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Archive for março \30\America/Recife 2012

Os Paraquedistas Italianos da Divisão Folgore

A Itália desenvolveu unidades pára-quedistas após seus primeiros saltos em 1927. No entanto, as unidades eram pequenas até após o início da Segunda Guerra. Durante a guerra, a Itália formou uma divisão aerotransportada (Folgore), sendo treinados para operações de salto, mas não participaram de quaisquer ataques aerotransportados. Durante a invasão alemã da Grécia em abril de 1941, um batalhão de páraquedistas atuaram na ilha de Cephalonia, mas não havia qualquer unidade aliada ou grega na região.

A Divisão Folgore serviu com destaque como infantaria na Líbia e no Egito, tendo como mérito a destruição do 8º Exército britânico em novembro de 1942.

 A Divisão Folgore foi uma das poucas tropas italinas que tiveram um excelente desempenho no Teatro de Operações.

 Segue fotos do Exército italiano e da Divisão Paraquedista italiana:

Análise de Veículos Experimentais da Segunda Guerra

Os Estados Unidos durante a Segunda Guerra gastaram milhões e milhões de dólares com veículos, aviões e embarcações que nunca estiveram nos campos de batalha. Desde a segunda metade da década de 30, já prevendo uma guerra, os europeus já mantinham projetos de melhoria dos armamentos e veículos para serem utilizados no eventual conflito. Contudo muitos desses veículos, aviões e embarcações tinham seus projetos descartados por uma série de problemas evidenciados nos testes, e muitas vezes apenas um mísero exemplar tinha sido criado para os testes de campo. Não por acaso, todo esse desenvolvimento fomentou a indústria bélica antes, durante e depois da Segunda Guerra.

Vejamos alguns exemplos de fracassos dos veículos experimentais

V40 – ScoutCar

 Veículo entregue ao Exército dos EUA em dezembro de 1941 e testado em fevereiro de 1942. O veículo foi rejeitado em 1943, sendo considerado muito pequeno para as operações de campo.

Veículo considerado muito pequeno

 

UST49

Durante os anos 40 o Exército americano testou tanques de 57mm, um calibre principal completamente novo para esse tipo de veículo.

75mm Howitzer Motor Carriage T3

A mesma estrutura do T49 com a diferença do canhão principal de 75mm. Apenas uma única unidade foi fabricada para testes.

Cook Interceptor (T55 & T55E1)

O desempenho favorável das oito rodas do veículo (8×8), desenvolvido pelos irmãos Cook de Los Angeles, na Califórnia, resultou em um estudo do design para adaptar os chassis como um transporte para armas de 03 polegadas no motor. Era popularmente conhecido como o “Interceptor Cook”. Como originalmente proposto, o veículo tinha dois motores, um na frente e outra na parte traseira, com cada motor direcionado para quatro rodas. No projeto final, ambos os motores foram instalados na parte traseira. Para facilitar a direção usava um impulsionador hidráulico. Ensaios em Aberdeen Proving Ground revelera que a mobilidade em campo do veículo Cook era inferior à de um tanque, tal como a T49. Tanto o T55 eo T55E1 foram cancelados sem mais produção.

Matilda II

Veículo experimental britânico .Matilda era um veículo bem protegido e foi aprovado nos campos de batalha, mas faltava poder de fogo. Não há mais informações sobre este veículo

Leichte Wehrmachschlepper (Adler leWS)

 Em maio de 1942 Hitler deu ordens para a produção veículo de tração simplificado que substituiria veículos blindados e não blindados da mesma classe. Três protótipos foram produzidos por Adler, mas em 1943, foi decidido concentrar a produção na KTZ Sd 250.

E-100

A E-100 foi originalmente concebido como uma alternativa para Waffenamt Maus tanque superpesado. Foi autorizado em junho de 1943 e os trabalhos prosseguiram até 1944, quando Hitler cancelou oficialmente o desenvolvimento de tanques superpesados. Após o anúncio de Hitler, apenas três funcionários Alder foram autorizados a continuar a montagem do protótipo, eo com prioridade baixa. Mesmo com essas desvantagens, os três trabalhadores foram capazes de completar praticamente o protótipo ao final da guerra nas instalações de Henschel perto de Paderborn. O protótipo não tinha apenas uma torre, a torre que iria ser utilizado foi o mesmo que os tanques Maus. Nos primeiros testes foi usado o motor HL230P30, claro era muito fraco para mover o E-100 de 140ton.

Uma Justa Homenagem ao Tenente Mário Messias

Um dos objetivos desse BLOG, além de tentar vislumbrar a História segundo uma visão critica e sem qualquer dissimulação ideológica, é de divulgar o reconhecimento àqueles que lutam como guerreiros na manutenção e preservação da História. Um desses honrados homens é o Tenente Mario Messias. Cidadão de uma larga cultura e privilegiada inteligência foi agraciado, de forma muito justa, com a Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho no Grau Ouro, concedido pelo Instituto dos Docentes do Magistério Miliar de Pernambuco, IDMMPE. Segue abaixo a descrição da honraria.

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O Instituto dos Docentes do Magistério Miliar de Pernambuco, IDMMPE, através de análise do seu presidente, decidiu, de acordo com o Estatuto e o Regimento Interno, aprovar a concessão da Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho no Grau Ouro. ao Tenente  Silvio Mario Messias  de Oliveira.

A condecoração é reconhecida como de valor oficial e tem seu uso permitido com os uniformes militares (…) Os militares do Exército poderão cadastrar a Medalha no Departamento Geral do Pessoal sob o código (A 15). O proponente da horaria foi o Presidente, Coronel Evaldo Alves PEREIRA. A proposta foi ratificada pelo Ten Cel Com Ricardo ROQUE da Silva, Comandante do 4º Batalhão de Comunicações e Presidente Honorário do IDMMPE. A comenda foi entregue em 22 de março passado.

 Nas fotos, o recebimento da Medalha do TC ROQUE e no salão de Honra com o Cel Pereira.

Recebimento de Medalha - TC ROQUE ao Tenente Messias

Cel Pereira com o Tenente Messias

 A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Seccional Pernambuco tem orgulho de ter como colaborador o digníssimo oficial.

Avanço Sobre a União Soviética – A Operação Que Mudou a Segunda Guerra

O avanço alemão sobre a União Soviética deixou o mundo aterrorizado com as pretensões de Hitler, e com a possível queda fulminante de colossal território soviético. Os comunistas não acreditavam que o Fürher tinha acordado uma paz dissimulada apenas para consolidar uma fronteira comum entre os dois países, durante a divisão da Polônia. Pior, todos os países observavam dia após dia à penetração cada vez mais longa das unidades avançadas alemães. Cidades caíam uma após a outra, com pouca ou quase nenhuma resistência. O Líder georgiano Stálin clamava por uma resistência mais tenaz dos seus camaradas, inclusive ordenando a execução de comandante de unidades e comissários do partido que não agissem segundo seus critérios de defesa.

Evidentemente não podemos mensurar um resultado para a Segunda Guerra que não contasse com essa mudança de rumos do senhor Adolf, mas com certeza seria diferente se o líder alemão se mantivesse fiel ao tratado de não agressão com a URSS. Se Hitler começou a perder a guerra em Stalingrado, e em outras frentes russas, a origem dessa derrota esteve permanentemente ligada a sua forte convicção de que o Comunismo era o pior de seus inimigos, bem descrito nas páginas de sua obra, Mein Kumpf. No final das contas a invasão ao território soviético não fora apenas premeditado, ele fora anunciado ainda nos anos 20 e ratificado com requintes de dissimulação e conduta estratégica duvidosa na relação germano-soviética.

Abaixo segue apenas uma pequena amostra do avanço alemão.

Avanço e Destruição

 

 

Os Veículos de Combate Mais Estranhos da Guerra!

Shermans? Esqueçam! Panzer Tiger?  T-34? Nem pensar! Esses veículos em sua maioria foram fabricados em uma escala muito pequena ou foram simplesmente protótipos nunca usados. O designer esquisito de muitos e a pouca mobilidade foram fatores preponderantes para que a indústria da guerra não adotasse essas aberrações.

 No final das contas eles ficaram esquecidos no passado e não perfazem mais na história da guerra. Vamos ver alguns desses monstros mecânicos aqui!

Esse poderia ser usado até hoje para proteção nas cidades violentas!

Versão dos carros populares "blindados"

Tá é um Sherman, mas ganhou pela camuflagem!

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Quarta Parte

            O Embaixador brasileiro nos Estados Unidos,Carlos martins, enviou um telegrama ao Lóide Brasileiro informando que o seu Navio”Cairu”, de 7.152 toneladas e que levava 75 tripulantes e 10 passageiros, havia sido torpedeado nas costas do Atlântico, e que dos que estavam embarcados, morreram 47 tripulantes e 6 passageiros dentre eles o seu comandante José Moreira Pequeno.

            Este era um navio de construção norte americana, e considerado um dos mais bonitos mercantes brasileiros e, na ocasião do seu torpedeamento levava em seus compartimentos de cargas, borracha, algodão,mamona e cristais de mica, dentre outros. Os alemães estavam perfeitamente informados de tudo sobre os nossos navios e agiam deliberadamente.

            O comandante Moreira Pequeno estava enfermo, com 39 graus de febre, quando após o impacto do torpedo, o pânico foi estabelecido, e ele deixou sua cabine com aparente tranquilidade, e esta atitude fez restabelecer a calma entre os seus comandados, e eles baixassem as  quatro baleeiras e se afastassem rapidamente do navio. De repente, viram submergir dois submarinos, e o U-94 lançou mais um torpedo, enquanto se comunicavam por sinais luminosos e, como o “Cairu” ainda não havia afundado, o Capitão alemão Otto Ites decidiu lançar mais um torpedo, mas a câmara frigorífica explodiu, partindo a embarcação ao meio, às  17 horas do dia 10 de Março de 1942.

            Finalmente o U-94 aproximou-se da baleeira nº 1 cerca de 30  metros, e um dos oficiais falando em inglês, pediu a confirmação dos dados que já possuía sobre tonelagem, carga e até o nome do comandante.

            No dia 1º de Maio de 1942, enquanto se dirigia do Recife para Nova Iorque, e se encontrava próximo à Ilha de Trindade recebeu o impacto de um torpedo lançado pelo submarino U-162, que estava sob comando do capitão Jurgen Wattemberg . O nosso comandante Raul Francisco Diegoli, apesar de possuir uma peça de artilharia na popa e manter permanente vigilância, nada pode fazer, uma vez que o torpedo foi lançado com o submarino submerso. A casa de máquinas foi atingida e o navio afundou rapidamente, mas ainda houve tempo de fazer um pedido de socorro pelo rádio, e destruir documentos. Quando os náufragos se encontravam a cerca de 800 metros do navio, viram o U-162 que passou a bombardear e metralhar o “Cairu”.

            O comandante Francisco Diegoli havia, por sua conta e risco, modificado a rota que lhe havia sido indicada, por achá-la muito afastada da terra e da proteção das bases navais e aéreas brasileiras e estrangeiras. Por esta insubordinação, sofreu inquérito e foi punido e, enquanto durasse a guerra, ficou proibido de assumir o comando ou imediatice de qualquer navio mercante de longo curso ou em navios de cabotagem. Neste afundamento, perdemos sete dos 72 que compunham a guarnição desta embarcação.

 

            No dia 18 de Maio, às 18h50min, o Navio “Comandante Lira” enquanto navegava do Porto do Recife, com destino a New Orleans, ao largo da Ilha de Fernando de Noronha, foi atingido por um torpedo que partiu do submarino italiano “Barbarigo”, que também o acertou com tiros de canhão, além de incendiá-lo. O comandante de longo curso Severino Sotero de Oliveira, agiu com cautela e desprendimento, só ordenando o abandono da embarcação quando este já se encontrava em chamas. Sua atitude não foi compreendida pelas autoridades pois, graças à pronta intervenção de unidades aeronavais norte americanas, pôde ser salvo e rebocado até o Proto de Fortaleza.

            Posteriormente, estudando-se melhor as condições da ordem de abandonar navio, dada pelo comandante Sotero, as mesmas autoridades que o haviam punido, anularam a punição. Na ocasião, o Navio “Comandante Lira” navegava com uma tripulação de 48 homens, um sargento e três marinheiros que guarneciam o canhão de bordo.

Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

Apelo Popular

 

Nose Art – A Identidade do Avião na Segunda Guerra!

As guerras deixam marcas  terríveis, físicas e psicológicas, nas pessoas. Participar delas sempre exigiu um esforço sobrenatural do homem para não sucumbir à monstruosidade da tensão dos campos de batalha.  No entanto, muitos se deram à criatividade e começaram a criar escapes que os faziam relembrar a família, os queridos, a cidade e até os personagens que marcaram suas vidas antes da convocação.

A Nose Art é uma dessas maravilhosas criações.  São pinturas nas laterais dos aviões, especificamente no nariz da aeronave, daí o nome “Nose”. A arte personaliza o nariz de um avião dando-lhe uma identidade própria, uma marca para ser reconhecido. Todos sabem qual o avião que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima pela arte pintada na lataria, “Enola Gay”.

Embora alguns exemplos desta arte  possam  ser encontradas em aeronaves  Inglesas e de outros países, o fenômeno é predominantemente americano, talvez devido à maré de individualismo rebelde atribuído a sua cultura. Nose Art é importante como um indicador social e histórico ao longo do tempo, um exemplo de expressão popular e um registro do passado.

A mais conhecida do Brasil

 

A Mais Conhecida do Mundo!

 

A Mais Feia!!

 

Fonte:

http://olavosaldanha.wordpress.com/

Fotos Engraçadas e Sem Noção da Guerra – Parte II

Continuação das Fotos mais sem noção da Guerra…

Gerd von Rundstedt

Analisando As Duas Faces da Glória – William Waack – Parte 01

Muito se escreveu sobre a Força Expedicionária Brasileira ao longo dos anos. Muitos desbravadores se enveredaram pela literatura para contemplar a sua própria visão da Campanha da FEB, dentre eles, vários pracinhas de todas as patentes. Evidentemente o mais relevante relato é do próprio Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas que escreveu A FEB pelo seu Comandante, em 1946. Tinha como objetivo que sua obra fosse parâmetro para outras.

E si tratando de obras sobre a FEB, nenhuma outra conseguiu tanta repercussão quanto à do jornalista Wiliam Waack em As Duas Faces da Glória – Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1985. Essa obra de cunho jornalístico expunha a visão dos aliados e dos inimigos sobre a Força Expedicionária Brasileira, desde a sua formação até a sua atuação como força combativa. O trabalho do jornalista foi severamente atacado pelas Associações de Ex-Combatentes por direcionar a obra para minimizar a atuação da FEB, contradizendo a História oficial e todas as outras pesquisas e memórias anteriores.

Esta e outras publicações no blog terão como objetivo a análise do livro AS DUAS FACES DE GLÓRIA. Nosso objetivo é realizar uma exposição da obra para verificar se ela cumpre o papel a que se propõe:

ser uma contribuição para novas reflexões sobre o passado e para que a História comece a ser escrita com critérios realmente sérios e científicos.” – As Duas Faces da Glória – pág. 15

 

Não temos a pretensão de ser referência para a leitura do livro ou nos considerarmos críticos da obra, tão pouco, queremos desmerecer o trabalho de uma dos maiores jornalistas desse país, mas precisamos ter critério para analisar a HISTÓRIA, pois a pesquisa histórica impõe uma visão que não pode seguir uma linha argumentativa tendenciosa; não pode ser vista segundo a visão declaradamente preconceituosa. Infelizmente observa-se o teor revanchista logo na introdução da obra, antes mesmo de iniciar a exposição de suas ideias.

Introdução de as Duas Faces da Glória

 É importante analisar o período histórico em que a obra foi escrita.  O livro foi escrito em 1985. O Brasil era um país ansioso pela redemocratização e havia um apelo público generalizado para que os laços de condução voltassem a figurar em mãos civis. É exatamente nesse clima que o autor informa que a sua geração era chamada a condução do país, sendo categórico quando liga militares integrantes da Força Expedicionária aos acontecimentos de 1964. Isso é correto? Seria correto relacionar a FEB aos acontecimentos de 1964? E mais ainda, utilizar desse relacionamento para explicar o país em 1985. Essas perguntas devem constituir uma análise em primeira instância das pretensões do jornalista. Ligar à ascensão da carreira militar de indivíduos que fizeram parte da FEB nas décadas posteriores a desmobilização, e a própria tropa brasileira, relacionando-a a 1964 é uma incoerência. Fazendo uma breve análise da carreira de dois Marechais que lutaram na Itália, e que são citados pelo autor, o General Castello Branco (Chefe da 3ª Seção da FEB) e o General Henrique Teixeira Lott (Oficial de Ligação da FEB e posteriormente Chefe da Comissão de Reaparelhamento do Exército). O primeiro participou ativamente dos acontecimentos de 1964 e se tornou o primeiro Presidente Militar do Regime, assinando os primeiros Atos Institucionais que davam plenos poderes ao regime que se instaurava no país. O segundo foi candidato à presidência em 1961, perdendo a eleição para Jânio Quadros, mesmo assim, não apoiou a tentativa de um golpe para impedir que o vice-presidente, João Goulart assumisse a presidência após a renúncia de Jânio. Sendo o mais importante apoio conseguido por Brizola na Campanha da Legalidade. Foram militares com visões diferentes da conjectura política brasileira na década de 60. Também podemos citar o Marechal Brayner (à época Chefe do Estado Maior da DIE) e que fazia oposição ferrenha ao Presidente Castello Branco, desafeto declarado desde a atuação da FEB. Essas apreciações formam um quadro interessante, mas não se relacionam com a participação dos generais citados com a Força Expedicionária Brasileira, exceto por suas carreiras, que foram evidenciadas após a guerra, o que é de se esperar, mas isso não é mérito apenas da FEB, é mérito pessoal desses militares, pois durante as décadas pós-conflito havia uma linha tênue entre a os político e os militares. Poderia citar listas e listas de oficias da FEB que nem ao menos conseguiram galgar o generalato, portanto não há como ligar o Brasil e sua participação na Segunda Guerra com os acontecimentos de 1964, são contextos diferentes. A FEB não era importante para a política interna, ao contrário do que o autor defende, mas contribuiu para o fim do Estado Novo, e fim! Encerra-se a contribuição da FEB para a História do país. Outra perspectiva de análise é que a maioria dos oficiais superiores, oficiais subalternos, graduados e soldados da FEB, após a desmobilização do contingente brasileiro, ainda na Itália, foram vítimas do governo que o constituíram, para que não fossem usados como instrumento na frágil estabilidade varguista, mas que inspirou politicamente o Brasil. O governo brasileiro fez o que estava ao seu alcance para desligar ou isolar os militares que estiveram na Itália, realizando e executando um planejamento para que não houvesse ecos dos ideais defendidos pela tropa brasileira em solo estrangeiro. Portanto, no período em que o livro do jornalista Wiliam Waack foi publicado, a maioria dos pracinhas que lutaram na Segunda Guerra estavam desassistidos pelo Estado, jogados ao esquecimento histórico mesmo após a instituição do regime militar de 1964. O que podemos afirmar é que a grande maioria dos integrantes da Força Expedicionária Brasileira foram mais vítimas do que instrumento de instauração do regime de 64. Evidente que a análise histórica corrobora com essa teoria.

Continua…

Chico Miranda: Só Agradece!!

Quando concebi esse BLOG tinha como objetivo a consolidação de um sonho: expressar minha visão desse evento que contribuiu para formar a sociedade como conhecemos hoje. E uma dos agentes motivadores era exatamente a quantidade de aberrações e deturpações que existem desse evento na internet, bem como as influências ideológicas que cercam as interpretações tendenciosas da Segunda Guerra.

Mas uma grata surpresa surgiu com a evolução desse trabalho. AMIGOS! Que compartilham da mesma visão de disseminação do conhecimento. Consegui angariar, através do blog, amigos que, mesmo não conhecendo pessoalmente, possuem atributos que são raros em um país que nem sempre tem uma olhar satisfatório para a sua própria História. E não foram poucos!

Hoje, recebi uma grata homenagem do meu amigo do Pará, Márcio Pinho, que além outras qualificações é um exímio pesquisador e, para minha surpresa ARTISTA. Que faço questão de publicar.

Meus agradecimentos ao pessoal da WebKits que é uma fonte inesgotável de conhecimento sobre plastimodelismo e Segunda Guerra.

Abraços a TODOS!

Márcio Pinho: ....E nosso historiador virtual-mor, meu bom amigo Chico Miranda, uma das gratas surpresas que tive na net...

Pixação nos Muros de Berlim! Aviso aos Invasores – Parte II

Continuação de interessante sequência de fotos que foram capturadas logo depois a invasão da queda de Berlim em 1945. Quem quiser melhorar ou retificar a tradução, por favor fiquem à vontade!

Vitoriosos apesar do Terror

Vitoriosos, apesar do Terror

Façamos: A Vitória Total!

Protejam nossas crianças e mulheres ...(quem quiser ajudar nessa tradução)

Tradução enviada no comentário por Alexmarques  “Proteja nossas mulheres e crianças da besta (ou animal) vermelha”

Ouvintes Inimigos e Propagadores de Boatos da traição nacional encontram a morte (melhor tradução)

Idem

Viva o Führer!

Um Povo, Uma Nação, Um Líder

Um Povo, Uma Nação, Um Líder

você quer Berlim - mas Moscou recebe você - tradução livre

Agora, mais do que nunca:Heil Hitler!

Fotos Engraçadas e Sem Noção da Guerra!

Quem pensou que tinha acabado. A Série engraçada e sem noção voltou! E para aqueles que querem lambrar segue o link abaixo:

 

Fotos Históricas Estranhas e Engraçadas

Humor, Charges e as Fotos Mais Estranhas da Segunda Guerra

As Fotos mais Engraçadas da Segunda Guerra – Parte VI

As Fotos Mais Estranhas e Engraçadas – O Retorno do Jedi

…E outras

 

 

Tropas SS – Uma Temida Tropa de Elite

Quando a Polônia foi invadida pela Alemanha em 1939, o mundo não se deu conta dos acontecimentos que iriam se desdobrar nos anos seguintes. Enquanto muitos esperavam uma guerra passageira e sem muita envergadura na Europa, a Alemanha formava uma das maiores forças militar de todos os tempos. Seu Exército fora formado com o que havia de melhor na ideologia ariana e consolidava as táticas de guerra que surpreendeu o mais exímio combatente. Enquanto a França importava cavalos para uma possível ofensiva, os alemães consolidavam a formação de tropas altamente profissionais, utilizando armas, mobilidade e emprego muito mais avançado do que seus opositores. Parecia que aquelas tropas germânicas eram de outro planeta, enfrentado pobres franceses ainda escondidos em trincheiras como na Grande Guerra. As Tropas Schutzstaffel, ou simplesmente SS, antes de assustarem o mundo com os horrores e crimes de guerra, notabilizaram-se por sua eficácia nos campos de batalha. Quando utilizadas na invasão à URSS durante a Operação Barbarossa, solidificou a ideia de uma tropa imbatível. As baixas eram insignificantes nas primeiras semanas de combate, em contrapartida imprimia uma forte repressão ao inimigo que, assustado, não conseguia infringir muitas resistência.

Evidentemente o tempo mostrou que boa parte desses soldados foram desperdiçados em batalhas cada vez mais duras e difíceis e com estratégias questionáveis. Contudo o ímpeto de combate dessa tropa ficou marcado na história militar. Infelizmente seus crimes de guerra também.

Submarinos da Segunda Guerra Vistos Por um Ângulo Diferente

Submarinos Aliados e da Alemanha vistos de uma forma diferente. Segundo a perspectiva de quem estava dentro dele.

O Guardião de Pistóia

 Belissíma crônica escrita pelo exímio Paulo Afonso Paiva. Minhas recomendações e meus agradecimentos a História do nosso País. Se nosso Brasil tivesse mais consciência histórica talvez a honra e o respeito de nossa gente fosse diferente.

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    O  GUARDIÃO

       Paulo Afonso Paiva

              No dia 3 de maio de 1945 os sinos na Itália tocaram a manhã toda: a guerra acabou, a guerra acabou… Enquanto aguardavam transporte para o Brasil, os soldados ficaram encarregados da segurança em Turim e outras cidades próximas. Um pracinha foi chamado ao Comando:

              – Sargento, você vai ficar tomando conta do nosso Cemitério em Pistóia. Em breve, será substituído.

     Assim, todas as manhãs ele içava a bandeira do Brasil às oito da manhã e a arriava ao pôr-do-sol, dia após dia. Após dobrar a bandeira com todo cuidado, segurava-a na mão esquerda, colocava a boina na cabeça e ficava ereto. Bradava em voz alta:

    – Cerimonial sentido! Em continência, um !

           Após três segundos, outra ordem:

           – Dois!

          Fazia uma meia-volta e dirigia outro brado, desta vez para o vazio:

         – Boa noite!

  Passou-se o tempo e veio a notícia: seu serviço fora ampliado por mais cinco anos. Que agüentasse: alguém teria que tomar conta do Campo Santo. Ele ficou, mas nunca veio a substituição e a saudade de casa aumentava. Após quinze anos resolveram trasladar os restos mortais dos pracinhas para o Rio de Janeiro. Ele vibrou: iria retornar! Terminado a transferência informaram-lhe que fora designado para encarregado do Monumento Votivo em que se tornara o antigo cemitério.

         Nesse ínterim ele conheceu uma moça, e constituiu família, mas jamais esqueceu sua terra. Durante quase sessenta anos nunca deixou de hastear a bandeira no horário previsto, nem mesmo quando a neve quase que o impedia de abrir a porta do Monumento, no inverno.

         Um dia após o término da singela cerimônia, em vez de guardar a bandeira numa gaveta, como sempre fazia, levou-a para casa. Estava cansado, muito cansado. Naquela noite ao se recolher para dormir, colocou-a ao seu lado, com a boina por cima. Em algum momento acordou, ou pensou que havia acordado. Apanhou a bandeira e a boina e saiu de casa. Entretanto, alguma coisa acontecera. Não reconheceu os arredores. Estava num local com muito verde e pássaros, mesmo sendo inverno. De onde veio aquilo, perguntou a si mesmo. Depois de algum tempo notou que havia um vulto a sua frente. Soube o que tinha de fazer e o fez:

          – Sargento Miguel Pereira, da Força Expedicionária Brasileira, se apresentando. Cerimonial encerrado, boa noite!

         O vulto lhe falou de forma gentil, enquanto recebia a bandeira que lhe era oferecida:

        – Seja bem-vindo, Guardião.

        Então o homem sorriu e sentiu que finalmente voltara para casa.

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Terceira Parte

           O Navio “Cabedelo” consta nos anais ter sido torpedeado pelo submarino italiano Leonardo Da Vinci, entretanto o Almirante Saldanha, pesquisando junto ao Almirantado italiano, não obteve esta confirmação. Originalmente, esta embarcação se chamava “Préssia” e foi comprado na Alemanha, pertencendo ao Lóide Brasileiro e tinha 3.557 toneladas, e seu comandante era o Capitão Pedro Veloso da Silveira, e sua tripulação era composta por 13 oficiais, 3 suboficiais e 37 marinheiros, totalizando 54 homens.

             Ele partiu da Filadélfia, nos Estados Unidos com destino ao porto brasileiro que lhe deu o nome, mas não completou a viagem. Desaparecido a mais de um mês, fez com que o Itamaraty entrasse em contato com a embaixada em Washington, e esta com o Departamento de Marinha Mercante em busca de informações sobre o paradeiro da embarcação.

             Nada foi informado e, consta que viajando ao largo das Antilhas, transportando uma carga de carvão, na posição 16ºN e 49ºW no dia 25 de Fevereiro, cruzou com o submarino italiano sob comando do Capitão Longanesi-Catani, que o atacou não deixando sobreviventes.

Navio Olinda

              O torpedeamento do Navio “Olinda” provocou muitos protestos do governo brasileiro. Ele viajava com a nossa bandeira pintada no casco e fartamente iluminado e, no dia 18 de Fevereiro de 1942 e recebeu tiros de canhão provenientes do submarino alemão U-432 que, por ordem do seu comandante Heinz Otto Schultz,  havia submergido.

             Todos os tripulantes foram recolhidos ás baleeiras, e o comandante do submarino o fez atracar o mesmo à baleeira de seu comandante Jacob Banemond, o intimando a ir a bordo da nave agressora em companhia do radio telegrafista e, em inglês foram submetidos a interrogatório sobre a carga e os papéis do navio. Após o término, foram fotografados e levados de volta à baleeira.

             Os náufragos chegaram às parais americanas e, quando perguntados, afirmaram com toda a certeza tratar-se de um submarino alemão, pintado de cor escura, cujo tamanho se comparava aos três submarinos comprados na Itália pelo Brasil.

             Este ataque levou o Chanceler Oswaldo Aranha, a formular veementes protestos através de Portugal, país encarregado de tratar os assuntos brasileiros junto ao III Reich. Em 11 de Março de 1942, foi assinado o decreto Lei nº 4.166, que dispunha “sobr indenizações devidas por atos de agressão contra bens do Estado Brasileiro e contra a vida e bens de brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil”.

             De nada valeram essas e outras sanções, pois os torpedeamentos se sucederam em ritmo acelerado, cortando as nossa comunicações marítimas e aumentando dia a dia o números de vítimas indefesas.

Navio Olinda

                                                                    

              O Navio “Arabutã(Arabutan)”, partiu do Porto de Norfolk e, ao passar a cerca de 80 milhas só babo Hatteras, na Carolina do Norte, com uma carga de carvão destinada à Central do Brasil, recebeu o impacto de torpedo disparado pelo submarino alemão U-155, sob comando do Capitão Adolf Cornellios Piening.

             A tripulação brasileira, sob o comando do Capitão Aníbal Prado, era composta de 51 homens, dos quais um faleceu, o enfermeiro de bordo Manoel Florêncio Coimbra, atingido pela explosão do torpedo.

             Após o navio ser atingido, o submarino submergiu para assistir ao macabro espetáculo da tentativa de salvamento da tripulação e, depois de dar a volta inteira ao redor dos barcos de salvamento em marcha lenta retirou-se. O Navio “Arabutã” afundou em vinte minutos.

Navio Arabutã

O Avião ME-262 e os Mísseis V de Hitler.

Em maio de 1943, o professor Willy Masserschmitt projetara o caça a jato bimotor ME-262 para ser produzido em série. Sua velocidade de cruzeiro era de 520 milhas por hora, cerca de 120 milhas por hora mais rápido do que qualquer avião que os Aliados podiam mandar para seu encalço, e comportava quatro canhões de 30mm. O Reichmarschall Herman Goering queria o avião, mas tinha de obter a aprovação de Hitler. Hitler havia sido importunado inúmeras vezes pelas promessas de Goering, e só em dezembro de 1943 ele pôde ver uma demonstração das possibilidades do 262. Hitler ficou impressionado, mas queria um bombardeiro para atingir Londres, não um caça para defender a Alemanha. Goering assegurou-lhe que o 262 podia ser modificado para transportar bombas, pelo que Hitler mostrou grande entusiasmo pensando no que o bombardeiro a jato poderia fazer a Londres e aos desembarques antecipados das forças aliadas na França.

Goering, como de costume, não tinha conhecimento do que estava falando. Messerschmitt não podia converter um caça em bombardeiro, e um avião a jato maior estava exigindo demais da tecnologia. Por isso ele ignorou a ordem de Hitler e a fábrica Messerschmitt começou a produzir o 262, num total de cerca de 120 em abril de 1944. Ao receber esta notícia Hitler estimulou Goering e deu-lhe severas ordens de que não só o 262 não devia ser construído como caça, mas que ninguém se referisse e ele como tal – ele devia ser conhecido como bombardeiro relâmpago.

 Durante os seis meses seguintes, Messerschmitt tentou bravamente fazer de uma caça um bombardeiro. Não chegou a lugar nenhum. Finalmente, em novembro de 1944, Hitler autorizou a formação do primeiro esquadrão de caças a jato. Mas naquela ocasião o sistema de transporte era uma mixórdia, a força de pilotos de caça fora reduzida, e as fontes de combustível se exauriram. A Luftwaffe nunca conseguiu mais que uma força inexpressiva no ar antes que as coisas se fizessem em pedaços.

 Os alemães construíram mais de 1000 ME-262, mas só nas últimas 06 semanas da guerra chegaram a ter 100 voando.

 Isso refletia exatamente o desejo de Hitler de bombardear Londres. Essa quase inconsequente vocação determinou a criação dos mísseis balísticos. As Vergeltungswaffen (armas vingativas) eram projetadas para serem não-tripuladas, mas causaram pouco estrago de fato, muito embora causasse terror entre os ingleses e esse foi o principal motivo de coloca-la em produção. Os V-1 e V-2 eram armas para causar pânico.

Os Verdadeiros Heróis Soviéticos

A URSS através de seu Líder maior Joseph Stálin consolidou uma política colaboracionista com o regime nazista desde o princípio da Segunda Guerra Mundial. Não há como negar esse fato. Infelizmente ou felizmente, Hitler tinha como objetivo de vida a destruição do bolchevismo soviético desde o princípio de sua vida política. Começou a vigorar seus planos a partir de 1941 com a Unternehmen Barbarossa, ou Operação Barbarossa, que consistia na invasão e destruição da União das Repúblicas Soviéticas através de uma fronteira comum dividida entre os antigos aliados depois da capitulação polaca.

 Stálin surpreso com a traição “do cara de bigode engraçado”, já que ignorou totalmente os relatórios de sua Inteligência que, insistia fortemente para as movimentações das tropas do lado alemão da fronteira polaca.

 As primeiras semanas arrasadoras da investida alemã pareciam apontar para o mesmo destino da França. Então entra em cena a tenacidade do povo soviético que, de forma sofrível mais dedicada luta para manter cidades impenetráveis, algumas são cercadas e não se rendem, como é o caso de Leningrado.

O tempo passa e o mesmo povo que resiste permite que seus filhos lutem em uma guerra sangrenta contra um inimigo experimentado. Stalingrado chega! Soldados são formados praticamente na Linha de Frente, sob o fogo inimigo. A Alemanha passa a viver algo impensado, recuar e ceder os territórios ocupados.

 Os soldados do Exército Vermelho lutam bravamente e consolidam as posições e avançam frente a um inimigo já em franca defensiva. Berlim é o objetivo final!

 Depois da guerra o que sobrou para os veteranos? Nada! Voltaram à realidade de um país stalinista e a guerra deixou marcas profundas nas vidas desses jovens. Tornaram-se velhos e lembrados apenas no Dia da Vitória.

Como o Comando Supremo da Wehrmacht Divulgou as Operações na URSS. Parte III

Continua a série.

Avião lança sua sombra na estrada. A visão do Comandante para supervisionar a avanço da tropa

Os Navios Brasileiros Torpedeados – Segunda Parte

            Artigo enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior:

          Os alemães atuando no atlântico sul iniciaram os ataques a nossa Marinha Mercante, deixando vítimas e causando a revolta do povo brasileiro. Nos ataques perdemos no mar 469 tripulantes, sendo 121 oficiais, 08 comandantes: Pedro Veloso da  Silveira(Cabedelo), José Moreira Pequeno(Cairu), Renato Ferreira da Silva(Piave), Augusto Teixeira dos Santos(Araraquara), Almiro Galdino de Carvalho(Osório), Américo de Moura Neves(Antonico), Acácio de Araújo Faria(Tutóia) e Arthur Monteiro Guimarães(Bagé), juntamente com eles faleceram também 502 passageiros, dos quais mulheres e crianças.

            Os alemães atacaram embarcações que estavam despreparadas para enfrentar qualquer ataque, sendo a primeira embarcação o Navio “Taubaté”, em 22 de Março de 1941, quando navegava do Chipre para Alexandria, totalmente identificado, com a bandeira brasileira pintada dos dois lados e sobre o convés, quando foi atacado por um avião da Luftwaffe, que lançou bombas ao redor do navio.

            Ao iniciar o ataque, o Comandante Mário Tinoco mandou içar imediatamente a bandeira nos mastros de proa, e no mastro central um pano branco. Estas indicações de nada adiantaram, pois o navio foi duramente atingido abaixo e acima da linha de flutuação e, o mais triste foi que o seu conferente Fraga foi metralhado e morto em pleno convés, e vários outros tripulantes ficaram feridos, sendo 13 em estado grave.

              Outro incidente ocorrido em 18 de Março de 1941, foi o desaparecimento do Navio “Santa Clara”, que viajava com carga para o Governo Federal, e supõe-se que tenha naufragado nas costa dos Estados Unidos, com perda total de sua tripulação. Os jornais anunciaram o seu desaparecimento, então o governo entrou em contato com o Embaixador Carlos Martins, solicitando que ele verificasse junto ao governo norte americano, as condições meteorológicas no dia e local do   acontecimento. A resposta foi que no dia houve um forte temporal, e que era impossível determinar as causas do desaparecimento.

            O governo não aceitou esta resposta, e com o prosseguimento das investigações, as suspeitas de que as condições do tempo estavam perfeitas, o que reacenderam as suspeitas que ele havia sido mais uma vítima da campanha submarina do Eixo. A perda foi total e o Navio “Santa Clara” foi o primeiro navio da nossa Marinha Mercante a ser atacado.

             O Navio “Buarque” foi torpedeado pelo submarino alemão U – 432, comandado pelo Capitão Heinz O.  Schultz em 16 de Fevereiro de 1942. Esta embarcação foi construída nos Estados Unidos e pertencia ao Lóide Brasileiro e tinha 5.152 toneladas, e havia partido de Curaçao nas Antilhas, com destino a Nova Iorque, quando às 0h45min do dia 16 e estava a 60 minutos do Cabo Hatteras, posição 36º 13N e 74º 5N recebeu o impacto do torpedo. Na ocasião ele transportava 74 tripulantes e 11 passageiros, sendo que um destes veio a falecer.

 

Friedrich Guggenberger, Comandante do U513 - Atuou na Costa Brasileira

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