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Archive for 15/10/2011

O Bismarck e seus Detalhes Históricos

 Em uma reportagem de Edwin Muller objetivamos dar uma nova perspectiva sobre os acontecimentos que determinaram o afundamento do maior navio de guerra alemão já construído. Também publicamos as fotos dos detalhes históricos com informações importante do interior do Bismarck.

 O texto abaixo foi fornecido pelo pesquisador Riberto Souze Júnior – Secretário Ad-Hoc da ANVFEB-PE.

            O fim do Bismark – visto de bordo do encouraçado alemão

            Edwin Muller – “Harper’s Magazine”

 

           O encouraçado Bismark era o orgulho da marinha de guerra alemã, e as marinhas de guerra de todo o munda lançaram mão de todos os recursos para se obter o maior número de informações sobre o seu afundamento, assim é possível relatar os dramáticos acontecimentos a bordo deste fabuloso navio, em seus últimos instantes.

            No dia 22 de Maio à noite, acompanhado do Prinz Eugene zarparam da costa da Noruega rumo à passagem entre Groenlândia e a Islândia, e na madrugada do dia 24 a marinha inglesa esta à vista, o famoso cruzador Hood, seguido ao longe pelo Prince of Wales. O primeiro a brir fogo foi o Hood, que de pronto respondeu com toda a força dos seus canhões, e em seguida toda sua artilharia foi concentrada no Prince of Wales, que seriamente atingido, ficou impossibilitado de seguirna batalha, concentrada agora entre o Bismark e o Hood. Na terceira onda de ataque do Bismark, a nau inglesa começou a impelir uma grossa nuvem de fumaça que saia pela proa, tombando para a esquerda, e em pouco tempo partiu-se ao meio, afundando primeiro a proa e logo em a popa desapareceu no fundo do mar.

            A bordo do Bismark, grande foram os momentos de festa por parte da tripulação, enchendo o tombadilho, que a pouco se encontrava deserto, com as pessoas se abraçando freneticamente, entoando canções e abraçando-se uns aos outros, em festejos que duraram até o dia seguinte. Poucas foram as avarias no navio alemão, que em nenhum momento puseram em risco a sua estrutura e o número de baixas, se resumiu a alguns feridos. No decorrer do dia chegaram diversas mensagens entre elas, uma do Fueher em que agraciava o Comandante Schneider com o grau de Cavaleiro da Cruz de Ferro, enquanto os operadores da propaganda nazista comandados por Joseph Goebbels , andavam de um lado  para outro filmando aquele momento de glória de demonstração da superioridade da raça ariana.

            A tripulação do Bismark era constituída basicamente por rapazes na faixa etária de 20 anos, além de aproximadamente 500 aspirantes com menos de 20 anos representantes da Juventude Hitlerista, que todos os dias ao acordar, ouviam a exaustão:”Hoje dominamos a Alemanha – amanhã será o mundo inteiro”. Esta nau era o mais forte navio de guerra que já fora construído e poucos sabiam realmente a sua tonelagem, alguns falavam em 35 mil toneladas, enquanto outros falavam em 50 mil, e sua velocidade máxima seria de 33 nós( aproximadamente 53 km/h), que era superior a qualquer navio americano ou inglês desta época.

            Aparentemente o Bismark visto de fora era idêntico a qualquer nau, mas o diferencial era o seu projeto interno, abaixo do tombadilho, onde abaixo da linha de flutuação tinha cinco paredes de aço, que se juntavam a vários compartimentos estanques. O seu comando fora confiado ao Vice Almirante Gunther, um nazista de coração de corpo franzino, que compensava sua fraqueza física com uma truculência e violência de caráter. As instalações dos marinheiros eram pequenas, pois além dos aspirantes havia também centenas de pessoas que não tinham função específica, tornando as acomodações muito apertadas, o espaço que em outros navios era reservado para dormitórios, e refeitórios, foram transformados em proteção extra aos complicados compartimentos do casco. Parte da tripulação dormia na proa em redes, que de tão juntas, batiam uma nas outras, enquanto os Oficiais subalternos se apinhavam em camarotes com beliches para 4 pessoas, mas ninguém reclamava em prol do aumento da resistência do casco.

            Entre a tripulação, várias eram as hipóteses sobre o seu destino e  maioria pensavam em um ataque aos portos ingleses, onde o contingente excessivo seria para os barcos que fossem presos, enquanto outros afirmavam ter ouvido que o Bismark ia tomar os Açores para o Reich, e outros aventavam a possibilidade de irem juntar-se à esquadra japonesa no Pacífico, hipótese menos provável pois a tripulação não havia recebido nenhum equipamento tropical, mas ao final do combate, o objetivo da excursão se esclareceu: sua missão era destruir o navio inglês Hood!

            A festa da vitória não poderia durar para sempre e no segundo dia o Prinz Eugen retornou à Alemanha, em um dia frio e nublado, com muita chuva e granizo, trazendo um pouco de nostalgia à maioria dos homens, que tinham pouca experiência da vida em alto mar. Na manhã do dia 26 de Maio, quando o Bismark passava ao largo do sul da Groenlândia, ouviu-se o som de uma avião se aproximando, e em pouco tempo surgiu um Catalina americano então, todos ao canhões anti aéreos começaram a atirar, fazendo o avião desaparecer por entre às nuvens. Posteriormente correu a bordo o boato de uma violenta discussão entre o Almirante Luetjens e o Capitão Lindemann, que tinha sido escutada atarvés das portas fechadas, onde o Capitão tentava convencer o Almirante a retornar imediatamente à Alemanha, tendo em vista que agora os ingleses iriam concentrar toda a sua esquadra na caça ao Bismark, e que não descansariam enquanto não o afundassem. O Almirante fez a tripulação acreditar que reforços chegariam em breve, e que os levariam à novas e maravilhosas vitórias.

            No dia 27 de Maio porém, a ajuda não chegou e logo ouviu o som de um gigantesco enxame de abelhas, e uma esquadrilha de aviões da Força Aérea Inglesa se aproximou do Bismark, e uma pós o outro largaram seus torpedos e sumiam nos céus, e um destes torpedos atingiu o navio na sua linha média, erguendo uma coluna de água mais alta que o mastro central, fazendo-o estremecer da popa à proa, e um dos compartimento se arrombou enchendo de água, e para completar as notícias que chegavam por rádio era que a frota inglesa convergia toda em sua direção. O Almirante Lutjens reuniu a tripulação e em um discurso confuso, disse que o Bismark iria travar uma dura batalha em breve, e esperava que os submarinos alemães chegassem a tempo de combater as foças inglesas, e que tinha certeza eles levariam a pique antes da morte, mais uma unidade inimiga, o que deixou os marujos completamente enlouquecidos, e na tentativa de desfazer a sua gafe, fez circular entre os marinheiros um telegrama informando que além da flotilha de submarinos cerca de 200 aviões já estavam a caminho.

            Após 3 dias do combate com o Hood, o encouraçado alemão Bismark rumava para o Cabo Finisterra, na esperança de atingir a costa da França e navegar próximo à costa, quando ao cair da noite uma esquadrão de caças britânicos atacou novamente atingindo-o com torpedos três vezes, sendo que um deles atingiu o leme, fazendo com que ele navegasse em círculos trazendo desespero aos marinheiros, enquanto o Almirante chegou a prometer condecorar aquele que consertasse o  leme, a Cruz de Ferro, uma das mais altas condecorações do Exército Alemão.

            Era uma hora da manhã quando surgiu uma flotilha de destróieres ingleses surgiram e um após outro lançaram seus torpedos e outro compartimentos foram atingidos e inundados, fazendo o números de baixas aumentar, e na manhã seguinte, o tempo estava nublado e o vento frio, faziam o oceano ficar agitado, quando surgiram no horizonte os pesos pesados da Armada Inglesa, o Rodney e o George V, que abriram fogo com seus canhões de 16 polegadas de uma distância de 11 milhas, e em seguida se posicionaram à metade desta distância. Cada obus de 16 deste canhão pesa cerca de 950 quilos e viaja a cerca de 850 m/s, e ao atingir o Bismark o fazia balançar violentamente, mesmo assim aguentou bastante o forte ataque, até que uma destas peças de artilharia fez explodir a estação central de comando, destroçando qualquer capacidade de reação por parte tripulação.

            O Rodney e o King George V se aproximaram para cerca de 2 milhas, disparando contra o Bismark sem errar nenhum tiro, até que um destes partiu o mastro central, fazendo cair no tombadilho e chamas que saíam de uma chaminé, levantavam uma imensa nuvem de fumaça, além de que se podiam ver que os canhões de uma das torres estavam apontando para o céu, completamente destroçada.

            Nunca um navio de guerra tinha sido tão castigado, e pouco a pouco ele começou a tombar para a esquerda, fazendo a água entrar pelos buracos no casco, inundando os diversos conveses em sequência, avançando por entre as câmaras e  os corredores. Por todos os lados ouviam-se gritos de horror, corpos estavam por todos os lados, a tripulação não sabia mais o que fazer, fora tentar se salvar da derrota iminente. Os que estavam embaixo tentavam subir para não morrer afogados pela água que subia rapidamente, enquanto os que estavam acima tentavam fugir do inferno que ardia no tombadilho, o caos era total.

            Neste momento a esta altura o Bismark já estava praticamente de quilha para o ar, e muitos marinheiros já estavam se debatendo no mar e outros tentavam se agarrar no casco negro e viscoso, e vagarosamente a proa se empinou para o céu, e de popa para baixo o Bismark desapareceu no oceano. Então os navios ingleses se aproximaram para recolher os náufragos, conseguindo salvar cerca de 100 alemães que agarraram-se às cordas que foram lançadas, e içados a bordo, mas com as notícias de que os submarinos alemães se aproximavam, para não serem apanhados os ingleses foram obrigados a deixar centenas de marinheiros vagando naquele oceano revolto.

            A tripulação que foi salva pela Marinha Inglesa, após ser levada para tratamento em hospitais aliados, apresentavam sinais como se estivessem sidos torturados por meses a fio, apresentando sequelas horríveis, mesmo após meses, o que levou um Observador os comparou a zumbis que erram pelo mundo sem alma…

            O que sofreram aqueles homens era mais simples que um choque físico: a fé em os que educaram, em que inspiraram suas vidas, estava despedaçada, e morta a crença invencibilidade da sua raça.

Dossiê Generais da Segunda Guerra – Erwin Rommel – Parte I

 Publicação de uma série sobre os principais generais que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial. Começaremos pelo General Rommel que em uma votação no BLOG considerou-o como o MAIOR ARTICULADOR MILITAR DA SEGUNDA GUERRA.

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Artigos creditados a C. Peter Chen, Fundador do Site http://ww2db.com/index.php

Johannes Eugen Erwin Rommel nasceu em Heidenheim perto de Ulm no ducado da Suábia no Reino de Wüttemberg no sudoeste da Alemanha. Seu pai foi professor, sua mãe, Helene von Luz, era filha de um funcionário do governo local. A família Rommel não tinha qualquer ligação com os militares; e Rommel foi uma criança pálida e doente, portanto ninguém esperava que Rommel fosse se tornar um soldado. Seu interesse estava em engenharia. Na idade de 14, ele e um amigo construíram um planador, embora ele voou pouco, deve-se ter em mente que era o ano de 1906, primeiro ano de voo motorizado na Europa. Em 1907, ele se matriculou na escola Real Gymnasium. Mas incentivado por seu pai, ingressou no exército. Em 19 de julho de 1910, no posto de Fahnenjunker (aspirante a oficial), ele se tornou membro do Regimento de Infantaria-König Wilhelm I (6. Wüttembergisches) n º. 124 (ou 124 Regimento de Infantaria do Exército Wüttemberg) com base em Weingarten. Em março 1911, ele se matriculou na Escola Real de Oficiais Cadetes, em Danzig, completando os estudos em 15 de novembro. Em março 1914, ele foi incorporado a 4ª Bateria de Feld-Artillerie-Regiment Nr. 49 (quarta bateria do Regimento de Artilharia 49).

Durante a 1ª Guerra Mundial, Rommel serviu inicialmente dois anos na França. Em setembro 1914, enquanto enfrentava três soldados franceses a sós com um rifle vazio, ele foi ferido por uma bala de ricocheteando na coxa esquerda; suas ações durante esse engajamento ele ganhou a cruz de ferro segunda classe. Em janeiro 1915, ele avançou com seus homens 100 metros de arame farpado para as principais posições francesas, capturou quatro bunkers, realizando um contra-ataque a um batalhão francês e, em seguida, retirou-se antes que houvesse a reação do inimigo. Para essa ação, foi premiado com a cruz de ferro primeiro classe, e foi o primeiro homem no posto de Tenente a receber esta medalha. Ele foi ferido por estilhaços em julho 1915. Após a recuperação, ele foi nomeado como o comandante da companhia na infantaria de montanha batalhão Württembergisches Gebirgs-Bataillon. Theodor Werner, um camarada de 1915, lembrou de Rommel como “ligeiramente construído, quase colegial, inspirado por um santo zelo, sempre ávidos e ansiosos para atuar …. [E] todos se inspiravam por sua iniciativa, sua coragem, seus atos deslumbrante de galanteria. ” Com esta unidade serviu na França e Romênia, até que se feriu novamente em agosto 1917 com um ferimento de bala no braço. Após a recuperação, ele foi transferido para a Itália, e foi sua estadia na Itália, que o transformaram em um grande líder. Ele constantemente inspirava os seus homens para levar adiante os seus melhores esforços, se fosse a caminhada pela neve fresca grossa com carga completa de equipamentos em suas costas, ou escalando penhascos. Foi esta capacidade de inspirar que lhe permitiu alcançar vitórias espetaculares contra os italianos, surpreendendo o inimigo pela retaguarda e esmagando-as ainda que com uma força menor. Por exemplo, em novembro 1917 em Longarone, uma cidade no norte da Itália, que representou a chave do sistema de defesa italiano na região, e comandando uma pequena unidade enfrentaram o rio Piave raging e montaram uma armadilha que capturou 8.000 soldados italianos em um dia. Por suas realizações, incluindo Longarone, ele foi condecorado com a Medalha de Honra, a mais alta honraria militar prussiana, pelo Kaiser Wilhelm II.

Durante uma breve licença durante a guerra, Rommel visitou Danzig em novembro 1916 e se casou com Maria Lucia Mollin que ele conheceu durante seus anos na Escola Real. Ele viria a se tornar emocionalmente dependente de sua mulher forte. “Foi maravilhoso ver o quanto Erwin ficava ao seu redor”, lembra um amigo de Lucie. Ele escreveria a ela sempre que podia quando ele estava fora, inclusive durante a Segunda Guerra. As cartas, mais tarde, se tornariam material de pesquisa valioso para os biógrafos de Rommel e historiadores Segunda Guerra. O casal teve um filho, Manfred Rommel, em 24 de dezembro de 1928; Manfred Rommel mais tarde se tornou o prefeito da cidade de Stuttgart, entre 1974 e 1996.

Depois da Grande Guerra, Rommel permaneceu no pequeno exército alemão. Em 01 de outubro de 1929, sob recomendação de seu comandante de batalhão, ele foi nomeado para a Escola de Infantaria em Dresden, para a formação de novos oficiais. “Eu quero ensinar-lhes primeiro como salvar vidas …. Sede de suor, não de sangue.” Ele era um instrutor popular para os estudantes, que preencheram suas palestras para obter um vislumbre de galhardia de Rommel durante a 1ª Guerra Mundial. “Ele é uma personalidade imponente, mesmo em um ambiente de oficiais superiores …. Um líder verdadeiro, inspirando confiança e despertando alegria em outros …. Respeitado por seus colegas, adorado por seus cadetes”, escreveu o comandante da escola em setembro 1931. Em outubro 1933, ele foi enviado a um comando de batalhão em Goslar, Alemanha, nas montanhas de Hartz. Enquanto nesta posição, Rommel conheceu Adolf Hitler em 30 de setembro de 1934. Com a promessa de Hitler de glória militar, ele, como tantos oficiais, tornou-se um defensor nazista. Em outubro 1934, Rommel foi enviada para a Escola de Infantaria, em Potsdam como um instrutor. Ele era um instrutor de técnicas não-tradicionais. Enquanto os outros instrutores empurravam teorias militares para os estudantes, Rommel colocava mais valor na análise dos próprios alunos. Um aluno lembrou que Rommel perguntou-lhe “[n] o que achava dos pensamentos de [Carl von] Clausewitz?”

Em setembro 1936, Rommel foi enviada para ser uma das escoltas de Hitler para a reunião do partido nazista em Nuremberg. Um dia, Hitler decidiu ir para uma unidade, e casualmente mencionou que há mais de seis carros seguindo-o. Rommel contou o número de carros depois de Hitler, e parou o resto. O alto escalão do partido foram detidos e ficaram furiosos com o jovem coronel que se atreveu a detê-los. Ao receber reclamações de líderes do partido naquela noite, Hitler mandou pessoalmente chamar Rommel e felicitou-o por seu trabalho bem feito.

No início de 1937, Rommel publicou um livro sobre as táticas de infantaria intitulado: Infanterie greift an, um exemplar do livro foi enviado para a mesa de Adolf Hitler, e a publicações o deixou impressionado. Ele conseguiu uma boa quantidade de dinheiro com a venda do livro, mas a fim de evitar o pagamento de impostos, ele acordou com a sua editora o pagamento de apenas 15 mil marcos por ano, mantendo o restante em uma conta bancária. Se isto era evasão fiscal nunca foi tema de investigações, por que ele estava cada vez mais perto de Hitler. Em fevereiro 1937, tornou-se elemento de ligação do Exército com a Juventude Hitlerista, Rommel deve sérias desavenças com o chefe da Juventude Hitlerista Baldur von Schirach.

Em outubro 1938, Rommel foi nomeado comandante da guarda pessoal de Hitler durante a turnê do líder alemão, do recém-anexado Sudetos (da Checoslováquia). Duas vezes durante em março 1939, para Praga e depois para Memel, Hitler mandou chamá-lo para comandar seu quartel-general móvel. A aproximação com Hitler converteu Rommel ao nazismo. “Enquanto muitos dos oficiais de ainda hesitavam em comprometer-se com a filosofia nazista, Rommel  não teve dúvidas. Mesmo em cartões postais particulares para seus amigos, ele agora assinava:” Heil Hitler!, E. Rommel “. Em dezembro 1938, ele fez a nota que” [t] que o soldado deve ser político, porque ele deve estar sempre pronto para lutar por nossas novas políticas”. Em 25 de agosto de 1939, foi promovido para o posto de general, e Hitler ordenou que a promoção deveria ser em 01 de junho de 1939. Hitler também tinha começado a confiar em Rommel. “Estou, juntamente com [Hitler], muitas vezes, até mesmo nas discussões mais íntimas”, escreveu . Rommel em uma carta ao Lucie “Significa muito para mim que ele confie em mim -. muito mais do que ser promovido a general”. Durante uma conferência foi colocado que alguns homens poloneses foram capturados e enviados para campos de concentração, e Rommel rebateu as observações, convencido de que eles eram guerrilheiros e deviam ser tratados como prisioneiros de guerra. Ele estava tão convencido de que Hitler era tão perfeito que não imaginava o destino cruel que aguardava estes homens, ele pensava na tradição militar prussiana. “Soldados são algo que vale sempre a pena”, ele escreveu a Lucie feliz e inocente em setembro 1939. Em outubro 1939, Rommel perguntou se ele gostaria de ganhar um comando de campo. O exército ofereceu uma divisão de montanha, pensando em sua experiência como instrutor de infantaria e seu tempo comandando tropas de montanha durante o período entre guerras. Rommel recusou. Ele queria uma divisão blindada. Com influência de Hitler, ele teve a Sétima Divisão Panzer em 10 de outubro.

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