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A alimentação da FEB nos campos da Itália


Artigo enviado pelo nosso amigo e colaborador Rigoberto Souza Júnior sobre a alimentação da tropa brasileira na Itália.

___________________________

Às vezes imaginamos como os nossos Pracinhas se alimentavam durante o período em que enfrentaram as agruras da guerra, além do impiedoso inverno europeu no final de 1944, uma situação completamente inusitada para a maioria dos nossos soldados.

Ao contrário do que se pode pensar a alimentação distribuída ao contingente da FEB, foi orientada por médicos e cientistas americanos, pois a saúde dos nossos soldados eram tido como fator preponderante para o sucesso nos combates que iriam ser travados com um exército profissional, que já tinha enfrentado muitas outras batalhas.

A alimentação distribuída à Força Expedicionária Brasileira era quase toda de origem norte americana, o que no início trouxe algumas reclamações, não só por parte dos praças, como também pelo oficialato, que invariavelmente que sentiam falta da dupla feijão e farinha de mandioca, achavam pouca a quantidade de arros que era servida, não gostavam do molho de tomate, nem do milho, nem dos temperos utilizados, nem tampouco dos frios e embutidos, que os americanos adoravam, e que não eram comuns em nossa alimentação. Grande parte dos alimentos vinham desidratados, como abóbora, batata, cenoura, ovo, e o café era sem cafeína, mas em compensação os doces oferecidos eram maravilhosos, frutas em calda, além de termos sempre galinha ou peru, servidos quentes.

Com a passar dos dias, os nossos soldados passaram a ficar mais corados, e se fortaleciam a olhos vistos, seus corpos ficavam visivelmente mais fortes, apesar do trabalho árduo que foram  impostos pelas batalhas, pelas noites sem dormir nas patrulhas constantes.

De acordo com a estação do ano, a alimentação era mais ou menos  calórica, visando não deixar que os soldados ficassem ou fracos demais, nem engordassem o que dificultaria seu deslocamento naquele terreno tão acidentado. No inverno por exemplo, notava-se que recebiam uma quantidade maior de queijo e manteiga e, nos ataques eram empregadas um tipo de ração que um indivíduo pudesse transportar, que fosse leve e que ele mesmo pudesse preparar.

Dentre estes princípios, eram fornecidas à nossa tropa quatro tipos de ração: “Tipo K”, “Tipo C”, a “Tipo 10 por 1” e a “Ração quente”, que eram assim constituídas:

1 – Ração K que era subdividida em 3 caixas: uma para o café da manhã, outra para almoço     e outra para o jantar, e cada caixa tinha aproximadamente o tamanho de um tijolo (daqueles     antigos, sem furos), e que para exemplificar continha: Bife de carne de porco, 6 biscoitos, sopa de vegetais desidratados, uma barra de     chocolate(aproximadamente 60 gramas), dois chicletes, três cigarros, seis fósforos e papel     higiênico.  Pelo seu pouco peso, esta ração era utilizada nos ataques pois o soldado a     carregava com extrema facilidade, e servia para um dia completo de alimentação.

2 – Ração C que se constituía  de duas latas por indivíduo, sendo uma mais leve, contendo     por exemplo: quatro bolachas, dois cubos de açúcar, quatro caramelos de leite , cinco gramas     de café em pó, papel higiênico, cigarro, desinfetante para água(para combater a cólera),     fósforos e chicletes.

A outra lata, com alimentação mais rica em calorias, poderia conter carne de porco com     feijão branco, carne com macarrão, ou galinha com batata, etc. Esta ração era empregada     para alimentar as tropas em locais de difícil acesso, em virtude das péssimas condições das estradas, devido à topografia do terreno ou por se localizar sob observação da tropa inimiga.

3 – Ração 10 por 1 era um conjunto de alimentos para um dia de comida, para ser consumida por 10 pessoas, e era constituída por um certo número de pacotes e latas que vinha num pequeno caixote de madeira, que poderia ser assim repartida:

Suco de laranja                Suco de grape-fruit
Bife                                   Carne e arroz
Milho                                Tomate
Biscoitos                           Biscoitos
Doce                                 Caramelos de leite
Café                                  Chocolate em pó
Açúcar                             Açúcar
Pudim de ameixa           Doce de leite

Além destes itens, ambas possuíam também: quatro cigarros, seis fósforos, desinfetante para     água, papel higiênico e dois chicletes.

   Outra informação importante que deve-se frisar é que sempre que possível a alimentação fornecida à tropa era quente, como a que foi servida logo que foi possível após o ataque em que a FEB conquistou o tão famigerado Monte Castelo.

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  1. Mauro Moriarty
    13/01/2012 às 9:50 PM

    – Nossa artigo nota “10” em caro Chico sempre tive a curiosidade de saber a respeito da Alimentação de nossos pracinhas e se eles eram bem tratados ou não pela logística Norte-Americana, e agora vejo que eram, é bom saber.

    – Eu especulo, quantos desses podiam se alimentar assim em casa? Certamente não todos que foram a Itália, levando em consideração as eternas mazelas do subdesenvolvimento de nosso país.

    – E provavelmente as famílias que os receberam na volta tenha estranhado o novo aspecto saudável de alguns.

    – Mas cá entre nós eu não sei quanto tempo poderia sobreviver sem feijão e farinha da mandioca.

    – E certamente lutaria como Leão para nunca cair como prisioneiro dos nazista e ser obrigado a comer Chucrutes (Como, mas não sou fã de repolho) até o fim da guerra.

  2. Francisco Bendl
    14/01/2012 às 8:43 AM

    Moriarty, uma satisfação ler um comentário teu. Espero que já estejas devidamente recuperado.
    Quanto à alimentação dos combatentes, este sempre foi o nó górdio de toda as campanhas militares.
    Não existe soldado que possa enfrentar inimigo sem comida.
    Não só pela fraqueza, mas também por ficar predisposto às doenças, às infecções, a qualquer tipo de contaminação.
    Podemos imaginar – mesmo que de longe – o sofrimento atroz que passou a população de Leningrado, que ficou sitiada por três anos pelos alemães, que impediam que ela fosse abastecida de comida, proporcionando com esse desespero episódios de canibalismo conforme relatos de vários historiadores. Igualmente os soldados alemães, cuja Intendência não dava conta de remeter à frente de batalha os alimentos e roupas necessários à campanha na Rússia.
    Milhares morreram de fome, tanto civis quanto militares, somente na invasão alemã aos soviéticos.
    Mas outros países da Europa passaram pelo mesmo problema de falta de alimentos.
    Os americanos que não tinham essa dificuldade, haja vista a produção espetacular dos Estados Unidos de qualquer tipo de produto que estivesse relacionado à guerra.
    Os soldados americanos muitas vezes alimentavam as populações com suas rações, cigarros, chocolates, porque estavam sempre abastecidos por uma logística que não só se esforçava que nada faltasse, mas porque era constante o recebimento de gêneros da América.
    Os campos de prisioneiros também tinham esse grave problema de falta de comida.
    Alemães e japoneses permitiram a morte de milhares de pessoas em seus campos de concentração, pois a prioridade era alimentar os soldados.
    Populações inteiras de aldeias longe das grandes cidades padeceram por falta de comida.
    Os soldados arrebanhavam o que tinham, animais, farinha,legumes, batata, deixando inúmeras pessoas, velhos, mulheres e crianças à míngua!
    Enfim, a Segunda Guerra pode ser o exemplo do período mais terrível já acontecido na história da humanidade.
    Acredito que, a Peste Negra, que dizimou grande parte da população européia na Idade Média, mais tarde a famigerada Gripe Espanhola, possam chegar perto da Segunda Guerra em sofrimento, aniquilamento de populações inteiras de fome, doenças em consequência, cenas de inigualável desespero!
    Nossos pracinhas quando chegaram na Europa para combater os alemães, encontraram um exército americano muito bem organizado na Itália, e foram muito bem recebidos e tratados.
    O sofrimento maior que passamos foi com o frio, pois somos de um país tropical, e os meses que estivemos em combate foram justamente os do inverno naquela região.
    Nossa campanha foi extremamente importante.
    Os americanos ficaram muito surpresos com a nossa capacidade de luta, determinação, valentia.
    Além de disciplinados, demonstrávamos uma energia incomum em território absolutamente desconhecido, um terreno que não havia no Brasil para servir de modelo, de modo que facilitasse o nosso desempenho.
    Tudo era novidade e, muito perigosa.
    Mas demos conta do recado com méritos.
    Razão pela qual não podemos esquecer este período da nossa história.
    Este blog tem a seu favor – além de muito bem estruturado – de trazer à lembrança nossa os feitos grandiosos do Exército Brasileiro, da nossa Aeronáutica também, da valentia de nossos soldados e aviadores.
    Nossa responsabilidade como cidadãos está em não permitir que nossos heróis caiam no esquecimento ou que deixemos que sejam substituídos por movimentos políticos contrários ao que se lutou ou por falsos líderes, construídos por uma mídia interessada em alterar o curso da história ou por pessoas mal informadas que precisam dos tais “formadores de opinião” e, desta forma, lançar o nosso país ao obscurantismo político, aos regimes totalitários, à perda da liberdade, ao abandono de sua própria identidade como um país democrático.
    Precisamos contribuir mais nos espaços onde pessoas determinadas e legítimos brasileiros nos colocam à disposição para que registremos a verdade dos fatos, a história por excelência, as consequências de atos impensados.
    O Brasil está correndo riscos sérios de perder a sua liberdade e democracia se permitirmos o avanço de partidos que representam exatamente o contrário do que se lutou, onde muitos morreram, e capítulos memoráveis da nossa história recente foram escritos com sangue, suor e lágrimas!

  3. Francisco Bendl
    14/01/2012 às 11:58 AM

    Fiquei alegre em ler um comentário do meu amigo Moriarty. Espero que já esteja devidamente recuperado.
    Minhas saudações.
    Quanto à alimentação dos soldados, este sempre foi o nó górdio em qualquer campanha militar.
    Soldado sem comida não luta, além de ficar à mercê de doenças, infecções, qualquer contaminação.
    Podemos imaginar o desespero dos habitantes da cidade de Leningrado, sitiada pelos alemães por três anos.
    Sem alimentos, invernos com temperaturas abaixo de 40º Celsius, vários historiadores registram cenas de canibalismo, diante do desespero de se morrer de fome.
    Igualmente os soldados alemães, cuja intendência germânica não possuía a logística adequada para enviar roupas e alimentos às tropas no front de combate oriental.
    Milhares de pessoas entre militares e civis morreram de fome durante a invasão alemã às terras russas.
    Os campos de concentração nazistas e japoneses também permitiram que seus prisioneiros morressem à míngua, sem qualquer alimentação, água, remédios, cuidados médicos.
    A verdade é que não houve país europeu que não tenha padecido por falta de comida na Guerra.
    A prioridade era abastecer os combatentes, quando esses não tomavam à força os alimentos armazenados nas fazendas, sítios, pequenas propriedades rurais.
    Afora as bombas, tanques de guerra, tiros de armas portáteis, granadas, canhões, baionetas, soldados e populações morriam de inanição, de frio, de doenças, tifo e tuberculose.
    Os americanos bem preparados e com uma intendência muito bem organizada diante da espetacular produção de qualquer material referente aos combates que suas tropas enfrentavam em solo europeu e asiático, muitas vezes alimentavam as populações com suas rações frias e quentes, cigarros, chocolates e remédios.
    Nossos pracinhas foram muito bem tratados na Itália pelos americanos.
    Nós os surpreendemos com a nossa disposição em combate, valentia, denodo, vontade, determinação em vencer.
    Apesar de estarmos em solo desconhecido, mesmo assim, demonstramos grande capacidade de adaptação.
    Nosso maior inimigo foi o frio, pois os meses que combatemos na Europa era inverno, e tivemos de vencer este obstáculo dificílimo.
    Mostramos muita compenetração em combate, disciplina, companheirismo, solidariedade.
    Fomos exemplos de ótimos soldados, elogiados inclusive pelas tropas alemãs quando se renderam aos nossos pracinhas.
    Registramos um comportamento exemplar em campo inimigo, e comprovamos a nossa utilidade aos aliados.
    O Exército e a Aeronáutica brasileiros escreveram capítulos memoráveis na Segunda Guerra Mundial.
    Precisamos e devemos cultuar essa lembrança, e jamais permitir que ela caia no esquecimento como muitos pretendem!
    Espaços como esse, do meu xará e irmão Chico Miranda, necessitam ser prestigiados diariamente com comentários que abordem a verdade dos fatos, os acontecimentos que participamos com honra e glórias conquistadas, a história ser comentada por excelência!
    Não podemos permitir que ela seja substituída por ideologias políticas que justamente lutamos contra em solo estrangeiro, os regimes opressivos e tirânicos.
    Constato preocupado que o nosso povo está se deixando seduzir por falsos líderes, partidos políticos que divulgam regimes totalitários, responsáveis por milhões de mortos, mas que tentam através de elementos sectaristas a divulgação mentirosa de que existem sistemas ideais de governo.
    A verdade é que querem a tomado do poder, tão somente.
    Querem que deixemos de lado a memória dos que tombaram lutando contra a falta de liberdade, ausência de democracia, atos tirânicos de líderes que jogaram seus povos à morte, à destruição, à perda de valores.
    O Brasil está sendo iludido por muitos partidos políticos e seus participantes de forma criminosa!
    Não podemos permitir esta agressão à nossa história, onde capítulos foram escritos com sangue, suor e lágrimas!
    Sacrifícios para que vivêssemos hoje em democracia plena, com direitos assegurados de ir e vir, de adquirir o que pudermos, de professar qualquer religião, de falar e criticar, de direitos e deveres que todos temos e regulados por uma Constituição!
    Abomino esta gente inescrupulosa, tendenciosa, que elege regimes contrários à felicidade do povo em benefício a uma casta política que se eterniza no poder às custas de violência, delações, polícias secretas, falta de comida à população, liberdade impedida, imprensa inexistente.
    Não devemos votar em partidos comunistas, socialistas, utopias que provaram ao longo da história que não passaram de meros devaneios, menos para os que conquistam o poder, que se lambuzam com a corrupção, em explorar o povo, em enganar, mentir, confisco de bens e MATAR!
    Ou, por acaso, os modelos ideais de vida eles propagam, podem dizer que é Cuba, China, Coréia do Norte, Camboja, Romênia, Rússia, e tantos outros países que dizem ter um meio ideal de existência!
    Por favor!
    Merecemos políticos e partidos melhores; merecemos homens públicos que de fato se interessem pelo povo e país; merecemos líderes que pensem em nosso bem estar, em nossa felicidade!
    Não em divulgarem modelos que não deram certo EM CANTO ALGUM; em sair gritando a plenos pulmões outras formas de governo que demonstraram ser incompetentes e incapazes em alimentar o próprio povo ou como foi que a extinta União Soviética ruiu?
    Ou de excluírem a forma como o bravo povo cubano sobrevive, diante da falta de comida, eletrodomésticos, salários dignos, empregos, casas populares, liberdade de criticar os irmãos Castro, de sair e voltar à ilha caribenha, de não enfrentarem o “paredõn”!
    Ou como a China trata os os dissidentes de seu regime de força, quando os parentes do condenado devem comprar a munição que será usada para matá-lo com tiros na nuca.
    Ou como foi a implantação comunista no Camboja, quando o seu “bondoso” líder assassinou mais de DOIS MILHÕES de cambojanos para se manter no poder, o satânico Pol Pot.
    Ou como foi que Stálin, o maior genocida que o mundo conheceu, se manteve à testa do governo soviético, se não foi aniquilando mais de VINTE MILHÕES de pessoas da sua própria população!
    Espaços como esses devem ser usados para alertar a população brasileira, ao resgatar da história como foi a construção de um país que hoje propicia à sua população esperança de vida, apesar dos problemas sérios e graves que ainda temos de resolver, sendo um deles, as tentativas constantes dos partidos governistas em elaborarem meios de calar a imprensa!
    Temos o dever de impedir que o nosso povo seja enganado e usado como trampolim para que espertos e desonestos políticos conquistem o governo.
    E precisamos começar logo, pois estamos diante das eleições municipais, e essa turma de traidores do povo e do Brasil já arregaçou as mangas e está mostrando as suas garras!
    Espero que mais comentaristas deste extraordinário blog não se omitam neste alerta ao povo brasileiro.

  4. 14/01/2012 às 12:05 PM

    Li num desses livros da coleção Flamboyant, que um piloto alemão, que teve o avião derrubado e foi capturado pelos americanos, enquanto era levado para um campo de prisioneiros viu as fileiras de caminhões com suprimentos indo pro front… ele notou que em um caminhão havia só rolos de papel higiênico e no livro ele comenta que nessa hora ele confirmou que a Alemanha havia perdido a guerra, pois nem isso eles tinham… pobre geração que foram mortos aos milhões…

    • Mauro Moriarty
      14/01/2012 às 9:25 PM

      – Subscrevo as palavras do amigo FB, e cito o pioneirismo da Ed. Flamboyant, citado pelo companheiro xracer tenho alguns livros dela, seu pioneirismo fez na sua época o deleite de todos aqueles ávidos pelo conhecimento de nosso assunto favorito em comum a II guerra, junto com a Rennes. (Opa, saudosismo).

      – Meu problema amigo FB é Hipertensão de origem nervosa, que piora em duas situações, lembra que o governo fala do programa de assistência ao hipertenso, pois é, sempre que vou a um posto eles dizem no momento estamos sem médico, e sem remédios, e quando vou a farmácia e me deparo com o valor dos remédios que preciso.

      – Mas como disse o grande Pompeu, navegar é preciso viver não.

      – Tudo sempre de bom a vocês. (Nos vemos nos próximos post)

  5. Francisco Bendl
    14/01/2012 às 2:24 PM

    Preciso explicar as razões que eu postei acima dois comentários praticamente iguais.
    Não estou na minha casa, em Rolante, RS.
    Visito o meu filho mais velho, que reside na cidade de Cambará do Sul, RS, onde tem a responsabilidade de atender os Postos de Saúde, pois ele é médico.
    Assim, estou me valendo do seu computador, um Lap Top, que não estou acostumado.
    Quando escrevi o primeiro texto, a solicitação do meu e-mail e nome vieram em inglês, que eu atendi.
    No entanto, quando notei que não havia o meu registro e nem o título “aguardando moderação”, eu o escrevi novamente.
    Para minha surpresa, ambos estão postados.
    Peço perdão aos colegas pela duplicidade sobre o mesmo tema.
    Mas, assuntos importantes como este que foi colocado em pauta, não se pode deixar de comentar, portanto, pequei por excesso, mas não por omissão.
    Peço humildemente a devida compreensão.
    Muito obrigado.

  6. Francisco Bendl
    14/01/2012 às 7:48 PM

    Caro amigo Chico Miranda, eu sou um admirador teu pelo teu trabalho verdadeiramente importante à testa deste espaço democrático, informativo, um blog para debates e discussões sobre o maior acontecimento na história da humanidade
    Não é a primeira vez que escrevo essas palavras.
    Mas faço questão em repeti-las, de modo a deixar registrado minhas impressões a respeito desta tua iniciativa tão elogiável, interessante e instrutiva.
    Dito isso e, diante da tua oferta de crédito ilimitado que me colocas à disposição, preciso postar uma piada que recebi hoje à tarde muito divertida.
    Claro, tu estás em pleno direito de censurá-la, não permitir que seja mencionada, que eu vou entender sem qualquer reclamação, haja vista ser o blog apartidário, isento de qualquer conotação política.
    Eu também não pertenço a nenhum dos existentes no Brasil e fora dele, mas vou lutar para que alguns não alcancem o poder, que não façam parte do governo e que não imponham seus pensamentos arcaicos e utópicos sobre regimes políticos ideais ao desinformado povo brasileiro, lamentavelmente!
    Vamos lá:

    Quando Deus fez o mundo para que os homens prosperassem, decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.
    Assim:

    – Aos Suíços, os fez estudiosos e respeitadores da lei;

    – Aos Ingleses, organizados e pontuais;

    – Aos Argentinos, chatos e arrogantes;

    – Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados;

    – Aos Italianos, alegres e românticos;

    – Aos Franceses, cultos e sofisticados;

    – Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.

    O anjo anotou, mas, logo em seguida, cheio de humildade e medo, indagou:

    – Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

    – Muito bem observado, bom anjo, exclamou o Senhor.
    Isto é verdade! Façamos então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, exatamente como os demais povos!
    Desta forma, o que for petista e honesto não pode ser inteligente.
    O que for petista e inteligente não pode ser honesto.
    E o que for inteligente e honesto não pode ser petista.!!!!!!

    Palavras da Salvação!!!

    Um forte abraço, meu amigo.
    Excelente domingo para todos.

  7. Francisco Bendl
    15/01/2012 às 9:09 PM

    Caro Moriarty, “Navigare necesse; vivere non est necesse”, que, sabiamente usaste em teu pequeno texto, pode ser interpretado como a necessidade que temos de criar, de tornar a nossa vida auspiciosa, grande, termos a nossa própria Odisséia ou, viver, de nada adiantará sem algo verdadeiramente significativo!
    Pois a lembrança desta célebre frase do General Pompeu, recorda-me outra, do maior dramaturgo que este nosso mundo já conheceu: William Shakespeare.
    Em sua famosa peça Hamlet, ele demonstra de forma impressionante o conflito do homem com a sua consciência, ao exclamar:
    “Ser ou não ser eis a questão.
    Será mais nobre sofrer na alma
    Pedradas e flechadas do destino feroz
    Ou pegar em armas contra o mar de angústias –
    E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
    Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
    Dores do coração e as mil mazelas naturais”.
    Questões que são levantadas por nós quando temos experiência, quando a nossa vida já tenha servido de exemplo para muitas outras, exatamente como tem sido a tua existência, meu amigo Moriarty, um modelo de cidadania, de envolvimento com a verdade, de demonstrar um conhecimento amplo sobre fatos que mudaram o curso da história!
    Sim, eu e tu, e este magnífico jovem, brilhante, despojado, determinado, o Chico Miranda, escrevemos a nossa epopéia pessoal, já deixamos um legado a ser seguido.
    Eu sou avô, e estou vindo de viagem neste instante, onde fui batisar o meu mais novo neto, mais uma vida que tem parte dos meus genes.
    Eu e a mulher conseguimos sustentar nossos três filhos, todos formados com curso superior, inclusive ela.
    Deus nos permitiu também educá-los e formá-los.
    Estou casado há 41 anos, feitos em 31 de dezembro.
    Servi o Exército, e viajei pelo nosso país.
    A tua frase ensejou esta minha interpretação a respeito do tanto que já construímos, do que edificamos, do que fizemos.
    Eu não sei a tua idade, mas, certamente, tu és mais moço.
    Independente deste pormenor, os teus comentários me demonstram um homem maduro, sério, cônscio de suas relações com a realidade e responsabilidades no momento de postar o que pensa.
    Portanto, levas em conta o quanto tu nos é útil, o quanto aprendemos contigo, o quanto esperamos pelos teus comentários inteligentes e esclarecedores.
    Cuida-te!
    Mas, lembra-te que tens amigos que te admiram, que anseiam pelo teu retorno devidamente medicado, que esperam pelos teus registros sempre pertinentes e convenientes sobre este tema tão apaixonante que é a Segunda Guerra Mundial.
    Um forte e fraterno abraço, Moriarty, meu amigo.

    • Mauro Moriarty
      16/01/2012 às 7:10 AM

      – Obrigado pela gentileza das palavras, tratamento que só um cavalheiro e gentil amigo poderia dispensar.

      – Sobre mim algumas poucas palavras, sou nascido em 29/01/66, por enquanto 45 anos,formado em magistério, estudei Biblioteconomica em Universidade Federal Regional local, trabalhei no comercio algum tempo, mas depois me dediquei ao estudo da informática, tornando-me especialista em Hardware.

      – Quando estava trabalhando na área de informática, fui persuadido a me aposentar por invalidez, aos 43 anos pelo meu médico em virtude de uma doença degenerativa dos olhos que herdei de meu falecido pai (Genética).

      – O receio de perda total da visão acabou me provocando a hipertensão nervosa, mas aos poucos vou conseguindo superar e vou vivendo um dia de cada vez, eu vivo só.

      – Apesar dos momentos difíceis que vem e vão acho que tenho mais a agradecer do que lamentar e gosto da vida e de viver.

      – Do que gostaria caro amigo FB? pensar que ajudei a deixar o mundo um ínfimo melhor quando partir do que encontrei quando cheguei.

      – Muita saúde e paz aos meus dois amigos Franciscos e força para continuarem ser quem são.

      • 16/01/2012 às 7:56 AM

        Sabe o que penso? É que enquanto existir pessoas que pensem como vc Mauro, nós ainda temos esperança em nossa raça. Agradeço aos amigos pelas palavras.

  8. Francisco Bendl
    16/01/2012 às 7:31 PM

    A construção desta amizade entre nós, os dois Franciscos e tu, Moriarty, já teria valido a pena ter feito este espaço!
    Sinto que nossos objetivos são os mesmos; nossas preocupações idênticas; nossa fé na verdade pertence a nós três.
    Claro, não somos diferentes e nem melhores que as outras pessoas, mas temos sido exemplos de boa convivência, de respeito mútuo e recíproco, de aprendermos uns com os outros.
    Tu não vives só, meu caro.
    Tens grandes tesouros contigo, que são os teus amigos e admiradores, que me incluo, humildemente.
    Eu tenho 62 anos.
    Sou o decano deste trio. Certamente nós ainda vamos nos encontrar pessoalmente, apesar de, entre mim e o Chico, haver um Brasil de distância!
    Eu no Rio Grande do Sul, ele em Pernambuco.
    E, tu, meu amigo, moras aonde?
    Olha, eu estou aposentado. Conheço o nosso país muito bem, orgulho-me disso.
    Não tenho maiores impedimentos que dificultassem a gente se encontrar em seguida.
    Dependendo onde tu resides, Moriarty, posso afirmar que, em breve.
    Vamos concretizar essa possibilidade de nos ver, de nos conhecer e conversar longamente.
    Moriarty, o meu e-mail é o seguinte:
    chicobendl@gmail.com
    Vamos trocar correspondências quando tiverem cunhos pessoais. Eu faço assim com o Chico, quando o assunto que quero abordar não condiz com o blog ou a respeito de um texto que quero enviar e, talvez, seja inconveniente.
    Vamos estreitar esta relação tão boa, tão agradável, tão prazerosa.
    E conta comigo.
    Estou à disposição tua para o que tu precisares, o que tu pedires, o que tu gostares.
    Lógico, exatamente na mesma condição que me coloquei à vontade do nosso querido amigo Chico, um homem decente, empreendedor, um exemplo a ser seguido.
    Mas vamos construir uma amizade sólida, parceira, salutar.
    Proponho esta união com extrema alegria, esperança, possibilidades de grandes debates neste blog espetacular, afora a chance de conversarmos pessoalmente e nos visitar em nossas cidades de origem.
    Vamos lá, pessoal.
    Podemos realizar esse encontro e selarmos um pacto de amizade duradoura, de um relacionamento primoroso.
    Obrigado aos dois pela chance que estão me dando de diálogo, de sociabilidade, de conhecer pessoas encantadoras!

    • Mauro Moriarty
      16/01/2012 às 11:47 PM

      – Opa, amigo FB, acabo de retornar do post do nosso amigo FM sobre uma visão Alemã, aonde sinceramente não deixo de me surpreender com a sensibilidade e originalidade dos assuntos postados por ele, pois a escolha dos assuntos não é responsabilidade pouca e ele consegue resolver com folga a necessidade de assuntos interessantes ao mesmo tempo que relevantes, afim de cativar ao mesmo tempo que informa.

      – Peço desculpa a nosso amigo se estou me estendendo demais, nos post, mas a culpa devo atribuir a ele se meus esforços para me tornar mais resumido esbarram na capacidade dele de torna-los mais interessantes e, portanto, mais incentivadores nas opiniões.

      – Quanto ao meu amigo FB, já notei um padrão de discurso nele facilitado pelo me contato com a história e creio dele também, é o mesmo tipo de discurso de um Aníbal em Cannas ou de um Alexandre em Gaugamela ou de um Júlio Cesar diante de ferozes Gauleses, tem por conteúdos: A retidão de nossa causa, o considerar de obstáculos como normais e não assustadores e se nos propusermos a lutar somos bons o suficientes para vencer, porque temos uma coisa que eles não têm a camaradagem e a comunhão de princípios fraternos que eles não conhecem. Tudo isso caro FB leio com uma sensação de notável elevação moral, e será um grande prazer manter contato com você amigo.

      • 17/01/2012 às 8:16 AM

        Amigo Mauro,

        Não é tão fácil assim, principalmente consolidar e acrescentar algo a leitores tão esclarecidos quanto os nossos amigos é uma tarefa gratificante, mas gigantesca também.

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