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O prosseguimento da “Ofensiva da Primavera”


Texto enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza.

A conquista da cidade de Montese selou com sangue a participação da Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália, particularmente na Região dos Apeninos.

            De agora em diante iria começar a corrida para a calha do Vale do Pó e, para os primeiros degraus dos Alpes. Tudo transcorria para a derrota do Exército Alemão, restando apenas algumas esporádicas posições de resistência, que infelizmente ainda nos custaram mais de vinte mortos.

            Apesar  da cidadela de Montese estar em poder da FEB, ainda faltava a conquista da base do maciço triangular formado pela Cota 888 e Montello. Reconhecimentos feitos por patrulhas no fim da jornada do dia 19 de Abril de 1945, nos informavam que o inimigo retraíra em toda a frente, e apresentava resistência apenas na localidade de Zocca.

            Devido a isto, a Ordem Geral de Operações de 21 de Abril, deu como ideia de manobra, o seguinte:

            “Atacar a Região de Zocca – Il Monte e simultaneamente progredir no eixo Manzone – San Michelle – Montalbana e, em seguida investir na direção geral de Monte Orsello, fazendo face ao mesmo tempo, ao Rio Panaro”.

            A ação principal ficou a cargo do 6º R.I., ficando o 11º R.I. Com missão de cooperação. Montada a operação, a cidade de Zocca foi tomada sem resistência no dia 21 de Abril.

            Agora começava a corrida do inimigo que, durante meses lutava para não ceder as posições conquistadas e agora fugia desesperadamente para o Norte, tentando aumentar a distância em relação às tropas brasileiras, semeando indiscriminadamente minas e abundante destruição por onde passava. Comentários de pilotos da FEB dão conta que vista de cima, a Itália parecia que havia sido tomada de uma gigantesca ebulição de vulcão que arrasou todo o país.

            O avanço era tão rápido e, em tais proporções no espaço e tempo que os observadores aéreos não conseguiam distinguir se determinada tropa era ou não inimiga, parecia que a mola aliada que se comprimira por tanto tempo que agora ao se distender seguia em velocidade alucinante pela planície do Vale do Pó.

            Às 11:10 hs do dia 21 de Abril o Comandante do Exército baixou diretivas para comandante de Corpos e Divisões, determinando uma rigorosa perseguição e a utilização máximas dos meios de transporte disponíveis. Os carros de combate e caminhões da Artilharia deveriam transportar a Infantaria como carga extra e, as viaturas deviam ser carregadas até o limite de suas possibilidades.

            Quando aparecesse qualquer oportunidade de prosseguir ou esmagar o inimigo, os comandantes de Unidades deviam utilizar todos os meios ao seu alcance para lançar à luta o máximo de armas, pessoal e munições(General Crittenberg).

            Seria difícil enumerar as diferentes linhas atingidas pelas tropas brasileiras dada a diluição da frente e a rapidez da progressão.

            No dia 22 de Abril foi conquistada Gignhola sem nenhum tipo de resistência, o que na prática demonstrava que o fim da guerra estava próximo. Cercado em toda parte, as manobras do inimigo estavam tão reduzidas que já não havia para onde ir. Restava a rendição ou a morte nas posições onde estavam.

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