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Archive for 17/01/2012

O Assassinato da Família Romanov – Uma dos Fatos Mais Tristes do Sec. XX

 O simpático Sr. Edson, sogro da minha cunhada Cláudia Rocha, ao saber do meu interesse por História me fez um pedido especial: fornecer mais informações sobre os Czares, que é um dos assuntos que mais lhe chama a atenção. Depois de breve reflexão sobre a Família Romanov, percebi o quanto essa história é importante para o século XX, e quanto a Abdicação de Nicolau II forjou o cenário para conceber o mundo entre guerras. Portanto segue um pouco de uma das Histórias mais tristes e que faz parte do imaginário popular há mais de 90 anos.

 o texto é parte de extenso estudo sobre Nicolau II realizada por Sara Sousa do blog – romanov.blogs.sapo.pt

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No dia 22 de Março de 1917, Nicolau, já deposto, foi reunido com a sua família no Palácio de Alexandre em Czarskoe Selo. Toda a família e todos os criados que os desejassem acompanhar foram condenados a prisão domiciliária pelo Governo Provisório. Rodeados pelos seus guardas, confinados aos seus aposentos, a família Imperial foi rudemente inspeccionada na primeira noite em que Nicolau chegou. O ex-czar permaneceu calmo e digno e até insistiu em rever as lições dos filhos consigo como tutor em História e Geografia. Através dos jornais, ficou interessado no desenvolvimento da guerra, mas não podia evitar ler também a forma alegre e luxuosa como a imprensa contava histórias sobre Rasputine e a Imperatriz através das “confissões” de antigos servos e das histórias sobre as vidas privadas dos proclamados “amantes” das suas quatro filhas.

Em Agosto de 1917, o governo de Kerensky evacuou a família para Tobolsk, nos Montes Urais, alegando estar a protegê-los do crescente perigo que uma nova revolução lhes poderia trazer. Lá, os Romanov viveram com grande conforto.
Depois de os bolcheviques chegarem ao poder em Outubro de 1917, as condições da sua detenção passaram a ser mais rigorosas e várias vozes se levantavam a favor de levar Nicolau a julgamento. O ex-czar seguiu os acontecimentos com interesse, sem, no entanto, se alarmar excessivamente. Ele continuou a subestimar a importância de Lenine, mas já começava a compreender que a sua abdicação tinham feito mais mal que bem à Rússia.  Entretanto ele a família ocupavam o seu tempo a tentar manter-se quentes numa região onde as temperaturas chegavam a atingir os 55.6 graus negativos. O domínio soviético significava agora restrições cada vez mais ridículas. O czar estava proibido de usar epaulettes e os sentinelas desenhavam desenhos rudes nas paredes para ofender as filhas. No dia 1 de Março de 1918, a família foi obrigada a comer apenas o que sobrava dos soldados que tinham de partilhar entre si e os 10 servos que continuavam com eles.

medida que a contra-revolução do Movimento Branco ganhava força, levando a uma guerra civil de grande escala no Verão, Nicolau, Alexandra e a sua filha Maria foram levados em Abril para Ekaterinburgo. Alexis estava demasiado doente para acompanhar os seus pais e permaneceu  por mais um mês em Tobolsk com as suas irmãs Olga, Tatiana e Anastasia. A família foi presa com os poucos servos que restavam na Casa Ipatiev (conhecida como a “Casa Para Fins Especiais”), um posto de comando bolchevique fortemente militarizado.

Nicolau, Alexandra, os seus filhos, o médico e os três servos que restavam, foram acordados e levados para a cave da casa onde seriam executados às 2:30 da manhã do dia 18 de Julho de 1917. Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias depois, informando que o monarca tinha sido executado por ordem do Presidium do Soviete da Região Ural. Agora é do conhecimento geral que Lenine tinha ordenado pessoalmente a execução de toda a família. Apesar de vários terem colocado a responsabilidade da decisão naquele Soviete, o diário de Trotsky é bem claro quanto ao facto de o assassinato ter decorrido sob a ordem de Lenine:
“A minha outra visita a Moscovo decorreu depois da queda de Ekaterinburgo. Durante uma conversa com o Sverdlov, perguntei-lhe de passagem, “Ah sim, e onde está o czar?” “Está por todo o lado,” respondeu ele. “Ele foi morto.” “E onde está a família?” “A família morreu com ele.” “Todos eles?”, perguntei eu, pelos vistos um pouco surpreendido. “Eles todos”, replicou o Sverlov. “O que tem?” Ele estava à espera de ver a minha reacção. Eu não disse nada. “E quem tomou essa decisão?”, perguntei. “Decidimos aqui. O Ilyich (Lenine) achou que não os devíamos deixar vivos, especialmente com os Brancos tão perto, tendo em conta as circunstâncias.”
Os corpos do czar e da sua família seriam apenas descobertos em 1979 por dois investigadores russos e apenas veriam a luz do dia após a queda do regime comunista 10 anos mais tarde. O funeral seria realizado no dia 18 de Julho de 1998, 80 anos depois da execução ainda sem os corpos de Alexis e Maria.

Nicolau II morreu com 50 anos de idade, afirmando no dia do seu aniversário, dois meses antes que estava surpreendido por ter vivido tanto tempo

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BV 141 Aeronave de Reconhecimento – Isso Voa?

O BV 141 avião de reconhecimento tático foram projetados em resposta à solicitação por solicitação do governo alemão em 1937 de uma aeronave monomotor dedicada à função de reconhecimento. O design, elaborado pelo Dr. Richard Vogt da Blohm & Voss, era único. O BV 141 era uma aeronave assimétrica. A fuselagem da aeronave ficava do lado da porta da aeronave, enquanto as estruturas de gôndola, muito mais curta, foram montadas a estibordo para abrigar a tripulação. O projeto permitiu um campo muito maior de visão do que os aviões de reconhecimento convencionais, enquanto as características de voo foram consideradas bastante estáveis, embora a aeronave fosse assimétrica. Ordens para produzir um total de 38 aeronaves foram dadas, mas no final elas nunca entraram status operacional.

Resposta: Voa e voa bem…

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