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Archive for 18/07/2011

Admiral Graf Spee – A Batalha do Rio Prata

Foi identificado pela primeira o Admiral Graf Spee, estava navegando rumo ao sul ao longo da costa uruguaia quando avistou o vapor francês Formose escoltado pelo cruzador britânico Exeter, de 10 000 toneladas. O comandante alemão, capitão Langsdorff, imediatamente ofereceu batalha. Mas as probabilidades a seu favor ficaram reduzidas quando os dois cruzadores leves , Ajax e Achilles, responderam rapidamente ao chamado do Exeter para tomar parte do combate.

Mesmo assim, o capitão alemão deve ter tido razões para achar que o seu navio era superior à força combinada adversária. Seus armamentos eram mais pesados do que os seis canhões de 205mm do Exeter. Os dois cruzadores leves dispunha apenas de canhões de 105mm. O Graf Spee tinha duas torres cada uma das quais com três  canhões de 279mm., cujo alcance era de três mil metros maio que o de qualquer canhão do Exeter e cinco mil metro maior que o dos canhões do Ajax e do Achilles. Seus projéteis eram de 300kg., comparados com as de 124kg. Que eram os projéteis mais pesados do Exeter. Tanto em alcance quanto em capacidade ofensiva, o navio alemão era definitivamente superior.

Do que ele carecia era velocidade. Seus 25 nós eram suficientes para um navio tão pesadamente armado; ,as os cruzadores britânicos tinham uma velocidade de 35 nós, que usaram com brilhante vantagem. A batalha iniciou-se às seis horas “num bem manhã com mar amplo”(como descreveu mais tarde o comandante do Ajax); e quando os navios britânicos com a sua velocidade superior clocaram-se entre o Graf Spee e o alto mar, o comandante alemão não teve oportunidade de evitar a batalha mesmo que assim o quisesse.

Nas primeiras fases do encontro foi o Exeter que levou a pior. Os cruzadores mais leves levaram algum tempo para chegar ao alcance de tiro, e isto permitiu ao Graf Spee concentrar-se contra o seu adversário mais formidável. Nas quatro horas seguintes, suas granadas pesadas fizeram entre 40 a 50 impactos no Exeter, danificando sua roda de leme e pondo fora apenas um de seus canhões de 203mm., disparando,  esta peça à mão, o Exeter estava praticamente forçado a ficar fora de qualquer intervenção efetiva na batalha.

A esse tempo, entretanto, tanto o Ajax como o Achilles movia-se entre o navio alemão e a costa, ficando o Achilles ao outro lado, e o canhões de 150mm. dos cruzadores martelavam com ferocidade do decorrer de uma batalha móvel rumo ao sul. Os cruzadores britânicos fizeram uso efetivo de cortinadas de fumaça para cobrir seus movimentos e de sua velocidade para manobrar sobre o Graf Spee e forçá-lo a dividir seu fogo. Pelo meio da tarde o Graf Sppe encontrava-se em uma situação séria, com a popa danificada e a torre de controle destruída, e com tantos feridos entre a sua tripulação que a capacidade de luta estava seriamente diminuída. Mas, embora tentasse escapar, o Exeter avariado ainda o perseguia, cortando-lhe a retirada ao norte, e os cruzadores leves utilizavam-se agora das cortinas de fumaça para mais se aproximar do Graf Spee e martela-lhe com furor em uma distância incrivelmente curta. Os impactos que eles colocaram na proa justamente acima da linha d’água fizeram enormes estragos e asseguraram a vitória britânica. Um impacto no Ajax, que lhe deixou em ação apenas duas das quatro torres, deu ao Graf Spee uma trégua muito necessária e a chegada da escuridão permitiu-lhe escapar para procurar, a toda velocidade, segurança neutra em Montevidéu. Quando à meia-noite ele avistou pela primeira vez os contornos do porto, estava reduzido a um navio completamente derrotado.

A fase seguinte foi uma batalha diplomática em torno do tempo que ele tinha o direito de permanecer naqueles porto. A Alemanha clamou para que lhe fosse dado tempo de refazer-se. A Grã-Bretanha insistiu em que não lhe fosse permitido fazer reparos. Depois de proceder a uma investigação, as autoridades uruguaias ordenaram ao capitão Langsdorff, a despeito dos seus protestos, partisse às 08h00 da noite do domingo de 17 de dezembro 1939. É claro que isso não permitiria ao Graf Spee recobrar sua capacidade combativa; e havia informes de que seus recentes adversários, que o aguardavam vigilantes na embocadura do Rio Prata, tinha sido grandemente reforçados por unidades ainda mais poderosas. Parecia uma alternativa enfrentar a derrota em face de forças superiores ou submeter-se ao internamento pelo resto da guerra. Cumprindo ordens diretas do governo alemão, o capitão Langsdorff optou por uma terceira solução. Às 6h30 da noite do dia 17 levou o navio para fora do porto, desembarcou a tripulação, e meteu-o a pique há três milhas da costa. Três dias depois, o capitão Langsdoff suicidou-se em Buenos Aires, onde ele e a maioria de sua tripulação tinham encontrado refúgio.

Este fim ignominioso de uma belonave antes tão altiva acentuou ainda mais a importância vital de todo o episódio. Foi mais tarde sublinhado pela revelação de que o único reforço à esquadra britânica tinha sido o cruzador Cumberland, que substituiu o Exeter avariado. O Graf Spee não teria a enfrentar uma força alguma superior que a que antes se encontrara. O fato era, contudo, que essa mesma força lhe tinha demasiada. Antes da batalha do Rio Prata era crença geral que apenas os mais novos cruzadores de batalha poderiam enfrentar os couraçados de bolso. Agora ficou demonstrado que os navios bem menores, mas de maior velocidade, lidando com perícia e ousadia acima de todos os louvores, tinha podido enfrentar decididamente o orgulho da frota alemã. O mito do couraçado tinha sido destruído logo na primeira prova.

Fonte: Edgar MCInnes – História da Segunda Guerra Mundial – 1952

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U-Boot 513 – O Resgante – Parte II

USS Barnegat

AVP10/A12
Serial No. 001
c / Posto de Correspondência da Frota,
New York, NY,
24 de julho de 1943.
SEGREDO
De: O oficial comandante.
Para: O comandante, Base Operacional Naval, Rio de Janeiro, Brasil.
Assunto: Prisioneiros de Guerra de submarino alemão afundado –  5 º Esquadrão de Patrulha setenta e quatro em cerca de 1.700 Zebra em 19 de Julho de 1943 – Recuperação e tratamento de informação aprendida.
Caixa: (A) lista de prisioneiros de guerra.
(B) efeitos pessoais dos Prisioneiros de Guerra (em separado).

1. Em 1705 Zebra em 19 de julho, 1943 Barnegat recebeu a notícia que o avião No. 5, Esquadrão de Patrulha setenta e quatro, atacou um submarino na Latitude 27 0 30 ‘Sul, Longitude 47 0 55′ Oeste, e que cerca de vinte (20) sobreviventes estavam no mar. Preparativos para iniciar o resgate foram iniciados imediatamente e em 1800 Zebra, Barnegat estava em andamento para proceder a operação. O atraso foi inevitável. Colocamos maior velocidade possível na tentativa de chegar ao local antes do cair da noite, mas isso não foi possível quando um segundo relatório dava a posição de cerca de 55 milhas ao norte e leste da posição original. Nenhum problema ocorreu na chegada ao local, mas um avião estava circulando, e o navio seguiu diretamente usando RDF e radar. A posição foi alcançada em 2146 Zebra, cerca de uma hora após o pôr do sol e uma hora e meia antes do nascer da lua. Posição correta foi de 27 0 17 ‘Sul, 47 0 32′ Oeste. A noite tornou a localização da balsa circular muito difícil e lenta. O Radar SL pegou um pequeno alvo de uma milha e meia de distância. Em 2215 Zebra uma pequena embarcação foi avistada à deriva com sete sobreviventes nele. Todos os sobreviventes estavam a bordo em 2250 Zebra. Pesquisas foram iniciadas por possíveis sobreviventes adicionais até 0100 Zebra, 20 de Julho, na qual as buscas foram interrompido e Barnegat retornou à base. Busca aéreas adicionais na área na manhã seguinte revelou um bote salva-vidas virado e dois coletes salva-vidas, mas sem sinais de vida.

USS Barnegat

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