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A Potencialidade da FÉ


Fé (do grego: pistia e do latim: Fides) é a firme convicção de algo que seja verdade, sem prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. Acreditar é uma questão de fé, porém quando estamos no âmbito religioso é importante salientar que devemos ter um profundo conhecimento sistemático da fé humana sob a perspectiva religiosa, para que possamos entender a profundidade do que cremos e do que somos. Na verdade, quando afirmamos que acreditamos, tal afirmação nos leva a uma linha argumentativa que fundamenta a crença e o objeto da fé, isto é, a crença que professo é resultado daquilo que observo, herdo ou teorizo. Ninguém acredita em algo que não está fundamentado num raciocínio lógico próprio daquele que se crê, por exemplo, quando alguém afirma acreditar em Deus, significa que houve um argumento que o levasse a acreditar na existência de Deus através de uma observação, uma experiência pessoal ou recebesse como herança a fé em Deus, isso o levou a suas convicções religiosas. Não há uma só pessoa que diga que tem fé simplesmente por tê-la ou que acredite em algo que acha (?) que existe.

Fé, no sentido mais religioso, poderá se distanciar do seu significado descrito anteriormente, ao ponto de ser conceituada de forma diferente, isto tem sido bastante comum nas três religiões monoteístas do mundo. O acreditar em Deus, para muitos, seria uma incompatibilização com qualquer argumentação lógica-científica que possa levar os seguidores de tais religiões a questionar sobre a visão de Deus enxergada na óptica da religião que professam. Com isso, a fé, se entendida como um conceito tão rígido e dogmático ao ponto de não possuir uma racionalização daquilo que se crê, gerará seguidores fantoches alimentados por crenças manipuladoras formuladas para atender uma elite detentora do conhecimento e escravizar mentalmente e espiritualmente o homem cuja vocação principal é simplesmente aceitar por encomenda aquilo que ele pensa ser a verdade absoluta, o que, historicamente foi a condução da humanidade durante quase treze séculos, considerando o Concílio de Nicéia em 325 d.C até o estabelecimento do Iluminismo no século XVII e nos dias atuais, uma devastação teológica chamada NEO-PENTECOSTALISMO.

Quando colocamos crenças religiosas em confronto direto com o pensamento científico, ou em menor escala, quando confrontamos nossa fé com uma linha racional, estamos num plano mais amplo, ratificando aquilo que cremos. Claro que não estamos levando em consideração a extrema valorização das experiências ditas espirituais, que é o principal argumento, por exemplo, das correntes cristãs chamadas pentecostais, onde o emocional é o carro-chefe da fé. Porém, será que a experiência física-emocional é mais importante do que a racional? Refletir, pensar e questionar não são elementos importantes na formação do teólogo? E qual o motivo de não o ser para o leigo?

Muitos eruditos consideram o livro de Jó um conto judaico, e possuem uma linha argumentativa-científica defendendo que o mesmo fora uma criação proveniente da cultura oral, contudo tal argumentação é completamente inaceitável para muitos judeus e cristãos, já que o Livro de Jó constitui um Livro Sagrado dentro do cânon das duas religiões. O que pensar? Se for verdadeiro, isso destruiria a fé de ambas? Claro que não. Aceitar tal argumentação não fere a bíblia cristã ou a torá judaica, muito pelo contrário, eleva o Livro Sagrado a um discurso racional quando a base científica é comprovada, com isso, torna os cristãos e os judeus mais esclarecidos e mais próximos de uma visão científica que valoriza sua fé. Deixar que achados arqueológicos justifique e comprove um Livro Sagrado, deixará extasiado o crédulo e o tornará mais verdadeiro aos olhos dos incrédulos. Mesmo que não seja o objetivo principal, um documento de fé e prática, como é a bíblia cristã, pode passar uma comprovação histórica-científica que solidifique objeto da FÉ CRISTÃ, para tanto, é preciso que o homem cristão esclarecido possa saber onde há a convergência entre a FÉ e a CIÊNCIA.

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