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Archive for janeiro \31\America/Recife 2012

Ecos da Segunda Guerra – Parte III

A já consagrada série:

Fotos – Ecos da Guerra

Ecos da Segunda Guerra – Parte II

 

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Cartunismo da Segunda Guerra – Extra II

Segunda e última parte do Cartunimos de Guerra:

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A Incrível História dos Homens-Torpedo italianos – Parte I

Numa noite sem lua, em setembro de 1941, um submarino, com a coberta à flor d’água, penetrou na Baía de Cadiz, na costa sudoeste da Espanha, e ancorou ao longo do navio-tanque italiano Fulgor. O submarino era o Scirè da Marinha Italiana; seu comandante, o Príncipe Junio Valerio Borghese; sua missão, organizar tripulações de torpedos-humanos, para o ataque a navios ingleses fundeados em Gibraltar, a 80 milhas de distância, apenas.
Naquela noite teve início, dentro da guerra maior, uma guerra que durou dois anos, travada em silêncio sob a superfície da Baía de Gibraltar. Contra um passivo de três homens mortos e três capturados, os torpedos-humanos italianos puseram a pique ou danificaram, em sete operações, 14 navios aliados. Cada uma dessas operações exigia dos atacantes um arrojo que honraria qualquer marinha do mundo.
Quando a Itália entrou na guerra, em 1940, o navio-tanque Fulgor, de 6.500 toneladas, refugiara-se na Baía de Cadiz. Dentro de poucos meses estava transformado num posto secreto de abastecimento para submarinos italianos. Agora, a seu bordo, aguardando o Scirè, achavam-se seis operadores de torpedos-humanos que haviam atravessado a Espanha com passaportes falsos.
Minutos depois, o Scirè punha-se de novo em movimento com eles no bojo. Deslizava, periscópio apenas submerso, em direção ao extremo sudoeste da Baía de Gibraltar, em águas espanholas, distante quatro milhas do porto inglês. Enquanto se mantinha ainda abaixo da superfície, seis homens — vestindo macacões de borracha, inteiriços, com aparelhamento respiratório-subiram pela escotilha de acesso para o convés. Aí, presos em berços, estavam três torpedos de 6 metros e 70 de comprimento, com ogivas ou cabeças de combate destacáveis, para dois homens cada um. Os tripulantes—um oficial e um suboficial para cada torpedo—escarrancharam-se em seus torpedos, acionaram as alavancas de lançamento e subiram à superfície. Começava o ataque.
Os ITALIANOS chamavam ao torpedo maiale (porco), pois ele lembrava de fato um porco—e um porco nadando não seria mais difícil de manobrar… Em seu bojo o torpedo tinha reservatórios de ar comprimido para regular a profundidade e baterias para a propulsão da hélice dupla. O máximo de velocidade dos torpedos usados em 1941 era de três nós: uma velocidade maior arrebataria de seus lugares os operadores. Seu raio de ação era de dez milhas.
Os tripulantes iam escarranchados como cavaleiros. O oficial da dianteira controlava a velocidade, a direção, o mergulho, e encarregava-se ainda da sonda e bússola luminosas para uso abaixo da superfície. Normalmente os tripulantes viajavam com água até ao queixo, mas se havia barcos-patrulha por perto, prosseguiam em sua rota submersos.
Um operador de torpedo-humano narra assim um ataque:
“A gente vê a silhueta do navio-alvo contra o céu. A uns 50 metros de distância orientamo-nos, enchemos o tanque de imersão e a água se fecha sobre as nossas cabeças. Em baixo é frio, escuro e silencioso.”
“Quando atingimos profundidade suficiente, fechamos a válvula de imersão, acionamos o motor e avançamos lentamente. Passamos da escuridão para uma escuridão mais profunda: estamos debaixo do navio. Paramos o motor e vamos esvaziando os tanques de água. Enquanto subimos, erguemos a mão acima da cabeça. Pensamos se iremos tocar chapas lisas ou cracas afiadas como facas, que nos cortarão os dedos, ou—horror dos horrores—a roupa de borracha que vestimos, deixando entrar a água do mar.”
“Ah! Eis o fundo do navio. Fazemos o torpedo recuar até que o tripulante n° 2 possa tocar um dos frisos de 30 centímetros de largura que correm ao longo de cada lado do casco dos grandes navios. Sentimos um tapa nas costas. O n° 2 achou o friso e está fixando nele uma pinça. Dois tapas. A pinça está presa. Agora adiante, para o outro friso.”
“O n° 2 está arriando um cabo. Prende a segunda pinça, depois volta ao centro do navio. O n” 2 passa em volta da gente para ir até à ogiva de combate e amarra-a ao cabo. O torpedo corcoveia levemente ao ser desligado da cabeça. O relógio que determinará dentro de duas horas e meia a explosão bate os segundos inexoravelmente. O n° 2 volta ao seu lugar. Três tapas. A tarefa foi concluída. Acionamos o motor, saímos de baixo do navio, subimos lentamente. Agora podemos pensar em fugir.”
LICIO VISINTINI, o mais ousado do grupo e um dos cérebros da ofensiva de torpedos-humanos, levou seu torpedo, nessa noite de setembro de 1941, até ao interior do porto de Gibraltar. Tinha um instrumento para cortar a rede de aço que defendia a entrada do porto, mas não precisou utilizá-lo. Quando a rede foi baixada para ciar passagem a um contratorpe-se atrás dele. Deixou a sua ogiva de combate no fundo de um navio-tanque, forçou caminho por sob a rede e escapou.
As outras duas tripulações deixaram suas cabeças de combate pendentes debaixo de navios fundeados na baía, meteram a pique suas estranhas embarcações e nadaram para a costa espanhola. A sua espera na praia encontrava-se o comandante Pierleoni, oficial da Marinha Italiana, enviado diretamente à Espanha para dirigir as atividades de sabotagem, sob a capa de um cargo consular, em Barcelona. Quando conduzia os homens para longe do local, foram detidos por uma patrulha espanhola. Pierleoni resolveu explorar a simpatia do oficial espanhol pelo Eixo.
—Estes homens acabam de atacar os ingleses, disse.
O golpe foi bem sucedido. Os homens receberam roupas enxutas, café, conhaque e cigarros. Enquanto narravam sua história, um estrondo e uma nuvem de fumo indicaram que havia explodido a popa do navio-tanque Denbydale. Logo depois houve explosões semelhantes sob o cargueiro Durham e o navio-tanque Fiona Shell.
Mais tarde esse torpedeadores foram enviados de avião para a Itália, a fim de receberem os aplausos do público italiano.
PIERLEONI passou o inverno de 1941-42 organizando um grupo de sabotagem na Espanha. Em julho estava preparado para a sua primeira operação de terra contra navios aliados ancorados em Gibraltar—um ataque em massa por 12 membros do «Gamma», contingente de nadadores de assalto. Os nadadores reuniram-se numa casa perto de La Linea, território espanhol imediatamente acima da zona inglesa de Gibraltar. Na cozinha, vestiram compridos macacões de lã, sob outros, inteiriços, de borracha, em que se enfiavam desde os pés até ao pescoço, e muniram-se de aparelhamento respiratório e capacetes especiais de proteção contra as redes de aço. Eram 11 horas da noite de 13 de julho quando se dirigiram para a praia.
Nas costas e no peito cada homem carregava «bombas-despertadores»— pequenos engenhos engastados em anéis infláveis de borracha, capazes de se fixarem por pressão aos Cascos das embarcações, até que o relógio detonador esgotasse o seu tempo. Eram minúsculas aquelas cargas de dois quilos em comparação com as ogivas de combate dos torpedos-humanos, mas davam para perfurar chapas de aço. Na baía viam-se os vultos escuros de 30 navios aliados. A cada homem foi dito que escolhesse o seu objetivo.
Entre os nadadores figurava Vago Giari, um rijo camponês de ombros largos, com a destreza aquática de uma foca. Na escuridão, sob um navio que visava, Giari chocou-se com outro nadador. Discutiram por causa do objetivo. Cada um dizia que era seu.
—Estava doido, completamente doido, contou Giari depois, referindo-se ao companheiro.
Quando subiu à tona, cumprida sua missão, o outro, tendo tirado o bocal, começou a gritar com ele.
—Nunca pude compreender como a tripulação do navio não o ouviu, disse Giari.
Dessa vez ele não discutiu. Afundou a cabeça do homem na água e manteve-a assim até que ele perdeu todo o fôlego para gritar.
Seis nadadores regressaram sãos e salvos, os outros seis caíram nas mãos de uma patrulha espanhola e foram (internados) num hotel de Sevilha.
O ataque constituiu apenas um sucesso relativo. Alguns dos nadadores não atingiram seus objetivos, umas quantas bombas foram arrancadas pela força da água dos cascos onde haviam sido fixadas e explodiram na superfície. Mas quatro navios ficaram avariados. Uns dois meses depois Giari e um companheiro avariaram seriamente outro navio.
DENTRO do porto de Algeciras, à vista de Gibraltar, achava-se fundeado o navio-tanque italiano Olterra. Propositadamente arrombado em água rasa por seu comandante, na ocasião em que a Itália declarara guerra, encontrava-se em 1942 sob uma guarda de (neutralidade). Os jovens soldados espanhóis, entretanto, mostravam-se mais interessados em surrupiar cigarros do que em relatar incidentes suspeitos.
Os incidentes eram realmente suspeitos, pois eram organizados por Licio Visintini. Visintini começou a construir uma base secreta dentro do Olterra. Primeiro os italianos cortaram uma seção de 7 metros e meio de comprimento no anteparo de aço que separava o compartimento da proa de um pequeno porão, e equiparam-na com dobradiças. Dizendo aos espanhóis que tinham necessidade de limpar os tanques de flutuação, esvaziaram os tanques da proa até que esta se ergueu bem alto fora d’água.

Texto extraído da revista Seleções de Reader’s Digest de fevereiro de 1951

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Guerra Psicológica contra a FEB!

  Os Alemães geralmente usavam uma granada especial de canhão que explodiam no ar liberando panfletos de propaganda sobre nossas linhas. Uma deles dizia o seguinte: “Brasileiros, por que estão lutando contra seus amigos alemães, quando podiam estar em suas casas, no seio de suas famílias? Isto é um convite e basta entrega-lo ao primeiro sentinela alemão e a guerra termina para você.”

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Rádio Auriverde

 Locutora brasileira (Margarida Mirschmann), natural de Santa Catarina, presa por nossa Polícia do Exército no fim da guerra. Detalhe de nossa propaganda:

Rádio Auriverde – Estação FEB

Ouça as canções de sua terra,

Ouça a voz da verdade.

Ouça a Rádio Auriverde.

“Soldado Brasileiro, você quer saber o que acontece no Brasil? Você quer escutar música brasileira? Canção da terra, samba, tangos e músicas de dança, maxixe e modinha?

 Ligue seu rádio para ouvir a estação especial FEB Auriverde, das 13h às 13h45, no comprimento das ondas 47.6 metros – 4.300 quilociclos”

 Ouvi um de seus programas na rádio do jipe de um colega do batalhão de transmissão. Após algumas músicas carnavalescas, inclusive um samba cantado por Carmem Miranda, fiquei impressionado com as informações veiculadas pela locutora sobre o Brasil. Os problemas eram geralmente sobre jovens brasileiras envolvidas sordidamente por militares americanos da Base Aérea de Natal. Lógico que nós reponderíamos a estas provicações na mesma moeda.

Extraído do livro: Diário de um Paisano na Segunda Guerra Mundial – Rudemar Marconi Ramos

Com o apoio inestimável do pesquisador Rigoberto Júnior.

Margarida Mirschmann sendo presa pela Gloriosa Polícia do Exército

Margarida Mirschmann sendo presa pela Gloriosa Polícia do Exército

Propaganda em Tempos de Guerra!

Evidentemente que pelas circunstâncias da guerra muitas empresas apelavam para o patriotismo dos soldados no front. Mas não podemos deixar de citar que as empresas multinacionais possuíam um mercado nas nações beligerantes e também cultivavam os ideais defendidos por essas nações, a exemplo a Coca-Cola e a IBM, que tiveram um papel de destaque na Alemanha de Hitler durante toda a década de 30, sendo que essa última é acusada até hoje na venda de tecnologia para o levantamento étnico de indivíduos. Mas, isso é assunto para outros posts.

Imagem Real

Cartunismo da Segunda Guerra – Extra I

Publicamos uma série sobre charges e cartunismo da Segunda Guerra que fizeram bastante sucesso. Estamos lançando novos posts sobre o tema que é bastante intessante, educativo e acima de tudo engraçado. Também segue abaixo os links das últimas publicações para quem não acompanhou.

Cartunismo de Guerra – A Propaganda Engraçada – Parte I
Cartunismo de Guerra – A Propaganda Engraçada – Parte II
Cartunismo de Guerra – Parte III

 

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A Morte de Frei Orlando

 Vamos publicar duas visões sobre uma das baixas mais sentidas pela tropa brasileira na Itália, infelizmente o Frei Orlando caiu ferido por um trágico acidente que tirou a vida de dos mais queridos integrantes da FEB.

 Essas visões são foram extraídas das seguintes publicações: De São João del-Rei ao Vale do Pó, / Frei Orlando, os dois de Gentil Palhares

 As duas visões são complementares e bastante interessante, narrando um triste acontecimento.

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Frei Orlando, Capelão do Batalhão, estivera pela manhã do dia 20 de fevereiro de 1945, no desempenho de seus deveres funcionais, em visita as posição da 4ª Cia., na região entre Falfare e Columbura. A zona da 4ª e a 6ª Companhias, esta indo de Falfare a Bombiana, eram as que estavam sendo mais castigadas pelos alemães. Por isso, Frei Orlando, no observatório do Batalhão, em Monte Dell’Oro, manifestou ao Major Ramagem, seu Comandante, a intenção de visitar também a 6ª Cia. Quis, então, atingir as posições dessa Companhia pelo caminho mais curto, que ia do observatório a casa M di Bombiana e desta a Bombiana. Mas o Major Ramagem não concordou com esse itinerário, pois, na ocasião, estava todo ele sendo pesadamente batido pelos alemães. Sugeriu ao Capelão que do observatório ganhasse a contra-encosta de Monte Dell’Oro e fosse até o PC do Batalhão em Docce, de onde poderia chegar às posições da 6ª por um caminho menos exposto.

Frei Orlando encaminhou-se para Docce pelo itinerário lembrado pelo Major e achava-se à margem do caminho que ligava o PC do Batalhão ao ponto cotado 789, a 300 metros de Bombiana, quando por ele sua eu num “jeep”, para esta última região. O Capelão, inteirado da direção da viatura, nela tomou lugar. No “jeep” já se encontravam o Cabo Gilberto Torres Ruas, motorista, um praça do II Batalhão e um militar italiano, posto à disposição do Regimento, para os serviços de transporte em montanha.

Frei Orlando, em caminho, depois de dizer o que fizera pela manhã e o que pretendia fazer, falava de uma irradiação feita pelos holandeses livres para a parte ocupada de seu país. A uma observação qualquer chegou a soltar uma das suas costumeiras gargalhadas. O “jeep” marchava lentamente pelo caminho conduzindo ao ponto cotado 789, quando, de repente, estaca, imobilizado por uma pedra. Prendia esta o eixo dianteiro. Os passageiros conseguem retirar a viatura, que é posta alguns metros além da pedra fatídica. Tomo a manivela do “jeep” e me esforço para removê-la. O italiano, no intuito de ajudar-me, recurva-se junto à pedra e também tenda retira-la a violentas coronhadas de sua carabina. Esta dispara. Frei Orlando, que se achava parado a uns três metros, é atingido pelo projétil, solta um grito e leva a mão ao peito, dá alguns passos à frente, tirando, ao mesmo tempo, com a mão direita, do bolso do casaco, o seu terço e balbuciando, às pressas, uma Ave-Maria. Corro para ele e o faço deitar-se à margem do caminho. A oração, apenas começada, é abafada pelo ofegar da agonia. Tudo isso, desde o fatal disparo, dura uns dez segundos.

Retorno rapidamente a Docce, em busca de socorro médico e trago o Capitão João Batista Pereira Bicudo, facultativo do Batalhão. Este pôde apenas verificar achar-se morto o Capelão, desde o momento, talvez, em que acabara de ser deitado à margem do caminho. O italiano abraçado ao corpo do Capelão, chorava e se lamentava. Um pastor das redondezas contemplava esta cena. O médico descobre-se, persigna-se e reza pela alma de Frei Orlando, no que é seguido pelo Capitão e pelo Cabo.

Eram, aproximadamente, 14:00 horas do dia 20 de janeiro de 1945…

obra: De São João del-Rei ao Vale do Pó

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No dia 21 de fevereiro, às 5h30 da manhã, foi dada a partida para a conquista definitiva do Monte Castelo. As notícias que chegavam era da impetuosidade dos nossos companheiros galgando resolutamente as posições a serem atingidas, inclusive o topo do Monte Castelo. Mas, por outro lado, afirmavam haver muitas perdas e muitos feridos. Frei Orlando, sabendo de tudo isso, ficou em profunda emoção e a todos externou que seu lugar era na frente, cuidando de seus soldados. Ele então reuniu seu equipamento, apanhou o estojo de hóstias e saiu morro acima, galgando a estrada. Houve tentativas de demovê-lo, mas foi em vão. Frei Orlando era teimoso demais quando se tratava de levar o conforto espiritual aonde quer que fosse. Pôs-se a galgar os caminhos tortuosos de Monte Castelo sob o bombardeio cerrado da artilharia de morteiros  e armas automáticas inimigas; avançando com cuidado, quando já estava nas imediações da 6ª Companhia, itinerário recomendado pelo seu comandante de Batalhão. Major Ramagem, a mais ou menos 300 metros de Bombiana, passa por ele um jipe que lhe deu carona, pois o destino de todos era o mesmo. Seus ocupantes eram os seguintes: capitão Francisco Ruas, cabo Gilberto, o motorista, e um sargento italiano (guia alpinista à disposição das tropas brasileiras). O jipe seguia normalmente quando a estrada piorou e o eixo dianteiro ficou preso por uma pedra. Vários recursos foram utilizados, inclusive com ferro da manivela. Infelizmente, o sargento italiano, com o intuito de ajudar, martela violentamente com a proteção metálica da carabina, que dispara e fere mortalmente o Frei Orlando, este triste fato foi largamente comentado por todo o front como uma das maiores perdas de nossa FEB. O lastimável fato aconteceu justamente quando Monte Castelo estava praticamente dominado. A lutar é renhida, o escalão bordeja, ataca, toma pé nos últimos 277 metros de altura. Súbito, um foguete luminoso corta os ares, sendo assinalado pelos postos de observação três estrelas verdes, que no código de sinais objetivo conquistado.

obra: Frei Orlando

Veteranos da ANVFEB-PE, Visitam o local do acidente que tirou a vida do Frei Olrlando

Frei Orlando é patrono do Serviço Religioso do Exército

Cartas enviadas do front pelo Frei

Placa lembra o local do acidente na Itália

Coletânea das Melhores Fotos da Segunda Guerra – Mês de Fevereiro

 

Vamos iniciar uma nova série com a publicação das melhores fotos do mês sobre a Segunda Guerra, começando com as melhores do mês de fevereiro.

 

Submarinos - Não tenho muitas informações desta foto (será que alguém tem?), mas a cena é surreal!

Investida sobre sobre Iwo Jima - Uma das batalhas mais duras do pacífico - lembro o quanto a representação de uma bandeira asteada em uma linha de frente representa

 

Uma outra visão surreal do mundo, principalmente no pós-conflito com os dois blocos econômicos.

 

O desafio das Ardenas - Uma prova humana para qualquer tropa, sendo ela alemã ou americana

 

Prisioneiros de Guerra da Marinha americana - qual o motivo da venda nos olhos?

 

A infantaria naval em ação....

 

Que coisa horrível!

 

Essa cena em um ângulo muito especial e pode representar muito coisa

 

Confesso que essa foto me confunde!

Clique para aumentar...Triste!

O Excelente Zero!

 

Mais um que exibe a infantaria... O esgotamente desse soldado está estampado em seu rosto!

 

A disciplina dos prisioneiros de guerra!

 

A Hora H! O Cerco! A pressão do inimigo!

 

Sem palavras!

 

Infância perdida!

 

Pronto!

fonte: widelec.org

 

 

 

 

O INCONSEQUENTE SÉCULO XX!

Vou apresentar um amigo distante! Antes de mais nada, “distante”, nesse caso, se refere literalmente a geografia, mas com certeza próxima em relação a uma amizade virtual, já que meu irmão de farda, pois usamos o mesmo Braçal, e estivemos sob um mesmo código de conduta, honra e lealdade, servindo ao nosso país em Unidade de Polícia do Exército, encontramos afinidades de vida e de luta, afinidades de ideias e pensamentos, por tudo isso, cedo um espaço a quem é merecedor dele: Francisco Bendl, que já tem reserva de honra nesse humilde blog, e de quem, livremente, posso entregar-lhe as chaves desse meio de comunicação que tem por aventurança conectar pessoas, tão distantes, mas com pensamentos tão alinhados.

Chico Miranda

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Sem sombra de dúvidas, o século passado foi o mais importante na história do homem, mas absolutamente inconsequente!

Sem maiores pesquisas foi o período que mais a humanidade participou de conflitos.

Praticamente cem anos de guerras, revoluções, revoltas, implantações de regimes políticos à base da força, genocídios, epidemias, falta de saneamento básico paradoxalmente ao desenvolvimento tecnológico, a morte de milhões de pessoas nas duas grandes guerras mundiais, fome, doenças por falta de assistência médica, enfim, episódios que levaram à morte quase UM BILHÃO de pessoas!

Portanto, o século passado não pode ser visto como de valorização à vida humana, muito pelo contrário, apesar do seu desenvolvimento excepcional em termos tecnológicos.

De 1900 até 1.910, tivemos a Guerra Russo-Japonesa.

Como desastre natural, o grande terremoto que abalou a cidade de São Francisco, na Califórnia, USA.

De 1.911 até 1.920, dois acontecimentos extraordinariamente importantes iriam ter desdobramentos no futuro: A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa.

Outro episódio que ficou marcado para sempre na memória do povo no mundo inteiro foi o desastre com o navio Titanic, em 1.912.

Porém, como episódio marcante, verdadeiramente terrível, foi a Gripe Espanhola, de 1.918, que matou mais de TREZENTOS MILHÕES DE SERES HUMANOS!

De europeus foram mais de duzentos milhões que padeceram sob esse mal, que se alastrou por outros continentes dizimando um número incalculável de pessoas!

Os anos de 1.921 até 1.930, tivemos as consequências da Primeira Guerra que redundaram na ascensão do Nazismo, Fascismo e Salazarismo, que ocasionariam milhões de mortos.

Mas, o ano que mais nos lembramos desta década é 1.929. A quebra da Bolsa de valores de Nova Iorque, e a miséria que se alastrou por várias nações. Nesta década surge o IRA, Exército Republicano Irlandês, um grupo paramilitar e católico.

A década seguinte, 1.931 até 1.940, foi um dos períodos mais violentos de nossa história.

Além de Stálin que introduzia na Rússia o “Grande Expurgo”, de modo a firmar-se no poder como líder máximo comunista, tivemos o início da Segunda Guerra Mundial, que sucedeu a Guerra Civil Espanhola (36-39).

Como pano de fundo, havia a “Grande Depressão”, consequência da quebra da Bolsa de Valores em 1.929.

Em nosso país, tivemos a Revolução de 30, que coloca no poder Getúlio Vargas.

Em 1.932, houve a Revolução Constitucionalista. São Paulo queria a constitucionalização do novo regime. Apesar de derrotado, ano seguinte, 1.933, a convocação para Assembléia Constituinte, sendo promulgada a nova constituição em 1.934.

Em 1.937, estabelecíamos o Estado Novo.

Não há quem desconheça o que foi a década de 40 a 50.

A Segunda Guerra e seus milhões de mortos; as bombas atômicas sobre o Japão; os horrores dos Campos de Concentração; o bombardeio sobre a cidade alemã de Dresden, as vítimas civís que morreram de fome e frio na sitiada Leningrado por quase três anos; os prisioneiros alemães mortos pelos russos; os milhares de soldados poloneses assassinados pelos russos;

populações de chineses dizimadas pelos japoneses quando esses invadiram a China; os mortos nas ilhas do Pacífico Sul entre americanos e nipônicos e suas grandes batalhas, um mar de acontecimentos que ocasionou a morte de milhões de pessoas, um número verdadeiramente incalculável, afora o prejuízo material cujo valor é impossível ser apurado.

Ao final desta década, em 49, a Revolução Chinesa.

Antes, a Independência da Índia (47), que alguns historiadores dizem que morreram mais pessoas que na Segunda Guerra Mundial!

Ano seguinte, em 48, o estabelecimento do estado de Israel e o primeiro conflito entre árabes e judeus. Neste mesmo ano, 48, surge o Apartheid, na África do Sul, era o racismo e segregação unidos de forma odiosa e repulsiva até 94! Foram 46 anos de injustiças contra o povo negro sul-africano.

Os “Anos Dourados”, assim conhecido o período de 1.950 até 1.960, com a fantástiva evolução do cinema, a humanidade presenciou e sofreu com a Guerra da Coréia (50-53), a Revolução Húngara (56), Guerra de Suez (56), Revolução Cubana (59), a terrível Guerra do Vietnã (65-75), Guerra da Argélia (54-62), Guatemala (54), Invasão da Baía dos Porcos (61), uma fracassada invasão de anticastristas para tirá-lo do poder, anexação do Tibete pela China em 50. Em 59, foi criada a ETA (Pátria Basca e Liberdade), Euskadi Ta Askatasuna, um movimento separatista/independentista marxista-leninista e revolucionário.

De 1.961 até 1.970, a Crise dos Mísseis( Cuba), quase nos leva para uma nova guerra; a Guerra de Biafra (Nigéria), durou três anos (67-70).

Este período dá início ao uso de drogas (LSD), que levaria milhares de pessoas à morte pelo consumo mais tarde de maconha, cocaína e heroína, afora novas drogas desenvolvidas dessas citadas (crack, Ecstasy, anfetaminas…). Em 1.969, El Salvador invadiu Honduras, naquela que seria a Guerra do Futebol! Nesta década tivemos as primeiras investidas para ser derrubado o ditador Somoza na Nicarágua, uma dinastia cruel e corrupta que se perpetuava no poder. Em 1.967, a Guerra dos Seis Dias, Israel frente a países árabes, Egito, Jordânia e Síria.

Também fomos brindados com a Guerra da Namíbia (66-88), um banho de sangue no continente africano entre tantos outros.

Nosso país sofreu a derrubada de seu presidente (João Goulart, em 64), acusado de abrir as portas do Brasil ao regime comunista. No perú, nesta década de sessenta, surge uma organização terrorista de cunho maoísta, o Sendero Luminoso, responsável por dezenas de atentados e sequestros naquele país. Estima-se que seja causador de mais de trinta mil mortes!

Em 64, na Colômbia, surgem as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), uma disputa entre liberais e conservadores naquele país à época e que se alastra até os dias de hoje.

No ano de 63, o assassinato do presidente americano, John F. Kennedy.

Em 68, Robert Kennedy, candidato à presidência dos Estados Unidos, foi também assassinado, como o seu irmão, cinco anos antes.

Neste mesmo ano, Martin Luther King, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 64, é assassinado. Seu mais famoso discurso é, “Eu tenho um sonho”, de 63.

Os anos de 71 a 80, tivemos a Revolução dos Cravos, em Portugal (74); Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

O início da sangrenta Revolução chilena, com a derubada de Salvador Allende, em 1.973, e sua morte no palácio de la Moneda. Neste mesmo ano nova guerra entre árabes e judeus, a Guerra do Yom Kippur (O Dia do Perdão), com mais gente morta na Terra Santa (!?).

A Operação Entebbe, em Uganda, presidida pelo sanguinário Idi Amim Dada, em 76, é tida como uma das mais perfeitas operações de resgate em todos os tempos, quando comandos israelenses invadiram o aeroporto de Kampala (Entebbe), e salvaram mais de duzentas pessoas que tinham ficado aprisionadas naquela cidade depois que o vôo comercial que as transportava tinha sido desviado para aquele país.

No final da década, em 79, os russos invadem o Afeganistão.

Em 75, os comunistas tomam a capital do Camboja, Phnom Penh, e tem início o genocídio cambojano por Pol Pot, nome verdadeiro: Saloth Sar.

Os anos oitenta são reconhecidos pelos historiadores como a década perdida para a América Latina!

A maioria dos países estava sob o jugo de regimes de força, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai…

Além dos problemas internos de cada nação americana, houve a Guerra das Malvinas, o início de guerrilhas no Perú através de um movimento comunista intitulado Túpac Amaru.

Em Havana, 80, dez mil cubanos procuram asilo político na Embaixada Peruana.

No Brasil, o atentado do Riocentro, em 81.

O palco de mortes incalculáveis nessa década foi a África.

Independência do Zimbábue, Segunda Guerra Civil Sudanesa, a Líbia é bombardeada pelos norte-americanos em 86, em uma operação cinemetográfica, em 81, o presidente do Egito, Anwar Sadat, é assassindo no palanque com outras autoridades em desfile militar.

A Nigéria sofre vários golpes sangrentos.

A fome, na Etiopia, aniquila milhares de vidas entre 84 e 85, surgindo um movimento internacional de ajuda que se chamou Live Aid, em 85.

Guerra Civil Angolana.

Guerra da Fronteira Sul-africana, que terminaria em 89.

Em 82, a Guerra do Líbano.

A Guerra entre Irã e Iraque, se desdobrou entre 80 e 88.

Os americanos invadem a ilha de Granada, em 83.

Em 89, tentativa para se depor o presidente do Panamá, Manuel Noriega.

Azerbaijão e Armênia tiveram o seu conflito, a Guerra de Nagorno-Karabakh (88-94).

Em 89, um protesto pedindo por mais liberdade política, na Praça da Tiananmen, Pequim, China, foi esmagado pelo exército.

A independência da Nova Caledônia deu início a uma campanha violenta através de um movimento denominado Frente da Libertação Nacional Socialista Kanak.

Em 86, foi apeado do poder o ditador haitiano Jean-Claude Duvalier.

Em 89, a queda do Muro de Berlim, assinalando o fim da Guerra Fria.

Os anos 90 não foram muito diferentes dos anteriores.

A última década do século e do milênio seguiria a tradição de conflitos generalizados.

De 92 a 95, o leste europeu teve o seu Vietnã, a Guerra da Bósnia, uma combinação complexa de fatores políticos e religiosos, tendo iniciado com a desintegração da Ioguslávia, em 91.

Em 90 a Guerra do Golfo.

Neste mesmo ano a União Soviética se desmembra.

Em 93, a Eritréia se separa da Etiópia.

Revolta na Somália, no mesmo ano.

Em 94, o genocídio em Ruanda, com mais de um milhão de mortos!

Segunda Guerra do Congo (98-2002).

Em 99, o Paquistão invade a Caxemira.

Certamente eu deixei de registrar inúmeros outros acontecimentos em termos de revoltas, pequenas revoluções, golpes políticos, movimentos terroristas, paramilitares e outros.

Mas, a idéia foi  fazer um apanhado do século passado e demonstrar que o ser humano foi o ente mais desrespeitado por nós mesmos!

Não houve paz em canto algum do planeta no século XX!

Simplesmente a vida foi desprezada de forma absoluta, indiscutível, inquestionável.

Não houve ninguém e nem movimentos sociais que tivessem conseguido minimizar as agressões, assassinatos, guerras, que mostrassem à humanidade que matar outras pessoas não é a solução para os problemas, ao contrário.

As religiões não lograram êxito nessa tentativa (muitas sequer fizeram algo neste sentido); a morte de mártires não sensibilizou líderes políticos que buscassem outras respostas que não através das armas; a insensibilidade de governantes que jogavam seus governados ao encontro da morte é inexplicável e injustificável.

Sim, fomos inconsequentes no século passado!

Em nenhum momento as figuras mais proeminentes daquela época pensaram nas consequências de seus gestos, no sofrimento que iriam causar, na desgraça que se abateria sobre países e populações com os conflitos por eles elaborados.

A busca pelo poder foi uma constante; dominar mais pessoas através do medo, a característica fundamental da mente no século passado.

A fé foi ofuscada pela barbárie nos campos de batalhas; a crueldade era comum.

O horror foi instalado em muitas nações decididamente a ferro e fogo.

Organizações separatistas mataram seus irmãos impiedosamente; movimentos terroristas assassinaram milhares de inocentes.

As guerras que aconteceram no século XX de nada serviram para este novo milênio em termos de se evitar que elas voltem a acontecer, haja vista que atualmente os conflitos estão restritos à área econômica, ao empobrecimento de povos e nações e, em consequência, as vítimas não morrem através das balas de fuzis, tanques, canhões, mas de fome, doenças, falta d’água, falta de remédios, saneamento básico!

A insensibilidade continua; o desprezo à raça humana ainda prevalece.

A corrupção assola o mundo como a nova praga existente. Sequer a honestidade elabora um plano para erradicá-la.

As religiões se transformaram em lucrativos negócios; a imprensa é tendenciosa.

Desenvolvemos cada vez mais armas que nos matam aos milhares a cada ano, justamente pela nossa falta de respeito. Refiro-me ao trânsito e suas loucuras diárias.

O consumismo originou uma nova doença, que assola grande parte da humanidade: o estresse.

A frustração pelo não ter ao invés de se buscar ser, em primeiro plano, gera a infelicidade, a insatisfação, vários complexos, enfim, uma mente doente.

Não sou um pessimista, mas não posso esquecer a história recente do mundo, que dela faço parte e vivi envolvido pelos seus acontecimentos a partir de 1.950, quando vim ao mundo.

Faz 62 anos, praticamente, que observo a queda moral do ser humano, suas fraquezas, receios, seus conflitos pessoais.

O egoísmo que se adonou da nossa personalidade; a inveja que temos daquele que progride; o rancor que demonstramos quando deixamos de protestar contra algo; a aversão gratuita que alimentamos contra as críticas que nos são feitas em benefício de nosso aperfeiçoamento; o descaso com os filhos; a despreocupação criminosa com o futuro das crianças; a desestruturação das famílias!

Tendo eu trazido à tona esses nefastos acontecimentos do passado, explico as razões pelas quais estou permanentemente fazendo as comparações com episódios da Segunda Guerra com o tempo atual, as analogias, a semelhança de certos fatos, a luta em impedir que eles se repitam.

Francisco Bendl

Ecos da Segunda Guerra – Parte II

Mais um pouco do mestre da foto montagem da Segunda Guerra o russo Sergei Larenkov.

 

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Juventude Hitlerista – O Começo de Tudo – Parte 01

 

 Hitler sabia que qualquer aspiração a longo prazo do Reich deveria ser estruturada a partir da visão da juventude alemã. Não poderia conceber o “Reich de Mil Anos”, sem pensar na nazificação dos jovens em todas as parte do país. E, para tanto, foi necessário implantar uma rede de doutrinamento que pudesse abranger escolas, lares e qualquer lugar que pudesse ser concebido como um centro de jovens. Na época mais de 90% dos jovens pertenciam a alguma organização direta ou indiretamente ligadas ao partido nazista. Filhos que acusavam os pais de conspiradores do Estado foram denunciados, além de vizinhos e amigos que foram entregues as forças policias. A crianças, jovens e adolescentes tiveram um papel importante durante toda a guerra, até na defesa de Berlim. O Nazismo marcou profundamente a vida desses jovens, e deu exemplo a humanidade da importância na formação dos jovens.

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Deixemos o General e Olhemos o Soldado!

General Eisenhower disse certa vez, que antes da batalha, os planos são tudo, assim que ela começa, eles de nada valem. Essa é uma verdade bem profunda, pois quem faz a guerra são os soldados no campo de batalha, esse é o fundamento de toda a guerra. Não gosto de louvar generais, por mais estrategista e brilhante que ele seja; não gosto de exaltar um general, pois é isso que se espera de um comandante de exércitos, esse é seu papel na guerra. A exaltação deve ser para o civil que vestiu o uniforme e foi à guerra; quase sempre com pouca instrução, pouco material, mas foi lutar pela sua terra. Sei que muita gente irá dizer que muitos foram obrigados. Evidentemente que sim! Mas muitos também foram para lutar pelo seu país, e não foram poucos. Relatos de jovens que se suicidaram, pois não foram aceitos no alistamento, tem em quase todos os países que lutaram na guerra, inclusive aqui no Brasil…Então é importante exaltar esses jovens que perderam boa parte de sua juventude nos campos de batalha, e esquecer um pouco qualquer general que tinha obrigação de ser estrategista e até brilhante.

É necessário lembrar uma vez mais!

Francisco Miranda - BLOG

Figurou por muitos anos a tola menção de que os navios torpedeados na costa brasileira era fruto inevitável de submarinos aliados com o objetivo de incriminar deliberadamente a Alemanha, e forçar a entrada no Brasil na Segunda Guerra Mundial. Evidentemente essa teoria nunca se sustentou, muito embora ainda haja pessoas que acreditam em tão fraco argumento.

A convite do então Ministério da Marinha, o Almirante Jorgen Horhwer esteve no Brasil e, no dia 28 de março de 1982, na Escola de Guerra Naval, pronunciou uma conferência intitulada “Operações navais da Alemanha”. O Almirante, que combateu na marinha alemã durante a Segunda Guerra Mundial, relatou de forma precisa como os submarinos de seu país torpedearam navios brasileiros. O depoimento histórico abrange todas as operações navais realizadas nesta parte do oceano atlântico, do início ao fim das hostilidades, e foi publicado na íntegra, no número 18 da revista Navegator.

 

Vamos verificar…

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Cenas de Combate da Infantaria

 

Infantaria…Entidade dos mais valentes!

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A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte II

A FEB e o Governo de Vargas

Criamos alguns tópicos para explicar os diversos itens que suscitam dúvidas e inverdades sobre a FEB

De quem foi a ideia de enviar tropas para o exterior?

Quando houve o alinhamento das posições brasileiras com os americanos a partir da Encontro de Chaceleres em janeiro de 1942, no Rio de Janeiro e o consequente rompimento das relações diplomáticas com as nações do Eixo, o país se preparou para a retaliação dos alemães.  Isso fica evidenciado com a atuação dos embaixadores Ugo Sola, da Itália e Kurt Prüffer, da Alemanha, esse diplomatas realizaram encontros, reuniões para deliberar contra as aspirações americanas e o alinhamento brasileiro, inclusive com ameaças veladas, afirmando que o rompimento das relações diplomatas acarretaria consequências beligerantes entre as nações; o Embaixador Itaro Ishii também agia enviando cartas diretamente ao Ministro da Guerra, General Dutra. Nada adiantou, o Brasil em 28 de janeiro rompe as relações com o Japão, pelo ataque a Pearl Harbor, e com Alemanha e Itália, pela declaração de guerra contra os EUA.
Esse episódio inicial da posição brasileira abriu uma consequência e um fato, primeiramente o torpedeamento de navios brasileiros na costa do nosso país por submarinos alemães. E isso é um fato irrefutável, mas que não cabe nesse momento uma argumentação sobre assunto nesse artigo; a segunda é a fragilidade das defesas brasileiras, principalmente no nordeste, que não ofereceria qualquer tipo de resistência a uma possível incursão inimiga. Sabedora das deficiências brasileiras, um dos acordos realizado pelos Estados Unidos e o governo brasileiro era a criação de uma Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos (Join Brazil/Unided State Defense Commission), essa comissão iria estabelecer as bases para cooperação militar, envio de material bélico e ajuda econômica com o objetivo de defesa do continente, a partir do território brasileiro. Contudo na reunião de 27 de agosto de 1942, na presença do General Leitão de Carvalho, chefe da delegação brasileira, foi informado pelo Major General J. Geresché Ord, que a estratégia dos Aliados e as operações que ocorriam nos diversos teatro de operações seguiriam um postura ofensiva, isso implicaria em mudança de postura em relação as expectativas brasileiras, principalmente para aquisição de material bélico na defesa do litoral brasileiro e o reaparelhamento das Forças Armadas. Ord confirmou a indicação americana de limitar a contribuição a quadros de instrução para o material técnico e o mínimo de homens necessários para esse fim.

Com a mudança de estratégia americana houveram divergências entre os dois governos, e o Brasil insistiu no envio do material para proteção do litoral. Uma das formas de manter as negociações abertas para o suporte econômica-militar americano, foi quando o Brasil manifestou interesse na formação de um contingente a ser enviado para um Teatro de Operações. A partir desses entendimentos ficou estabelecido a continuidade do apoio logístico e a criação de uma Força Expedicionária constituída de um Corpo de Exército formado por 03 Divisões de Infantaria e elementos de Corpo, com as seguintes características:

1. Organizada e estrutura igual à adotada nos Estados Unidos;
2. Organização de uma Força Aérea Expedicionária de cooperação;
3. Os Corpo Expedicionário e a FaE ficariam subordinadas ao Alto Comando Americano;
4. Utilização das instalações e dos serviços do Exército americano no Teatro de Operações;
5. O material da Força Expedicionária seria de origem norte-americana;
6. 50% do material seria entregue no Brasil, para instrução;
7. Técnicos norte-americanos seriam enviados para o Brasil, quando requisitados;
8. Oficiais do Corpo Expedicionário e determinados números de oficiais das Escolas de Centros de Instruções do Exército brasileiro, iriam estagiar no Exército americano;
9. O pagamento da tropa, fora do continente, seria em dólares;
10. A Força Expedicionária brasileira ficaria sob a jurisdição da Justiça Militar Brasileira.

No final das contas, o Presidente Getúlio Vargas sabia exatamente dos riscos que corria no envio de uma tropa para uma guerra que se arrastava há mais de cinco anos, mas ele viu uma oportunidade política e econômica. Na verdade o Governo não queria enviar tropas ao exterior, mas também não queria se indispor com seus Aliados, principalmente os Estados Unidos, tendo em vista a grande quantidade de equipamentos militares que chegavam ao Brasil e os Acordos econômicos que estavam sendo traçados. Ele queria formar uma Força Expedicionária, mas “para inglês ver…”, na verdade para “americano ver”.

Todos os Uniformes do Exército Vermelho na Segunda Guerra – Final

Final da série que tentou abranger todos os uniformes utilizados pelo Exército Vermelho no período da Segunda Guerra.

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Fotos – Ecos da Guerra

Já em outras oportunidades colocamos as obras do russo Sergei Larenkov. O cara fez uma maravilhoso trabalho e que podemos desfrutar abaixo:

A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte I

Ouvi de certoProfessor de História” que a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial foi medíocre, e que o país era pau mandado dos Estados Unidos, sendo que jamais poderia dizer que lutou na Europa… Segundo ele: “É ridículo estudar isso”.

Percebi que há milhares de jovens entusiastas da Segunda Guerra, que sabem tudo sobre esse evento, menos os detalhes da FEB, sigla que muitos até desconhecem!

Ouvi de um jovem estudante do ensino médio, que o Brasil fez foi vergonha quando na Itália…

Em um comentário do Orkut alguém citou: “O Ataque a Monte Castelo foi uma festa de ‘fogo amigo’…

Outro falava que a quantidade de baixas da FEB foi absurda…mais de 1000 mortos!

O Brasil tinha os uniformes parecidos com os dos alemães…E muitos morreram por causa disso!

Um jovem catarinense me enviou um email fazendo uma série de perguntas sobre a vida de alguns generais germânicos que lutaram na Guerra e seus destinos. Aproveitei e perguntei se ele conhecia o General Olympio Falconière, recebi como resposta: Ele era italiano? …Não respondi mais seus e-mails.

Um estudante do 5º Período de História me parou para dar os parabéns por ter lido um artigo meu publicando em um jornal do Recife… “Gostei muito do seu artigo sobre a FEB, não sabia que o Brasil tinha lutado na Segunda Guerra.” 5º Período? De História? Meu Deus!!

Com relação a William Waack… Não comento, pois como historiador ele é um excelente jornalista…

Outro comentário:  faltou soldado para a FEB e ficaram convocando o povo que passava na rua na frente dos quartéis…

Então vamos lá! Chega de MITOS SOBRE A FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA…SÓ HISTÓRIA…FATOS!

É importante colocar uma coisa: devemos separar a atuação do governo brasileiro à época da Segunda Guerra da atuação da Força Expedicionária Brasileira desde a sua formação até a sua desmobilização, portanto a análise deve ser realizada sob duas ópticas distintas. A primeira delas é o ambiente em que a FEB foi criada e as ações governamentais que foram estruturadas para que o Exército Brasileiro formasse uma Divisão para lutar, sabe lá Deus aonde, e se iria lutar. A segunda visão, a militar, nos proporciona a seguinte reflexão: qual foi e como foi o papel da FEB como força empregada no Teatro de Operação e sua importância total no cenário da guerra.

Primeira resposta: sábado 18/01

O Assassinato da Família Romanov – Uma dos Fatos Mais Tristes do Sec. XX

 O simpático Sr. Edson, sogro da minha cunhada Cláudia Rocha, ao saber do meu interesse por História me fez um pedido especial: fornecer mais informações sobre os Czares, que é um dos assuntos que mais lhe chama a atenção. Depois de breve reflexão sobre a Família Romanov, percebi o quanto essa história é importante para o século XX, e quanto a Abdicação de Nicolau II forjou o cenário para conceber o mundo entre guerras. Portanto segue um pouco de uma das Histórias mais tristes e que faz parte do imaginário popular há mais de 90 anos.

 o texto é parte de extenso estudo sobre Nicolau II realizada por Sara Sousa do blog – romanov.blogs.sapo.pt

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No dia 22 de Março de 1917, Nicolau, já deposto, foi reunido com a sua família no Palácio de Alexandre em Czarskoe Selo. Toda a família e todos os criados que os desejassem acompanhar foram condenados a prisão domiciliária pelo Governo Provisório. Rodeados pelos seus guardas, confinados aos seus aposentos, a família Imperial foi rudemente inspeccionada na primeira noite em que Nicolau chegou. O ex-czar permaneceu calmo e digno e até insistiu em rever as lições dos filhos consigo como tutor em História e Geografia. Através dos jornais, ficou interessado no desenvolvimento da guerra, mas não podia evitar ler também a forma alegre e luxuosa como a imprensa contava histórias sobre Rasputine e a Imperatriz através das “confissões” de antigos servos e das histórias sobre as vidas privadas dos proclamados “amantes” das suas quatro filhas.

Em Agosto de 1917, o governo de Kerensky evacuou a família para Tobolsk, nos Montes Urais, alegando estar a protegê-los do crescente perigo que uma nova revolução lhes poderia trazer. Lá, os Romanov viveram com grande conforto.
Depois de os bolcheviques chegarem ao poder em Outubro de 1917, as condições da sua detenção passaram a ser mais rigorosas e várias vozes se levantavam a favor de levar Nicolau a julgamento. O ex-czar seguiu os acontecimentos com interesse, sem, no entanto, se alarmar excessivamente. Ele continuou a subestimar a importância de Lenine, mas já começava a compreender que a sua abdicação tinham feito mais mal que bem à Rússia.  Entretanto ele a família ocupavam o seu tempo a tentar manter-se quentes numa região onde as temperaturas chegavam a atingir os 55.6 graus negativos. O domínio soviético significava agora restrições cada vez mais ridículas. O czar estava proibido de usar epaulettes e os sentinelas desenhavam desenhos rudes nas paredes para ofender as filhas. No dia 1 de Março de 1918, a família foi obrigada a comer apenas o que sobrava dos soldados que tinham de partilhar entre si e os 10 servos que continuavam com eles.

medida que a contra-revolução do Movimento Branco ganhava força, levando a uma guerra civil de grande escala no Verão, Nicolau, Alexandra e a sua filha Maria foram levados em Abril para Ekaterinburgo. Alexis estava demasiado doente para acompanhar os seus pais e permaneceu  por mais um mês em Tobolsk com as suas irmãs Olga, Tatiana e Anastasia. A família foi presa com os poucos servos que restavam na Casa Ipatiev (conhecida como a “Casa Para Fins Especiais”), um posto de comando bolchevique fortemente militarizado.

Nicolau, Alexandra, os seus filhos, o médico e os três servos que restavam, foram acordados e levados para a cave da casa onde seriam executados às 2:30 da manhã do dia 18 de Julho de 1917. Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias depois, informando que o monarca tinha sido executado por ordem do Presidium do Soviete da Região Ural. Agora é do conhecimento geral que Lenine tinha ordenado pessoalmente a execução de toda a família. Apesar de vários terem colocado a responsabilidade da decisão naquele Soviete, o diário de Trotsky é bem claro quanto ao facto de o assassinato ter decorrido sob a ordem de Lenine:
“A minha outra visita a Moscovo decorreu depois da queda de Ekaterinburgo. Durante uma conversa com o Sverdlov, perguntei-lhe de passagem, “Ah sim, e onde está o czar?” “Está por todo o lado,” respondeu ele. “Ele foi morto.” “E onde está a família?” “A família morreu com ele.” “Todos eles?”, perguntei eu, pelos vistos um pouco surpreendido. “Eles todos”, replicou o Sverlov. “O que tem?” Ele estava à espera de ver a minha reacção. Eu não disse nada. “E quem tomou essa decisão?”, perguntei. “Decidimos aqui. O Ilyich (Lenine) achou que não os devíamos deixar vivos, especialmente com os Brancos tão perto, tendo em conta as circunstâncias.”
Os corpos do czar e da sua família seriam apenas descobertos em 1979 por dois investigadores russos e apenas veriam a luz do dia após a queda do regime comunista 10 anos mais tarde. O funeral seria realizado no dia 18 de Julho de 1998, 80 anos depois da execução ainda sem os corpos de Alexis e Maria.

Nicolau II morreu com 50 anos de idade, afirmando no dia do seu aniversário, dois meses antes que estava surpreendido por ter vivido tanto tempo

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BV 141 Aeronave de Reconhecimento – Isso Voa?

O BV 141 avião de reconhecimento tático foram projetados em resposta à solicitação por solicitação do governo alemão em 1937 de uma aeronave monomotor dedicada à função de reconhecimento. O design, elaborado pelo Dr. Richard Vogt da Blohm & Voss, era único. O BV 141 era uma aeronave assimétrica. A fuselagem da aeronave ficava do lado da porta da aeronave, enquanto as estruturas de gôndola, muito mais curta, foram montadas a estibordo para abrigar a tripulação. O projeto permitiu um campo muito maior de visão do que os aviões de reconhecimento convencionais, enquanto as características de voo foram consideradas bastante estáveis, embora a aeronave fosse assimétrica. Ordens para produzir um total de 38 aeronaves foram dadas, mas no final elas nunca entraram status operacional.

Resposta: Voa e voa bem…

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