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Archive for maio \30\America/Recife 2010

Resposta I – Conceitos incorretos de Religião

Em homenagem ao meu amigo Pedro Ferreira resolvi responder em forma de post suas indagações a respeito dos artigos relacionados a ressurreição de Jesus Cristo, então segue:

“Pretendo fazer algumas observações, a medida que for lendo o texto.

De cara faço uma. O Cristianismo não seria 1 religião, mas sim um grupo de religiões.

O comum a todas elas é de terem baseado suas doutrinas em Jesus Cristo.

Mas algo que não é comum a todas elas é atribuir a ele Divindade. Para várias dessas religiões cristãs, Jesus foi (e continua sendo) um espírito (já que são todas elas Espiritualistas), assim como todos nós, mas com um adiantamento evolutivo muito elevado (para não dizer extremamente elevado), a ponto de não ser compreendido, naturalmente, já que é extremamente difícil (para não dizer impossível) que inteligências menores entendam uma inteligencia muito maior (talvez com o somatório dessas inteligencias menores se formasse um conceito mais próximo, mas algo complicado em nossa estrutura civilizatória esse compartilhamento de informações inicialmente divergentes).”

O Cristianismo é UMA Religião, contudo temos que entender que A Religião Cristã seria aquela que segue a Jesus Cristo, seus ensinamentos e conduta e acredita nas descrições históricas bíblicas sobre sua obra e ministério. O Islamismo considera Jesus Cristo um profeta enviado por Alá, mas isso não caracteriza a religião como sendo cristã.

Segundo o Concílio Histórico de Nicéia (325) que lançou a bases para Triunidade e norteou as características da Religião Cristã.

Como TODA a religião, existem as correntes, tendências teológicas, seitas e até mesmo heresias que historicamente sempre estiveram presente em qualquer religião. Exemplos: No Islamismo existem os radicais xiitas e os sunitas que mesmo professando a mesma religião são de certa forma opositores dentro da religião, essa oposição é étnica e não teológica. As Testemunhas de Jeová são uma religião que não acreditam em Jesus Cristo em qualquer aspecto, exceto pela sabedoria. Os Mórmos acreditam que Jesus apareceu para pregar aos índios americanos, isso não classifica-os como cristãos.

Colocar Jesus Cristo como um “Espírito Evoluido” é sim uma doutrina espiritualista, mas não é uma doutrina cristã do ponto de vista teológico ou até mesmo histórico.

Por fim, quando nos referimos a Religião Cristã nos referimos aos conceitos que tornam o cristianismo único, segundo descrito: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus, ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito…Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória como o Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.

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A inquisição evangélica

A inquisição foi criada inicialmente em 1184 em Languedoc  (França), era basicamente um tribunal eclesiástico dedicado inicialmente para monitorar judeus e muçulmanos convertidos em territórios cristãos e também o sincretismo (fusão de doutrinas). A Inquisição foi uma das manchas mais contundentes do cristianismo católico romano ao longo de quase 640 anos de exploração da fé pelo medo. Em 1821 a Inquisição foi extinta em Portugal.

Atualmente desfrutamos em nosso país, e na maioria dos países cristãos, a liberdade religiosa, podemos declarar-nos seguidores dessa ou daquela religião sem a preocupação da morte e julgamento iminente. Contudo, sempre que andamos em lugares públicos não é difícil perceber um evangélico realizando uma “pregação”. Nada demais, pois vivemos em um país cujas características políticas já foram citadas acima, e nós, como cristão, estamos sempre dispostos a inclinar os ouvidos à palavra de conforto no meio da agitação do cotidiano. Infelizmente não é isso que acontece, não basta muito tempo para perceber que o tom da pregação quase sempre é baseado na inteira pregação do “julgamento eterno e do medo pela fé”, evidentemente, guardando as devidas proporções com a Inquisição católica romana, mas o tom de morte eterna é o mesmo, no processo do julgamento medieval tinha-se como desculpa “matar o corpo para salvar a alma”, em muitas pregações em ônibus, praças e ruas Brasil a fora, a alma já não tem mais salvação, exceto pela conversão a igreja “A” ou “B” em detrimento a uma conversão comportamental de valores baseado nas doutrinas e no amor a Jesus Cristo, ou seja, uma conversão cristã bíblica. Ouvir delírios demasiados em forma de palavras desconexas, erros gramaticais bárbaros e radicalismo religioso não são a receita para a propagação do nome de Jesus, pelo contrário, transfere a antipatia muitas vezes irreversível do ponto de vista espiritual de um ouvinte mais atento, e isso é uma forma, mesmo que branda e inocente de “Inquisição”.

A pregação ela tem uma papel importante no cristianismo contemporâneo, e cada cristão tem por obrigação vigorar a propagação do conhecimento sobre Jesus Cristo. Mas lembremos que podemos “pregar” de várias formas, não apenas pelos alto-falantes e microfones, mas também (principalmente) pelos nossos atos, personalidade, bondade, disposição para ajudar e amor ao próximo, ou seja, as características que são inerentes a um verdadeiro cristão. É preocupante ver um cristão aos berros enquanto há outras pessoas, muitas vezes ao seu lado, que precisa simplesmente ser ouvido, de desabafar e receber conforto ou simplesmente de um pão para se alimentar. Muitas vezes somos robustos em falar e esbanjar salvação cristã, enquanto todos os outros estão destinados ao fogo do inferno e, enquanto gritamos em nosso pedestal divino como uma raça ariana escolhida, observamos, com olhar de desprezo, uma seguidor do espiritismo arrecadando ofertas para alimentar quem tem fome, então, coloquemos em check, quem é mais cristão neste momento?

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