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Archive for 17/09/2011

Fantásticas Motos e Sidecars Nazistas

Um motociclista militar durante a guerra ele é um soldado que tem uma missão diferente. Ele irá fazer escolta de comboio preparado para agir como um soldado de infantaria a qualquer momento. Também poderá ser um elemento avançado ou de ligação no campo de batalha, tendo em vista que seu deslocamento será mais rápido, mas por consequência estará sujeito ao contato com o inimigo muito mais rapidamente.

No Brasil as motos são consagradas a Polícia do Exército que, ao final da sua participação como tropa da FEB, recebeu as Harley-Davidson utilizadas pelo US Army. Elas estão por lá até hoje, mas isso será outra publicação.

 

 

Outros Detalhes Recomendamos: Blog Ecos da Guerra

Força Aérea Naval na Segunda Guerra

Fotos de vários modelos de aeronaves que serviram a Marinha de Guerra dos Estados Unidos durante o Segunda Guerra Mundial.

 

Crônicas de Amor Durante a Segunda Guerra – Depoimento em Vídeo

No mês passado publicamos uma crônica sobre o amor de João, um pracinha brasileiro e Rita uma italiana. Os dois protogonizaram uma belissíma história de amor. Segue abaixo o depoimento que João concedeu para um registro oral elaborado pelo CPOR-Recife. O depoimente ora publicado registra apenas o momento em que ele cita o encontro e a paixão por Rita. O documentário na integra pertence a gradiosa unidade.

Também deixamos abaixo a crônica publicada anteriormente.

Infelizmente o veteranos João Batista da Silva nos deixou ano passado, contudo sua esposa, a italiana Rita ainda reside em Recife.

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Quando os pesquisadores estudam a história da Segunda Guerra, muitas vezes realizam uma dissertação profunda sobre os aspectos políticos, econômicos e sociais dos países envolvidos no conflito, mas outras vezes ignoram o mais básico elemento de interpretação histórica, o homem!

É muito comum ver e ouvir jovens menosprezando ou ignorando os feitos dos mais de 20 mil homens que integraram a Força Expedicionária Brasileira e que lutaram nos campos de batalhas italianos. Cada integrante dessa tropa, ainda vivo nos dias atuais, é um poço inesgotável de história oral. Esse elemento tão importante na concepção da chamada Nova História tem, em cada pracinha espalhado pelas associações de ex-combatentes da FEB, uma enciclopédia viva dos acontecimentos da Segunda Guerra.

 Uma dessas histórias é de um tal  João, nome tão comum entre os brasileiros quanto os da Silva. Esse ex-combatente paraibano que tem por nome de batismo João Batista da Silva, foi para Itália como voluntário combater um inimigo que ele não conhecia, sem imaginava o que lhe esperava.

 Depois de algum tempo na Itália, João certa vez encontrou uma jovem italiana que cruzava o acampamento brasileiro, e perguntou se ela conhecia alguém que costurasse. A jovem então o levou até sua casa e apresentou-lhe a mãe viúva. João logo fez amizade e conheceu a família e dentre as filhas da senhora costureira estava Rita Cei,  a jovem que conquistou o coração do soldado brasileiro.

Algum tempo depois João pediu a Rita em casamento, ali mesmo na Itália, com as tropas prestes a retornarem ao Brasil. A família italiana inicialmente mostrou resistência, pois João não tinha família e eles não conheciam o Brasil. Com alguma resistência resolvem aceitar a união, contudo ao se dirigir ao padre o mesmo não autorizou o casamento, tendo em vista o pouco tempo para tramitar a papelada. João decidido a não desistir, viajou até Livorno para buscar o aceite do Bispo, que vendo o empenho do brasileiro autorizou o casório.

Após uma cerimônia simples, João e Rita tiveram pouco tempo para desfrutar as bodas, pois uma semana depois o jovem soldado retornou com o contingente brasileiro para o Rio de Janeiro, mas não antes de planejar o encontro com sua esposa italiana, a fim de consolidarem a vida em comum. Rita ainda tinha um árduo caminho a fazer, pois juntamente com outras italianas casadas com soldados brasileiros, portanto a história do soldado João e da italiana Rita não foi isolada, pedalou 8 horas de bicicleta até a cidade de Livorno para a embaixada brasileira solicitar um visto de permanência.

No final os dois se encontram no Rio de Janeiro. João licenciado do exército e com dificuldades para encontrar emprego se desloca para o Recife, na expectativa de sustentar sua família. Com o passar dos anos João e Rita se firmam e já com um filho vivem um vida tranquila e cheio de história para contar aos seus netos.

Essa é uma história real de pessoas que viram a guerra e as dificuldades provenientes dela.

Valorizemos as pessoas que viveram algo tão surreal para a juventude atual.

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Fotos & Detalhes Históricos – Especial FEB – Parte IV

Segue a Série Fotos & Detalhes Históricos. Um conjunto de fotos cedidos pela ANVFEB-PE para publicação no Blog.

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