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Dia D – Relatos de Omaha – Parte III – Os Erros em Omaha


Quatro detalhes deram aos Aliados a noção de que podiam assaltar com sucesso a praia de omaha. Primeiro, o serviço de inteligência aliada disse que as fortificações e trincheiras eram guardadas pela 716ª Divisão de Infantaria, uma unidade de baixa qualidade composta por poloneses e russos com fraco moral. Em Omaha, a inteligência calculou que havia apenas um batalhão de cerca de 800 homens para guarnecer as defesas.

Segundo, os B-17 designados para o bombardeio aéreo atingiriam a praia com tudo o que tinham, destruindo ou pelo menos neutralizando os bunkers e criando crateras na praia e no penhasco que poderiam ser usadas como trincheiras pela infantaria. Terceiro, o bombardeio naval, culminando com foguetes dos LCT(R) acabaria com tudo o que ficasse vivo e se movendo depois que os C-17 terminassem. À infantaria da 29ª e da 1ª Divisões foi dito que seus problemas do Dia D começariam quando chegassem ao topo do penhasco e começassem a se mover para o interior na direção dos seus objetivos.

A quarta causa para gerar confiança de que o trabalho seria feito era que os 40.000 homens com 3.500 veículos motorizados estavam programados para desembarcar em Omaha no Dia D.

Em resumo, nada de cima mencionado funcionou. O serviço de informações estava errado; em vez do desprezível 716ª Divisão, a realmente capaz 352ª estava no lugar. Em vez de um batalhão alemão para cobrir a praia, haviam três. A cobertura das nuvens e a chegada atrasada fizeram com que os B-17 demorassem para liberar as bombas até estava nada menos que cinco quilômetros no interior; nem uma bomba se quer caiu na praia ou no penhasco. O bombardeio naval foi breve demais e geralmente impreciso, e em todo caso se concentrou nas grandes fortificações acima do penhasco. Finalmente, a maioria dos foguetes não alcançou o alvo, a maior parte caindo na arrebentação, matando peixes e não alemães.

O capitão Walker, num LCI, relembrou que poucas horas antes da Hora H “dei uma olhada na direção da costa e meu coração afundou, não podia acreditar quão pacífica, quão imperturbada, quão tranquila era a cena. O terreno era verde. Os edifícios e casas estavam intactos, as torres e igrejas estavam orgulhosamente e desafiadoramente firmes no seu lugar ”  – Na instrução de pré-assalto disseram a Walker: “Esta maquete mostra a terra atrás da praia como verde, mas não parecerá muito assim no Dia D. a pulverização do bombardeio, das bombas navais e dos foguetes fará com que ela fique marrom. E não dependa dessas torres de igreja como pontos de referência, porque todos os edifícios serão arrasados.”

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Fonte: O Dia D – Stephen E. Ambrose

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