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Curiosidades do Pré-Guerra – Parte I


A Segunda Guerra pode ser perfeitamente entendida a partir da análise dos acontecimentos do pré-guerra, ou do período compreendido entre o fim da Primeira Guerra ao início da Segunda, ou seja, a Segunda começa a se moldar, a partir do fim da Primeira. E os acontecimentos que evidenciaram os fracassos de toda a diplomacia mundial para evitar a morte de milhões de pessoas, iniciaram, quase que de forma retórica, pela política econômica que sucumbiu nos anos 20 e 30. Países participantes do Grande Conflito ou estavam politica e economicamente em parca recuperação, como é o caso de França e Inglaterra, no caso dos vencedores ou estavam pagando caro pela derrota, como é o caso da Alemanha, também há outros países ou impérios, como é o caso do Otomano, que se reconfigurou geograficamente após a derrocada.

Nesse contexto a Grande Depressão evidenciada na Quebra da Bolsa de Valores em 1929, permitiu que regimes totalitaristas ganhassem espaço político e, através de discursos radicais, assumissem um papel preponderante na construção de um cenário que sucumbiria a uma nova ordem mundial.

A Alemanha de 1929, dá uma expressiva votação a um partido que, cinco anos antes, era seguido apenas por meia dúzia de radicais, e em 1933 teve na voz de um eloquente orador, Adolf Hitler, um representante nato dos ideias de luta pela sobrevivência do germanismo na Europa. E a partir de 1935 implementa medidas protecionistas na economia e, através de uma indústria bélica reestrutura a Alemanha e passa a buscar junto a outras nações a emancipação territorial, muito além da terras perdidas pelo Tratado de Versalhes.

Esse era o mundo Pré-Guerra, que ainda presenciou antes do início do Grande Conflito, outros de proporções menores, mas não menos sofrível para os povos e nações envolvidas, como a Guerra Civil Espanhola e a Guerra Sino-Japonesa.

Segue uma pequena amostra desse período:

Hitler, antes de ser HITLER!

Adolf Hitler, 35 anos, em sua libertação da prisão Landesberg, em 20 de dezembro de 1924. Hitler tinha sido condenado por traição em uma tentativa de golpe em 1923 chamado Putsch da Cervejaria. Esta foto foi tirada logo depois que ele terminou de ditar “Mein Kampf” para Rudolf Hess. Oito anos mais tarde, Hitler seria empossado como Chanceler da Alemanha, em 1933.(Biblioteca do Congresso Americano).

A Muralha da China - Só que é do Japão

Um soldado japonês monta guarda sobre parte da grande muralha da China, capturada em 1937, durante a Guerra Sino-Japonesa. O Império do Japão e da República da China estavam em guerra intermitente desde 1931, mas o conflito intensificou em 1937.(LOC).

Ataque Aéreo

Aviões japoneses atingem alvos na China em 1937.(LOC)

Guerra de Rua

Soldados japoneses envolvidos em combates de rua em Xangai, China em 1937. A batalha de Xangai durou de agosto a novembro de 1937, eventualmente envolvendo quase um milhão de soldados. No final, Xangai caiu na mão dos japoneses, depois de mais de 150.000 baixas dos dois lados.(LOC).

Mussoline, antes de ser MUSSOLINE

Líder fascista italiano Benito Mussolini, centro, as mãos nos quadris, com os membros do Partido Fascista, em Roma, Itália, 28 de outubro de 1922, após a sua marcha sobre Roma. Esta marcha foi um ato de intimidação, onde milhares de camisas negras fascistas ocuparam posições estratégicas em grande parte da Itália. Após a marcha, Emanuelle III pediu a Mussolini para formar um novo governo, abrindo caminho para uma ditadura.(AP Photo).

Soldados Italinos

Quatro soldados italianos na Etiópia em 1935, durante a Guerra ítalo-abissínia. As forças italianas de Mussolini invadiram e anexaram a Etiópia, dobrando-a em uma colônia chamada África Oriental Italiana, juntamente com a Eritréia. (LOC)

A Conquista Italiana

Tropas italianas levantam a bandeira italiana sobre Macalle, Etiópia, em 1935. Apelos do imperador Haile Selassie a Liga das Nações para a ajudarem ficaram sem resposta, e na Itália foi em grande parte recebida como um passe livre para fazer o que bem entender na África Oriental. (LOC).

A mulher na Guerra Espanhola

Na Espanha, os soldados leais ensinam prática de tiro para as mulheres que irão defender a cidade de Barcelona contra as tropas rebeldes fascistas do general Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola, em 02 de junho de 1937. (AP Photo).

Morte Certa

Trezentos rebeldes fascistas foram mortos nesta explosão em Madrid, Espanha, sob o edifício Casa Blanca de cinco andares, em 19 de março de 1938. Legalistas do governo fizeram um túnel de 600 metros, ao longo de um período de seis meses, para lançar as minas terrestres que causaram a explosão. (AP Photo).

O Momento

Um soldado insurgente joga uma granada de mão sobre uma cerca de arame farpado em soldados leais com metralhadoras acionadas em Burgos, Espanha, em 12 de setembro de 1936.

 

 

 

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  1. Moriarty
    15/11/2011 às 5:15 AM

    – Como já tive a oportunidade de expor, em minha opinião a II Guerra teve raízes, bem antes da I guerra, especificamente, no interesse da França em evitar a unificação Alemã e permanecer ela própria a maior potencia Europeia do oeste europeu, exercendo sua influência nos fracos e divididos estados germânicos todos eles joguetes nas mãos das politicas Francesa e Austríaca, mas a Prússia tinha outros planos.

    – Muitos dos que hoje entendem o medo dos estados europeus da Alemanha de Hitler por ser fenômeno recente, não conseguem entender que também a França teve seu temido e odiado Hitler Frances, Napoleão Bonaparte, que assim como a Alemanha de Hitler mais tarde faria se lançou numa politica de expansão militar que após a conquista da Europa terminaria com uma derrota na Rússia em uma Moscou destruída pelos próprios Russos.

    – Entre os maiores prejudicados pelas conquistas de Napoleão estão os divididos estados Alemães, ocupados e totalmente obrigados a ceder as politicas Francesas como o bloqueio napoleônico contra a Inglaterra, que prejudicava o comercio Alemão na Europa.

    – Bismarck o chanceler prussiano, entendia que no futuro os estados Alemães só manteriam sua independência política, econômica e militar se finalmente fossem conduzidos à unificação, em um estado grande e forte, a futura Alemanha, mas o trabalho para tal realização não seria fácil, haviam muitos interesses conflitantes como os da Dinamarca, e Impérios Austro-húngaro e Frances.

    – Bismarck então tratou de fortalecer a Prússia para a difícil tarefa e lançou-se no empreendimento, batendo primeiro a Dinamarca depois a Áustria e finalmente a França, com esta houve um problema que poderia ser evitado se Bismarck como grande político que era fosse ouvido em relação a vitória conseguida sobre a França.

    – Bismarck tinha apenas um objetivo em mente com as guerras que moveu contra esses países a unificação no que ele chamava de grande Alemanha, contra a Áustria e a Dinamarca, lutou apenas o necessário para vencer e obter a garantia do reconhecimento da reunificação Alemã, assim evitaria revanchismos que futuramente levariam a guerras desnecessárias.

    – Mas contra a França já havia um compreensível revanchismo de muitos prussianos contra a lembrança ainda recente da tirania Napoleônica contra os estados Alemães, sobretudo da Prússia, portanto para esses, vencer a França não foi o suficiente seriam preciso contra os conselhos de Bismarck alimentar o sentimento de vingança e humilhar a derrotada com algumas imposições totalmente inaceitáveis para uma potencia orgulhosa como a França.

    – As principais humilhações foram a captura do soberano Francês em batalha, Napoleão III o que levou ao fim da monarquia Francesa, a coroação do novo Kaiser da Alemanha no palácio de Versalhes, e o pagamento de vultosa indenização de guerra, com tudo isso a França poderia conviver no futuro, mas Bismarck deixou claro que tudo menos o desmembramento, se isso fosse exigido colocaria em risco sua diplomacia voltada para a consolidação e prosperidade de uma grande Alemanha pois a França nunca cessaria de buscar uma guerra de revanche poria em risco essa diplomacia quem sabe ate a própria existência do novo estado.

    – Mas a embriagues da vitória exaltou os ânimos da delegação prussiana e com um Bismarck ausente das negociações eles desmembraram a Alsacia-Lorena da França, gesto que como previu Bismarck só serviu para alimentar um violento revanchismo Frances que ao mesmo tempo em que ansiava por recuperar a antiga província perdida, também alimentava o desejo de desmembrar a Alemanha e anula-la como potencia continental.

    – E verdade que o período entre o fim da primeira guerra e o inicio da segunda nos proporciona uma visão mais clara dos motivos do conflito, mas eles não representam as causas e sim os efeitos exacerbados da conturbada reunificação Alemã feita diante do medo Frances de perder sua posição de potencia dominante na Europa ocidental, e sob o revanchismo prussiano contra o passado de uma França napoleônica, e de que agora a derrota Francesa alimentando seu próprio revanchismo poderia ameaçar sua existência no futuro.

    – E tudo isso se concretizou com a primeira e segunda guerra mundial. Os mesmos motivos mal resolvidos.

  2. Gilmar Marceçino Dias
    22/10/2012 às 6:25 PM

    Muito apropriada sua opinião. Sempre fazemos uma leitura pouco abrangente desta época.Obrigado.

  3. Gilmar Marcelino Dias
    22/10/2012 às 6:26 PM

    Gilmar Marceçino Dias :
    Muito apropriada sua opinião. Sempre fazemos uma leitura pouco abrangente desta época.Obrigado.

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