Anúncios

Arquivo

Archive for novembro \30\UTC 2011

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Polônia e Outras Guerras

Em Varsóvia

Adolf Hitler saúda as tropas da Wehrmacht alemã em Varsóvia, na Polônia, em 05 de outubro de 1939, depois da invasão alemã. Atrás Hitler estão, da esquerda para a direita: o coronel general Walther von Brauchitsch, o tenente-general Friedrich von Cochenhausen, o coronel general Gerd von Rundstedt, e o coronel general Wilhelm Keitel(AP Photo).

Enquanto isso...

Em 1939, Exército Imperial Japonês com unidades navais continuou a atacar e a avançar para a China e Mongólia. Após um curto contato com os defensores chineses,  japoneses entraram na cidade sem encontrar muita oposição.(AP Photo).

Outras Guerras

Na fronteira da Mongólia, os tanques japoneses se deslocam por vastas planícies da Mongólia, Manchúria, perto da fronteira da Mongólia, em 21 de julho de 1939. Tropas foram reforçadas pelos japoneses quando os combates com as forças soviéticas irrompeu de repente no setor. (AP Photo).

Mongólia

Uma unidade japonesa avança cautelosamente, nos últimos dois carros blindados soviéticos abandonados no combate ao longo da fronteira da Mongólia, em julho de 1939.(AP Photo).

Guerra de Inverno

Em 30 de novembro de 1939, após os ataques Soviéticos contra a Finlândia – eles estavam pedindo os finlandeses para dar-lhes concessões de terras e destruíssem fortificações ao longo da fronteira – a URSS invadiu a Finlândia. Cerca de 450.000 soldados soviéticos cruzaram a fronteira, iniciando uma batalha, brutal sob campos congelados que seria chamada de Guerra de Inverno . Nesta imagem, um membro de um destacamento finlandês antiaérea, vestindo seu uniforme de camuflagem branco, trabalha com um localizador de alcance em 28 de dezembro de 1939, durante um ataque aéreo russo.(AP Photo).

Em chamas

Uma casa queima depois de ser atingida por uma bomba soviética durante um ataque aéreo russo em Turku, uma cidade portuária no sudoeste da Finlândia, em 27 de dezembro de 1939.(AP Photo).

Ataque aéreo

Em um congelado e arborizada frente de batalha “em algum lugar na Finlândia,” dispersão de tropas finlandesas para abrigar-se de aviões soviéticos que sobrevoam em um ataque aéreo em 19 de janeiro de 1940.(AP Photo).

Renas

Os soldados finlandeses, membros de um dos batalhões de esqui que lutaram contra as tropas invasoras russas, marcha com suas renas em 28 de março de 1940. (Nota: esta foto mostra a evidência de ter sido retocada à mão, provavelmente, em um esforço para aumentar a nitidez e contraste)(AP Photo).

Despojos

Despojos de guerra – capturado tanques soviéticos, ao longo de uma estrada em uma floresta coberta de neve em 17 de janeiro de 1940. Tropas finlandesas tinham acabado de vencer uma divisão Soviética. (LOC).

Voluntário Camuflado

Um voluntário sueco, “em algum lugar na Finlândia do Norte,” se protege do frio ártico abaixo de zero com uma máscara sobre o rosto em 20 de fevereiro de 1940, quando em serviço contra os invasores russos.(AP Photo).

 

 

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Os alemães e o Brasil – A Imigração Alemã – Parte VII – Final

Saída de cima do muro: apoio aos países aliados

Embora identificado com os regimes totalitários europeus, o Estado Novo getulista conservava-se neutro em relação ao conflito que eclodira em 1939, neutro quanto aos Estados liberais e ao nazi-fascismo europeus.

O Brasil possuía uma posição geográfica estratégica, tanto para os norte-americanos, quanto para os alemães. Por isso era de fundamental importância para ambos os países o apoio brasileiro. O país contava ainda com um forte comércio de café com os norte-americanos e com os alemães havia comercialização do algodão, ambos os produtos fortaleciam a e impulsionavam a economia brasileira.

As riquezas minerais, como, por exemplo, o minério de ferro em grande quantidade, era estrategicamente ambicionado pelos dois lados, pois essas matérias-primas seriam utilizadas para a fabricação de arsenais de guerra, tecnologia que nesse período estava em pleno desenvolvimento.

Apesar das pressões norte-americanas, o governo continuava indeciso. E essa indecisão era reflexo das tendências contraditórias dos homens do governo: enquanto Filinto Müller, chefe da polícia do Rio, e Francisco Campos, secretário da educação do Distrito Federal, eram favoráveis às potências fascistas do eixo Berlim-Roma-Tóquio, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores colocava-se contra. Entre as duas tendências oscilavam os generais Góis Monteiro e Dutra.

Mas muito preocupava aos Estados Unidos as ligações comerciais que o Brasil mantinha com a Alemanha e, principalmente, a postura tomada por Vargas diante da ideologia dos países do Eixo. Em 1940, Vargas citou em um discurso as qualidades do Eixo, o que fez que todos acreditassem na possibilidade do Brasil em breve se unir a eles, até porque, o Estado Novo era um governo que se identificava com os regimes totalitários europeus. Mas apesar do fato do presidente ser um simpatizante do regime alemão, “economicamente, nas circunstâncias, o Brasil não podia viver sem os Estados Unidos. A Alemanha não era bastante grande para substituí-la em nossos negócios”[1].

Segundo Roberto Gambini[2]: “Deve ficar bem claro que essa possibilidade de um duplo sistema comercial foi usada mas não criada pelo Brasil. À medida que se concretizava o prospecto de aliança entre Brasil e Alemanha, os Estados Unidos concentravam seus esforços para subverter o comércio entre os dois países, visando impedir que a Alemanha prosseguisse em sua marcha armamentista”. (p. 165)

Sendo assim, o governo determinou através do DIP[3], que qualquer meio de comunicação permanecesse neutro ao relatar notícias da guerra que acontecia na Europa, uma vez que a censura era rigorosamente exercida em todas as ocasiões.

A inclinação a favor das potências aliadas deu-se a partir do sucesso das negociações de empréstimos entre o Brasil e o Eximbank, em 1941. Já na II Conferência de Consulta dos Chanceleres no Rio de Janeiro, em meados de janeiro de 1942, a aliança política entre Brasil e Estados Unidos foi efetivada.

Tornou-se inevitável o rompimento das relações diplomáticas com o Eixo. Em março do mesmo ano, o comprometimento do Brasil se aprofundou, com a assinatura de um acordo que permitia aos Estados Unidos a utilização das costas nordestinas como bases aeronavais.

A participação direta do Brasil no conflito mundial aconteceu após repetidos ataques aos navios brasileiros por parte da força submarina alemã. Cerca de dezoito navios foram perdidos nesses ataques, realizados até em águas brasileiras. Além das perdas materiais, em torno de 607 brasileiros foram mortos.

Evidentemente, isso provocou reações espontâneas que resultaram em manifestações populares exigindo a entrada do Brasil na guerra. Em 21 de agosto de 1942, finalmente, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, declarou oficialmente guerra contra a Itália e a Alemanha.

Porém, ao apoiar os norte-americanos, o Brasil acaba se colocando em uma situação contraditória, pois sempre incentivara a colonização alemã. Ao tomar essa decisão acaba adotando medidas de repressão se voltando contra aqueles que tinham origens germânicas e que aqui residiam. Como analisado anteriormente nesse capítulo, os mesmos passam a ser perseguidos, agredidos pela sociedade brasileira, a qual estava mobilizada pelo episódio dos incidentes marítimos.

O país acaba participando do episódio da Segunda Guerra Mundial, não porque estava na eminência de ser atacado ou ocupado, mas sim, porque as articulações políticas e econômicas acabaram conduzindo ao desfecho desse processo.

A participação inicial do Brasil ficou limitada ao fornecimento de matérias-primas estratégicas e ao auxílio no policiamento do Atlântico Sul. Somente em 1944 foi enviado à Itália um contingente de soldados, que compuseram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que foi criada um ano antes, sob o comando do general Mascarenhas de Morais, a qual passará a ser analisada no próximo capítulo.

Os autores Dennison de Oliveira, René Gertz, Frank D. Mccann e Giralda Seyferth, trazem em suas reflexões as formas como vão se desencadear os relacionamentos entre os imigrantes germânicos e o Brasil, possibilitando-nos uma compreensão da dificuldade da tomada de decisão do governo brasileiro, qual seja, de apoiar os países aliados e não os países do eixo.

A sociedade brasileira tinha em todos os seus segmentos, sejam eles políticos, instituições de segurança, comércio, indústria, produção rural, uma ligação muito forte com os imigrantes alemães, dificultando ainda mais a tomada de decisão. Essa atitude, depois de tomada, acabaria afetando até mesmo a forma como seria tratado o povo germânico aqui residente, o que acabou acontecendo de fato.

Da mesma forma, como foi constatado, a mudança de tratamento com os imigrantes alemães desencadeou o processo que culminou no apoio aos países aliados. E é possível ter uma compreensão mais sensível deste episódio através dos depoimentos aqui mencionados de Italo Conti, Aristides Saldanha Verges, Virginia Leite e Lindolfo Guilherme Arendt.

Sendo eles integrantes de comunidades de imigrantes ou ainda descendentes dos mesmos, vivenciaram o processo e guardam em suas lembranças fatos que de uma forma ou de outra modificaram suas vidas. Ficou claro que houve mudanças drásticas de comportamento em relação aos imigrantes alemães, italianos e japoneses, direcionando a perseguições e agressões.

Ainda, conforme abordagem dos autores Roberto Ganbini, Leôncio Basbaum, Renato Eickhoff, Roney Cytrynowicz, Ricardo Seitenfus e Paulo Brandi, fica visível como foi articulado dentro do Estado Novo uma situação que pudesse beneficiar a economia brasileira até os últimos momentos, onde uma decisão havia de ser tomada.

Dentro do exposto nos textos subseqüentes, é possibilitada uma analise, através das abordagens dos autores citados e dos entrevistados, como acaba se desencadeando o processo que leva o país aos campos de batalha. Desde suas dificuldades devida a ligação com os imigrantes germânicos, ideologia política alinhada com os regimes ditatoriais e ainda interesses econômicos. Dentro de todo esse contexto vem surgir o efetivo que representaria, não só uma nação, Brasil, mas também seria o único efetivo sul-americano a singrar os mares e participar de uma forma efetiva do contexto da Segunda Guerra Mundial.

 

Referencia Bibliográfica

 

*GERTZ, René. O perigo alemão. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1991

*OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008

*SEYFERTH, Giralda. A colonização alemã no vale do Itajaí – Mirim. Porto Alegre: Movimento, 1985

*BRANDI, Paulo. Vargas: da vida para a história. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

*EICKHOFF, Renato. A Força Expedicionária Brasileira e os seus Veteranos. 2005. 42 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2005.

*CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Edusp, 2000.

*GAMBINI, Roberto. O duplo jogo de Getúlio Vargas. São Paulo: Ed. Símbolo, 1977

*BASBAUM, Leôncio. História sincera da República: de 1930 a 1960. São Paulo: Alfa-Omega, 1976


[1] BASBAUM, Leôncio. História sincera da República: de 1930 a 1960. São Paulo: Alfa-Omega, 1976. p122

[2] GAMBINI, Roberto. O duplo jogo de Getúlio Vargas. São Paulo: Ed. Símbolo, 1977. p.165

[3] O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) criado em dezembro de 1939 foi o principal responsável pela legitimação de Vargas e do Estado Novo perante a opinião pública. Com maior amplitude de ação que o Departamento Nacional de Propaganda, o DIP, dirigido por Lourival Fontes, tornou-se porta-voz autorizado do regime e o órgão coercitivo máximo da liberdade de pensamento e expressão até 1945.

 

Propaganda Alemã – Nasce o Apoio a Segunda Guerra

Quando Hitler e Goebbels começaram a conceber uma Alemanha Nacional Socialista já imaginavam o que precisariam realizar para conquistar o apoio irrestrito de seu fundamentalismo, e nisso, convenhamos, ninguém fez melhor do que o Ministro da Propaganda Nazista, Goebbels estava há anos luz distância dos demais países. Novos métodos envolveram a população alemã de tal maneira que a oposição ao partido nazista foi massacrada pelas campanhas direcionadas que, inclusive tornaram-se fonte de estudo para a indústria de marketing contemporânea. Em 1930 a população alemã está com a autoestima destruída, no final dessa mesma década ela quer dominar o mundo, sem entrar no mérito da guerra em si, mas analisando do ponto de vista da concepção de ideais. Para o bem ou para o mal, foi um evento impar em sociedade politizada e intelectualizada como a sociedade alemã, coisa que nem o mais dos maiores visionários poderia explicar. Segue alguns exemplos abaixo de propagandas anteriores a declaração de guerra.

 

Fonte: http://www.prussianpoland.com/

Homenagem aos heróis socorrenses da Segunda Guerra Mundial

 Segue abaixo artigo enviado pelo pesquisador Derek Destito Vertino. Ratificamos o apoio iniciativas dessas que possam trazer à luz o reconhecimento histórico de nossos soldados nos campos de batalha da Itália.

  __________________

No último dia 19 de Novembro, o município de Socorro/SP foi presenteado com uma grande homenagem. Após quase 67 anos, Prefeitura Municipal inaugurou uma placa em homenagem aos veteranos socorrenses que representaram o município no maior conflito armado da História, a Segunda Guerra Mundial, durante a Campanha na Itália e Defesa do Litoral. Os ex-combatentes homenageados foram: Benedito Vaz de Lima, José Maria Teixeira, Luiz Granconato, Manfredo Lugli, Thomas Marcelino Borim e Ramiro Zucato: tal resgate de uma parte da nossa história que os homenageados em vida, não viram.

O evento foi realizado no Palácio das Águias e contou com aproximadamente 80 pessoas, entre familiares, professores, políticos. Tal homenagem é a segunda vitória do livro “Da Glória ao Esquecimento: os socorrenses na Segunda Guerra Mundial”, do pesquisador Derek Destito Vertino. Em Maio/2011, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei número 19/2011, de Luciano K. Taniguchi, incluindo o Dia da Segunda Guerra no calendário oficial da cidade, 8 de Maio.

A abertura do evento de inauguração da placa foi realizada por Vilma Simões. Em seguida, o pesquisador Derek Destito Vertino destacou as principais dificuldades em publicar o seu livro e os resultados obtidos de seu trabalho.  O Presidente da Câmara, Luciano K. Taniguchi, discursou sobre a importância do resgate da história local. O evento contou com a ilustríssima presença do pesquisador Márcio C. de Faria (autor do Livro “A Casa das Laranjas: Crônica dos Bragantinos na Força Expedicionária Brasileira) e Luiz Moura (ex-combatente de Bragança Paulista), que emocionaram os presentes falando brevemente sobre o descaso das autoridades e da população em geral sobre o reconhecimento dos ex-combatentes e as principais feridas ainda abertas na memória de cada um. Ao final do evento, Márcio Celestino Faria presenteou algumas pessoas presentes no evento com um exemplar de seu livro.

Infelizmente a inauguração não teve cobertura da mídia local e as cadeiras foram alugadas pelo Derek. Agradecimento ao ICA (Instituto de Cultura e Arte) pelo empréstimo do som, ao Marcus do Dep. de Cultura e ao Carlos Tavares do Dep. de Turismo. Espero que o destaque deste momento histórico para a cidade tenha o devido e merecido reconhecimento de todos um dia deixaram de acreditar ou apoiar projeto de pesquisa.

derekdvertino@hotmail.com / derekdvertino@gmail.com

Twitter: @derekdestito

Este slideshow necessita de JavaScript.

Categorias:Mais Assuntos

Cartazes e Charges Japoneses da Segunda Guerra

 Houve por parte do governo japonês pouca propaganda referente a Segunda Guerra Mundial direcionado para o público civil, tendo em vista que o alistamente era obrigatório e a omissão era tido como desonra para a família inteira, portanto não havia a necessidade de apoio incondicional à causa. Mas também houve material propagandista direcionado as tropas inimigas, escritas em inglês e jogadas nas linhas para abater o moral. Pela quantidade de material produzido e enviado, esse tipo de material é relativamente raro.

Clique na Imagem:

1939 – O Ano Que Mudou o Século XX – Invasão da Polônia

Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um tratado de não-agressão – uma semana depois, a Alemanha invadiu a Polônia e a Segunda Guerra Mundial começou. O primeiro ataque da guerra ocorreu em 01 de setembro de 1939, com aviões alemães atacando a cidade polonesa de Wielun, matando cerca de 1.200 pessoas. Cinco minutos depois, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein abriu fogo em um depósito em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Em poucos dias, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha e começou a mobilizar os seus exércitos e a preparar seus civis. Em 17 de setembro, a União Soviética invadiu a Polônia pelo leste. Forças polonesas se rendem no início de outubro, depois de perder cerca de 65.000 tropas e muitos milhares de civis.

Visão da Polônia

Uma cidade polonesa intacta a partir do cockpit de um avião bombardeiro médio alemão, provavelmente um Heinkel He 111 P, em 1939. (Biblioteca do Congresso Americano).

O Mito da Cavalaria Polonesa.

Em 1939, o exército polonês ainda mantinha muitos esquadrões de cavalaria, que serviram muito bem na Guerra Polaco-Soviética em 1921. Um mito surgiu sobre a cavalaria polonesa levando cargas desesperadas contra os tanques dos nazistas que avançavam, colocando cavaleiros contra veículos blindados. Na verdade as unidades de cavalaria encontravam divisões blindadas ocasionalmente, mas seus alvos eram a infantaria, e seus ataques foram muitas vezes eficazes. A Propaganda Nazista e soviética ajudaram a alimentar o mito da cavalaria nobre. Esta foto é de um esquadrão de cavalaria polonesa em manobras em algum lugar na Polônia, em 29 de abril de 1939.(AP Photo).

Correspondente

Associated Press correspondente Alvin Steinkopf da Cidade Livre de Danzig – na época, um semiautônoma cidade-estado ligada à Polônia. Steinkopf estava relatando a situação tensa na Danzig à América, em 11 de julho de 1939. Alemanha vinha exigindo a incorporação de Danzing para o Terceiro Reich durante meses, e parecia estar preparando uma ação militar.(AP Photo).

Não-Agressão

Premier soviético Josef Stalin (segundo à direita), sorrisos, enquanto o ministro do Exterior soviético Vyacheslav Molotov (sentado), assina o pacto de não agressão com o ministro das Relações Exteriores Reich Joachim von Ribbentrop (terceiro da direita), em Moscou, em 23 de agosto de 1939. O homem à esquerda é ministro da Defesa soviético Adjunto e Chefe do Estado Maior, Marechal Boris Shaposhnikov. O pacto de não-agressão incluía um protocolo secreto dividindo a Europa Oriental em esferas de influência no caso de um conflito. O pacto agora garantia que as tropas de Hitler não teriam de enfrentar resistência dos soviéticos se eles invadiram a Polônia.(AP Photo / Arquivo).

Primeiro Ataque

Dois dias depois que a Alemanha assinou o pacto de não agressão com a URSS, Grã-Bretanha entrou em uma aliança militar com a Polônia, em 25 de agosto de 1939. Esta foto mostra a cena uma semana depois, no dia 01 de setembro de 1939, uma das primeiras operações militares de invasão alemã da Polônia, é o início da Segunda Guerra Mundial. Aqui, o encouraçado alemão Schleswig-Holstein bombardeia um depósito militar polonês em Westerplatte na Cidade Livre de Danzig. Simultaneamente, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe), e tropas terrestres (Wehrmacht) estavam atacando diversos outros alvos poloneses.(AP Photo).

Desembarques

Soldados alemães depois do desembarque de unidades alemãs do encouraçado Schleswig-Holstein, em 07 de setembro de 1939. Menos de 200 soldados poloneses defenderam a pequena península, mas seguraram os alemães durante sete dias. (AP Photo).

Ataque Aéreo

Vista aérea de bombas explodindo durante um bombardeio alemão na Polônia, em setembro de 1939(LOC).

Por Terra

Dois tanques da Divisão SS-Leibstandarte Adolf Hitler atravessam o rio Bzura durante a invasão alemã da Polônia em setembro de 1939. A Batalha de Bzura, a maior de toda a campanha, durou mais de uma semana, terminando com as forças alemãs capturando a maior parte ocidental da Polônia.(LOC / Klaus Weill).

Parada

Soldados da SS-Leibstandarte Adolf Hitler Divisão, descansando em uma vala ao lado de uma estrada a caminho de Pabianice, durante a invasão da Polônia em 1939.(LOC / Klaus Weill).

Avanço

Guardas alemães avançando são mostrados em uma cidade polonesa que está debaixo de fogo durante a invasão, setembro de 1939.(AP Photo)

Infantaria em Varsóvia

Infantaria alemã avança cautelosamente nos arredores de Varsóvia, na Polônia em 16 de setembro de 1939.(AP Photo).

Prisioneiros Civis

Vários prisioneiros de guerra civil, com os braços levantados, caminham ao longo de uma estrada durante a invasão alemã da Polônia, em setembro de 1939.(LOC).

O Rei

Rei George VI da Inglaterra realiza transmissões para a nação britânica na primeira noite da guerra, em 3 de setembro de 1939, em Londres.(AP Photo).

O Início

Um conflito que terminaria com o lançamento de duas bombas nucleares começou com uma proclamação lida em voz alta por um pregoeiro. Agindo Crier Town e Saltbearer da Cidade de Londres, lê a proclamação de guerra, em Londres, em 04 de setembro de 1939.(AP Photo / Putnam).

Os Diplomatas

Uma multidão lê as manchetes dos jornais, “Chuvas de Bombas em Varsóvia”, fora do edifício do Departamento de Estado dos EUA, onde os diplomatas realizam uma conferência sobre as condições de guerra na Europa, em 1 de setembro de 1939.(AP Photo).

Primeiro Afundamento

Em 17 de setembro de 1939, o HMS Courageous da Marinha Britânica foi atingido por torpedos do submarino alemão U-29, e afundou em 20 minutos. O Courageous, foi atacado enquanto realizava uma patrulha anti-submarino ao largo da costa da Irlanda, foi perseguido durante horas por U-29, que lançou três torpedos quando viu uma abertura. Dois dos torpedos atingiram o navio a bombordo, afundando-o com a perda de 518 de seus 1.259 tripulantes.(AP Photo).

Devastação

A cena de devastação vista na rua Ordynacka, em Varsóvia, Polônia em 06 de março de 1940. A carcaça de um cavalo morto está na rua entre enormes pilhas de escombros. Enquanto Varsóvia estava sob bombardeios quase constante durante a invasão, em apenas um dia, 25 de setembro de 1939, cerca de 1.150 missões de bombardeio foram efetuadas por aeronaves alemãs contra Varsóvia, caindo mais de 550 toneladas de bombas de alto impacto explosivo e incendiária sobre a cidade.

Desolação

Um garato polonês retorna ao local de sua casa

O Trem

Um trem blindado polonês danificado com cisternas capturadas durante a invasão da Polônia em setembro de 1939.(LOC / Klaus Weill).

Soldados alemães, feito prisioneiros pelo exército polonês durante a invasão nazista, são mostrados enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro em Varsóvia, em 02 de outubro de 1939.(AP Photo).

A Rendição da 148ª Divisão Alemã – Relato de Don Alessadro Cavalli

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

A parlamentação para a rendição das tropas alemãs, ocorrida entre Don Alessandro Cavalli e o Comando das Tropas Alemãs, para sua rendição incondicional foi relatada por este zeloso sacerdote, em depoimento datado de  7 de Março de 1951.

            “Paróquia de Noviano de Rossi, Freguesia de Fornovo – Taro – Diocese de Parma – Itália.”

            Eu, abaixo assinado, Don Alessandro Cavalli, filho de Giuseppe, nascido a 6 de fevereiro de 1889, em Berceto, comuna da província de Parma, sacerdote católico, atualmente residente em Noviano di Rossi nas funções de pároco, declaro:

            que no dia 27 de Abril de 1945, às 15  horas, chegaram defronte à Igreja Paroquial de Noviano de Rossi, tropas brasileiras motorizadas(caminhões e carros de combate), e que me apresentei imediatamente o Major Henrique Cordeiro Oest, comandante do II/ 6ºRI, o qual tendo por intérprete o 1º Ten Armando castelo Veiga, que falava muito bem italiano, confiou-me a missão de parlamentário para entrar em contato com as tropas alemãs, a fim, de viva voz, intimá-las à rendição incondicional, de conformidade com as leis internacionais.

            Aceitei a missão, e caminhando a pé cerca de 6 quilômetros para atingir ás 16:30 horas a localidade de Respiccio (Caseificcio Arduini Pasquale di Respiccio), onde encontrei o Comando da Divisão Alemã, e comuniquei então, a ordem de rendição incondicional aos oficiais presentes. Fiquei detido por aproximadamente 3 horas, e por quatro vezes diversos oficiais me interrogaram repetidamente, sobre a força numérica, sobre a potência e a qualidade das armas e sobre a localidade onde estavam as posições das tropas brasileiras, e nestes interrogatórios, eu insistia, e repetia diversas vezes, que eles deveriam se render, porque estavam completamente cercados e já não havia mais possibilidade de salvarem-se do cerco.

            Às 19:30 horas, um oficial superior alemão, bastante idoso(que falava corretamente italiano, tendo inclusive sido embaixador em Roma), insistiu comigo dizendo: “Pastor, faça o favor de dizer ao comandante brasileiro que escreva as condições de rendição, depois volte aqui novamente, que nós o esperaremos neste local.

            Sendo já noite, respondi que não poderia retornar senão na manhã seguinte, por volta das 9 horas, e pedi encarecidamente que não atirassem durante as negociações. Caminhando sempre a pé, cheguei às 20:30 horas à Casa Paroquial de Naviano di Rossi, onde se alojara o Major Oest, juntamente com outros oficiais, para melhor dirigirem as operações bélicas, com quatro aparelhos rádio- transmissores.

            Relatei o combinado com oficial alemão e o Major Oest foi até o Comando Superior Brasileiro, para que a carta que eles pediram fosse escrita, e precisamente às 8 da manhã de 28 de Abril de 1945, recebi do Major Oest a carta que me apressei em levar a Respiccio, onde cheguei por volta das 9:00 horas, e entreguei-a ao mesmo oficial alemão, como haviamos combinado ao anoitecer do dia anterior.

            Cerca de 3 horas de espera, às 11:45 horas, me foi entregue uma carta sigilosa, que levei ao Major Oest, que entregou pessoalmente ao Cel Nelson de Melo. Por isso, declaro que fui eu mesmo o portador do ofício do Cel Nelson de Melo, dirigido ás Forças Nazifascistas que se encontravam em Fornovo di Taro e adjacências, que dito ofício, segundo eu sabia, era um ultimato de rendição incondicional. Esta missão me foi confiada voluntariamente, com o propósito de salvar vidas humanas e de evitar horrores e destruições.

            O ultimato foi entregue ao destinatário ainda na manhã de 28 de Abril, e logo depois das 10 horas da manhã, entreguei uma declaração escrita em alemão, com a assinatura do major Kuhn do quartel general d a148ª Divisão Alemã, dirigida aos oficias brasileiros.

            Finalmente, declaro que ao ver este documento, tive a impressão que em muito breve, seria concluída a questão da rendição alemã à tropa brasileira, e de fato, na noite do dia 28 de Abril de 1945, os nazifascistas capitularam diante do imponente dispositivo de ataque dos brasileiros.

            Em fé do que acima foi declarado

                                   (a) Don Alessandro Cavalli

                                               Pároco de Noviano di Rossi

            Decorridos alguns anos, foi inaugurada ao lado da Igreja de Noviano di Rossi, uma grande lápide de mármore, comemorativa a este notável episódio em que a cruz se uniu à espada para conseguir a mais humana das soluções, onde estava gravada  a inscrição, que pose ser considerada como uma mensagem aos brasileiros do futuro:

 

                                                           HONRA E GLÓRIA

                                            SOBRE ESTAS AMENAS COLINAS,

                                   SOB A SUPERVISÃO DO GRANDE MARECHAL

                                               J.B. MASCARENHAS DE MORAES

                                       E O COMANDO DO VALOROSO CORONEL

                                                          NELSON DE MELO

                                            E COM A ZELOSA PARTICIPAÇÃO

                                     CRISTÃ DO INTRÉPIDO SACERDOTE

                                              DON ALESSANDRO CAVALLI

                                        ARCIPRESTE DE NEVIANO DI ROSSI,

                                   COM O INTUITO DE SALVAR VIDAS HUMANAS

                                      E EVITAR HORRORES E DESTRUIÇÕES,

                                     NOS DIAS 27-28-29-30 DE ABRIL DE 1945

                                   AS TROPAS ARMADAS BRASILEIRAS (F.E.B)

                                               CHEGARAM E IMPUSERAM

                                            A RENDIÇÃO INCONDICIONAL

                                                  ÀS TROPAS ALEMÃS

                                   COM PLENA E TRIUNFANTE VITÓRIA

                                                          ANO DE 1945.

                        Don Alessandro Cavalli foi agraciado pelo Governo Brasileiro com honrosas condecorações nacionais: Ordem do Mérito Militar Brasileiro e Ordem do Cruzeiro do Sul.

%d blogueiros gostam disto: