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General Rommel: Um Grande General ou Um Produto de Propaganda?


 Confesso que gosto de Erwin Rommel. Mas também admito que Rommel foi um dos principais elementos de propaganda do III Reich durante os vitoriosos anos iniciais da Segunda Guerra. Quando Rommel chegou à África, os italianos estavam dispersos e perdidos, e o general alemão conseguiu formar um Exército combativo, evidentemente à custa da máquina de guerra nazista, mas esse front nunca fora referência para o Fürher, e acabou sendo um front desabastecido de suprimentos, a derrota foi inevitável. A Raposa do Deserto ficou sem comando quase todo o ano de 1943, quando foi dada a missão de cuidar da Muralha do Atlântico, e, na primeira inspeção, ficou claro o quanto a Muralha era frágil. Aconteceu o Dia D, Rommel foi ferido e enviado para casa.

No final das contas Rommel foi envolvido no atentado contra Hitler em 1945 e por isso foi forçado a cometer suicídio. O fato de ter sido morto pelo sistema que defendeu, ajudou na construção da imagem de um militar patriota e profissional, mas não nazista. Infelizmente Rommel era fascinado por Hitler e pelo Nazismo, mas no decorrer da guerra essa fascinação se transformou em decepção.  Mas a imagem se perpetuou e Erwin Rommel é citado como um dos maiores generais da História. Será?

O BLOG quer saber sua opinião sobre a Raposa do Deserto.

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  1. João Barone
    15/02/2012 às 4:45 PM

    CAro Francisco,

    Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente blog, especificamente pela dedicação à FEB. Seu trabalho foi muito útil na minha pesquisa para um livro que vou lançar ainda este ano, onde seu blog estará incluído nas recomendações de fontes na internet sobre a FEB.
    Forte abraço!
    João Barone

  2. Fernando Frota Melzi
    17/02/2012 às 1:55 PM

    Para saber se ele era bom, era só perguntar para os ingleses! rsrsrsrs

    Quanto a parte da propaganda, claro que ele foi usado como garoto propaganda.
    Do mesmo modo que o foram Patton, MacArthur, Rokossovsky e Zhukov. Eram as caras que apareciam nos cinemas e jornais.

    Mas que era um baita soldado, isso era.

  3. Mauro Moriarty
    23/02/2012 às 5:22 AM

    – Para mim uma frase define bem quem foi Erwin Rommel “Um soldado competente”, mas nada, além disso, como querem alguns e nada menos que isso como nos mostra sua carreira militar, um soldado condecorado e que ascendeu rapidamente a mais alta hierarquia militar tornando-se o Marechal mais jovem do exercito Alemão.

    – Na primeira guerra, embora estivesse em movimento constante durante 50 horas, graças a seu avanço implacável ele obteve a rendição de 150 oficiais, 9.000 soldados e 81 canhões. Por isso recebeu a condecoração Pour Le Mérite, normalmente reservada para os generais mais graduados, e foi promovido a capitão, por demonstrar iniciativa e coragem num ataque que obteve êxito devido em parte pelo elemento surpresa, era o front Italiano.

    – Nos anos entre as guerras dedicou-se aos procedimentos de treinamento e administração do exercito, subiu de posto desempenhando bem as novas responsabilidades, também escreveu um livro “Ataques de Infantaria” muito bem recebido pelos círculos militares.

    – Durante a II Guerra na França, recebeu o comando da 7ª Divisão Panzer, aonde confirmaria seu estilo de comandar da linha de frente, e conseguindo um sucesso esmagador, porém, e em particular devido a uma atordoante rapidez e aparecimento inesperado no campo de luta, uma vez após outra, sua tropa passou a ser conhecida como a “Divisão fantasma” e, ele mesmo, como o “Cavaleiro do Apocalipse”. Em uma campanha de seis semanas, Rommel capturou o total de quase 100.00 prisioneiros e mais de 450 tanques. Perdeu 682 soldados mortos em ação, 1.646 feridos, 296 desaparecidos e 42 tanques, sua condução da Blitzkrieg foi perfeita e essa atuação foi o inicio de sua fama na Alemanha.

    – Em 1941 receberia seu comando na Africa do Norte, pelo qual ficaria muito mais conhecido, isso só aconteceu pelas derrotas Italianas impostas pelos Ingleses, Mussolini a despeito do aviso dos militares Italianos só entenderia que a Itália não estava preparada para a Guerra com o vexame que passou na Grécia, sua atitude foi pedir ajuda a Hitler, que não estava disposto a desviar recursos da Barbarossa, mas foi obrigado a faze-lo, e Rommel desembarcou em Tripoli com a missão de segurar esse importante porto e nada mais.

    – Ai começa a fase final da carreira de Rommel, vamos analisar a situação, se os Italianos eram o que eram para os Ingleses, os Ingleses eram para os Alemães os seus Italianos, os Ingleses estavam diante dos Alemães mal comandados, mal equipados e mal treinados e dotados de uma tática inferior à adotada pelos Alemães a “Blitzkrieg” logo não eram adversários a altura para o Afrika Korps de Rommel mesmo em superioridade numérica. Por exemplo os Tanques Ingleses eram os Crusader e Matilda, o Crusader possuía um canhão de 40mm pouca blindagem e velocidade, também não era confiável mecanicamente, o Matilda era apenas um pouco mais blindado e confiável mas no resto igual ao Crusader, já Rommel usava os Mark III e Mark IV com canhões de 50mm e 75mm respectivamente e superior em todos os outros itens aos Ingleses e esses tanques quando operavam podiam contar com o canhão de 88 mm usados em grau zero como antitanque, portanto não existe magica apenas superioridade técnica, a única alternativa aos Ingleses era uma esmagadora superioridade numérica, conseguida apenas com Montgomery em El Alamein, aí então se descobriu que o santo não fazia milagres apenas o que podia fazer com o que tinha, e não que fosse pouco, mas nada que se pudesse exagerar, antes do Mister “M” todo mundo ficava hipnotizado pelas magicas mas depois que ele explicava caiamos na real.

    – Quando Hitler o enviou para a Itália se perdeu no pessimismo, pois teria de travar batalhas defensivas para o qual não se sentia preparado perdeu o comando para Kessering que se saiu muito melhor na defesa que qualquer outro Gen. Alemão.

    – Por fim um dos suportes da sua fama exagerada foi segundo os que o celebram o fato de haver se voltado contra Hitler participando do atentado contra ele em 1944, a errônea dedução parece advir da sua morte por ordem de Hitler, mas o chefe Alemão estava errado Rommel nunca participou dessa conspiração pelo contrário a condenou seu único crime foi saber dela.

    – Por fim veremos o significado da palavra gênio no dicionário, o mais alto grau de capacidade criadora, notem o termo “Criadora” Rommel nada criou apenas usou do seu excelente treinamento e dos recursos que tinha a sua disposição com competência, merecendo por isso a alcunha de um dos melhores Gen. Da II Guerra, mas não o melhor como querem alguns.

    – Como exemplo de capacidade criadora temos Von Manstein, em 1940 os Alemães estavam decididos a bater a França, a pergunta era como faze-lo e o única plano que se tinha era a repetição do plano Schlifen da I Guerra mundial o que faria os Alemães se confrontarem com a linha Marginot e o grosso das forças Francesas com resultado incerto, para piorar os Franceses deduziam isso mesmo e um acidente aéreo lhes confirmou as suspeitas com a captura dos planos Alemães, desesperado para evitar uma derrota provável e sem proposta alternativa alguma ele apelou para os planos de Manstein que se concentrava num desvio da linha Marginot pelas Ardennas, impenetrável para muitos menos para Manstein que provou está correto na sua proposta heterodoxa, isto é exemplo do mais alto grau de capacidade criadora, este é o exercício da genialidade em sua plenitude.

  4. washington jadum de campos
    25/02/2012 às 1:29 PM

    mesmo sendo como o companheiro acima, Rommel era bem astuto e inteligente como na estratégia militar usava uma inteligencia incomum em relação aos outros generais alemães, tinha um diferencial estratégico em relação aos outros já pensava não em matar e sim estratégia simplesmente militar.

  5. washington jadum de campos
    25/02/2012 às 1:30 PM

    lembrando a morte acontecia lamentavel…

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