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Memorial Day – NO BRASIL JÁ!


Hoje nos Estados Unidos comemora-se o Memorial Day, é um feriado onde se referencia a memória daqueles que morreram por seu país. Essa é uma cultura que, infelizmente, não temos e, muito provavelmente, nunca teremos. Nosso país, diferentemente dos Estados Unidos, não se envolve em guerras. Contudo, como aconteceu lá nas terras de Tio Sam, aqui pátrios também perderam a vida em solo estrangeiro, lutando pelo seu país. Pelo menos os que morreram achavam que estavam morrendo por isso.

Não me venham com falácias sobre a participação pífia do Brasil na Segunda Guerra ou, até mesmo, sobre os conchavos políticos de Vargas, isso não vale, pois quem derramou seu sangue pelo seu país no ataque a Montese, em abril de 1945, e foi morto lutando à frente de seu pelotão, foi o Aspirante e Herói brasileiro Francisco Mega, ele morreu lutando pelo seu Brasil, diferentemente dos inúmeros políticos corruptos da atualidade, ele deu o que tinha de mais valioso, sua vida. E o que o Brasil lhe deu em troca? Esquecimento! Se o Sargento Max Wolf pudesse ver o futuro, será que ele teria se arriscado tanto? Será que ele abdicaria do convívio de sua filha Hilda, se soubesse que o mesmo país que o enviou, também o esqueceria? E que os jovens brasileiros de gerações posteriores acolheriam como heróis jogadores de futebol com milhões de dólares em suas contas e nenhum amor pelo Brasil, e não saberia quem foi Max Wolf? Ou qualquer outro brasileiro que lutou e morreu na Segunda Guerra? Ora, meu povo brasileiro, de tantos ídolos e alegres músicas, como podes esquecer, ignorar, menosprezar e até xingar homens corajosos que deixaram sua juventude para lutar por uma causa, que bem ou mal, era a Tua Causa? Como jovens podem amar o que é estrangeiro, idolatrar grandes personalidades de outras nações, enquanto há um desconhecimento geral de quase 500 corpos brasileiros sepultados no Rio de Janeiro. Onde? No Rio de Janeiro! Quantos cariocas sabem que existem no Aterro do Flamengo esses heróis sepultados? E Pernambuco? Apenas 12 mortos na Itália! Apenas? Quantos monumentos há para lembrar? Nenhum! Ou melhor, UM! Onde? Parque 13 de Maio, centro do Recife! Isso mesmo! Mas como alguém pode saber? Não há qualquer placa, apenas um velho monumento inominado, sem indicação, sem uma plaquinha que seja. Esse é nosso país. Esse é nosso Estado. E a Paraíba? E Minas Gerais? E São Paulo? Quantas mães, mulheres, filhos e filhas choraram seus entes queridos, levados pela guerra e esquecidos pelo tempo?

Ficamos na esperança de que nosso país mude, como a mesma expectativa quando tantos compatriotas se juntaram em outra geração para gritar por Diretas Já, para que também possa, essa geração, gritar por mais reconhecimento histórico, não apenas pelos esquerdistas, comunistas e guerrilheiros que morreram por esse ideal, mas para todos os Filhos da Terra Tupiniquim que já derramaram seu sangue, independente se usavam farda ou não. Sigam o exemplo de West Point, Academia Militar Americana, onde há uma placa com o nome de todos os oficiais formados que lutaram e morreram na Guerra Civil Americana, pois eram todos irmãos, independente se Confederados ou da União, eram todos americanos e mereciam serem homenageados. Portanto, nesse ponto, temos muito que aprender com os capitalistas, mas honrados norte-americanos.

Essa foto é de soldado que morreu no Dia D, e um velho veterano francês da Primeira Guerra que se compadece com a perda de um jovem.

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  1. Francisco Bendl
    29/05/2012 às 4:16 PM

    Meu mais amplo, irrestrito e geral apoio para esta brilhante iniciativa!
    Parabéns pela louvável e espetacular idéia deste monumento a ser erguido aos que morreram pela sua Pátria.
    Conta comigo, Chico, de qualquer maneira, inclusive se for para conversar com algum político em nível federal porque conheço dois que me atenderiam, só não sei se levariam o assunto tão importante adiante, mas me receberiam em seus gabinetes.
    Um abraço, e me informa como está sendo desenvolvido este projeto.

  2. mario
    29/05/2012 às 4:17 PM

    Grande País HIpócrita esse nosso,faz da amnésia uma virtude, vangloria o que não presta e ainda presta homenagens a vulgares seres que gravitam em torno da mídia.Quem não tem passado não reflete : rumina.

  3. Rigoberto
    29/05/2012 às 5:50 PM

    Francisco
    apoio a sua idéia,pois daqui a poucos anos não teremos mais os nossos Heróis, apenas lápides espalhadas por diversos cemitérios que serão esquecidas até pelos familiares. Levantemos esta bandeira em prol da memória dos nossos Veteranos.
    “Conspira contra a sua própria grandeza, aqueles que não cultivam os seus feitos Heroicos”

  4. 29/05/2012 às 8:11 PM

    Nosso povo é muito esquecido. Êta povinho ingrato.

  5. Carol
    30/05/2012 às 2:40 AM

    Eu espero de verdade que isso dê muito certo, esse povo da importância as coisas inúteis e isso é triste.. E queria um brasil diferente… um brasil com jovens que fossem a frente de qualquer coisa para defender o nosso Estado.. que Geração essa ?!que só da importância as coisas banais…Acorda brasil… não deixem essa geração sem momentos históricos.

  6. 25/08/2012 às 3:19 AM

    O Brasil tem o Dia Nacional do Ex-Combatente: o dia 2 de maio, criado pela Lei nº. 5.315/1967. Mas como nosso País não possui tantas guerras em sua história recente, esse dia memorial não é lembrado.
    Independente do fato de esta lei estar vinculada à ditadura militar de 1964, trata-se de uma lei sem coloração ideológica, pois dignifica a todos os brasileiros que arriscaram suas vidas pelo País e pela liberdade no mundo. Por isso, esse dia merece ser divulgado e celebrado.
    * * *
    Lei nº. 5.315, de 12 de setembro de 1967:
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5315.htm

  7. Marcelo
    28/05/2013 às 2:16 AM

    O problema é que a mídia brasileira apenas divulga matérias de seus interesses, como passeatas para liberação da maconha onde milhares de jovens se reúnem.
    Eu me pergunto será que este é o ideal que sobrou nos jovens?
    Caso nossa pátria precise de jovens para defende-la será que haverá ?
    Espero que o circo e o pão (bolsa família), não sejam suficiente para comprar a honra de um povo.
    Quando eu era estudante tive professores que influenciavam os alunos com discursos de esquerda (não estou entrando no mérito de certo ou errado), tentavam colocar uma certa aversão aos militares, hoje alguns destes professores e alunos estão no governo como a nossa Presidente, que estudou na mesma escola que eu fiz meu cientifico, então eu me pergunto pra que estes indivíduos teriam interesse em divulgar uma história, heróis e datas como Dia Nacional do Ex-Combatente, e sim a história, datas e ex-combatentes deles?
    Saibam todos que a cobra sempre continuará fumando nos corações do que conhecem e contam para outra gerações os verdadeiros acontecimentos, principalmente porque procuraram saber por conta própria.
    Não sou militar, sou apenas um brasileiro que paro para ouvir os mais velhos o que eles têm para contar.

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