrulhamento; às 15 horas e 10 minutos o Capitão Evandro, com seus motociclistas à frente, com as sirenes abertas com cerca de 300 soldados, deslocou-se para a Vila Militar, onde chegou as 15h45m, a tempo de o Marechal Zenóbio da Costa, que também para lá se dirigiu, assistir o desembaraço do pessoal da PE, no transporte de feridos, vigilância nas áreas residenciais, balizamento com indicação dos hospitais e dos locais de reunião dos que perderam suas casas.

Em 15 de maio de 1948, a PE é visitada pelo Almirante Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, Brigadeiro e Generais sediados no Distrito Federal, e foi feita uma demonstração de Ginástica Calistênica, Controle de Distúrbio e Ordem Unida, além de uma disputa de Cabo de Guerra entre os soldados do Corpo de Fuzileiros e a PE, em que se sagrou vencedora a Polícia do Exército.

A tropa foi muito elogiada pelos presentes, e o Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais perguntou ao Marechal Zenóbio sobre a possibilidade de ser mandado um núcleo de Fuzileiros para estagiar na PE, com a finalidade de preparar a organização da futura Polícia da Marinha, ao que o Marechal respondeu ser uma honra para o Exército atender aquela solicitação.

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Segue abaixo as fotos do amigo Rafael que é membro do WebKits e que, getilmente, autorizou a publicação, aqui no BLOG, das fotos do acervo do seu pai que serviu no 2º BPE na década de 50 .

Aviso que as fotos são do acervo pessoal da família de Rafael e sua cópia só poderá ser realizada com a autorização do mesmo.

Uma dessas motos é esta aqui:

Foto - Felipe Fernandes - Reprodução com autorização

Foto Felipe Fernandes - Reprodução com autorização

Outras Fotos Históricas:

Frase de Impacto no Antigo Quartel da Polícia do Exército em Olinda

Brasão do 4º Batalhão de Polícia do Exército - Recife - Pernambuco

FEB – Origem da Polícia do Exército

A organização de uma unidade para atuar com função de polícia foi mais uma exigência ditadas pela necessidade de adaptar o Exército brasileiro à nova estrutura da segunda guerra mundial para operar em combate. Como se tratava se tropa especial, teve que ser criada: sua origem vem dos Decretos Reservados 6.069-A, , 6.071-A, 6.072-A, 6.073-A, todos de 06 de dezembro de 1943, que criou a Tropa Especial da 1ª Divisão e Infantaria Expedicionária. Em 05 de fevereiro de 1944, por boletim especial do Exército, o Pelotão de Polícia começou a ser organizado, inicialmente com elementos do 3º Regimento de Infantaria – sua estrutura organizacional seguia a linha do modelo americano Military Police Platoon. Algum tempo depois, o Diretor da Guarda Civil de São Paulo colocava à disposição da 1ª DIE todo seu pessoal para que dela saísse o contingente principal do Pelotão de Polícia. O oferecimento foi aceito. Tiveram desempenho importante nesse episódio o Major Luís Saldanha da Gama, recém-nomeado, Chefe do Serviço Especial da FEB , e Major Luís Gonzaga da Rocha, Chefe de Polícia. Esses dois chefes fizeram ver às autoridades militares responsáveis a enorme vantagem de aproveitamento dos homens da Guarda Civil de São Paulo. Além de ter o treinamento necessário para os serviços de polícia e de tráfego, essa tropa era composta de homens selecionados, com porte avantajado e marcial.

            O Pelotão de Polícia então foi organizado em sua maioria com elementos oriundos daquela conceituada corporação policial e desde o começo se destacou do resto da FEB: uniforme bem cortado, aparência marcial e um perfeito treino para o exercício da missão a que estava destinado. Foi sem dúvida a unidade de FEB que já embarcou do Brasil com treino especializado e em pouco tempo distingui-se da demais, sabendo adquirir a confiança dos chefes. Esse preparo foi muito importante para a FEB; o Pelotão de Polícia iria exercer tarefa vital, dirigir o fluxo de tráfego em zona de combate, quer dentro da neblina artificial que durante o dia mascarava o movimento da tropa, quer durante a noite, no mais rigoroso regime de blackout. Muitos problemas de interrupção de tráfego, muitos acidentes foram evitados, muitas vidas foram poupadas pelo eficiente comportamento desse Pelotão.

            Quem foi motorista na FEB não esquece a figura dos MP (Military Police, nome inicialmente dado ao Policial do Exército durante os combates na Itália) postados em uma encruzilhada ou na cabeceira de alguma ponte, dando as informações precisas, mandando aguardar ou avançar. Os membros do Pelotão frente de combate ou na retaguarda, com a missão de orientar o tráfego de veículos em comboios, carros de combate e deslocamento de tropas a pé. Essas missões obrigavam a permanecer em seus postos, e muitas vezes sob forte bombardeio inimigo. O Pelotão de Polícia teve algumas baixas, uma delas extremamente dolorosa: um soldado da MP, em serviço na Ponte Veturinna, no dia 10 de fevereiro de 1945, deu voz de prisão a um elemento da tropa aliada, em estado de embriaguez, que não queria obedecer sua instrução. Foi abatido a tiros por esse militar embriagado, que, preso logo em seguida, foi entregue à sua unidade de origem. Esse militar respondeu à Corte Marcial e foi fuzilado. O fato causou constrangimento , mas também surpresa, pela rapidez com que o comando aliado julgou e condenou o responsável à pena máxima, sem apelação ou qualquer mercê.

            Os membros do Pelotão tinham características que os distinguiam do resto da tropa da FEB. Na gola do uniforme, ostentavam um distintivo “duas garruchas cruzadas” em metal amarelo (até hoje é um dos símbolos da Polícia do Exército), uma braçadeira azul-marinho com as letras MP (Military Police), depois substituídas pelas inscrição PE (Polícia do Exército) se referindo ao Braçal PE. No capacete, havia uma bandeira brasileira no centro, tendo dos lados as letras M à direita e P à esquerda, envolvendo o capacete, duas faixas amarelas e atrás o distintivo do V Exército.

            O Pelotão, inicialmente comandado pelo 1º Tenente Walmir de Lima e Silva e posteriormente pelo 1º Tenente José Maciel Miler, embarcou em escalões. O primeiro acompanhou a tropa do 6º RI e integrou a Destacamento da FEB, ficando diretamente sob o comando do General Zenóbio da Costa que, a partir desse momento, passou a dar especial atenção a essa tropa, procurando aprimorar sua capacidade profissional e sua apresentação. Em março de 1945, por necessidade do serviço, o Pelotão foi transformado em Companhia de Polícia e nessa qualidade continuou a prestar seus estimáveis serviços à FEB, até o retorno, também feito em escalões. Os serviços, aliás, não cessaram com o fim das hostilidades; a Companhia continuou a operar como antes, responsável pelo tráfego, pelas atividades policiais propriamente ditas, guarda de prisioneiros e outras.

            Essa unidade não se dissolveu com a extinção da FEB. A guerra tinha mostrado que o Exército, mesmo em tempo de paz, necessitava de unidade especializada desse tipo. Em novembro de 1948 passou a ter autonomia administrativa e, posteriormente, constituiu-se em batalhão, mudando a designação para Polícia do Exército (P.E.), para não confundir com a Polícia Militar, dos Estados.

            Os serviços que prestavam expandiam-se, ampliando seu quadro para Batalhão de Polícia do Exército. Hoje já conta com vários Batalhões e o primeiro deles tomou o nome de Marechal Zenóbio da Costa, como homenagem a esse ilustre chefe militar que na guerra, percebendo a valiosa utilidade dessa unidade, tanto fez para melhorar e aumentar seus efetivos.

Origem: Joaquim Xavier da Silveira de título A FEB POR UM SOLDADO, Xavier serviu no 1º Regimento de Infantaria durante a campanha no front italiano.

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