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Equilíbrio para Analisar a Segunda Guerra


Qualquer coisa em nossa vida deve ser pautado pelo equilíbrio…Essa é uma frase bastante simples, e envolto de uma serenidade quase patriarcal, que de pronto é totalmente aceita por qualquer pessoa, mesmo que com pouca instrução. Mas infelizmente a prática é algo difícil de conseguir, principalmente no que se refere a ideologias, concepções políticas e tantos outros assuntos que colocam homens cultos, estudiosos e pesquisadores em percepções opositoras. Os defensores da ideologia comunista, em sua maioria, colocam o socialismo como o mais perfeito sistema de governo, no lado oposto os idealistas do capitalismo não vêm sentido e descartam qualquer tipo de percepção que venha dessa fonte; assim como muitos outros, até os dias atuais, adeptos do Social Nacionalismo, reivindicam feitos maravilhosos de Hitler na Segunda Guerra e negam veementemente qualquer tipo de ato cruel dos nazistas, conclamando que tudo faz parte da propaganda dos vencedores no pós-conflito.

No final das contas todos estão errados; no final das contas o que deve ser pautado é o equilíbrio determinado no início desse texto. Pensar que não existem sistema políticos, ideologia ou qualquer outra coisa que seja perfeito, principalmente em se tratando de algo tão abrangente como formas de governo. O que temos que entender é que nossas crenças em sistemas políticos, não devem nos cegar para entender que a imperfeição está na natureza humana e em tudo que o homem faz.

A exemplo das fotos abaixo, que mostram o que o povo americano fez quando sua produção de guerra transformou o mundo e consolidou os EUA como potência mundial, ditando sua influência em países que passaram a consumir ferozmente a cultura americana nos anos pós-guerra, e com isso destruiu culturas e deixou seus tentáculos por décadas. Mas isso não tira, de fato algum, o sacrifício dos milhares de jovens americanos que lutaram heroicamente pelo seu país. Certo ou errado, para o bem ou para mal, eles lutaram e venceram; se a bomba de Hiroshima foi certo ou errado, se os bombardeios sobre a Alemanha foram criminosos ou não! Isso não importa! Pois qualquer outro país poderia ter feito o mesmo, qualquer sistema político ideologicamente formado poderia ter feito o mesmo, pois no final das contas o que conta é o equilíbrio que quem analisa o passado, nós!

 Só para concluir: Não só americanista, nem socialista ou fascista, muito menos nazista…Sou Historiador!

Fonte das Fotos: Revista TIME

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  1. Francisco Bendl
    31/12/2011 às 10:34 PM

    Pois meu caro Chico, esta é a posição legítima de um historiador que se preze: a isenção.
    Excluir qualquer influência que possa alterar a verdade, qualquer indício de tendenciosidade, qualquer mácula de simpatia por este ou aquele movimento, regime ou sistema, sejam eles civis, políticos ou religiosos, de modo que o seu registro tenha credibilidade, confiança, respeito.
    O que tu fazes neste espaço e eventuais comentários são a prova incontestável da tua seriedade, responsabilidade e compromisso com o povo brasileiro!
    Não poderia ser diferente em se tratando de uma pessoa honesta, decente, familiar, um cidadão deste país.
    Claro, o historiador tem direito à opinião, à escolha, à preferência, mas elas devem ser de cunho particular e não público, haja vista que a ética deve ser empregada permanentemente naquilo que escreve, que deixa dito, que analisa.
    E nós precisamos muito deste tipo de profissional, alheio às maledicências, às metáforas, às más interpretações.
    Ele deve ser claro, límpido, transparente.
    O teu trabalho é exatamente assim: irrepreensível.
    Esta é a legítima história a ser contada, comentada, debatida.
    A tua preocupação – e a nossa, por consequência – deve ser a verdade dos fatos, a pesquisa aprofundada, as causas reais que levaram milhões de pessoas à morte.
    Eu que não sou historiador, mas quero ser autêntico nas minhas opiniões, ao meu ver a Segunda Guerra não teve vencedores!!!
    Toda a humanidade perdeu.
    Tanto os aliados quanto os países que formavam o Eixo perderam vidas e tiveram danos materiais incalculáveis.
    Se Os Estados Unidos se fortaleceram sobremaneira com a guerra, após a ela pagam um preço muito alto por esta predominância global, a ponto que estão em crise financeira há algum tempo sem conseguirem sair dela.
    Não preciso comentar as guerras que se envolveram e as vidas que ofereceram em sacrifício à manutenção da pax americana!
    Se a União Soviética aproveitou a rendição alemã e projetou à força o seus sistema político, o comunismo, atualmente este império não existe mais, ruiu quando o povo começou a passar fome.
    A Rússia, um país tão somente, hoje é um arremedo de um capitalismo capenga, ainda chefiado por uma casta política que se assegura no poder à base do amedrontamento à população, à repressão violenta.
    Os países mais devastados na guerra, Alemanha e Japão, demonstram que aprenderam a duras penas que seus devaneios de aumentos territoriais não passaram de pesadelos. Os castigos que impuseram aos seus povos estão sendo pagos às novas gerações através do desenvolvimento, do progresso, da honestidade de seus governantes.
    A forma para atingirem este ápice é uma só: EDUCAÇÃO!
    França e Inglaterra vivem para si mesmos.
    Se o Império Britânico era conhecido como, onde o sol nunca se punha, esta pujança não é mais nem sombra do que foi no passado.
    Apesar de ser uma economia forte no planeta, o Reino Unido não possui mais a influência de antes, o “leão” está manso, e seu rugido está fraco.
    No país da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, este célebre lema da Revolução Francesa está em esquecimento.
    Alguns de seus líderes políticos são conhecidos pela sua xenofobia; o país se isolou dos demais.
    Depois de 1968, a França vive às turras consigo mesma, com seu povo, suas reformas politicas e econômicas, em busca de se encontrar de novo e ser uma reconhecida liderança no cenário mundial.
    Está longe de conseguir esta posição.
    Quanto à China, que foi invadida pelos japoneses na Segunda Guerra, vive um momento de progresso e desenvolvimento material jamais visto.
    Mas não há liberdade de escolha e nem de movimentos políticos.
    O governo é imposto, duro, implacável.
    O povo deve outorgar poderes e obedecer!
    Este, certamente, é o ônus que os chineses pagam para conhecer e usufruir do conforto que o capitalismo possibilita, apesar de a grande maioria sequer tem condições de aproveitar essas benesses, pois se vive em estado medieval em algumas províncias da China.
    Quais teriam sido, então, os aspectos positivos da Segunda Guerra com o término do nazismo e enfraquecimento do comunismo?
    Exatamente o que disseste acima, Chico:
    Não existe o modelo perfeito; não existe um modelo confiável; não existe um modelo que sirva para todos, indistintamente.
    Mas, a democracia, ainda é o menos ruim; lógico, precisa de cuidados, de rigorosa fiscalização, de políticos honestos e comprometidos com o povo e país, de cidadãos que não sejam alienados, de uma população que tenha educação, saúde e segurança, mas que seus direitos sejam preservados, que a Constituição seja obedecida.
    Nós, brasileiros, temos de amadurecer como povo; precisamos nos comprometer mais com a nação; necessitamos de líderes verdadeiros e não construídos pela mídia interessada em suas conveniências; urgem reformas políticas, tributárias, e que a nossa Justiça seja mais célere e confiável em seus julgamentos sobre os corruptos e a corrupção desenfreados que assola o nosso país.
    Sim, temos futuro como brasileiros.
    Entretanto, faz-se mister que o mereçamos, que o busquemos com nosso trabalho, boas intenções, honestidade, transparência de vida.
    A nossa esperança é que as futuras gerações consigam depurar a política, substituam o empresário explorador pelo empreendedor, elaborem um sistema Judiciário isento, imparcial, e que nossos Ministros dos Tribunais Superiores não sejam mais nomeados pelo Presidente, mas que sejam guindados à magistratura máxima pelos seus méritos pessoais, conhecimentos jurídicos e vida ilibada.
    Que não sejam mais permitidas as reeleições em quaisquer níveis; que a educação seja a maior preocupação dos governantes; que a saúde pública tenha a atenção que necessita, e que a segurança seja primordial.

  2. Mauro Moriarty
    13/01/2012 às 2:14 AM

    – Como já disse aqui sou um democrata convicto, contudo ao meu ver ser um democrata não significa devoção canina a apologia maniqueísta dos absurdos gloriosos anglo-saxões e seus interesses escusos, tão pouco quero engrossar a longa fila daqueles que prestam culto a personalidade despótica de Stalin enaltecendo como suas as vitórias adquiridas com o sangue do povo Soviético pelo povo soviético, também não quero confundir a liderança de Hitler e do partido nazista na Alemanha, com o povo Alemão chamando-os a todos de criminosos.

    – E preciso critério e discernimento quando nos propomos a avaliar os acontecimentos da II guerra mundial para que não caiamos nos extremismos de posições radicais demais para serem revistas de tempos em tempos por nós mesmos, afim de que possamos verificar se essas opiniões se sustentam ou são refutadas por nosso discernimento sob a luz de informações adquiridas nas pesquisas mais recentes que são divulgadas e colocadas ao nosso alcance.

    – Por exemplo a paulatina liberação dos acervos soviéticos de documentação referentes a II Guerra mundial, permite a que toda uma geração de jovens historiadores soviéticos coloquem a nosso alcance informações que após uma consciente leitura comparada com as informações disponíveis a muito tempo no ocidente nos permita questionar novas possibilidades interpretativas dos acontecimentos, porque precisamos duvidar sempre, não levianamente, mas conscientemente daquelas verdades que tem a pretensão de permanecerem eternamente imutáveis as dúvidas e objeções que se apresentam a ela, sendo sua única justificativa serem elas do lado certo.

    – E embora democrático, ou sem dúvida por isso mesmo escolhi colocar sempre em foco o lado não oficial da historia oficial o outro lado desta moeda, que muitos insistem em apresentar como uma moeda que hora tem duas caras, hora duas coroas, e até apenas uma cara ou uma coroa, todos sabemos que uma moeda tem duas faces, mesmo que uma delas não seja evidente sabemos que está lá, e é desta que devemos falar, quanto a outra todos sabem de sua existência ela salta a vista de acordo com o interesse de quem a mostra.

    – E não raro sou obrigado a defender-me radicalmente de ataques que o atacante é incapaz de perceber apenas tão radical quanto minha defesa, só porque ele pensa ser sua verdade evidente a todos que leram a historia oficial, enquanto que os dotados de hermenêutica entendem ser a própria história oficial eivada de evidências contraditórias de tudo aquilo que afirma como verdade.

    – Precisamos caro Chico ter cuidado com tudo aquilo que afirmamos, porque ate os conselhos que damos sobre equilíbrio são suspeitos, o alto conceito que eu fazia sobre se adotar uma posição de equilíbrio entre dois lados opostos caíram por terra na universidade na minha primeira aula sobre falacias e sofismas, quando o professor me inquirindo sobre isso afirmou: “porque você prefere a posição de equilíbrio entre os lados opostos mauro? isso nem sempre é opinião mas algumas vezes acomodação, que impede que você veja que a verdade está em um dos lados”, a palavra equilíbrio é sempre muito apelativa mas nem sempre se aplica a todos os casos.

    – Esse alerta me fez um estudioso de sofismas e falácias, complementando o gosto pela lógica formal que estudo com prazer, e pelo menos eu gosto de pensar assim, tornando-me mais prudente em meus argumento.

    – E prudente também seremos engrossando o coro com a justa indignação do nosso amigo FB, que nos sirva de constante alerta, pois como povo temos memoria curta.

    – Aos meus dois amigos Franciscos tudo de bom!

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