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B17 – A Fortaleza Voadora do Reich?


 Alguns aviões foram capturados durante a guerra pela Alemanha e retornaram ao serviço ativo, só que desta vez lutando sob a insígnia do Reich. Várias aeronaves foram capturadas, vamos ver apenas os exemplos do B-17 a Fortaleza Voadora do Reich!

B-17F-27-BO “Wulf Hound”
Primeira aeronave capturada pelos alemães o B-17F-27-BO “Wulf Hound” (41-24585) de 360BS 303BG “Hell`s Angels “. Danificado por caças alemães durante bombardeio de 12 dezembro 1942, e fortemente danificada durante voo de retorno por Bf 110 da NJG 1. O Piloto do B-17 o Tenente Flickinger foi forçado a aterrar em Leeuwarden aeródromo na Holanda. O avião foi reparado e dois dias mais tarde (depois de adicionar a insígnia alemã) com cobertura de dois Bf 110 voou para Rechlin. Aeronave foi testada e mais tarde foi incorporada ao serviço ativo na Alemanha e na França, em unidades de combate diferentes. Os pilotos poderiam conhecer os pontos fortes e fracos da Fortaleza Voadora. O avião foi exibido no aeródromo de Larz, em 12 de junho de 1943, durante a exposição de aviões Aliados capturados. Juntamente com B-17F e outros aviões, como B-24, P-47D, P-51, P-38, Avro Lancaster, DH Mosquito, Typhoon e Spitfire foram exibidos. “Wulf Hound” voltou a Rechlin em julho de 1943, e foi utilizado em testes com planadores DFS 230.

B-17F-85-BO “Dancer Flak”
Segundo B-17 em mãos alemãs B-17F-85-BO “Dancer Flak” (42-30048) de 544BS 384BG. Avião pilotado pelo tenente Dalton Trigo realizou pouso forçado no aeródromo de Laon, na França.

B-17F-90-BO “Down e Go!”
B-17F-90-BO “Down and Go!” certamente foi um avião amaldiçoado. Problemas com avião pilotado pelo tenente Ned Palmer começaram logo após a decolagem. Ambos os motores falharem. Tripulação queria bombardear a Alemanha e voou em frente. Pouco antes da chegada houve um superaquecido em outro motor e foi desativado também. Mas eles seguem o curso sobre a Suécia, contudo avião pousou em campo de exercício da Wehrmacht em Avedøre Holme, na Dinamarca. O avião foi cercado por soldados alemães.

B-17F-100-BO “Miss Nonalee II”
Última B-17 capturado pelos alemães em 1943 B-17F-100-BO “Miss Nonalee II” (42-30336) de 548BS 385BG. Este avião, pilotado pelo tenente Glyndon G. Bell, foi danificado 9 de outubro de 1943 durante o bombardeio executado em Anklam (Prússia Oriental). A tripulação decidiu ir para a Suécia, mas eles calcularam errado o voou para a Dinamarca. Todos os membros da tripulação, exceto o piloto saltaram e foram pegos pela polícia dinamarquesa que colaboravam com os alemães. Tenente Bell fez pouso forçado perto em Varde, Dinamarca a Resistência dinamarquesa conseguiu encontrar o piloto antes das forças locais e conseguiram leva-lo para a Suécia.

B-17G-25-DL
Primeiro B-17 capturados em 1944 foi B-17G-25-DL (42-38017) de 349BS 100BG “Bloody Hundredth”. Avião pilotado pelo tenente John G. Grossage foi danificado 03 de março de 1944. Após a perda de um dos motores e com um membro da tripulação ferido seriamente, o piloto decidiu voar para a Suécia, mas o erro de navegação e o avião pousou em Schlezwig-Jagel aeroporto no Norte da Alemanha.

B-17F-115-BO “Phyllis Marie”
B-17F capturado pelos alemães B-17F-115-BO “Phyllis Marie” (42-30713) de 568BS 390BG. O avião foi capturado 08 de março de 1944 após o desembarque no Vaerlose, na Dinamarca.
B-17G-10 VE-
B-17 capturado em 09 de abril de 1944 pelos alemães foi B-17G-10-VE de 731BS 452BG.

B-17 no Kampfgeschwader 200
Todos os B-17 (excluindo “Miss Nonalee II”) foram transferidos para 200 KG – Unidade especial da Luftwaffe. Todos os Aviões receberam as insígnias alemãs e o da Unidade e camuflagem noturna especial. Os alemães acrescentaram alguns equipamentos: altímetro barométrico ASI e radioaltimeter FuG 101. Os pilotos alemães ficaram maravilhados, porque a “Fortaleza” era um avião formidável. Eles voaram por toda parte: União Soviética, Polônia, Grécia, Itália, França, Bélgica, Holanda, Irlanda e até a Palestina e África! Todos os aviões possuíam o status de ultrassecreto, nem mesmo era do conhecimento de toda a Luftwaffe sua existência e seus alvos em missão eram do conhecimento apenas do piloto e do navegador. Servir no KG- 200  era muito perigoso – os primeiros aviões foram perdidos 15 de maio e 27 junho de 1944 durante missões de combate. Outro avião fortemente danificado em 19 de novembro de 1944 o B-17 “Down e Go!” que foi destruído durante uma missão na fronteira entre a Espanha e França. Um B17 pilotado pelo piloto Knappenscheider Pechmann explodiu logo depois da decolagem e todos a bordo foram mortos. Último avião perdido durante a guerra ocorreu 2 de março de 1945. Avião decolou do aeródromo 11:08 Stuttgart-Euchterdingen com 8 membros da tripulação, nove agentes e três contêineres com equipamentos. Quando o avião voltava para a base foi abatido por um avião britânico de combate noturno. Parte da tripulação saltou com paraquedas.

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  1. mauro-moriarty
    12/01/2012 às 8:59 PM

    – Interessante, o problema da Alemanha em desenvolver um bombardeiro pesado sempre foi um estigma, aliás um problema que terminou com um fracasso por parte dos projetistas Alemães.

    – O problema de inicio foram as restrições de Versalhes que de inicio fez os projetistas se aterem a modelos modestos apenas para aviação comercial (Luftansa) e serviço postal, que foram eles mesmos incorporados as pressas na nova Luftwafen, muito mais como uma tentativa de intimidar pela quantidade, o famoso Tia Junker, pertence a essa fase. Fase aliás que deveria ter passado com a Alemanha encomendando e incorporando novos modelos a seus esquadrões, principalmente um “bombardeiro pesado estratégico” com muita autonomia, capacidade de bombas e bem armado, capaz de atingir alvos distantes.

    – Contudo a opção da Alemanha Nazista pela Tática Blitzkrieg relevava ao bombardeiro apenas o papel de apoio aos ataques do exercito, ressaltando o papel do bombardeiro médio muito eficiente nessa função, nas operações, e em virtude dessa situação fazendo a liderança da Wermacht negligenciar a futura necessidade de atingir alvos distantes, necessidade que logo surgiria na batalha da Inglaterra, que demonstraria a fragilidade dos bombardeiros médios em operar sem proteção de caças, e logo depois na Barbarossa aonde as industrias Soviéticas, fora do alcance dos bombardeiros nazistas produziam quantidades imensas de material militar que permitiria aos Russos logo virar a situação militar a seu favor.

    – E os Alemães de posse da B17 não fizeram uma engenharia reversa capaz de lhes permitir produzir uma aeronave que incorpora-se todas as excelentes características dessa nave, bom desempenho, robustez, capacidade de carga, ou pelo menos lhe copiar num desenho, de fato cada vez mais aparecem indícios da má administração do Marechal Goering a frente da Luftwafen.

    – O bombardeiro pesado Alemão escolhido pela Luftwafen o Heinkel 177 era cheio de problemas técnicos e tinha a tendencia a incendiar, quando esses problemas foram resolvidos ele foi empregado em Junho de 1944, na frente russa, aonde a superioridade numérica dos caças russos, e o racionamento de combustível, acabou com suas operações.

    – A Alemanha sem dúvida possuía projetos promissores como o Junkers Ju 390, com seis motores (Que durante os testes chegaram ate 12 milhas ou 20 Km de Nova York, antes de retornarem com segurança para sua base na França). E o Arado Ar 234 Blitz um avião a jato, sua velocidade o mantinha a salvo dos caças aliados, sendo que havia planos para uma versão quadrijato, o Ar 234C. Todos negligenciados e operando tarde demais para mudar o curso da guerra.

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