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Archive for novembro \30\America/Recife 2011

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Polônia e Outras Guerras

Em Varsóvia

Adolf Hitler saúda as tropas da Wehrmacht alemã em Varsóvia, na Polônia, em 05 de outubro de 1939, depois da invasão alemã. Atrás Hitler estão, da esquerda para a direita: o coronel general Walther von Brauchitsch, o tenente-general Friedrich von Cochenhausen, o coronel general Gerd von Rundstedt, e o coronel general Wilhelm Keitel(AP Photo).

Enquanto isso...

Em 1939, Exército Imperial Japonês com unidades navais continuou a atacar e a avançar para a China e Mongólia. Após um curto contato com os defensores chineses,  japoneses entraram na cidade sem encontrar muita oposição.(AP Photo).

Outras Guerras

Na fronteira da Mongólia, os tanques japoneses se deslocam por vastas planícies da Mongólia, Manchúria, perto da fronteira da Mongólia, em 21 de julho de 1939. Tropas foram reforçadas pelos japoneses quando os combates com as forças soviéticas irrompeu de repente no setor. (AP Photo).

Mongólia

Uma unidade japonesa avança cautelosamente, nos últimos dois carros blindados soviéticos abandonados no combate ao longo da fronteira da Mongólia, em julho de 1939.(AP Photo).

Guerra de Inverno

Em 30 de novembro de 1939, após os ataques Soviéticos contra a Finlândia – eles estavam pedindo os finlandeses para dar-lhes concessões de terras e destruíssem fortificações ao longo da fronteira – a URSS invadiu a Finlândia. Cerca de 450.000 soldados soviéticos cruzaram a fronteira, iniciando uma batalha, brutal sob campos congelados que seria chamada de Guerra de Inverno . Nesta imagem, um membro de um destacamento finlandês antiaérea, vestindo seu uniforme de camuflagem branco, trabalha com um localizador de alcance em 28 de dezembro de 1939, durante um ataque aéreo russo.(AP Photo).

Em chamas

Uma casa queima depois de ser atingida por uma bomba soviética durante um ataque aéreo russo em Turku, uma cidade portuária no sudoeste da Finlândia, em 27 de dezembro de 1939.(AP Photo).

Ataque aéreo

Em um congelado e arborizada frente de batalha “em algum lugar na Finlândia,” dispersão de tropas finlandesas para abrigar-se de aviões soviéticos que sobrevoam em um ataque aéreo em 19 de janeiro de 1940.(AP Photo).

Renas

Os soldados finlandeses, membros de um dos batalhões de esqui que lutaram contra as tropas invasoras russas, marcha com suas renas em 28 de março de 1940. (Nota: esta foto mostra a evidência de ter sido retocada à mão, provavelmente, em um esforço para aumentar a nitidez e contraste)(AP Photo).

Despojos

Despojos de guerra – capturado tanques soviéticos, ao longo de uma estrada em uma floresta coberta de neve em 17 de janeiro de 1940. Tropas finlandesas tinham acabado de vencer uma divisão Soviética. (LOC).

Voluntário Camuflado

Um voluntário sueco, “em algum lugar na Finlândia do Norte,” se protege do frio ártico abaixo de zero com uma máscara sobre o rosto em 20 de fevereiro de 1940, quando em serviço contra os invasores russos.(AP Photo).

 

 

 

 

 

 

 

 

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte VII – Final

Saída de cima do muro: apoio aos países aliados

Embora identificado com os regimes totalitários europeus, o Estado Novo getulista conservava-se neutro em relação ao conflito que eclodira em 1939, neutro quanto aos Estados liberais e ao nazi-fascismo europeus.

O Brasil possuía uma posição geográfica estratégica, tanto para os norte-americanos, quanto para os alemães. Por isso era de fundamental importância para ambos os países o apoio brasileiro. O país contava ainda com um forte comércio de café com os norte-americanos e com os alemães havia comercialização do algodão, ambos os produtos fortaleciam a e impulsionavam a economia brasileira.

As riquezas minerais, como, por exemplo, o minério de ferro em grande quantidade, era estrategicamente ambicionado pelos dois lados, pois essas matérias-primas seriam utilizadas para a fabricação de arsenais de guerra, tecnologia que nesse período estava em pleno desenvolvimento.

Apesar das pressões norte-americanas, o governo continuava indeciso. E essa indecisão era reflexo das tendências contraditórias dos homens do governo: enquanto Filinto Müller, chefe da polícia do Rio, e Francisco Campos, secretário da educação do Distrito Federal, eram favoráveis às potências fascistas do eixo Berlim-Roma-Tóquio, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores colocava-se contra. Entre as duas tendências oscilavam os generais Góis Monteiro e Dutra.

Mas muito preocupava aos Estados Unidos as ligações comerciais que o Brasil mantinha com a Alemanha e, principalmente, a postura tomada por Vargas diante da ideologia dos países do Eixo. Em 1940, Vargas citou em um discurso as qualidades do Eixo, o que fez que todos acreditassem na possibilidade do Brasil em breve se unir a eles, até porque, o Estado Novo era um governo que se identificava com os regimes totalitários europeus. Mas apesar do fato do presidente ser um simpatizante do regime alemão, “economicamente, nas circunstâncias, o Brasil não podia viver sem os Estados Unidos. A Alemanha não era bastante grande para substituí-la em nossos negócios”[1].

Segundo Roberto Gambini[2]: “Deve ficar bem claro que essa possibilidade de um duplo sistema comercial foi usada mas não criada pelo Brasil. À medida que se concretizava o prospecto de aliança entre Brasil e Alemanha, os Estados Unidos concentravam seus esforços para subverter o comércio entre os dois países, visando impedir que a Alemanha prosseguisse em sua marcha armamentista”. (p. 165)

Sendo assim, o governo determinou através do DIP[3], que qualquer meio de comunicação permanecesse neutro ao relatar notícias da guerra que acontecia na Europa, uma vez que a censura era rigorosamente exercida em todas as ocasiões.

A inclinação a favor das potências aliadas deu-se a partir do sucesso das negociações de empréstimos entre o Brasil e o Eximbank, em 1941. Já na II Conferência de Consulta dos Chanceleres no Rio de Janeiro, em meados de janeiro de 1942, a aliança política entre Brasil e Estados Unidos foi efetivada.

Tornou-se inevitável o rompimento das relações diplomáticas com o Eixo. Em março do mesmo ano, o comprometimento do Brasil se aprofundou, com a assinatura de um acordo que permitia aos Estados Unidos a utilização das costas nordestinas como bases aeronavais.

A participação direta do Brasil no conflito mundial aconteceu após repetidos ataques aos navios brasileiros por parte da força submarina alemã. Cerca de dezoito navios foram perdidos nesses ataques, realizados até em águas brasileiras. Além das perdas materiais, em torno de 607 brasileiros foram mortos.

Evidentemente, isso provocou reações espontâneas que resultaram em manifestações populares exigindo a entrada do Brasil na guerra. Em 21 de agosto de 1942, finalmente, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, declarou oficialmente guerra contra a Itália e a Alemanha.

Porém, ao apoiar os norte-americanos, o Brasil acaba se colocando em uma situação contraditória, pois sempre incentivara a colonização alemã. Ao tomar essa decisão acaba adotando medidas de repressão se voltando contra aqueles que tinham origens germânicas e que aqui residiam. Como analisado anteriormente nesse capítulo, os mesmos passam a ser perseguidos, agredidos pela sociedade brasileira, a qual estava mobilizada pelo episódio dos incidentes marítimos.

O país acaba participando do episódio da Segunda Guerra Mundial, não porque estava na eminência de ser atacado ou ocupado, mas sim, porque as articulações políticas e econômicas acabaram conduzindo ao desfecho desse processo.

A participação inicial do Brasil ficou limitada ao fornecimento de matérias-primas estratégicas e ao auxílio no policiamento do Atlântico Sul. Somente em 1944 foi enviado à Itália um contingente de soldados, que compuseram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que foi criada um ano antes, sob o comando do general Mascarenhas de Morais, a qual passará a ser analisada no próximo capítulo.

Os autores Dennison de Oliveira, René Gertz, Frank D. Mccann e Giralda Seyferth, trazem em suas reflexões as formas como vão se desencadear os relacionamentos entre os imigrantes germânicos e o Brasil, possibilitando-nos uma compreensão da dificuldade da tomada de decisão do governo brasileiro, qual seja, de apoiar os países aliados e não os países do eixo.

A sociedade brasileira tinha em todos os seus segmentos, sejam eles políticos, instituições de segurança, comércio, indústria, produção rural, uma ligação muito forte com os imigrantes alemães, dificultando ainda mais a tomada de decisão. Essa atitude, depois de tomada, acabaria afetando até mesmo a forma como seria tratado o povo germânico aqui residente, o que acabou acontecendo de fato.

Da mesma forma, como foi constatado, a mudança de tratamento com os imigrantes alemães desencadeou o processo que culminou no apoio aos países aliados. E é possível ter uma compreensão mais sensível deste episódio através dos depoimentos aqui mencionados de Italo Conti, Aristides Saldanha Verges, Virginia Leite e Lindolfo Guilherme Arendt.

Sendo eles integrantes de comunidades de imigrantes ou ainda descendentes dos mesmos, vivenciaram o processo e guardam em suas lembranças fatos que de uma forma ou de outra modificaram suas vidas. Ficou claro que houve mudanças drásticas de comportamento em relação aos imigrantes alemães, italianos e japoneses, direcionando a perseguições e agressões.

Ainda, conforme abordagem dos autores Roberto Ganbini, Leôncio Basbaum, Renato Eickhoff, Roney Cytrynowicz, Ricardo Seitenfus e Paulo Brandi, fica visível como foi articulado dentro do Estado Novo uma situação que pudesse beneficiar a economia brasileira até os últimos momentos, onde uma decisão havia de ser tomada.

Dentro do exposto nos textos subseqüentes, é possibilitada uma analise, através das abordagens dos autores citados e dos entrevistados, como acaba se desencadeando o processo que leva o país aos campos de batalha. Desde suas dificuldades devida a ligação com os imigrantes germânicos, ideologia política alinhada com os regimes ditatoriais e ainda interesses econômicos. Dentro de todo esse contexto vem surgir o efetivo que representaria, não só uma nação, Brasil, mas também seria o único efetivo sul-americano a singrar os mares e participar de uma forma efetiva do contexto da Segunda Guerra Mundial.

 

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

*OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

*SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985

*BRANDI, Paulo. Vargas: da vida para a história. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

*EICKHOFF, Renato. A Força Expedicionária Brasileira e os seus Veteranos. 2005. 42 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2005.

*CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Edusp, 2000.

*GAMBINI, Roberto. O duplo jogo de Getúlio Vargas. São Paulo: Ed. Símbolo, 1977

*BASBAUM, Leôncio. História sincera da República: de 1930 a 1960. São Paulo: Alfa-Omega, 1976


[1] BASBAUM, Leôncio. História sincera da República: de 1930 a 1960. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. p122

[2] GAMBINI, Roberto. O duplo jogo de Getúlio Vargas. São Paulo: Ed. Símbolo, 1977. p.165

[3] O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) criado em dezembro de 1939 foi o principal responsável pela legitimação de Vargas e do Estado Novo perante a opinião pública. Com maior amplitude de ação que o Departamento Nacional de Propaganda, o DIP, dirigido por Lourival Fontes, tornou-se porta-voz autorizado do regime e o órgão coercitivo máximo da liberdade de pensamento e expressão até 1945.

 

Propaganda Alemã – Nasce o Apoio a Segunda Guerra

Quando Hitler e Goebbels começaram a conceber uma Alemanha Nacional Socialista já imaginavam o que precisariam realizar para conquistar o apoio irrestrito de seu fundamentalismo, e nisso, convenhamos, ninguém fez melhor do que o Ministro da Propaganda Nazista, Goebbels estava há anos luz distância dos demais países. Novos métodos envolveram a população alemã de tal maneira que a oposição ao partido nazista foi massacrada pelas campanhas direcionadas que, inclusive tornaram-se fonte de estudo para a indústria de marketing contemporânea. Em 1930 a população alemã está com a autoestima destruída, no final dessa mesma década ela quer dominar o mundo, sem entrar no mérito da guerra em si, mas analisando do ponto de vista da concepção de ideais. Para o bem ou para o mal, foi um evento impar em sociedade politizada e intelectualizada como a sociedade alemã, coisa que nem o mais dos maiores visionários poderia explicar. Segue alguns exemplos abaixo de propagandas anteriores a declaração de guerra.

 

Fonte: http://www.prussianpoland.com/

Homenagem aos heróis socorrenses da Segunda Guerra Mundial

 Segue abaixo artigo enviado pelo pesquisador Derek Destito Vertino. Ratificamos o apoio iniciativas dessas que possam trazer à luz o reconhecimento histórico de nossos soldados nos campos de batalha da Itália.

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No último dia 19 de Novembro, o município de Socorro/SP foi presenteado com uma grande homenagem. Após quase 67 anos, Prefeitura Municipal inaugurou uma placa em homenagem aos veteranos socorrenses que representaram o município no maior conflito armado da História, a Segunda Guerra Mundial, durante a Campanha na Itália e Defesa do Litoral. Os ex-combatentes homenageados foram: Benedito Vaz de Lima, José Maria Teixeira, Luiz Granconato, Manfredo Lugli, Thomas Marcelino Borim e Ramiro Zucato: tal resgate de uma parte da nossa história que os homenageados em vida, não viram.

O evento foi realizado no Palácio das Águias e contou com aproximadamente 80 pessoas, entre familiares, professores, políticos. Tal homenagem é a segunda vitória do livro “Da Glória ao Esquecimento: os socorrenses na Segunda Guerra Mundial”, do pesquisador Derek Destito Vertino. Em Maio/2011, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei número 19/2011, de Luciano K. Taniguchi, incluindo o Dia da Segunda Guerra no calendário oficial da cidade, 8 de Maio.

A abertura do evento de inauguração da placa foi realizada por Vilma Simões. Em seguida, o pesquisador Derek Destito Vertino destacou as principais dificuldades em publicar o seu livro e os resultados obtidos de seu trabalho.  O Presidente da Câmara, Luciano K. Taniguchi, discursou sobre a importância do resgate da história local. O evento contou com a ilustríssima presença do pesquisador Márcio C. de Faria (autor do Livro “A Casa das Laranjas: Crônica dos Bragantinos na Força Expedicionária Brasileira) e Luiz Moura (ex-combatente de Bragança Paulista), que emocionaram os presentes falando brevemente sobre o descaso das autoridades e da população em geral sobre o reconhecimento dos ex-combatentes e as principais feridas ainda abertas na memória de cada um. Ao final do evento, Márcio Celestino Faria presenteou algumas pessoas presentes no evento com um exemplar de seu livro.

Infelizmente a inauguração não teve cobertura da mídia local e as cadeiras foram alugadas pelo Derek. Agradecimento ao ICA (Instituto de Cultura e Arte) pelo empréstimo do som, ao Marcus do Dep. de Cultura e ao Carlos Tavares do Dep. de Turismo. Espero que o destaque deste momento histórico para a cidade tenha o devido e merecido reconhecimento de todos um dia deixaram de acreditar ou apoiar projeto de pesquisa.

derekdvertino@hotmail.com / derekdvertino@gmail.com

Twitter: @derekdestito

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Cartazes e Charges Japoneses da Segunda Guerra

 Houve por parte do governo japonês pouca propaganda referente a Segunda Guerra Mundial direcionado para o público civil, tendo em vista que o alistamente era obrigatório e a omissão era tido como desonra para a família inteira, portanto não havia a necessidade de apoio incondicional à causa. Mas também houve material propagandista direcionado as tropas inimigas, escritas em inglês e jogadas nas linhas para abater o moral. Pela quantidade de material produzido e enviado, esse tipo de material é relativamente raro.

Clique na Imagem:

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Invasão da Polônia

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão – uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 01 de setembro de 1939, com aviões alemães atacando a cidade polonesa de Wielun, matando cerca de 1.200 pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em um depósito em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começou a mobilizar os seus exércitos e a preparar seus civis. Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. Forças polonesas se rendem no início de outubro, depois de perder cerca de 65.000 tropas e muitos milhares de civis.

Visão da Polônia

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

O Mito da Cavalaria Polonesa.

Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria, que serviram muito bem na Guerra Polaco-Soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa levando cargas desesperadas contra os tanques dos nazistas que avançavam, colocando cavaleiros contra veículos blindados. Na verdade as unidades de cavalaria encontravam divisões blindadas ocasionalmente, mas seus alvos eram a infantaria, e seus ataques foram muitas vezes eficazes. A Propaganda Nazista e soviética ajudaram a alimentar o mito da cavalaria nobre. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.(AP Photo).

Correspondente

Associated Press correspondente Alvin Steinkopf da Cidade Livre de Danzig – na época, um semiautônoma cidade-estado ligada à Polônia. Steinkopf estava relatando a situação tensa na Danzig à América, em 11 de julho de 1939. Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing para o Terceiro Reich durante meses, e parecia estar preparando uma ação militar.(AP Photo).

Não-Agressão

Premier soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorrisos, enquanto o ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não agressão com o ministro das Relações Exteriores Reich Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é ministro da Defesa soviético Adjunto e Chefe do Estado Maior, Marechal Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto agora garantia que as tropas de Hitler não teriam de enfrentar resistência dos soviéticos se eles invadiram a Polônia.(AP Photo / Arquivo).

Primeiro Ataque

Dois dias depois que a Alemanha assinou o pacto de não agressão com a URSS, Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra a cena uma semana depois, no dia 01 de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares de invasão alemã da Polônia, é o início da Segunda Guerra Mundial. Aqui, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein bombardeia um depósito militar polonês em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Simultaneamente, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe), e tropas terrestres (Wehrmacht) estavam atacando diversos outros alvos poloneses.(AP Photo).

Desembarques

Soldados alemães depois do desembarque de unidades alemãs do encouraçado Schleswig-Holstein, em 07 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, mas seguraram os alemães durante sete dias. (AP Photo).

Ataque Aéreo

Vista aérea de bombas explodindo durante um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939(LOC).

Por Terra

Dois tanques da Divisão SS-Leibstandarte Adolf Hitler atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana, terminando com as forças alemãs capturando a maior parte ocidental da Polônia.(LOC / Klaus Weill).

Parada

Soldados da SS-Leibstandarte Adolf Hitler Divisão, descansando em uma vala ao lado de uma estrada a caminho de Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.(LOC / Klaus Weill).

Avanço

Guardas alemães avançando são mostrados em uma cidade polonesa que está debaixo de fogo durante a invasão, setembro de 1939.(AP Photo)

Infantaria em Varsóvia

Infantaria alemã avança cautelosamente nos arredores de Varsóvia, na Polônia em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Prisioneiros Civis

Vários prisioneiros de guerra civil, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.(LOC).

O Rei

Rei George VI da Inglaterra realiza transmissões para a nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.(AP Photo).

O Início

Um conflito que terminaria com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Agindo Crier Town e Saltbearer da Cidade de Londres, lê a proclamação de guerra, em Londres, em 04 de setembro de 1939.(AP Photo / Putnam).

Os Diplomatas

Uma multidão lê as manchetes dos jornais, “Chuvas de Bombas em Varsóvia”, fora do edifício do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizam uma conferência sobre as condições de guerra na Europa, em 1 de setembro de 1939.(AP Photo).

Primeiro Afundamento

Em 17 de setembro de 1939, o HMS Courageous da Marinha Britânica foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29, e afundou em 20 minutos. O Courageous, foi atacado enquanto realizava uma patrulha anti-submarino ao largo da costa da Irlanda, foi perseguido durante horas por U-29, que lançou três torpedos quando viu uma abertura. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o com a perda de 518 de seus 1.259 tripulantes.(AP Photo).

Devastação

A cena de devastação vista na rua Ordynacka, em Varsóvia, Polônia em 06 de março de 1940. A carcaça de um cavalo morto está na rua entre enormes pilhas de escombros. Enquanto Varsóvia estava sob bombardeios quase constante durante a invasão, em apenas um dia, 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram efetuadas por aeronaves alemãs contra Varsóvia, caindo mais de 550 toneladas de bombas de alto impacto explosivo e incendiária sobre a cidade.

Desolação

Um garato polonês retorna ao local de sua casa

O Trem

Um trem blindado polonês danificado com cisternas capturadas durante a invasão da Polônia em setembro de 1939.(LOC / Klaus Weill).

Soldados alemães, feito prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro em Varsóvia, em 02 de outubro de 1939.(AP Photo).

A Rendição da 148ª Divisão Alemã – Relato de Don Alessadro Cavalli

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

A parlamentação para a rendição das tropas alemãs, ocorrida entre Don Alessandro Cavalli e o Comando das Tropas Alemãs, para sua rendição incondicional foi relatada por este zeloso sacerdote, em depoimento datado de  7 de Março de 1951.

            “Paróquia de Noviano de Rossi, Freguesia de Fornovo – Taro – Diocese de Parma – Itália.”

            Eu, abaixo assinado, Don Alessandro Cavalli, filho de Giuseppe, nascido a 6 de fevereiro de 1889, em Berceto, comuna da província de Parma, sacerdote católico, atualmente residente em Noviano di Rossi nas funções de pároco, declaro:

            que no dia 27 de Abril de 1945, às 15  horas, chegaram defronte à Igreja Paroquial de Noviano de Rossi, tropas brasileiras motorizadas(caminhões e carros de combate), e que me apresentei imediatamente o Major Henrique Cordeiro Oest, comandante do II/ 6ºRI, o qual tendo por intérprete o 1º Ten Armando castelo Veiga, que falava muito bem italiano, confiou-me a missão de parlamentário para entrar em contato com as tropas alemãs, a fim, de viva voz, intimá-las à rendição incondicional, de conformidade com as leis internacionais.

            Aceitei a missão, e caminhando a pé cerca de 6 quilômetros para atingir ás 16:30 horas a localidade de Respiccio (Caseificcio Arduini Pasquale di Respiccio), onde encontrei o Comando da Divisão Alemã, e comuniquei então, a ordem de rendição incondicional aos oficiais presentes. Fiquei detido por aproximadamente 3 horas, e por quatro vezes diversos oficiais me interrogaram repetidamente, sobre a força numérica, sobre a potência e a qualidade das armas e sobre a localidade onde estavam as posições das tropas brasileiras, e nestes interrogatórios, eu insistia, e repetia diversas vezes, que eles deveriam se render, porque estavam completamente cercados e já não havia mais possibilidade de salvarem-se do cerco.

            Às 19:30 horas, um oficial superior alemão, bastante idoso(que falava corretamente italiano, tendo inclusive sido embaixador em Roma), insistiu comigo dizendo: “Pastor, faça o favor de dizer ao comandante brasileiro que escreva as condições de rendição, depois volte aqui novamente, que nós o esperaremos neste local.

            Sendo já noite, respondi que não poderia retornar senão na manhã seguinte, por volta das 9 horas, e pedi encarecidamente que não atirassem durante as negociações. Caminhando sempre a pé, cheguei às 20:30 horas à Casa Paroquial de Naviano di Rossi, onde se alojara o Major Oest, juntamente com outros oficiais, para melhor dirigirem as operações bélicas, com quatro aparelhos rádio- transmissores.

            Relatei o combinado com oficial alemão e o Major Oest foi até o Comando Superior Brasileiro, para que a carta que eles pediram fosse escrita, e precisamente às 8 da manhã de 28 de Abril de 1945, recebi do Major Oest a carta que me apressei em levar a Respiccio, onde cheguei por volta das 9:00 horas, e entreguei-a ao mesmo oficial alemão, como haviamos combinado ao anoitecer do dia anterior.

            Cerca de 3 horas de espera, às 11:45 horas, me foi entregue uma carta sigilosa, que levei ao Major Oest, que entregou pessoalmente ao Cel Nelson de Melo. Por isso, declaro que fui eu mesmo o portador do ofício do Cel Nelson de Melo, dirigido ás Forças Nazifascistas que se encontravam em Fornovo di Taro e adjacências, que dito ofício, segundo eu sabia, era um ultimato de rendição incondicional. Esta missão me foi confiada voluntariamente, com o propósito de salvar vidas humanas e de evitar horrores e destruições.

            O ultimato foi entregue ao destinatário ainda na manhã de 28 de Abril, e logo depois das 10 horas da manhã, entreguei uma declaração escrita em alemão, com a assinatura do major Kuhn do quartel general d a148ª Divisão Alemã, dirigida aos oficias brasileiros.

            Finalmente, declaro que ao ver este documento, tive a impressão que em muito breve, seria concluída a questão da rendição alemã à tropa brasileira, e de fato, na noite do dia 28 de Abril de 1945, os nazifascistas capitularam diante do imponente dispositivo de ataque dos brasileiros.

            Em fé do que acima foi declarado

                                   (a) Don Alessandro Cavalli

                                               Pároco de Noviano di Rossi

            Decorridos alguns anos, foi inaugurada ao lado da Igreja de Noviano di Rossi, uma grande lápide de mármore, comemorativa a este notável episódio em que a cruz se uniu à espada para conseguir a mais humana das soluções, onde estava gravada  a inscrição, que pose ser considerada como uma mensagem aos brasileiros do futuro:

 

                                                           HONRA E GLÓRIA

                                            SOBRE ESTAS AMENAS COLINAS,

                                   SOB A SUPERVISÃO DO GRANDE MARECHAL

                                               J.B. MASCARENHAS DE MORAES

                                       E O COMANDO DO VALOROSO CORONEL

                                                          NELSON DE MELO

                                            E COM A ZELOSA PARTICIPAÇÃO

                                     CRISTÃ DO INTRÉPIDO SACERDOTE

                                              DON ALESSANDRO CAVALLI

                                        ARCIPRESTE DE NEVIANO DI ROSSI,

                                   COM O INTUITO DE SALVAR VIDAS HUMANAS

                                      E EVITAR HORRORES E DESTRUIÇÕES,

                                     NOS DIAS 27-28-29-30 DE ABRIL DE 1945

                                   AS TROPAS ARMADAS BRASILEIRAS (F.E.B)

                                               CHEGARAM E IMPUSERAM

                                            A RENDIÇÃO INCONDICIONAL

                                                  ÀS TROPAS ALEMÃS

                                   COM PLENA E TRIUNFANTE VITÓRIA

                                                          ANO DE 1945.

                        Don Alessandro Cavalli foi agraciado pelo Governo Brasileiro com honrosas condecorações nacionais: Ordem do Mérito Militar Brasileiro e Ordem do Cruzeiro do Sul.

Exército Alemão, do Frio Intenso ao Deserto Escaldante!

Continuando as pequenas publicações sobre a Wehrmacht. Hitler chegou a atuar em quatro frentes de batalhas para manter os territórios ocupados, portanto o Exército Alemão deixa de tomar a iniciativa do combate e passa a fazer o inverso da Blitzkrieg, ou seja, defender suas posições. Mas enquanto o exército teve fôlego manteve a ofensiva em territórios bem opostos, praticamente com guerras completamente diferentes. Há inclusive vários registros de soldados que lutaram na frente oriental e depois seguiram para a Afrika Corps, ou seja, versatilidade! Sejamos na série de fotos abaixo:

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte VI

Autor: Professor Mestre Alessandro dos Santos Rosa

A Política do Estado Novo


Com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas é levado a presidência da República, como analisado por Ricardo Seitenfus[1]: “Em outubro de 1930, um movimento armado conduz o gaúcho Getúlio Dornelles Vargas à presidência da república. A Primeira República conhece seu ocaso e tem início a Era de Vargas”.

Após passar pelo governo provisório (1930-1934) e pelo governo constitucional (1934-1937), apoiado por militares e pela população, Getúlio Vargas derrubou a constituição e declarou o Estado Novo (1937-1945). Com o advento do Estado Novo, em novembro de 1937, “Vargas passou a governar com poderes ditatoriais, iniciando oito anos de domínio incontrastável”[2].

Iniciava-se um período de ditadura na História do Brasil. Alegando a existência de um plano comunista para a tomada do poder (Plano Cohen) Getúlio fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como “Polaca” por ter se inspirado na Constituição da Polônia, de tendência fascista.

O governo de Getúlio Vargas contava com grande apreço popular e tinha como meta principal enquadrar o Brasil em uma era de desenvolvimento. Procurando uma autonomia em bens industriais, não desejava que o país continuasse tão dependente das economias internacionais.

O país contava com uma economia muito sensível, o que vem dar mostras dessa fragilidade econômica foi à crise de 1929, onde foi grandemente diminuída a compra do café brasileiro, produto que servia como base da economia nacional, fazendo com que as preocupações de uma industrialização tomassem lugar de destaque, como explica Ricardo Seitenfus[3]:

     A crise econômica mundial de 1929 mostrou bem que o Brasil não mais poderia continuar a depender inteiramente do estrangeiro para o suprimento de bens industriais. A importância da siderúrgica para o Brasil e para sua política externa é imensa: Getúlio Vargas a considerou o “problema básico” da economia brasileira. Enquanto não resolvido, o Brasil não reconheceria “a opulência econômica”. A partir de outubro de 1930, a implantação de um complexo siderúrgico tornou-se um dos elementos chave do programa getulista, condicionando a atitude brasileira em relação à Alemanha e aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. (p. 04)

A política comercial brasileira parte para a tentativa de diminuir as barreiras que o protecionismo internacional impunha, procurando uma aproximação com as nações que dominavam os mercados pelo mundo.

O Estado Novo foi marcado pela expansão industrial e pelo crescimento das exportações nacionais. “O país apresentava uma estrutura agrária, com o café respondendo por 70% das exportações e 60% dos seus quase 40 milhões de habitantes vivendo em áreas rurais”[4].

Desde o final de 1935 o governo havia reforçado sua propaganda anticomunista, amedrontando a classe média e de certa forma preparando a mesma para prestar seu apoio. O Golpe de Getúlio Vargas teve sua articulação com apoio dos militares, contando também com o apoio maciço da sociedade, dessa forma conseguindo uma centralização política que desde então se desencadeava.

Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu inimigos políticos, adotando medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política trabalhista com a criação da CLT[5], em 1943.

Desde a sua ascensão ao poder a política getulista sempre seguiu a esteira das políticas totalitárias e ditatoriais. Fato esse que, com a proximidade do evento da Segunda Guerra Mundial, a sociedade e até mesmo o meio militar ficava duvidoso de qual seria sua decisão, a quem prestar apoio, como analisado por Roney[6]: “Como terceiro e “outro” fator aparece a guerra que já em 1939 “produzia seus efeitos no Brasil, pois, como se não bastasse a ditadura do Estado Novo, havia o temor de que Getúlio Vargas optasse por alinhar o país ao lado da Alemanha nazista”.

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

*OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

*SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985

*BRANDI, Paulo. Vargas: da vida para a história. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

*EICKHOFF, Renato. A Força Expedicionária Brasileira e os seus Veteranos. 2005. 42 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2005.

*CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Edusp, 2000.

*Consolidação das Leis do Trabalho. Criada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943


[1]SEITENFUS, Ricardo. O Brasil vai à guerra: o processo de envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial. 3.ed. – Barueri, SP: Mamole, 2003. p.01

[2] BRANDI, Paulo. Vargas: da vida para a história. Rio de Janeiro: Zahar, 1983. p. 03

 

 

[3] Idem. p.4

[4]EICKHOFF, Renato. A Força Expedicionária Brasileira e os seus Veteranos. 2005. 42 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2005. p.5

[5]Consolidação das Leis do Trabalho. Criada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. A consolidação das leis trabalhistas era uma necessidade do governo Vargas, populista e dependente da aclamação popular. Nesse período foi criado o Ministério do Trabalho, e a maioria das leis trabalhistas nasceram após 1930, quando triunfou a revolução que levou Vargas ao poder. O sindicalismo crescia sob as asas do governo e foram feitas muitas leis para regulamentar o trabalho.

[6] CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Edusp, 2000. p.292

 

O Primeiro Dia – Relato de Joel Silveira – Correspondente de Guerra

Escrevo esta minha primeira reportagem após 22 horas a bordo do transporte que nos desembarcará dentro de 16 dias em Nápoles. A mim e a cerca de seis mil soldados brasileiros que comigo seguem para a guerra. É um mundo estranho e misterioso que possivelmente  levará muito tempo para ser revelado. Ando pelos porões do imenso navio, perco-me em seus corredores que parecem não ter fim, e cada porta de ferro se abre para uma nova surpresa. Os navios e os alto-falantes que se multiplicam por todos os compartimentos são guias orais e explícitos do que se deve e não se deve fazer. Estamos em guerra, somos uma multidão que segue para a guerra, e muita coisa não se deve fazer: não se deve, por exemplo, atirar qualquer coisa ao mar. Sou apenas um recruta, bisonho e desprevenido como todo recruta, um pobre e indefeso civil em poucas semanas transformado num soldado da ativa, e me emaranho e me confundo num mundo que nunca foi meu. Os pracinhas, no convés nu ou nos corredores lá embaixo, olham sem compreender para o meu distintivo (um C graúdo pregado na farda de oficial), não sabem se devem ou não me prestar continência. Respondo, encabulado, à saudação de alguns poucos, mas o Tenente Justino Vieira, companheiro de camarote (durmo no beliche de cima, ele no do meio e no de baixo o Tenente Plínio Pitaluga), já me garantiram que tenho credenciais de oficial. Sou agora um “capitão”; dentro de mais duas semanas serei “capitano”. A verdade, porém, é que cometo gafes que matariam de vergonha qualquer oficial de verdade. Já falei com um “major” que era Coronel e ontem misturei a calça de um uniforme com a túnica de outro. Mas esta gente que viaja comigo simpática e compreensiva, e só posso ficar comovido com  a maneira gentil, quase paternal, às vezes divertida, com que soldados veteranos e oficiais tratam esse recruta que uma remota “linha de tiro” não consegue militarizar.

O Tenente Antônio Caldeira Vitral, oficial de ligação, me leva até o gabinete de comando, num dos compartimentos superiores, e me enche de dados sobre o que sou agora. Vejo-me de repente transformado num série de números. Sou agora o CG (a partir de Roma, esse CG – Correspondente de Guerra – se transformará em “War Correspondent”), instalado no camarote coletivo número 107, beliche 146. Em caso de perigo já sei o que tenho que fazer: não perder a calma, ajeitar o salva-vidas e, se houver tempo, corre para o lifeboat 9, a bombordo. Seriam meus companheiros no barco salva-vidas o Capitão Ítalo, Capitão Mário, o Capitão Darcy, o Tenente Justino, o Tenente Puenta, o Tenente Waldy e os funcionários do Banco do Brasil Berenguer e Messeder, todos companheiros deste apinhado 107, onde bato estas linhas estirado no colchão duro, a máquina portátil equilibrada de qualquer maneira nas coxas. Também não devo esquecer, todas as sete da manhã, de aproveitar ao máximo possível os variados pratos da primeira refeição do dia, já que a próxima, para o grupo de oficiais da primeira mesa (entre os quais estou incluído), acontecerá somente às cinco da tarde, apenas com variadas de chocolate e caramelo comprados por preço de banana nas cantinas de bordo. Manhã cedo, portanto, mergulhei decidido no que me ofereceram: ovos, bacon, grossas fatias de presunto e queijo, muito pão, laranja, café e creme de leite, manteiga farta que contentaria perfeitamente, durante uma semana, qualquer dona-de-casa. Tudo de esplêndida qualidade – tudo americano.

Há quase dois dias que estou a bordo, mas a verdade é que continuamos atracados, e o Rio, com suas luzes brilhantes perto, o Cristo iluminado e as ilhas da Baía, continua muito vivo dentro de todos nós. Num canto do salão dos oficiais, um capitão me confessou que seria melhor o General Meigs fosse embora logo: “enquanto a gente tem a certeza de estar perto de casa, e sem poder ver ou falar com os nosso, fica sempre com vontade de telefonar.”

Saber a hora e o dia em que o transporte deve se desgrudar do armazém isolado do resto do cais por uma reforçada guarda militar, e ganhar o mar alto, é problema crucial. Um marinheiro americano me garantiu num inglês quase mímico que seria ontem de madrugada, e hoje, logo cedo, um dos garçons me segredou na cozinha que “a coisa não passa do meio-dia”. O Presidente Getúlio já nos visitou, na véspera , e num pequeno discurso deixou suas despedidas. Por coincidência eu estava no meu camarote, tentando transporta a confusa bagagem de campanha (mais de 50 quilos, divididos em dois sacos, A e o B) do passadiço do navio para o 107, correndo com um maluco navio a dentro, subindo e descendo escadas, me perdendo aqui e ali, até chegar ao meu destino – pode coincidência, dizia, acabava de chega a meu camarote quando ele, Getúlio, entrou ali com sua comitiva. Sorriu para todos, mais ou menos perfilados, disse qualquer coisa a um major, despediu-se com um aceno.

Lembro-me de que a primeira camaradagem que fiz a bordo foi com um Tenente vindo da Bahia e que, mal o Presidente deixou o camarote, me apresentou um apressado croqui que fez dele, Getúlio. Perguntou se devia ou não mostrar o desenho ao desenhado. Sugiro que fala a pergunta a um oficial mais graduado – a um oficial de verdade, e ele corre pelo corredor, um tanto aflito. Não quer perder o homem.

As horas vão passando – melhor, correndo – e já agora posso fazer a lista de amigos novos: o Tenente Nestor Lício é um deles, oficial-dentista e que também, diz, já trabalhou em jornal. Falamos de A Manhã, de Mario Rodrigues, de A Pátria, jornais onde ele trabalhou, e ele me pede que na minha primeira correspondência para os Diários Associados mande abraços para Ósorio Borba e Bezerra de Freitas, seus amigos. Estão mandados. Outro bom companheiro, além do Tenente Plínio Pitaluga, que já conhecia antes de virar “soldado”, é o Tenente Milton Rocha Alencar, a quem conto, em primeira mão, uma complicada história de troca de bagagem. Acontece que recebi da Intendência do Exército, como todo oficiais expedicionário, um saco A, um saco B e – ia esquecendo deste, o mais pesado de todos – um saco C. Mas não recebi conjuntamente uma espécie rol que acompanha a entrega da bagagem e no qual vem muito bem explicado o que deve ser arrumado nos três sacos. O resultado é que guardei cuidadosamente nos sacos B e C, que vão para o porão e que só me serão devolvidos na Itália, tudo de que necessita uma criatura normal, mesmo um recruta, para suas precisões diárias: aparelho de barbear, sabão, toalha, pasta para dentes e respectivamente escova, coisas assim. O Tenente Milton ouve atentamente a minha história, narrada num tom profundamente melancólico, e solta uma gargalhada –  que de repente a história já é conhecida de todos ali no camarote – o que não deixou de ser uma solução: requisito de alguns companheiros um pouco de tudo o que falta, o que me deixa tranquilo.

Hoje pela manhã me surgiu pela frente a primeira exigência militar. O Capitão Ítalo, comandante do compartimento, nos reuniu a todos e nos avisou que iria distribuir as tarefas referente à faxina. Isto significa que cada oficial do 107, inclusive o correspondente e os funcionários do Banco do Brasil, terá o seu dia de trabalho: varrer o camarote, limpar as pias, forrar as camas, arrumar as bagagens etc. A escalação é feita conforme a idade, cabendo os mais moços as tarefas do primeiro dia. Sou o terceiro da lista, o que significa dizer que amanhã vou ter um dia cheio. O Tenente Mendonça me felicita pela sorte, pois que, segundo ele, dentro de poucos dias, com o navio andando e a turma enjoada a coisa vai ser muito pior. Como somos em 18 no camarote, nutro sólidas esperanças de não repetir até a chegada a Nápoles, o castigo que me espera amanhã.

Bem, meu nome é Joel Silveira, jornalista de 26 anos, e estou indo para a guerra. Voltarei? Lembro-me das palavras de Assis Chateubriand, meu padrão, quando dele me fui despedir, já devidamente fardado: “Seu Silveira, me faça um favor de ordem pessoal. Vá para a guerra mas não morra. Repórter não é para morrer, é para mandar notícias.”. Prometi obedecer cegamente a suas ordens, e tenho de cumprir a promessa.

Fonte: Joel Silveira e Thassilo Mitke – A Luta dos Pracinhas – A FEB 50 anos depois – Uma Visão Crítica. Editora Record, 3ª Edição – 1983.

A Wehrmacht na Fase Ofensiva – Parte I

Não podemos negar o poder combativo da Wehrmacht enquanto teve condições de manter a ofensiva, independente de se apoiar as atitudes de Hitler ou crucifica-lo como “o maligno”, temos que admitir o potencial bélico que o exército alemão se revestiu em poucos anos de reestruturação. E não me refiro apenas a logística, armamentos e veículos, coloco um ponto especial para as estratégias que foram desenvolvidas pela Wehrmacht, antes nunca usadas, táticas novas e devastadores, muito embora que fracassada em manter os territórios ocupados, mas enquanto esteve na ofensiva estabeleceu vitórias que deixaram o mundo, à época, abismados. Então o caráter organizacional e pioneiro dos alemães é indiscutível.

 PS. Observem na primeira e segunda fotos onde estava a Legião Estrangeira Francesa.

Detalhes Históricos Gerais da Segunda Guerra

Aparências

A Guerra entra no seu quarto ano contra o Japão, as forças militares chinesas reforçam a sua força aérea, produzindo seus próprios armamentos, e formação dos seus militares nos modernos métodos de guerra. Aqui, cadetes chineses, em trajes de batalha, que curiosamente tem similaridade com o capacete de aço alemão. Em algum lugar na China, em 11 de julho de 1940. (Foto: AP).

Infantaria

Infantaria britânica na posição em uma trincheira rasa perto Bardia, um porto líbio, que havia sido ocupado por forças italianas, e foi tomada pelos Aliados em 05 de janeiro de 1941, após um cerco de 20 dias.(AP Photo).

Aviões Aliados

Em uma formação rochosa, um bombardeiro britânico decola em 15 de maio de 1941, de algum lugar no leste da África, deixando para trás um rastro de fumaça e areia. (AP Photo).

No Mar

Navios de guerra da Frota do Mediterrâneo britânicos bombardearam Fort Cupuzzo em Bardia, na Líbia, em 21 de junho de 1940. A bordo de um dos navios de guerra estava um fotógrafo oficial que gravou imagens durante o bombardeio. Antiaérea e o disparo de armas prontas para a ação. (AP Photo).

Na África

Uma vista aérea de Tobruk, na Líbia, mostrando depósitos de gasolina queimando após ataques pelas Forças Aliadas em 1941.(AP Photo).

Marcha de Prisioneiros

Bardia, um porto fortificado da Líbia, foi capturado pelas forças britânicas, com mais de 38.000 prisioneiros italianos, incluindo quatro generais, e vastas quantidades de material de guerra. Um fluxo interminável de prisioneiros italianos deixa Bardia, em 05 de fevereiro de 1941, depois que os australianos tomaram a local. (AP Photo).

No deserto

Um esquadrão através do deserto egípcio em janeiro de 1941. As tropas realizavam manobras em preparação para a campanha dos Aliados no norte da África.(AP Photo).

Que Serviço!

Preparação uma bomba para a missão contra as forças italianas em campanha na África. 24 de outubro de 1940.(AP Photo).

Patrulha de Ataque!

Patrulha de aviões de combate britânicos, voando sobre um setor Oriente Médio, quebrou formação para atacar aeronaves inimigas, em 28 de dezembro de 1940.(AP Photo).

Morto

O corpo de um soldado italiano encontra-se caído durante a batalha, em uma fortaleza de pedra em algum lugar do deserto ocidental da Líbia, em 11 de fevereiro 1941.

O Rei

Haile Selassie (direita), imperador exilado da Etiópia, cujo império foi absorvido pela Itália, retorna com um exército etíope recrutados para ajudar os ingleses na África, em 19 de fevereiro de 1941. Aqui, o imperador inspeciona um aeroporto, um intérprete ao seu lado. Em 05 de maio de 1941, depois de os italianos na Etiópia foram derrotados pelas tropas aliadas, Selassie voltou para Adis Abeba, e retomou a sua posição como governante.(AP Photo).

Highlanders

Highlanders, um regimento de infantaria escocesa do exército britânico, e tropas indianas passado a Grande Pirâmide no deserto Africano do Norte, em 09 de dezembro de 1940.(AP Photo).

Rommel

Marechal de Campo general Erwin Rommel, comandante do Korps Afrika, bebendo com um oficial alemão não identificado. Eles estão sentados em um carro durante a inspeção das tropas alemãs enviadas para auxiliar o exército italiano na Líbia em 1941.(Foto: AP ).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte V

Autor: Professor Mestre Alessandro dos Santos Rosa

Perseguidos e atacados!

Com a decisão de apoiar aos países aliados, mudou drasticamente o tratamento com os imigrantes alemães e seus descendentes. Na compreensão da sociedade brasileira e ainda motivada por lideranças políticas nacionais e locais, todo aquele que tivesse descendência germânica era culpado pelas mortes ocasionadas nos incidentes marítimos, como explica o general da reserva, Italo Conti[1], ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira:

     A partir do dia em que ocorreu o afundamento dos navios brasileiros ocorreu uma mudança na opinião social. Inclusive eu estava em Cachoeira, no Rio Grande do Sul, quando ocorreu os afundamentos dos navios, o quebra-quebra foi violento. O que era pertencente a alemães foi tudo quebrado, indústria, casas, clubes, comércio. Isso ocorreu de forma mais agressiva no Rio Grande do Sul e Paraná, já em Santa Catarina foi de uma forma mais acentuada e também algumas casas no Rio de Janeiro. De qualquer forma, era a opinião publica mostrando sua revolta contra o que havia acontecido…

A mudança de pensamento a respeito daqueles que possuíam origem germânica foi imediata. Existiam aqueles agitadores que seguiam as orientações vindas do Reich e grupos extremistas que estavam estabelecidos em território nacional, como analisado pelo 2o tenente reformado Aristides Saldanha Verges[2], ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira:

     Houve uma mudança sim, principalmente porque haviam aqueles que se manifestavam, esses sofreram ainda mais. Inclusive uma firma que eu trabalhava, uma vidraçaria chamada “Vidraçaria Vitro”, aqui da cidade de Curitiba na rua Marechal Deodoro, os proprietários eram de origem alemã. Portanto quando foi declarada a guerra com Alemanha e Itália, a firma foi depredada, toda quebrada, pela população civil. Porém eles pertenciam ao grupo dos integralistas.

Os incidentes marítimos foram determinantes para que o Brasil optasse por apoiar os aliados. Fato esse que fica constatado através do depoimento de Ítalo Conti.

Mesmo com a mudança de opinião a respeito dos imigrantes alemães, tanto no meio social como também no meio militar, não houve discriminação a respeito daqueles que se apresentavam como voluntários para integrar o efetivo da Força Expedicionária Brasileira, como abordado por Italo Conti[3]: “…o que não impediu que muitos filhos de alemães compusessem o efetivo da FEB. Temos como símbolo da coragem da FEB, o sargento Max Wolf Filho, filho de alemães. Eu convivi com esse sargento, porque ele pertencia ao batalhão que nós dávamos apoio”.

De certa forma era interessante para o próprio Exército que militares de descendência germânica estivessem compondo o efetivo da Força Expedicionária Brasileira. Se houvesse necessidade de uma comunicação entre militares brasileiros e militares alemães havia uma facilidade de entendimento, isso no caso de cair prisioneiro de guerra ou de fazerem prisioneiros, como analisado por Dennison[4]:

   A presença de um teuto-brasileiro entre os febianos que fosse fluente em alemão sempre foi reputada como sendo de alto valor. No caso dos brasileiros que caíram prisioneiros dos alemães, como o Cabo Amynthas Pires de Carvalho, do 11o RI, essa habilidade era considerada de forma ainda mais alta. Ele e o seu grupo de combate foram capturados, em 22.10.1944, na Região de Barga. Seu cativeiro foi tornado mais suportável por entenderem os alemães e por serem por eles entendidos, graças a presença, no grupo, de Casemiro Muller, um catarinense descendente de alemães, que falava alemão perfeitamente. (p.58)

Como ainda nos confirma o senhor Lindolfo Arendt[5] sobre essas mudanças: “Com certeza. Iniciou perseguição, nas cidades haviam inspetores de quarteirão (rua), os quais queriam mostrar serviço. Haviam famílias de descendentes de italianos e alemães que não falavam uma palavra em português, isso passa a não ser mais permitido. Mesmo vivendo dentro de uma colônia de alemães, ainda fui voluntário pra ir no efetivo da FEB”.

Fica evidenciada a diferença na forma de trato com os teuto-brasileiros, inicialmente incentivados a colonização, efetivaram grande desprendimento com seu trabalho. Após a decisão de o Brasil apoiar os países aliados, a grande mudança ocorrida, uma verdadeira aversão a quem fosse descendente de imigrantes alemães, como abordado por Virginia Leite, ex-enfermeira integrante da FEB[6]:

     No Brasil houveram as coisas mais absurdas que se possa imaginar, por que aqui mesmo em Curitiba, as lojas que eram dos alemães, italianos e japoneses, foram depredadas e os donos eram presos, o brasileiro “pintou e bordou”, com os imigrantes e descendentes. Quem estava aqui não tinha nada a ver, foi até um absurdo, mas guerra é guerra.

As perseguições ocorridas dentro do país possuíam a representatividade das lutas ocorridas contra os regimes totalitários. Porém, as perseguições foram realizadas de uma maneira generalizada, sem haver uma averiguação se aquelas pessoas estavam envolvidas ou não com grupos extremistas.

 

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

*OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

*SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985

*Virginia Leite. Ex-enfermeira da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 09 de novembro de 2009 na cidade de Curitiba – PR

*Lindolfo Guilherme Arendt. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 26 de outubro de 2009 na cidade de São Miguel do Oeste – SC.

*Italo Conti. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 12 de novembro de 2009 na cidade de Curitiba – PR


[1] Italo Conti. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 12 de novembro de 2009, na cidade de Curitiba – PR

[2]Aristides Saldanha Verges. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 12 de novembro de 2009 na cidade de Curitiba – PR. Natural da cidade de Curitiba – PR. Incorporado em 01 de dezembro de 1943 no 23o BI. Em fins de março de 1944, foi designado para viajar, sendo transferido para a cidade do Rio de Janeiro, sendo incorporado ao 6o RI. A sede dele era em Caçapava, mas já estava deslocado para a cidade do Rio de Janeiro. Iniciaram treinamentos em diversos lugares na cidade, como preparação para a Guerra. Quando partiu, no primeiro escalão, pertenceu a Cia Cmdo do 3o batalhão, do 6o RI., tendo como chefe direto o Tenente Silvio Miscov e comandante do batalhão o Capitão Antonio Barcellos. Conta na atualidade com 88 anos.

[3]Italo Conti. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 12 de novembro de 2009 na cidade de Curitiba – PR

[4] OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008. p.58

[5]Lindolfo Guilherme Arendt. Ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 26 de outubro de 2009 na cidade de São Miguel do Oeste – SC. Natural de São Pedro do Sul – RS, nascido em uma colônia de imigrantes alemães. Antes de partir efetivamente para a guerra, pertenceu ao 30 Pel. 70 Batalhão de Infantaria, o qual ficou fixado em diversas instalações na cidade de Santa Cruz do Sul – RS, embarcando para Santa Maria, onde foi formado um contingente de todo o Rio Grande do Sul, partindo daí para o Rio de Janeiro em 25 de dezembro de 1944, chegando lá dia 01 de janeiro de 1945. Compuseram o efetivo de 96 militares, sendo 1 Sgt, 14 Cbs e 81 Sds. Sendo dividido esse efetivo entre as diversas frações que partiriam para a Itália compor o Depósito de Pessoal em Stafler. Não receberam nenhum tipo de treinamento, somente rigorosa inspeção de saúde, permanecendo até o dia 28 de janeiro de 1945, data em que se deu a partida do 3o escalão com destino ao depósito de pessoal na Itália, devido as baixas ocorridas nas tentativas da tomada de Monte Castelo. O referido ex-combatente conta atualmente com 89 anos, conseguiu seus benefícios de aposentadoria somente na década de 80.

[6]Virginia Leite. Ex-enfermeira da Força Expedicionária Brasileira. Entrevista realizada no dia 09 de novembro de 2009 na cidade de Curitiba – PR. Natural da cidade de Irati – PR  e descendente de família Luso brasileira. Foi a primeira voluntária do Estado do Paraná, participou do Corpo de Enfermeiras, órgão criado pela Cruz Vermelha. Esta por sua vez, criou em várias cidades um curso de enfermagem para que o exército pudesse compor um corpo de saúde de enfermeiras. Ficou designada ao corpo de saúde da FEB, seguindo para África, e depois partindo para Itália, desembarcado do avião em Nápoles. Chegando depois do segundo escalão. Conta atualmente com 93 anos.

A Propaganda Fascista na Segunda Guerra Mundial

A Itália foi um fardo para as pretensões de Hitler, inclusive sendo um dos fatores que contribuíram com a sua derrota final. Mussoline idealizou um regime fascista que conquistou não apenas a Itália, mas serviu de base para o doutrinamento de outros países, a exemplo o Estado Novo de Vargas, mas a Itália era muito menos poderosa do que a propaganda Fascista vendia. As conquistas na África foram voláteis e sem consistência estratégica, e quando invadiram a Grécia sofreram um revés inadmissível para um dos principais membros do Eixo. Hitler intervém, mas sobre o custo de adiar a invasão a URSS, e pior, sendo obrigado a abrir uma frente que ele não queria; nasce a Afrika Korps com o melhor que a Alemanha tinha até aquele momento.

 Segue abaixo as propagandas que o regime fascista usou com instrumento de persuasão contra sua população e tropas inimigas.

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte IV

Autor: Professor Mestre Alessandro dos Santos Rosa

Laços Rompidos

Como analisado anteriormente, no início da colonização alemã houve um forte incentivo para que ela ocorresse, efetivando a ocupação de terras estrategicamente distribuídas. As colônias alemãs que se estabeleceram nos três estados do sul do país, permaneceram isoladas. Não se integraram a sociedade brasileira. Viviam como alemães, mantendo costumes, tradições e utilizando a língua da terra materna, tendo como principal culpado o próprio Estado, que despreocupado com essa gente, deixou-os a própria sorte.

Inicialmente todo esse conjunto de acontecimentos era visto com naturalidade. Porém, quando ideologias sobre uma hegemonia racial começaram a ser difundidas, partindo da própria Alemanha, começaram a pairar sobre as elites brasileiras preocupações sobre essas comunidades que se mantinham íntegras e isoladas do restante da sociedade.

Surgem preocupações com a própria unidade nacional, pois associações, escolas, jornais e até mesmo igrejas, agiam ideologicamente para que permanecessem isolados todas as gerações de imigrantes alemães. Em 1871, com a criação do Império Alemão, e em 1890 a Liga Pangermânica, apoiada pelo surgimento do III Reich, buscavam apoio daqueles que estavam residindo fora da Alemanha

No inicio do século XX, o mundo caminhou para a Primeira Guerra Mundial, onde as preocupações aumentaram e ao findar da mesma respirou-se com grande alivio, como analisa René Gertz[1]:

     Graça Aranha declarou depois da guerra e da derrota alemã: “Deste perigo fomos libertados pela vitória dos aliados em 1918. Devemos-lhes a segurança da nossa integridade territorial. Se ainda algum incrédulo duvidar das vantagens obtidas pelo Brasil em combater a Alemanha, se perguntar o que lucramos materialmente, a melhor resposta a essa indagação utilitária seria aquela muito simples de obscuro, mas arguto jornal de província: ganhamos Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. (p. 16)

Após a guerra, durante as décadas de 20 e 30, as preocupações com essas comunidades isoladas foram constantes, principalmente na década de 30, já que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como partido nazista, reconhece como alemães todos descendentes que moravam no exterior. Formaram-se então pequenos grupos nazistas dentro do país. Tão logo se estabelece o Estado Novo iniciam-se algumas formas de represália, na tentativa de combater as infiltrações nazistas, mas procurando sempre manter os bons relacionamentos políticos e econômicos com a Alemanha.

As tentativas de golpe, como a dos Integralistas, que eram aliados a idéias nazi-fascistas, faziam com que o governo tomasse medidas que visavam obrigar os imigrantes alemães a se nacionalizar, determinando que nas escolas particulares as aulas fossem ministradas somente em língua portuguesa, como explica Dennison[2]: “Todas as aulas deveriam ser ministradas em português, todos os professores e diretores deveriam ser brasileiros natos e nenhum subsídio poderia ser fornecido às escolas por entidades estrangeiras”. (p. 23)

Da mesma forma houve exigências de que as missas deveriam ser executadas em língua portuguesa, tanto nos cultos católicos quanto nos cultos protestantes. No mês de julho de 1936, surgem indícios das dificuldades que seriam enfrentadas nas relações entre alemães e brasileiros, pois os descendentes de alemães pelas leis brasileiras eram considerados de nacionalidade brasileira, situação que era contestada pelas legislações alemãs.

Dentro das normas alemãs, o descendente de alemão, mesmo morando no exterior, era considerado como cidadão germânico e com obrigações para com seu país, como abordado por Ricardo Seitenfus[3]: “A Posição da Alemanha, relativamente aos seus cidadãos que residem no exterior, é límpida: a lei de 21 de maio de 1935 obriga todo cidadão alemão, qualquer que seja o lugar de sua residência, a cumprir seu serviço militar na Alemanha”. (p. 29)

No ano de 1941 foi baixado um decreto que acabava impondo barreiras para a entrada de novos imigrantes, com a intenção de que a nacionalização se solidificasse com maior rapidez.

Em contrapartida, as relações do campo econômico evoluíam em tamanha velocidade que causava grande preocupação aos norte-americanos, pois aos poucos viam-se perdendo sua hegemonia comercial com o Brasil. Até meados de 1934 a Alemanha mantinha interesse na compra somente de um produto, o café.

Já no inicio do ano de 1935, são realizados acordos, onde é proposto que a Alemanha concederia uma assistência no desenvolvimento de projetos ambicionados pelo governo brasileiro, que seja um deles, a construção de uma siderúrgica. Em troca seriam fornecidas matérias-primas necessárias para as indústrias germânicas.

A partir desse momento desencadeia-se uma grande quantidade de acordos econômicos, inclusive com a Itália. Esses procedimentos não tinham uma boa repercussão perante os olhares norte-americanos. Para agitar ainda mais os ânimos, no ano de 1937, Getúlio Vargas decide modificar as leis e, com apoio militar, fecha o congresso, cancela a campanha eleitoral e promulga uma nova Constituição de caráter fascista, utilizando dessa forma, um sistema existente na Europa, um regime totalitário.

Para agravar essa situação, por volta do ano de 1936, as negociações com a Alemanha e o Brasil ultrapassaram as realizadas entre brasileiros e norte-americanos. Os EUA não aceitando tal situação procuraram criar mecanismos para que essas relações comerciais entre brasileiros e Alemães fossem de certa forma prejudicadas, como explicado por Ricardo[4]:

     O departamento de estado tenta obstaculizar a aproximação comercial germano-brasileira pois, segundo Washington, a política comercial da Alemanha, com os marcos aski e as subvenções concedidas à exportação, contrariam a política comercial liberal do Programa Hull. Berlin, por sua vez, está consciente das pressões exercidas pelos Estados Unidos com a finalidade de dificultar seu comércio com a América Latina. Para os alemães, a estratégia de Washington tornou-se “claramente perceptível quando das negociações comerciais com vários Estados sul-americanos e, em particular, com o Brasil”. (p. 20-21 )

Quando acontece a ascensão de Hitler ao poder, as negociações tem uma grande evolução, cresce a importância da economia brasileira perante a nação germânica. Além do café, o principal produto comprado pelos alemães, o algodão ganha destaque, fazendo com que a própria produção dentro do Brasil fosse alavancada.

O governo brasileiro consegue manter um bom relacionamento comercial com a Alemanha e EUA até meados de 1942, momento em que é obrigado a “sair de cima do muro” e apoiar um dos lados que estavam em guerra, pois ambos continuavam a manter as relações comerciais com a elite brasileira. Os norte-americanos fizeram propostas para investir e desenvolver a economia, da mesma forma a Alemanha havia feito promessas dessa natureza, porém, os norte-americanos apresentam melhores condições econômicas para cumprir com as propostas efetuadas.

Acontecem ainda os episódios dos torpedeamentos de navios brasileiros na costa brasileira e em mar aberto, dessa forma não tinha mais como o Brasil permanecer neutro, pois as próprias elites políticas acabaram insuflando as massas dos grandes centros, onde solicitavam ao governo que apoiasse a guerra. A culpa, relacionada aos torpedeamentos, foi imputada aos alemães.

Sendo assim, o governo toma a decisão de apoiar os EUA, em troca de algumas exigências, quais sejam, o reaparelhamento das forças armadas, que se encontravam grandemente sucateadas, e a construção de uma Siderúrgica.

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

* OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

* SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985


[1] GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991. p. 16

[2] OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008. p.23

[3] SEITENFUS, Ricardo. O Brasil vai a Guerra: o processo do envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial. 3ª Ed. Barueri, SP: Mamole, 2003. p.29

[4] SEITENFUS, Ricardo. O Brasil vai a Guerra: o processo do envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial. 3ª Ed. Barueri, SP: Mamole, 2003. p.20-21

 

Links para os artigos anteriores:

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte I

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte II

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte III

Propaganda Russa Durante a Segunda Guerra

Segue um dos grandes elementos que levou a URSS a vitória na Segunda Guerra Mundial: A Propaganda para o povo Soviético:

O Que Sobrou do Dia D? Cidades Destruídas

Durante o processo de preparação para Operação Overlord já era do conhecimento de todos que as cidades costeiras próximas aos desembarques, como Vierville, seriam severamente castigadas com os bombardeios aéreos e da artilharia naval, portanto já se considerava a contingência das baixas civis. No entanto, outras cidades a qual houve resistências dos alemães, como o caso de Caen, Caretan e Aromanches, os bombardeios aéreos e da artilharia praticamente destruíram todas essas cidades, não apenas limitando-se a pontos específicos de resistência inimiga, mas a cidade inteira era severamente castigada, sendo esse o principal motivo de critica das ações dos Aliados naquele ano 1944. Caen foi uma das mais sacrificadas, já que as forças alemãs enviadas para a cidade tinham ordens resistir a todo custo, e os combates duraram semanas, e no final pouco sobrou da cidade, sendo estimado, à época, 98% de todas as edificações de Caen estando parcial, ou totalmente destruídas.

A França temeu e segurou a respiração, pois todos temiam que uma força atacante com esse histórico pudesse entrar e destruir Paris, a Cidade da Luz, completamente antes de expulsar os invasores, o que, felizmente, não foi concretizado. Mas não podemos deixar de lembrar que o Dia D para libertar a França, teve um custo, um preço elevado para muitos que pouco tinham tão pouco. O que podemos cogitar é se isso foi necessário ou não. Mas para a História, é fato consumado.

Castelnuovo – A luta pela sobrevivência de um pelotão brasileiro – Parte II

Para quem não viu o Relato do General de Exército Manoel Rodrigues de Carvalho Lisboa que era à época, comandante do I Batalhão de Fuzileiros do 11º Regimento de Infantaria para a Revista do Clube Militar, segue o LINK da Primeira Parte: A Luta pela sobrevivência de um Pelotão Brasileiro – Parte I

 Um Pelotão da 1ª Companhia do 1/11º Regimento de Infantaria fatidicamente cai em uma campo minado na noite do dia 06 para o 07 de março de 1945, e fica encurralado. A cada vez que se movem, mais baixas acontecem. Eles têm apenas uma saída: aguardar o resgate médico do Batalhão. Voluntários da Unidade se deslocam noite à dentro em um terreno desconhecido para salvar o Pelotão; outros tentam refazer o caminho a pé para consertarem a linha telefônica destruída e restabelecer a comunicação com o Comandante da Companhia.

 Essa é uma História de Heróis; Heróis brasileiros que perderam suas vidas se lançando contra pior dos inimigos, o desconhecido; materializada em forma de Mina Terrestre, que, se a vítima tiver sorte, morrerá, caso contrário será mutilada de uma forma terrível.

 Segunda Parte:

 – “Faça-me vir o Tenente-Médico com urgência!” – é a ordem do Major Comandante.

– “Pronto, Major, aqui estou!” – É um jovem médico, cheio de vida, valente, e que já tomara conhecimento do fato.

 –  “Sr. Major, tenho os padioleiros do Batalhão e mais o reforço do Batalhão de Saúde. Posso levá-los todo comigo!”

– “Mas, como irão sem correr o grave risco de perdê-los também?”

Só um recurso que lhe vem à mente. A Estrada 64 passa à direita, não se sabe o que há nela daqui para frente, mas a ambulância, numa operação de vaivém poderia, talvez, atingir a altura em que se acha o Pelotão e desse ponto, pelo campo, os padioleiros entrariam para a retirada do pessoal. Não vê outra solução, mas exige coragem a abnegação. Diz ao Tenente o seu pensamento e os riscos da missão. Necessitava essa de uma coordenação no local em que se achavam os homens da Companhia, coordenação que deveriam ter como zona crítica o trecho da Estrada 64 ainda em poder do inimigo.

O Capitão S/3, encarregado das operações, não titubeou, para isso, e se apresentou voluntário, juntando-se ao destemor, à bravura e ao espírito de solidariedade do médico. E lá se foram os dois, pressurosos na ajuda aos companheiros mutilados e em agonia. Durante toda a noite se fez a evacuação cuidadosa, as viaturas com as luzes apagadas, num silêncio que não provocasse a intervenção alemã. A cada rumo diferente, um estampido revelava no campo e novos mutilados caíam. A angústia pelo sofrimento era intensa. Os padioleiros heróis anônimos, não descansavam na faina da busca e do transporte de feridos. Nenhum ruído maior. Só os gemidos abafados dos moribundos e dos mutilados movimentavam aqueles homens no salvamento dos camaradas. Todas as cenas são heroicas. Todos os protagonistas cresceram em sacrifícios e bravura. Mas, muito mais do que todo os sentimentos, aquele que fazia sentir a dor de seu semelhante e que procurava dar-lhe o conforto da presença amiga com o afeto da palavra e do gesto fraternal, o espírito natural do brasileiro de solidariedade humana, fazia ascender, na escuridão da noite, uma auréola cuja luz refletia toda a grandeza da alma brasileira, boa e humana! Os seus nomes Historiador da FEB deve anotá-los. Cite-os. Transcrevendo os trechos da citação em combate. São eles:

Capitão Francisco Carlos Bueno Deschamps – S/3 do Batalhão: Na madrugada de 06 para 07 de março, muito cooperou com o Comando do Batalhão no auxílio à 1ª Companhia, lançando-se no eixo da Estrada 64 para se ligar pessoalmente ao Comandante da 1ª Companhia, sentir a sua situação, ver o que necessitava, acudir os feridos, agindo consciente  com desvelo em meio ao perigo, coordenando a operação de salvamento dos feridos.

Capitão Darcy Lázaro – Comandante da 1ª Companhia: Vibrante condutor de homens, soube empolga-los pela missão, entusiasmos que não arrefeceu nem naqueles que ficaram gravemente feridos. Comandou com inteligência, serenidade e ardor.

Tenentes-Médicos Yvon de Miranda Azevedo Maia e Murilo de Oliveira Paiva: Dedicados no socorro feito aos feridos na noite de 06 para 07 de março, enfrentando o perigo e o desconhecido para remove-los para a retaguarda num serviço cuidadoso, eficiente e bravo.

– 1º Tenente Alfredo Bertoldo Klas – Subcomandante da 1ª Cia: Dedicado e esforçado nas medidas para o socorro dos feridos.

2º Tenente Wilson Rocha da Silva – Comandante do 1º Pelotão: Conduzindo os seus homens com iniciativa e inteligência, mesmo dentro de um campo de minas, não perdendo a serenidade.

2º Tenente José Leite Rezende: Prestando auxílio aos feridos, fazendo a ligação com os Pelotões e assinalando os campos de minas.

Sgt. Luiz Pereira: Com elevadas baixas em seu Pelotão, não se intimidou no cumprimento da missão recebida que era a de atingir determinado ponto, por azar, outro campo minado e onde aumentou as baixas do seu Pelotão, conservando-se com heroísmo e dando exemplo aos seus comandados.

Sgt Max Wolff Filho, Sgt Hélio Moreira Alvarenga, Cb Thiago Luiz de Mello e Soldados José Berberino dos Santos e José Mendes dos Santos: Voluntários que se apresentavam para o reparo da linha telefônica arrebentada, cooperando com os telefonistas, redobrando-lhes a confiança e a energia.

Soldados Olympio Ferreira Cintra e Antônio Cosme da Silva: Agentes de ligação entre o S/3 e Comandante da 1ª Companhia.

Sgt. Francisco de Sales Teles: Digno exemplo de chefe e líder, imbuído de alto espírito de sacrifício soube, com o pé amputado por uma mina, animar os seus comadantes, lamentado não poder continuar à frente de seu Grupo de Combate.

Sgt. Aquino de Araújo: Apresentou-se voluntariamente para acompanhar o Comandante do Pelotão num reconhecimento em um bosque, a fim de desbordar um campo minado. Vê caído um de seus subordinados, Soldado Indalécio, procura socorrê-lo, no que foi atingido por uma mina, mantendo a mesma serenidade e dedicação ao seu companheiro.

                Na ânsia de salva os companheiros caídos, um valente grupo com os Sargentos Pedro Gerônimo dos Santos e Hidelbrando de Andrade Farias e o Cabo Anísio Batista da Silva avançam nessa noite escura esquecendo-se da presença das minas. Alguns caiem vitimados, como o Soldado Indalécio Rolsa e Silva; outros, como Eduardo Schmit, embora feridos em uma das mãos, continua prestando socorros aos companheiros, recusando ser evacuado.

                São todos heroicos representantes de uma Infantaria valente e que não diminuíram os lances históricos dos seus antepassados em Lacuna. É difícil dizer-se qual o mais valente, se o Sargento Leopoldo Leão de Souza, não perdendo o sangue-frio, nem a calma à frente do seu Pelotão, dentro de uma campo de minas, ou os Soldados Antônio Vicente de Paulo e Florival Alves Pereira conduzindo, com o risco da própria vida, por entre as estreitas brechas feitas nos campos minados, o seu companheiro Indalécio, mortalmente ferido, até Bonzoni.

                Na espera dos socorros pedidos, vê-se, com uma dedicação fraternal, consolando os feridos, o Sargento Amilcar Pedro dos Santos, mitigando-lhes a sede, ajeitando uma perna fraturada ou recompondo o curativo. Aqueles outros se oferecem para as ligações diversas e lá se vão, em terreno desconhecido e suspeito de minas, o Sargento Jovelino Francisco Carvalho, os Soldados Antônio Sá Rodrigues, Wilson de Freitas Sella, Francisco Coelho de Amorim e Antônio Manoel Raimundo, dedicados na afeição e firmes na solidariedade humana.

Fonte: Coronel Adhmar Rivermar – Montese – Marco Glorioso de uma Trajetória

Os Civis No Dia D e depois do Dia D!

Quando as primeiras ondas de paraquedistas saltaram sobre a Normandia na madrugada do dia 05 para o dia 06 de junho de 1944 é evidente que os moradores daquela região imaginam que os dias que julgo nazista estava chegando ao fim, e que o sofrimento e as perseguições que a França estava passando desde 1940 se transformavam em esperança de um país livre e independente novamente.

Embora a primeira impressão tenha sido de libertação, o sentimento começa a se desfazer quando as primeiras bombas caem sobre a população civil, e esse talvez tenha sido o maior preço pago pela França. Em todos os momentos da invasão Aliada e nas operações que sucederam ao Dia D, estava no fogo cruzado uma população inteira de franceses que perderam tudo, exceto a vida. Diferentemente dos italianos que, nos combates em suas cidades, refugiavam-se nas montanhas em busca de proteção, os franceses permaneciam em suas casas. Não foram poucos os casos de soldados ao invadirem casas, encontrarem famílias inteiras refugiadas em regiões de intensos combates. Enquanto as operações aconteciam, o número de baixas aumentava entre os civis aumentava e, posteriormente o que se observa era a total precariedade da população que necessitou dos Exércitos Aliados para conseguirem se alimentar e terem uma estrutura mínima de subsistência por um longo período.

O grande diferencial da Segunda Guerra que afasta ela de suas antecessoras é que a Segunda Guerra teve consequências calamitosas para a população civil nunca antes registradas, e passou a contabilizar a triste estatística de baixas mais numerosos de Grande Guerra.

A Reintegração Social dos Ex-Combatentes da FEB – 46/88 – Parte I

Estamos publicando, a partir de hoje, a pesquisa do Professor Mestre Alessandro do Santos Rosa. Sua Dissertação de Mestrado contempla o retorno dos pracinhas e as políticas de abandono que foram implementadas pelo país até a década de 80, portanto é um subsídio incomensurável para todos aqueles que desejam entender sobre a condição dos membros  da Força Expedicionária Brasileira, depois da desmobilização promovida ainda pelo governo de Getúlio Vargas até o seu reconhecimento na Constituição Federal de 1988.

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INTRODUÇÃO

O objetivo principal do estudo focalizado por essa dissertação é desenvolver uma análise sobre o processo de reintegração social dos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (1943/1945), por intermédio de uma tardia legislação, que visava trazer um amparo legal. Será realizada uma abordagem geral sobre a FEB, sendo que se dará uma ênfase sobre o surgimento da legislação, na década de 40, especificamente no ano de 1946, um ano após o retorno dos expedicionários da Itália por término da Segunda Guerra Mundial (1939/1945).

Mesmo com o surgimento dessas legislações, um grande número de expedicionários obteve seu benefício somente na década de 1980. Em alguns casos, foram mais de quarenta anos de demora para que, aqueles que permaneceram vivos, fossem assistidos pelo Estado. A historiografia militar, aqui especificamente sobre a Força Expedicionária, ficou por um longo período no esquecimento da sociedade e dos próprios pesquisadores. Alguns contatos com ex-combatentes, que fizeram parte do efetivo da FEB e estiveram diretamente envolvidos no combate ou, ainda, que ficaram como reservas no depósito de pessoal, aguçaram meu interesse em procurar uma compreensão a respeito desse processo.

A academia apresenta, na atualidade, pesquisas de vulto importantíssimos para uma compreensão de como foi realizado o processo de desmobilização e sobre como foi trabalhada a reintegração social dos ex-combatentes. Porém, o objetivo é adicionar uma reflexão junto com essas pesquisas e tentar compreender as formas e razões que conduziram a criação dessas legislações, de modo específico, para aqueles que estiveram de forma direta envolvidos nos campos de batalha na década de 1940 e, em alguns casos, foram contemplar quem tinha direito somente na década de 80.

Essa pesquisa não tratara de casos nem de lugares específicos. Por intermédio de depoimentos, colhidos aleatoriamente, buscaremos uma compreensão do que ocorreu, de uma forma geral, com os homens e mulheres que compuseram o efetivo febiano. O processo pelo qual se desenvolveu a participação do Brasil, no episódio da Segunda Guerra Mundial, foi conturbado e desorganizado, deixando a sociedade distante. Os sacrifícios realizados nos campos de combate também ficaram, de certa forma, alheios ao conhecimento social, causando um esquecimento por parte da sociedade e por parte dos estudiosos.

Não seria diferente o procedimento no retorno, pois o povo brasileiro não estava interligado com seus militares combatentes. Em decorrência da forma como foi realizada a mobilização não havia uma relação de proximidade com o processo da participação na guerra, ficando os combatentes, dessa forma, ignorados, esquecidos. Como foram recebidos pela população seus ex-combatentes? Como a maioria dos ex-febianos passaram a viver seu cotidiano? Houve algum tipo de discriminação da sociedade em relação aos ex-componentes da FEB? Que tipo de amparo foi prestado pelo Estado? Esses amparos conseguiram reparar as injustiças ocorridas? Todos ex-combatentes foram beneficiados pelas leis criadas? Essa pesquisa tentara responder questões como essas e outras que possam surgir.

Outras abordagens, ainda, serão realizadas, as quais passam pelo processo de convocação e seleção, em que a questão dos apadrinhamentos será aprofundada. Incluem-se, assim, em nossas análises, investigações sobre os seguintes aspectos: a participação no confronto, bem como a participação na guerra, buscando-se dar ênfase, de uma forma inédita, sobre as facilidades oferecidas em situação de guerra; o que aconteceu aos ex-combatentes, após seu retorno ao país; qual foi a reação frente ao processo de desmobilização; como ficou marcado o momento da chegada e suas festividades por ocasião do retorno; quais as preocupações das autoridades político-militares, de uma forma geral, em relação aos expedicionários.

Na historiografia brasileira as pesquisas realizadas sobre esse grupo social, com teor mais profundo, datam de um momento recente. Alguns trabalhos realizados tiveram seu início no eixo Rio/São Paulo, na década de 1970, com a pesquisa de Maira de Lourdes Lins[1] (1972), a qual fazia parte do programa de pós-graduação. Nos anos que compõem a década de 1980 dois trabalhos, um do ex-combatente da FEB, Francisco Cabral[2] (1982) e outro do tenente-coronel, João Felipe Sampaio Barbosa[3] (1985), são apresentados, sendo que o último realiza uma abordagem específica sobre a questão social dos ex-componentes da FEB.

Outros trabalhos, não relacionados com a questão social da FEB, mas com a historiografia vem surgir na década 1990. A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial começa, então, a ganhar espaço e destaque entre os estudos acadêmicos, com pesquisadores como Luís Felipe da Silva Neves[4] (1992), Alfredo Oscar Salum[5] (1996) e Patrícia da Silva Ribeiro[6] (1999).

É perceptível que são poucas pesquisas realizadas em torno do assunto que envolve a participação efetiva do Brasil, no episódio da guerra. Em países do continente europeu, América do Norte, alguns países da Ásia e Oceania, nunca se deixou de pesquisar o ramo da História Social, que estuda as guerras e os homens que as fazem. Do mesmo modo, nunca se deixou de pesquisar sobre os ex-combatentes, seu impacto social. Um trabalho, que tem por objetivo uma abordagem em torno da questão social e tem uma representatividade historiográfica de grande importância, é a pesquisa do historiador Francisco César Alves Ferraz[7], o qual surgiu quase 60 anos após o encerramento da participação do Brasil no contexto da Segunda Guerra Mundial. Pode ainda ser citado como destaque, o empenho do pesquisador Dennison de Oliveira,[8] o qual se dedica, no desenvolvimento dos trabalhos desenvolvidos, à ênfase a uma Nova História Militar Brasileira. Este autor coordena grupos de pesquisa, desenvolvendo projetos e artigos que visam valorizar a história militar

Um longo período se passou até que houvesse interesse, por parte dos estudiosos, em desenvolver pesquisas em torno da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, referente à criação da Força Expedicionária Brasileira. Conforme explica Francisco César Alves Ferraz[9], nas quase seis décadas que separam o fim da guerra aos dias atuais, o tema da participação na Campanha da Itália teve pequena relevância na disciplina de História e nos livros didáticos.

Esse desinteresse acabou deixando um permanente abismo entre os ex-combatentes, componentes da FEB e o meio social. Para a pesquisadora Sirlei de Fátima Nass[10], a participação da FEB na Segunda Guerra não implicou nem em perdas substanciais de vidas humanas, nem a ocupação estrangeira do território brasileiro, sendo vista à distância pela sociedade. Fato esse que foi fundamental para o rápido esquecimento por parte da sociedade. Porém, para o pesquisador Dennison de Oliveira[11], essa falta de proximidade com os efeitos violentos da guerra não justifica o silêncio e a omissão, na medida em que o mundo acadêmico brasileiro mantém-se, curiosamente, distante do enfrentamento dos problemas suscitados pela necessidade de se interpretar a história militar e as memórias a ela associadas. O que poderia ter propiciado o pouco interesse em pesquisas relacionadas a assuntos militares, segundo os pesquisadores Dennison de Oliveira[12] e Francisco César Alves Ferraz[13], foi o difícil relacionamento existente entre a universidade e o Regime Militar (1964/85), sendo que, mesmo depois de terminada a ditadura, a FEB continuou sendo desprezada na historiografia acadêmica.

Outros interesses se interligavam com essas problemáticas, pois as autoridades político-militares, temendo que pudesse haver uma mobilização política mediada pelo contingente que havia retornado dos campos de batalha da Europa, procuravam manter a sociedade distante da FEB. Ficava, dessa forma, mais enfraquecida a imagem da Força Expedicionária e de seus componentes, apagando-se, rapidamente, da memória da sociedade. Embora no período da ditadura tenha ocorrido um grande desenvolvimento nas áreas de pesquisas, graduação e pós-graduação dentro do meio acadêmico, as tensões políticas distanciavam as produções científicas. Nem mesmos os livros didáticos traziam grandes informações. Nesse material constavam algumas poucas informações sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, desprezando posteriormente a FEB também.

A sociedade, por não conhecer o processo pelo qual passaram os ex-combatentes, por não saber das dificuldades enfrentadas, desde a mobilização, a passagem pelo processo da participação efetiva nos campos de batalha, encerrando por uma desmobilização desorganizada e rápida, não teria condições, também, de oferecer apoio, de reconhecer seus heróis. Como nos explica Dennison de Oliveira[14], dependendo das avaliações do desempenho da tropa brasileira na Itália, feitas por essa história, a memória da FEB assumiu dimensões simpáticas e generosas, hostis e negativas, ou mesmo heróicas ou depreciativas.

Dessa forma, se tornava fácil distorcer os feitos dos expedicionários, seguindo as divulgações e pesquisas, o critério que interessasse àquelas pessoas que detinham o poder e visavam preservar seus interesses. Essas possibilidades poderiam transformar pontos positivos em negativos sem questionamentos, pois não havia na memória social informações concretas. Como analisado por Sirlei de Fátima Nass[15], tal entendimento exerceu grande influência, para melhor ou para pior, no conjunto de questões, na diversidade de memórias, nas representações sobre a atuação dos expedicionários na guerra, bem como na busca por reconhecimento e inserção social da sua memória e história.

BIBLIOGRAFIA

 

BONALUME NETO, Ricardo. A nossa Segunda Guerra: os brasileiros em combate, 1942-1945. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1995.

CABRAL, F. Um batalhão no Monte Castelo. São Paulo, 1982. Tese (Doutorado em História), Universidade de São Paulo

FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou: a reintegração social dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (1945-2000). Tese de doutorado. São Paulo, 2003.

FERRAZ, F. C. A. O Brasil na guerra: um estudo de memória escolar. Comunicação apresentada no IV Encontro Perspectiva do Ensino de História. Ouro Preto. Universidade Federal de Ouro Preto, 24 de abril de 2001. Anais da ANPOC.

LINS, M de L. F. A Força Expedicionária Brasileira: uma tentativa de interpretação. São Paulo, 1972. Dissertação (Mestrado em História) Universidade de São Paulo (publicada em 1975 pela Editora Unidas de São Paulo).

MASCARENHAS DE MORAES, João Batista. A FEB pelo seu Comandante. São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1947.

NASS, Sirlei de Fátima. Legião Paranaense do Expedicionário: indagações sobre a reintegração social dos febianos paranaenses (1943-1951). Dissertação – UFPR, 2005.

OLIVEIRA, D. História e memória entre ex-combatentes: o caso da Força Expedicionária Brasileira (1943-2000).

RIBEIRO, P. da S. As batalhas da memória: uma história da memória dos ex-combatentes brasileiros. Niterói, 1999. Dissertação (Mestrado em História): Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense.

SALUM, A. O. Zé Carioca vai à Guerra. São Paulo, 1996. Dissertação (Mestrado em História) Pontifícia Universidade Católica.


[1] LINS, M de L. F. A Força Expedicionária Brasileira: uma tentativa de interpretação. São Paulo, 1972. Dissertação (Mestrado em História) Universidade de São Paulo (publicada em 1975 pela Editora Unidas de São Paulo).

[2] CABRAL, F. Um batalhão no Monte Castelo. São Paulo, 1982. Tese (Doutorado em História), Universidade de São Paulo.

[3] Este é a única pesquisa encontrada abordando alguns tópicos sobre a questão social da FEB. BARBOSA, João Felipe Sampaio. Regresso e desmobilização da FEB: problemas e consequências. (A Defesa Nacional, Rio de Janeiro. Ano 71, n. 719, mai./jun. 1985).

[4] NEVES, L. F. da S. A Força Expedicionária Brasileira: uma perspectiva histórica. Rio de Janeiro, 1992. Dissertação (Mestrado em História), Universidade Federal do Rio de Janeiro.

[5] SALUM, A. O. Zé Carioca vai à Guerra. São Paulo, 1996. Dissertação (Mestrado em História) Pontifícia Universidade Católica.

[6] RIBEIRO, P. da S. As batalhas da memória: uma história da memória dos ex-combatentes brasileiros. Niterói, 1999. Dissertação (Mestrado em História): Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense.

[7] FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou: a reintegração social dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (1945-2000). Tese de doutorado. São Paulo, 2003. p. 5

[8] O doutor Dennison de Oliveira, além de coordenar grupos de pesquisa em torno da historiografia militar brasileira é autor de várias obras podendo ser citadas aqui “Os soldados alemães de Vargas” e “Os soldados brasileiros de Hitler”, dentre outra obras.

[9] FERRAZ, F. C. A. O Brasil na guerra: um estudo de memória escolar. Comunicação apresentada no IV Encontro Perspectiva do Ensino de História. Ouro Preto. Universidade Federal de Ouro Preto, 24 de abril de 2001. Anais da ANPOC.

[10] NASS, Sirlei de Fátima. Legião Paranaense do Expedicionário: indagações sobre a reintegração social dos febianos paranaenses (1943-1951). Dissertação – UFPR, 2005. p.17.

[11] OLIVEIRA, D. História e memória entre ex-combatentes: o caso da Força Expedicionária Brasileira (1943-2000).

[12] Idem.

[13] FERRAZ, F. C. A. A Guerra que não acabou…. op. cit. . p. 10

[14] Idem.

[15] NASS, Sirlei de Fátima. Legião Paranaense do Expedicionário…. op. cit. p.18