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Archive for 07/10/2011

Qual a Origem dos Nossos Pracinhas?

 Segue abaixo artigo enviado pelo colaborador e Secretário Ad-hoc da Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seccional Pernambuco Rigoberto de Souza Júnior.

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            Desde o ano de 1937 que o Brasil tornara-se uma ditadura inspirada nos modelos tanto italiano quanto alemão, com o Poder Legislativo, os partidos políticos fora da lei, a liberdade suprimida e a exaltação exacerbada ao Chefe de Governo Getúlio Vargas. O governo valeu-se da oportunidade, tendo em vista que a opinião pública exigia a tomada de uma atitude frente aos diversos ataques aos nossos navios, que levou à morte centenas de civis e militares, além da entrada dos EUA no conflito, para romper relações com os países do Eixo.

            Infelizmente o entusiasmo das ruas não tomou o caminho da seções de recrutamento, praticamente sendo inexistente o voluntariado. O apelo das autoridades militares para que todos os homens aptos ao serviço militar, engrossassem as fileiras da FEB, ficou sem eco nas classes mais abastadas de nossa sociedade, onde curiosamente os oradores mais inflamados dos comícios da época, ao serem chamados a se incorporar, se valiam de dispositivos legais que os isentavam de servir o Exército e, a Força Expedicionária Brasileira teve de ser organizada com a juventude pobre do Brasil.

            Os vários episódios ocorridos nos quartéis(quarteladas), o falso civismo republicano, o material obsoleto usado por nosso Exército, nos obrigou juntamente com oficiais americanos a retirar quase do nada uma divisão de Infantaria, um Grupo de Caça e um reduzido números de navios.

De acordo com relatos de alguns Veteranos da FEB da Regional PE, várias artimanhas foram usadas para estes jovens de classe, como o uso do creme dental “Kolinos”, que naquela época tinha uma cor amarela, e no exame de saúde ao ser perguntado se teria alguma doença venérea, apertava a ponta do pênis, de onde saía um excremento amarelado, que se dizia ser “pus”, já que sofria de blenorragia. Outro artifício usado para burlar o exame médico era se colocar um dente de alho no ânus, o que causava um aumento da temperatura corporal, indicando que o mesmo estaria com febre devido a uma possível infecção.

De acordo com fatos da época, se dizia que a era mais fácil a “Cobra Fumar” que o Brasil entrar na guerra e para configurar ainda mais a descrença da partida da FEB, o Major Elber de Mello ouviu do General Cordeiro de Farias uma anedota recorrente nas altas rodas da sociedade carioca na época era: A FEB não partirá. Não partirá porque seu comandante é DEMORAIS; o comandante da Infantaria é da COSTA e o comandante da Artilharia é CORDEIRO, ou seja, não é de briga…

 

Fonte: “A FEB doze anos depois” do Major Elber de Mello Henriques – Bibliex – 1959

Todos de famílias humildes do sertão nordestino

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