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Archive for 01/11/2011

Hiroo Onoda – O homem que lutou na Segunda Guerra até 1974

Em março de 1974, cerca de 29 anos após o fim da Segunda Guerra, Hiroo Onoda, um ex-oficial da inteligência do Exército japonês, saiu da selva de Lubang nas Filipinas, onde foi finalmente dispensado do serviço ativo. Ele entregou sua espada, seu rifle, munição e granadas de mão. Onoda tinha sido enviado para a Ilha em dezembro 1944 para se juntar a um grupo de soldados e impedir um ataque inimigo, contudo depois de alguns meses as forças Aliadas capturaram ou matam seus compatriotas, mas o tenente e mais três soldados japoneses, se refugiam nas montanhas e começam uma insurgência que se estenderia por décadas após o fim da guerra. Várias vezes encontravam folhetos que informavam que a guerra tinha acabado, mas eles se recusavam a acreditar. Em 1950, um dos soldados se entregou às autoridade filipinas. Em 1972, Onoda perde os dois companheiros remanescentes em um ataque de guerrilha. Em 1974 o ex-comandante de Onoda foi localizado e voou para as Filipinas na tentativa de dispensar o tenente do serviço ativo e trazê-lo de volta para o Japão. Ao longo dos anos, o pequeno grupo teria matado mais de 30 pessoas em ataques planejados de guerrilha, mas Onoda acabou sendo perdoado pelo Presidente filipino Ferdiand Marcos.

Talvez essa história seja a mais notória resistência de um pequeno grupamento militar de toda a História da Humanidade.

Depois de sua rendição, Onoda se mudou para o Brasil, onde se transformou um fazendeiro de gado na colônia agrícola de Jamic em Terenos, Mato Grosso do Sul.

Publicou uma autobiografia: No Surrender: My Thirty-year war (no Brasil, publicado pela Empresa Jornalística S. Paulo Shimbum S.A. como “Os Trinta Anos de Minha Guerra”), logo após sua rendição, detalhando sua vida como um combatente de guerrilha em uma guerra há muito tempo terminada. Revisitou a Ilha de Lubang em 1996, doando $10.000 para a escola local em Lubang. Casou-se com uma japonesa e voltou para o Japão, para administrar um acampamento para crianças, mas volta com regularidade ao Brasil.

 

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