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Especial: 08 de Maio de 1945 – A Rendição!


Amanhã, estamos comemorando 67 anos do fim da guerra na Europa. Realmente a data deve ser lembrada e refletida para que possamos, como civilização, entender o contexto de toda a guerra, suas causas e consequências para o mundo hoje. E isso é História, é o principal instrumento para que os homens possam utiliza e entender os erros do passado e caminhar para o futuro com a ponderação necessária a paz, o respeito a sobrevivência dos povos e seu direito de existir, tudo que a Segunda Guerra ensinou para uma geração que sofreu como nenhuma outra, e as futuras pudessem entender tudo isso! Aprendemos?

 Para lembrar a DATA vamos publicar um Especial hoje e amanhã tentando realizar uma análise histórica do conflito, com fotos inéditas e artigos dos mais variados.

Artigo: A Rendição e suas consequências

No dia 08 de maio de 1945 deu-se oficialmente a rendição alemã, pondo um fim ao conflito que se arrastava desde setembro de 1939. Apesar da continuação da Segunda Guerra Mundial no Teatro de Operações do Pacífico, o principal inimigo das nações Aliadas na Europa assinava sua rendição incondicional após uma última e desesperada batalha por sua capital, Berlim. Hitler não representava mais perigo desde 30 de abril, quando se suicídio em seu bunker, muito embora ainda haja aqueles que sustentem a teoria de que o Fürher não morrera sob essas circunstâncias. Esse dia marca o início de um novo processo que lançaria o mundo em um novo paradigma entre dois blocos de influência, os vencedores se dividiriam em socialistas e capitalistas e a Alemanha seria o centro nervoso da chamada Guerra Fria.

Em 1945 a Grande Guerra Patriótica da União Soviética teria oficialmente assegurado à vitória em 09 de maio, data que muitos países consideram a fim da guerra da Europa, já que as condições de rendição foram vazadas para impressa ocidental antes de sua divulgação, fazendo com que países como Inglaterra e França festejassem o fim da beligerância antes da divulgação oficial. Contudo, no dia 07 houve a primeira capitulação geral em Reims, mas Stálin deu ordens expressas sobre a cerimônia de rendição, e deveria ser em Berlim.

É importante pontuar que a partir desse momento o mundo, e os próprios Aliados, já olhavam com desconfiança para a União Soviética, principalmente porque as ações em Berlim que deixaram a capital alemã totalmente nas mãos dos Vermelhos, e ainda havia a influência nos Estados fronteiriços libertados como a Polônia, Tchecoslováquia, Hungria e Bulgária. Eram muitos países potencialmente influenciados pelo Comunismo e isso incomodava os aliados acidentais. Na Conferência de Potsdam se considerou as áreas de influência e a divisão da Alemanha em zonas de ocupação: Francesa no sudoeste, Britânica a sudoeste, e americana no sul e soviética no leste, essa formação durou até 1949 quando os setores se franceses, britânicos e americanos se tornaram a Alemanha Ocidental (RFA), com capital em Bonn, enquanto o setor soviético se transformou na República Democrática Alemã (RDA) ou simplesmente Alemanha Oriental. O caso mais grave era exatamente Berlim, sendo uma ilha no lado soviético, ficou dividida entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental. Essa era as consequências geopolíticas do pós-guerra que permeou o mundo por 45 anos.

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  1. Tayná
    07/05/2012 às 10:48 PM

    amanha é dia de refletir, pensar em quantas pessoas perderam a vida injustamente, na dor das pessoas, para que possamos não repetir tantos erros, e também, ajudar mais, pensar mais no próximo

  2. Francisco Bendl
    08/05/2012 às 9:04 AM

    Jamais se viu explosão de alegria igual na Europa quando foi informado o fim da Segunda Guerra Mundial.
    Entretanto, no Pacífico, a guerra continuava cada vez mais sangrenta, cada ilha disputada morte por morte e, o mundo, ainda seria testemunha da maior arma que o homem já fizera na história, a Bomba Atômica!
    Portanto, a Segunda Guerra teve dois finais como eu escrevi acima: Europa e Ásia. Quando o Japão finalmente se rendeu aos americanos, o maior conflito da história havia durado seis longos anos.
    Um prejuízo em vidas e materiais incalculável! Os números são estratosféricos, e difíceis de se compreender mesmo passados 67 anos do seu término.
    O transcurso desta chacina em nível mundial propiciou vários outros episódios paralelos na suas crueldades: perseguição aos judeus, crimes dos japoneses contra os chineses, disputas entre o comunismo e capitalismo, massacres étnicos.
    A se lamentar, que os dias 8 de maio e 2 de setembro, ambos em 1.945, representando o fim da guerra na Europa e com a rendição do Japão, respectivamente, não enjejou para a humanidade o término de suas desavenças.
    Ainda hoje, existem palcos formados às revoluções, às guerrilhas, aos conflitos localizados.
    Os setenta milhões de mortos produzidos pela Segunda Guerra não foram suficientes para que a humanidade aprendesse a resolver seus dilemas sem a bestialidade do uso de armas, da superioridade em exércitos, em ódios racias.
    De forma inacreditável, após a Segunda Guerra, JÁ MORRERAM MAIS PESSOAS EM CONFLITOS dos que pereceram naquele sangrento episódio internacional.
    Não houve Continente que escapasse da fúria de alguma revolta e, alguns, contabilizando milhões de mortos, com ênfase especial na África e Ásia.
    Respeitosamente eu não comemoraria o fim da Segunda Guerra porque de fato ela não terminou. De alguma maneira ainda estamos todos envolvidos em guerras paralelas, manipulados por regimes e sistemas políticos que não se preocupam com o ser humano, que não o valorizam, que o desprezam.
    Apenas como exemplo, eu diria ser absolutamente inaceitável e inexplicável, que milhões ainda MORREM DE FOME em pleno século XXI; que milhões ainda MORREM DE DOENÇAS que já deveriam ter sido debeladas há tempos, tais como, Febre Amarela, Malária, Tuberculose, anemias, e assim por diante.
    Ao meu ver, esses dois dias que marcam o fim da Segunda Guerra, deram início a outras formas de massacres, que se não ocasionados pelas armas e bombas, pela incúria do ser humano!

  3. Mauro Moriarty
    16/05/2012 às 10:22 AM

    Quando finalmente chegou o fim da II Guerra mundial, o mundo leigo respirou aliviado e até comemorou, mas ainda era cedo demais, ainda haviam muitas perguntas graves que precisavam serem respondidas, se as massas que comemoravam tivessem alguma noção de politica mundial elas certamente teriam aguardado os vencedores se pronunciarem a respeito da nova ordem mundial que decidiriam que prevaleceria no mundo pós-guerra, no entanto resolveram comemorar e muitos se arrependeram pois a nova ordem mundial delineada nas conferencias de Casablanca, Teerã e Crimeia e que ganhou contornos finais em Potsdam, decepcionou muitos daqueles que comemoraram antes do tempo citemos aqui pelo menos um exemplo prático disso.

    Os Ingleses, povo que tem um triste histórico de mentiras nas relações exteriores e violência Imperialista foi comandado durante a maior parte do conflito por Churchill, cujo povo inglês demonstrou a devida consideração a que fazia jus substituindo-o em Potsdam por Atler chefe do partido trabalhista de oposição a Churchill.

    Churchill é reconhecido hoje por muitos especialistas como um dos principais fomentadores da II guerra mundial, perdendo apenas para Hitler, seu objetivo era claro para aqueles, donos de sua própria razão, manter a posição privilegiada Imperialista que seu pais desfrutava no mundo, e no seu entender o maior obstáculo do seu tempo era como sempre a forte Alemanha não porque ameaçasse a sobrevivência Britânica mas sim os privilégios quer obteve através de Imperialismo belicoso.

    Churchill era racista adepto da infame teoria Eugênista, desenvolvida na Inglaterra para justificar como necessária e altruísta a experiência Inglesa de escravizar e explorar povos inteiros. Para quem sabe ler nas entrelinhas consegue perceber o tipo que foi no inicio da II guerra, como primeiro Lorde do Almirantado, incentivou Chamberlain a não entrar em acordo com Hitler sobre o corredor Polonês e declarar guerra à Alemanha, assim que o fez Chamberlain perdeu seu Cargo de primeiro ministro, pois é claro o povo Inglês não estava a fim de ver seu povo morrer por uma ridícula faixa de terra chamada de “corredor” na Polônia. Quando Chamberlain caiu, coincidência, quem estava lá para substitui-lo Churchill, coincidência ou armação politica? Churchill ratificou junto aos Poloneses o tratado que tinha de ajuda caso essa viesse a ser atacada, a Polônia encheu-se então de esperanças vã baseada no incentivo a resistência por Churchill afastou irracionalmente qualquer possibilidade de entrar em acordo com a Alemanha sobre Danzig, (Chegou até a afirmar que dentro de uma semana estariam marchando nas ruas de Berlim), eles evidentemente estariam contando com um ataque decisivo dos Anglo-Franceses em direção ao Reno que determinaria a derrota da Alemanha numa guerra de duas frentes se atacasse a Polônia, mas a Alemanha atacou a Polônia com tudo o que tinha desguarnecendo as suas fronteiras ocidentais, mais que fizeram os aliados? Churchill ficou observando a agonia da Polônia, sem tomar nenhuma iniciativa, naturalmente esperava pelos Franceses que desejavam agir somente com a cumplicidade Inglesa, que pareciam mais querer ganhar sozinhos uma guerra em que não precisassem lutar, enquanto assistiam tudo da falsa segurança linha Marginot que acreditavam intransponível, enquanto isso a Polônia (que desesperadamente lutaria melhor que Franceses e Ingleses juntos) foi violentamente apunhalada pelas costas pela URSS, Churchill cujo único gesto pela Polônia foi a promessa mentirosa de ajuda militar que não cumpriu, e embora a Inglaterra tivesse um tratado de ajuda militar em caso de agressão que não discriminava agressor, foi conivente com os Russos e não lhes declarou guerra ou sequer rompeu relações diplomáticas com o agressor (Mais uma prova do oportunista descarado e amoral que foi).

    Durante um certo tempo o cinismo aliado fez um grande estardalhaço propagandístico do pacto Nazi-Soviético, como contraditório e imoral aquilo que ambas as partes pensava um do outro, sugerindo assim o mal caratismo de ambos os regimes, mas quando eles próprios tão hostis a URSS ou até mais resolveram aliar-se incondicionalmente a Stalin, a interpretação mudou, mas é claro essa mudança assim como todos os seus comportamentos suspeitos, contraditórios e explicitamente criminosos, se explicaria pela falácia dos fins justificam os meios, propagada pelo maquina de propaganda ideológica aliada na guerra, que dizia que Hitler queria dominar o universo e que tinha planos de extermínio que incluíam todos os seres humanos menos os Germânicos e isso é claro garantia que todos aqueles fracos e oprimidos tivessem aonde estivessem, a proteção dos “Bons” aliados, (Virando colônias deles, uma típica proteção do legendário personagem mafioso Hollywoodiano Dom Corleone, eu te ajudo em troca de sua alma ) e até dos seus “bons” amigos os Soviéticos (esses especialistas em “Limpeza ideológica” que “Deus os livrasse”).

    E no fim da guerra? Churchill foi eleito um dos personagens mais odiados da Polônia, pois se entrou na guerra para garantir a soberania da Polônia contra os nazistas, não fez nada para garantir de Stalin uma Polônia livre e soberana ou se tentou teve atuação como na maioria das vezes incompetente, não é a toa que Roosevelt confiava mais em Stalin que em Churchill sua ganância aos interesses imperialistas ingleses era descarado demais, ele só ficaria feliz quando o mundo fosse arrumado novamente de acordo com os interesses coloniais ingleses era incapaz de notar ao contrario de Roosevelt e Stalin que a conjuntura mundial mudara e já não havia lugar para os velhos e decadentes impérios coloniais, causas principais das I e II Guerras mundiais, aceitar as intenções de Churchill era no futuro garantir a III Guerra mundial pelo nacionalismo exacerbado, que o colonialismo despertava tanto na metrópole quanto na colonia .

    Depois da Polônia ele consegue envolver os infelizes Franceses na sua tramoia de derrotar e depois impor um armistício que reduzisse a Alemanha a impotência novamente, sentado na segurança de sua ilha bem protegida pela sua marinha de guerra ele assistiu a França ser destruída pela Wermacht, para atender a desesperada necessidade de apoio militar a sua aliada, Churchill enviou apenas um contingente aéreo-terrestre simbólico que não poderia ter nenhum peso na luta que se desdobraria, e esse contingente ainda fugiria vergonhosamente em Dunquerque. Foi então que a França finalmente se percebeu instrumento nas mãos do Inglês e pediu o armistício, o que irritou Churchill, pois ele queria que a França lutasse até o ultimo homem, para que a Inglaterra ganhasse todo o tempo que havia desperdiçado com sua politicalha estéreo, depois do armistício Francês e sem que a França esboça-se qualquer ato agressivo contra a Inglaterra Churchill ordenou que se bombardear-se a frota Francesa, alegando para o crime uma infame medida preventiva que o futuro revelaria injustificada (Quando a Alemanha invadiu Vichy em 1944 eles de espontânea vontade afundaram o restante de sua frota sem a necessidade de solicitação ou intervenção Inglesa).

    Churchill não seria totalmente bem sucedido nas suas intenções de supremacia Inglesa, mas também não totalmente fracassado, ele assistiria outro colosso representante da cultura anglo-saxã, uma antiga colônia inglesa e a mais bem sucedida os Estados Unidos da América, tomarem o lugar de tudo o que no passado representou o Império Britânico para o mundo, com a vantagem de se encontrarem num continente aonde não sofreriam competição de espécie alguma por potencia hostil e herdarem e expandirem um território nacional rico em recursos naturais, que lhes possibilitaria repudiar naturalmente uma politica colonialista e assestarem as bases da prosperidade e decisões mundiais nas mãos de organismos internacionais representativos e não mais de metrópoles monopolistas e centralizadoras que chamavam sua exploração de importante obra de civilização mundial.

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