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Archive for 16/10/2011

Fotografia: Contando a Segunda Guerra Mundial – Parte VI

Stálin rejeitou qualquer alerta sobre um ataque que seria desferido a partir da Alemanha, ignorou os avisos de suas unidades de inteligência sobre o deslocamento de tropas para as fronteiras soviéticas. Em 11 de junho de 1941, o Alto Comando Alemão distribui a Diretiva Nº 32, que consolidou os detalhes da Operação de codinome Barbarossa. Todos os comandantes de unidades informavam sobre a convicção do OKW de uma operação rápida e avassaladora, nos moldes das campanhas desferidas contra os países baixos e França.

Nos primeiros avanços, com o despreparo do Exército Vermelho os alemães fazem uma frente de quase 300km de extensão e, nas primeiras horas, avançam mais de 100km sobre o território inimigo, e para aumentar a confiança na vitória, em determinados Estados satélite da URSS, os soldados da Wermarcht são recebidos como libertadores. Nesse contexto Hitler e seus auxiliares estão certos de uma vitória esmagadora sob “besta vermelha” e, também nesse instante, o mundo percebe que sempre foi esse o objetivo do Fürher; usando de dissimulação diplomática para assinatura de um Pacto de Agressão já enfadado ao fracasso, e contra os conselhos de vários generais e Ribbentrop, que acreditavam em um erro grotesco qualquer ação belicosa contra um gigante que, historicamente, permaneceu intacto contra invasores poderosos do passado, mas Hitler ignorou os ensinamentos históricos e preferiu a arrogância de um Exército invencível, pelo menos até aquele momento.

Dossiê Generais da Segunda Guerra – Erwin Rommel – Parte II

Em 12 de fevereiro de 1940, Rommel tornou-se o comandante da 7ª Divisão Panzer alemã, que foi o seu primeiro comando de operações, ele se tornaria o comandante divisional apenas durante a invasão da França e dos Países Baixos que, diga-se de passagem, não tinha nenhuma experiência durante a invasão da Polônia. Quando ele assumiu a divisão, ele ficou desapontado ao ver muitos dos seus oficiais subordinados preferirem a “vida fácil”. Uma de suas primeiras tarefas foi moldar esses oficiais para que “eles fossem capazes em todos os momentos de alcançar o que se exigia deles.” A invasão da França e dos Países Baixos começou em 10 de maio de 1940. Na Bélgica, e depois na França, seus tanques empurraram a frente impetuosamente, ignorando o risco de contra-ataques do inimigo vindos da retaguarda, porque o choque de seu rápido avanço esmagava o moral do inimigo que faziam contra-ataques calculados. Alguns comandantes criticaram a sua falta de cuidado que às vezes cortava as comunicações entre os seus blindados e o exército principal. Em uma escrita mais tarde, Rommel explicou que ele não tinha agido de forma irrefletida, mas sim, suas ações ousadas foram apenas cometidas após cuidadosas considerações.

“A minha experiência é que as decisões arrojadas dão a melhor chance de sucesso. Mas é preciso diferenciar entre ousadia tática [estratégicas] e um jogo militar. A operação ousada é aquela em que o sucesso não é uma certeza, mas que em caso de falha nos deixa com forças suficientes em mãos para lidar com qualquer situação que possa surgir. A aposta, por outro lado, é uma operação que pode levar tanto à vitória ou à completa destruição da própria força. Podem surgir situações onde o mesmo jogo pode ser justificado – como, por exemplo, quando no curso normal dos eventos a derrota é apenas uma questão de tempo, quando o ganho de tempo é, portanto, inútil e a única chance reside em uma operação de grande risco.”

Durante a campanha nos Países Baixos e França, o veículo de comando usado por Rommel era uma versão modificada Panzer tanque III, e este veículo era visto frequentemente na linha de frente, às vezes, acompanhado também pelo coronel Karl Rothenburg em um tanque Panzer IV, ou realizando voos em um avião de observação Storch. Seja qual for o meio de transporte, ele sempre quis estar perto da linha de frente para que pudesse avaliar a situação. Em 14 de Maio, as suas tropas alcançaram o rio Meuse, mas parou enquanto esperava os engenheiros construírem uma ponte de barcas. Estava perto da linha de frente, Rommel chegou imediatamente a área e liderou pessoalmente uma série de tanques atravessar o rio em balsas para manter o ímpeto ofensivo; seu colega Heinz Guderian, por outro lado, esperou, dando assim as tropas francesas antes dele algum tempo para reorganizar.

Em 27 de maio de 1940, no final de uma conferência de rotina com os comandantes de blindados, seu auxiliar Karl Hanke apareceu inesperadamente, anunciando “Tinha do Führer ordens lhe conferir a Cruz do Cavaleiro”, fazendo dele o primeiro comandante da divisão a ser condecorado com a Cruz de Cavaleiro na França. Suas conexões com o Partido Nazista em Munique e Berlim, provavelmente, tiveram muito a ver com o prêmio, mas ninguém poderia argumentar contra seus sucessos. Naquela mesma noite da premiação, ele avançou em direção a Lille, um dos maiores centros industriais franceses. “Iniciar o avanço!” Ele ordenou a seus comandantes de blindados, enquanto outros queriam apenas descansar algumas horas. O ataque noturno de surpresa frustrara a retirada dos franceses e britânicos para Dunquerque, mas também trouxe essas unidades em direção a artilharia alemã, que não tinha idéia que seus blindados já tinham realizados tantos progressos. Não teve escolha, a não ser recuar ligeiramente e deixar que seus homens descansassem até a manhã seguinte. “No dia seguinte, ele tomou Lille, o que lhe valeu alguns dias de descanso”. Em 05 de junho, ele atravessou o Somme usando duas pontes que os franceses não conseguiram demolir. A partir daí, sua divisão Panzer viajou em formação por todo o interior da França, atropelando tudo em seu caminho, movendo-se 40-50 milhas por dia. No Thieulloy, ele capturou um comboio de suprimentos britânicos cheio de chocolate e frutas em conserva, mostrando que os britânicos não estavam prontos para os rápidos avanços alemães. Em Elbeuf, uma mulher francesa acenou para Rommel, convencida de que qualquer homem estrangeiro até aquela frente de batalha deveria ser britânico. Em 10 Jun, suas unidades atingiram o Canal Inglês perto de Dieppe, o Germas, sendo a primeira tropa a fazê-lo. No dia seguinte, ele rodeado de milhares de tropas britânicas e francesas à espera de serem evacuados em Saint-Valéry, que se renderam depois de um terrível bombardeio de artilharia. Após quatro dias de descanso, Rommel começou novo deslocamento. Em 16 de junho suas tropas cruzaram o rio Sena, e em 18 de junho ele empurrou 320km para capturar Cherbourg, uma grande cidade portuária francesa, que possuía uma guarnição 20 vezes maior do que números de tropas de Rommel. A captura de Cherbourg terminou a campanha para Rommel. A esta altura, tinha creditado 97.000 prisioneiros de guerra, ao custo de 42 tanques com suas tripulações.

Autor do Artigo: C. Peter Chen

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