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Sevastopol – Cidade Estratégica da Segunda Guerra e da Guerra Fria.


Sebastopol foi uma das cidades de uma importância estratégica muito alta desde o século XIX e continuou assim na Segunda Guerra Mundial e na própria Guerra Fria. Evidentemente a sua população sofreu e padeceu com esse indesejável Status. Mas percebe-se a rica história de resistência de seu povo contra invasores, e a guerra psicológica de se viver em uma cidade diferente do século XX.

 

Conheça Sevastopol, a cidade proibida dos soviéticos, e suas incríveis histórias.

Na Ucrânia, às margens do Mar Negro, na Península da Criméia, está localizada uma das principais cidades do país: Sevastopol, ou Sebastopol, como preferir.

O curioso nome é derivado de “Sevastoupolis”, de origem Grega, como várias outras cidades da Península que ficou famosa entre 1854 e 1855, durante o “Cerco de Sevastopol”, onde durante 11 meses britânicos, franceses e turcos tentaram  render as tropas russas durante a Guerra da Criméia.

Quando a resistência tornou-se impossível, antes da fuga os russos afundaram toda a sua frota naval, para que não caísse em mãos  inimigas.

A cidade também foi severamente bombardeada pelos alemães durante a 2a Guerra Mundial, com o famoso canhão ferroviário “Schwerer Gustav”, a maior arma já construída pelo homem até hoje.

Atualmente com cerca de 370.000 habitantes, este movimentado porto já foi a principal base naval soviética, onde Navios de Guerra e Submarinos eram abastecidos e reparados antes de irem para as batalhas. Junto com Gibraltar e a russa Kronstadt, é até hoje lembrada como uma das principais cidades navais européias.

A importância estratégica da cidade era tal que durante o período da Guerra Fria, Sebastopol foi nomeada “Cidade Proibida” pelos dirigentes de Moscou, onde apenas pessoas devidamente autorizadas poderiam entrar e sair de seu território.

Até hoje esta bela cidade guarda em suas entranhas as mais curiosas heranças desta época, e uma das principais é a “Base de Submarinos de Balaklava”, localizada no distrito do mesmo nome.

Construída de forma incansável entre 1957 e 1961, tinha por objetivo servir como uma gigantesca base de reparos de submarinos, e também um grande abrigo contra ataques nucleares muito bem equipado, que poderia abrigar toda a população de Balaklava durante 03 anos, de forma autossuficiente, numa área de aproximadamente 5.100 metros quadrados.

Em 2003, a base foi aberta ao público, ganhando status de Museu, e hoje lembra a todos que o temor de uma hecatombe nuclear também foi muito presente na vida dos soviéticos durante as décadas da Guerra Fria.

Fonte: http://the-rioblog.blogspot.com/

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  1. Mauro Moriarty
    01/05/2012 às 6:56 AM

    Sebastopol o martírio de uma cidade.

    O cerco da cidade de Sebastopol durante a Segunda Guerra Mundial.

    Na operação Barbarossa travou-se uma das batalhas mais terríveis da II Guerra mundial, o cerco da cidade Soviética de Sebastopol, ofereço aqui uma síntese dos acontecimentos.

    Durante mais de oito meses, de novembro de 1941 a 3 de Julho de 1942, a cidade Soviética de Sebastopol as margens do mar negro na região da Crimeia, enfrentou um poderoso exercito nazista que esperava conquistar a cidade em duas ou três semanas, segundo analistas militares esse atraso nos planos nazistas na conquista da cidade contribuiria para sua derrota em Estalingrado.

    No inicio das operações de cerco os nazistas cercaram a cidade por terra restando apenas acesso por mar pelo porto da cidade, contudo os nazistas minaram essas aguas, única via de abastecimento dos defensores, em mais uma prova de heroísmo Soviético entre tantos, os marinheiros atiraram-se nas aguas e a nado afastavam as minas que eram atiradas dos aviões até a margem desobstruindo uma passagem para os navios, muitos explodiram com as minas mais o trabalho foi feito, os navios de suprimento tiveram acesso ao porto, mas sempre sob fogo da artilharia nazista de longo alcance.

    O centro de comando Soviético das operações era realizado de dentro de tuneis escavados nos rochedos, os bombardeios da cidade eram sempre intensos, um oficial Russo após uma visita a superfície, exclamou emocionado, já não existe Sebastopol, as casa já não tem telhado e as ruas estão bloqueadas por montões de escombros.

    Efetivamente não havia um só lugar que não estivesse coberto pela ação de bombas inimigas, aqueles fora do alcance da artilharia e que aguardavam evacuação próximo a margem eram atacados e soterrados pelas bombas da força aérea inimiga.

    Os defensores de Sebastopol faziam o que podiam para manter a sua cidade forte o suficiente para repelir os ataques do inimigo, o fundo do mar negro próximo as margens do porto estava abarrotado de naufrágios ocasionados pelos ataques aéreos e colisão com minas, e os comissários soviéticos haviam designado equipes de mergulhadores para fazer o resgate de todo o material submerso possível, eles primeiro faziam um levantamento do que ainda poderia ser utilizado na superfície, a lista era variada consistiam desde obus e projeteis até medicamentos, em certa ocasião o comissário cobrou seis motores de aviões, a resposta do chefe dos mergulhadores nos da uma ideia de suas dificuldades, os motores estão nos porões dos navios cobertos por montes de cavalos mortos, e quanto aos medicamentos? interrogou o comissário, estão numa cabine cuja porta mal se abre cercado por cadáveres de crianças, a visão de tais coisas são insuportáveis para meus homens é perigoso perder a cabeça enquanto se mergulha, é melhor não arriscar, mas o comissário insistia por medo de enfrentar as crianças mortas você deixaria as vivas morrer por falta de proteção e remédios? A discursão se encerrava e no outro dia tudo era resgatado para ser usado na defesa da cidade.

    A sobrevivência da cidade dependia do seu porto, nele todas as noites chegavam barcos trazendo reforços, víveres e munições e evacuando as mulheres e crianças, os nazistas iluminavam os pontos de atracagem com foguetes sinalizadores e potentes refletores e os bombardeavam, com resultados devastadores, os depósitos de combustível voavam pelos ares, todo o tipo de munição explodia, os caminhões que efetuavam a descarga faziam-no a toda velocidade por entre o fogo e a destruição, enquanto a engenharia tentava combater o fogo e efetuar os reparos necessário, o serviço de carga e descarga não podia parar mesmo sobre fogo intenso e tinha que ser muito rápido pois logo ao amanhecer os barcos tinham que estar longe do porto, a salvo da artilharia e Luftwafen nazista, aqueles que não rendiam o esperado pelos oficiais soviéticos eram mortos a tiros.

    Um cemitério da cidade foi bombardeado pelos nazistas que procuravam depósitos escondidos de combustível, os restos dos mortos da famosa guerra da Crimeia foram arremessados longe de suas tumbas, nem os mortos podiam descansar em paz. Os nazistas após cada fotografia de reconhecimento aéreo aonde vislumbravam a destruição total da cidade sentiam-se otimistas e acreditavam numa queda rápida que não acontecia, a cidade teimava em resistir, pequenas fabricas subterrâneas funcionavam vinte e quatro horas por dia e todos contribuíam com trabalho, viam-se mulheres idosas e mulheres ainda amamentando seus filhos de colo diante das maquinas das fabricas, enquanto que as turmas que eles renderam dormiam próximos em beliches de três andares descansando para por sua vez rende-los também, todos esforçavam-se por manter a cidade com o pouco de vida que lhe restava.

    A propaganda de guerra também se fazia presente através da guerra dos alto-falantes postados nas linhas nazistas e soviéticas, os nazistas tentando abalar o moral dos defensores, enquanto os defensores replicavam desdenhosamente, para as ofertas de rendição nazistas, os soviéticos possuíam uma gravação de uma sonora gargalhada que usavam para rechaçar desdenhosamente as propostas de rendição nazistas.

    Mas a superioridade da Wermacht nesse estágio da guerra decretara que a cidade cairia em face da superioridade dos recursos, o cerco era comandado pelo melhor estrategista “Von Manstein” que não era um “Paulus” não se colocaria em situação difícil face aos sitiados, face a resistência decidida, Manstein conduziu um ataque bem planejado e decidido, conseguindo isolar os acessos a cidade, o ultimo ataque as ultimas linhas ocorreu com Alemães e Romenos apoiados por elementos das divisões Panzer, que inicialmente foram repelidos com muitas baixas entre as duas nacionalidades, mas as divisões Panzer conseguiram destruir muita artilharia soviética que guarnecia a linha principal, enfraquecendo-a muito, então Manstein envia seus precisos Stukas que destroem tudo de relevante na linha, a artilharia com as suas guarnições foram dizimadas pelos certeiros Stukas, que sem oposição aérea são mortíferos, os panzers se lançam a luta novamente e vencendo a primeira linha atacam a segunda das quatro restante, os resistente não se rendem morrem lutando, os soviéticos defendem fracamente a terceira linha, não tem mais forças e nem reservas, os nazistas passam e na quarta linha não encontram praticamente nenhuma resistência.

    O grosso dos defensores foi abatido, e só restaram 130 homens vivos dos defensores das linhas, os nazistas avançando para dentro da cidade se apoderaram da fortaleza de Konstantinovski, garantindo dessa maneira o domínio do porto e do canal, mas os 130 homens ainda resistiam desesperadamente tentando conseguir a evacuação dos homens feridos pelo porto, eles estavam logo adiante do forte ocupado pelo Alemães, os nazistas suspenderam o ataque e chamaram reforços, esses 130 homens eram os fuzileiros navais soviéticos que tanto os nazistas respeitavam, e a luta prosseguiu por um bom tempo, os Alemães lançaram ataques cada vez mais intensos até sobrarem apenas 40 defensores dos 130 iniciais, e durante três dias e três noites esses 40 homens resistiram a tudo o que os nazistas lançaram contra eles, até ficarem sem munição e tombarem.

    Von Manstein se preparara para essa operação, ele lera tudo sobre a guerra da Crimeia e se informou muito bem a respeito do tipo de fortificações que os soviéticos oporiam ao seu ataque a cidade, em 1 de junho de 1942, Manstein fez questão de conhecer o sul da Crimeia, ele tinha receio que os Russos manobrassem no sentido de lhe cortar a rota de suprimentos, fracassando os planos de ataque a cidade, e para isso requisitou um barco patrulha italiano que veio de Malta para leva-lo, o barco foi atacado os ajudantes de Manstein foram metralhados mas ele conseguiu escapar.

    Sebastopol era considerada a mais solida fortaleza do mundo e Manstein conhecia o porquê disso, o seu esplendido porto natural era à base da frota Russa do mar negro. Se Sebastopol caísse, a frota se veria obrigada a se refugiar no extremo oriental da costa, situação estrategicamente bastante desfavorável, por isso ele sabia que a ordem de Stalin era resistir a qualquer preço. Manstein compreendia que ao mesmo tempo em que estabelecia os portos do mar negro, desde Novorossiysky a Batum, como seu objetivo estratégico sabia que só com a tomada desses portos a oposição as suas forças em terra cessaria definitivamente tendo em vista que a resistência era justamente abastecida pela frota Russa do mar negro, e enquanto durou a batalha tudo fizeram os Alemães para neutralizar os portos, enquanto os soviéticos ao contrário tudo fizeram para mantê-los aberto a sua navegação.

  2. 21/03/2014 às 8:59 AM

    Muito bom o artigo. A anexação da Crimeia pela Russia e a politica de apaziguamento atual da União Europeia e dos EEUU, lembra a politica Inglesa e Francesa do pré-guerra (WWII). Vamos esperar para ver o que acontece e averiguar se a História se repete.

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