Anúncios

Arquivo

Archive for 29/12/2011

Todos os Uniformes do Exército Vermelho na Segunda Guerra – Parte I

Uma série sobre os uniformes utilizados pelos camaradas do Exército Vermlho durante a Segunda Guerra Mundial. Alguns deles foram utilizados apenas na primeira fase da guerra, e passando por uma reformulação na fase ofensiva.

Fonte: Trinixy.ru

Anúncios

Equilíbrio para Analisar a Segunda Guerra

Qualquer coisa em nossa vida deve ser pautado pelo equilíbrio…Essa é uma frase bastante simples, e envolto de uma serenidade quase patriarcal, que de pronto é totalmente aceita por qualquer pessoa, mesmo que com pouca instrução. Mas infelizmente a prática é algo difícil de conseguir, principalmente no que se refere a ideologias, concepções políticas e tantos outros assuntos que colocam homens cultos, estudiosos e pesquisadores em percepções opositoras. Os defensores da ideologia comunista, em sua maioria, colocam o socialismo como o mais perfeito sistema de governo, no lado oposto os idealistas do capitalismo não vêm sentido e descartam qualquer tipo de percepção que venha dessa fonte; assim como muitos outros, até os dias atuais, adeptos do Social Nacionalismo, reivindicam feitos maravilhosos de Hitler na Segunda Guerra e negam veementemente qualquer tipo de ato cruel dos nazistas, conclamando que tudo faz parte da propaganda dos vencedores no pós-conflito.

No final das contas todos estão errados; no final das contas o que deve ser pautado é o equilíbrio determinado no início desse texto. Pensar que não existem sistema políticos, ideologia ou qualquer outra coisa que seja perfeito, principalmente em se tratando de algo tão abrangente como formas de governo. O que temos que entender é que nossas crenças em sistemas políticos, não devem nos cegar para entender que a imperfeição está na natureza humana e em tudo que o homem faz.

A exemplo das fotos abaixo, que mostram o que o povo americano fez quando sua produção de guerra transformou o mundo e consolidou os EUA como potência mundial, ditando sua influência em países que passaram a consumir ferozmente a cultura americana nos anos pós-guerra, e com isso destruiu culturas e deixou seus tentáculos por décadas. Mas isso não tira, de fato algum, o sacrifício dos milhares de jovens americanos que lutaram heroicamente pelo seu país. Certo ou errado, para o bem ou para mal, eles lutaram e venceram; se a bomba de Hiroshima foi certo ou errado, se os bombardeios sobre a Alemanha foram criminosos ou não! Isso não importa! Pois qualquer outro país poderia ter feito o mesmo, qualquer sistema político ideologicamente formado poderia ter feito o mesmo, pois no final das contas o que conta é o equilíbrio que quem analisa o passado, nós!

 Só para concluir: Não só americanista, nem socialista ou fascista, muito menos nazista…Sou Historiador!

Fonte das Fotos: Revista TIME

Como o inimigo semeia a morte!

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior sobre o comportamento dos alemães durante a campanha da Itália. Agradecemos mais uma vez a inestimável colaboração.

__________

Crônica de Ruben Braga, correspondente do “Diário Carioca” – Fevereiro de 1945

             Pode acontecer, por exemplo, o seguinte: você se esconde atrás de um arbusto e, naturalmente apoiará sua mão em um galho. Há um fio de arame ligado a este galho. Este arame aciona uma ignição, tipo zz-42, que é um tipo de espoleta alemã tão popular que já existe um “jeep” nosso com este nome. O resultado é uma detonação de 3 cargas explosivas que estão escondidas de baixo de monte de pedras ali, pertinho do arbusto, e em vista disso, você sai deste mundo para outro – provavelmente melhor – pois não acredito que seja muito pior.

            Coisas semelhantes podem acontecer se, descendo um morro, você tropeça em um fio qualquer ou, abre uma porta inadvertidamente ou, se abaixa para apanhar um capacete nazista que pensa em levar como “ricordo” para o brasil e pendurar na parede da sala de visitas. Os homens do Pelotão de Minas de nossa Infantaria, ou das seções de nossa Engenharia já conhecem estas coisas, e sabem que não basta plantar minas para o inimigo nem colher as que o inimigo planta. É preciso prever a necessidade de você mesmo ter de retirar as minas que lançou. É para isso que se faz a “amarração” dos campos minados, isto é: marca-se direitinho o lugar em que a mina está enterrada: a 3 metros naquele pau de cerca da direção precisa daquele tronco de oliveira. As outras minas são dispostas em relação àquela, formando figuras geométricas, pois assim fica mais fácil de localizar as minas enterradas, quando, no lugar de temer um ataque inimigo os nossos homens é que tarão de avançar.

            E, agora uma coisa importante: os mineiros alemães não estão fazendo isso. Nossos homens já tem colhido uma safra abundante de minas alemãs e italianas, desde as grandes “telerminen” que destroem tanques de guerra, até as pequenas “schulterminen”, que arrancam o pé de quem a pisa. E essas minas alemãs estão semeadas sem nenhuma  ordem ou simetria, o que se deduz daí com muita probabilidade é que o alemão não pretende voltar pelas estradas por onde se retirou.

            Certamente o nosso comando sempre prevê a hipótese de um ataque ou um golpe de mão do adversário, mas de um modo geral o nazista sabe que não voltará.. Lenta ou apressadamente, do sul para o norte, do ocidente para o oriente, o alemão recua – e sabe que não voltará. Chegará um dia, talvez próximo, em que ele não terá mais para onde ir a não ser para o inferno.

            Sim, este soldado alemão desta guerra está condenado – mas o fascismo pode voltar, e estamos chegando ao momento de decidir este problema: fazer com que o nazista não volte – com este nome, ou com qualquer outro nome, na Alemanha ou fora dela. Ele pode brotar outra vez do chão – na Europa ou na Ásia, ou também na América. E que ninguém se iluda: acabar com as injustiças nacionais e sociais que são o caldo da cultura do fascismo e das guerras, será uma grande luta do povo, e uma luta mais dura ainda. Mas, creio que vale a pena lutá-la, pela mesma razão que vale apena lutar esta guerra de hoje.

            Tenho um filho. É ainda um menino – tem muitos caminhos a andar no mundo, e não pretendo que ele sempre ande por estradas de rosas, como um pequeno vagabundo no Reino da Felicidade, mas eu pretendo que ele nunca precise andar pelos caminhos que os Pracinhas Brasileiros estão trilhando hoje.

            A terra não foi feita para plantar minas: mas essa terra dos homens, em que se plantando dar-se-á nela tudo. Essas lavouras do futuro que meu filho e vosso filho vão colher amanhã – nós é que semearemos agora.

 

            Fonte: “Scatoletas da Itália” – a BBC e as Forças Brasileiras – 1944-1945

            P.S.: Scatoletas era como os italianos chamavam as caixas de ração que os soldados                  recebiam diariamente.

Afrika Corps – Um Front Miserável!

Rommel desembarcou em Trípoli em 12 de fevereiro 1941. Dois dias depois, acontece o primeiro confronto em Norfilia, onde tropas britânicas e alemãs se cruzam durante manobras de reconhecimento ao longo da estrada costeira de Sirte. Mesmo com os alemães acumulando forças, os britânicos são forçados a enviar quatro divisões para a Grécia, para ajudar na defesa do país. Isso enfraquece seriamente a força britânica e, 24 de março, o Afrika Korps captura El Agheila. Uma semana depois, outro ataque a Mersa e Brega é o prenúncio de um avanço alemão que iria colocar um Exército inteiro com a fama de indestrutível e fazer de seu comandante um dos generais mais lembrados de todos os tempos.  Mas depois de avanços e vitórias, a Afrika Corps sofre sem apoio logístico e vai perdendo os territórios conquistados até Rommel ser chamado de volta para a Alemanha e, consequentemente no dia 12 de maio 1943, as forças alemães restantes na África se rendem aos Aliados.

%d blogueiros gostam disto: