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A Potencialidade da Razão


Universidade é sinônimo de pluralidade de pensamentos, ou seja, a liberdade de pensar e expressar tais pensamentos são a maior contribuição que uma instituição de ensino pode oferecer a sociedade moderna. Contudo, a liberdade de pensamentos deverá ser pautada segundo conceitos científicos, o que na prática abole qualquer tentativa de focar o estudo da fé humana no meio acadêmico. E quando há uma tentativa de criar uma vertente comum em que religião e ciência possam caminhar e se completarem, o meio acadêmico é completamente avesso a esse pensamento, tendo em vista que os pensadores são limitados pela visão empírica que aparece como um elemento de controle da ávida liberdade de se expressar a um público cético e com conceitos preestabelecidos e que, quase sempre, não possui o menor interesse de entender fatos que podem ligar religião e ciência a patamares interligados e complementares.

A ciência é baseada na dinâmica dos seus fatores, isso indica que não há uma área de estudo que não tenha suas verdades contestadas e muitas vezes reformuladas sistematicamente ao longo dos anos, décadas e séculos. Teorizar sobre tudo é uma característica daqueles que se envolvem com a ciência. Saber que fundamentos elementares universais de determinado campo de estudos não é inquestionável e poderá em um dia passar a ser infactível e torna-se completamente obsoleto, essa realidade da ciência é um dos fatores de promoção da pesquisa, da disseminação do conhecimento e da busca por resultados concretos e satisfatórios, mesmo que esses possam mudar uma verdade constituída. O que dizer das Leis Newtonianas quando Albert Einstein questionou a teoria da gravidade e lançou a relatividade? E a teoria quântica formulada por Niels Henrick David Bohr? No fundo ciência é isso: transformação de verdades que nunca são absolutas e que seus resultados serão eternizados enquanto não houver uma justificativa teorizada que a derrube como lei universal científica.

A Filosofia, a ciência da filosofia, embora que o termo ciência não é muito aceito para a filosofia, mas é praticada nos meios acadêmicos como o vislumbramento do pensamento humano; sua origem e o mundo onde ele existe, segundo a visão antropocêntrica de Sócrates, mas que na verdade é a teorização do mundo segundo a visão de um determinado homem no seu tempo, isso quer dizer que, o filosofo cria sua interpretação de pensamento, homem, mundo, natureza e todas as interações entre estes, baseado na influência dos aspectos sociais, econômicos  e políticos do seu tempo. Quando falamos de Nietzsche, para muitos um grande filósofo, contudo suas afirmações filosóficas são um mero ataque a outras filosofias como a Socrateana ou as religiões como o cristianismo e o budismo. A questão é: as teorias filosóficas de Nietzsche têm embasamento científico? Claro que não. Nietzsche é um filosofo, como disse antes, de seu tempo e com uma forte argumentação ele protagonizou uma visão mais próxima da Escola Sofista da Grécia Antiga do século VI a.C. do que qualquer outra linha de pensamento que possua base científica. Porém Nietzsche é ovacionado nos meios acadêmicos como sendo uma fonte de inspiração para qualquer aspirante a cientista. Como isso pode ser?

Com isso, uma visão de determinado homem poderá ser um ataque deliberado a outros pensamentos desde que, não se posicione a favor da fé humana? Isso é ter uma visão dogmática contra as práticas religiosas. A ciência deve ser aberta ao ponto de se envolver seriamente em elementos da fé humana podendo, inclusive, apoiar sua fundamentação, isso inclui o envolvimento de cientistas das diversas áreas onde o homem possui suas crenças estabelecidas para conceder parâmetros científicos sérios e, com isso, nortear a fé para algo mais puro e livre dos preconceitos existentes entre os simples mortais e os cientistas modernos.

Chico Miranda

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