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Ressurreição de Jesus, Posso Provar? I Parte


Uma das cadeiras básicas de muitos cursos acadêmicos é a Filosofia. Não por acaso, é considerada a mãe de todas as ciências. Apologias a parte, a filosofia é por definição a constante racionalização do homem para entender o mundo em sua volta e contextualizá-lo nesse mundo. Essa racionalização entrementes é algo que nos diferencia de outros seres, o ser humano, o bicho racional, essa é a verdadeira força de nossa predominância na terra, o resto, os 99% do nosso DNA nada diferencia-nos de qualquer outro ser vivente. Essa espantosa comparação nos levar há uma profunda introspecção . Por isso, voltamos ao ponto de partida: só os homens racionais podem se deliciar sobre sua própria existência, cogitando os produtos da physis e confabulando o incompreensível. Eram assim que os grandes cientistas e filósofos da Grécia Antiga como Sócrates e Platão, passando pelas teorias de Galiléu e a engenhosidade de Da Vince, até chegar às teorias da relatividade de Einstein e a física quântica de Niels Bohr. Esse é o homem, descobrindo a si próprio e o mundo onde habita por meio da racionalidade.

Nessa vanguarda ferrenha somos nós, acadêmicos, voltados para racionalizar tudo, somos levados a teorizar sobre o desconhecido antes de qualquer imposição empírica. Queremos a contestação teórica sobre a ciência já que a vantagem (?) de todo o conhecimento científico é potencialmente dinâmico e mutável. Nenhuma descoberta é de fato uma verdade, nenhum experimento ou teoria poderá potencializar algo absoluto imutável ao ponto de não ser incontestável. Um dilema fortemente enraizado no mais noviço dos cientistas que inicia sua carreira. Sabemos que a ciência professada não pactuará com qualquer negligente pensamento relacionado a aspectos inexplicáveis, tendo em vista que tudo poderá ser teorizado e resolvido, talvez não agora, já, nesse momento, mas no futuro, se não houver uma explicação lógica que resolva de imediato o inexplicável, é simplesmente pelo fato dos sapiens ainda não terem teorizado e formulado as evidências necessárias para uma experiência empírica sobre o fato. Imaginem as questões de fé? O grande paradigma que margeia a história humana. Como poderemos apresentar argumentos plausíveis para a fé humana?

Nada mais controverso para uma explicação científica do que, por exemplo, a ressurreição. Isso mesmo, nenhuma ciência poderia explicar o retorno à vida de um corpo declarado morto. O cristianismo é a única religião que professa abertamente que Seu Deus não morreu. Para entender essa confissão de fé e dar respostas plausíveis à luz da racionalidade humana é necessário enveredar para o lado da descrença, antes de tomar partido. Exatamente isso, para que possamos ter juízo de causa para construir uma opinião sobre o assunto é necessário conhecer a “estória” em sua plenitude sem nos deixarmos levar pelo simples ceticismo, já que podemos racionalizar sobre a vida daquele que se declarou ser O Cristo, uma pessoa que acreditar ter um mínimo de intelecto estaria disposto a tentar conhecer um pouco mais desse Judeu chamado de Deus por seus seguidores; se esse homem realmente falou as coisas que estão registradas nesse conjunto de livros que chamamos de bíblia; se esses mesmos livros são uma grande farsa ou se o próprio Jesus é apenas uma estória criada por outros homens que se tornou verdade com o passar dos anos. Podemos fabular todas as teorias que caracterizam o pensamento racional, sempre buscando a verdade ou chegar o mais próximo dela. Por isso, devemos como pesquisadores e juízes da racionalidade estarmos prontos a identificar e analisar fatos, quando não for possível a análise dos fatos, devemos reunir evidências sistemáticas que nos levem a um veredicto. Enfim, devemos nos despir de quaisquer preconceitos de cunho religioso ou doutrinário que possa atrapalhar nosso ponto de vista teórico sobre as confirmações científicas.

O primeiro passo para tentar esclarecer e jogar um pouco de discussão é tentar buscar identificar o Homem Jesus, o cidadão que nasceu entre os anos 4 à 6 a.C. Vamos atender. Jesus não nasceu no ano 0, a data do nascimento de Jesus foi erroneamente calculada pelo monge Dionísio, o Pequeno, no século VI durante a elaboração do calendário gregoriano, tal erro só foi admitida pela igreja romana 1400 anos depois em 1987 pelo Para João Paulo II. Contudo a informação não é substancial para o entendimento da vida histórica do homem Jesus. Antes desse período há evidências de estudos que comprovavam que os governantes e homens públicos citados por fontes bíblicas estavam realmente no poder no período do nascimento de Jesus, portanto, não há historicamente controvérsias sérias de que tais pessoas indicadas como figuras históricas, também nos evangelhos, eram personagens históricos reais. Baseado nisso, desmascarar qualquer tentativa de ludibriar uma pesquisa que remota a um passado de mais de dois mil anos, bastava o seguinte questionamento: Há evidências contemporâneas sobre a existência de governantes, senadores, procuradores, juízes, reis ou imperadores do período que é citado a existência de qualquer personagem supostamente histórico? Para Jesus, a resposta é SIM para todos os homens públicos citados em fontes bíblicas e não bíblicas.

Graças à ascensão do Iluminismo da Europa, eram amplamente divulgadas declarações de que Jesus de Nazaré nunca existiu, essas declarações eram sempre bombásticas e causava alvoroço nas igrejas cristãs, contudo com pouca ou nenhuma base científica. Nenhum cientista ou pesquisador sério sustentou tal teoria, então vamos a mais algumas evidências:

Evidências 01:
“Tácito, romano do primeiro século, que é considerado um dos mais precisos historiadores do mundo antigo, mencionou “cristãos” supersticiosos (“nomeados a partir de Christus”, palavra latina para Cristo), que sofreram nas mãos de Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Seutônio, secretário chefe do Imperador Adriano, escreveu que houve um homem chamado Chrestus (ou Cristo) que viveu durante o primeiro século (“Anais” XV,44).”

Evidências 02:
“O Talmude da Babilônia (Sanhedrin 43 a) confirma a crucificação de Jesus na véspera da Páscoa, e as acusações contra Cristo de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.”

Evidências 03:
“Julio Africano cita o historiador Talo em uma discussão sobre as trevas que sucederam a crucificação de Cristo (Escritos Existentes, 18).”

Pesquisas contemporâneas mostram com uma boa exatidão que viveu na região da Galiléia um homem chamado Jesus e exerceu liderança religiosa efetiva durante um curto período de tempo, e por esse motivo foi crucificado por ordens do Procurador romano Pôncio Pilatos por volta do ano 32 a. C., tal castigo só poderia ser aplicado por ele tendo em vista a natureza brutal da condenação.

Existem textos não canônicos que se referem a essa crucificação em especial, portanto a formulação de uma idéia racional passa em ter bases argumentativas que impliquem no entendimento do Homem Jesus; Flávio Josefus historiador judeu do século I, fala o seguinte sobre os acontecimentos referente a prisão, condenação e morte de Jesus de Nazaré:

Evidência 04:
“Flávio Josefo é o mais famoso historiador judeu. Em seu Antiguidades Judaicas, se refere a Tiago: “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo.” Há um verso polêmico (XVIII,3) que diz: “Agora havia acerca deste tempo Jesus, homem sábio, se é que é lícito chamá-lo homem. Pois ele foi quem operou maravilhas… Ele era o Cristo… Ele surgiu a eles vivo novamente no terceiro dia, como haviam dito os divinos profetas e dez mil outras coisas maravilhosas a seu respeito.” Uma versão diz: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas” (Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2).”

Algumas informações que circularam nos anais históricos contrários a Jesus Histórico:
“Nos documentos existentes de gregos, hindus e romanos dos Séculos I e II, constata-se que eles jamais ouviram falar de algum Jesus”.
Na verdade essa argumentação e insustentável já que os gregos e romanos no século I e II já tinham igrejas constituídas a amplamente ativa, ao ponto do Imperador Nero em 82 d. C. incendiar Roma e declarar os cristãos como culpados, já que era uma seita proeminente e ativa no império e a igreja grega foi uma das primeiras a ser fundada pelo próprio apóstolo Paulo em suas viagens missionárias. Com relação aos Hindus estamos falando de uma religião amplamente divulgada na Índia, portanto região alcançada pelo cristianismo apenas no século XV com as viagens marítimas.
“Ninguém, entre escritores e historiadores, que teriam vivido na mesma pretensa época que Jesus, falou algo sobre ele ou sobre qualquer aparição pública ou tumulto religioso encabeçado por Jesus.”
Já citados: Flávio Josefo, tácito, o romano, Plínio, Fílon de Alexandria e outros. Todos contemporâneos de Jesus de Nazaré ou no período imediatamente posterior.
“Os documentos que descrevem sobre a atuação de Pôncio Pilatos nada falam sobre alguém que chamado Jesus Cristo […]”
Exatamente, não há registro sobre a crucificação de Jesus por Pôncio Pilatos, na verdade não registros dele sobre absolutamente nada, inclusive até o século XIX as evidências históricas eram textuais de outras fontes, contudo foi encontrado na década de 70 uma pedra que indica a construção de uma edificação durante a administração de Pôncio Pilatos, é uma prova física da existência do Procurador Romano, citando uma fonte, Eusébio de Cesaréia, em sua História Eclesiástica, afirma que Pilatos caiu em desgraça junto ao imperador Calígula e cometeu suicídio por volta do ano 37 d.C..
Portanto, dado as evidências textuais até o momento, e na inconsistência de uma argumentação contrária não é possível precisar fatos da vida de Jesus, mas sua existência, morte e crucificação são fatos históricos declaradamente factíveis.
Agora pensamos como investigadores imparciais que não possuem todas as circunstâncias claras de um acontecimento. Por dever, é necessário levantar as hipóteses e evidências que possam nos conduzir a uma certeza absoluta do que realmente aconteceu ou, caso não seja possível, chegar o mais próximo possível da verdade dos fatos, sendo coerente entre o que é possível e o que não é possível ter acontecido, ou o mais próximo disso. A ciência também trabalha sob essa perspectiva, levantar as cogitações, interpelações, consultar fontes e transparecer qualquer possibilidade para lucidar um ocorrido, claro que tudo isso será declaradamente examinado e a conclusão, como qualquer descoberta científica, poderá ser questionado em qualquer tempo. Podemos cita um simples exemplo, a morte de Getúlio Vargas, um acontecimento histórico, suicidou-se em 1954 com um tiro no peito, em seu quarto, no Palácio do Catete na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Esse acontecimento é incontestável pelos olhos da história contemporânea, contudo ele não é conclusivo e poderá, em qualquer momento, baseado em argumentos de evidências factíveis, apresentarem uma nova versão para os acontecimentos ocorridos naquela noite de 24 de agosto de 1954. Agora vamos indagar o seguinte: Será que poderemos ter uma mentalidade definitiva sobre qualquer acontecimento do passado? Claro que não! Devemos questionar fatos e formar uma opinião pessoal somente, e tão somente, após a análise desses fatos. Uma visão fechada sobre um acontecimento, uma pessoa histórica ou produção literária poderá nos levar a um erro e a uma injustiça sobre um determinado acontecimento e/ou pessoa. Uma segunda visão: Hamilet, obra prima da dramaturgia atribuída a William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. Boa parte da obra foi alterada com o passar dos séculos, segundo estudos cerca de 62% dos escritos de Shakespeare foi objeto de alterações por copistas, e mesmo assim não há um só questionamento sobre o valor da obra, inclusive até a própria autoria da obra é questionada, inclusive há teorias que sustentam que Shakespeare nunca existiu. Absurdo, claro. Fazendo um paralelo direto com textos bíblicos: Os Manuscritos do Mar Morto formam uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, todos datados do I século da era cristã, ou seja, produzidos no período contemporâneo aos apóstolos ou imediatamente após. Foi encontrado uma quantidade significativa de passagens do Livro de João, estudos mostram que 96% a similaridade com a atual versão utilizada do Evangelho de João utilizado pelo mundo atual. Afinal, o que isso significa? Que temos em nossas mãos um relato real dos mesmos documentos que circulavam no período logo após a crucificação de Jesus de Nazaré.

Para chegarmos a discutir a ressurreição do ponto de vista lógico, de forma a estabelecer um parâmetro coerente, foi necessário entender que Jesus histórico é inegável e que os relatos bíblicos podem ser vistos à luz da historicidade teórica, contudo não estamos discutindo a validade histórica do livros bíblicos, apesar de ser necessário uma breve discussão para compor um cenário real das evidências da ressurreição de Jesus.

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Categorias:Religão
  1. 14/04/2010 às 1:32 PM

    Pretendo fazer algumas observações, a medida que for lendo o texto.

    De cara faço uma. O Cristianismo não seria 1 religião, mas sim um grupo de religiões.

    O comum a todas elas é de terem baseado suas doutrinas em Jesus Cristo.

    Mas algo que não é comum a todas elas é atribuir a ele Divindade. Para várias dessas religiões cristãs, Jesus foi (e continua sendo) um espírito (já que são todas elas Espiritualistas), assim como todos nós, mas com um adiantamento evolutivo muito elevado (para não dizer extremamente elevado), a ponto de não ser compreendido, naturalmente, já que é extremamente difícil (para não dizer impossível) que inteligências menores entendam uma inteligencia muito maior (talvez com o somatório dessas inteligencias menores se formasse um conceito mais próximo, mas algo complicado em nossa estrutura civilizatória esse compartilhamento de informações inicialmente divergentes).

  2. 14/04/2010 às 11:07 PM

    Os 2 parágrafos abaixo do “Evidências 03” fala que existem “pesquisas contemporâneas” e “textos não-canônicos”, mas não cita quais são, nem onde encontra-los.

    Cita-los daria mais credibilidade a esse trecho.

    Deixa-los sem referência, têm o efeito contrário.

  3. 14/04/2010 às 11:44 PM

    Uma outra observação é de que os fatos apresentados ameaças a validade das contestações a respeito da existência de Jesus.

    Em outras palavras, quebrou as pernas de alguns que tinham argumentos frágeis para negar a existência de Jesus.

    OK, ponto para o artigo.

    Mas negar os que negam, cientifica e logicamente, não prova o contrário.

    Ou seja, não é porque alguns não conseguiram nega-lo que faz com que ele tenha existido.

    Sei que há algumas referencias, mas o único historiador da época era Flávio Josefo. E como está patente no texto, ele se limitou a registrar relatos. Isso fica especialmente evidente no trecho em que ele registra a seguinte frase:

    “Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo.”

    Há ai uma grande ameaça a validade do relato.

    Poderíamos listar uma serie de explicações sobre o relato de “apareceu para eles”.

    Choque emocional. (Há inúmeros casos na literatura médica, inclusive coletivos, onde uma primeira vítima desse transtorno temporário induz outros que apresentam essa mesma fragilidade temporária)

    Tentativa de dar força e credibilidade ao líder morto, para abalar a confiança dos condenadores e o temor de que algo pudesse acontecer caso os juizes decidissem dar aos demais discípulos o mesmo destino dado a Jesus.

    Fenômeno para-psicológico (tal qual o de Pentecostes, só que dessa vez, ao invés da fala e da linguagem, o sentido afetado ter sido o da visão).

    Fenômeno mediúnico (Os discípulos podem ter tido a percepção ampliada momentaneamente, podendo perceber com todos os sentidos a presença espiritual de Jesus já desligado do corpo). E como todos tinham contato de longa data com Jesus, a sintonia mental facilitaria esse contato.

    Concluindo, notemos ai que há uma serie de possibilidades, muitas sequer listadas ou conhecidas por mim, todas elas não descartadas, mas que por falta de evidencias e de registros precisos e de amplo acesso, tornam praticamente impossível com o conhecimento que temos hoje, de inferir com algum grau de certeza qual das possibilidades foi a que realmente aconteceu.

    Apenas poderíamos elencar as mais e as menos prováveis. Mas cientificamente falando, faltam dados que comprovem ou que neguem a existência de Jesus

  4. 15/04/2010 às 12:14 AM

    Mas mesmo com todas as incertezas expostas no post anterior, há uma outra série de fatos a serem levados em consideração.

    Como a história de um homem simples, sem grandes riquezas, ficaria gravada em um povo inculto, analfabeto funcional, sem recursos para registro (afinal lápis, caneta, papel, câmera fotográfica ou filmadora, internet, nada disso existia), e alem disso, seria propagada ao longo do tempo e do espaço, a ponto de lançar as bases de toda a civilização oriental?

    Em quais outros momentos da história da civilização humana, um fenômeno de propagação cultural desse vulto aconteceu?

    Algo muito forte e intenso há de ter ocorrido para perpetuar, mesmo com todas as adversidades culturais e tecnológicas, uma historia como a de Jesus.

    A singularidade desse fenômeno cultural, é um fortíssimo indício de que Jesus realmente existiu.

    Mas ainda sim, extrapolando todos os argumentos científicos, culturas, tecnológicos e estatísticos (da improbabilidade de que a historia de Jesus se propagasse por metade da população mundial por pelo menos 2 mil anos), poderíamos ser céticos ao extremo e decidir que mesmo assim não aceitaria a existência de Jesus.

    OK então.

    E mesmo que não houvesse esse homem a 2 mil anos, no meio de uma terra árida.

    Faz algum sentido desconsiderar os princípios morais e éticos do Cristianismo?

    São esses valores que todas as culturas de todos os povos buscam implantar, mesmo os mais capitalistas, liberais e ateus.

    É o resumo da sociedade perfeita, em total equilíbrio econômico, social e ambiental.

    Se não pela pessoa de Jesus, todos deviam ser cristãos pelo modelo de sociedade que nele há. Mesmo que não haja o título de cristão.

    Se um budista, um ateu, um israelita, um agnóstico, um islâmico, se qualquer ser humano agir de acordo com o princípio “Fazer ao próximo somente e tudo aquilo que você gostaria que fosse feito a você”, esse cidadão é um verdadeiro cristão. Mesmo que ele não saiba disso.

    E é por isso, que mesmo com todas essas incertezas, não tenho o menor receio de tentar ser um bom cristão.

    Isso sim, a meu ver, é uma questão de lógica!

  5. Ronaldo Ramos
    15/04/2010 às 4:19 PM

    “Quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que elas acham atraentes” (Blaise Pascal).
    Essa afirmação de Pascal é bem pertinente e pode até influenciar alguns cristãos de ocasião, mas aqueles que buscam um aprofundamento maior na história de Jesus acham provas de sua existência… Temos algumas razões que levam as pessoas a crença:
    *Razões sociológicas
    -Pais/Amigos/Sociedade/Cultura
    *Razões Psicológicas
    -Conforto
    -Tranquilidade
    -Propósito
    -Esperança
    *Razões Religiosas
    -Escrituras
    -Pastor/Padre
    -Guru
    -Rabino
    -Igreja
    *Razões Filosóficas
    -Uniformidade
    -Coerência
    -Inteireza (melhor explicação das provas)
    Partindo de todas essas variantes suponha que você encontre, certo dia, um casal amigo seu na rua; você pergunta à esposa se é verdade que ela está esperando um bebê. Se ela disse “sim” e seu marido disse “não”, você não diz: “muito obrigado, isso esclareceu minhas dúvidas”. Você pensa: “Talvez ela não tenha lhe contado, ou talvez eles tenham entendido a pergunta errado… Existe uma coisa que você sabe com certeza: é impossível que os dois estejam certos! A lei da não contradição deixa isso evidente… Essa lei pode ser aplicada à existência de Cristo… Ou os teístas estão certos e Deus existe, ou os ateus estão certos e Deus não existe… É impossível que os dois lados estejam certos. Do mesmo modo Jesus morreu e ressuscitou dos mortos como a Bíblia afirma, ou isso não aconteceu… Gostaria muito de saber qual o critério usado para negação de Cristo por aqueles que selecionam a verdade… “Eu acredito no Cristo, mas não que ele Ressuscitou.” De onde vem esse amparo? Dizer que a verdade não pode ser conhecida é uma afirmação falsa em si mesma porque a própria afirmação se estabelece como uma verdade conhecida e absoluta. Vou continuar minhas divagações em outra oportunidade porque agora mesmo tenho compromisso. Peraê um poquinho… Vai continuar…..

  6. Ronaldo Ramos
    16/04/2010 às 11:05 AM

    Voltando a comentar… Agora quero me deter na questão da ressurreição de Cristo. Vamos lá… Não entendo como um Cristão abandona o principal pilar do Cristianismo que é a ressurreição… Como crer no Cristo e não acreditar que ele foi capaz de ressuscitar? É a ressurreição que vence as trevas ao estabelecer que Ele ( o filho de Deus) venceu até a morte… É a ressurreição que faz de Jesus Cristo o Senhor de todas as coisas, visto que todas as coisas passam pela vida e pela morte. Humm será que não estamos selecionando a verdade? Não existe meio termo.. Ou Cristo ressuscitou, ou a Bíblia é mentirosa… Gary Habermas completou a mais ampla investigação já feita até o momento sobre o que os estudiosos acreditam a respeito da ressurreição de Cristo. Habermas reuniu mais de 1.400 obras dos eruditos mais críticos que falam sobre ressurreição de Jesus, escritas entre 1975 a 2003. a obra é: The Risen Jesus And Future Hope… Sendo estudiosos cristãos ou ateus eles concordam que:
    1. A morte de Jesus deu-se por meio da crucificação romanda
    2. Ele foi sepultado num tumulo particular
    3. Pouco tempo depois, os discípulos desanimaram perdendo sua esperança
    4. O tumulo de Jesus foi encontrão vazio pouco tempo depois do seu sepultamento (alguns acreditam que o corpo foi roubado para produzir esperança e crença nas pessoas… A própria Bíblia relata esse fato)
    5. Os discípulos tiveram experiências que acreditaram ser aparições reais de Jesus
    6. Devido a essas experiências a vida dos discípulos foi totalmente modificada
    7. A mensagem do evangelho concentra-se na pregação da morte e ressurreição
    8. Tiago irmão de Jesus e cético antes desse evento, converteu-se quando acreditou que também vira o Jesus ressurreto
    9. Saulo (perseguidor dos cristãos) tornou-se cristão (paulo) devido a uma experiência que ele também acreditou ter sido uma aparição do Cristo.

    Então vamos lá…
    A história do novo testamento não é uma lenda. Os documentos do NT foram escritos exatamente dentro de um período de duas gerações, com base nos eventos, pelas testemunhas oculares ou por seus contemporâneos. A seqüência da história do NT é corroborada por escritores não cristãos. Além disso, o NT menciona ao menos 30 personagens históricas que são confirmadas por fontes externas.
    A história do NT não é uma mentira. Os autores do NT incluíram detalhes divergentes e embaraçosos, e fizeram cuidadosa distinção entre suas palavras e as de Jesus. De fato, os autores do NT fizeram seus leitores e os mais destacados inimigos do século I verificar aquilo que disseram. Se isso não é suficiente para atestar a veracidade do que escreveram, seu martírio deveria remover qualquer dúvida. Essas testemunhas oculares foram perseguidas e algumas mortas por sua declaração empírica do que viram, ouviram e tocaram o Jesus ressurreto. Bem que elas poderiam se salvar apenas negando o que viram não acham?
    Mas se o NT não é uma farsa, nem uma mentira, os céticos podem acreditar que os autores se enganaram no que podem ter visto… Mas me digam, se os autores do NT se mostraram corretos em relação a muitos fatos históricos que narraram, porque duvidar de suas observações sobre acontecimentos do dia-a-dia? Talvez realmente tenham crido que Jesus ressuscitou dos mortos e por isso pagaram com a própria vida. Mesmo os estudiosos que não acreditam na ressurreição de Jesus, afirmam que seus seguidores acreditavam ter visto Jesus ressurreto… Vejam bem, eles não afirmam que Jesus ressuscitou, mas que seus discípulos acreditaram ter visto Jesus… Será que todos estavam mentindo? Para que as testemunhas oculares e contemporâneos dos acontecimentos estejam errados, é preciso uma outra explicação para a ressurreição de Jesus e outros milagres.
    Será que foi alucinação? Acho pouco provável, visto que alucinações não são coletivas e sim individuais, mas mesmo que fossem coletivas, Jesus não apareceu uma única vez para uma única pessoa. Ele apareceu pelo menos uma dezena de vezes e numa grande variedade de cenários. E isso num período de 40 dias… Jesus foi visto por homens, mulheres, caminhando, comendo e aproximadamente 500 pessoas viram o Jesus ressurreto. Em seis das 12 aparições Jesus foi fisicamente tocado ou comeu comida verdadeira. Para dissipar essa alucinação seria fácil para as autoridades romanas e judaicas, bastava simplesmente exibir o corpo de Jesus pela cidade… Não o fizeram porque o tumulo estava vazio.

    Vejam isso:
    Pessoas que viram, ouviram e tocaram em Jesus.
    Maria Madalena (JO 20.10-18)
    Maria (Mt. 28.1-10)
    Pessoas que viram e ouviram:
    Pedro (1co 15.5)
    João (JO 20.1-10)
    Dois discípulos (Lc 24.13-35)
    Dez apóstolos (Lc 24.36-49)
    Onze apóstolos (JO 20.24-31)
    Todos os apóstolos ( Mt.28.16-20)
    Quinhentos irmãos (1Co 15.6)
    Tiago (1Co 15.7)
    Paulo (At. 9.1-9)
    Bem, ou todas essas pessoas são mentirosas, ou Jesus ressuscitou entre os mortos…
    continua amanha….

  7. Ronaldo Ramos
    17/04/2010 às 6:08 AM

    citando fonte dos textos acima: “não tenho fé suficiente para ser ateu”. Ed Vida. autores: Norman Geiser e Frank Turek

  8. Sílvio S. Costa
    15/12/2011 às 9:43 PM

    Caro Ronaldo Ramos, gostaria de parabenizá-lo pela coerência e clareza de suas divagações. Isto é prova de que esse Deus Criador é capaz de nos inspirar a falar da sua própria existência. Fato é que atualmente, a humanidade deixa de raciocinar sobre as palavras deixadas como prova dos fatos históricos ocorridos à época contemporânea do chamado Cristo (ungido). A despeito do entendimento de divergências entre a ciência e a religião (sobre o que cada uma “prega”), creio que, com uma racionalização sincera de nossa parte de tudo até aqui aprendido, chegaremos à conclusão que existe um Deus Criador, existiu o seu Filho na terra (que era esse próprio Deus personificado), e que Esse ser um dia voltará da mesma forma que foi. Sabemos muito pouco de tudo, quem sabe um dia não cheguemos um pouquinho perto do conhecimento mínimo necessário para entendermos, cientificamente, aquilo que hoje, pela fé, acreditamos. Lembremos que esse Deus Criador inventou o que a ciencia, a física quantica e outras matérias nos tentam ensinar. Hoje vemos em tres dimensoes, mas Esse Deus, em quantas verá? (desculpem-me pois nao consegui apor o til e o circunflexo que algumas palavras requeriam). Grande abraço a todos.

  9. 09/10/2013 às 11:11 AM

    Republicou isso em Rika Ferreira.

  1. 03/01/2011 às 9:44 AM

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