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Archive for 22/01/2012

É necessário lembrar uma vez mais!

Francisco Miranda - BLOG

Figurou por muitos anos a tola menção de que os navios torpedeados na costa brasileira era fruto inevitável de submarinos aliados com o objetivo de incriminar deliberadamente a Alemanha, e forçar a entrada no Brasil na Segunda Guerra Mundial. Evidentemente essa teoria nunca se sustentou, muito embora ainda haja pessoas que acreditam em tão fraco argumento.

A convite do então Ministério da Marinha, o Almirante Jorgen Horhwer esteve no Brasil e, no dia 28 de março de 1982, na Escola de Guerra Naval, pronunciou uma conferência intitulada “Operações navais da Alemanha”. O Almirante, que combateu na marinha alemã durante a Segunda Guerra Mundial, relatou de forma precisa como os submarinos de seu país torpedearam navios brasileiros. O depoimento histórico abrange todas as operações navais realizadas nesta parte do oceano atlântico, do início ao fim das hostilidades, e foi publicado na íntegra, no número 18 da revista Navegator.

 

Vamos verificar…

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Cenas de Combate da Infantaria

 

Infantaria…Entidade dos mais valentes!

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A FEB – Lendas e a Verdade Histórica – Parte II

A FEB e o Governo de Vargas

Criamos alguns tópicos para explicar os diversos itens que suscitam dúvidas e inverdades sobre a FEB

De quem foi a ideia de enviar tropas para o exterior?

Quando houve o alinhamento das posições brasileiras com os americanos a partir da Encontro de Chaceleres em janeiro de 1942, no Rio de Janeiro e o consequente rompimento das relações diplomáticas com as nações do Eixo, o país se preparou para a retaliação dos alemães.  Isso fica evidenciado com a atuação dos embaixadores Ugo Sola, da Itália e Kurt Prüffer, da Alemanha, esse diplomatas realizaram encontros, reuniões para deliberar contra as aspirações americanas e o alinhamento brasileiro, inclusive com ameaças veladas, afirmando que o rompimento das relações diplomatas acarretaria consequências beligerantes entre as nações; o Embaixador Itaro Ishii também agia enviando cartas diretamente ao Ministro da Guerra, General Dutra. Nada adiantou, o Brasil em 28 de janeiro rompe as relações com o Japão, pelo ataque a Pearl Harbor, e com Alemanha e Itália, pela declaração de guerra contra os EUA.
Esse episódio inicial da posição brasileira abriu uma consequência e um fato, primeiramente o torpedeamento de navios brasileiros na costa do nosso país por submarinos alemães. E isso é um fato irrefutável, mas que não cabe nesse momento uma argumentação sobre assunto nesse artigo; a segunda é a fragilidade das defesas brasileiras, principalmente no nordeste, que não ofereceria qualquer tipo de resistência a uma possível incursão inimiga. Sabedora das deficiências brasileiras, um dos acordos realizado pelos Estados Unidos e o governo brasileiro era a criação de uma Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos (Join Brazil/Unided State Defense Commission), essa comissão iria estabelecer as bases para cooperação militar, envio de material bélico e ajuda econômica com o objetivo de defesa do continente, a partir do território brasileiro. Contudo na reunião de 27 de agosto de 1942, na presença do General Leitão de Carvalho, chefe da delegação brasileira, foi informado pelo Major General J. Geresché Ord, que a estratégia dos Aliados e as operações que ocorriam nos diversos teatro de operações seguiriam um postura ofensiva, isso implicaria em mudança de postura em relação as expectativas brasileiras, principalmente para aquisição de material bélico na defesa do litoral brasileiro e o reaparelhamento das Forças Armadas. Ord confirmou a indicação americana de limitar a contribuição a quadros de instrução para o material técnico e o mínimo de homens necessários para esse fim.

Com a mudança de estratégia americana houveram divergências entre os dois governos, e o Brasil insistiu no envio do material para proteção do litoral. Uma das formas de manter as negociações abertas para o suporte econômica-militar americano, foi quando o Brasil manifestou interesse na formação de um contingente a ser enviado para um Teatro de Operações. A partir desses entendimentos ficou estabelecido a continuidade do apoio logístico e a criação de uma Força Expedicionária constituída de um Corpo de Exército formado por 03 Divisões de Infantaria e elementos de Corpo, com as seguintes características:

1. Organizada e estrutura igual à adotada nos Estados Unidos;
2. Organização de uma Força Aérea Expedicionária de cooperação;
3. Os Corpo Expedicionário e a FaE ficariam subordinadas ao Alto Comando Americano;
4. Utilização das instalações e dos serviços do Exército americano no Teatro de Operações;
5. O material da Força Expedicionária seria de origem norte-americana;
6. 50% do material seria entregue no Brasil, para instrução;
7. Técnicos norte-americanos seriam enviados para o Brasil, quando requisitados;
8. Oficiais do Corpo Expedicionário e determinados números de oficiais das Escolas de Centros de Instruções do Exército brasileiro, iriam estagiar no Exército americano;
9. O pagamento da tropa, fora do continente, seria em dólares;
10. A Força Expedicionária brasileira ficaria sob a jurisdição da Justiça Militar Brasileira.

No final das contas, o Presidente Getúlio Vargas sabia exatamente dos riscos que corria no envio de uma tropa para uma guerra que se arrastava há mais de cinco anos, mas ele viu uma oportunidade política e econômica. Na verdade o Governo não queria enviar tropas ao exterior, mas também não queria se indispor com seus Aliados, principalmente os Estados Unidos, tendo em vista a grande quantidade de equipamentos militares que chegavam ao Brasil e os Acordos econômicos que estavam sendo traçados. Ele queria formar uma Força Expedicionária, mas “para inglês ver…”, na verdade para “americano ver”.

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