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Teatro de Operações do Pacífico – O Pior da Guerra?


A guerra é difícil e cruel em qualquer situação, mas o terreno e a geografia, além, claro, das adversidades climáticas, que podem tornar ainda mais caótica a vida em front. Com relação a isso, um exemplo de front muito duro, foi o Teatro de Operações do Pacifico, onde japoneses e americanos se enfrentaram de 1942 até 1945 em ilhas com clima subtropicais e com características bastante diferentes de outros teatros de operações da Segunda Guerra Mundial. Nessas condições os combatentes de ambos os lados enfrentaram doenças, chuvas torrenciais por meses a fio, áreas de mata fechada e colinas íngremes, sem falar que, diferentemente das tropas que combatiam em outras frentes, os militares não gozavam de passes livres, devido a seu isolamento. Como exemplo critico, podemos citar o ataque a Iwo Jima, onde os civis foram evacuados dessa ilha vulcânica; os militares japoneses passaram meses trabalhando dia e noite construindo uma complexo sistema de túneis e fortificações sem qualquer folga, e quando os ataques iniciaram eles permaneceram semanas refugiados nesses túneis. Sendo que os combates nessa ilha foram os mais duros da guerra.

Não por acaso, a Guerra do Pacífico, como ficou conhecida esse Teatro de Operações, tendo em vista sua diferença com a guerra que se desenrolava no Velho Continente, teve o maior número traumas de guerra, esquizofrenia e doenças relacionados a pressão e ao isolamento, também foram detectado requintes de crueldade insanas entre a tropa americana, tais como colecionar partes dos corpos dos inimigos.

Quando os americanos chegaram a Okinawa, última parada até a grande ilha, os Marines veteranos estavam esgotados de uma guerra sem fim, e claramente observa-se a diferença entre um soldado antigo e um recruta. Enquanto o soldado japonês estava disposto a morrer, e de fato ele já tinha morrido, pois a honra de morrer como um soldado era a única coisa que lhe restava.

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  1. 10/12/2011 às 6:27 PM

    Acho complicado descrever qual TO foi o mais sangrento e difícil para aliados e eixo ! Cada um como você mesmo disse tem particularidades de guerra. Até porque o maior indice de baixas relatados pelo exército norte-americano foi o Teatro da Italia com 5.453 mortos enquanto o pacifico teve 736 por divisões, claro que esses dados são para as divisões aliadas.

    p.s: Parabéns pelo Blog! Trabalho fantástico sempre acompanho !

  2. Paulo e Gonçalves
    10/12/2011 às 8:45 PM

    Excelente trabalho. Seu blog já é referência. Parabéns.

  3. Francisco Bendl
    13/12/2011 às 6:39 PM

    Caro Chico, tu deves te lembrar da polêmica que houve a respeito de quem fora o melhor general na Segunda Guerra.
    Eu e o Moriarty discutimos um tanto quanto asperamente sobre este tema.
    Penso que esta questão é parecida à anterior.
    Os Fuzileiros Navais Americanos comeram o pão que o diabo amassou no Pacífico. Além de enfrentarem os japoneses, tinham contra si a natureza, nada anfitriã para ambos os lados.
    Claro, a vantagem nipônica era traduzida´por já estarem devidamente instalados, enquanto os aliados deveriam retirá-los à força das ilhas ocupadas.
    Memoráveis batalhas aconteceram: Iwo Jima, Guadalcanal, Cingapura, Birmânia, Filipinas, Battan, Corregidor, Midwway, Okinawwa, e tantas outras mas, ao meu ver, o pior da guerra foram os genocídios dos Campos de Concentração nazistas, as bombas atômicas que os americanos lançaram sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasáqui, e o bombardeio desnecessário sobre a cidade alemã de Dresden, que matou milhares de civis!
    Em termos de batalhas, penso que ainda a frente oriental (alemães e russos) foi a pior para os soldados.
    O frio cortante, um inverno rigorosíssimo, a falta de comida, roupas adequadas, a extrema dificuldade de urinar e defecar que impediam que o combatente tirasse a sua roupa ou morria congelado, as adversidades inenarráveis que os germânicos sofreram, acredito que foram muito piores que os americanos viveram contra os japoneses.
    Digo isso porque servi o Exército aqui, no sul, onde no inverno tínhamos temperaturas negativas!
    Então eu tive uma pequena amostragem pessoal do que é tiritar de frio, ter os pés congelados, as mãos sem poder mexer direito, os dedos arroxeados, uma tremedeira sem fim!
    Imagino a 25/30 graus Celsius negativos, uma calamidade!
    Neve a mais de um metro de altura e que não permitia sequer a barraca ser erguida para haver um mínimo de proteção.
    Minha humilde opinião é que o frio vence qualquer comparação com o calor e a umidade encontrados nas ilhas do Pacífico.
    Os alemães que combateram na Rússia foram expostos de tal maneira à intempérie, que escritores renomados atribuem ao “general inverno” boa parcela de vantagem que os russos tiveram sobre os nazistas, a ponto de poderem se reagrupar, rearmar, reorganizarem seus exércitos e aumentarem a sua produtividade em tanques ( os famosos e sensacionais T-34) e aviões, afora as armas portáteis, haja vista o emperramento da máquina de guerra alemã em solo soviético até mesmo depois do inverno, com o degelo dos rios e lodaçal dos campos de batalhas.
    Soma-se a este caos, a intendência alemã que não possuía condições de atender a demanda de seus soldados em roupas que pudessem enfrentar as terríveis temperaturas negativas.
    Decididamente o pior da guerra entre seus participantes foi na frente oriental e, para os civis, os massacres que citei acima.
    Reitero os elogios que faço a este blog, um trabalho meritório, significante, cultural e histórico.
    Um abraço, meu xará.

    • 13/12/2011 às 7:00 PM

      Caro Amigo Bendl

      Divergências de opiniões são as bases para mundo civilizado, sendo que você e o Moriarty são grandes pensadores, portanto nada mais natural.

      As questões de Generais, políticas adotadas, fronts e batalha é uma opinião muito particular, pois cada uma defende suas ideias baseada em argumentos que entendem que são os melhores, por isso, não há uma resposta unânime para tal, não há uma única questão que não possa ter mais de uma resposta, então há de convir que uma interrogação ao final do post não é apenas uma interrogação, mas uma obrigatoriedade quanto à natureza polêmica da afirmação.

      Forte a fraternos Abraços nobre xará

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