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Archive for 22/02/2012

Sevastopol – Cidade Estratégica da Segunda Guerra e da Guerra Fria.

Sebastopol foi uma das cidades de uma importância estratégica muito alta desde o século XIX e continuou assim na Segunda Guerra Mundial e na própria Guerra Fria. Evidentemente a sua população sofreu e padeceu com esse indesejável Status. Mas percebe-se a rica história de resistência de seu povo contra invasores, e a guerra psicológica de se viver em uma cidade diferente do século XX.

 

Conheça Sevastopol, a cidade proibida dos soviéticos, e suas incríveis histórias.

Na Ucrânia, às margens do Mar Negro, na Península da Criméia, está localizada uma das principais cidades do país: Sevastopol, ou Sebastopol, como preferir.

O curioso nome é derivado de “Sevastoupolis”, de origem Grega, como várias outras cidades da Península que ficou famosa entre 1854 e 1855, durante o “Cerco de Sevastopol”, onde durante 11 meses britânicos, franceses e turcos tentaram  render as tropas russas durante a Guerra da Criméia.

Quando a resistência tornou-se impossível, antes da fuga os russos afundaram toda a sua frota naval, para que não caísse em mãos  inimigas.

A cidade também foi severamente bombardeada pelos alemães durante a 2a Guerra Mundial, com o famoso canhão ferroviário “Schwerer Gustav”, a maior arma já construída pelo homem até hoje.

Atualmente com cerca de 370.000 habitantes, este movimentado porto já foi a principal base naval soviética, onde Navios de Guerra e Submarinos eram abastecidos e reparados antes de irem para as batalhas. Junto com Gibraltar e a russa Kronstadt, é até hoje lembrada como uma das principais cidades navais européias.

A importância estratégica da cidade era tal que durante o período da Guerra Fria, Sebastopol foi nomeada “Cidade Proibida” pelos dirigentes de Moscou, onde apenas pessoas devidamente autorizadas poderiam entrar e sair de seu território.

Até hoje esta bela cidade guarda em suas entranhas as mais curiosas heranças desta época, e uma das principais é a “Base de Submarinos de Balaklava”, localizada no distrito do mesmo nome.

Construída de forma incansável entre 1957 e 1961, tinha por objetivo servir como uma gigantesca base de reparos de submarinos, e também um grande abrigo contra ataques nucleares muito bem equipado, que poderia abrigar toda a população de Balaklava durante 03 anos, de forma autossuficiente, numa área de aproximadamente 5.100 metros quadrados.

Em 2003, a base foi aberta ao público, ganhando status de Museu, e hoje lembra a todos que o temor de uma hecatombe nuclear também foi muito presente na vida dos soviéticos durante as décadas da Guerra Fria.

Fonte: http://the-rioblog.blogspot.com/

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