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Dunquerque – Evacuação Celebrado como uma Vitória


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Crepúsculo, 26 de maio de 1940: os alemães tomaram Calais e o 1º exército francês, as forças belgas e a Forças Expedicionária Inglesa estão cercados, de costas para o mar.

Quando os alemães atravessaram a linha Aliada na França, durante maio de 1940, ainda havia forças francesas consideráveis ao sul, e forças ainda maiores – incluindo a British Expedicionary Force – ao norte. Entre elas, deveriam simplesmente manobrar para se juntar e daí conter o avanço alemão e depois contra-atacar tanto no norte quanto no sul e cortar as unidades avançadas inimigas e suas principais fontes de suprimento e apoio?

Nas profundezas de seu desânimo, os líderes franceses foram relutantes a adminitir a praticidade de tal esquema, alegando a falta de efetivo no ar, a não ser que Churchill abandonasse a idéia de reter os esquadrões de combate da RAF para a defesa da Inglaterra e, ao invés disso, os enviasse para a França. Mesmo assim, parecia mais provável que as forças alemães estariam na costa do Canal ou em Paris – ou em ambos – numa questão de dias, e em cada caso os exércitos inglês e francês ao norte, mais provalvemente logo estariam em dispersão e desintegração e, a menos que um armistício amplo o salvasse, ocorreria sua destruição física, possivelmente. Churchill estava em casa na manhã de 17 de maio, mas antes que saísse, tratou de incutir algo em sua obstinada coragem na liderança francesa, tanto que afinal concordou em dirigir um contra-ataque as unidades avançadas alemãs, conforme ele sugeriu. Porém, no ritmo do planejamento militar Aliado, levando eternos quatro dias antes que fosse efetivado, e mesmo assim foi mal executado.

No entardecer de 20 de maio, os tanques do General Heinz Guderian chegaram a Abbeville, na embocadura do Rio Somme, e neste ponto a linha de defesa estava tão atenuada quanto nunca. Em 21 de maio, quatro brigadas de infantaria inglesa e a 1ª Brigada de Tanques do Exército foram enviadas para o sul de Arras, em teoria apoiados por duas divisões da infantaria francesa em um flanco e uma divisão mecanizada pequena em outro, enquanto forças francesas de igual poder foram incorporados ao ataque vidas do sul para encontrá-las.

Evacuação planejada

No evento, somente as forças inglesas e a divisão mecanizada francesa compareceram, e elas logo se viram bloqueadas pela 7ª Divisão Panzer do Major-General Erwin Rommel, que depois de uma ativa batalha os fez recuar para suas posições originais e ameaçou cercá-las.

No entardecer de 23 de maio, o Marechal-de-Campo Lord Gort estava retirando as brigadas inglesas mais para o norte, e dois dias depois ficou evidente para ele que somente um recuo para a costa e a evacuação para a Inglaterra poderiam salvar um quarto do seu comando.

Batalha na Praia

Sob sua própria responsabilidade, ele passou as ordens necessárias; o British III Corps se retirou para cada lado de Dukirk , o I Corps recuou para proteger os flanco oeste, com uma divisão francesa a sua direita, mais o British II Corps na esquerda, enquanto o exército belga protegia o lado leste do perímetro. Entretanto, no dia 28 de maio, o Rei belga Leopold assinou um armistício com os alemães, o exército belga deixou de existir e um grande vácuo surgiu à esquerda das posições inglesas – preenchido durante aquela noite por uma manobra de extraordinária dificuldade, realizada com admirável eficiência pela 3ª Divisão de Infantaria, sob o comando do Major-General B. L. Montgomery. Não é demais acrescer que essa operação salvou a BEF. Agora, a Operação Dínamo começou  – a tentativa de evacuar o exército inglês e tantos soldados franceses quanto fosse possível da armadilha à qual eles haviam sido trazidos. Mais de mil barcos tomaram parte na evacuação, com o tamanho variando de um cruzador antiportas-aviões da Royal Navy e iates que estivesse navegando pelo Canal, até a adesão de donos de cem pequenas embarcações ao longo do sul da costa e ao longo de trechos do Tâmisa. Pelo menos 50 dessas embarcações foram afundadas; muitos donos de iates foram mortos ou feridos; porém, um surpreendente grande número de soldados foi salvo para voltar a lutar e formar as bases de novos exércitos. A esperança mais otimista antes da evacuação era de que talvez 50 mil homens pudessem escapar de uma captura ou pior destino; na realidade, 338.226 chegaram às praias da Inglaterra durante aqueles nove dias miraculosos, dos quais, pela, insistência de Churchill, mais de 100 mil eram franceses. Ele havia retornado a Paris em 31 de maio, e lá feito o acordo de que as tropas inglesas iriam dividir a defesa da retaguarda com as forças francesas, e que as tropas francesas na cabeça-de-praia evacuariam na mesma proporção queas inglesas. Como aconteceu, os franceses estavam lutando furiosamente ao sul da cabeça-de-praia (desta forma contendo as poderosas forças alemãs que de outra maneira estariam livres para atacar Dunkirk), e aqueles nunca chegaram ao mar. Muitos dos que chegaram ao fim da operação recusaram a chance de escapar e os últimos barcos partiram quase vazios. Assim como um grande número de soldados franceses retirados de lá decidiu voltar para França (onde a maioria deles acabou em campos de concentração alemães), o gesto de boa-vontade de Churchill foi para muitos a fuga da maior parte da Força Expedicionária Inglesa de Dukirk foi nada menos que um milagre.

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  1. Nenhum comentário ainda.
  1. 15/05/2011 às 2:15 PM

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