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Archive for dezembro \31\America/Recife 2011

Os Melhores Posts de 2011 – FIM de ANO!

 Caros Amigos,

  Lançamos esse BLOG “oficialmente” há um ano. E com muita satisfação estamos fechando o ano com mais 250 mil acessos e com expectativa de continuar o trabalho e atingir 1 milhão de acessos em 2012.  Como vocês perceberam esse espaço foi construído exclusivamente para despertar o interesse pela História da Segunda Guerra e outros assuntos históricos, segundo uma visão neutra, como tem que ser a análise histórica, sem se deixar levar por tendências ideológicas e políticas, buscando esclarecer os fatos simplesmente como eles devem ser vistos, com a análise histórica e nunca tendenciosa. Nosso público tem entendido essa missão. Recebo algumas dezenas de email diários de pessoas de várias correntes, e isso é o que mantem esse BLOG vivo. Não temos a pretensão de ser ou ter o melhor conteúdo da web para esse segmento, mas trabalhamos para divulgar a história e também atuamos como colaborador em outros blogs e sites com esse mesmo objetivo.

 Não poderia deixar de citar os nossos colaboradores que tem sido um dos pilares de sustentação desse blog e, particularmente tem me agraciado com novos amigos que sempre colaboram com fornecendo informações e conteúdo e até mesmo melhorando a qualidade das publicações. São alguns:

 Rigoberto Souza Júnior: Amigo e pesquisador tem nos nos ajudado, e a qualidade do nosso blog cresceu consideravelmente com seu direcionamento bibliográfico e sua colaboração.

Alessandro Santos: Amigo e Mestre proporcionou uma pesquisa histórica profunda que enriqueceu nosso conteúdo.

Pessoal da WebKits: Os comentários não aparecem aqui no blog apenas no portal do WK, mas a qualidade com que eles abordam as postagens tem me ajudado a abrir mais ainda a perspectiva histórica do que é publicado.

Comunidades do Orkut: algumas comunidades que getilmente me cederam espaço para colocar os links do blog ajudaram enormemente na divulgação do espaço.

Comunidade da Segunda Guerra no Facebook:  está crescendo, mas já é um espaço excelente, já que lá tem muita gente boa e que entende do assunto.

Vários outros BLOGS: vários blogs que colocaram o BLOG CHICO MIRANDA com links diretos.

A TODOS OS COMENTARISTAS DO BLOG: infelizmente não tenho condições de citar todos, pois foram 1.783 comentários e quase 400 pessoas que comentaram, mas vou citar os três mais atuantes: Francisco Bendl (um irmão de Braçal e amigo que encontrei no sul do país e com conhecimento de causa no assunto), Mauro Moriarty(com seus comentários sempre lúcidos e coerentes) e Washington Jadum de Campos (O mais antigo e atuante comentarista). A TODOS Vocês Obrigado.

 E não poderia deixar de citar dois Ex-Combatentes e amigos: Rigoberto Souza e Major Archias, dois guerreiros que estão em minhas orações para que em 2012 continuem à frente da ANVFEB-PE, com o mesmo vigor e saúde com que combateram os exércitos da Alemanha na Itália.

 E para finalizar gostaria de encerra agradecendo mais uma vez pela confiança depositada de TODOS vocês, e que o nosso Único e Soberano Senhor Deus, esteja entre nós, segundo o seu amor e benegnidade que é eterna e sua misericórdia que dura para sempre.

CHICO MIRANDA

Segue os Melhores POSTS de 2011:

Os Motivos da Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra EM CORES – Aviões Bombardeiros
Quem foi o maior Articular Militar da Segunda Guerra Mundial? (MESMO SENDO UMA ENQUETE TEVE COMENTÁRIOS DIGNOS DE POST)
Desastre em DIEPPE – O Dia D que fracassou!
Hitler era mesmo o vilão?
Melhores Fotos da Segunda Guerra Mundial
Soldados Brasileiros de Hitler
Piloto Russo abatido em 1942
Revisando Hitler
O Brasileiro é Acima de Tudo Um Forte – O Legado da FEB
Os Alemães Também Tinham Humor na Guerra!
Wehrmacht – Uma Força Formidável
A Propaganda Vermelha – Cartazes Russos 1941
Cartunismo de Guerra – A Propaganda Engraçada
Kamikazes – A História dos Ataques Suicidas
Marechal de Campo Erwin Rommel – A Raposa do Deserto – O Suicídio.
Três Heróis Brasileiros
Revisionismo – É preciso ter cuidado!
Um Verdadeiro Soldado Brasileiro – Rigoberto de Souza
Memórias de um Soldado de Hitler
Uma “Via Sacra” Diferente! – Memórias de um Soldado Brasileiro
Zinaida e Seu Passado de Interrogatórios na URSS
Crônica de um Pernambucano

FELIZ 2012!

Todos os Uniformes do Exército Vermelho na Segunda Guerra – Parte I

Uma série sobre os uniformes utilizados pelos camaradas do Exército Vermlho durante a Segunda Guerra Mundial. Alguns deles foram utilizados apenas na primeira fase da guerra, e passando por uma reformulação na fase ofensiva.

Fonte: Trinixy.ru

Equilíbrio para Analisar a Segunda Guerra

Qualquer coisa em nossa vida deve ser pautado pelo equilíbrio…Essa é uma frase bastante simples, e envolto de uma serenidade quase patriarcal, que de pronto é totalmente aceita por qualquer pessoa, mesmo que com pouca instrução. Mas infelizmente a prática é algo difícil de conseguir, principalmente no que se refere a ideologias, concepções políticas e tantos outros assuntos que colocam homens cultos, estudiosos e pesquisadores em percepções opositoras. Os defensores da ideologia comunista, em sua maioria, colocam o socialismo como o mais perfeito sistema de governo, no lado oposto os idealistas do capitalismo não vêm sentido e descartam qualquer tipo de percepção que venha dessa fonte; assim como muitos outros, até os dias atuais, adeptos do Social Nacionalismo, reivindicam feitos maravilhosos de Hitler na Segunda Guerra e negam veementemente qualquer tipo de ato cruel dos nazistas, conclamando que tudo faz parte da propaganda dos vencedores no pós-conflito.

No final das contas todos estão errados; no final das contas o que deve ser pautado é o equilíbrio determinado no início desse texto. Pensar que não existem sistema políticos, ideologia ou qualquer outra coisa que seja perfeito, principalmente em se tratando de algo tão abrangente como formas de governo. O que temos que entender é que nossas crenças em sistemas políticos, não devem nos cegar para entender que a imperfeição está na natureza humana e em tudo que o homem faz.

A exemplo das fotos abaixo, que mostram o que o povo americano fez quando sua produção de guerra transformou o mundo e consolidou os EUA como potência mundial, ditando sua influência em países que passaram a consumir ferozmente a cultura americana nos anos pós-guerra, e com isso destruiu culturas e deixou seus tentáculos por décadas. Mas isso não tira, de fato algum, o sacrifício dos milhares de jovens americanos que lutaram heroicamente pelo seu país. Certo ou errado, para o bem ou para mal, eles lutaram e venceram; se a bomba de Hiroshima foi certo ou errado, se os bombardeios sobre a Alemanha foram criminosos ou não! Isso não importa! Pois qualquer outro país poderia ter feito o mesmo, qualquer sistema político ideologicamente formado poderia ter feito o mesmo, pois no final das contas o que conta é o equilíbrio que quem analisa o passado, nós!

 Só para concluir: Não só americanista, nem socialista ou fascista, muito menos nazista…Sou Historiador!

Fonte das Fotos: Revista TIME

Como o inimigo semeia a morte!

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior sobre o comportamento dos alemães durante a campanha da Itália. Agradecemos mais uma vez a inestimável colaboração.

__________

Crônica de Ruben Braga, correspondente do “Diário Carioca” – Fevereiro de 1945

             Pode acontecer, por exemplo, o seguinte: você se esconde atrás de um arbusto e, naturalmente apoiará sua mão em um galho. Há um fio de arame ligado a este galho. Este arame aciona uma ignição, tipo zz-42, que é um tipo de espoleta alemã tão popular que já existe um “jeep” nosso com este nome. O resultado é uma detonação de 3 cargas explosivas que estão escondidas de baixo de monte de pedras ali, pertinho do arbusto, e em vista disso, você sai deste mundo para outro – provavelmente melhor – pois não acredito que seja muito pior.

            Coisas semelhantes podem acontecer se, descendo um morro, você tropeça em um fio qualquer ou, abre uma porta inadvertidamente ou, se abaixa para apanhar um capacete nazista que pensa em levar como “ricordo” para o brasil e pendurar na parede da sala de visitas. Os homens do Pelotão de Minas de nossa Infantaria, ou das seções de nossa Engenharia já conhecem estas coisas, e sabem que não basta plantar minas para o inimigo nem colher as que o inimigo planta. É preciso prever a necessidade de você mesmo ter de retirar as minas que lançou. É para isso que se faz a “amarração” dos campos minados, isto é: marca-se direitinho o lugar em que a mina está enterrada: a 3 metros naquele pau de cerca da direção precisa daquele tronco de oliveira. As outras minas são dispostas em relação àquela, formando figuras geométricas, pois assim fica mais fácil de localizar as minas enterradas, quando, no lugar de temer um ataque inimigo os nossos homens é que tarão de avançar.

            E, agora uma coisa importante: os mineiros alemães não estão fazendo isso. Nossos homens já tem colhido uma safra abundante de minas alemãs e italianas, desde as grandes “telerminen” que destroem tanques de guerra, até as pequenas “schulterminen”, que arrancam o pé de quem a pisa. E essas minas alemãs estão semeadas sem nenhuma  ordem ou simetria, o que se deduz daí com muita probabilidade é que o alemão não pretende voltar pelas estradas por onde se retirou.

            Certamente o nosso comando sempre prevê a hipótese de um ataque ou um golpe de mão do adversário, mas de um modo geral o nazista sabe que não voltará.. Lenta ou apressadamente, do sul para o norte, do ocidente para o oriente, o alemão recua – e sabe que não voltará. Chegará um dia, talvez próximo, em que ele não terá mais para onde ir a não ser para o inferno.

            Sim, este soldado alemão desta guerra está condenado – mas o fascismo pode voltar, e estamos chegando ao momento de decidir este problema: fazer com que o nazista não volte – com este nome, ou com qualquer outro nome, na Alemanha ou fora dela. Ele pode brotar outra vez do chão – na Europa ou na Ásia, ou também na América. E que ninguém se iluda: acabar com as injustiças nacionais e sociais que são o caldo da cultura do fascismo e das guerras, será uma grande luta do povo, e uma luta mais dura ainda. Mas, creio que vale a pena lutá-la, pela mesma razão que vale apena lutar esta guerra de hoje.

            Tenho um filho. É ainda um menino – tem muitos caminhos a andar no mundo, e não pretendo que ele sempre ande por estradas de rosas, como um pequeno vagabundo no Reino da Felicidade, mas eu pretendo que ele nunca precise andar pelos caminhos que os Pracinhas Brasileiros estão trilhando hoje.

            A terra não foi feita para plantar minas: mas essa terra dos homens, em que se plantando dar-se-á nela tudo. Essas lavouras do futuro que meu filho e vosso filho vão colher amanhã – nós é que semearemos agora.

 

            Fonte: “Scatoletas da Itália” – a BBC e as Forças Brasileiras – 1944-1945

            P.S.: Scatoletas era como os italianos chamavam as caixas de ração que os soldados                  recebiam diariamente.

Afrika Corps – Um Front Miserável!

Rommel desembarcou em Trípoli em 12 de fevereiro 1941. Dois dias depois, acontece o primeiro confronto em Norfilia, onde tropas britânicas e alemãs se cruzam durante manobras de reconhecimento ao longo da estrada costeira de Sirte. Mesmo com os alemães acumulando forças, os britânicos são forçados a enviar quatro divisões para a Grécia, para ajudar na defesa do país. Isso enfraquece seriamente a força britânica e, 24 de março, o Afrika Korps captura El Agheila. Uma semana depois, outro ataque a Mersa e Brega é o prenúncio de um avanço alemão que iria colocar um Exército inteiro com a fama de indestrutível e fazer de seu comandante um dos generais mais lembrados de todos os tempos.  Mas depois de avanços e vitórias, a Afrika Corps sofre sem apoio logístico e vai perdendo os territórios conquistados até Rommel ser chamado de volta para a Alemanha e, consequentemente no dia 12 de maio 1943, as forças alemães restantes na África se rendem aos Aliados.

Uma Visão Diferente das Bombas Atômicas!

 Um relatório logo após a Segunda Guerra foi levantado para qualificar e tipificar os impactos destrutivos relacionados as duas bombas atômicas utilizadas contra Japão. O que temos é um acervo fotográfico diferenciado sobre a visão, diga-se de passagem, bem americana de explicar a utilização da Little Boy e da Fat Man. Contudo é um registro histórico importante para entender o nível de destruição dessas infelizes cidades.

Mapa que mostra as áreas atingindas pela bomba - Hiroshima, Honshu. JAPÃO

Área de extensão a ser estudada -Nagasaki, Kyushu, Japão

Vista aérea de Hiroshima antes da eclosão mostrando a alta densidade de área construída.

A explosão da bomba atômica sobre Nagasaki, tomadas de cerca de 10km de distância. A altura do topo da nuvem é de cerca de 40 mil pés.

A explosão da bomba atômica sobre Hiroshima.

Vista panorâmica de Hiroshima após a bomba.

Vista aérea de Hiroshima após a bomba.

Vista panorâmica sobre Nagasaki depois da bomba. Tomadas ao Norte de X, bloqueio sul. As fundações em forma de Y em primeiro plano estão os restos de uma prisão. , Toda essa área foi densamente cobertas de fábricas e habitações.

Vista aérea de Nagasaki depois da bomba.

Vista geral de Nagasaki tiradas de cerca de quatro quilômetros a sudeste de X. As chaminés no fundo estão localizadas na parte da fábrica de Aço Mitsubishi, onde tinha uma produção de armas. As colinas em primeiro plano, eram em grande parte do setor empresarial e residencial e sofreram todos os efeitos da explosão da bomba. Percebe-se a construção residencial típica japonesa, composta de casas de quadro leve, com telhados de telha, com as encostas sendo cultivadas e habitadas quase até o topo.

habitações precárias com estruturas de madeira.

Outro ponto de habitações tipicamente japonesas.

Vista aérea de Nagasaki. X é apenas a nordeste do estádio que estaria visível na parte superior direita da fotografia. Os principais alvos foram os Mltsubishi-Urakami (Construção de Torpedos) no canto superior da imagem, e do Aços Mitsubishi : que se espalha ao longo da margem leste do rio Uratami, na parte central do da imagem. Note como o vale industrial se estendia nas colinas que iriam protege-los juntamente com a área residencial da cidade (lado direito da imagem) de todos os efeitos da explosão.

Visão panorâmica geral de Hiroshima após a bomba. Esta imagem mostra a devastação a partir de X para um ponto cerca de 0,4 quilômetros ao sul de X.

Visão panorâmica geral da Faculdade de Medicina e Hospital de Nagasaki, olhando para o sudeste. Em primeiro plano, no sopé da colina em que a Escola de Medicina está localizada, a dupla pista da malha ferroviária para os edifícios do hospital pode ser observado. Praticamente não houve danos nos trilhos em si, mas os fios dos vagões foram derrubados e as pistas cobertas de escombros. Toda a área mostrada, neste quadro, era coberta com edifícios industriais e residências. No fundo, o escombros da Aços Mitsubishi podem ser vistos. Note que a edifícios de concreto reforçado ainda estão de pé em meio a destroços de edifícios com estrutura de aço. Nos edifícios e escola no sopé das colinas no fundo, as portas e janelas foram danificados pela explosão.

Vista da Área Militar de Hiroshima. Esta visão permite observar a destruição quase total do armazenamento de munições e edifícios administrativos localizados na seção nordeste da área militar.

Vista aérea de Hiroshima após a bomba.

Vista aérea olhando diretamente para baixo em X, em Hiroshima, mostrando a área alvo totalmente devastada, exceto os edifícios de concreto. Tetos e pisos intermediários desabaram sobre cinco destes edifícios deixando as paredes exteriores parcialmente em pé, As manchas escuras nos telhados de outros prédios são depressões formadas pela distorção da estrutura do telhado.

Vista aérea de Hiroshima, olhando para baixo em X que está no centro da imagem.

Olhando para o leste a partir de X. O tronco de uma pequena árvore de pé em primeiro plano indica que a força da explosão foi mais baixa nesta área.

O sul da área devastada de X em Hiroshima. O colapso Hiroshima edifícios da Companhia de Gás pode ser visto à esquerda da imagem. O edifício da Companhia Elétrica a 0,4 quilômetros de X, pode ser visto no fundo.

Área comercial a 700 pés oeste de X em Hiroshima. A torre de aço em primeiro plano entrou em colapso na direção da explosão. Os monumentos no cemitério não foram derrubados porque a pressão explosão foi menor nesta área.

O sul da área devastada de X em Hiroshima. O colapso Hiroshima edifícios da Companhia de Gás pode ser visto à esquerda da imagem. O edifício da Companhia Elétrica a 0,4 quilômetros de X, pode ser visto no fundo.

Concreto reforçado a noroeste de X. A laje do telhado de concreto foi apoiada por vigas de concreto, mesmo com as vigas do interior danificadas, suportou o teto para ela se mantivesse, como mostrado. Todo o parapeito da parede foi demolido.

Em Hiroshima, mostra flash de queimaduras no lado voltado para a explosão. Os dois pequenos edifícios em segundo plano foram construídas após a explosão.

Em Hiroshima, mostra flash de queimaduras no lado voltado para a explosão. Os dois pequenos edifícios em segundo plano foram construídas após a explosão.

O soldado está apontando na direção X. As superfícies da pedra à direita estão ásperas pela explosão, enquanto as superfícies escuras à esquerda continuam uma superfície polida.

Este ângulo da base do monumento mostrado na foto anterior. Figura mostra a superfície áspera da pedra em um canto exposto à explosão.

 

Eles Filmaram e Fotografaram a Segunda Guerra – Parte II

Não temos como negar que a Segunda Guerra foi maior e o primeiro grande conflito a ser coberto e registrado totalmente. Isso possibilita-nos, hoje, ver as imagens desses registros e ter a noção completa dos acontecimentos. Todos esses registros foram realizados por civis e militares que chegaram a frente de combate com suas câmaras fotográficas e filmadoras para registrar os momentos das batalhas, a vida dos soldados, as campanhas, as vitórias e até as derrotas. Uma material bastante generoso que possibilita a criação desse BLOG e outras de mídias que utilizam-se desses registros para lembrar a humanidade uma história que não poderá se repetir nunca mais.

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Preparação da Força Expedicionária Brasileira

Estamos com o desejo de cobrir todos os aspectos da Força Expedicionária Brasileira, tendo a pretensão de ser um pequeno livro virtual da FEB. Portanto estamos publicando o 4º Capítulo. E para quem não acompanhou também estou colocando os três iniciais. Espero que gostem:

I – Introdução
II –  O Brasil em cima do Muro!
III – Osvaldo Aranha – O cara que decidiu

IV – FEB – A Preparação:

É necessário que possamos entender de forma completa todo o cenário político que caracterizou o processo de entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, entendendo, inclusive, a estratégia brasileira para barganhar apoio técnico-financeiro em contrapartida a cessão de bases para o engajamento no conflito.

A política externa brasileira se volta para o alinhamento diplomático com os Estados Unidos a partir do rompimento das relações com as potências do Eixo em 1942. E o resultado concreto dessa aproximação é a formação da uma Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos (Joint Brazil/United State Defense Commission), com a intenção de realizar o planejamento estratégico da defesa do país, e cujo acordo de cooperação, divulgado em 23 de março de 1942, cita a utilização de tropas brasileiras no continente americano “mediante decisão do governo brasileiro”, é a primeira vez que é cogitada a utilização de força brasileira em operações de guerra fora do seu território. Em 29 de março de 1943, o Presidente Getúlio Vargas autoriza o General Leitão de Carvalho, membro da Comissão, a realizar um estudo sobre a utilização de tropas brasileiras nas operações de guerra. Outro ponto a ser analisado é a situação extremamente sensível do nordeste brasileiro, onde o Brasil fez muito pouco, ou quase nada para mobilizar recursos militares para a região durante os momentos mais vulneráveis do front africano. Cidades importantes como Natal, Recife, Salvador e Rio de Janeiro estavam completamente desprotegidas e sem qualquer plano de defesa para inibir ataques de força estrangeira. Durante os anos de 1940 a 1943, o Ministério da Guerra promoveu apenas o deslocamento de pequenas unidades para o litoral, como é o caso de unidades de infantaria que tiveram efetivos do tamanho de uma fração de combate enviadas para proteção do litoral da Paraíba e cidades litorâneas do Rio Grande do Norte.  A falta de condições de defesa de seu litoral foi um dos motivos que levou o país a buscar o apoio militar dos Estados Unidos na própria Comissão Mista de Defesa. Mas o governo brasileiro também desejava ter uma tropa que pudesse ser capacitada e equipada com o melhor que os americanos tinham, portanto começa a tomar corpo a estruturação da FEB.

Com a preparação para a formação de uma Força Expedicionária Brasileira o Exército passa por uma reformulação que, do ponto de vista militar, é bastante custosa; a mudança da doutrina militar. O emprego de militares formados segundo as técnicas de doutrinamento utilizadas pelo país durante décadas seria um dos principais problemas enfrentados pelos militares, principalmente aqueles de carreira.

A Missão Militar Francesa (MMF) estabeleceu no país, através de convênio entre o Brasil e a França, esforços no sentido de modernizar a Força Terrestre, sendo aplicada nas décadas de 20 e 30, e tendo encerrado suas atividades no país com a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, o Brasil deveria formar uma Força Expedicionária que pudesse absorver a doutrina americana, que é completamente diferente da doutrina francesa, para combater como uma divisão americana, esse foi o primeiro grande obstáculo a ser ultrapassado pelo Exército brasileiro para formação de uma Divisão Expedicionária, e essa dificuldade passava pela especialização das unidades e elementos a serem empregados na guerra moderna, como é o caso das unidades especializadas no emprego logístico, policiamento, engenharia, medicina e especialidades armamentistas que simplesmente não existiam no Exército, e nem mesmo no país; outro ponto é que os oficiais que comandariam as unidades deveriam conhecer profundamente as táticas militares e os armamentos individuais e coletivos utilizados pelos seus soldados, tudo de origem americana. Todos os oficiais estavam familiarizados com a doutrina francesa utilizada em centros de formação de oficiais, como a Escola Militar de Realengo. Portanto um impacto que o Exército ainda não sabia a dimensão disso na atitude e no comando das tropas.

O início da formação da Força Expedicionária Brasileira começou com o recrutamento de seus membros, para tanto, um grupo de oficiais superiores foram enviados como observadores nos Estados Unidos e na África, desse grupo sairia o Comandante da FEB. Coube ao Presidente Vargas a escolha do comando, sendo indicado o General Mascarenhas de Morais, que estava servindo em São Paulo e respondeu positivamente a mensagem reservada enviada pelo Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, sendo nomeado comandante da Força Expedicionária Brasileira.  Também foram escolhidos os três Regimentos Militares que iriam compor a espinha dorsal da FEB: 1º Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro, 11º Regimento de Infantaria, sediado em Minas Gerais e 6º Regimento de Infantaria, sediado no Estado de São Paulo. Além desses grandes Regimentos, citaremos o 9º Batalhão de Engenharia, que viria a ser a primeira tropa a entrar na linha de frente na Itália. Outras unidades mais especializadas foram reestruturadas para compor a FEB ou criadas completamente, como é o caso do Pelotão de Polícia Militar (Military Police). Alguns oficiais Generais e Oficiais Superiores foram enviados para os Estados Unidos para realizarem Curso de Aperfeiçoamento em Academias Militares americanas. O objetivo dessa formação era diminuir o impacto com doutrina que iria ser utilizada nos campos de batalha com a FEB.

Após a fase de tramitação burocrática para constituição da FEB, seguiu a fase de incorporação dos seus efetivos. Inicialmente os militares dos Regimentos já citados foram convocados e, preferencialmente, aqueles militares que desejaram ser incorporados, sendo que a maioria dos praças, eram oriundos das cidades onde os regimentos estavam localizados. Mas, evidentemente, o efetivo de uma Divisão exigiu que outros oficiais e praças fossem transferidos de outras regiões do país, sendo o procedimento de voluntariado, conforme descrito abaixo, pelo então 3º Sargento Virgílio, da Paraíba, e servindo no 15º Regimento de Infantaria em depoimento:

“…Estava minha Companhia em instrução, quando recebemos ordens para suspender os exercícios e regressar ao quartel, lá mandaram os graduados e praças antigas para o alojamento, onde ficaram aguardando ordem para falar com o comandante da Companhia, quando chegou minha vez, entrei, o comandante olhou para mim e disse: Sargento Virgílio, recebi ordens de relacionar voluntários para a Força Expedicionária Brasileira, vou lhe fazer uma pergunta, você responda sim ou não: você deseja se voluntariar como voluntário para a FEB? Respondi sim! Após minha reposta, ele me mandou que saísse e não mais voltasse ao alojamento.”

A FEB não era constituída de homens que foram convocados aleatoriamente como ainda hoje se pensa; a FEB foi formada em sua grande maioria por voluntários que manifestaram seu desejo de lutar, mais evidentemente havia cargos que foram necessários convocações, como é o caso de funções especializadas que, infelizmente, foram preenchido por especialistas convocados. Outro ponto a se observar, eram as Inspeções de Saúde, realizadas por médicos americanos, que classificaram muitos dos soldados brasileiros como inaptos para serviços, tendo em vista os padrões americanos.

Todos esses percalços fortaleceram a imagem de uma Divisão de Guerra que nunca iria sair do país, inclusive com seus problemas sendo expostos constantemente pela impressa brasileira, sendo parte dessa propaganda negativa, ainda relacionada com pessoas que nutriam simpatia pelos alemães e italianos. Mesmo quando a Divisão Brasileira estava formada e em período de treinamento eram constantes cortes por inaptidões físicas e outros problemas de saúde, como bem cita o Coronel Adhemar Rivermar em sua obra Montese – Marco Glorioso de uma Trajetória:

“Lembro-me bem de certa manhã que, em vez de sairmos para a realização de uma marcha, seguida de tomada de contato com o inimigo, como estava programado, tivemos de permanecer em forma por várias horas, pois dezenas de dentistas civis, de ambos os sexos, lá estavam a fim de colaborar na verificação dentária da tropa, alvo de grandes preocupações por parte dos organizadores da FEB. Ainda em forma, depois de uma exame superficial, foram relacionados todos aqueles que tinham de ser prontamente atendidos. Durante vários dias de extrações e tratamentos diversos tornaram-se prioritários e baldes sem conta encheram-se de dentes careados, sendo que muitos deles, em outras condições, teriam sido restaurados”.

No final das contas essa tropa com soldados relativamente desnutridos, desacreditado e mal equipado, chegou a Itália sobre o bastião da desconfiança de seus comandantes americanos, mas nas adversidades os brasileiros se mostraram um tropa corajosa e foram, ao poucos, conquistando a confiança dos mesmos comandantes que viram a força e a coragem dos soldados brasileiros tomarem Camaiore, S. Maria Villiana, Monte Prano, Fornacci, Galicano, Barga, San Quirino, Monte Cavalloro, Monte Castelo, Castelnuovo, Montese, Paravento, Collecchio, Riverla, Zocca, Formigine, Castelvetro e Monte Maiolo. Capturaram 2 Oficiais Generais, 892 Oficiais, 19.689 praças, 80 canhões, 5000 viaturas e 4000 cavalos. O que mais podemos dizer dessa tropa?

Natal da Segunda Guerra – A Utopia da Paz na Guerra

Ray Wissel, um soldado de 19 anos de idade, sentou-se em uma máquina de escrever na noite de Natal de 1944 em uma cabana da sua base numa vila no norte da Itália, datilografando uma carta enquanto a neve caía lá fora.

Ele estava escrevendo a sua família em Mount Adams nos Estado Unidos. Ele escolheu suas palavras com cuidado, como sempre fazia quando escrevia – cuidado para não aborrecê-los, cuidado para não lembrá-los do perigo real e presente que ele estava passando:

“Estou escrevendo esta carta sobre 08h30min na noite de Natal… Os últimos dois dias foram certamente felizes e ocupado para mim… Acho que eu posso dizer que eu estou gostando muito do feriado, mesmo sob essas condições.”

O que ele dizia a eles era sobre a solidão que sentia, o quanto ele sentia falta das ruas sinuosas do Monte Adams, o barulho e a desordem e a alegria de sua família no Natal.

 Não citava sobre o terrível ano que ele tinha acabado de ter, o ano mais difícil da sua ainda jovem vida.

Começou quando ele foi enviado ao norte da África para treinamento. Lá, ele se tornou parte de um esquadrão de 12 homens jovens, todos soldados como ele.

 Eles eram soldados de infantaria, preparados para lutar, e eles tinham a tarefa mais perigosa que um soldado de infantaria poderia ter – caçar-minas, enviados à frente do corpo principal da tropa para limpar os campos e estradas das minas mortais que os alemães haviam construído.

 Eles foram enviados para a Itália com o famoso “The Blue Devils” da Divisão de Infantaria 88. A luta foi sangrenta e brutal por meses a fio.

 No Natal, nove dos 12 homens – homens que eram como irmãos para o jovem Ray Wissel – haviam sido mortos na batalha.

Essa foi a grande tristeza que ele não poderia escrever em sua carta de Natal, que seria, por seus pais George e Catherine, como um lembrete de que seu próprio filho – seu filho mais novo – poderia ser o próximo.

 O que o jovem soldado não sabia é que a carta da noite de Natal por ele cuidadosamente redigida, iria ser preservada e mantida por toda a sua vida, juntamente com todas as outras 265 cartas que seu filho escrevera durante a Segunda Guerra Mundial.

Esta semana, na sala de jantar de sua casa Oak Hills, Wissel sentou-se com pilhas dessas cartas – todos preservados em seus envelopes originais de correio.

“Eu não tinha ideia de que ela estava mantendo essas cartas”, disse Wissel, agora com 85 anos. “Eu acho que isso significava muito para ela toda vez que ela recebia notícias minhas. Assim que ela sabia que eu ainda estava bem.” A filha Wissel, Kathy Cristóvão, está compilando as cartas de guerra de seu pai em um livro. “É uma história da campanha da Itália a partir de um soldado que estava na linha de frente, fazendo um trabalho muito perigoso”, disse Kathy. “É algo que quero preservar para a nossa família, mas também para todos os outros. É história!”

 A maioria das cartas estão escritas à mão – algumas na minúsculos quadrados de papel chamado de “V-mail” que os soldados da Segunda Guerra Mundial usava para escrever para casa.

 Mas os escritos no final de 1944 eram datilografados. A razão para isso era algo que Wissel não podia explicar para a família naquele tempo. Após a sangrenta batalha de Monte Battaglia em setembro, o pessoal da base foi colocando relatórios diários e as listas de baixas era alta e precisavam de um soldado que pudesse datilografá-los, em vez de escrevê-los à mão.

Wissel era um dos poucos que poderia fazer isso. Ele foi retirado da linha de frente e colocado na base por alguns meses, digitando os relatórios de baixas durante o dia e escrevendo cartas para à sua família à noite.

Mas sua família sabia pouco sobre isso. Ele se juntou ao Exército, quando tinha apenas 17 anos, uma decisão que deixou sua mãe aflita. Ela havia perdido um filho de 16 anos em um acidente de bicicleta, e outro filho estava servindo na Marinha.

E ele não poderia escrever nada que deixasse sua mãe mais angustiada, portanto escreveu sobre jantar de Natal servido para as tropas – peru, purê de batatas, morangos, ervilhas, café, bolo e pudim. Escreveu sobre a missa da meia-noite de Natal em cidade italiana próxima.

“A viagem de volta foi legal e realmente… uma pequena igreja no feixe de um dos nossos holofotes brilhara intensamente. Ela estava no topo de uma colina e aquela que vamos no domingo.”

 Escreveu, também, o capitão, fazendo discurso para sua companhia.

Não muito tempo depois de escrever a carta para casa, Wissel foi enviado de volta para a linha de frente, para ver mais combate antes do fim da guerra na Europa em maio de 1945.

 No Natal de 1945, ele estaria de volta para casa com sua família, são e salvo.

Mas naquela noite de Natal na Itália, afastado em uma máquina de escrever, nunca seria esquecido. Tampouco suas memórias e de seus companheiros que não iriam voltar para casa.

“Foi tudo muito tempo atrás”, Wissel disse, apontando para a pilha de cartas. “Mas está tudo aqui. Tudo isso era o que eles deveriam saber. Há muito mais que eu não quero que eles saibam. Essa é a maneira, essa é a guerra. “

 Fonte: Howard Wilkinson, The Cincinnati Enquirer

Os Melhores Cartoons da Segunda Guerra – Extra

Segue uma das melhores publicações sobre cartoons da Segunda Guerra Mundial:

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Da Glória do Reich a sua Destruição Total – O Queda!

 Um retrato desolador entre os berlinenses é pouco para expressar o quanto esse povo sofreu. Sacrificado por bombardeios incessantes, Berlim foi sitiada e em pouco mais de duas semanas de combates cai frente a uma força devastadora e com sede de vingança. Esta cidade, nem de longe lembrava a exuberância exibida alguns anos antes. A população não contava com qualquer tipo de socorro, e todos só tinham um objetivo: sobreviver! Além de excessos cometidos pelo invasores, ainda havia os espólios de guerra e, após a divisão da cidade, a tarefa dolorosa de enterrar seus mortos e retirar os escombros de uma cidade, que nunca representava o “Reich de mil anos” e que foi destruído em míseros 06 anos.

Da Glória do Reich a sua Destruição Total – O Ápice

 Na melhor seleção de fotografias já realizada do III Reich pela revista TIME, podemos identificar tudo que há melhor no regime nazista. Evidentemente, a maioria das fotografias se referem ao período dos grandes encontros do partido nazista realizado em Nuremberg, Olimpíadas de 1936 e encontros sociais do próprio partido, portanto fotos que serviram de propaganda do regime.

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Os Melhores Cartoons da Segunda Guerra

Uma excelente tiragem de Cartoons publicados durante a Segunda Guerra. Todos com ênfase política e engreçada.

Da Glória do Reich a sua Destruição Total – Parte I

O que veremos a seguir é um sinistro e sombrio testemunho de uma cidade que em menos de uma década viu, a exuberância e a galhardia transformada em destruição e morte. Com vocês a Alemanha Nazista Utópica de Hitler e comparação com a Alemanha Invadida por uma força estrangeira com sede de vingança.

Explicando a Segunda Guerra – Parte I

Na primavera de 1940, uma Alemanha militarizada afirmou-se como uma conquistadora das nações modernas, invadindo e ocupando com sucesso seis países em menos de 100 dias. Em abril de 1940, a Alemanha invadiu a Dinamarca, que capitulou em apenas seis horas. Ao mesmo tempo, navios de guerra nazistas e tropas entravam em águas norueguesas, atacando navios e tropas de desembarque, iniciando um conflito que duraria dois meses. Em 10 de maio, mais de 2 milhões de soldados alemães em terra e no ar invadem a França, Bélgica, Luxemburgo e Holanda, usando táticas da guerra relâmpago. Os países menores caem em algumas semanas, enquanto a França resiste até 22 de junho, quando assinou um armistício com a Alemanha. Também durante este período, a União Soviética iniciou uma mascarada eleição na Estónia, Letónia e Lituânia, anexando-as à força. Até o final do verão, as forças alemãs estavam em planejamento para a Batalha da Inglaterra.

Um tanque alemão blindado cruza o Rio Aisne na França, em 21 de junho de 1940, um dia antes da rendição da França. (Foto: AP)

Ondas de paraquedistas alemães em terra coberta de neve bordas da rocha no porto norueguês e cidade de Narvik, durante a invasão alemã ao país escandinavo. (AP Photo)

Os restos de uma batalha naval em Narvik, na Noruega em 1940. Várias batalhas entre as forças alemãs e norueguesas aconteceram em Ofotfjord na primavera de 1940. (LOC)

Um grupo de Gebirgsjägers alemã (tropas de montanha) em ação em Narvik, na Noruega, em 1940. (Deutsches Bundesarchiv / Alemão Federal Arquivo)

Os soldados alemães se movem por uma aldeia em chamas na Noruega, em abril de 1940, durante a invasão alemã . (AP Photo)

Membros de um esquadrão britânico de bombardeio na Força prendem em 22 de abril de 1940, depois de retornarem a base após um ataque a navios de guerra alemães em Bergen, Noruega. (AP Photo)

Um observador aéreo no telhado de um edifício em Londres, Inglaterra, com a Catedral de St. Paul em segundo plano. (National Archives).

Bombas alemãs erram seus alvos e explodem no mar durante um ataque aéreo a Dover, na Inglaterra, em julho de 1940. (AP Photo).

Membros do Black Watch, um dos famosos regimentos escocês, submetidos a treinamento bruto na Costa Sul da Inglaterra, em 1940. Os homens estavam treinando para serem paraquedistas de combate. (AP Photo).

Dos Fuzileiros Reais irlandês das forças expedicionárias britânicas vieram em auxílio dos agricultores franceses cujos cavalos foram enviados para o Exército francês. Um tanque é atrelado a um arado para ajudar com o cultivo do solo em 27 de março de 1940. (AP Photo)

Mulheres belgas entre lágrimas dão adeus aos maridos e filhos que partem para a linha de frente como a ameaça de invasão que pesava sobre sua terra natal, em 11 de maio de 1940. (AP Photo)

A formação de alemão Ju 87 bombardeiros de mergulho Stuka voando sobre um local desconhecido, 29 de maio de 1940 fotos. (AP Photo).

Um soldado alemão opera sua arma antiaérea em um local desconhecido, em apoio das tropas alemãs na sua marcha em território dinamarquês, em 9 de abril de 1940. (AP Photo)

Esquadrões de reconhecimento encabeçam o avanço alemão em Luxemburgo, em 10 de maio de 1940. (AP Photo)

Tropas paraquedistas saltam em Fort Eben Emael na Bélgica, em 30 de maio de 1940, parte de um ataque surpresa maior. (AP Photo)

Soldados franceses carregam uma peça de artilharia em uma madeira em algum lugar na Frente Ocidental em 29 de maio de 1940. O canhão será acionado para o setor ocupado pelos nazistas. (AP Photo)

A formação de alemão Dornier Do 17Z bombardeiros leves, voando sobre a França em 21 de junho de 1940. (Deutsches Bundesarchiv / Alemão Federal Arquivo)

Tropas paraquedistas em um posto de metralhadora na Holanda, em 2 de junho de 1940. Esta foto veio de uma câmera encontrada entre as tropas paraquedistas alemães que foram feitos prisioneiros. (AP Photo)

Belgas explodiram esta ponte através do rio Meuse, na cidade de Dinant, Bélgica, mas em breve, uma ponte de madeira será construída pelos sapadores alemães que estará de pé ao lado das ruínas, em 20 de junho de 1940.

A Reintegração Social dos Ex-Combatentes da FEB – Parte IV

Texto de Autoria do Professor Mestre Alessandro dos Santos Rosa:

CONTINUACAO

 

 

1.1 O Brasil sai de “cima do muro”: a criação da FEB

 

As primeiras providências tomadas em torno da Força Expedicionária Brasileira deixaram evidente que, mesmo parte dos militares responsáveis por tal mobilização, não acreditavam na possibilidade da participação brasileira no cenário da Segunda Guerra Mundial. Atitudes negativas como essa, somadas a outras tantas, direcionaram para a desorganizada desmobilização no pós-guerra.

Como analisado anteriormente, o governo de Getúlio Vargas foi direcionado a apoiar os países aliados, pois havia uma ampla e profunda diplomacia entre ambos os países. Surgem então, os episódios dos torpedeamentos dos navios brasileiros na costa brasileira e em águas internacionais, no ano de 1942, sendo os alemães responsáveis pelos atos. Dessa forma, nos grandes centros, onde as pessoas acompanhavam com maior proximidade a evolução dos acontecimentos e era possível uma junção de massas sociais, pessoas ligadas principalmente a instituições políticas, manipulavam esses grupos para que solicitassem uma atitude dos políticos e demais autoridades do país. Eles exigiam a participação do Brasil no conflito armado, pois o principal argumento que se utilizava era que a honra dos brasileiros estava manchada sendo necessária uma reação.

Contudo, esse é um ponto de vista que autores como Joaquim Xavier da Silveira[1] defendem: “o clima era de total repúdio e, como acontece nessas ocasiões, desmandos são feitos, agitadores profissionais encontram clima para suas tendências. Multidões acorreram ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, exigindo a guerra”, segundo um ponto de vista oficial, não sendo único e verdadeiro.

Concomitante a todo esse cenário, os norte-americanos pressionavam para que Getúlio Vargas decidisse a quem apoiaria, ofertando um investimento na parte de infra-estrutura no campo industrial do país e o reaparelhamento das Forças Armadas, as quais se encontravam sucateadas, conforme já analisado. O desencadear dessas promessas de investimentos tem como objetivo central, legitimar a entrada do Brasil na guerra o que, de fato, acaba acontecendo com a declaração de guerra no dia 22 de agosto de 1942, conforme abordagem anterior.

Em relação à bibliografia que aborda o contexto da historiografia da FEB, o processo de mobilização, atuação e retorno foi realizado, num primeiro momento, a partir de uma análise de pesquisas ligadas a história militar oficial. A maioria dessas obras enaltece a imagem dos militares, principalmente daqueles que se encontravam no alto-comando da força expedicionária e combateram contra os regimes ditatoriais, e fazem reflexões sobre os problemas sociais surgidos após a desmobilização. O maior número dessas obras foi de contribuições realizadas por oficiais do alto escalão da FEB, tendo como editora a BIBLIEx, Biblioteca do Exército.

Pelo fato das obras, em sua maioria, serem de autoria de militares, acabam convergindo em uma mesma direção, pois mesmo se tratando de relatos do campo de batalha, há uma preocupação com a própria memória da instituição. A preservação da integridade desta está relacionada à capacidade dos líderes militares se destacarem como comandantes. Na obra do comandante da FEB, General João Batista Mascarenhas de Moraes[2], há destaque do momento em que se dá a criação da FEB, pela organização do efetivo que partiria para a Itália, e contempla a chegada no Teatro de Operações[3](TO).

Ainda, comenta como devem ser os procedimentos de um General, comandante de um contingente em situação real de guerra, como o mesmo deve se portar frente a grandes peças de manobras, que sejam os batalhões, e como direcioná-las no campo de batalha. Faz, também, reflexões sobre decisões tomadas com correções e outras que foram deixadas de ser aplicadas e que poderiam ter trazido resultados mais positivos. Ou seja, a obra também traz uma abordagem em torno do aspecto de que o chefe militar, no caso, General deve colocar em prática os altos estudos realizados em escolas com essa finalidade dentro das forças armadas.

Outra obra analisada é a do Chefe do Estado Maior da Força Expedicionária Brasileira, coronel Floriano de Lima Brayner[4], que procura enaltecer o papel desempenhado pelo estado-maior da FEB, sendo ele um dos componentes deste. Apresenta-se como grande crítico de como foi organizado e mobilizado o efetivo expedicionário, utilizando da crítica também para analisar como algumas autoridades do governo do Estado Novo se utilizaram de mecanismos para a mobilização de artifícios contra a FEB. Ainda, realiza reflexões sobre o retorno dos expedicionários e o fim da Força Expedicionária.

As obras acima mencionadas, mesmo procurando relatar sobre o episódio da participação da FEB no contexto da Segunda Guerra Mundial, mantêm-se quase sem críticas a instituição e a possíveis falhas ocorridas nas ordens emitidas nos campos de batalha, com exceção feita à obra do coronel Lima Brayner. Em situação contrária, os oficiais de postos inferiores, como no caso dos oficiais da reserva[5], lançam uma coletânea – Depoimentos de Oficiais da Reserva sobre a FEB. São Paulo: IPÊ – Instituto Progresso Editorial S.A., 1950 – em que acabam criticando seus chefes militares, colocando-se contra alguns discursos apresentados pelo general Mascarenhas de Moraes e, em parte, pelo coronel Brayner.

Essa coletânea, logo após a sua edição, foi apreendida. Isso ocorreu em função da obra contestar, como falamos acima, muitas ordens vindas do escalão superior. Seus depoentes eram oficias que se encontravam no comando de pequenas frações, eram executores de ordens e, segundo consta na obra, uma quantidade expressiva de ordens das quais discordavam. Se essas ordens tivessem sido mais bem analisadas, teria evitado consequências mais graves, como a perda de militares em situações de combate desnecessárias. Essa coletânea teve, ainda, mais duas edições entre o final da década de 1950 e início da década de 1960.

Obras como a de Joaquim Xavier da Silveira[6], permitem uma análise da formação da FEB e de quem estava sendo comandado, das dificuldades enfrentadas no Brasil e em solo italiano, das aspirações da soldadesca, do cotidiano do campo de batalha e realiza, de forma mais suave, algumas críticas sobre os militares que estavam no comando dos expedicionários. Silveira também escreve sobre a dissolução e a desmobilização da FEB. Interessante frisar que o autor realiza ainda observações sobre como ficaram os ex-combatentes após o retorno, as legislações e associações, mencionando sobre o descaso das autoridades frente aos ex-combatentes.

O autor Francisco Ferraz César Alves[7], em sua pesquisa de doutorado, faz uma abordagem sobre a historiografia internacional, relacionando os ex-combatentes e a sua inserção dentro da sociedade em lugares diferentes do mundo. Fala sobre a formação da FEB, sua partida para a Itália e sua participação em combate. Ainda, analisa a receptividade e desmobilização da FEB, trazendo à luz problemas ignorados por entidades, tanto políticas como também militares, como a reintegração social dos veteranos de guerra. Seu estudo se encerra verificando até onde trabalha o ex-combatente como agente de memória.

A autora Sirlei de Fátima Nass[8] também pesquisa sobre a mobilização da FEB, sua partida e retorno. A ênfase trabalhada em sua pesquisa é no que tange a forma como foi realizada a desmobilização e o problema social gerado por essa atitude mal planejada.

Essas duas últimas obras, principalmente, abordam temas que eram evitados pelo alto-escalão das Forças Armadas. Ambas as pesquisas alinham-se com o objeto principal da aqui proposta, qual seja, o de realizar uma análise de como ocorreu o processo de inserção social dos ex-combatentes, com ênfase na legislação e sua aplicação. Essas pesquisas já possuem uma abordagem em torno desse processo, são estudos importantes, porém, não esgotam o assunto. Buscaremos uma compreensão de como as legislações, que foram criadas logo após findar a guerra, demoraram tanto até chegar ao destino final, ou seja, naquele combatente que se encontrava distante, retirado dos grandes centros.

O assunto sobre a reintegração social será devidamente abordado em capítulo específico dessa dissertação, mas não nos restringiremos a esse tema. Também falaremos como foi o retorno para a vida civil, as discriminações sofridas e as lutas diárias. Realizaremos, também, uma abordagem sobre as facilidades surgidas durante a guerra, aspecto a ser abordado no transcorrer dessa pesquisa.

 O Brasil se colocava, frente ao cenário da Segunda Guerra Mundial, dentro de uma faixa de neutralidade camuflada. No ano de 1942, conforme analisado anteriormente, muita pressão e vários acontecimentos acabaram direcionando e aproximando, de forma definitiva, as ideologias brasileiras junto daquelas apresentadas pelos países aliados.

Além dos acontecimentos citados acima, ocorreram acordos políticos, o que permitia a utilização das costas marítimas brasileiras pelos norte-americanos, de onde seriam desencadeadas operações militares aeronavais. No conjunto de acordos ficou acertado a participação do Brasil com tropas militares e, também, uma modernização das forças armadas.

No dia 15 de março de 1943, Getúlio Vargas aprovou o envio de tropas brasileiras para combater na Segunda Guerra Mundial. O primeiro passo para a concretização da Força Expedicionária Brasileira foi a criação da Portaria Ministerial 47-44 do dia 13 de agosto de 1943, que regulamentou a criação da 1ª DIE – Divisão de Infantaria Expedicionária. Ficou definido que seria composta da seguinte forma: de um Quartel Geral, Estado-Maior Geral, Estado Maior especial e Tropa Especial, Infantaria Divisionária, Artilharia Divisionária, Batalhão de Engenharia, Esquadrão de reconhecimento, Batalhão de Saúde, Companhia de transmissão e esquadrilha de Aviação.

Importante lembrar que aquele momento não era nada favorável para tal evento, pois as Forças Armadas se deparavam com dificuldades de grande porte. As barreiras a serem ultrapassadas eram complexas e exigiam um esforço de grande vulto, apesar do aumento de efetivos que se deu na década de 30 e do aumento do orçamento destinado para as Forças Armadas, como analisado por Dennison de Oliveira[9]:

O exército possuía, em 1930, um efetivo de quase 48 mil homens, passando a pouco mais de 80 mil, em 1936, e atingindo mais de 171 mil, em 1944. Tamanho crescimento nos efetivos correspondeu também ao aumento de verbas alocadas para o exército. Em 1930, lhe eram destinados 12,3% das verbas do orçamento federal, passando para 17,6% em 1936, e 19%, em 1940.

O autor não nos proporciona, por intermédio dessas informações, um entendimento da precariedade orçamentária e pessoal que assolava e debilitava a operacionalidade das instituições militares. O sucateamento dos materiais destinados ao emprego militar ainda era presente, sendo outro aspecto que comprometia a eficiência militar e treinamentos. Para termos idéia da real situação, as Forças Armadas faziam uso de equipamentos utilizados na Primeira Guerra Mundial e contavam com um exército que se movimentava, em grande parte, por meio de transporte hipomóvel, ou seja, no lombo de cavalos. Até mesmo as doutrinas militares encontravam-se ultrapassadas. Para agravar ainda mais todo esse contexto, havia resistências dentro do próprio meio político e meio militar contra a formação da FEB.

A organização da Força Expedicionária estava fadada a romper barreiras, a ultrapassar grandes obstáculos. A operacionalidade e estratégia militar seguiam a Doutrina Francesa, a qual já se encontrava, nesse momento, ultrapassada, sendo necessária uma adaptação nos estabelecimentos de aperfeiçoamento militar e seguir as novas e modernas diretrizes norte-americanas. Após o rompimento desses primeiros obstáculos iniciava-se uma nova e importante atividade da recentemente criada FEB, a seleção daqueles que comporiam o único efetivo sul-americano a participar de forma prática das atividades de “combate em campanha”[10] nos solos da Europa.

A expectativa ambicionada, inicialmente, era mobilizar em torno de cem mil homens para singrar o oceano atlântico e chegar à Europa. Devido às dificuldades e a demora da mobilização, foram enviados pouco mais de 25.000 homens. O conflito já se encontrava em um estado bem adiantado, fato esse que não tirou a importância e o brilhantismo da participação brasileira nesse episódio. A primeira medida tomada pelo Estado-Maior das forças armadas, após a criação da FEB, foi formar uma Comissão Militar Brasileira, chefiada pelo General Mascarenhas de Moraes. Este grupo tinha por objetivo específico realizar um reconhecimento nos campos de batalha da Europa, principalmente no continente africano, cuja intenção, inicialmente, era empregar as tropas brasileiras.

A atividade era considerada pelas autoridades político-militares de grande importância, pois seriam verificadas as condições gerais dos campos de batalha que se apresentariam para os expedicionários. Seria possível analisar as condições climáticas, de terreno, as necessidades de emprego de material militar, que tipo de uniforme se fazia necessário e tantos outros aspectos peculiares. Porém, tal missão não foi levada tão a sério por aqueles que constituíram a Comissão, já que nem foi realizado um planejamento minucioso, como analisado por Floriano de Lima Brayner[11]:

Não houve um planejamento adequado para a constituição da comissão, nem para o desenvolvimento de sua missão. O chefe do Estado-Maior Divisionário não acompanhou o Comandante da Divisão. Subestimou-se, de um modo geral, a missão de alta importância que a FEB deveria cumprir nesse primeiro contato com a realidade da guerra.

Essa narrativa mostra, de forma evidente a descrença que imperava entre as altas autoridades que compunham a FEB. Não se tinha a certeza da participação brasileira na guerra devido à conjuntura precária em que se encontravam as forças militares, fato esse que acabava desacreditando a possibilidade de viabilizar a constituição desse efetivo, como abordado por Joaquim Xavier da Silveira[12]: “os obstáculos iniciais para organizar a FEB foram enormes, tanto no campo material, como no político – neste, houve eficiente passividade na colaboração, acompanhada por uma campanha de descrédito”.

Procedimentos de tamanha irresponsabilidade trouxeram como principal consequência o despreparo. A participação concretizava-se a todo instante, porem as preocupações com organização e preparação mais minuciosa acabavam ficando relegadas a um segundo plano. Até mesmo porque os responsáveis em adequar as tropas para o emprego em condições adversas não demonstravam grande interesse e entusiasmo. Ao que se pode analisar, assim seguiu ate o momento da partida.

BIBLIOGRAFIA

 

BRANDI, Paulo. Vargas: da vida para a história. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

 

BRAYNER, Floriano de Lima. A verdade sobre a FEB: memórias de um chefe do estado-maior na campanha da Itália. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

SILVEIRA, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 2001.

CYTRYNOWICZ, Roney. Guerra sem guerra: a mobilização e o cotidiano em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Edusp, 2000.

EICKHOFF, Renato. A Força Expedicionária Brasileira e os seus veteranos. 2005. 42 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2005.

FERRAZ, F. C. A. O Brasil na guerra: um estudo de memória escolar. Comunicação apresentada no IV Encontro Perspectiva do Ensino de História. Ouro Preto. Universidade Federal de Ouro Preto, 24 de abril de 2001. Anais da ANPOC.

 

MORAES. J. B. M. de. A FEB pelo seu comandante. São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1947.

NASS, Sirlei de Fátima. Legião Paranaense do Expedicionário: indagações sobre a reintegração social dos febianos paranaenses (1943-1951). Dissertação – UFPR, 2005.

OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008.

RIBEIRO, P. da S. As batalhas da memória: uma história da memória dos ex-combatentes brasileiros. Niterói, 1999. Dissertação (Mestrado em História): Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense.

SALUM, A. O. Zé Carioca vai à Guerra. São Paulo, 1996. Dissertação (Mestrado em História) Pontifícia Universidade Católica.

SEITENFUS, Ricardo. O Brasil vai à guerra: o processo de envolvimento brasileiro na Segunda Guerra Mundial. 3.ed. Barueri, SP: Mamole, 2003.


[1] SILVEIRA, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 2001. p. 43.

[2] MORAES. J. B. M. de. A FEB pelo seu comandante. São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1947.

[3] Se compõe de todas as peças de manobra em um campo de batalha. Envolve a parte logística, alimentação, roupa, etc, e a parte operacional, viaturas, armamentos, pessoal, etc.

[4] BRAYNER. F de L. A verdade sobre a FEB: memórias de um Chefe do Estado Maior na Campanha da Itália. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

[5] Depoimentos de Oficiais da Reserva sobre a FEB. São Paulo: IPÊ – Instituto Progresso Editorial S.A., 1950.

[6] SILVEIRA, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado… op. cit, 2001.

[7] FERRAZ, Francisco César Alves. A guerra que não acabou… op. cit. p. 127-145

[8] NASS, Sirlei de Fátima. Legião Paranaense do Expedicionário… op. cit. 2005

[9] OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados alemães de Vargas. Curitiba: Juruá, 2008. p. 52.

[10] Atividades de combate em conflito armado.

[11] BRAYNER, Floriano de Lima. A verdade sobre a FEB: memórias de um chefe do estado-maior na campanha da Itália. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. p.21.

[12] SILVEIRA, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado… op. cit. p. 56.

Signal – A Revista de Propaganda Alemã.

Signal foi uma das principais publicações de propaganda destinados ao público internacional do Terceiro Reich. Era uma revista quinzenal, ricamente ilustrada, enfocando a guerra, mas com outras histórias de interesse humano também. A maioria das publicações tinham fotografias a cores. Foi publicada em 25 idiomas e no seu auge, cerca de 2.500.000 cópias de cada edição foram impressas. Ainda em fevereiro de 1945, cerca de 750.000 cópias foram impressas. Embora fosse distribuídas em países estrangeiros, também foi destinado as várias unidades estrangeiras aliadas da Alemanha.

Esta é a capa de uma edição de outubro 1940. Um avião alemão voa ao longo da costa Inglesa.

Uma foto da edição de outubro 1940, encontramos a seguinte afirmação: “Ao longo da costa rochosa da Inglaterra. Rotas britânica de comboio passam ao lado do White Cliffs. Dia e noite, os caças alemães e bombardeiros voavam até o leste da Inglaterra e encontravam portos fechados para todo o tráfego de transporte. Em duras batalhas nas últimas semanas, a Luftwaffe ganhou superioridade aérea, tanto aqui como na ilha além do White Cliffs “.

 

Esta cobertura de julho 1941 mostra aviadores alemães pintando navios britânicos que teriam afundado na cauda de suas aeronaves.

Esta é a capa da edição de dezembro 1941. A capa mostra um soldado alemão que escreve para sua mãe da Frente Oriental. O artigo principal, intitulado “Decisão do Oriente”, sugere que a União Soviética está terminada. Há uma cobertura considerável da campanha russa. Outro artigo afirma que Hitler é muito maior do que Napoleão. Há artigos sobre sopro de vidro, dança e um novo filme.

Esta página da edição de dezembro de 1941 mostra as maiores condecorações militares alemães.

Este mapa da edição de dezembro 1941 mostra sucessos militares alemã na campanha russa. Os círculos mostram as tropas soviéticas, armas e tanques destruídos nas batalhas nessas áreas. A legenda: “Aqui, o exército soviético foi derrotado. Em sete batalhas de aniquilação (Bialystock-Minsk, Smolensk, Uman, Gomel, Kiev, no Mar Faso, e Brjansk-Wjasma), a União Soviética perdeu os seus melhores exércitos e a maior parte de seus tanques e artilharia ….”.

Esta cobertura de janeiro de 1942 mostra russos capturados. Um artigo explica o que teria acontecido se os bolcheviques tivessem realizados os seus planos para atacar a Alemanha. “Assim como a Alemanha fosse eliminada como uma força militar, não haveria mais resistência [na Europa]. Soldados alemães não estão lutando pela Alemanha sozinhos. Eles defendem com seus corpos a pátria europeia, as catedrais que ainda não tenham sido convertidos em bancas de animal. “

A capa da Edição 1 de agosto de 1942 mostra soldados atacando no Oriente. Há artigos sobre Kertsch e campanhas de Karkov. Outro artigo interessante mostra o Ministério Propaganda de Goebbels no trabalho.

Esta é a capa da primeira edição de fevereiro de 1943. A imagem é do navio de guerra francês afundado em Estrasburgo, o porto de Toulon (os franceses tinham afundado os seus navios em Toulon para não cair nas mãos dos alemães). Um artigo cobre uma base de submarinos na costa francesa. A derrota em Stalingrado ainda não é anunciada, e não há nenhuma menção de Stalingrado.

Esta é a capa da primeira edição de dezembro de 1943. A foto da capa, intitulada “Inúmeros”, mostra um torpedeado marinheiro inglês em terra, sendo ajudado por um Português. Em dezembro de 1943, bombardeios dos Aliados estavam tendo efeitos devastadores sobre a Alemanha. Esta questão tem dois artigos que tentam persuadir os leitores de que a situação está sob controle. A primeira apresenta uma “nova arma contra os bombardeiros “, e segundo sugere que os Aliados estavam sofrendo perdas insustentáveis ​​.