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Archive for agosto \31\America/Recife 2011

O General Clima: Bastogne

O terreno e o clima podem decidir qualquer batalha. As táticas militares são desdobradas de acordo com esses fatores. Mas no final das contas o soldado ele deve está preparado para investida em qualquer tipo de terreno e em qualquer variação de temperatura, muito embora haja tropas especializadas para climas e terrenos específicos. O soldado de uma tropa regular deverá ter domínio do terreno e suportar as variações de temperaturas impostas pela campanha e a preparação física e psicológica dessa tropa poderá definir o destino de uma guerra. O que dizer de Napoleão ao invadir a Rússia? O que dizer de Hitler em Stalingrado? Durante a Segunda Guerra os campos de Batalha foram de uma diversidade sem precedentes na história do homem. Tropas regulares e especiais combateram em praias, ilhas, florestas, deserto, montanhas, cidades e locais inóspitos; durante a noite, à luz do dia, em todas as estações, sob sol intenso e calor sufocante, sob chuvas intermináveis. Os soldados que lutaram a Segunda Guerra foram os primeiros guerreiros da humanidade a atuar sob tão variadas imposições.

O que dizer dos pracinhas brasileiros? Soldado oriundo no abrasador país tropical, lutando em uma Itália que contemplava um dos invernos mais rigorosos de sua história com temperaturas muito abaixo de zero. E mesmo sob duro jugo climático desempenhou seu papel improvisando, suportando e cumprindo a missão a ele atribuída.

Para materializar os terrenos tão difíceis de combate vamos publicar uma série com os mais variados terrenos e climas.

Iniciamos hoje com o FRIO de BASTOGNE

Crônica de um Pernambucano

Povo pernambucano de memória curta…Quando tempo mais nós temos que suportar a mediocridade histórica e a falta de reconhecimento de teus heróis? Quantos de nós pernambucanos conhecemos a História do Nosso Brasil? É verdade que importamos a cultura das grandes potências e deixamos ao relento aquelas homens que forjaram nossa sociedade; é verdade que enaltecemos heróis estrangeiros ao ponto de ridicularizarmos aqueles que derramaram sangue pelo país que chamamos de nosso. Afinal de contas, quem é Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo em comparação ao Magnífico Stálin? Quantos brasileiros, nordestinos, pernambucanos idolatram o ditador georgiano e ignoram completamente o sangue derramado pela causa desse…Frei Caneca? Quantos mais outros ídolos teremos que importar?

Pernambuco da Revolução de 1817, Pernambuco da Confederação do Equador, Pernambuco da FEB e Pernambuco de povo guerreiro, a qual declara em seu Hino “Pernambuco Imortal”, mas a sua História é tratada como efêmera e sem graça em relação as Grandes Nações do Mundo Civilizado. Como assim? Diria Gilberto Freyre se ainda vivo! Como nossa geração poderia explicar a tantos que morreram e deram seu sangue por sua terra, na esperança que nós (as futuras gerações do passado), tivéssemos um mundo melhor?

…Povo Pernambucano!

Quantos jovens choram e entram em êxtase quando se referem a ídolos enlatados em programas chamados de “reality show”, que nem mesmo o título foi possível constituir em nossa língua-mãe, e ignoram o fato de centenas de brasileiros terem deixando sua juventude e sua vida nos campos de batalha da Itália, dentre esses brasileiros doze pernambucanos pereceram, e tantos outros ainda vivos, observam a ignorância dos seus conterrâneos. Eles lutaram por nós! Esses que hoje, sendo velhos, ainda são testemunhas da ingratidão de um povo de memória curta.

Isso me assombra…Por ser Pernambucano!

Homenagem aos Pernambucanos Mortos no Teatro de Operações do Mediterrâneo entre os anos de 1944 e 1945:

Manoel Barbosa da Silva

Severino Barbosa de Farias

Epitácio de Souza Lucena

Eutrópio Wilhelm de Freitas

Gonçalo de Paiva Gomes

Hermínio Antônio da Silva

Honório Corrêa de Oliveira Filho

José de Souza

José Graciliano Carneiro da Silva

Otávio Sinésio Aragão

Walmir Ernesto Holder

Joaquim Xavier de Lira

José Gomes de Barros

 Heróis e pernambucanos que deixaram sua vida em uma terra distante, honrando seus antepassados que lutaram e também deram sua vida em holocausto para as futuras gerações. Nós!

Chico Miranda.

Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 04

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Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra – Final

Estamos encerrado a série  “Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra” que para todos os efeitos tratam as pinturas de artistas das Repúblicas Soviéticas produzidas entre os anos de 1940 a 1945 ou que representaram esses anos.

Essa série tem um significado especial pelo fato de caracterizar um período tão sombrio da humanidade, com uma sensibilidade que apenas artistas que passaram e tiveram a experiência podem retratar. Em todos os quadros é latente a representação do desejo de paz, de vingança, de sacrifício pela pátria agredida e todos os sentimentos catalisados e expressados em aquarelas de pinturas que, diga-se de passagem, ficaram anônimas inclusive no pós-guerra . E nesse contexto o homem tem um talento de buscar externar suas esperanças com o seu talento, mesmo na irracionalidade da guerra os olhos do artista tiram beleza espontânea, onde, aos olhos do homem comum não há.

Essa última edição (particularmente é a minha preferida), trás a Queda do Reich. Mas não é boa uma análise segundo a tendência meramente ideológica ou se a produção artística foi usada por Stálin ou, até mesmo, com tristeza pela queda do derrotado ditador alemão. Acredito que a melhor análise dessas obras passam pelo sofrimento de um povo que perdeu milhões de filhos, mas lutou até o fim da guerra, na esperança de voltar para casa. Sintetizando a melhor visão dos quadros é uma visão do soldado, das pessoas e não segundo a análise política.

Para finalizar também a quadros que refletem o sentimento de pessoas que ficaram aguardando seus filhos, maridos e parentes e estes nunca mais retornaram, e essa regra vale para qualquer país envolvido. Além do sofrimento e das lembranças tanto anos depois dos grandes combates.

 A esses artistas a humanidade agradece…

Para quem não acompanhou a série:

Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra – 1941/42
Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra– 41/42 – Parte II
Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra– 42/44 – Parte III
Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra– 42/44 – Parte IV

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Guerra Civil Espanhola – O Ensaio – Parte 01

A tradição liberal pela primeira vez subiu ao poder com a Constituição espanhola de 1812  e tentou abolir a monarquia absolutista do antigo regime e estabelecer um Estado liberal. Assim, houve uma série de revoltas entre os liberais e monárquicos ao longo do século XIX. A Espanha permaneceu uma monarquia constitucional durante a maior parte deste período com breves exceções, como a Primeira República Espanhola. A monarquia sob Alfonso XIII durou de 1887-1931, mas a partir de 1923 a Espanha estava sob a ditadura militar de Miguel Primo de Rivera. Primo de Rivera prometeu eliminar a corrupção e regenerar Espanha, ele suspendeu a Constituição, estabeleceu a lei marcial e impôs um rígido sistema de censura.

No entanto, a reforma social foi deixada em segundo plano, a inflação disparou e depois de perder o apoio do exército, ele foi forçado a renunciar em 1930. Em 1931, Alfonso XIII concordou em eleições democráticas, o povo votou por uma República, o velho Afonso saiu do seu trono e foi para o exílio. A Segunda República Espanhola foi liderada por uma coligação de esquerda e centro, que aprovou uma série de reformas controversas, como a Lei Agrária 1.932, que distribuiu terras entre os camponeses. Estas reformas, juntamente com políticas anticlerical e militar que causou uma forte oposição.

Nas eleições de novembro 1933 o partido de direita CEDA conseguiu 115 cadeiras, enquanto o Partido Socialista só conseguiu 58. CEDA agora formava uma aliança parlamentar com o Partido Radical. Nos próximos dois anos, a nova administração acabaria com as reformas que tinham sido introduzidas pelo governo anterior. Quando um governo da Frente Popular progressiva foi eleito em fevereiro de 1936, com a promessa de reforma agrária realista, as forças conservadoras imediatamente começaram a planejar a resistência. Em julho de 1936, houve uma tentativa de um golpe militar, mas foi mal sucedido e o governo manteve-se no controle de grandes partes do país.

Os nacionalistas recorreram às ditaduras fascistas na Itália, Alemanha e Portugal para conseguir apoio, e logo começou a receber homens e suprimentos de Benito Mussolini, Adolf Hitler, Salazar. Com esse fato a guerra civil espanhola tomava corpo e não seria limitado apenas como um assunto interno da Espanha, em vez disso, tornou-se um símbolo da democracia contra o fascismo. O mundo ainda se recuperava dos efeitos da Grande Depressão e a Espanha republicana era visto como um farol de esperança e um provedor de soluções.

Além disso, o mundo estava conhecendo a política dos Estados que adotou um sistema totalitário – o Japão tinha invadido a Manchúria, no início da década, os italianos haviam invadido a Etiópia em 1935, Hitler estava sendo um demônio para os judeus na Alemanha – por isso, quando os fascistas envolveram-se na Espanha, as democracias precisavam agir.

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Cartazes e Charges Soviéticos da Segunda Guerra

A propaganda Vermelha na chamada “Guerra Patriótica”.

 

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Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 03

Para quem não viu as primeiras partes segue o link:

Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 01
Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 02
 
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Invasão à Europa: Baixas e Socorro Médico

Uma das preocupações dos comandantes em relação à invasão da Europa era um número de baixas excessivo que as projeções iniciais relatavam. Segundo os relatórios iniciais de desembarque, até no Dia D foi passado para os comandantes de Unidades que o alto comando esperava 90% de baixa nas primeiras levas do assalto, fato que chegou próximo disso apenas em Omaha. Também as estimativas de baixa entre as tropas aerotransportadas seriam de aproximadamente 70%, causando resistências sobre a utilização dessa tropa, inclusive do próprio general Marshall que preferiria utilizá-la mais próximos da costa em um salto diurno. Por isso, Eisenhorwer dispensou muita correspondência tentando explicar os motivos de utilização das Divisões pára-quedistas mais no interior para proteção da Península de Contentin. Enfim, as baixas dos pára-quedistas chegaram a 30%, ainda alto, mas ainda assim longe das estimativas iniciais.

As operações posteriores ao Dia D foram tão, ou mais difíceis quanto o próprio Dia D em determinadores setores da operação. Batalhas se repetiram por todo o mês de junho e julho, e cidades como Caretan e Cherbourg, entre outras, foram sistematicamente bombardeadas e baixas entre civis e militares, entre atacantes e defensores, acrescentavam os números de mortos e feridos e começam a superlotar hospitais de campanha preparados no pós-invasão; cada vez mais feridos tinham que ser transferidos para Londres, e o número de mortos sobrecarregou as unidades de sepultamento. Milhares são enterrados em cemitérios preparados em território francês para guardar, em definitivo, os soldados caídos em combates. Lembrando também que há cemitérios de tropas alemãs na França, portanto os mortos, quando possível, eram sepultados de forma justa e honrosa.

Não podemos deixar de lembrar a Unidade Médica, que muitas vezes atuou como infantaria, sendo incorporados a unidades de combate quando necessário. Mas que viu todo o tipo de ferimento possível em um homem, muitos desses soldados, com pouca formação clínica e muita experiência de campo como enfermeiros, foram a última imagens, a última mão que muitos soldados seguraram antes de partir. E infelizmente gostamos de valorizar o Bravo Soldado, mas deixamos de lado o Bravo Enfermeiro  que lutou incorporados as unidades de frente.

 Vamos ver abaixo uma nova série de fotos que contemplam da bravura do soldado morto em combate e percepção do médico de campanha.

 Algumas cenas são fortes, mais uma vez solicitamos descrição.

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Resultados da Batalha: A Morte de Soldados

 Sempre estamos buscando alcançar resultados históricos com nossas publicações, tentando realizar um trabalho de consciência histórica dos acontecimentos, deixando de lado ideologias e filosofias tendenciosas, pois no final das contas o resultado final de todos os movimentos ideológicos presentes nos países envolvidos gerou a Guerra, e ela,  destruiu e encerrou com a vida de milhões de pessoas em um curto espaço de tempo. Nesse contexto a guerra não possui qualquer justificativa plausível que possa ser considerada por nenhum admirador da Alemanha ou qualquer país ocidental. A guerra é por si só é a degradação e a falha da humanidade racional na solução dos seus problemas, e o que de pior pode-se tirar dela.

E a história é um instrumento de introspecção para o homem, para que possamos aprender e buscar não cometer os mesmos erros do passado. Mas essa lição ainda não aprendemos…

Segue abaixo uma pequena exibição dessa parcela. As imagens são tristes, portanto solicitamos descrição:

Ontem e Hoje: O bloqueio de Leningrado.

Série de montegens realizadas pelo russo Sergey Larenkov, em exposição em São Petersburgo. O autor pesquisou imagens de arquivo, produzidos durante o cerco de 1941-1944, a localização exata da câmera recriando o ângulo, fez fotos correspondentes da cidade moderna, e então combinados fotos antigas e modernas em uma só imagem.

Já publicamos os trabalhos de Sergey no post: As Fotos que Falam por Si e Os fantasmas da Segunda Guerra…

 

 

Retratação GERAL!!

 Amigos!!!

 Os amigos que acompanham o BLOG (não são qualquer pé-de-chinelo não!). Postamos a foto abaixo no post Força Aérea na Segunda Guerra:

 Então recebemos DEZENAS DE EMAILS, além do Pessoal do WEBKITS (http://webkits.infopop.cc/eve/forums), que são experts! Questionando se esse avião existiu ou era uma transformação, maquete ou qualquer coisa irreal. Nossa resposta inicial era de sustentar o que nossa fonte tinha confirmado: como um protótipo do B-17 que realmente voara. Mas continuamos buscar mais informações sobre essa estranha aeronave.

  Hoje o nosso amigo Rodrigo Kenobi, WebKits, publicou no fórum essa foto:

 Mesmo não recebendo ainda a confirmação da minha fonte, não vou polemizar!! Essa FOTO postada anteriormente parece, ao que tudo indica, um mera montagem! Claro, quando tivermos mais informações sobre a montagem iremos publicar…Mas que é uma boa montagem é!! :):):):)

Abraços e obrigado a todos pela colaboração. Isso mostra a responsabilidade em manter um conteúdo de qualidade para internautas com alto conhecimento no assunto.

Categorias:Guerras, História

Blitzkrieg – A Guerra do Exército Alemão

Quando o conflito iniciou em 1939 ainda havia estava impregnada a boa e velha doutrina da guerra estática com deficiência de mobilização e táticas de avanço. A maioria dos exércitos utilizava cavalos em larga escala, a exemplo a França que realizou campanhas para trazer esse tipo de animal de suas colônias e de outros países, e em 39 havia mais 200 mil cavalos disponíveis para o início da guerra. Quando a Polônia foi atacada e no seguinte a própria França invadida, o que se viu foi uma nova doutrina militar baseada no que os alemães chamavam de Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago), que consistia basicamente no emprego sistemático de tropas com alto poder de mobilização, blindados e apoio aéreo sistemático. As cidades caiam uma após a outra com soldados de manga arregaçadas e alto poder de foto individual nunca vistos antes. O resultado disso? Menos de um ano depois da guerra praticamente toda a Europa estava sob o domínio nazista.

 

Essa nova doutrina mudou a forma de se fazer guerra, e angariou admiradores pelo mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil, chamados de Germanófilos. Essa admiração se transformou em voluntários e formou um exército de estrangeiros dentro do exército alemão.

Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra– 42/44 – Parte IV

Documentos Históricos Importantes da Segunda Guerra

Resposta do Presidente:

Ninguém está mais perturbado sobre o uso de bombas atômicas do que eu, mas eu estava muito mais perturbado sobre o ataque injustificado pelos japoneses em Pearl Harbor e o assassinato dos nossos prisioneiros de guerra. a única linguagem que eles parecem entender é o que temos utilizado para bombardeá-los.

Quando você tem que lidar com um animal, você tem que tratá-lo como uma animal. É muito lamentável, mas não deixa de ser verdade.

Resgates e Abandonos de máquinas da Segunda Guerra

Posteriormente iremos publicar a história de cada resgate ou abandono exibidos abaixo:

Tanque Russo usado pelo Alemães encontrado depois de 56 anos

Em 14 de setembro de 2000, uma escavadeira Komatsu puxou um tanque abandonado russo da Segunda Guerra Mundial de seu túmulo conservado sob o fundo de um lago perto de Johvi, Estônia. O tanque soviético T34-76A descansava no fundo do lago há 56 anos. O tanque tinha sido capturado e usado pelos alemães durante a batalha, e quando o combustível começou a vazar, eles soltaram-no deliberadamente dirigindo até um lago onde ele afundou e lá permaneceu até o ano de 2000.

Rebocador Komatsu que será utilizado no resgate

A escavadeira Komatsu tem o poder e tração necessária para puxar o tanque. O trator está puxando a partir de uma elevação o tanque, o que e requer mais esforço.

A Elevação

Com a ajuda de seus cavalos de potência, o T-34 é lentamente liberado de seu túmulo.  O esforço continua, e a cruz alemã do tanque na torre já pode ser vista enquanto o tanque vai emergindo. Quando um exército captura e utiliza um tanque inimigo os captores pintam seus próprios símbolos no veículo para que seja reconhecido pelo seu próprio lado e não ficar sob fogo amigo.

A Cruz Alemã deixa claro que o tanque russo foi capturado.

Quase a metade do tanque agora está fora do lago. A cúpula da torre está aberta. A comunidade local ajuda a limpar as raízes da árvore que impedia o progresso.

Quase lá...

Agora o tanque está livre de toda a raiz da árvore que o segurava, e o T-34 é arrastado para fora.

Impressionante o estado de conservação do Tanque

O tanque está completo agora e sendo transportado para fora. Está intacto, nenhum dano aparente foi causado. É como se o tanque fosse armazenado em uma cápsula do tempo. Ela aparece exatamente como na última vez que esteve em combate na Segunda Guerra Mundial.

Muito sujo, mas o tanque está 100% completo após 56 anos no lago. É incrível como o tanque foi tão bem preservado no pântano.

A tintura ainda está conservada e com pouco ou nenhuma ferrugem. Até mesmo os simbolos pintados ainda são claramente visíveis e não apresentam grande deterioração ao longo dos anos .

Apesar de suja, a munição do tanque ainda estava intacta. Estas munições serão retirados e eliminadas pelo exército dada sua condição perigosa

A HISTÓRIA

De fevereiro a setembro de 1944, pesadas batalhas foram travadas na estreita faixa de 50 km de largura na frente de Narva na parte noroeste da Estônia. Mais de 100 mil homens foram mortos e 300 mil foram feridos. Durante batalhas no verão de 1944, o tanque foi capturado do exército soviético e usado pelo exército alemão. (Esta é a razão das cores alemãs pintada na parte externa do tanque.) Em 19 de setembro de 1944, tropas alemãs iniciaram uma retirada organizada ao longo da frente de Narva. Suspeita-se que o tanque foi então conduzido propositadamente para dentro do lago, sendo abandonado quando os seus captores abandonaram a área.

Naquela época, um menino local caminhado pela pelo lago Matasjarv notou rastros de tanque que levam até o lago, mas não chegando a lugar nenhum. Por dois meses ele viu bolhas de ar saírem do lago. Isso lhe deu motivos para acreditar que devia haver um veículo, no fundo do lago. Alguns anos atrás, ele contou a história para o líder de um clube local de história da guerra “Otsing”. Juntamente com outros membros do clube, o Sr. Igor Shedunov iniciou pesquisas e mergulhos no fundo do lago. A uma profundidade de 7 metros, eles descobriram o tanque descansando sob uma camada de três metros de turfa.

Entusiastas do clube, sob a liderança do Sr. Shedunov, decidiram puxar o tanque para fora. Em setembro de 2000 eles se voltaram para o Sr. Aleksander Borovkovthe, gerente do AS Eesti Polevkivi, para alugar da empresa Komatsu D375A-2 bulldozer. A operação de resgate começou às 09:00 e foi concluída às 15:00, com diversas paradas técnicas. O peso do tanque em conjunto com a declividade, fez uma operação resgate que exigiu muito esforço. O D375A-2 da operação com força e estilo. O peso do tanque armado foi de cerca de 30 toneladas, por isso a força de tração necessária para recuperá-lo foi semelhante. A exigência principal para a escavadeira de 68 toneladas era ter peso suficiente para não deslizar enquanto a subindo da colina.

Após o tanque vir à tona, acabou por ser um tanque ‘troféu’, que tinha sido capturado pelo exército alemão no curso da batalha em Sinimäed, seis meses antes de ser afundado no lago. Juntas, 116 munições foram encontradas a bordo. Surpreendentemente, o tanque estava em boas condições, sem ferrugem, e todos os sistemas em condições de funcionamento.

Esta é uma máquina muito rara ainda mais considerando que lutou tanto pela Rússia quanto pela Alemanha.

Um exemplo de foto da época de um tanque inimigo capturado e utilizado pelas tropas alemãs

Fonte:

http://www.vincelewis.net/t34.html

Força Aérea da Segunda Guerra – Parte III

Continuação da Série:

 

Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 02

Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra– 42/44 – Parte III

Continuando a série. Observamos a mudança no tema da pintura que passa a representar a ofensiva soviética no final de 42 .

 

Foto Diário do 506 Regimento de Infantaria Alemão – Parte 01

O 506º Regimento de Infantaria fez parte da 291ª Divisão de Infantaria.

Histórico da 291ª Divisão de Infantaria “Elch Division”

Formada a 06/02/40. Atuou na Campanha do oeste em 1940. Foi para Prússia oriental em julho de 1940, participando da invasão da União Soviética (22/06/41), no setor norte. Marchou através dos Estados Bálticos, conquistando Tallin, e, posteriormente, cercou Leningrado. Em dezembro de 1942, ela foi transferida para o setor central, lutando na região de Velikiye Luki. Durante o inverno de 1942/43, 3 dos seus batalhões foram dissolvidos. A 28/04/43, o 506º Regimento foi dissolvido (seus batalhões passaram para outros regimentos, deixando a divisão com 2 regimentos e 3 batalhões cada, mais um batalhão de ciclistas). No final do verão de 1943, a divisão foi transferida para o setor sul, lutando na região de Kiev e Korosten. Um novo 506º Regimento foi criado a 28/02/44 a partir do 1º Regimento de Reserva (141ª Divisão de Reserva), e a divisão foi organizada como Tipo 44. Ela lutou na região de Tarnopol, Brody e Lublin. A 10/09/44, a divisão absorveu a 1135ª Brigada. Em janeiro 1945, a divisão foi destruída no Vístula e os sobreviventes foram reorganizados no 37º Regimento (6ª Divisão de Infataria). A 11/03/45, os seus remanescentes, juntamente com os da 88ª Divisão, foram absorvidos pelas 6ª e 17ª Divisões.

Vamos acompanhar a partir de hoje a campanha russa juntamente com o 506 Regimento de Infantaria da 291 Divisão Alemã.