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Especial: O Massacre de Katyn – Relatório da Wehrmacht (Exército Alemão) Parte I


O Historiador não deve, e não pode se deixar levar por influências pessoais quanto o objeto da pesquisa. Pelo menos é a síntese do pensamento teórico científico de historiadores como Carr, Legoff, Braudel e tantos outros nomes consagrados dessa ciência.

Na prática isso é um exercício árduo de profissionalismo para os historiadores. O que dizer de um judeu defendendo o revisionismo do holocausto? Sim existe! O que dizer de um Stalinista realizando uma pesquisa sobre Katyn? Todas as pesquisas que realizamos é imperativo uma orientação neutra dos acontecimentos, deixando de lado as tendências religiosas, filosóficas ou qualquer tipo de influência que possa ser determinante no resultado final da pesquisa.

E Katyn é uma delas. Por mais socialista, comunista ou adepto do stalinismo não podemos deixar levar em consideração um relatório publicado pela Alemanha Nazista em 1943 sobre o chamado “Massacre de Katyn”, onde toda a nata de oficiais do exército polonês foi executada em 1940 durante a ocupação da Polônia por forças soviéticas da NKVD, que posteriormente seria chamada de KGB. Nem que seja para refutá-lo e desacreditá-lo, contudo se não há argumentos consistentes para tal, é necessário que pesquisadores possam mudar a sua linha de pensamento.

A URSS e a Alemanha, ligados através de uma cláusula secreta de divisão do território polonês, por ocasião da assinatura do Pacto MolotovRibbentrop – Pacto de não agressão germano-soviética.  Nesse tratado os dois países iriam invadir a Polônia e dividir seu território, além de determinar áreas de influências nos países vizinhos, basicamente foi à mesma política que a URSS utilizou quando negociou “os países comunistas” com os aliados ocidentais no pós-conflito.

Vamos publicar uma série que, do ponto de vista da pesquisa é muito interessante, mas cabe a cada pesquisador (seja ele historiador ou não), determinar a relevância de uma afirmação.

 Boa pesquisa.

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Em 1943 as autoridades alemãs publicaram um relatório especial, sob o título: “A Declaração oficial sobre o assassinato em massa em Katyn, preparado e editado pelo Gabinete de Comunicação alemão com base em provas documentais, por ordem do Ministério do Exterior alemão.” [ Amthches material zum Massenmord van Katyn. Im Auftrage aea Auswartigen Amtes auf Grund urkundlichen Beweismaterials zusammengestellt, bearbeitet und von der Deutschen herauagegeben mjormationastelle” Berlim-1943.]

Este volume de 330 páginas começa com uma pequena secção introdutória intitulada “Esboço Geral”, seguido pela “prova documental”, dividido em cinco capítulos.

 

Esboço geral

O “Esquema Geral”, de seis páginas, dá um resumo do caso todo. As primeiras frases apresentam o crime de Katyn, em linhas gerais. Segue-se o desdobramento do evento em ordem cronológica, começando com a descoberta dos túmulos e a exumação de 4.143 corpos. O número total de vítimas polacas enterrados na Floresta de Katyn é estimado em 10.000-12.000. A essência da Declaração oficial soviética, emitido em resposta às revelações alemãs, é então dada, e a conclusão final é que o crime poderia ter sido cometido pelos bolcheviques. O terceiro parágrafo mostra o desenvolvimento das relações polaco-soviéticas e, finalmente, apresentam a atitude da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos em relação ao conflito polaco-soviético.

O número de oficiais de várias patentes:

02 –  Generais
12 – Coronéis
50 –  Tenente-coronéis
165  – Majors
440  – Capitães
542 – Tenentes
930 – Segundo Tenentes
02  – Pagadores
08 – Diretores
Identificados como oficiais 101
Identificado como “de uniforme” 1440
Oficiais médicos 146
Veterinários 10
capelães 01
221 civis
Apenas nomes identificados 21
50 não identificado

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  1. 06/09/2011 às 9:20 AM

    Oi, Francisco.

    Será que, argumentando, eu consigo mudar a linha do SEU raciocínio.

    Abs do Lúcio Jr!

  2. 06/09/2011 às 6:44 PM

    A Alemanha nazista quis intrigar a União Soviética com o governo polonês no exílio e os aliados, por isso esse relatório.

    Katyn serve até hoje como mito conservador antirusso na Polônia.

    Abs!

  3. washington jadum de campos
    06/09/2011 às 8:24 PM

    Stalin se sentia incomodado assim como os nazistas, grande parte dos oficiais do alto escalão Polones eram de uma capacidade de raciocinio muito maior que a maioria dos oficiais Nazistas e Soviéticos.

    • 07/09/2011 às 3:55 PM

      Será que foi por isso que a Polônia criou o campo de concentração de Bereza Karturska, prendendo judeus, comunistas e ucranianos a partir de 1934?

    • Marcos Vinicius M. M.
      09/09/2011 às 11:54 AM

      fala besteira não os oficiais Nazistas era de uma grande capacidade e raciocínio em táticas de guerra com o emprego de tanques e aviões, os oficiais soviéticos eles sim com baixa capacidade empregadas na guerra.
      A morte dos oficiais poloneses foi mesmo para liquidar qualquer resistência Polonesas no emprego da guerra.

  4. 06/09/2011 às 8:49 PM

    “A URSS e a Alemanha, ligados através de uma cláusula secreta de divisão do território polonês, por ocasião da assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop – Pacto de não agressão germano-soviética. Nesse tratado os dois países iriam invadir a Polônia e dividir seu território, além de determinar áreas de influências nos países vizinhos, basicamente foi à mesma política que a URSS utilizou quando negociou “os países comunistas” com os aliados ocidentais no pós-conflito.”

    Esse parágrafo é excelente, só faltou mesmo o epitáfio pra coroar a morte do artigo. O link do Charles Moraes não apenas nos dá evidências consideráveis de que Katyn foi obra de autoria dos nazistas, assim refutando o artigo, como o próprio autor assina a sentença de morte de seu pobre artigo com o parágrafo citado. Ao menos ele não cai no erro de dizer que “a URSS tinha uma aliança com a Alemanha nazista”.

    De fato, não existe qualquer “cláusula secreta de divisão do território polonês”, existe uma cláusula a respeito de áreas de influência. Falar que a URSS pretendia dividir o território polonês por isso é o mesmo que dizer que Churchill queria dividir a Europa entre Reino Unido e União Soviética, uma vez que Churchill e Stalin pactuaram as áreas de influência no pós-guerra.

    No parágrafo seguinte o autor comete outro erro gritante, ao alegar que “os dois países(C.A.: isto é, Alemanha e URSS), invadiram a Polônia. Como diriam os russos, “tchepurrá”! Essa versão é facilmente refutada com base nas declarações do governo da Polônia no Exílio, do Comandante do Exército Polonês, do Direito Internacional, Liga das Nações, com base no governo da Romênia e por uma série de outras evidências muito bem apontadas pelo Professor Grover Furr:

    1- A Alemanha invadiu a Polônia, com isso, o governo polonês entrou em colapso, deixando aquele Estado de existir formalmente, pelas regras de Direito Internacional, assim, a Polônia passava a ser um território contestado, isto é, uma “terra-de-ninguém”.

    2- Quando a Alemanha invadiu a Polônia em setembro, o governo polonês, até então existente, declarou guerra à Alemanha, não à União Soviética

    3- O comandante supremo das forças polonesas, Rydz-Smigly, ordenou às tropa polonesas que não combatessem os soviéticos, que combatessem somente os alemães

    4- O presidente Ignaz Mosciski, internado na Romênia, admitiu tacitamente que a Polônia não tinha mais um governo

    5- O governo da Romênia, aliada da Polônia contra a URSS, não apenas admitiu que a Polônia não tinha mais um governo, como não declarou guerra contra a URSS quando esta recuperou seus antigos territórios

    6- A França, que tinha um tratado com a Polônia contra a URSS, não declarou guerra a esta

    7- A Inglaterra jamais exigiu que a URSS retira-se suas tropas dos territórios antes pertencentes à Polônia, do contrário, ela estabeleceu que estes territórios jamais deveriam fazer parte do novo Estado polaco

    8- A Liga das Nações jamais declarou a URSS como invasor de um Estado membro

    9- Todos os países aceitaram a declaração da URSS de neutralidade no conflito

    10- Qualquer definição de “Estado” no direito internacional compreende a de uma “entidade política organizada”. A partir do momento em que o governo polonês cruzou a fronteira da Romênia com o animus de fugir para aquele país, deixou de existir o Estado Polonês.

    Só o fato de que não mais existia o “Estado Polonês”, quando da entrada das tropas do Exército Vermelho na Ucrânia e Bielorrússia ocidentais, já encerra toda discussão. Se a URSS não o fizesse, eles teriam a faculdade de deixar a Alemanha tomar aquele território e instalar um governo fantoche pró-nazista na Ucrânia, deixando essas populações sob os auspícios dos nazistas.

    Portanto, péssima tentativa de demonizar os “malvados stalinistas”.

  5. Moriarty
    10/09/2011 às 7:15 AM

    Antes de tudo quero aqui prestar minha solidariedade ao valoroso povo da antiga URSS, povo esse do qual a nossa civilização Ocidental acumula uma divida da qual dificilmente poderá ser paga, foi esse povo que enfrentou o peso principal das forças nazista, que sofreu e que finalmente venceu a fera nazista dentro do seu covil.
    Por isso é cometer um crime aquele que faz uma imagem de um povo baseado no seu líder, Stalin não pode representar o cidadão Russo Médio, o mesmo pode-se dizer de Hitler que não representa o povo Alemão, ambos foram ditadores cruéis, manipuladores das intenções de seus povos e preocupados apenas em acumular e manter poder pessoal, nem que para isso tivessem que desmoralizar, ou destruir seus povos pela guerra.
    E foi isso o que Stalin sempre demostrou fazer o massacre do bosque de Katyn foi um dos menores, dos inúmeros crimes cometidos por Stalin, ninguém precisa demonizar Stalin ele já faz isso sozinho e muito bem, agora vamos aos pontos.
    Não se trata da maneira como interpretamos Zona de Influência e sim de como Stalin Interpretava, Ribbentrop e Hitler entendiam por Zona de Influência uma zona em que as duas potências mantivesse o monopólio Político e Econômico, das áreas demarcadas, essas áreas foram estabelecidas por acordo, mas logo ficou claro como Stalin interpretava, começou invadindo o pequeno estado do Memel, depois as republicas bálticas (Estonia, Lituania e Letônia), depois o norte da Bucovina através de ultimato ao Rei Romeno Carlos II,e ameaçava constantemente a Bessarábia,todas essas intervenções a exemplo da Polônia foram de caráter militar e anexatório, , esses estados ou territórios passaram ao domínio soviético definitivo e os costumeiros expurgos sempre se fizeram presentes, na Polônia Katyn, foi apenas um de muitos. Sem falarmos da agressão Soviética a Finlândia, que assumiu caráter de guerra curta mas de grandes proporções, outro exemplo do que Stalin entendia por zona de influência, apenas um eufemismo oportunista.
    Quando a Polônia se viu invadida pelos Dois lados, seu governo teve de se exilar na Inglaterra, mas pelo direito Internacional ele ainda continuava existindo. Vamos ver o que o direito Internacional versa sobre isso: A maioria dos Estados são Estados Soberanos de Jure e de Fato, (Ou seja, existem tanto na lei quanto de fato) No entanto, por vezes, existem apenas como Estados de jure em que uma organização é reconhecida como tendo soberania e ser o governo legítimo de um território sobre o qual eles não têm controle real. Muitos países da Europa continental tem mantido governos no exílio durante a Segunda Guerra Mundial, que continuou a gozar de relações diplomáticas com os Aliados, apesar de seus países estarem sob ocupação nazista,não é preciso muito esforço para ver que a Polônia enquadrava-se nesta categoria e que portanto nunca foi terra de ninguém.
    Vamos agora ver uma notícia recente:
    Vladimir Putin publicou um artigo no jornal polaco “Gazeta Wyborcza”, no qual considerou um erro o pacto Ribbentrop-Molotov, assinado entre a Alemanha nazi e a União Soviética a 23 de Agosto de 1939, que tinha uma cláusula secreta ao abrigo da qual as tropas de Estaline ocuparam a zona oriental da Polónia.
    A mensagem de Putin – que aborda também o massacre de 22 mil oficiais polacos pela polícia secreta soviética em Katyin, em 1940 – visa responder a um pedido de desculpas pelo pacto germano-soviético há muito exigido por Varsóvia (Não sei se é está a noticia polemizada) mas. É uma fonte oficial, dificilmente poderia ser contestada sem risco para o contestador.

    A Inglaterra não declarou guerra a URSS por que: 1º Churchill após perder seu aliado no Leste a Polônia, precisava de outro e todos sabiam que o nazismo e comunismo eram inconciliáveis, que a encenação do tratado era ganho de tempo para ambos se prepararem para o confronto, a aliança com os Russos era apenas questão de tempo. (Isto está devidamente documentado por muitos historiadores).
    Quanto a Natimorta Liga das Nações foi impotente contra o Japão na invasão do território Chinês (O Machukuo),contra a agressão Fascista a Etiópia, e em manter a paz mundial esse ultimo sua razão de existir, portanto quando a Alemanha declarou guerra a Polônia a Liga das Nações deixou de existir e não podia condenar mais nada.
    A prática de um idealismo racional é salutar , mas quando descamba para luta contra a realidade fica perigoso pois substitui o pensamento critico pelo fanatismo cego e utópico que não encontra paralelo com a realidade, negar Katyn, e tentar atribuir aos nazistas quando esses apresentaram provas contra isso, quando os próprios Poloneses acusam os Russos e com o depoimento dos Parentes das vitimas que estiveram presentes quando o Exercito Russo levou suas vitimas, e quando os próprios Russos incriminam a si próprios mostrando inclusive o documento assinado por Stalin para a execução, é muito irreal.
    Felizmente os Russos ao admitirem sua culpa não se depreciam, mas se enaltecem desfazendo o vinculo com o tirano sanguinário que foi Stalin, os erros do passado não foram dos Russos, mas de Stalin.

  6. Moriarty
    10/09/2011 às 7:22 AM

    Ha, No Julgamento em Nuremberg Goering deliciou-se com o resultado de testes de QI realizados nos prisioneiros nazistas, todos eles sem exceção, demostraram um OI bem acima da média incluindo o pouco considerado Julius Streich.

  7. 10/09/2011 às 8:27 PM

    A afirmação de compara Hitler com Stalin, como se o segundo buscasse apenas “acumulação de poder pessoal”; que Stalin seria um ditador cruel, não se sustenta com analise histórica, sendo baseada em mitos e preconceitos, criado por historiadores que estão a serviço de uma classe( A burguesia) ou que beberam de fontes vindas desses.
    Quando vemos alguém repetir situações que são totalmente desmoralizadas pelas evidencias históricas, vemos que não podemos sequer encontrar o compromisso da busca pela verdade, mas que somente repete Ad Naeusem , no melhor estilo NAZI, para que uma mentira se torne verdade. E isso fica evidente no Caso do Famigerado Massacre de Katyn, onde evidências mostram tamanha falsificação, ou ainda no também conhecido Holodomor na Ucrânia.

    O reconhecimento de tais situações pelos seus governos reacionários atuais, não são e nem podem ser de forma alguma argumentação de validade, pois como já foi dito não se sustentam a pesquisa histórica baseado nos fatos.

    Agora por que imputar aos Soviéticos esse massacre?

    Essa resposta é simples. Demonizar aqueles que realmente oferecem algum tipo de resistência ao interesse das grandes corporações no mundo; demonizar as experiências socialistas e seus lideres, é uma política em vigor até hoje, demonizar a URSS e Stalin, é demonizar o Comunismo.

    Sobre o reconhecimento pelo Estado Russo do Massacre Nazista.

    Peço que leiam:

    Arquivos soviéticos foram falsificados por Yeltsin
    http://comunidadestalin.blogspot.com/2011/03/arquivos-sovieticos-foram-falsificados.html

    Katyn: 49 sinais de falsificação do “pacote secreto nº 1”
    http://comunidadestalin.blogspot.com/2011/08/katyn-49-sinais-de-falsificacao-do.html

    Katyn, a grande intriga
    http://comunidadestalin.blogspot.com/2011/09/katyn-grande-intriga.html

    Sobre o Pacto de não agressão

    Pacto de não agressão germano-sovietico

    http://comunidadestalin.blogspot.com/search/label/Pacto%20de%20n%C3%A3o%20agress%C3%A3o%20germano-sovi%C3%A9tico

  8. Moriarty
    10/09/2011 às 9:41 PM

    Colega CM embora não concorde com seu posicionamento, eu defendo inteiramente seu direito de faze-lo conhecer, o direito de expor suas idéias deve ser sempre garantido e pelo menos de minha parte será levado sempre em consideração,afinal nada mais relativo que a verdade,vou ler o matérial citado, que acusa Yeltsin de ter falsificado documentação incriminando Stalin,contudo devo lembra-lo que as acusações contra Stalin procede desde as denuncias de Nikita Khruschev em 1956, portanto de tempo muito anterior que Boris Yeltsin.

    Recomendo-lhe também a Obra : Stalin 1879-1939 triunfo e tragedia v.1, e Stalin 1939-1953 triunfo e tragédia v.2 de autoria de Dmitri Volkogonov (1928-1995), coronel general do exército soviético,teve total acesso aos arquivos do Partido Comunista da URSS, Oficial da arma de propaganda,responsável pelas publicações militáres e pala instrução política na academia militar, foi assessor de segurança nacional de Boris Yeltsin, Escreveu Lênin, Trotsky e Os sete líderes,uma breve história dos chefes da União Soviética, de Lenin a Gorbachov.(Esta é uma citação que encontra-se na orelha do livro) , o livro cita também o General Volkogonov, que como Deputado e Presidente de uma comissão parlamentar que, em 1991-1993, reviu o sigilo de 78 milhões de documentos do Politburo e de outros arquivos do Partido Comunista da União.

    Portanto uma obra pesquisada e escrita por um Soviético, ex-membro do Partido Comunista, ex-coronel general do exército soviético, que quando deixou o setor político do exercito, foi para outra função ainda mais propicia ao seu trabalho biográfico, a de Diretor do Instituto de Historia Militar.

    Poderia citar varias outras fontes mas nenhuma tão autorizada quanto essa para descrever a biografia e o tempo em que viveu o ditator.

    Contudo, nunca desista de suas opiniões até que se sinta plenamente convencido de que deve faze-lo, caso contrário persista nas mesmas, nos devemos ser persuadidos e não coagidos a mudar nossas opiniões. (Paz e vida longa a todos).

    • 10/09/2011 às 10:21 PM

      Moriarty

      Eu não expressei minha opinião a respeito. Simplesmente o POST retrata um relatório, eu tenho minhas convicções perfeitamente claras sobre Katyn e Stálin. E posso adiantar que são bem próximas da sua meu amigo. Apenas quero dizer que nesse post, especificamente não deixei minha opinião.

      Abraços

  9. 11/09/2011 às 1:02 AM

    Moriarty

    Sobre Dmitri Volkogonov

    Foi como eu disse antes, se não é a serviço de uma classe, pelo menos bebeu dela.
    Dmitri Volkogonov, que fez carreira sob Gorbachev e em seguida se tornou aliado de Yeltsin e ideólogo de seu anticomunismo, fez seu trabalho sob encomenda para difamação do líder bolchevique. E não é por que é Russo que ganha legitimidade sobre o assunto, pois posso apontar historiadores Russos que tem visão contraria a desse serviçal.

    Vou lhe citar uma obra que refuta de forma cabal o relatório de kruschev, do professor estadunidense Grover Furr.

    Khrushchev mentiu(LIED)
    http://comunidadestalin.blogspot.com/2011/02/editoranorte-americana-erythors-press.html

    Segue também uma entrevista com o professor sobre o relatório “secreto” de Kruschev.

    “Acusações de Kruschev contra Stálin são falsas”
    http://comunidadestalin.blogspot.com/2011/02/acusacoes-de-kruschev-contra-stalin-sao.html

    Recomendo a leitura.

    Sobre Stalin ser um Ditador, vou citar também Grover Furr aonde ele indagado da seguinte forma:

    Prof.: “Chamar Stalin de ditador não é tanto uma afirmação sobre Stalin como pessoa, mas sim sobre o Estado sobre o qual ele governava. Havia instituições relevantes que inspecionavam o seu poder? Era possível resistir à sua vontade através de meios políticos legais? Era possível contestar publicamente suas políticas ou defender que ele não deveria manter sua posição? Eu acho que não.”

    Grover: – Você está enganado. E isso ou porque você não estudou esta questão por si mesmo, ou então não leu alguém que tenha feito isso. Sem dúvida.

    De fato, um dos maiores problemas de termos já automatizados nas mentes das pessoas como “ditador” é que eles lhes desencorajam a fazer certas perguntas, pois elas pensam – como você próprio – que essas questões já foram resolvidas e estabelecidas por alguém há muito tempo atrás.

    Mas de fato elas não foram resolvidas, de maneira nenhuma.

    Em meus artigos eu tenho documentado um grande número de exemplos onde Stalin foi frustrado, não alcançou seus objetivos porque não teve votos suficientes, etc.

    “Stalin, o ditador” não é um julgamento baseado em evidência. Ao contrário, é uma afirmação de comprometimento ideológico, como a Imaculada Conceição. Evidência é irrelevante.

    O historiador russo Iurii Zhukov, um dos membros da Academia Russa, disse em uma conferência alguns anos atrás (eu tenho o transcrito) que ele nunca viu nenhuma evidência de que Stalin era um ditador. Sua afirmação foi simplesmente ignorada.

    Isso é um bom exemplo do que estou dizendo. “Stalin, o ditador” é um tipo de senha de respeitabilidade. Se você não repetir estes termos, você não “faz parte do clube” e pode ser deixado no ostracismo.

    Se quiser ler na integra:
    http://comunidadestalin.blogspot.com/search/label/Grover%20Furr

  10. Moriarty
    11/09/2011 às 1:46 AM

    Francisco eu não me dirigia a você mas sim ao colega Moraes,eu apoio inteiramente a sua postura de divulgar material, de minha parte não ha a menor duvida de suas intenções pautada dentro de uma divulgação histórica responsável.

    A minha postura é e sempre será Francisco a de que se alguém não concorda com alguma coisa postada deve se comportar de acordo ou seja postar sua opinião fundamentada numa relação de causa e efeito, dentro de um argumento logicamente válido.

    Eu tenho minha própria opinião sobre Katyn, a que expressei acima ao colega Moraes.

    E não concordo com pressões afim de que você não expresse certas coisas polemicas aqui no seu blog, termos que nos acostumar com uma postura democrática em nossas atitudes e fazer disso um modo de vida.

    Eu caro Francisco tenho um principio que é pessoal, eu evito toda discussão sobre a questão do Holocausto, é para mim uma questão escabrosa, que causa profundo mau estar,e dela me afasto, você não vera um post meu sobre essa questão no seu blog,mas não será por isso que jamais desaconselharei que você post ou abra discussão sobre o assunto eu apenas não tenho nervos para ele.

    Portanto quero dissipar duvidas e dizer que para mim sua postura tem sido irrepreensivel, mas os problemas com alguns você sabia que iria ter, mas esse amigo, não é nosso caso.

  11. 11/09/2011 às 3:09 AM

    Caro Moriarty,

    Primeiramente, quero dizer que é bom que você reconheça o esforço sobrenatural do povo soviético durante a guerra, porém é um oxímoro que você exalte esse povo e ao mesmo tempo ataque o seu Comandante Supremo, o Generalíssimo Stalin. Devo lembrar que esse “povo que derrotou os nazistas” hoje vai às ruas de Moscou carregando enormes retratos do Generalíssimo, não estou falando de “jovens que acham legal a figura de Stalin”, estou falando de idosos que viveram no período e que testemunharam um país se erguer das cinzas para se transformar numa superpotência!

    Sua comparação de Stalin a Hitler é espúria e tira toda a credibilidade de seu texto, pois enquanto este último era um líder impregnado de fúria racista, o primeiro foi um dos signatários do primeiro documento da história da humanidade a criminalizar a discriminação baseada em nacionalidade(essa constituição não reconhecia a existência de “raças”), etnia, procedência nacional e até mesmo religião, isso tudo está solidificado no artigo 123 da Constituição Soviética de 1936, uma jóia do Direito.

    Quanto à mencionada anexação da Bessarábia, esse era um território antes pertencente à Rússia e que então pertencia à Romênia, um Estado politicamente alinhado com os nazistas que depois se juntou ao Eixo, antes mesmo da Operação Barbarrossa, isso é plenamente explanado no documentário “The battle of Russia”. Os países Bálticos também pertenciam ao império russo, tiveram a República Soviética proclamada por seus trabalhadores em 1919, até esta ser sufocada por influência polonesa. Mais tarde esses países viriam aderir à União Soviética, o que salvou milhares de uma “faxina étnica”. Devo lembrar que os primeiros atos dos nazistas contra judeus ocorreram no Báltico, precisamente, na Letônia. Os alemães promoveram um banho de sangue racista no Báltico. Se isso não aconteceu em proporções maiores foi por que esses territórios foram integrados à URSS. Essa estória de “invasão soviética” é um mito que tem sido bastante perpetrado nos países bálticos, onde há um processo de reabilitação muito forte dos nazistas, especialmente na Estônia. Lá há até paradas de veteranos colaboradores da Waffen SS, e monumentos a soldados libertadores são removidos de locais públicos, tendo isso já gerado inúmeros protestos. Isso sem falar que nesses países há hoje em dia um absurdo regime segregativo, que não confere cidadania a populações que há séculos estão na região, exceto mediante um vexatório exame que pergunta “o que de fato aconteceu em 1939”. Só para se ter uma idéia, quando os alemães sancionaram uma lei que oficializava a eugenia, eles tinham por referência justamente os países do Báltico, onde a eugenia era praticada. Ao que parece, o sr. ignora estes fatos ou simplesmente ignora as consequências nefastas que essas políticas tinham para o povo do Báltico, que é honesto e trabalhador, mas que foi enganado e é enganado por racistas!

    Com relação à Finlândia, é importante repetir aqui aquilo que já fora dito pelo embaixador dos EUA na URSS, Joseph Davies, a URSS ofereceu uma parte de seu território em troca de um mero porto finlandês essencial para a defesa de suas necessidades do Báltico, ainda assim, isso foi recusado por Mannerheim, que era simpático a Hitler(existem até cartazes alemães que apresentam a Finlândia como um de seus aliados). Foi graças à aquisição da parte ocidental da Karelia, na Finlândia(uma antiga província do Império Russo e depois república soviética cuja revolução fora sufocada em sangue pelo general tzarista Mannerheim), que os soviéticos conseguiram retardar o avanço nazista sobre a cidade de Leningrado, a “segunda capital” russa, que sofreu um dos maiores cercos da história. É curioso como o Sr. Moriaty faz tanta questão de elogiar o “grande povo soviético”, mas espinafra as medidas que justamente garantiram a existência e a vitória desse mesmo povo soviético. Com todo respeito, mas isso parece aqueles sujeitos que diz que “tem um amigo de etnia x”, para depois justamente espinafrar essa mesma etnia.

    A postagem a respeito da Polônia está impregnada de falhas. Estudo as obras de Stalin há 10 anos e surpreende-me ver o autor tentando nos dizer até “como Stalin interpretava isso ou aquilo”, cita pontos inexistentes na Cláusula Secreta do Pacto M-R(que eu já li), depois menciona o “governo no Exílio em Londes”. Devo lembrar que esse “governo no exílio” foi formado tempos depois da invasão alemã(alemã, e não soviética), só que esse governo só formado tempos depois do governo polonês entrar em colapso. Ao cruzar a fronteira com a Romênia, nenhuma medida em caráter oficial foi tomada, apenas “declarações tácitas”, isso por que a Romênia, então, era um Estado neutro, e permitir a tomada de decisões políticas em território romeno equivaleria tomar partido do lado polonês e assim quebrar a neutralidade, o que irritaria os alemães. Isso, aliás, era amplamente conhecido na época, sendo universalmente aceita a sua renúncia tácita, aqui a prova com notícias de jornal da época inclusive:

    http://chss.montclair.edu/english/furr/research/mlg09/moscicki_resignation.html

    Reconheça o Sr. ou não um “Estado polonês”, isso é irrelevante no debate, uma vez que o próprio comandante supremo das forças polonesas, o Marechal da Polônia Rydz-Smigly emitiu uma ordem que não apenas proibia os poloneses de combaterem os soviéticos, como até mesmo os instigava a entregar suas armas aos soviéticos, aqui a ordem expressa:

    http://chss.montclair.edu/english/furr/research/mlg09/rydz_dont_fight.html

    Mais tarde o Sr. Moriarty alega que “a Liga das Nações foi incapaz de parar os japoneses na Manchúria”. Sim, e em nenhum momento eu neguei isso, só que essa mesma Liga reconheceu a invasão da China pelos japoneses. Essa mesma não reconheceu a “invasão da Polônia pelos soviéticos”. Aliás, ninguém reconheceu a “invasão da Polônia” na época, exceto, talvez alguns fanáticos ultra-nacionalistas e, hoje em dia, revisores da história. Essa versão de “invasão soviética”, assim, é uma invenção dos nossos dias que não encontra sustentação em bases factuais.

    Com relação às conclusões finais essas são completamente falaciosas. Todo o “reconhecimento” de Katyn mencionado é meramente político, começando por Volkogonov(que vem de uma família desapropriada pelo poder soviético, como ele deixa claro em suas obras). O problema das pessoas, é que talvez por medo ou preguiça, elas só querem ver uma versão da história. Que editora no Brasil publica as obras de Igor Muhins, autor de “O detetive de Katyn”, que efetivamente investigou os fatos? Ou ainda obras do Dr. Yuri Júkov, que tem uma versão bem diferente da de Volkogonov? Hoje em dia, até como forma de vender mais, sempre alega ter tido “acesso aos arquivos de Moscou”, isso por que muitas vezes valendo-se de alguns fatos verídicos confirmados nesses arquivos, utiliza-se de fatos inverídicos estranhos a esses arquivos, mas até como argumento de autoridade se diz “eu tive acesso aos arquivos”. Isso é o que se conhece na atividade de inteligência como “meia-verdade”. Isso é usado contra os soviéticos desde a guerra fria e é uma técnica usada por espiões e desinformantes até antes dessa. Desde os tempos da Guerra Fria gasta-se milhões a cada ano em propaganda anticomunista. Naturalmente, eles não pagam amadores, e muito menos gastam com papel higiênico. É uma guerra de informação, um bombardeio de desinformação, algo parecido com o que ocorreu nos EUA após o atentade de 11 de setembro, quando a CNN passou meses com “War on Terror” para justamente modelar a opinião pública em prol de uma causa imperialista. Curioso é o Sr. Moriarty citar o discurso de Hruschov, um discurso que nem mesmo os mais fanáticos anticomunistas se deram ao trabalho de analisar, aliás, um dos discursos mais importantes do século XX que é praticamente ignorado pela maioria dos autores. Esse discurso foi analisado pelo Prof. Grover Furr(este sim, junto com A. Getty, um dos únicos autores ocidentais a traduzir os Arquivos de Moscou), e se é que realmente traz esse ponto relacionado a Katyn(o que acho muito difícil), é constatado que 60 de 61 das acusações de Hruschov, são falsas. Isso já era há muito tempo sabido pelos chineses e albaneses, e é agora conhecido dos anglófonos na obra “Hruschov lied”.

    Acredito ser plenamente válido o debate quando este é objetivo, e não uma mera colocação de subjetividades. É ainda mais válido quando ele se propõe a esclarescer os fatos, ao invés de ficar preso a uma apologia indireta, e inclusive perigosa, da versão dos nazistas, chegando ao ponto inclusive de defender medidas que os beneficiariam diretamente na guerra, em detrimento da destruição de vidas de milhões de soviéticos, judeus e ciganos. Não importa o quão alto era o seu QI, certamente o Dr. Mengele não era nenhum idiota e sabemos bem para que ele usou o seu intelecto.

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