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Archive for maio \30\America/Recife 2012

Soldados Alemães Encontrados em Trincheiras – Impressionante

 Meus amigos Pedro e Amanda enviaram essas impressionantes fotos de uma escavação arquiológica em uma trincheira alemã. Ainda não conseguimos mais detalhes sobre as fotos, local ou equipe, quem puder ajudar fiquem à vontade. Pela posição dos corpos e pelo tipo de armamento encontrado, podemos supor que se tratava de uma pequena fortificação, um “Ninho de Metralhadora”, muito provavelmente com um oficial ou um graduado no comando, já que há muita munição e vários utensílios como lupas e estocagem de ração de campanha. Nesses casos após a descoberta e análise os militares mortos devem receber um enterro com honras militares.

 Meus agradecimentos mais uma vez aos meus amigos Pedro Teixeira e Amanda Saraiva. Abraços

Memorial Day – NO BRASIL JÁ!

Hoje nos Estados Unidos comemora-se o Memorial Day, é um feriado onde se referencia a memória daqueles que morreram por seu país. Essa é uma cultura que, infelizmente, não temos e, muito provavelmente, nunca teremos. Nosso país, diferentemente dos Estados Unidos, não se envolve em guerras. Contudo, como aconteceu lá nas terras de Tio Sam, aqui pátrios também perderam a vida em solo estrangeiro, lutando pelo seu país. Pelo menos os que morreram achavam que estavam morrendo por isso.

Não me venham com falácias sobre a participação pífia do Brasil na Segunda Guerra ou, até mesmo, sobre os conchavos políticos de Vargas, isso não vale, pois quem derramou seu sangue pelo seu país no ataque a Montese, em abril de 1945, e foi morto lutando à frente de seu pelotão, foi o Aspirante e Herói brasileiro Francisco Mega, ele morreu lutando pelo seu Brasil, diferentemente dos inúmeros políticos corruptos da atualidade, ele deu o que tinha de mais valioso, sua vida. E o que o Brasil lhe deu em troca? Esquecimento! Se o Sargento Max Wolf pudesse ver o futuro, será que ele teria se arriscado tanto? Será que ele abdicaria do convívio de sua filha Hilda, se soubesse que o mesmo país que o enviou, também o esqueceria? E que os jovens brasileiros de gerações posteriores acolheriam como heróis jogadores de futebol com milhões de dólares em suas contas e nenhum amor pelo Brasil, e não saberia quem foi Max Wolf? Ou qualquer outro brasileiro que lutou e morreu na Segunda Guerra? Ora, meu povo brasileiro, de tantos ídolos e alegres músicas, como podes esquecer, ignorar, menosprezar e até xingar homens corajosos que deixaram sua juventude para lutar por uma causa, que bem ou mal, era a Tua Causa? Como jovens podem amar o que é estrangeiro, idolatrar grandes personalidades de outras nações, enquanto há um desconhecimento geral de quase 500 corpos brasileiros sepultados no Rio de Janeiro. Onde? No Rio de Janeiro! Quantos cariocas sabem que existem no Aterro do Flamengo esses heróis sepultados? E Pernambuco? Apenas 12 mortos na Itália! Apenas? Quantos monumentos há para lembrar? Nenhum! Ou melhor, UM! Onde? Parque 13 de Maio, centro do Recife! Isso mesmo! Mas como alguém pode saber? Não há qualquer placa, apenas um velho monumento inominado, sem indicação, sem uma plaquinha que seja. Esse é nosso país. Esse é nosso Estado. E a Paraíba? E Minas Gerais? E São Paulo? Quantas mães, mulheres, filhos e filhas choraram seus entes queridos, levados pela guerra e esquecidos pelo tempo?

Ficamos na esperança de que nosso país mude, como a mesma expectativa quando tantos compatriotas se juntaram em outra geração para gritar por Diretas Já, para que também possa, essa geração, gritar por mais reconhecimento histórico, não apenas pelos esquerdistas, comunistas e guerrilheiros que morreram por esse ideal, mas para todos os Filhos da Terra Tupiniquim que já derramaram seu sangue, independente se usavam farda ou não. Sigam o exemplo de West Point, Academia Militar Americana, onde há uma placa com o nome de todos os oficiais formados que lutaram e morreram na Guerra Civil Americana, pois eram todos irmãos, independente se Confederados ou da União, eram todos americanos e mereciam serem homenageados. Portanto, nesse ponto, temos muito que aprender com os capitalistas, mas honrados norte-americanos.

Essa foto é de soldado que morreu no Dia D, e um velho veterano francês da Primeira Guerra que se compadece com a perda de um jovem.

Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 02

Quando na preparação da Operação Barbarossa, uma das maiores operações militares já desencadeadas até aquele momento, o moral do soldado alemão estava alto, devido as expressivas vitórias ocorridas desde 1939. Meses antes do início da operação, o sistema político alemão concentrou uma forte propaganda entre os militares que formariam as primeiras ondas de ataque para criar a imagem de um inimigo miserável, cruel e que deveria ser destruído em sua totalidade; essa propaganda direcionada tentava imputar no soldado a ideia de que sua causa era justa e ele deveria colocar em prática todos os seus esforços para livrar o mundo do comunismo.

 Durante invasão e as primeiras conquistas de cidades soviéticas, o que se viu foi um povo aclamando os invasores como heróis libertadores, tudo que propaganda nacional-socialista queria. Soldado recebiam rosas e gritavam alegremente por sua “liberdade”. Reforçando ainda o estigma, os Vermelhos executam civis que etnia germânica, servido de subsídio para a confirmação da propaganda alemã.

 Na mesma propaganda desferida antes da operação, falava-se em uma vitória rápida, assim como fora as anteriores. Os comandantes de Unidades repassavam que toda a conquista seria finalizada em três ou quatro semanas, pois o inimigo era inferior e pouco combativo. E tudo levava a crer nas primeiras semanas que os objetivos seriam alcançados.

 Como sabemos as linhas de suprimentos, as ordens absurdas, o clima russo e o infinito material humano russa contribuíram para a destruição das forças que participaram da Operação Barbarossa e revertendo a invasão até a derrocada final de Berlim em 1945.

Um Soldado de Infantaria – SEMPRE!

 Particularmente não poderia deixar de publicar a inestimável contribuição desse SOLDADO DE INFANTARIA DA POLÍCIA DO EXÉRCITO, PE Bendl, diga-se de passagem 07-29 (Quem é PE SABE!), enviou o comentário sobre o Dia da Infantaria e, mesmo que alguns não entendem o verdadeiro valor da Infantaria, essa tem por premissa honrar o sangue derramado dos nossos antepassados na defesa da terra e dos nossos valores. Essa é a INFANTARIA!

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Imensa formação de brancas cruzes, Desfile mortuário de fantasmas, Exótico mercado de miasmas, Exposição de ossadas e de urzes… Calado e mudo queda-se o canhão, Apenas trevas cobrem a amplidão, Que outrora foi um campo batalha… Calada e muda queda-se a metralha, É morta na garganta a voz do obus, O sabre traiçoeiro não reluz Dilacerando, ensangüentado a terra… A paz voltou, é terminada a guerra. Os heróis tombaram das alturas, Os covardes e os bravos olvidados, Seus feitos aos livros relegados, Nada mais resta, apenas sepulturas. E eu? Quem sou? Perguntam eu quem sou? Pois bem, eu lhes direi: sou um soldado, Igual a qualquer outro que avançou, combateu, foi derrubado. Cruzes iguais… Terrivelmente iguais… Exército que cresce mais e mais, No festim diabólico da morte. Aqui jaz o covarde. Ali o forte. Aqui dorme um estranho. Ali estou eu… Mas ninguém sabe como ele morreu… Não se lembram do campo de batalha, Nunca ouviram o riso da metralha… Não sentiram tremer o corpo inteiro Ante o rugido brutal de um morteiro… Não viram a cor dos olhos do inimigo. Não sentiram o medo do perigo, Que vos faz desejar a morte breve. Nunca sonharam. Nunca, nem de leve. Mas… Nem todos se esqueceram do soldado Que está longe, bem longe sepultado… Mamãe, minha boa mãe, se tu soubesses Que tua imagem adornei com flores, Que tuas flores foram minhas preces, Preces colhidas no jardim das dores… Minha querida mãe, se te contasse O medo que senti sem teu carinho, Um medo horrível de morrer sozinho. Medo mesmo que o medo me matasse… Mas deixei meu abrigo e avancei Julgando ver a morte a cada passo Ao ouvir o sibilar de um estilhaço… Parei… Pensei em ti… Continuei… Minha querida mãe se te dissesse Que quando derrubou-me uma granada Atirando-me na terra enlameada, Foi por ti que chamei desesperado. Por um momento deixei de ser soldado E fui novamente uma criança Sentindo na morte a esperança De ainda adormecer no teu regaço. Mamãe. Matou-me um estilhaço… Minha querida noiva, por que choras? Relembras por certo as boas horas Que passamos juntos. Só nós dois… Íamos casar. Lembra-te ? E depois… E depois uma casa retirada. Cortinas nas janelas enfeitadas, Tu me esperando… eu vindo do quartel… A nossa casa um pequenino céu, Aberto a vinda de um herdeiro… Meu sonho, meu sonho derradeiro, Foi de beijar-te antes de morrer. Mas ao golpe frio da granada, Beijei apenas a terra ensangüentada. Mamãe, minha noiva, aqui se encerra Uma história de sangue, esta é a guerra. Não chorem. Tudo é terminado Rápido como coisa de soldado… Mas mamãe… Se novamente a pobre humanidade Mais uma vez em busca da verdade Rufar seus tambores sobre a Terra Anunciando mais sangue e outra guerra, Se outro filho a Pátria te exigir, Sem lágrimas mamãe, deixe-o ir… Embora te destrua o coração, Ainda que te alquebre a agonia Faça-me um favor mamãe, Peça a esse irmão, Para que seja também da INFANTARIA !

PE Bendl e PE Cassal

Exemplo dos Valores da Infantaria Sargento Rigoberto Souza – 11º Regimento de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira

 

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24 de Maio – Dia da Infantaria – A Rainha de Todas as Armas

Ontem, dia 24, o Exército Brasileiro comemorou o Dia da Infantaria, que é considerada a Rainha das  Armas. A infantaria é muito mais do que uma concepção militar da guerra; ela é a consolidação das virtudes que devem forjar um guerreiro, já que para a infantaria não há meio termo, pois cabe ao infante a coragem, a determinação, a superioridade sobre a adversidade e o cumprimento da missão sob quaisquer circunstâncias, mesmo que para tanto, seja necessário perder a vida, e essa última instância faz parte da atividade da infantaria.

 

Um grande exemplo de soldado da infantaria brasileira

A TODOS OS ABNEGADOS SOLDADOS DE INFANTARIA QUE, INDEPENDENTEMENTE DE POSTO OU GRADUAÇÃO, SÃO OS EXEMPLOS DE VIRTUDE E CORAGEM NO GRAU MAIS ELEVADO! PARABÉNS!

Infantaria Brasileira no 14º Batalhão de Infantaria

 

Patrulha de Infantaria – A Morte no Caminho

Depois das frustradas operações brasileiras sobre Monte Castelo, toda as ofensivas Aliadas nos Apeninos foram suspensas com a chegada do inverno italiano, essa fase da guerra se estendeu até fevereiro de 1945, quando se deu início a ofensiva do V Exército no Teatro de Operações da Itália.

No período compreendido entre dezembro de1944 afevereiro de 1945, as operações contra os alemães se resumiram as constantes patrulhas que objetivavam capturar inimigos e monitorar a movimentação e manutenção da linha de frente. Esse árduo trabalho foi desempenhado de forma brilhante pelas tropas brasileiras, tanto que o pracinha brasileiro ficou conhecido por ser um bom patrulheiro. Nomes como o sargento Max Wolf e tenente Iporan eram reconhecidamente exímios nesse tipo de operação.

Essa atividade, bem característica da infantaria, consiste em um ou mais grupo de combate (CG) ou até mesmo um pelotão, sempre atuando próximos ou nas linhas inimigas. A patrulha é uma atividade de enorme risco e não raramente vidas são perdidas no cumprimento dessa missão.

Diário de Guerra – a FEB em Quadrinhos

Com a indicação de André Monteiro:

Fonte:

http://www.bigorna.net/index.php?secao=gibizoide&id=1300553461

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Já dentre os artistas brasileiros dos quadrinhos que durante os anos 60 do século passado tiveram a oportunidade de escrever e desenhar sobre histórias de guerra, seguiram a linha de Kanigher, e como o Brasil também teve sua participação, sua importância no desfecho do conflito da II Guerra Mundial, não faltaram histórias, não faltou inspiração! Os soldados e oficiais da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que entre erros e acertos cumpriram valorosamente sua missão nos campos de batalha da Europa, já haviam se tornado conhecidos personagens de gibis (em títulos como Conquista e Combate), quando na metade final dos anos 1960 a Gráfica & Editora Penteado (GEP), de Miguel Falcone Penteado, lançou nas bancas o gibi Diário de Guerra, propondo aos leitores logo na capa do primeiro número a chamativa advertência de que se tratava de “uma revista de guerra diferente”. E talvez tivesse mesmo razão: publicando HQs produzidas exclusivamente por artistas brasileiros (ou estrangeiros aqui radicados), muitas das histórias lançadas nesta revista mostravam personagens profundamente humanizados, revelando aos leitores situações reais vividas pelos pracinhas brasileiros – não foi a toa que, dentre os roteiristas da GEP estava Alberto André Paroche, um legítimo ex-pracinha que havia visto de perto os horrores, e, paradoxalmente, a solidariedade nos conflitos bélicos na II Guerra. Garth Ennis, badalado roteirista da moçada de hoje em dia, que se destacou pela excessiva violência explícita com que narra suas histórias, na GEP seria no máximo contínuo, ou office boy. Coube a mim a sorte de encontrar quatro números desta coleção, num sebo na cidade paulista de Bauru: os números 1, 7, 8 e 10, lançados nas bancas brasileiras provavelmente entre os anos de 1968 e 1969.

A seguir vamos comentar mais detalhadamente cada um destes gibis:

Diário de Guerra # 1 estréia com a HQ chamada “Mêdo” (na época ainda se grafava o acento circunflexo), escrita por Paroche e ilustrada pelo grande Rodolfo Zalla, argentino de alma brasileira. Retratando a situação de alguns pracinhas da FEB, fala exatamente daquele sentimento, ou daqueles sentimentos que mais afligem os soldados de qualquer nação: quando a covardia e a coragem se confundem, as conseqüências podem ser trágicas. É também da dupla Paroche-Zalla a segunda história deste primeiro número, “Cláudia”, uma fascinante love story nos campos de batalha italianos. Um pracinha se apaixona por uma jovem italiana que tivera o rosto deformado por soldados alemães (e que ainda haviam matado seu pai). A feiúra na face da moça não impede o amor devotado pelo soldado brasileiro. De volta ao combate, ele tem chance de se vingar dos algozes de Cláudia, mas ao retornar para a cidade onde a encontrara, receberá uma péssima notícia. Completa esta primeira edição de Diário de Guerra “Uma Nova Esperança”, que não fala sobre a FEB, mas um relato banal sobre confrontos entre americanos e chineses, mas não seriam coreanos, não? Huum… Escrita e desenhada por Osvaldo Talo (que, assim como Zalla, é um argentino apaixonado pelo Brasil), se o roteiro parece pouco inspirado, seus desenhos dinâmicos muito valorizam a HQ.

Diário de Guerra # 7 traz belíssima capa de Rubens Cordeiro, e começa com “O Grande Covarde”, escrita por Milton Mattos e desenhada pelos irmãos Edno e Edmundo Rodrigues (o notável autor de Jerônimo Herói do Sertão, entre tantos outros personagens em Quadrinhos). No confronto com os alemães, um soldado da FEB angariava forte antipatia dos oficiais e dos colegas, pois se mostrava como um fervoroso cristão e por isso se recusava a tirar a vida de outrem. Ganhou o apelido de “Bíblia”, pois vivia citando os versículos sagrados aos companheiros, mesmo diante de fogo cerrado. Mas, quando a “cobra vai fumar” (o lema dos combatentes em ação), “Bíblia” surpreende pela impetuosa coragem – e sempre agindo como deve agir um bom cristão. Os irmãos Rodrigues se destacam por mostrar nas HQs um estilo que se assemelha ao do mestre Joe Kubert. Segue o número 7 com memorável HQ escrita e desenhada por Rodolfo Zalla, chamada “O Equilibrista”, que aborda um tema comum à FEB: a diversidade dos pracinhas, não só regionais mas também nos ofícios & profissões dos soldados que formavam as tropas. Aqui, um telefonista e um equilibrista de circo é quem vão tentar resolver a parada, cortando fios que eram essenciais para as comunicações entre os inimigos. Esta HQ foi republicada anos depois, já na década de 1980, num gibizão da Editora Ninja de Fernando Mendes, Pelotão Suicida (que é, a propósito, o nome de outro gibi de guerra contemporâneo do Diário de Guerra, mas lançado por outra editora, a Jotaesse).

A sétima edição se encerra com chave-de-ouro, com outra notável HQ da dupla Paroche-Zalla: “Santa Maria Villiana”, onde o próprio Paroche é o narrador, lembrando um episódio ocorrido realmente, uma batalha em destroçada cidade italiana onde o roteirista e ex-pracinha perdeu muitos de seus colegas, e muitos alemães perderam a vida também – mas nem o bombardeio conseguiu destruir a imagem da Santa Maria. Pode-se “acusar” esta HQ de ser amargurada e pessimista, mas não foram estes os sentimentos predominantes durante os conflitos? É perfeitamente compreensível que um participante, em espectador vivo e presente daqueles tristes acontecimentos, traga em seu coração algumas mágoas, alguns traumas, sentimentos e lembranças muito difíceis de se lidar.

Diário de Guerra # 8 traz linda capa do grande Sérgio Lima (profícuo ilustrador que na GEP ficou conhecido por seu traço em Lobisomem e também na revista da Múmia, ilustrando roteiros de Gedeone Malagola), e abre com “Fim-De-Semana No Front”, outra escrita por Milton Mattos e ilustrada por Edno & Edmundo Rodrigues. Dois pracinhas, Tião Pretinho e Mangueira, querem aproveitar uma pequena folga entre uma batalha e outra e tentar descolar algumas gatinhas na cidade de Nápoles (famosa por suas belas e jovens mulheres), mas a guerra não dá trégua e os dois combatentes, ambos tidos como “alterados” (indisciplinados) por oficiais & colegas, mostram muita coragem na hora do “vamos-ver”. Uma chance para o roteirista Mattos abordar outros assuntos como racismo, malandragem, religiosidade e amizade. Paroche-Zalla retornam com tudo em “À Sangue Frio”, história violentíssima que acaba comovendo até mesmo o lado inimigo – uma boa chance para mostrar aos leitores um fato histórico comprovado por autores como Hélio Silva e César Maximiano, e desconhecido da maioria das pessoas: a dignidade dos soldados alemães em combate. Maxiamiano comprova, em seu livro sobre os pracinhas da FEB, Onde Estão Nossos Heróis, que nos diversos campos de batalha por toda a Itália eram encontradas lápides improvisadas, grafadas em alemão, homenageando o guerreiro inimigo morto em combate – os soldados brasileiros, por seu lado, faziam o mesmo sempre que tinham oportunidade de enterrar algum “bosche” (o respeito mútuo que existia entre os combatentes brasileiros e alemães é algo que merece mesmo maior estudo dos historiadores). Encerra esta outra notável edição de Diário de Guerra mais uma do trio Mattos-Edno & Edmundo Rodrigues: “Homens Contra Tanques”, muito mais do que mostrar atos de heroísmo dos pracinhas, toca num outro assunto que foi muito marcante durante a participação brasileira, especialmente nos primeiros meses de recrutamento: as rusgas entre eles próprios, tão diferentes eram entre si os soldados convocados para a guerra. Nesta história, Maritaca e Bahia, dois pracinhas do Regimento Sampaio, trocam tantas ofensas que o sargento não agüenta e manda os dois resolveram a coisa no muque. Exaustos de tanto trocar porrada, ambos finalmente vêem-se obrigados a ajudar-se mutuamente quando são atacados por tanques alemães. Resolvida a parada com os blindados, ainda restavam as velhas rusgas a se acertar.

A História em Quadrinhos na Segunda Guerra – Comics

A Segunda Guerra foi um terrível evento na história da humanidade, contudo não podemos desconsiderar os parâmetros que surgiram para consolidar ideias, pensamento e tecnologias que seriam utilizando através nos anos posteriores da guerra.

A História em Quadrinhos passou a ser utilizada como instrumento de propaganda dos países envolvidos, não por acaso, personagens nacionalistas ou estereotipados passaram a fazer parte dos Comics americanos, ingleses, alemães e da maioria dos países envolvidos no conflito. Grandes Heróis como Capitão América e Super-Homem nascem para a Segunda Guerra ou ganham novas características para enfrentar a nova ordem mundial. Sem qualquer cerimônia esses novos instrumentos são utilizados de forma indiscriminada para o esforço de guerra. Isso traz esperança para os povos envolvidos, permitindo que o moral do povo no front doméstico possa estar sempre elevado. Eis alguns exemplos, americanizados é verdade, mas importantes para a História da Guerra:

O BLOG nas Redes Sociais

   Estamos disponibilizando no Facebook, no Orkut e no Twitter três canais de comunicação e debate do BLOG. Nas Comunidades vamos disponibilizar, além dos debates todas as fotos já publicadas pelo BLOG, fazendo republicações dos mais de 500 posts que já passaram pelo BLOG.

 Adicionem as comunidades e sigam no Twitter que teremos bons debates e surpresas legais:

FACEBOOK

http://www.facebook.com/profile.php?id=100003850068831

 

ORKUT

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=122476866

 

Twitter

https://twitter.com/#!/mirandahistory

 

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Análise Histórica Fotográfica da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos realizar pequenas e rápidas análises fotográficas da Segunda Guerra para compor um cenário total. Não vamos obedecer uma ordem cronológica dos eventos, vamos apenas detalhar as fotos sem uma ordem de apreciação. O objetivo e entender cada situação que é mostrada da fotografia.

A foto arremata para uma reflexão sobre os esforços das baterias antiaéreas que foram exigidas exatamente de acordo com a direção da guerra. Inicialmente usada ao extremo na defesa dos céus de Londres em uma defesa desesperada, e posteriormente utilizada na defesa da Alemanha em uma tentativa de diminuir os estragos causados pelos bombardeios intermináveis.

O transporte de tropas americanas para compor o primeiro escalão dos desembarques na África. Os Estados Unidos realizava o primeiro contato com tropas do Exército fora do pacífico, e muito se esperava dos americanos, principalmente os ingleses, já que tinham como prioridade o fim das atividades de Rommel nesse front, seria o primeiro êxito real de tropas aliadas contra a Alemanha.

Um soldado ferido em combate da África e recolhido a hospitais de campanha não tinha seu sofrimento encerrado, depois de tratado. Havia ainda a precariedade das condições materiais e as dificuldades climáticas.

Durante todas aquelas campanhas, os alemães e italianos tiveram 620.000 mortos, enquanto os ingleses perderam 220.000 homens, e as mortes norte-americanas na Tunísia foram de mais de 18.500 homens. A vitória dos Aliados na África do Norte destruiu, ou neutralizou, cerca de 900.000 soldados alemães e italianos, abrindo uma segunda frente contra o Eixo, além de permitir a invasão da Sicília e da parte continental da Itália em meados de 1943, além de aniquilar a ameaça do Eixo aos campos de petróleo do Oriente Médio e às linhas de abastecimento para a Ásia e a África. Isso foi extremamente importante para o desenrolar da Segunda Guerra Mundial.

Depois das tentativas de paz com os o Japão, os Estados Unidos foram surpreendidos pelos ataques a Pearl Harbor e consequentemente iniciar sua campanha no Teatro de Operações do Pacífico, contudo as operações militares começavam a se equivaler entre duas nações cujo poderio naval eram semelhantes nesse período.

Depois que Batalha sobre a Inglaterra perdeu o ímpeto, a saída mais lógica para Hitler era realizar um bloquei naval contra a Inglaterra com o objetivo de minar economicamente o inimigo, para tanto era necessário que as operações de UBoots fossem intensificadas, principalmente no Atlântico Norte que era a rota natural dos suprimentos oriundo dos Estados Unidos.

Um soldado que lutou nas pequenas ilhas do pacífico foi participante de uma dos conflitos mais duros da história das guerras. Os combates eram desgastantes e intensos e o isolacionismo das tropas tinham um efeito devastador no moral da tropa. Muitos permaneceram meses estacionados em ilhas que nada tinham a oferecer exceto privações.

O ímpeto combativo do soldado japonês era muito diferente do pensamento que se fazia deles antes da guerra. Considerado pelo comando militar americano como um soldado desnutrido, sem preparo e intelectualmente inferior, quando iniciou os primeiros combates toda a mística cai por terra. O soldado japonês estava disposto a lutar até a morte pelo seu imperador, um exemplo era o índice de rendição era quase zero entre as tropas de infantaria, e infligiam baixas explodindo granadas quando todos esperavam a rendição.

As tropas alemãs deixaram o mundo perplexo com as conquistas rápidas e devastadoras sobre os Países Baixos e França. Esse novo exército utilizavam técnicas concebidas no período entre-guerras mas que só existiam nas teorias de von Seeckt e no disposição de Guderian de utilizar blindados para moaobras estratégicas de tropas. O mundo prendia a respiração para ver os próximos passos de uma Alemanha de força militar muito superior a visão expansionistas da Grande Guerra.

Hitler em sua casa, conhecida com Berghof, local de encontro da cúpula nazista e onde ele recebeu chefe de Estados, inclusive o Primeiro Ministro Chamberlain. Hitler comprou essa casa com o dinheiro da venda de seu livro, Mein Kampf.

O Fusca Nasceu no Reich Nazista

Adolf Hitler, o futuro líder da Alemanha, esboçou um desenho do que viria a ser um dos carros mais populares da história. No verão de 1932, enquanto almoçava em um restaurante em Munique, inspirando pela admiração e amizade a Henry Ford, formulou um engenhoso plano: para reduzir o desemprego, iria implantar um programa massivo de obras públicas, incluindo super-rodovias, para tanto era necessário desenvolver um carro totalmente idealizado ao estilo alemão de luxo e baixo custo de produção. Hitler entregou o desenho para o chefe da Daimler-Benz, Jakob Werlin e disse para ele levar para pessoas que entendem mais disso do que ele, mas que ele gostaria de saber se era possível fazer um veículo com aquelas linhas.

Havia apenas um automóvel para cada 50 alemães, com comparação com um para cada cinco nos Estados Unidos, já que a maioria dos trabalhadores usavam a bicicleta ou transporte público como meio de transporte.

Hitler não foi o primeiro a conceituar super-rodovias e carros a preços acessíveis, mas quando ele assumiu a liderança da Alemanha em 1933, procurou Ferdinand Porsche, mas esse estava enfrentando sérios problemas. Erwin Komenda, o designer-chefe da Auto Union, estava trabalhando no desenvolvimento de um veículo com a ajuda de um túnel de vento. Ele se voltou para o projeto e construiu o protótipo do carro mais fabricado do século XX. Uma pequena equipe de engenheiros iria iniciar o desenvolvimento a partir de 1934.

 Existem outras considerações do texto acima e fontes de consultas que devem ser levadas em consideração quando na afirmativa de Hitler teria “criado o fusca”. Uma das fontes repassadas foi http://www.volkswest.co.uk/beetle_history.html

esboço creditado a Hitler, contudo há sérias controvérsias sobre a origem desse desenho, contudo nenhuma delas comprovada.

O carro popular do alemães

Apresentação do Protótipo

Charges e Cartoons Políticos da Segunda Guerra – Parte 02

Uma visão, em sua maioria americana, de Hitler que circulou na imprensa antes e durante o envolvimento dos Estado Unidos na Segunda Guerra.

 

Interessante Cartoon que exemplifca o momento vivido na America do Sul nos anos anteriores a Declaração de Guerra com os EUA. O Brasil e os demais países tinham uma forte influência nazista.

 

O início do desmoronamento nazi.

 

A Boa e Velha Coca-Cola Alemã

 

Notícias do Posto de Comando – 17 maio 2012

 Pessoal vamos inaugurar uma espaço para as notícias de interesse geral para historiadores, escritores, aficionados, estudiosos, pesquisadores,  Forças Armadas, professores, modelistas, associações, confrarias e etc.

Se você quer divulgar, pode enviar email para blogchicomiranda@gmail.com. Teremos o maior prazer em postar aqui. E o que melhor, “de graça”, desde que seja de interesse geral.

NOTÍCIA

LANÇAMENTO DO LIVRO

Título: Torpedo, o terror no Atlântico

Autor: Marcus Vinicius

Tema – O tema central é o torpedeamento dos navios mercantes brasileiros por submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. Há também uma abordagem do patrulhamento do Atlântico Sul feito pela Marinha do Brasil e pela recém-criada Força Aérea Brasileira.

Formato projetado – 16 x 23 cm

Nº de páginas – 286

Ilustrações – 79 fotografias

Capa – ilustração a cores

Preço – R$ 50,00 com frete postal incluso

O Autor enviou convite para o BLOG para o lançamento do livro. Agradecemos e oporturnidade e divulgação esse importante trabalho para a historiografia brasileira.

Contato com o autor:

mv.arantes@hotmail.com

NOTÍCIA

Comunidade do Orkut

 Para aqueles que acham que o Orkut está acabado, pois ainda é o melhor para debates e exposição de ideias. E uma das comunidades que queremos promover através de um debate responsável sem tendenciosismo, mas principalmente centrado em um argumento histórico é a de Adolf Hitler – Biografia ®. Se você tem ou pretende ter uma visão histórica sobre Hitler, sua obra e sua vida, sem qualquer tendência filosófica ou ideológica, mas puramente Histórica, pode entrar nessa comunidade que você não vai se arrepender.

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=122206981

NOTÍCIA

Dia 24 de maio

Para aqueles que não sabem, no dia 24 de maio é dia da Infantaria e o BLOG tá trazendo uma homenagem aqueles que são exemplo de coragem.

NOTÍCIA

Indicação de Livro e Artigo

Coronel Lima Gil indicou e eu estou lendo e adorando, o livro é O OUTRO LADO DA COLINA, escrito por ninguém menos que o historiador estrategista Liddell Hart, expondo de forma brilhante a visão dos generais germânicos sobre a Segunda Guerra.

Um excelente artigo sobre o livro é do BLOG do Júlio César, Sala de Guerra, confiram:

http://saladeguerra.blogspot.com.br/2009/09/livro-o-outro-lado-da-colina.html

 

Categorias:Guerras, História

O Pai da Blitzkrieg? Uma Visão dos Blindados

Hans von Seeckt foi nomeado para o cargo de chefe do Reichwehr da República do Weimar, que era o Exército de Defesa da Alemanha, segundo o Tratado de Paz de Versalhes. Esse Exército estava reduzido a um efetivo de 100 mil homens, sendo 4000 oficiais e 96 mil praças e constituía a única força autorizada a manter a defesa do território alemão após 1919.

Seeckt realizou uma prodigiosa mudança no comportamento e na qualificação da tropa, realizando um treinamento profissional desse efetivo, mesmo sob as severas imposições do Tratado. Ele foi um dos primeiros generais a lançar as bases para a Blitzkrieg, defendendo a especialização de unidades relativamente pequenas, mas empregada com grande mobilidade nos campos de batalhas contra grandes efetivos de tropas inexperientes e mal formadas. Esse pensamento revolucionário deixava de lado o conceito de guerra estática e tornava evidente a criação de uma nova metodologia de combate. Para ele, os grandes efetivos de conscritos eram um enfardo desastroso para as futuras batalhas, pois os jovens seriam mais bem utilizados para os fins da guerra, trabalhando na indústria e fornecendo material bélico de primeira linha para os soldados profissionais. Outro efetivo, menos experiente, poderia ser utilizado como tropa de ocupação e reservas, buscando um aprimoramento e adquirindo a experiência necessária para entrar na linha de frente.

Contudo dois elementos importantes ficaram de fora da análise de emprego de tropas, segundo os conceitos que seriam empregados pelos alemães durante a Segunda Guerra, a utilização da aviação contra tropas inimigas, o que, para Seeckt, a Força Aérea deveria ser empregada especificamente para neutralizar a aviação inimiga e não na ofensiva contra tropas em solo. Um segundo conceito era a utilização de blindados para alcançar a mobilidade necessária nos campos de batalha. Nesse último caso, coube ao general Heinz Guderian a consolidação e aperfeiçoamento das técnicas de emprego de blindados na composição de uma guerra ofensiva de alta mobilidade que ficou consagrada como “Guerra Relâmpago”.

Portanto vamos verificar nas fotos abaixo alguns blindados que foram criados para alcançar a mobilidade ignorada por Seeckt e aperfeiçoada por Guderian, cujo o resultado já é notório para a História.

Fonte: O outro lado da Colina – Liddell Hart

A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – O Retorno

 Mais uma série das mais loucas da Segunda Guerra.

AMAN e ANVFEB-PE entregam Medalha Aspirante Mega – Reconhecimento Histórico

            A Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Seção Regional Pernambuco fez a entrega da Medalha Aspirante Mega no dia 10 de maio, na Academia Militar das Agulhas Negras, ao cadete primeiro colocado do terceiro ano do Curso de Infantaria, sendo agraciado com a honraria após participar do exercício da liderança, cuja execução visa desenvolver atributos das áreas afetiva, cognitiva e psicomotora, inerentes ao futuro comandante dos pelotões da Arma de Infantaria.

            Esta prova é realizada em uma única oportunidade durante o ano de instrução, sendo desencadeada ao longo de três jornadas ininterruptas. Ao longo deste período, os cadetes são submetidos a intensos esforços físicos, sendo avaliados quanto à sua capacidade de comando sob condições adversas, as quais buscam a imitação das extenuantes situações de combate.

            O nome dado à prova foi inspirado na heroica ação de combate desencadeada pelo Aspirante Francisco Mega, único Aspirante a oficial a tombar em combate no Teatro de Operações da Itália. No dia 15 de Abril de 1945, ele lançou-se à frente do seu pelotão contra as tropas inimigas instaladas na Cota 778 à leste da cidade de Montese e, mesmo sendo ferido mortalmente  no momento do assalto, buscou  a motivação dos seus homens na manutenção do ataque, proferindo as seguintes palavras: “Porque estão parados em torno de mim? A guerra é lá na frente. Quem está no fogo é para se queimar! Estou aqui por que quis! Se vocês estão sentidos com o que aconteceu, vinguem-se acertando o comandante deles! De nada valerá o meu sacrifício se não conquistarem o objetivo. A minha vida nada vale, a minha morte nada significa diante do que vocês ainda tem para fazer . Prossigam na luta…”

            Através deste legado deixado pelo Aspirante Mega, o Curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras, por meio da referida prova, procura forjar o caráter militar de cada um dos seus Cadetes.

           A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira sente-se honrada em poder agraciar estes Cadetes que souberam enfrentar com bravura e dignidade as dificuldades impostas, honrando a memória dos nossos verdadeiros Heróis.

“Conspira contra sua própria grandeza,  o povo que não cultiva os seus feitos heroicos”

Aspirante Francisco Mega

 

 

Foto da Turma do Aspirante Francisco Mega da Escola Militar de Realengo – 1942

Charges e Cartoons Políticos da Segunda Guerra – Parte 01

Vamos iniciar hoje uma nova série que considero uma das melhores já publicadas sobre o tema. A primeira é sobre os Cartuns e Charges Políticos da Segunda Guerra, essa arma de propaganda foi utilizada até o limite nos países envolvidos, desde a depreciação do inimigo até a venda de título de guerra. A segunda série é sobre os Quadrinhos de Heróis que surgiram durante o conflito e se perpetuou depois da guerra como agente de propaganda, principalmente americana.

O Turismo Militar Durante a Segunda Guerra: Integração Cultural

Antes mesmo de falar em globalização a Segunda Guerra proporcionou uma integração cultural inimaginável. Houve um deslocamento forçado de milhões de soldados de diversos países que enfrentam o flagelo da guerra ou que participaram diretamente do conflito, tais como o Brasil e Estados Unidos. Nesse aspecto, cidades italianas, francesas, belgas, polonesas, tchecas, holandesas e tantas outras que foram ocupadas pelos alemães e, posteriormente, libertadas pelos Aliados, tiveram a chance de respirar economicamente oferecendo serviços e depois faturando com o turismo de guerra. Exemplo desse tipo de atividade econômica eram os “Passes Livres”, que eram oferecidos aos soldados para um breve descanso em cidades como Paris e Veneza. Outro aspecto importante foi o envolvimento entre os militares e as mulheres dos países locais, fenômeno também verificado por ocasião da ocupação alemã. Não foram poucos os casos de italianas que deixaram seu país para se casarem no Brasil. Na França há casos de americanos que não retornaram mais para a América. Já a relação entre as forças de ocupação e os homens locais nem sempre eram amistosas, na verdade, entre as diversas tropas de países diferentes sempre houve brigas e quebra-quebra. Essa integração, inimaginável antes da guerra, tornou a Segunda Guerra um dos primeiros eventos da História a permitir a integração de culturas.

Os Uniformes e Soldados Mais Estranhos da Grande Guerra – Parte IV

Essa Primeira Guerra foi bastante estranha, pois projetou a tecnologia que seria desenvolvida ao longo do século XX, mas também deixou evidente equipamentos, uniformes e armas que foram utilizadas nos séculos anteriores. No final das contas é um grande divisor de águas em tecnologia militar. Vamos apreciar esses estranhos e, porque não dizer, hilários exemplos:

Eu Juro, tem um soldado ai dentro!

Fico pensando o cara combater com esse negócio, deveria ter uns50 kilos. Acho que houve cavaleiro medieval bem mais flexível para o combate

O que é isso? Super-homem da Primeira Guerra? Homem de Ferro?

Frente e Verso!! KKKKKKKKK

Série: As Maiores Snipes da Segunda Guerra – Parte Final

Em poucos momentos na História a mulher demonstrou tão bravura em combate e tanta coragem quanta as Snipes soviéticas. Observando o número de baixas causadas por elas e os atos de bravura individuais chega a ser assustador. Segue alguns exemplos:

Como um franco-atirador, Olga Vasilyeva atacou pela primeira vez em 1943 e matou 185 alemães no total. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, ela voltou para Voronezh, condecorada com a Ordem da Guerra Patriótica e a Ordem da Estrela Vermelha.

Natalia Kovshova nasceu em Ufa em 1920 e juntou-se à frente, em outubro de 1941.

No dia 14 de agosto de 1942, o regimento de Natália estava combatendo perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na região de Novgorod. Dois Franco-atiradores resistiram à ofensiva alemã nas trincheiras. Os soldados russos foram mortos um após o outro. Natalya era um dos poucos que permaneceu viva, ela foi ferida. Então decidiu puxar o pino da granada, e esperar para explodir os soldados alemães quando chegaram à trincheira.

Quando os alemães finalmente chegaram à trincheira, Natalya detonou as granadas, matando-se juntamente com muitos soldados alemães. Ela recebeu postumamente o Herói da União Soviética, em reconhecimento do seu sacrifício.

Maria Polivanova nasceu em uma aldeia na região de Tula, em 1922. Ela estava juntamente com Natália Kovshova quando detonaram as granadas na luta perto da aldeia de Sutoki-Byakovo na Região Novgorod em 14 de agosto de 1942. As duas morreram levando vários soldados alemães.

Inna Mudretsova matou 138 alemães, sendo seu primeiro alvo morto em 1943. Ela teve seu braço esquerdo amputado após um grave ferimento. Ela morreu pouco antes do 55º aniversário da Grande Vitória.

Nina Petrova nasceu em 1893, e no período da Segunda Guerra Mundial ela tinha 48 anos e não precisava lutar. No entanto, se juntou ao exército e matou 122 alemães. Ela morreu em um acidente de carro em 01 de maio de 1945.

Snipers Catherine Golovakha (à esquerda) e Nina Kovalenko (à direita).

Elizabeth Mironova matou 100 inimigos. Ela morreu em 1943 na defesa de Novorossiysk

Nina Lobkovskaya matou 89 inimigos

Maria Koshkina (Tkalich) matou 85 ocupantes fascistas começando como instrutora médica e, em seguida, se tornou sniper. Quando ela foi ferida na perna, continuou atuando como instrutora de médicos e socorrista. Ela nunca usava qualquer uma de suas medalhas e ordens de condecoração quando ela estava em casa na região de Leningrado, porque “recebeu por matar pessoas”.

Lyubov Makarova matou 84 alemães. Após o fim da guerra, voltou para Perm, sua cidade natal.

Alexandra Vinogradova matou 83 alemães

Julia Belousova matou 80 inimigos

Roza Shanina matou 75 inimigos. Ela insistiu em entrar para o exército, embora tivesse apenas 16 anos. Ela teve aulas e começou nas funções em 1944. Ela morreu em uma batalha em 28 de janeiro de 1945.

Yevgenia Makeeva matou 68 inimigos