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A Vida dos Soviéticos nos Territórios Ocupados


Nenhuma pessoa sensata poderá negar que o século XX foi um século de provações para o povo soviético. Suas repúblicas satélites estiveram no centro dos grandes confrontos mundiais nos últimos cem anos e, além das condições normais de vida, já se apresentarem deveras duras, eles tinham que conviver com revoluções, revoltas, invasões e expulsões ano após ano. Ao final da Segunda Guerra se estabeleceu como o maior sacrifício já realizado por um povo em todos os tempos.

Por isso mesmo, resolvemos realizar uma publicação em homenagem a esse povo, sem retratar soldados como principal foco, mas expor o povo soviético durante a invasão alemã, para que o sacrifício de uma população sofrida tenha um rosto, e que possamos entender um pouco mais como as pessoas sobreviviam com um rigoroso inverno e, ao mesmo tempo, conseguiam conviver, ora com uma nação estrangeira ocupando seus campo ou com um regime totalitário ditando suas vidas.

 Uma pequena homenagem as nações soviéticas.

Aviso do Comando Alemão a uma Vila Ocupada

Tradução:

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Para restaurar a ordem e a segurança no território ocupado por autoridades militares alemãs,  ordenamos:
1) A população das aldeias é proibido ir para fora das áreas residenciais, sem a escolta de um soldado alemão.
2) A população está proibida de sair de suas residências do escuro até o amanhecer.
3) Cada cidadão de ambos os sexos devem se registrar nas listas no Comando local, a partir da idade de 12 anos de idade.
4) Cada cidadão registrado é obrigado a usar em seu peito uma prancha de madeira com seu número de inscrição e nome.
5) Armas de qualquer tipo, munições e explosivos devem ser entregues ao Comando local imediatamente.
6) Quem desobedecer essa ordem será preso e punido por um tribunal militar.

Comandante do exército alemão.

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  1. Francisco Bendl
    30/10/2011 às 9:45 PM

    Fico imaginando o sofrimento de uma população quando a sua cidade ou vilarejo é tomada por uma tropa de assalto.
    Como as guerras produzem mártires, injustiças, crueldades, atrocidades!
    E como sofrem as mulheres, as crianças e os idosos.
    Mesmo assim, ainda vemos diariamente fotos dos horrores de muitas revoltas existentes após a Segunda Guerra Mundial!
    Parece que ela não serviu de exemplo ainda para muitas mentes doentias que comandam o mundo!
    O homem precisa aprender de uma vez por todas que não será através da violência que resolverá suas questões, mas com diálogo e compreensão, tolerãncia e respeito.
    Preocupa-me o atual estágio que estamos vivendo, pois a vida não tem mais valor. Mata-se por qualquer coisa e motivo. E, os governos, desgraçadamente enaltecem exatamente este menosprezo à vida de seus governados!
    Eu já disse em comentários anteriores, Chico, que este teu blog é de muita importância, haja vista que ele tem como missão precípua impedir que esqueçamos o mal que as guerras produzem e, essas fotos, demonstram inquestionavelmente a submissão que as pessoas estão sujeitas quando um invasor, além de ter em suas mãos vidas alheias, tem o poder de tirar-lhes a dignidade, a honra, o orgulho e a individualidade.
    Será que tem gente que pensa que isto é bonito?
    Que é assim que se resolvem as pendências?
    Eu não vejo saída para tanta incompreensão, tanto ódio, preconceito, diferenças gratuitas.
    Curioso que o homem não acompanha a evolução científica e tecnológica, mas involui!
    Ao invés de evoluirmos, mais limitamos o nosso pensar; ao invés de expandirmos as nossas idéias, mais nos restringimos a nós mesmos.
    Ora, o resultado só pode ser um: o distanciamento entre as pessoas.
    Todos passa a ser estranhos; todos são desconhecidos.
    Uma pena, mas a humanidade habita somente este planeta, e bem que poderíamos viver melhor, de modo que pudéssemos – em paz – nos deslumbrar com a beleza que nos cerca, com a solidariedade das pessoas, com o compromisso de fazermos nossos semelhantes felizes!
    Mas não é assim, lamentavelmente.
    Então, que essas imagens sirvam de lembrança dos horrores que a bestialidade humana pode também produzir e, quem sabe, evitarmos que cenas apavorantes como essas não mais se repitam!

    • 30/10/2011 às 9:49 PM

      Pois é meu Bendl.

      Infelizmente tem muitos jovens que acreditam que a guerra é uma aventura e a vida de um soldado é pautada pela conquista. Pobres, ainda não entenderam o que a História clama! A pior que a humanidade pode oferecer está na guerra…

      Abraços e obrigado mais um vez pela sua participação.

    • 30/10/2011 às 9:49 PM

      Pois é meu Amigo Bendl.

      Infelizmente existem muitos jovens que acreditam que a guerra é uma aventura e a vida de um soldado é pautada pela conquista. Pobres, ainda não entenderam o que a História clama! O pior que a humanidade pode oferecer está na guerra…

      Abraços e obrigado mais um vez pela sua participação.

  2. Francisco Bendl
    30/10/2011 às 9:49 PM

    Por favor, um erro de digitação me fez escrever errado “Todos PASSA…a ser estranhos;”
    Na verdade o correto é: todos PASSAMOS a ser estranhos;
    Obrigado pela compreensão e me perdoem o erro involuntário.

  3. 30/10/2011 às 10:41 PM

    Me parece que a ocupação foi em grande parte pacifica.
    Na maioria das fotos os soldados náo estão armados. Parece rolar até um clima de caramadagem.

    • 30/10/2011 às 10:47 PM

      Inicialmente a ocupação foi pacífica em muitas cidades, principalmente aquelas que eram oprimidas pelo regime de Stáin, mas posteriormente os Alemães passam a usar violência para reprimir insurgentes e a oprimir também as vilas e cidades, cerceando direitos individuais. Perdem o apoio.

  4. Francisco Bendl
    02/11/2011 às 6:48 PM

    Chico, com relação ao povo soviético, eu sou um admirador desta gente. Concordo com o que disseste sobre o sofrimento que passaram no século passado, mas eu resgato a fibra e o destemor dos russos não só contra os invasores de seu país como igualmente o clima hostil, através de um inverno insuportável.
    Olha que residir no norte da Rússia (Sibéria) requer muita coragem e resistência. Aliás, deve-se atribuir ao general “inverno” uma boa parcela de sucesso da derrota dos alemães em solo soviético. Os anos de 42 e 43, foram os que acusaram um inverno rigorosíssimo que, por si só, dizimou milhares de soldados alemães de frio e fome, além de não lhes permitir que evacuassem com as calças arriadas, pois congelavam!
    Na verdade a guerra é cruel para todos os lados que nela se envolvem, e não poupa ninguém do sofrimento.

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