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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XV
Uma ordem do OKW datada em 8 de julho de 1941 com relação ao tratamento de prisioneiros de guerra preconizava que “as equipes médicas russas, bem como seus doutores e suprimentos médicos devem ser utilizados primeiramente” antes que o material alemão fosse requisitado. Os transportes da Wehrmacht não deveriam estar disponíveis. Duas semanas mais tarde, o OKH sancionou mais limitações de modo a “prevenir que a pátria sofra uma enxurrada de feridos russos.”. Apenas os prisioneiros levemente feridos e que ainda fossem capazes de andar depois de uma espera de quatro semanas é que teriam permissão para serem evacuados. Os remanescentes deveriam ser condicionados em “hospitais improvisados para os prisioneiros” administrados “essencialmente” por equipes russas usando “apenas” suprimentos médicos soviéticos. Tais diretivas eram obedecidas sem nenhum questionamento. A 18ª Divisão que fazia parte do 2º Panzergruppe do Generaloberst Guderian, ordenou que “sob nenhuma circunstância os prisioneiros russos deverão ser tratados, acomodados ou transportados juntamente com prisioneiros alemães. Eles deverão ser acondicionados em carroças ‘Panje’ (movidas a cavalo).”.
Os prisioneiros soviéticos capturados após as batalhas nos bolsões de resistência, estavam não apenas em estado de choque; muitos estavam feridos e machucados. Neste estágio inicial e sendo gratos por ainda estarem vivos, eles na maioria das vezes estavam tão exaustos e intimidados que não cogitavam a possibilidade de fugir. Estando em um nível tão baixo tanto em termos psicológicos quanto físicos, eles dependiam do sustento a partir de quem os tinha capturado. Era este fenômeno que fazia com que as enormes colunas de prisioneiros se mantivessem coesas. O tenente Hubert Becker, um apaixonado cinegrafista amador, filmou tais concentrações de prisioneiros e descreveu as imagens após a guerra:
“Eles foram reunidos em um vale e receberam tratamento para as feridas. As enfermeiras se moviam de um lado para outro. A maioria estava gravemente ferida e em um estado lamentável, moribundos devido à sede e resignados com o seu destino. A falta de água em um calor reluzente, seco e abrasador da estepe era terrível. Prisioneiros lutavam até mesmo por uma gota de água. Alguns deles, mantendo um sentimento forte de disciplina, evitavam que os mais saudáveis (aqueles que tinham as melhores condições para caminhar) não bebessem toda a água. Desse modo, aqueles que mais precisavam poderiam ainda pegar algumas das gotas que sobrassem. Estas pessoas estavam tão inertes e felizes por terem escapado do inferno que eles mal percebiam a minha câmera. Eles nem mesmo tinham me visto!”
Becker, ponderando ironicamente sobre o destino daquela multidão de humanos que enchia as suas lentes, admitiu que “o que afinal aconteceu com tantos e tantos soldados eu realmente não sei e é melhor que ninguém saiba.”. Alguns faziam o que podiam. Um médico trabalhando junto ao Ponto de Coleta do 9º Exército (9AG SSt) falou sobre “ilhas de humanidade dentro de um mar intransponível de miséria dos prisioneiros de guerra.”. Ninguém estava disposto a cooperar. Requisições de suprimentos, comida e remédios eram completamente ignorados. Em um campo perto de Uman em agosto de 1941, entre 15.000 e 20.000 prisioneiros soviéticos encontravam-se a céu aberto. O Schütze Benno Zeiser, vigiando este campo, deu uma ideia sobre o que tal negligência podia acarretar:
“Praticamente todos os dias homens morriam por fadiga. Outros levavam os seus mortos para o campo para enterrá-los lá. Eles carregavam os corpos em turnos e nunca pareciam estar ao mínimo emocionados pela situação. O cemitério do campo era muito grande; o número de homens sob o solo deveria ser bem maior do que o número dos que ainda estavam vivos.”.
C O N T I N U A
- Tropas de cavalaria em movimento
- A barragem perto Zaporozhie ao sul de Dnepropetrovsk foi tomada em 25 de agosto
- He-111 sobre o porto Nikolaev
- Em 16 de agosto Nikolaev, porto naval importante e porto comercial no Mar Negro, caiu em mãos alemãs
- Utilizando granada. Infantaria alemã.
- Sepulturas Bolscheviks no campo de batalha de Uman (Ucrânia), onde na primeira semana de agosto 25 divisões foram destruídas. Mais de 103.000 prisioneiros foram levados, entre eles os comandantes do 6º e do 12º Exército. 317 veículos blindados, 858 pistolas, 242 armas antitanque e canhões antiaéreos, 5250 caminhões e 12 trens.
- Tropas de montanha sabem como lidar não só com qualquer animal
- Henschel 126 na missão de reconhecimento perto do círculo polar
- Não há como escapar de Smolensk. No lado leste da cidade, bolchevistas se rendem em massa. Os resultados dos primeiros dias de agosto, quando a batalha estava quase no fim: cerca de 310.000 prisioneiros, 3205 veículos blindados e 3120 armas
- Avanço, após a batalha de Smolensk
- Moscou com fábrica em chamas após bombardeios noturno
- Na Ucrânia alemães, italianos, húngaros, romenos e soldados eslovacos continuam seu avanço. Perto Medvin a infantaria avança sob a proteção dos veículos blindados
- Bateria de artilharia Eslovaca em avanço
- As tropas alemãs abrem o seu caminho através da floresta em chamas
- Avião lança sua sombra na estrada. A visão do Comandante para supervisionar a avanço da tropa
- Prisioneiros de guerra bolcheviques
- Em 11 de julho, Vitebsk está nas mãos dos alemães
- Em 13 de julho, forças armadas finlandesas tomam ambos os lados do lago Ladoga e se preparam para o ataque – barco tempestade no lago Ladoga
- Bombas caem sobre um trem de transporte bolschevista – transporte de munição explode
- A face da guerra – cidades e aldeias incendiadas
- Em 18 de julho tropas romenas e alemãs cruzam o rio Dnestr
- A Linha de defesa de Stálin é quebrada em todos os setores importantes em 12 de julho. Depois de unidades soviéticas em Dnepr serem derrotadas, o líder da tropa dá instruções antes de atravessar o rio
- Bolcheviques caídos no campo de batalha perto de Mogilev
- Cavalaria alemã em Minsk
- Durante a ação perto Rogatchev, um ponto forte importante da Linha de Stalin, a infantaria cruza o rio Drut
- Os membros do Exército de Todt mantem o caminho para o avanço alemão em um excelente ritmo.
- Uma unidade ciclista trabalha abrindo cominho até uma inclinação
- Avanço em todos os segmentos da imensa frente – unidades de um regimento de infantaria
- Artilharia antiaérea alemã na luta perto de Vitebsk
- Bolchevistas, capturados na zona sul de Rozany Bialyistok
Bandeira Inimiga – A simbologia da Derrota
Quando em guerra, os espólios sempre foram o sonho de consumo dos exércitos vencedores. Não por acaso, quando as unidades americanas já como tropa de ocupação, passavam os dias bebendo comemorando a paz em terras conquistadas, eles enviavam através de um serviço do US Army esses espólios para os Estados Unidos, por isso, vários pequenos objetos chegaram nas casas de famílias americanas.
Ao final das hostilidades na Itália, nossos pracinhas também trouxeram toda a sorte de suvenir, dentre uma das mais curiosas, o soldado Giovanne trouxe uma Estátua de uma Santa que ele encontrou em uma igrejinha destruída no interior italiano. Entretanto o espólio mais comum eram as armas, nossos soldados trouxeram para o Brasil vários tipos de armas brancas, pistolas e até metralhadoras alemães.
Mas o espólio de guerra mais simbólico para um Exército era, sem sombra de dúvidas, a bandeira da nação inimiga ou do Exército enfrentado. Essa simbologia milenar não foi diferente na Segunda Guerra Mundial. Podemos encontrar centenas de fotos de soldados ostentando as bandeiras inimigas derrotadas. Inclusive, no desfile da vitória em Moscou as bandeiras nazistas foram devidamente humilhadas e destruídas para representar a vitória total sobre o regime.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XIII
Lidar com tais massas provoca uma pressão ímpar. A 12ª Divisão, por exemplo, capturou 3.159 prisioneiros entre 31 de agosto e 8 de outubro de 1941 o que, em termos numéricos, equivale a 25% do sua própria força efetiva que variava entre 12.000 a 13.000 homens. A 18ª Divisão, ponta de lança dos avanços do Grupo de Exércitos Centro, fez 5.500 prisioneiros do Exército Vermelho durante as cinco primeiras semanas da campanha, ao passo que o seu efetivo foi reduzido de 17.000 para 11.000 em agosto. Desta maneira, poucos soldados estavam disponíveis para vigiar os prisioneiros que totalizavam em torno de 40% do efetivo da própria divisão. As unidades Panzer à frente da infantaria tinham que manter o avanço, conter os cercos nos bolsões e guardar a massa de prisioneiros enquanto que o número de infantes e de tanques diminuía constantemente.
A enormidade deste problema pode ser comparada com o efetivo das divisões alemãs de infantaria. Ao final de julho, os alemães tinham que administrar o equivalente a 49 divisões em termos de cuidados médicos, transporte e alimentação sem contar com o seu próprio efetivo total. Uma simples divisão alemã necessitava uma logística de 70 toneladas de suprimentos por dia das quais 1/3 correspondia à alimentação. Não havia recursos logísticos necessários para manter um avanço constante e menos ainda para os prisioneiros de guerra. Pouca importância, afora o severo objetivo ideológico, foi dada ao afluxo repentino e inesperado de prisioneiros. O tenente de artilharia Hubert Becker declarou após a guerra:
“Isso era sempre um problema porque nenhum manual de guerra diz o que fazer com 90.000 prisioneiros. Como eu lhes dou abrigo e os alimento? O que se deve fazer? De repente havia 90.000 homens vindo em nossa direção em uma coluna sem fim.”
O Schütze Benno Zeiser, pertencente a uma Companhia de operações especiais, testemunhou o resultado desta negligência oficialmente endossada:
“Era como um crocodilo enorme, de uma cor marrom-terra, lentamente marchando pela estrada em direção a nós. Dele vinha um zumbido baixo, como o de uma colméia. Prisioneiros de guerra, russos, em seis filas. Nós não conseguíamos ver o final da coluna. Enquanto eles se aproximavam, um fedor terrível chegou a nós e quase nos fez passar mal; era como o mau cheiro penetrante da jaula do leão juntamente com o odor nojento de uma jaula de macaco.”
Este era um problema que não poderia ser ignorado. Mesmo que cada soldado alemão fosse designado para tomar conta de 50 homens, 18 batalhões de seis regimentos seriam necessários para administrar os 800.000 prisioneiros feitos apenas no final do mês de julho, um número que iria aumentar para 3 milhões até o final do ano. Esta necessidade não era apenas para vigiar os prisioneiros; eles precisavam de tratamentos médicos, alimentação e transporte. O tenente Knappe concluiu corretamente que se havia perdido o controle. Ele escreveu: “Eu primeiramente me perguntei se seria possível cuidar de tantos, mas como o número aumentava, eu tive a certeza de que não.”. As condições degradantes que resultaram iriam tornar realidade as intenções do planejamento ideológico conforme concebido. Knappe comentou: “Nossa linha de suprimento fez bem em conseguir manter pelo menos o Exército Alemão abastecido. Nós não poderíamos ter previsto tantos prisioneiros.”.
C O N T I N U A
- Mais refugiados. A mulher falou sobre a miséria, fome e morte de muitas outras que ainda estão na floresta
- Miseráveis que ficaram sem comida por semanas.
- Apenas essa criança sobreviveu de sua família inteira
- A medida que avançamos encontramos mais moradores. Eles se alimentavam de madeira das árvores
- Mas nossas posições eram mantidas fortemente. A ordem para avançar sobre o terreno estava próximo
- Chegou! Avançamos floresta à dentro e, diferentemente das outras vezes a ordem era expulsar completamente o inimigo e acabar com qualquer resistência
- O tanques mais uma vez estava dando a cobertura até onde podiam, pois não podiam entrar na froresta, isso é para a infantaria.
- Comandante de nossa artilharia Major Zuhlke e seu auxiliar
- Mesmo assim ainda esperavámos uma contra-ataque inimigo.
- Comunicação direto com o comando da divisão
- …E mais civis mortos…
- Tinhamos posições de comunicações avançadas
- Nosso acampamento das imediações de nossas posições
- Área defendida por um unidade russa. Foram os primeiros combates para tomada da região e consolidação da posição.
- Na área havia defesas russas preparadas com comunicação
- As operações na linha férrea continuam até Kamenka. Patrulhas constantes são designadas.
- Posicionamos nossas metralhadores em várioas pontos próximos a floresta.
- Uma das missões da unidade e manter a linha Tosno-Kamenka operacional.
- Chegou a missão de limparmos as áreas próximas a floresta na preparação para uma incursão mais profunda
- Estação Central do Trem da Unidades
- O avanço da tropa praticamente inexiste.
- Local de agrupamento de tropas inimigas durante o inverno na área Volchov. 1942.
- Feridos em batalha na cidade de Volchov são transportados para o hospital de campanha.
- Com o fim do inverno a lama transforma qualquer deslocamento em um exercício quase insuportável. Só à cavalo é possível se deslocar.
- Feldfebel Krauze entrega de correio a partir de casa. É o melhor momento do dia.
- Mesmo assim, há ataques do inimigo.
- A tomada da cidade de Chudovo foi custosa para o regimento, pela primeira vez tivemos que construir um cemitério para os nossos mortos. O inverno e as baixas começam a deixar-nos abatidos e nesse momento o moral não está bom.
- Arma de apoio a Infantaria na posição de tiro perto do rio Narva, agosto de 1941. Estamos avançando e o inverno passa a ser uma preocupação de todos.
- Carruagens russa deixadas na floresta perto de Riga de 1941.
- Ficamos impressionados quanto a aparelhamento militar do inimigo com armas puxadas com carroças
Fotografias Mais Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra: Voltando do Retorno!
Segue mais uma série de fotos engraçadas e sem noção da Segunda Guerra.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XII
PARTE 12
Klein Kindergarten Krieg. Prisioneiros e partisans.
Dezenas de milhares de prisioneiros soviéticos eram mostrados nos cinejornais para as platéias dos cinemas na Alemanha enquanto que os textos se regozijavam diante das vitórias. Mas de cada 100 prisioneiros mostrados, apenas 3 sobreviveriam.
O primeiro problema ao ser feito prisioneiro era, antes de tudo, sobreviver ao combate. A intensidade da luta por muitas vezes excluía esta possibilidade. Por exemplo: na maioria das vezes, as consequências do fracasso no enfrentamento entre infantaria e tanques eram fatais. Um sub-oficial alemão de uma força anti-tanques descreveu o que normalmente acontecia:
“Todos os membros da tripulação eram mortos assim que pulavam para fora (do tanque) e nenhum prisioneiro era feito. Isso era a guerra. Havia ocasiões quando tais coisas aconteciam. Se nós percebêssemos que não poderíamos recolher ou cuidar dos prisioneiros, eles eram mortos durante a ação. Mas eu não estou dizendo que eles eram mortos depois de serem feitos prisioneiros – isso nunca!”
Durante as primeiras semanas do avanço, as duas maiores batalhas envolvendo os cercos de Bialystok e Minsk envolveram a captura de 328.000 prisioneiros com mais 310.000 feitos em Smolensk. O General Von Waldau, chefe do Luftwaffen-Führungsstabes (Equipe de Operações da Luftwaffe) calculou que praticamente 800.000 prisioneiros foram feitos até o final de julho. Tal número iria chegar a 3,3 milhões em dezembro. As estimativas são de que 2 milhões de prisioneiros soviéticos pereceram apenas nos primeiros meses da campanha. O tenente da artilharia Siegfried Knappe ficou impressionado com o inacreditável número de rendições:
“Nós começamos a capturar prisioneiros desde o primeiro dia da invasão. A infantaria os trazia aos milhares, às dezenas de milhares e até às centenas de milhares.”.
CONTINUA
Traduzido Por A.Reguenet
- Front Russo – Erro Fatal
- Recebemos ordens para nos posicionarmos próximo a floresta de Volchov. O que chegou até nós são que as forças inimigas se abrigaram na floresta e estão preparando um contra-ataque.
- Estação Central do Trem da Unidades
- Chegou a missão de limparmos as áreas próximas a floresta na preparação para uma incursão mais profunda
- Nosso acampamento das imediações de nossas posições
- As operações na linha férrea continuam até Kamenka. Patrulhas constantes são designadas.
- Comandante de nossa artilharia Major Zuhlke e seu auxiliar
- Muitos soldados russos estavam doentes e abandonados. Não queriam lutar mais.
- Apenas essa criança sobreviveu de sua família inteira
- Um base russa aberta no meio da floresta com munição e comunicações
- A medida que avançamos encontramos mais moradores. Eles se alimentavam de madeira das árvores
- Mais refugiados. A mulher falou sobre a miséria, fome e morte de muitas outras que ainda estão na floresta
- Nuvens negras enfatizam a placa: “O Inferno começa aqui!!”
- Placa de Alerta: “Este Lugar está sob vigilância do inimigo”
- Isso preocupa a todos, por causa das nossas linhas de suprimentos, pois os veículos não mais poderão ser usados.
- O avanço da tropa praticamente inexiste.
- O inverno se foi, mas o problema agora é a lama causada pela neve derretida. Um tanque russo capturado será reaproveitado pelo regimento.
- Local de agrupamento de tropas inimigas durante o inverno na área Volchov. 1942.
- Tenente Miller discute as operações que serão lançadas no bolsão de Volchov. 1942
- Com o fim do inverno a lama transforma qualquer deslocamento em um exercício quase insuportável. Só à cavalo é possível se deslocar.
- …E contabilizamos baixas
- Casas de veraneio perto Petrodvoretz, a oeste de Leningrado. Em 08 de setembro de 1941 Petrodvoretz foi tomada por nossas tropas. Toda a Divisão agora está se reunindo. Sabemos que nosso objetivo será Leningrado.
- Arma de apoio a Infantaria na posição de tiro perto do rio Narva, agosto de 1941. Estamos avançando e o inverno passa a ser uma preocupação de todos.
- Nosso objetivo a Fortaleza no rio Narva.
- Missão reparar a estrada para os veículos do regimento
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte XI
PARTE 11
Um médico Gefreiter da 125ª Divisão de Infantaria escreveu para casa relatando a extensão da “crueldade judia-bolchevique e que qualquer um acharia difícil de acreditar”:
“Ontem nós atravessamos uma grande cidade e passamos por sua prisão. Ela fedia devido aos cadáveres, mesmo a uma longa distância. Enquanto nós nos aproximávamos, mal dava para suportar o cheiro. Dentro dela estavam os corpos de 8.000 prisioneiros civis, nem todos fuzilados, mas que também foram espancados e assassinados – um banho de sangue produzido pelos bolcheviques um pouco antes de se retirarem.”
Os soldados eram extremamente influenciados por aquilo que viam. Isso afetava tanto a moral quanto a ética. Um sub-oficial escreveu: “Se os soviéticos já assassinaram milhares dos seus próprios cidadãos ucranianos indefesos, mutilando-os de forma brutal e matando-os, o que eles farão então com os alemães?” A sua própria e profética opinião era de que: “se estes animais, nosso inimigo, vierem a entrar na Alemanha, haverá um banho de sangue tal qual o mundo nunca viu antes.”.
A publicidade em torno da atrocidade de Lvov, veiculada nos cinejornais e nos periódicos só fez por aumentar as suspeitas e o mal-estar que já se fazia sentir entre o povo na Alemanha. Suas preocupações eram repassadas para aqueles que serviam no front, aumentando o isolamento e o pessimismo que começava a emergir dentro de cada um diante das perspectivas da campanha se tornar ainda mais longa. Uma dona de casa de Düsseldorf confessou ao seu marido:
“Nós temos uma ideia do que parece estar acontecendo aí no leste a partir do (cinejornal) Wochenschau, e acredite em mim: essas imagens tem produzido tamanho pavor que nós preferimos fechar os olhos enquanto que algumas cenas são projetadas. E essa realidade – o que lhe parece? Eu acredito que nunca nós conseguiríamos imaginar.”
As informações confidenciais do Serviço Secreto da SS sobre os assassinatos dos ucranianos em Lvov confirmam que estes “produziram uma profunda impressão de repugnância” durante a segunda semana de julho. “Muitas vezes era perguntado que destino os nossos soldados podem esperar se eles se tornarem prisioneiros e, de nossa parte, o que estamos fazendo com os bolcheviques os quais nem mais são humanos?”.
C O N T I N U A
Traduzido Por A.Reguenet
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte IX
A escuta das transmissões dos rádios russos bem como a captura de documentos fornecem uma ampla diversidade de razões para a eliminação dos prisioneiros de guerra alemães. Aqueles soldados inimigos que lutavam ao invés de se renderem bem como os prisioneiros problemáticos eram, na maioria das vezes, sumariamente executados. O desenrolar de situações táticas não previstas e/ou a falta de transporte para os prisioneiros poderiam contribuir para selar o seu destino. Execuções sumárias durante o interrogatório poderiam acontecer como resultado diante da recusa de fornecer informações militares ou para encorajar que outros falassem. Em resumo, os excessos praticados pelos alemães sofriam uma resposta paga na mesma moeda. Alimentação sempre era escassa e, sendo assim, não disponível prontamente para os prisioneiros. Recompensas também eram oferecidas para aqueles que provocassem o maior número de baixas entre o inimigo. A execução dos oficiais alemães e dos nazistas também acontecia, manifestando uma indignação por parte dos soviéticos e que era expressa através da matança do tipo “olho por olho”. De qualquer maneira, o enfrentamento contra o soldado alemão deveria ser levado até o fim. Um documento do 5º Exército Soviético datado de 30 junho revelou:
“Tem acontecido freqüentemente o fato de soldados do Exército Vermelho e seus comandantes, afetados pela crueza dos porcos fascistas (…) não fazerem nenhum soldado alemão ou oficial prisioneiro, mas sim o executarem ali mesmo no local.”.
Tal prática era criticada devido à perda de informações para o serviço de inteligência bem como pelo fato de desencorajar a deserção por parte do inimigo. O major general Potapov, comandando o 5º Exército Soviético, ordenou que seus comandados explicassem aos soldados de que matar os prisioneiros de guerra “é prejudicial aos nossos interesses.”. Ele enfatizava que os prisioneiros deveriam ser tratados adequadamente. Ele ordenou: “Eu categoricamente proíbo qualquer iniciativa individual de fuzilamento.”. Outro documento capturado e proveniente do 31º Corpo Soviético, assinado pelo Comissário Chefe do departamento de propaganda e datado de 14 de julho de 1941, revelava que “prisioneiros tem sido enforcados e esfaqueados até a morte.”. Tal ordem argumentava que “tais comportamentos para com os prisioneiros de guerra são um prejuízo político para o Exército Vermelho e apenas aumentam a vontade do inimigo em lutar (…) O soldado alemão, quando capturado, deixa de ser um inimigo.”. O objetivo era de “fazer tudo o que for necessário para capturar soldados e, especialmente, oficiais.”.
Porém, a realidade em nível de tropa era de que o soldado russo – da mesma maneira que o seu adversário – tinha sido igualmente e rapidamente brutalizado pela natureza de uma luta ideológica e impiedosa. Os interrogatórios dos prisioneiros de guerra soviéticos conduzidos pelos alemães em Krzemieniec no mês de julho de 1941 descobriu que:
“Nenhuma ordem definitiva havia sido dada para que se executasse todos os oficiais, sub-oficiais e soldados alemães quando da sua captura. Os oficiais, comissários e médicos soviéticos capturados explicam que os fuzilamentos e as torturas até a morte dos militares alemães são oriundos de iniciativas individuais ou por ordens especiais. Estas eram repassadas por oficiais, comissários ou ambos. Um comissário afirmou que tais ordens, na sua maioria, são dadas pelos comandantes de regimentos e de batalhões e por quem os comissários são responsáveis.”.
C O N T I N U A
Você conhece a Batalha da Floresta de Hurtgen?
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito de números inimagináveis até hoje. Quando Eisenhower comentou em 1969 a quantidade de tropas e material bélico estacionado na Inglaterra aguardando a Operação Overlord, explicou que seria inviável, em tempos armamento nuclear, manter uma quantidade de exército estacionados nestas condições. No contexto geral o recursos humanos e de material empregados nas centenas de operações do conflito sempre surpreende, e isso é proporcional a quantidade de vidas perdidas, tanto em combate como na população civil.
Devido a quantidade de eventos bélicos que formataram a o sangrento quadro da Segunda Guerra, é natural que uma ou outra batalha receba mais ou menos destaque nos estudos históricos. A mesma regra é válida para unidades militares, pessoas, operações, e regiões envolvidas nos conflitos. Quem já estudou e ficou impressionado com o Dia D? A Operação Overlord é um estudo obrigatório para qualquer aspirante a pesquisador da Segunda Guerra, assim como Kusk, Barbarossa, Bagration, Cobra, Bulge, Iwo Jima, Gualdacanal, Midway e tantas outras decisivas batalhas da guerra, mas quem lembra Ofensiva da Primavera na Itália? Quem sabe como foi a batalha pelas ilhas de Aleutas? pois é!
Contudo, no contexto desse conflito, dezenas de outras operações foram importantes; dezenas de outros cenários exigiram vidas de soldados e civis, e envolveram dezenas de Exércitos, Corpos de Exército, Divisões e Batalhões que tiveram perdas consideráveis em operações de “segundo plano” nos estudos históricos. E isso é uma grande pena, pois geralmente seus países não lembram as datas que esses soldados caíram. Não fazem paradas militares, não fazem monumento aos seus mortos.
Hoje gostaria de lembra a Batalha da Floresta de Hurtgen, a batalha mais sangrenta do Teatro de Operações da Europa que o Exército americano enfrentou. Isso mesmo, esqueçam Dia D, Bulge, Cobra e Market Garden! Cerca de 33 mil militares americanos e 28 mil alemães pereceram próximo a fronteira da Bélgica e Alemanha, em uma floresta concebida para ser uma fortificação impenetrável e estratégica para a Wermarcht, inclusive para apoiar o planejamento da Ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944.
A Batalha da Floresta de Hurtgen é o nome dados aos diversos combates ocorridos próximos a floresta da cidade alemã de Hurtgen entre 13 de setembro de 1944 a 10 de fevereiro de 1945. O Exército Americano enviou para a região seis divisões de infantaria, duas blindadas e uma paraquedista, sendo que todas foram praticamente dizimadas ou saíram com severas baixas.
A floresta possuía árvores que mediam 20 a 30 metros de altura, em algumas regiões nem mesmo o sol chegava até o solo. No início da campanha, o solo alternava entre congelado e lamacento, com uma lama que afundava até os joelhos, com pouca mobilidade para tráfego motorizado. As condições do tempo tão pouco ajudavam nesse período, variando entre chuva de granizo, neve, frio e névoa. A linhas de suprimento eram quase inacessíveis e custosas. Um terrível cenário, onde a vantagem que o Exército americano tinha sob o Alemão de nada valia.
As próximas publicações trarão as unidades empregadas e seus comandantes e, principalmente, como aconteceu essa custosa operação em termos de vida humana.
Esse assunto já há muito estava para ser abordado pelo BLOG, mas resolve publicar a partir de um documento muito bem elaborado do Club SOMNIUM produzido pelo escritor Reinaldo Theodoro e enviado por Neto para o blogchicomiranda@gmail.com, cujo o email transcrevo abaixo:
“Bom dia caro amigo Francisco Miranda. Meu nome é Odílio (mas pode me chamar de Neto), moro em Araçatuba-SP e sou fã e seguidor do seu blog, pois sou apaixonado por assunto relacionado a 1ª e 2ª Guerra Mundial. Vi no seu blog que se quiséssemos mandar perguntas, poderíamos. Então gostaria de pedir, se você puder é claro, postar no seu blog alguma coisa sobre a Batalha da Floresta de Hürtgen, pois pesquisando fiquei sabendo que foi uma batalha esquecida, ofuscada pelo início da Batalha do Bulge, mas que infelizmente muitas vidas foram perdidas[...] Deixo aqui um grande abraço à você Francisco, se precisar de alguma coisa é só pedir, pois tenho algumas coisas que possa servir a seu blog. Fica com Deus.”
Para o nosso amigo Neto, espero que as publicações que virão possam lhe agradar.
Perguntas sobre a Segunda Guerra? blogchicomiranda@gmail.com
- O primeiro Ataque
Morte nos Campos de Batalha – Ainda não Aprendemos com Nossos Erros!
Dizem que a inocência de um homem acaba nos primeiros minutos de batalha, e com o decorrer da guerra sua humanidade também se desfaz. O mundo como conhecemos, foi forjado a partir da guerra, e apesar de sempre presente, a guerra é a degradação maior que o individuo pode enfrentar.
A Segunda Guerra foi o primeiro grande flagelo a ser documentado e registrado de forma industrial. Porquanto a quantidade de registros de jovens que pereceram em combate e outros que sobreviveram fisicamente, mas que deixaram suas mentes nos campos de batalha permite termos a exata dimensão do que um conflito de grandes proporções pode causar a um homem sadio.
E continuamos criando nossas guerras ao longo das décadas até os dias atuais, mesmos cientes das consequências devastadoras, deixamos que o ódio entre povos e nações continuem a produzir mais mortes. Não entendemos nossa própria história e continuamos a repetir os mesmos erros do passado.
Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas – Parte II
Continuação das respostas para a pergunta do Paulo Roberto de Oliveira:
Nada se fala dos soldados soviéticos que também em sua grande maioria eram simples aldeões, e fizeram o mesmo percurso na contra ofensiva e ou soldados norte americanos que se embrenhavam nas florestas da Ásia na luta contra o exercito japonês?
Chico Miranda: Na verdade são contextos e situações diferentes.
Os Soviéticos:
O soldado soviético viu seu território ser invadido e respondeu ao chamado desesperado para defender sua pátria, em contrapartida o soldado alemão, em dado momento, já não acreditava na motivação da guerra.
Uma das características do Exército soviético foram seus abundantes recursos humanos, e isso é facilmente comprovado pelo número de baixas sofridas no conflito, 17 milhões. Diferentemente do Exército alemão, o soviético possuía uma massa de homens para recomposição de suas unidades.
Mesmo com pouco material e treinamento quase inexistente, o Exército soviético supria com jovens enviados de trens de todo o território das repúblicas comunistas, enquanto que a Wermarcht já não conseguia realizar a reposição de seus efetivos com a mesma eficiência do início da guerra.
Os americanos:
O contingente americano utilizado no Teatro de Operações da Europa, a partir da Operação Overlord, por exemplo, era quase totalmente formado por novas Unidades, exceto a 116 Rangers e a 82 Airborne, com renovado efetivo, que participaram das operações na África do Norte, todas as demais unidades entravam em combate a primeira vez. Enquanto que os fuzileiros, com pequeno apoio do US Army, foram predominantes no Teatro do Pacífico.
Portanto não podemos comparar o esforço de um ou outro exército, pois foram circunstâncias diferentes para contextos e cenários diferentes.
Se houve problemas de logístico devido a “Lama” nos pós invernos de 41/42, para a Wehrmacht também não aconteceu o mesmo com o exercito vermelho, mesmo com a enorme quantidade de material bélico fornecido pelos americanos?
Chico Miranda: Sim, mas o Exército Vermelho lutava nestas condições já há alguns anos, para não dizer séculos, se levarmos em consideração a campanha de Napoleão contra a Rússia. O problema nesse caso é que a Alemanha esperava uma vitória aos moldes da Campanha da França, rápida e conclusiva. O que não aconteceu. Eles não se preocupavam com o general inverno, pois acreditavam em uma vitória muito antes disso.
Um outro fator a ser observado é que as linhas de transportes do Exército Vermelho foram mantidas, que era basicamente linhas férreas. Em nenhum momento da guerra a Alemanha conseguiu interromper o fluxo de transporte dentro da URSS, portanto a manutenção de deslocamentos e de linhas de abastecimento sempre estiveram ativas.
Me dá impressão que só temos fatos do ponto de vista dos aliados, será que a superioridade tecnológica e a melhor qualidade de treinamento militar Alemão (nos primeiros anos do conflito) não deveria ser mais divulgada atualmente?
Chico Miranda: Claro! Estudos indicam que em 1939 o Exército Alemão estava tecnologicamente cerca de 5 anos à frente de seus opositores. E esse desenvolvimento prosseguiu em várias áreas da pesquisa bélica desde mísseis balísticos continentais até o enriquecimento de urânio. Basta lembrar a disputa pelos cientistas nazistas quando a Alemanha caiu e a transferência e utilização dessas tecnologias no pós-guerra.
Acredito sinceramente que estamos na fase do revisionismo histórico responsável, entendendo que a história não deve e não pode ser contada pelos Vencedores, mas pela análise dos FATOS, independente dos seus agentes.
Obrigado Paulo!
Galeria de Fotos que mostram Tropas Americanas no Dia D – Demonstra tropas novas, treinadas para o primeiro combate na Operação Overlord
Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas!
Esse BLOG, desde o momento que decidi enveredar para sua construção, tinha em mente que deveria expor a Segunda Guerra Mundial sem a estupidez da explicação pelo prisma ideológico, digo estupidez não com a arrogância de ser o dono da verdade, pelo contrário, mas tendo como objetivo expor apenas o FATO, despido das interpretações pessoais para embasar uma ou outra corrente de interpretação dos acontecimentos, ou seja, defender apenas aquilo que tem embasamento histórico, independente se esse Fato exalta um Derrotado do conflito e diminui um Vencedor, ou vice-versa.
Contudo, sempre sou inquirido sobre determinados acontecimentos que exige uma posição. Ou pelo menos, exige argumentos que possam agradar uma ou outra interpretação. Por exemplo, Os Bombardeios Aliados sobre as cidades alemães foram crimes de guerra? É possível negar o Holocausto, ou pelo menos diminuí-lo em números? E os bons resultados do Nacional Socialismo no pré-guerra, são sustentáveis? Todas essas perguntas exigem argumentos prós e contra, mas, como diria uma dos maiores medievalistas do século XX, Edward Carr: “Cabe ao Historiador trazer à luz os argumentos que ele entende sejam necessários para a compreensão do Fato Histórico”. Portanto, o Historiador possui na sua raiz profissional a obrigação de expor para seus contemporâneos todos os argumentos necessários ao entendimento do fato, e, pode sim, ser uma visão diferente da VERSÃO OFICIAL.
Bem, então resolvi postar perguntas que são enviadas para mim, que geralmente, respondo por email.
Se você quiser pode enviar perguntas para: blogchicomiranda@gmail.com
Terei o maio prazer em responder, pelo menos tentar!
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Vamos começar pelas perguntas enviadas por Paulo Roberto de Oliveira:
Francisco com sempre seus artigos são sensacionais!! Parabéns mais uma vez, agora me diga lá, veja se pode me ajudar…tenho algumas dúvidas há anos:
Pode ser que eu esteja desatualizado, se for caso desculpe-me.
1-Qual foi a área em Km2 em que se desenvolveu a Segunda Guerra (Europa e Africa do Norte) ou seja o palco das invasões da Alemanha Nazista?
Chico Miranda – Eduardo, levando em consideração o Teatro de Operações da Europa que, a depender do estágio da guerra, se subdividiu em vários outros teatros de operações, portanto, se pensarmos em fase, por exemplo: “A Guerra de Mentira”, que iniciou com a invasão da Polônia em setembro de 1939 até o início da ofensiva contra os Países Baixos em maio do ano seguinte, sem levar em consideração os países que foram “anexados” ideologicamente por Hitler. Só nesse quadro temos boa parte do território europeu.
Com o fim da “Guerra de Mentira”, teve iniciou a Campanha contra a França e a ofensiva aérea contra a Grã-Bretanha, aumentou a extensão geográfica das ações. Sem falar na Batalha do Atlântico, sendo o mais atuante o Norte e o de menor importância o Atlântico Sul, pois é exigível considerar a perda de 30 mil alemães que morreram em ação nas operações de UBoot nos oceanos.
Sem contar com as Tropas de Ocupação, para cada país invadido havia tropas de choque, significativo contingente administrativo e governos militares instituídos.
Para os dois Teatros citados na pergunta, há vários fatores além da extensão territorial que podem torna a resposta, meramente por quilômetros quadrados, ainda mais imprecisa.
Para ajudar no entendimento, em termos militares, são importantes três concepções. A primeira é o tamanho da Linha Ofensiva que um determinado Exército irá atuar, falo da Linha Ofensiva, já que creio que o seu foco é a atuação da Alemanha que esteve inicialmente nesta condição. A extensão dessa Linha é um dos principais fatores que determina o tamanho da Força Invasora, no caso da Invasão a Polônia, por exemplo, foram empregadas cerca de 53 Divisões alemãs, baseada na extensão territorial e na força do Exército polonês. O segundo fator para um plano de invasão, que é o tamanho da penetração territorial, ou seja, a extensão de deslocamento das tropas dentro do território ocupado e sua estimativa de avanço, que determina o terceiro parâmetro, o planejamento da Linha de Suprimentos, necessários para manutenção das Unidades Combatentes na Linha de Frente. Todos esses fatores são determinantes para um Teatro de Guerra e podem sofrer variação no decorrer da Campanha. Portanto a extensão em quilômetros quadrados, como já disse anteriormente, pode ser uma dado irreal.
Para tentar explicar melhor o argumento vamos ver algumas observações desses teatros de operações.
Na Operação Barbarossa os três grandes Exércitos, Norte, Centro e Sul, tinham missões específicas para invasão de cidades estratégicas. Esses Exércitos foram formados e dotados de arsenal bélico, levando em consideração o poder do Exército Vermelho (subestimado?) e a extensão territorial, não das fronteiras da União Soviética que iria atuar a Wermarcht, mas a soma das Linhas das operações de ocupação desses Exércitos. Como a guerra com a URSS se prolongou, as Linhas de Suprimento ficavam cada vez mais vulneráveis, pois dependiam de transporte férreo ou grandes deslocamentos de comboios de veículos ou de tração animal, suscetíveis ao conhecimento do inimigo, portanto a ataques terrestres e aéreos de uma Força Aérea cambaleante, mas ainda atuante.
Acrescento isso a dois outros fatores, a saber:
1. Indecisão na estratégia final da Ofensiva – Hitler resolve não mais entrar em Moscou e se dirige ao Cáucaso. Acertada ou não, mas toda uma logística inicialmente planejada teve que ser alterada. O moral da tropa, que já lutava havia meses, realizando exaustivos deslocamentos diários, com objetivos traçados e quando estava há alguns quilômetros do desses objetivos, tiveram que iniciar um novo deslocamento para o oriente.
2. Linha de Manutenção – citado por ninguém menos que Guderian. Nas ofensivas de 1940 contra a França, as Linha de Manutenção seguiam mais próximas das Linhas Ofensivas, o resultado disso é que viaturas e equipamentos bélicos poderiam parar, seja pela ação do inimigo, seja por defeito, e o conserto era realizado logo atrás das linhas e, estaria em condições de combate pouco tempo depois. Na campanha russa não houve a preocupação de manter essa Linha de Manutenção, fato que foi apontado por Guderian como um dos fatores para a derrota da Alemanha nesta Campanha.
Quando se trata do Teatro de Operações da África, que ocorreram em cinco territórios na África do Norte: desertos da líbia e egípcio, Marrocos, Argélia e Tunísia. Inicialmente Rommel tinha uma missão específica, dominar Gibraltrar e Suez e avançar para o Cáucaso, ou seja, uma Linha Ofensiva definida. Mas a partir de 1942 os ingleses, com a ajuda dos americanos, conseguem impedir Rommel. A Raposa do Deserto e o Montgomery passam um período lutando nos desertos entre ofensivas e contra-ofensivas, ou seja, o mesmo território foi conquistado e perdido mais de uma vez pelos Exércitos. Portanto, a extensão territorial das Operações não se limita apenas a extensão territorial das regiões geográficas que serviram de cenários das batalhas.
2-Porque só se comenta que os soldados alemães ficavam “atordoados” com a tal distancia Berlim-Moscou ( pouco mais de 2.000 km) não é isso? Bem como com a “vastidão” do tamanho da area sovietica anexada?
Para essa sua pergunta, vou colocar o link que, no me entendimento, contém a resposta:
O que Esperava o Soldado alemão na Campanha Russa?
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TODOS estão convidados a corrigir e/ou acrescentar a essa modesta argumentação
Posteriormente publicarei as demais perguntas e respostas.
Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte III
Presenciar a morte dos seus semelhantes gerava uma mistura emocional de rancor, tormento, medo e um sentimento de profunda perda. Werner Adamczyk se lembra de enterrar seus dois primeiros amigos de uma bateria (de artilharia). “Era o fim; eles não estavam mais lá. Eu fiquei parado lá, angustiado.” Ambos haviam voado pelos ares em pedaços quando da explosão de um caminhão de munição.
“Eu realmente sentia pena das famílias daqueles dois sujeitos. Poderia ter sido eu. Com uma crescente emoção eu visualizei as reações dos meus familiares e amigos caso aquilo tivesse ocorrido comigo. Pela primeira vez na vida eu percebi integralmente o que o amor e carinho realmente significavam.”
Zeiser sentiu que “era pior quando você via pela primeira vez (a morte) de um com o uniforme field gray… você olha para ele, deitado ali com o mesmo uniforme que você usa e você pensa que ele também tem uma mãe e um pai, talvez irmãs, ele até mesmo poderia ser oriundo da mesma região que a sua.” A exposição prolongada à realidade nua e crua do combate corrompia os códigos aceitáveis de um comportamento normal. Cadáveres se tornavam comuns. Zeiser continua:
“Com o tempo você acostuma com isso. Você na real passa a não se importar mais quando há cada vez mais e mais corpos, mesmo que estejam todos com o uniforme alemão. Então, no final, você passa a perceber que está no mesmo nível que os outros, tanto alemães quanto russos no chão e sem vida com os seus vários uniformes; você mesmo se torna então como uma daquelas criaturas as quais na realidade nunca viveram, você é apenas um relevo do solo.”
O bizarro sutilmente passava a ser a regra. Violência e morte, comportamento cruel e o esvaziar de uma vida passavam a ser procedimentos normais. Matar, tanto dentro quanto fora do campo de batalha, ficava fora desta categoria. Embora o comportamento “normal” tanto dentro quanto em torno do campo de batalha seja paradoxalmente um termo errôneo, o ato de matar seres humanos – semear a morte – era uma experiência emocional marcante. O impacto em termos psicológicos é imprevisível. Tais incertezas são a única constância neste ambiente bizarro e de rápidas mudanças. O resultado é o medo.
“Então, num dia, você vê bem de perto. Você está conversando com um dos seus companheiros quando de repente ele se dobra, cai todo contorcido e está mortinho da silva. Esse é o verdadeiro terror. Você vê os outros pisando nele, tal como qualquer um pisa em cima de uma pedra e você encara a morte do seu amigo da mesma maneira como qualquer outro que tenha morrido – aqueles mesmos os quais você aprendeu a encarar como nunca tivessem vivido, sendo apenas relevos do solo.”
- …E mais soldados mortos
- Esperavamos uma resistência e encontramos homens debilitados
- Muitos soldados russos estavam doentes e abandonados. Não queriam lutar mais.
- Apenas essa criança sobreviveu de sua família inteira
- A medida que avançamos encontramos mais moradores. Eles se alimentavam de madeira das árvores
- Miseráveis que ficaram sem comida por semanas.
- Um base russa aberta no meio da floresta com munição e comunicações
- Encontramos morte
- Mais refugiados. A mulher falou sobre a miséria, fome e morte de muitas outras que ainda estão na floresta
- O tanques mais uma vez estava dando a cobertura até onde podiam, pois não podiam entrar na froresta, isso é para a infantaria.
- Chegou! Avançamos floresta à dentro e, diferentemente das outras vezes a ordem era expulsar completamente o inimigo e acabar com qualquer resistência
- Mas nossas posições eram mantidas fortemente. A ordem para avançar sobre o terreno estava próximo
- “O Inferno começa aqui!!” É a placa mais fotografados na Frente Oriental, na estrada Chudovo-Leningrado.
- Nossas patrulhas não param. Várias patrulhas relatam baixas em contato com tropas inimigas
- Oficiais do 506 Regimento, com o coronel Gurran na liderança: tenente-corenel Tewaag, corenel Gurran, capitão Weyel, tenentes Lewald e Muller
- Havia pouco contato com o locais, quase sempre cordiais.
- Placa de Alerta: “Este Lugar está sob vigilância do inimigo”
- Nuvens negras enfatizam a placa: “O Inferno começa aqui!!”
- Tenente Miller falando com oficias de inteligência da Estônia
- Tudo que poderia acontecer para alegrar o dia: Reforços e suprimentos…
- …E mais civis mortos…
- Comunicação direto com o comando da divisão
- Comandante de nossa artilharia Major Zuhlke e seu auxiliar
- Mesmo assim ainda esperavámos uma contra-ataque inimigo.
Iwo Jima – A Batalha Estratégica e Sangrenta do Pacífico
Não meus amigos, me perdoem os antiamericanos, mas não podemos negar que os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial cumpriu seu papel de nação gigante. Assim como o povo soviético cumpriu sei dever com a Guerra Patriótica declarada por Stálin, os americanos conseguiram unir capacidade industrial bélica com soldados acima da média em termos físicos. A prova disso foi a Operação Detachment, mais conhecida como Batalha de Iwo Jima. Os recursos empregados em fevereiro de 1945 eram impressionantes se analisados a partir da Operação Overlord, o Dia D, e Operação Marketing Garden, desencadeadas em junho e setembro do ano anterior. Essa Operação empregou uma força de 70 mil homens contra 20 mil defensores na batalha que é classificada pelos militares como sendo o campo de batalha perfeito, sem civis e com alto poder de fogo atacante e defesas estrategicamente estruturadas para resistir um longo período.
O Tenente-general Tadamichi Kuribayashi sabia o que estava por vir, foi adido militar nos Estados Unidos, e conhecia a poder bélico do inimigo. Por isso tratou de fortificar a pequena ilha vulcânica através de emaranhado de túneis e bunkes com extensão de 27 km. Mas sua missão era árdua e ele sabia qual seria o resultado, para tanto, determinou que para cada soldado japonês morto, dez soldados inimigos deveriam cair.
Quando no dia 19 de fevereiro de 1945, os primeiros navios inimigos começaram a disparar contra a ilha, os soldados japoneses não acreditaram na quantidade de embarcações e aviões que se dirigiam contra as posições japonesas. Mas eles estavam prontos para morrer lutando.
Os americanos facilmente desembarcaram, encontrando pouca resistência nas praias, fazia parte do plano de Kuribayashi, atacar as tropas invasoras a partir do momento que eles estivessem avançando para o interior da Ilha com fogos de armas automáticas, artilharia e morteiros a partir do Monte Suribachi e outras elevações da Ilha. Também patrulhas que eram enviadas para ataca as tropas americanas que se deslocavam por túneis, e depois do ataque retraiam rapidamente.
A estratégia japonesa estendeu o conflito e tornou a batalha a mais sangrenta do Teatro do Pacífico com mais de 7 mil americanos mortos e 19 mil feridos. Apenas em 26 de março, ou seja, mais de um mês depois de iniciado o ataque, as forças japonesas foram praticamente aniquiladas do território de Iwo Jima. Dos 22 mil soldados japoneses que defendiam a ilha, apenas 200 foram feitos prisioneiros, e aproximadamente 21.800 foram mortos na desesperada e sangrenta Batalha.
Iwo Jima é considerada como uma das mais terríveis batalhadas da Segunda Guerra. Uma pequena e estratégica Ilha se tornou o bastião de resistência do Império do Sol Nascente, mas também era fundamental para que os americanos pudessem bombardear toda a Ilha principal do Japão.
Infelizmente caíram naquela ilha quase 30 mil homens, e expressa exatamente o que é a Guerra, sacrifícios de vida por pontos pequenos territórios, mas militarmente estratégicos. Uma pena.
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- Caído de bruços na poeira vulcânica de um buraco em Iwo Jima causada por bombardeios navais, um fuzileiro encontra “fim da jornada” na pequena ilha em que os japoneses defenderam com tenacidade feroz.
- Um pequeno ponto no Pacífico chamado de “Ilha de enxofre.”
- Para a destruição pelo bombardeio pré-invasão, terríveis fogo a partir da Marinha dos EUA. Equipamentos americanos, preso em um fogo cruzado das posições japonês, atolado nas areias de cinzas vulcânicas.
- Embarcações de desembarque, Marines das primeiras ondas cavam trincheiras nas areias de Iwo Jima, enegrecidas pelas cinzas vulcânicas expelidas do Monte Suribachi. Sob fogo cruzado mortal de armas japonesas e morteiros, os fuzileiros navais buscam cobertura de todas as peças disponíveis de equipamentos, atolados na areia. Esta foto foi feita no Dia D, como o ponto de apoio na base do vulcão estava sendo protegido e ampliado para o interior.
- Baixas da praia de Iwo Jima do fogo do inferno são içadas a bordo de um transporte invasão da Guarda Costeira e está apenas fora da área de pouso. O custo deste cabeça de praia foi alta e logo um quarto dos navios estavam cheios de Marines feridos. A enfermaria foi convertida em uma sala de operação. A Guarda Costeira recolheu os fuzileiros navais.
- O corpo coberto pela bandeira de um fuzileiro naval, que deu sua vida pela cabeça de praia de Iwo Jima, é remetido para o mar a partir de um navio de transporte utilizado na invasão.
- Aqui, uma das bombas em posições para as linhas japonesas na pequena ilha vulcânica.
- Fotos do Arquivo Nacional americano, mostra o soldado Rez P. Hester e seu cão de guerra em Iwo Jima
- Agachado por trás de cada cobertura disponível, Marines pertencentes as primeiras ondas de assalto reúnem seus recursos para o primeiro avanço para o interior da praia de Iwo Jima. Eles varreram a costa em barcaças de desembarque tripulados por equipes da Guarda Costeira e da Marinha. Entrincheirados em formidáveis fortificações, os japoneses defenderam a ilha com fúria fanática.
- Ao longo das praias o fogo varreu Iwo Jima, conhecido como “Acre do Inferno”, AMTRACKS carregados com Marines emergem das profundezas de um LST, à direita, e surge em direção à costa. Esta foto foi feita no Dia D como forças de assalto movendo-se em direção a mais sangrenta batalha da guerra do Pacífico.
- Cortando através das águas preparando Iwo Jima, os barcos de desembarque da Marinha, carregado com Marines, abrem a batalha pela fortaleza vital dos japoneses essa ilha vulcânica, apenas 750 quilômetros de Tóquio. No fundo são os navios da Marinha do grande desembarque.
- Um fuzileiro naval cansado é testemunhado por um fotógrafo de combate da Guarda Costeira esparramado no sono nas areias de Iwo Jima, mas com sua faca à mão, contra a qualquer inimigo que perturbe o seu descanso. É durante uma pausa nos combates para garantir a cabeça de praia, quando Marines podiam dormir em trincheiras e crateras.
- Exausto da luta para estabelecer a cabeça de praia em Iwo Jima, dois militares americanos e um fuzileiro naval da Marinha a partir de um LST relaxam na cinza vulcânica da praia para uma soneca.
- É hora H e as embarcações de desembarque aguardam o sinal para invadir Iwo Jima, o momento em que o enorme bombardeamento executado pela força tarefa da marinha cessa.
Blindado Hotchkiss H-39 – A Última Lembrança de Dunquerque!
Foi encontrado um blindado Hotchkiss H-35 sem torre que reapareceu na costa francesa. Ele foi descoberto em Camiers, uma cidade situada entre Boulogne-sur-Mer e Le Touquet (Pas-de-Calais, norte da França, perto da Bélgica). Este tanque, provavelmente participou do ataque a Dunkerque, que aconteceu em maio-junho de 1940. O fato de estar sem a torre pode ser explicado por ele ter sido usado como uma posição defensiva, mas isso não está confirmado. A cidade de Camiers está disposta a recuperar o tanque e, talvez, usá-lo para um monumento. É o nono Hotchkiss H-39 remanescente da Segunda Guerra.
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- Essa Foto acima, é uma tirada logo após o ataque de Dunquerque. Alguns acreditam que se trata do mesmo blindado
Expressão da Miséria Humana: Prisioneiros de Guerra
Condição indesejada de qualquer combatente, cair nas mãos do inimigo. Um Prisioneiro de Guerra (POW) é algo que os Exércitos tiveram que conviver em grande escala na Segunda Guerra Mundial, e até os dias de hoje geram criticas pela política adota por algumas nações em relação às condições que esse soldado ficou prisioneiro. Não por acaso, desde a Grande Guerra, já havia extrema preocupação com a condição de POW, tanto que a Terceira Convenção de Genebra, realizada em 1929, deliberou especificamente sobre o tratamento dispensado a Prisioneiros de Guerra. O direito a uma condição mínima, com uma alimentação mínima, foram algumas das decisões da Convenção.
Nada disso impediu que Prisioneiros de Guerra fossem mortos, humilhados ou colocando em uma situação de miséria total. E engana-se quem acredita que os alemães foram os únicos a praticarem atrocidades contra seus prisioneiros. Os russos e os americanos deixaram muito a deseja no quesito humanidade em relação aos inimigos capturados, sendo que o primeiro executaram milhares de alemães durante a campanha contra Berlim.
Mas nada se compara ao Teatro de Operações do Pacífico, apesar de menor em termos de operações, produziu bizarrices incomparáveis, tais como a norma da U.S. Navy, que proibiu a coleção de partes de corpos de inimigos, prática corriqueira entre os integrantes da Marinha americana. Em contrapartida, os japoneses foram acusados, nas Filipinas, de marchas forçadas de mais de 100 km sem qualquer alimentação, a chamada Marcha da Morte. Isso, sem falar das atrocidades cometidas contra os chineses.
No final das contas, o tratamento aos Prisioneiros de Guerra, nada mais é do que a mais perfeita expressão do que a Segunda Guerra representou para a humanidade, desprezo pela vida e decadência de valores básicos para a paz.
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O Melhor Cartunista do Brasil na Segunda Guerra
Uma das características do nosso povo é, sem sombra de dúvida, o humor, que sempre esteve presente no rádio, periódicos e tv. Durante a Segunda Guerra Mundial, não por acaso, o Brasil possui um dos mais bem humorados e criativos cartunista do período. Seu nome era Benedito Carneiro Bastos Barreto, mas era conhecido como Belmonte. Belmonte criou Juca-Pato, personagem muito famoso no final de década de 30 e início da década de40, mas ele era também um expert em política internacional, e seus desenhos faziam desdenho da política antissemita de Hitler e das ações da Alemanha. Segundo Ana Maria Dietrich (Nazismo Tropical? O partido Nazista no Brasil), as caricaturas de Belmonte foram parar nas mãos de Goebbels em uma das últimas transmissões de rádios feitas e Berlim, antes de sua queda. O chefe da propaganda do Reich gritava pelo rádio com um maço de desenhos, afirmando que o artista tinha sido comprado pelos ingleses e americanos. Como diria a autora: “melhor que qualquer prêmio” (Ana Maria Dietrich, 2007).
Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra!
Um excelente acervo fotográfico enviado por JOB AZEVEDO, que é um dos membros mais atuantes desse espaço.
Agradecemos a colaboração.
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