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Archive for 12/01/2012

As Comunicações na Segunda Guerra

Aparelho Celular? Não, mas a comunicação rádio frenquência já existia e foi largamente usada na Segunda Guerra, contudo os velhos pombos não deixaram de ser empregados, um modo fácil e eficiente de comunicação, principalmente para unidades isoladas. Vamos vislumbrar um pouco mais com os equipamentos mais modernos que a Segunda Guerra presenciou.

Soldado utiliza um walkie-talkie, aparelho inovador na guerra

Outro Pombo de Comunicação - O Momento do voo

A alimentação da FEB nos campos da Itália

Artigo enviado pelo nosso amigo e colaborador Rigoberto Souza Júnior sobre a alimentação da tropa brasileira na Itália.

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Às vezes imaginamos como os nossos Pracinhas se alimentavam durante o período em que enfrentaram as agruras da guerra, além do impiedoso inverno europeu no final de 1944, uma situação completamente inusitada para a maioria dos nossos soldados.

Ao contrário do que se pode pensar a alimentação distribuída ao contingente da FEB, foi orientada por médicos e cientistas americanos, pois a saúde dos nossos soldados eram tido como fator preponderante para o sucesso nos combates que iriam ser travados com um exército profissional, que já tinha enfrentado muitas outras batalhas.

A alimentação distribuída à Força Expedicionária Brasileira era quase toda de origem norte americana, o que no início trouxe algumas reclamações, não só por parte dos praças, como também pelo oficialato, que invariavelmente que sentiam falta da dupla feijão e farinha de mandioca, achavam pouca a quantidade de arros que era servida, não gostavam do molho de tomate, nem do milho, nem dos temperos utilizados, nem tampouco dos frios e embutidos, que os americanos adoravam, e que não eram comuns em nossa alimentação. Grande parte dos alimentos vinham desidratados, como abóbora, batata, cenoura, ovo, e o café era sem cafeína, mas em compensação os doces oferecidos eram maravilhosos, frutas em calda, além de termos sempre galinha ou peru, servidos quentes.

Com a passar dos dias, os nossos soldados passaram a ficar mais corados, e se fortaleciam a olhos vistos, seus corpos ficavam visivelmente mais fortes, apesar do trabalho árduo que foram  impostos pelas batalhas, pelas noites sem dormir nas patrulhas constantes.

De acordo com a estação do ano, a alimentação era mais ou menos  calórica, visando não deixar que os soldados ficassem ou fracos demais, nem engordassem o que dificultaria seu deslocamento naquele terreno tão acidentado. No inverno por exemplo, notava-se que recebiam uma quantidade maior de queijo e manteiga e, nos ataques eram empregadas um tipo de ração que um indivíduo pudesse transportar, que fosse leve e que ele mesmo pudesse preparar.

Dentre estes princípios, eram fornecidas à nossa tropa quatro tipos de ração: “Tipo K”, “Tipo C”, a “Tipo 10 por 1” e a “Ração quente”, que eram assim constituídas:

1 – Ração K que era subdividida em 3 caixas: uma para o café da manhã, outra para almoço     e outra para o jantar, e cada caixa tinha aproximadamente o tamanho de um tijolo (daqueles     antigos, sem furos), e que para exemplificar continha: Bife de carne de porco, 6 biscoitos, sopa de vegetais desidratados, uma barra de     chocolate(aproximadamente 60 gramas), dois chicletes, três cigarros, seis fósforos e papel     higiênico.  Pelo seu pouco peso, esta ração era utilizada nos ataques pois o soldado a     carregava com extrema facilidade, e servia para um dia completo de alimentação.

2 – Ração C que se constituía  de duas latas por indivíduo, sendo uma mais leve, contendo     por exemplo: quatro bolachas, dois cubos de açúcar, quatro caramelos de leite , cinco gramas     de café em pó, papel higiênico, cigarro, desinfetante para água(para combater a cólera),     fósforos e chicletes.

A outra lata, com alimentação mais rica em calorias, poderia conter carne de porco com     feijão branco, carne com macarrão, ou galinha com batata, etc. Esta ração era empregada     para alimentar as tropas em locais de difícil acesso, em virtude das péssimas condições das estradas, devido à topografia do terreno ou por se localizar sob observação da tropa inimiga.

3 – Ração 10 por 1 era um conjunto de alimentos para um dia de comida, para ser consumida por 10 pessoas, e era constituída por um certo número de pacotes e latas que vinha num pequeno caixote de madeira, que poderia ser assim repartida:

Suco de laranja                Suco de grape-fruit
Bife                                   Carne e arroz
Milho                                Tomate
Biscoitos                           Biscoitos
Doce                                 Caramelos de leite
Café                                  Chocolate em pó
Açúcar                             Açúcar
Pudim de ameixa           Doce de leite

Além destes itens, ambas possuíam também: quatro cigarros, seis fósforos, desinfetante para     água, papel higiênico e dois chicletes.

   Outra informação importante que deve-se frisar é que sempre que possível a alimentação fornecida à tropa era quente, como a que foi servida logo que foi possível após o ataque em que a FEB conquistou o tão famigerado Monte Castelo.

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