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Archive for 11/07/2011

FEB – Origem da Polícia do Exército

A organização de uma unidade para atuar com função de polícia foi mais uma exigência ditadas pela necessidade de adaptar o Exército brasileiro à nova estrutura da segunda guerra mundial para operar em combate. Como se tratava se tropa especial, teve que ser criada: sua origem vem dos Decretos Reservados 6.069-A, , 6.071-A, 6.072-A, 6.073-A, todos de 06 de dezembro de 1943, que criou a Tropa Especial da 1ª Divisão e Infantaria Expedicionária. Em 05 de fevereiro de 1944, por boletim especial do Exército, o Pelotão de Polícia começou a ser organizado, inicialmente com elementos do 3º Regimento de Infantaria – sua estrutura organizacional seguia a linha do modelo americano Military Police Platoon. Algum tempo depois, o Diretor da Guarda Civil de São Paulo colocava à disposição da 1ª DIE todo seu pessoal para que dela saísse o contingente principal do Pelotão de Polícia. O oferecimento foi aceito. Tiveram desempenho importante nesse episódio o Major Luís Saldanha da Gama, recém-nomeado, Chefe do Serviço Especial da FEB , e Major Luís Gonzaga da Rocha, Chefe de Polícia. Esses dois chefes fizeram ver às autoridades militares responsáveis a enorme vantagem de aproveitamento dos homens da Guarda Civil de São Paulo. Além de ter o treinamento necessário para os serviços de polícia e de tráfego, essa tropa era composta de homens selecionados, com porte avantajado e marcial.

            O Pelotão de Polícia então foi organizado em sua maioria com elementos oriundos daquela conceituada corporação policial e desde o começo se destacou do resto da FEB: uniforme bem cortado, aparência marcial e um perfeito treino para o exercício da missão a que estava destinado. Foi sem dúvida a unidade de FEB que já embarcou do Brasil com treino especializado e em pouco tempo distingui-se da demais, sabendo adquirir a confiança dos chefes. Esse preparo foi muito importante para a FEB; o Pelotão de Polícia iria exercer tarefa vital, dirigir o fluxo de tráfego em zona de combate, quer dentro da neblina artificial que durante o dia mascarava o movimento da tropa, quer durante a noite, no mais rigoroso regime de blackout. Muitos problemas de interrupção de tráfego, muitos acidentes foram evitados, muitas vidas foram poupadas pelo eficiente comportamento desse Pelotão.

            Quem foi motorista na FEB não esquece a figura dos MP (Military Police, nome inicialmente dado ao Policial do Exército durante os combates na Itália) postados em uma encruzilhada ou na cabeceira de alguma ponte, dando as informações precisas, mandando aguardar ou avançar. Os membros do Pelotão frente de combate ou na retaguarda, com a missão de orientar o tráfego de veículos em comboios, carros de combate e deslocamento de tropas a pé. Essas missões obrigavam a permanecer em seus postos, e muitas vezes sob forte bombardeio inimigo. O Pelotão de Polícia teve algumas baixas, uma delas extremamente dolorosa: um soldado da MP, em serviço na Ponte Veturinna, no dia 10 de fevereiro de 1945, deu voz de prisão a um elemento da tropa aliada, em estado de embriaguez, que não queria obedecer sua instrução. Foi abatido a tiros por esse militar embriagado, que, preso logo em seguida, foi entregue à sua unidade de origem. Esse militar respondeu à Corte Marcial e foi fuzilado. O fato causou constrangimento , mas também surpresa, pela rapidez com que o comando aliado julgou e condenou o responsável à pena máxima, sem apelação ou qualquer mercê.

            Os membros do Pelotão tinham características que os distinguiam do resto da tropa da FEB. Na gola do uniforme, ostentavam um distintivo “duas garruchas cruzadas” em metal amarelo (até hoje é um dos símbolos da Polícia do Exército), uma braçadeira azul-marinho com as letras MP (Military Police), depois substituídas pelas inscrição PE (Polícia do Exército) se referindo ao Braçal PE. No capacete, havia uma bandeira brasileira no centro, tendo dos lados as letras M à direita e P à esquerda, envolvendo o capacete, duas faixas amarelas e atrás o distintivo do V Exército.

            O Pelotão, inicialmente comandado pelo 1º Tenente Walmir de Lima e Silva e posteriormente pelo 1º Tenente José Maciel Miler, embarcou em escalões. O primeiro acompanhou a tropa do 6º RI e integrou a Destacamento da FEB, ficando diretamente sob o comando do General Zenóbio da Costa que, a partir desse momento, passou a dar especial atenção a essa tropa, procurando aprimorar sua capacidade profissional e sua apresentação. Em março de 1945, por necessidade do serviço, o Pelotão foi transformado em Companhia de Polícia e nessa qualidade continuou a prestar seus estimáveis serviços à FEB, até o retorno, também feito em escalões. Os serviços, aliás, não cessaram com o fim das hostilidades; a Companhia continuou a operar como antes, responsável pelo tráfego, pelas atividades policiais propriamente ditas, guarda de prisioneiros e outras.

            Essa unidade não se dissolveu com a extinção da FEB. A guerra tinha mostrado que o Exército, mesmo em tempo de paz, necessitava de unidade especializada desse tipo. Em novembro de 1948 passou a ter autonomia administrativa e, posteriormente, constituiu-se em batalhão, mudando a designação para Polícia do Exército (P.E.), para não confundir com a Polícia Militar, dos Estados.

            Os serviços que prestavam expandiam-se, ampliando seu quadro para Batalhão de Polícia do Exército. Hoje já conta com vários Batalhões e o primeiro deles tomou o nome de Marechal Zenóbio da Costa, como homenagem a esse ilustre chefe militar que na guerra, percebendo a valiosa utilidade dessa unidade, tanto fez para melhorar e aumentar seus efetivos.

Origem: Joaquim Xavier da Silveira de título A FEB POR UM SOLDADO, Xavier serviu no 1º Regimento de Infantaria durante a campanha no front italiano.

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Morre Josué Mussalém – Economista & Historiador Militar

Morreu na madrugada de hoje o economista Josué Mussalém. Aos 64 anos, ele passou mal em casa e não resistiu a um edema pulmonar. O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O enterro está marcado para as 16h30.

Josué Mussalém deixou mulher e dois filhos. Economista e administrador de empresas com mestrado em Economia, ele foi auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), presidente da Empresa de Urbanização do Recife (URB) e superintendente de planejamento e do Instituto de Informática da Fundação Joaquim Nabuco. Também atuou no setor privado como consultor de empresas, da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife, da Federação do Comércio de Pernambuco e ainda como comentarista econômico.

PS: Mussalém era um grande conhecedor de História Militar (um dos maiores especialistas em 2ª Guerra Mundial) além de grande amigo das Forças Armadas, do CPOR do Recife e de sua Associação de Ex-Alunos. Seu irmão é o Cel Eng R1 Vanderval (Ex-Cmt do 9º Batalhão de Engenharia de Combate – Aquidauana-MS).

Com informações do Tenente-Coronel Monteiro – CPOR-Recife

Tenente-Coronel Monteiro

Cenas de Combate em Okinawa

Vista da linha de frente do campo de batalha. Okinawa - 1945

 

Franco Atiradores aguardam movimentação japonesa

 

Três marines expulsando de uma caverna japoneses que estão se escondendo. Okinawa – 1945

 

Preparação de uma unidade Marinha contra o inimigo. Às 12 horas, a pressão começa e tudo fica às claras incluindo este MG. Okinawa - maio 1945

 

Marinhas usando lança-chamas em uma posição Japonesa Okinawa - junho 1945

 

Fotos da Companhia "A", 2ª Batalhão. Ir até o topo de onde foram repelidos por dois dias Por uma força japonesa. A investida foi um sucesso e os japoneses foram detidos com bazucas e lança-chamas. Okinawa - maio 1945

 

Major General da 6ª Divisão de Fuzileiros Navais estudando um mapa durante a batalha de Okinawa. Okinawa - abril 1945

 

PRESO - Rifles alinhados na entrada de uma caverna em Okinawa. Marines aguardam o resultado de uma carga explosiva para apanhar qualquer japonês que tentar escapar. Estas posições de caverna fortemente defendidas pelo japoneses e chamada de"Pequena Linha Siegfried " defendia a cidade capital de Naha. Okinawa – 1945

 

Marines indo até o cume de uma elevação para iniciar o fogo de metralhadora. Okinawa - maio 1945

 

Frente: Marines em Okinawa pausa por trás da capa de um pequeno cume para a formação final da frente antes de saltar fora em um ataque. Homem agachado à esquerda carrega um rádio nas costas. Marines na liderança com packs em um rolo de fio de comunicações pesados, além de equipamentos de combate completo. Okinawa - abril 1945

 

Marines voltam de uma patrulha.Repeliram ataque à noite inteira. Okinawa - maio 1945

 

Deslocamento. Okinawa - maio 1945

 

Deslocamento. Okinawa - maio 1945

Queimando casas japonesas. Okinawa - abril 1945

 

A Marinha explora uma fortificação japonesa com sua arma BAR. Marine se move cautelosamente através das defesas japonesas em Okinawa. Okinawa - abril 1945

 

Fotos da Companhia "A", 2ª Batalhão. Ir até o topo de onde foram repelidos por dois dias Por uma força japonesa. A investida foi um sucesso e os japoneses foram detidos com bazucas e lança-chamas. Okinawa - maio 1945

 

Marines aguardando ordens para subir. Okinawa - maio

 

Marines movendo-se com o que foi posteriormente intitulada "Vale da Morte" por causa de mais de 125 mortes em 8 horas durante a travessia. Um homem com uma BAR cansado durante a travessia pelo vale da morte. Okinawa – 1945

 

Marines atacam uma caverna com uma carga de "Satchel". Okinawa - maio 1945

 

Ataque à uma construção

 

Vista da linha de frente do campo de batalha. Okinawa - 1945

 

 

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