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Archive for junho \29\America/Recife 2012

A Blitzkrieg|: Nova Doutrina que Assustou o Mundo!

Na década de 20, um veterano da Grande Guerra assume o comando do Reichswehr  (Defesa Nacional), denominação dada ao Exército pelas imposições do Tratado de Versalhes e passa a comandar um contingente de apenas 4 mil oficiais e 96 mil praças. Como comandante do Exército Alemão nesse período difícil, o General Von Seeckt foi o primeiro militar a conceber alguns conceitos que entrariam para história alguns anos depois. Ele vislumbrou que as guerras futuras seriam decididas segundo o grau de mobilidade da tropa durante uma batalha. Estavam lançados os pilares fundamentais da Blitzkrieg! Além disso, Seeckt também defendia o profissionalismo das tropas, em contrapartida a enormes contingentes de recrutas com pouca ou nenhuma formação militar. Fatos que foram determinantes para as vitórias arrasadoras em 1940 durante a invasão alemã na França.  Muito embora Seeckt  não entendesse um ponto de vista fundamental para a BlitzKrieg, que era o emprego maciço de blindados e da força aérea para consolidar posições durante uma ofensiva, juntamente com a infantaria. Ele ainda acreditava na Cavalaria Hipomóvel, fato que não o qualificou como o principal criador dessa nova doutrina de combate que assustou o mundo com suas vitórias esmagadoras no decorrer da Segunda Guerra. Coube ao General Heinz Guderian conceber o emprego tático de blindados nas propostas de mobilidade no combate levantadas por Seeckt .

O emprego dessa nova doutrina possibilitou a criação de uma força expressivamente mais evoluída, em termos de combate, mesmo com o efetivo menor, porém mais qualificado, equipado e com mais apoio logístico do que o inimigo. Esses foram os fatores determinantes para as vitórias da Alemanha entre os anos 1939 a 1942.

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Espalhados aos Quatro Ventos – O Desperdício de Paraquedistas Aliados.

Vamos publicar uma série oriunda da tradução do livro The Guinness Book of Air Force Blunders do autor Geoffrey Regan. Os créditos da tradução são de A. Raguenet, um exímio tradutor e participante do WebKits que é um verdadeiro celeiro de especialistas da Segunda Guerra Mundial.

Desde já agradeço imensamente a autorização para publicação da tradução.

Parte 1

As tropas pára-quedistas sempre estiveram entre a elite dos exércitos modernos. Elas são frequentemente convocadas a arriscar as suas vidas antes mesmo de encontrar o inimigo, pulando de um avião e caindo – talvez em uma escuridão absoluta – por milhares de pés (metros) até o chão, balançando sob os velames sem poder reagir por minutos e à mercê de um inimigo que pode escolher a melhor hora para acabar com elas. Tais homens merecem, pelo menos, a certeza de que, caso venham a encarar a morte de forma prematura, pelo menos ela não virá a partir da mãos dos seus próprios companheiros. Porém, as operações aero-transportadas aliadas na Sicília em julho de 1943 privaram a milhares destes soldados de elite até mesmo deste consolo. Um grande número deles foi desperdiçado pelos próprios colegas, pelos próprios pilotos e pelos seus aliados. Seu triste e sombrio final remete a um dos mais vergonhosos exemplos de fogo amigo nos céus. Seus assassinos – já que nenhuma outra palavra descreve de forma mais apropriada o que aconteceu durante esta operação aero-transportada – eram muitos. A histeria em massa que lhes custou as vidas colocou em questão o profissionalismo dos militares americanos – de todas as patentes.

Durante a preparação para a Operação Husky – a invasão anglo-americana da Sicília a partir do norte da África comandada por Patton e Montgomery – os planejadores conceberam quatro ataques em separado feitos por tropas aero-transportadas saltando sobre a Sicília à noite tanto por pára-quedas quanto pousando com planadores. A primeira leva ia ser liderada pela 1ª Brigada Aérea Britânica sob o comando do Brigadeiro Hicks a qual iria pousar na Sicília com planadores Waco e Horsa rebocados na sua maioria absoluta por transportes C-47 ‘Dakota’ americanos. Uma vez em terra, eles deveriam ocupar uma ponte estratégica e manter a posição até que as tropas do exército britânico pudessem se deslocar de suas cabeças de praia. Em seguida, pára-quedistas americanos do 505º Regimento do Coronel James Gavin seriam transportados por 266 C-47 e lançados em 4 zonas ao norte de Gela. Sua função seria de conter qualquer contra-ataque alemão que se desenrolasse contra as cabeças de praia do 7º Exército do General Patton. Na noite seguinte a terceira e quarta investida seriam feitas. Primeiro, mais C-47 trariam o 504º Regimento do Coronel Reuben Tucker de modo a reforçar as tropas de Gavin em Gela enquanto que a leva final seria composta da parte mais experiente das tropas aerotransportadas, a 1ª Brigada de Pára-quedistas Britânica comandada pelo Brigadeiro Lathbury cuja função seria de capturar a importante ponte Primasole.

Crédito: A. Raguenet

C O N T I N U A

O Trágico Fim do General Meigs

            A edição do Jornal americano “The Birmingham News” do dia 3 de Março de 1977, chegou às bancas com algumas fotos dramáticas do naufrágio do Navio General Meigs, que levou parte dos nossos Pracinhas ao Teatro de Operações da Itália, deixando um certo ar de tristeza para os brasileiros que fizeram a travessia da Linha do Equador, rumo à incerteza dá guerra na Europa..

            O jornal trazia estampada fotos desta máquina de guerra, com o casco virado junto a enorme rochedos, sendo batido pelas ondas do  Oceano Pacífico, na Praia de Cape Flattery, nos Estados Unidos. No ano de 1971, enquanto ele era rebocado para a Base Naval de Puget Sound, nas costas do Estado de Washington, o cabo de aço que o puxava partiu-se, deixando-o à deriva até que o mesmo encalhasse.

            Durante a 2ª Guerra Mundial, este imponente navio transportou no seu vaivém entre a cidade do Rio de Janeiro e a cidade italiana de Nápoles, milhares de Pracinhas da FEB, oferecendo durante a travessia do Oceano Atlântico todo o conforto e segurança que se podia ter numa belonave de guerra.

            O Navio General Meigs, era dotado de equipamentos e aparelhos, que permitia ao mesmo levar 6.000 passageiros em seu bojo, e arrastava 20.000 toneladas, além de possuir seu próprio equipamento de defesa: canhões, dispositivos para bombas de profundidade, aparelhos de escuta, peças de artilharia antiaérea, e uma tripulação de 400 homens.

Categorias:Guerras, História

Guerreiro do Céu – A História da Utilização de Tropas Aerotransportadas – Parte I

“Imagine 10 mil homens descendo dos céus, em muitos lugares. Que governante teria condições de dispor de tantos homens para a defesa, uma vez que todo o seu território seria um alvo em potencial? Quanto terror estes soldados do ar não causariam, antes que alguma forma pudesse ser reunida contra eles?” A frase não é do General MacArthur, nem de Von Manstein, nem de Zhukov. É do pacifista Benjamim Franklin (1706-1790), embaixador dos Estados Unidos na França e dos maiores inventores de seu tempo.

Já naquela época, em carta para seu amigo e também cientista Jan Ingenhousz (1730-1799), ele imaginava soldados lançados de balões. Conversa de cientista louco? Nem tanto. Duzentos anos depois, a França, o mesmo país em que Franklin escrevera essa carta, seria palco de uma operação idêntica à imaginada por ele. Na noite de 05 de junho de 1944, cerca de 12 mil homens paraquedistas das 82ª e 101ª divisões aerotransportadas saltaram atrás das linhas alemãs na Normandia. Graças às ações decisivas desses soldados na retaguarda inimiga, o contingente principal pôde desembarcar nas praias sem o risco de um contra-ataque fulminante.

Loucos Pioneiros

Mas os paraquedas não foram uma novidade de surgiu na cabeça de Franklin. As primeiras experiências com equipamentos similares datam do século 9º, Península Ibérica. Na época, a região, sob o domínio árabe, era um dos centros tecnológicos do mundo. E foi ali, em Córdoba, em 852, que Armen Firmen, uma espécie de cientista, tentou alçar voo, atirando-se no vazio do alto de uma torre. Usava apenas uma estrutura de madeira e linho. A decolagem, claro, foi um fracasso. Mas, graças ao pano, a queda foi suavizava e o audaz sofreu apenas alguns arranhões.

Quem não teve a mesma sorte foi Abbas Abn Firnas, que tentou o mesmo feito em 1178, em Constantinopla, mas acabou quebrando vários ossos e morreu. Há quem diga que foram os chineses, no século 12, os primeiros a usar essas engenhocas regularmente. No ocidente, no entanto, os primeiros esboços de paraquedas são atribuídos a Leonardo da Vinci.

Mas o primeiro teste prático do aparato foi realizado pelo inventor, humanista e tradutor croata Faust Vracic. Em 1617, ele pulou de uma torre em Veneza com um paraquedas quebrado, em vez de redondo, e autodenominou-se homo-volans  (“Homem Voador”).

O interessante pelo artefato que aparava a queda de homens só aumentou muito tempo depois, já na era iluminista. Em 1783, os irmãos Montgolfier inventaram o balão. No mesmo ano, o inventor francês Louis-Sabastién Lenormand restou o que seria o primeiro paraquedas da História moderna, um aparato de pouco mais de quatro metros diâmetro. Dez anos depois, seu compatriota Jean-Pierre Blanchard foi o primeiro homem a pular com sucesso de paraquedas de um balão, não exatamente porque quisesse, mas porque a lona se rompera.

Nessa época, Blanchard também começou a pensar num protótipo mais leve e compacto – até então, os paraquedas eram feitos com madeira e linho, e não eram dobráveis. A saída lógica foi usar a levíssima seda. Mas quem deu o salto para a fama foi André Jacques Garnerin. Em 22 de outubro de 1789, utilizando uma sede de sete metros de diâmetro, parecido com um guarda-chuva, ele pulou de uma altura de 2500 metros. O salto foi um sucesso. O novo equipamento precisava só de um ajuste, pois oscilava por não ter saída de ar no canopi (a abóbada do pano). A solução foi abrir um pequeno furo no centro, criando uma espécie escoadouro para o ar e, assim, dando estabilidade ao dispositivo.

O Paraquedas vai à Guerra

Durante o século 19, várias melhorias foram implementadas, como os arreios (1887) e a mochila para guarda-lo nas costas (1890). Em 1912, o capitão do Exército norte-americano Albert Berry saltou pela primeira vez de uma avião – outro invento ainda em pleno desenvolvimento. Nascia aí uma parceria entre os paraquedas e as Forças Armadas.

A primeira ocasião em que ele teve uso militar foi na Primeira Guerra Mundial. Naquela época, especialmente na fase inicial do conflito, os correções para os tiros de artilharia ficavam a cargo de observadores instalados em balões. “Eles eram essenciais para direcionar o trabalho dos canhões, e ambos os lados sabiam disso. Tornou-se comum enviar esquadrilhas de caças para abater esses balões e ‘cegar’ a artilharia inimiga. Quando isso acontecia, a única forma de os observadores fugirem a tempo era pulando dos balões de paraquedas”, conta a professora especializada em História Militar Mary Kathryn Barbier, de Southern Mississippi University, dos Estados Unidos.

Se os observadores tinham a chance de salva suas vidas usando o artefato, o mesmo não podia se dizer dos pilotos. No início do conflito, em forças como a RAF, eles eram proibidos de usar o equipamento. O argumento oficial era que o paraquedas pesava demais e não era confiável. O motivo real, no entanto, escondia uma sombria tática de guerra: a chance de ser salvo roubaria do piloto a garra necessária para combater, segundo o historiador Artur G. Lee, autor do livro No Parachute: a Fight Pilot in Warld War.

A metaliade só mudou em 1917, pelo menos no lado alemão, quando o Alto Comando perceu que era mau negócio perder uma piloto treinado, apenas porque ele não tinha esse dispositivo à mão. Foi graças a uma paraquedas, aliás, que a vida de Ernst Udet, o segundo maior ás alemão do conflito, com 62 abates confirmados (atrás do Barão Vermelho, com 80), foi salvo. No dia 29 de junho de 1918, faltando apenas cinco meses para o término do conflito, de colidiu contra uma Breguet durante uma investida e conseguiu saltar. Para seu desespero, porém, o paraquedas só abriu a 75 metros do solo. O ás germânico acabou com o tornozelo fraturado, mas a sua vida estava salva. Na RAF, quando a mudança foi implementada e os guardian angels (anjos da guarda, como eram chamados os paraquedas desenvolvidos pelo engenheiro inglês R. E. Calthop) foram finalmente entregues aos pilotos, a guerra já havia praticamente acabado.

A Infantaria vem do Ar

O entre guerras foi o período de forte desenvolvimento das unidades paraquedistas. Nos Estados Unidos, o maior entusiasta foi o Brigadeiro Willy Mitchell, que conseguiu que o governo instaurasse uma fábrica de produção em Daytona. Ohio. Ali foram desenvolvidas técnicas que simplificaram o salto – como a famosa cordinha que, entrelaçada ao avião e ao equipamento, o fazia abrir instantaneamente após o salto, permitindo saltos a baixa altitude. Outros países, como União Soviética, Itália e Alemanha, também demonstraram grande entusiasmo militar pelo dispositivo. Em 1927, tropas italianas realizaram, com êxito, o primeiro salto coletivo de uma Unidade, em Milão (nascia ali o embrião da famosa divisão Folgore). Na União Soviética, o governo patrocinou vários clubes amadores de paraquedismo – e escolhia os membros promissores para servirem as forças armadas. Em 1932, já imaginando operações em larga escala, os soviéticos anunciaram a criação da primeira Brigada Paraquedista. Em 1935, Stálin fez uma demonstração de força: 6 mil paraquedistas saltaram próximos a Kiev, no primeiro salto em massa da História.

Mas foi a Alemanha, a partir de 1933, que os paraquedistas ganharam impulso –  mesmo com os alemães proibidos de ter força aérea, de acordo com o Tratado de Versalhes. Em forte intercâmbio com a União Soviética, formou-se naquele ano uma pequena unidade, a Landespolizei gruppe Berlin. Secretamente, era o primeiro grupo paraquedista alemão.

Em 1939, a unidade, agrupado junto à Flieger Division 7, já havia alcançado o status de batalhão, sob a batuta do general Kurt Student, o grande mentor desse tipo de assalto entre os nazistas. “Os alemães, mais do que ninguém, foram os grande idealizados das unidades paraquedistas, embora ela não tivesse condições operacionais de fazer nada significativo, depois da tomada de Creta”, diz a professora Mary. No entanto, a despeito das pesadas baixas, o sucesso do assalto foi tamanho que inspirou os Aliados a utilizarem suas próprias unidades em ações posteriores.

Ao final, todas as grandes potências utilizaram paraquedistas em larga escala – geralmente em ações duvidosas, que muitas vezes acabavam mal. Como artefato, a Segunda Guerra Mundial permitiu o seu aprimoramento, criando um modelo muito próximo do que é utilizado até hoje.

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Divisão Aerotransportada Alemã na Invasão a Creta

Tropas da 101 e 82 Divisão Aerotransportada utilizadas em larga escala no Dia 05 de Junho 44.

Despedida do General Eisenhower se despede dos primeiros americanos que seriam lançados em território inimigo

Ofensiva das Ardenas colocou a prova as tropas de elite paraquedistas americanas na Segunda Guerra

Fonte: Grande Guerras – Julho/2006

2ª Companhia de Guardas – Uma Marco no Reconhecimento a FEB.

Um dos grandes exemplos de abnegação no combate e que orgulha profundamente a Infantaria do Exército Brasileiro é a História do Aspirante Francisco Mega, que faleceu em combate no dia 15 de Abril de 1945, lançando-se à frente do seu pelotão contra as tropas inimigas instaladas na Cota 778 a leste da cidade de Montese e, mesmo sendo ferido mortalmente  no momento do assalto, buscou  a motivação dos seus homens na manutenção do ataque, proferindo as seguintes palavras: “Porque estão parados em torno de mim? A guerra é lá na frente. Quem está no fogo é para se queimar! Estou aqui por que quis! Se vocês estão sentidos com o que aconteceu, vinguem-se acertando o comandante deles! De nada valerá o meu sacrifício se não conquistarem o objetivo. A minha vida nada vale, a minha morte nada significa diante do que vocês ainda tem para fazer . Prossigam na luta…”.

Com o mesmo espírito da INFANTARIA do Aspirante Mega, realizou-se no dia 22 de junho, na valorosa COMPANHIA DE GUARDAS, formatura de entrega de Medalhas Aspirante Mega, seguida de inauguração do ESPAÇO FEB.

A 2ª Companhia de Guardas, uma histórica e importante Organização Militar da Guarnição de Pernambuco, é comandada pelo Major ANTOINE DE SOUZA CRUZ, um jovem oficial comprometido com a História de seu país,  um excelente comandante, um LÍDER, que inspira seus comandados, pois testemunhamos de sua tropa o respeito colaborativo pelo seu comando.

A Diretoria da Associação de Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco concedeu a Medalha Aspirante Mega ao Major Antoine, recebendo das mãos do Veterano Alberides Passos, Presidente em exercício da ANVFEB-PE, e aos seguintes militares:

– 1º Tenente EDMILSON BARBOSA;

– SUBTENENTE JORGE ALEXANDRE FURTADO DE OLIVEIRA;
– 1º SGT ALEXANDRE CASADO COSTA;
– 2º SGT LENINE DE SOUZA LIMA;
– 3º SGT UBIRATAN JOSÉ DA SILVA;
– CB JOSÉ WELLINGTON DE MELO FERREIRA.

A Solenidade também foi marcada pela despedida de militares que passaram a reserva e entrega de brevê a militares do 3º Pelotão de Guardas, fração de Pronto-Emprego da OM, comandada pelo Tenente Vinicius.

Encerrando a formatura, o Major Antoine se dirigiu aos presentes com um discurso emocionante e inspirador, deixando clara a vocação pela preservação histórica do Exército Brasileiro e o da 2ª Companhia de Guarda, realizando sua contribuição em busca dessa preservação.

Em seguida todos foram para o Espaço FEB, uma belíssima sala, planejada com o objetivo de ser uma referência para os militares integrantes da Companhia e para os familiares que visitam a OM.

Agradecemos aos integrantes da 2ª Companhia de Guardas: Oficiais, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados pelo zelo e amor à pátria, que é a Pedra Fundamental de sua profissão, e que abrilhantam ainda mais o nome dessa honrosa e diferenciada tropa, quando seus integrantes estão comprometidos na preservação da História do nosso país.

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O Brado das Unidades de Guardas mostram o espírito destemido e fiel as suas posições quando, na Batalha de Waterloo, o General francês Cambonne, cercado por 40 mil prussianos resistia bravamente às investidas inimigas, e recebendo a ordem de rendição proferiu a seguinte mensagem:

“A GUARDA MORRE, MAS NÃO SE RENDE!!”

Esse é espírito de abnegação das Unidades de Guardas do Exército Brasileiro.

BRASIL

2ª Companhia de Guardas pronta para a Solenidade

Major Antoine e Vetarenos da Força Expedicionária Brasileira

Condecoração: Medalha Aspirante Mega sendo entregue ao Major Antoine pelo Presidente em Exercício da ANVFEB-PE Veterano Alberides Passos

Pelotão Operacional da 2ª Companhia de Guardas, comandada pelo Tenente Vinícius.

Sala dedicada a FEB

Espaço FEB

Veteranos com os agraciados

Belíssimo Espaço

Rigoberto Souza Júnior, Major Antoine e Francisco Miranda

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Nota de Felecimento: General Campello – Detentor do Bastão de Comando da FEB

 

 Lamentamos a perda de mais um Herói da Força Expedicionária Brasileiro

Mensagem enviada pelo Tenente Monteiro – Presidente no Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil

CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS R/2 DO BRASIL

NOTA DE FALECIMENTO

    A Diretoria do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, consternada, comunica o falecimento ontem, às 22 horas na Clínica São Carlos, Rio de Janeiro, do Exmo. Sr. General RUY LEAL CAMPELLO, herói da Força Expedicionária Brasileira e que desde 2009 era o detentor do Bastão de Comando da FEB.  O General Campello, que faleceu aos 95 anos, era gaúcho da cidade do Rio Grande. Foi declarado Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria pela Escola Militar do Realengo em 1940. Na Itália, foi Subcomandante da 5ª Companhia do 1º Regimento de Infantaria – Regimento Sampaio. Com o retorno da FEB, ainda em 1945 foi promovido a Capitão, permanecendo no Regimento Sampaio já no comando da companhia. Após concluir o curso de Comando e Estado-Maior, foi para a 3ª Divisão de Cavalaria, em Bagé-RS, servindo depois no I Exército, de 1955 a 1957, de onde foi para o Curso de Infantaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Integrou o “Batalhão Suez” indo depois para o Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria. Em 1959, serviu novamente no QG do I Exército, sob o comando do General Odylio Denys. Passou depois para o Gabinete do Ministro, com a ascensão do General Denys a esse cargo. Promovido aos postos de Oficial Superior por merecimento, de 1961 a 1964 pertenceu ao Estado-Maior do Exército. Em abril de 1964 passou a integrar a 2ª Seção do Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria, comandada pelo General Orlando Geisel, vindo, a partir de maio, para o Gabinete do Ministro do Exército, General Arthur da Costa e Silva.

De 1966 a 1968 comandou o Regimento Sampaio. Foi em seguida para Chefia da 3ª Seção do I Exército e daí para o Gabinete do Ministro Orlando Geisel, de onde saiu para a Comissão Militar Brasileira em Washington-EUA, dali retornando ao Gabinete do Ministro em 1973, quando foi promovido a General-de-Brigada. Nesse posto exerceu os seguintes cargos: Diretor de Movimentação, Comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada e Diretor do Pessoal Civil. Deixou o serviço ativo em 1978. Dentre as condecorações que lhe foram outorgadas por sua participação na FEB destacam-se: Cruz de Combate de 2ª Classe, Medalha de Campanha, Medalha de Guerra e Cruz ao Valor Militar da Itália.

     O General Campello exerceu até meados de 2009 a Presidência do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB (ANVFEB). Residia no Rio de Janeiro, no bairro de Laranjeiras. Grande amigo dos Oficiais R/2, o herói ora desaparecido, por solicitação da família ao CNOR, teve o apoio do Comando do CPOR/RJ que colocou seus alunos e demais militares à disposição para doação de sangue. O sepultamento do bravo General Campello será hoje, dia 22 de junho, às 16 horas, no Cemitério São João Batista.

 

LUTO OFICIAL

             O Presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, no uso de suas atribuições estatutárias, RESOLVE decretar, no âmbito das Associações filiadas ao CNOR, LUTO OFICIAL de 5 (cinco) dias pelo falecimento no Rio de Janeiro, em 22 de junho de 2012, do General de Brigada Reformado RUY LEAL CAMPELLO, detentor do Bastão de Comando da Força Expedicionária Brasileira. Aos Veteranos da FEB e à família enlutada, nossas sentidas condolências pela perda de tão ilustre Oficial.

                                              Rio de Janeiro, 22 de junho de 2012

                                            Sérgio Pinto Monteiro – 2º Ten R/2 Art
Presidente do CNOR

                             “Patriotismo, União, Lealdade, Trabalho – Assim Atua a Reserva Atenta e Forte”

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Fotos: Portal da FEB

Berlim, 1945 – A Vida dos Alemães Antes da Derrota!

A Estação Gesundbrunnen do U-Bahn, o sistema de metrô de Berlim, tinha sido projeto para comportar 1.500 pessoas, mas tinha três vezes esse número nos primeiros meses de 1945. Velas espalhavam-se por todo o lugar e, além de fornecer uma iluminação escassa, serviam para medir o nível de oxigênio. Ao se apagar uma vela no chão, as crianças eral alçadas sobre os ombros dos mais velhos. Se alguma outra, sobre uma cadeira, se apagasse, era hora de começar a evacuar a estação. Ou, então, se a chama de uma última vela, colocada na altura do queixo, se extinguisse, todos deveriam correr para a superfície, mesmo que fosse em meio a um bombardeio aéreo.

A vida nos bunkers e estações de metrô era uma constante para os 2,7 milhões de habitantes que restava na capital do Terceiro Reich, em 1945. Cerca de 300 bombardeios aéreos, que assolavam a cidade desde 1940, e o avanço de 2,5 milhões de soldados e amais 6 mil tanques do Exército Vermelho devastaram ruas, avenidas, pontes, sistemas de água, luz e transporte, além de quase a metade das casas e um terço dos prédios residenciais, entre os soldados soviéticos, era comum a prática de estupros coletivos de civis alemãs e os saques a estabelecimentos comerciais e casas. Até a capitulação, que seria assinada no dia 08 de maio de 1945, 50 mil civis pereceriam em meio aos 80 milhões de metros cúbicos de entulho em Berlim.

Em 19 de março de 1945, com a iminência do cerco soviético sobre a capital, Adolf Hitler deu a ordem que ficou conhecida como “terra arrasada”. Nela, o Führer determinava que instalações militares, de transportes, comunicações e suprimentos e toda a estrutura física da capital, que pudesse servir aos soviéticos fossem destruídos. “Caso a guerra seja perdida, o povo também estará perdido e não é necessário se preocupar com as usas necessidades de sobrevivência elementar”, disse Hitler em um memorando. “Os que restarem após a batalha serão, de qualquer maneira, apenas os inadequados, porque os bons estarão mortos.” Em 30 de abril, o próprio Hitler uniu-se aos “bons”, cometendo suicídio.

Números que retratam a destruição:

A precária infraestrutura da cidade refletia a baixa qualidade de vida em maio de 1945.

  1. 37 dos 38 reservatórios e 99,9% dos dutos de gás de Berlim estavam destruídos
  2. Nenhum dos 100 mil postes de iluminação das ruas funcionavam
  3. As 19 estações de água da cidade estavam danificadas
  4. 122 das 188 agências dos Correios estavam fora de operação
  5. As 46 centrais telefônicas estava fora de funcionamento
  6. Dos 4300 km de ruas, 1350 km estavam destruídos
  7. De 153 mil veículos motorizados da cidade, apenas 115 continuavam funcionando
  8. Dos 33 mil leitos em hospitais antes disponíveis, 24 mil não podiam ser usados e nenhuma das 400 ambulâncias funcionava
  9. Das 649 escolas, 149 estavam destruídas, 439 danificadas e 81 foram disponibilizadas para outros usos

Fonte: Grande Guerras – Julho 2006

Dia D – Análise, Fatos e Fotos

A Operação Overlord sem dúvida entrou para história das guerras não apenas pelos seus números de homens e equipamentos, mas por alguns outros motivos que gostaria de analisar nesta publicação. Muita gente gosta de entender o Dia D segundo uma concepção americana, como uma operação americana, mas outras nações lutaram e perderam seus filhos no Dia D, e merecem o crédito pelo sucesso e pelos fracassos dessa batalha que devolveu a Europa Continental para seus povos.

É importante entender que os franceses se sentiam humilhados desde sua rendição em 1940, sendo tratados como colônia alemã, com boa parte de seus recursos sendo enviados para o esforço de guerra alemão, observando uma queda no potencial econômico, tendo que pagar um altíssimo espólio de guerra. Evidentemente todos queriam a liberdade.

Na preparação para o Dia D, já se verificava a estimava as baixas civis e a destruição de cidades francesas, principalmente as mais próximas do litoral. Esse era o preço a se pagar pela liberdade da França. Um exemplo que podemos tomar como base, foi à situação da cidade de Caen, previsto por Montgomery para ser tomada ainda no Dia D. Passados semanas, ainda continuava em poder dos alemães. Foi nesse momento que ficou decidido que a cidade inteira seria destruída por um maciço bombardeio aéreo. Sobrou muito pouco da secular Caen para contar a História. Infelizmente esse tipo de procedimento não foi uma exceção no Dia D e nas semanas subsequentes cidades inteiras foram destruídas, seja pelo ardor do combate local da infantaria, seja pelo fogo da artilharia ou pelo poder aéreo.

Temos que pensar que a libertação da França era crucial para todo o esforço de guerra, certo? Claro, mas toda uma guerra política estava se desenhando. Os Aliados sabiam que Stálin tinha intenções expansionistas tão agressivas quanto à própria Alemanha de Hitler, se contar o fato de que em 1940, quando a França caiu nas mãos da Wermarcht, os soviéticos e alemães eram parceiros. Então o Dia D foi uma jogada política? Isso também é verdade, mas o Dia D foi muito mais que isso. Marca a retomada do brio Inglês, expulso e quase destruído quando na queda da França, o velho Churchill reaviva a coragem e determinação do seu povo, com a retomada a ofensiva no continente.

Num composição ainda mais prática das dificuldades do Dia D, a falta de entendimento e até mesmo o desdém entre as tropas americanas e inglesas, que não se entendiam ou se suportavam. Era como se juntássemos em um mesmo Exército brasileiros e argentinos, com certeza lutariam juntos, mas com muita briga e birra. E essas desavenças aconteciam em toda a cadeia de comando, do alto escalão ao soldado mais recruta. Quem não sabe da eterna disputa entre Patton e Montgomery? O próprio Eisenhower trocava suas farpas com o Monty e outros comandantes. Contudo foi o próprio General Ike que conseguiu alinhar os objetivos e juntar soldados tão diferentes.

Um último aspecto foi o tipo de tropa utilizada no Dia D. Do lado dos Aliados, a maioria esmagadora eram de soldados com muito treinamento, mas nenhuma experiência em combate, estando pela primeira vez na linha de frente. Isso é determinante quando levamos em conta que o soldado experimentado tem receios latentes, pois já viu ou conviveu com a morte de perto, enquanto o soldado bem treinado, mas sem ter participado da guerra, tem ainda a mente livre para combater sem complexos ou fobias. Do lado alemão boa parte de suas tropas formadas dos Batalhões Ost, estrangeiros que lutavam para defender suas vidas, geralmente com um alemão experiente apontando sua arma para eles lutarem até à morte. Evidentemente havia tropas preparadas na região, como é o caso da Divisão Paraquedista Alemã, que estava presente nas defesas do Dia D.

No final foi uma operação dura para qualquer tropa e suas consequências, sejam elas políticas ou locais, serviram para moldar o mundo como o conhecemos hoje.

Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra – Parte VIII

 Continuação da série que prova de que o homem consegue rir de sua própria desgraça

O Soldado mais NERD de toda a Guerra

 

Operacional! SEMPRE ATENTO!

 

Dança dos Famosos

 

OLHA A DIVERSIDADE!

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Ontem e Hoje – ESPECIAL ITÁLIA

 Segue mais uma série especial de fotomontagem do Teatro de Operações da Itália.

Okinawa – A Última e Dolorosa Conquista do Pacífico

Após a Batalha por Iwo Jima o caminho para a segunda maior ilha do Japão estava aberta, Okinawa. O Décimo Exército Americano invadem em 01 de abril de 1945 e encontra ligeira oposição inicial. Todavia, ataques kamikazes maciços são lançados contra a frota de invasão em 6/7 de abril. No segundo dia, um ataque naval, liderado pelo imenso encouraçado Yamato, é interceptado por um porta-aviões americano. O Yamato, três destroieres e um cruzador leve são afundados. Os cinco destroieres sobreviventes escapam, mas a perda do Yamato após as perdas em Leyte torna a marinha japonesa irrelevante.

Em 09 de abril até o final do mês, os americanos continuam a atacar a linha defensiva de Shuri no sul da ilha, encontrando fanática resistência em seu avanço. A guarnição japonesa é progressivamente dividida em três bolsões, que são destruídos até o fim de junho. Pela primeira vez os soldados japoneses começam a se render, sugerindo que o moral está se esvaindo. Não obstante, o número de soldados que combate até a morte, assim como o número de baixas americanas em Iwo Jima e Okinawa, levantam questões sobre o custo de um assalto final ao Japão.

Fonte: História da Segunda Guerra Mundial – David Jordan

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Sobre a Batalha de Okinawa, a história de um povo, a banalização do mal e a insustentável busca pela paz numa base militar.

Fonte: http://okinawabrasil.wordpress.com/

Quando se está em Okinawa, mal se pode imaginar o que este povo, seus mares e cavernas viram acontecer por aqui. Digo povo, mares e cavernas, porque poucas construções sobraram para contar essa história.
A Batalha de Okinawa foi talvez a mais sangrenta em terra que se passou no eixo do pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, pouco sabemos sobre ela. Segundo escrito nos livros do colégio e nas apostilas do cursinho, o Japão, também fortemente influenciado por uma política imperialista e fascista, foi aliado da Alemanha e da Itália durante a II Guerra.

Foi no mês de abril de 1945 que a já empobrecida ilha de Okinawa foi invadida pelos Estados Unidos da América.
Com sua superioridade militar as tropas americanas rapidamente causaram um grande estrago na pequena ilha e o já enfraquecido exército japonês teve que recuar para o sul de Okinawa.

Neste processo, a cidade foi praticamente inteira destruída. Como muitas casas por aqui eram feitas de madeira e palha, em pouco tempo, Okinawa se tornou um grande incêndio e a destruição em cidade. Durante a batalha, que durou pouco mais de dois meses, o exército japonês teve mais de 100.000 baixas, o americano mais de 12.000. Mas, claro, quem sofreu mais com essa história foram os civis. Mais de 150.000 okinawanos perderam suas vidas.

Com suas casas destruídas e com a guerra (literalmente) pegando fogo, os okinawanos que sobreviviam aos ataques americanos tinham que se refugiar nas cavernas da ilha ou nos túmulos (ohaka) típicos de Okinawa (ainda preciso escrever sobre o ohaka).
No entanto, com o agravamento da situação e com o abandono das tropas japonesas pelo próprio governo japonês, a população local passou a temer não só os americanos, mas também o exército japonês. Com a escassez de alimentos, os soldados japoneses não só roubavam a pouca comida que estes sobreviventes conseguiam, mas também obrigavam-lhes a cometer suicídios coletivos e coisas do tipo.

Não são poucas as histórias de pessoas que viram seus entes queridos morrerem de fome ou malária, ou mesmo os que tiveram que conviver (ou seria con-morrer) com os corpos em decomposição dentro destas cavernas.

10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada – O Esquadrão Forte das Cinco Pontas

Estamos a partir dessa data, realizando publicações especiais sobre as Unidades Militares do Exército Brasileiro e suas designações históricas, nosso objetivo é exaltar e divulgar uma prática bem comum do nosso Exército e que não é do conhecimento público, que é a designação histórica das Unidades Militares. Assim fornecer subsídios para que as pessoas possam conhecer um pouco mais de sua própria história; a história de seu país.

Iniciamos nossa homenagem ao 10º Esquadrão de Cavalaria Motorizada, comandado pelo Major André Augusto de Menezes, um oficial zeloso pela História do Brasil, inclusive com proposta para realizar um Monumento em Homenagem a Força Expedicionária Brasileira. Também não poderia deixar de citar o Capitão Landgraf que está realizando uma pesquisa sobre a atuação do 1º Esquadrão de Reconhecimento da FEB, comandado pelo então Capitão Plínio Pitaluga.

Uma Unidade que carrega o peso histórico “Fonte das Cinco Pontas” não poderia está melhor servida.

HISTÓRICO DO 10º ESQUADRÃO DE CAVALARIA MECANIZADA 

O ESQUADRÃO FORTE DAS CINCO PONTAS

Foi criado em 24 de Dezembro de 1947, por Portaria do Exmo Sr. Ministro da Guerra sob a denominação de 7º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, nasceu a unidade pioneira da ARMA DE CAVALARIA do Norte e Nordeste da Brasil.

 A 10 de março de 1948 passou a ter autonomia administrativa e a 1º de Abril de 1948 começaram os trabalhos de mudança para o tradicional FORTE DAS CINCO PONTAS no Bairro São José na nossa cidade.

Em 21 de Novembro de 1973, denomina-se 7º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e a 7 de julho de 1976 foi mais uma vez transferido , desta feita, para a nova sede localizada na BR-232, Km 10, Bairro do Curado, Recife-PE. A 1º de Janeiro de 1979, de acordo com a Portaria Ministerial nº 37 Reservada, de 28 de julho de 1978, passou a denominar-se 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado.

Em reconhecimento ao suor e sangue derramados por nossos patrícios no limiar da nossa nacionalidade e a ligação entre esta Organização Militar e local desse evento, o 10º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado recebeu a denominação de ESQUADRÃO FORTE DAS CINCO PONTAS , de acordo com a Port Min nº 686, de 14 de dezembro de 1994.

HISTÓRIA DO FORTE DAS CINCO PONTAS

O Forte de São Tiago das Cinco Pontas situa-se no atual bairro de São José, próximo à antiga Estação Rodoviária de Santa Rita. É a última construção holandesa no Recife e um dos monumentos mais representativos da arquitetura colonial. Foi edificado pelos flamengos, no ano de 1630, por determinação do Príncipe de Orange – Frederik Hedrik -, tendo como seu idealizador o comandante Teodoro Weerdemburgh. Chamou-se, primeiramente, de Forte Frederico Henrique.

Construída em taipa sobre um solo alto, e dominando, por completo, o porto do Recife, a fortaleza possuía como padroeira Nossa Senhora da Assunção. Ficava em uma área próxima às cacimbas de água potável de Ambrósio Machado, um abastado senhor de engenho na ilha de Antônio Vaz. Em decorrência de sua proximidade com tais cacimbas, também foi denominada de Forte das Cacimbas de Ambrósio Machado e de Forte das Cacimbas das Cinco Pontas.

Os objetivos mais relevantes daquela fortaleza eram os de garantir à população o suprimento de água potável, mediante a proteção das cacimbas (ponto vital para o abastecimento d’água do Recife), e impedir que os navios inimigos circulassem pelas águas do rio Capibaribe, e chegassem até a Barreta dos Afogados (através de uma passagem existente nos arrecifes), podendo se evadir, a partir daí, com os barcos carregados de açucar.

Com a vinda do Conde João Maurício de Nassau-Siegen para o Recife, os holandeses iniciaram a construção de um canal de trinta metros de largura, partindo do Forte Frederico Henrique e se estendendo até o local onde se encontra, hoje, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em 1637, por sua vez, as muralhas e a profundidade do fosso da fortaleza foram reformados.

No século XVII, ela é destruída por João Fernandes Vieira e ocupada por tropas luso-brasileiras, sob o comando de André Vidal de Negreiros e do general Francisco Barreto de Menezes. A capitulação dos holandeses ocorre na campina do Taborda, perto do atual Cabanga Iate Clube. Quando o Forte foi rendido, em 1654, havia os seguintes elementos em seu inventário oficial: 17 canhões de calibre 2 a 24, dois alfanges de cortar cabeça e vários outros apetrechos bélicos.

A esse respeito, existe hoje, na entrada do Forte, uma placa que registra a rendição holandesa:

Próximo a este forte das Cinco Pontas, um dos últimos baluartes flamengos, na chamada campina do Taborda, existiu a porta sul de Mauricéia, onde o mestre de campo general Francisco Barreto, chefe militar da campanha de libertação e restauração de Pernambuco, recebeu a 28.1.1654, na qualidade de vencedor, as chaves da cidade, que lhe foram entregues pelo general Segismundo von Schkoppe, comandante das forças holandesas que, na ante-véspera se haviam rendido. Esta memória foi mandada colocar pelo Exército, no ensejo das comemorações do tricentenário da Restauração. 1654 – 1954.

Compreendendo a importância da fortaleza para a segurança e o controle da cidade, do ponto de vista estratégico, Fernandes Vieira ordena que a construção comece a ser restaurada em 1677. Dessa vez, os portugueses empregam um material mais resistente do que a taipa (que os flamengos utilizaram na construção primitiva), e as obras são concluídas em 1684.

Durante essa restauração, porém, um dos baluartes (ou pontas) do forte é suspenso, e o local fica reduzido a quatro pontas apenas (adquire a forma quadrangular), ao invés da pentagonal do início. De 1746, encontra-se preservada a seguinte descrição do Forte das Cinco Pontas: “um quadrado com quatro baluartes, com fossos e estrada coberta, e montava 8 peças de bronze de calibre 6 a 14, 8 de ferro de calibre 6 a 30, e 6 pedreiras de bronze de calibre 1 e 2; era comandado por um Capitão que recebia 16$000 de soldo por mês e mais 3 quartas de farinha, tinha um destacamento de fuzileiros e artilheiros, com um sargento e um condestável.”

Mas, continua a ser chamado, por todos, de Forte das Cinco Pontas (ouVijfhoek, em holandês), por ter a forma de uma estrela. A despeito da perda de um baluarte, o local termina ficando, mediante a nova configuração, com uma área total bem maior que a anterior. Cabe dizer ainda que, durante muitos anos, a fortaleza funcionou como uma prisão.

O último nome adquirido pelo forte, finalmente, é o de São Tiago das Cinco Pontas, pelo fato de haver, em seu interior, uma pequena capela dedicada a São Tiago Maior, um dos seus santos padroeiros.

Por volta do ano 1817, o local abriga, também, a sede do Quartel General Militar. Antigamente, o forte possuía uns subterrâneos que serviam de prisão, mas eles foram demolidos no ano de 1822, por ordem de Gervásio Pires Ferreira, que dirigia a Junta do Governo Provisório de Pernambuco. Tais subterrâneos, vale salientar, eram verdadeiros túmulos dos vivos. Um dos presos mais ilustres, em 1935, tratou-se do romancista Graciliano Ramos. Em Memórias do cárcere, seu famoso livro, Graciliano se refere à Estação de Cinco Pontas como sendo um quartel.

O Forte de São Tiago das Cinco Pontas possui um pátio interno, várias celas com grades pesadas, feitas em ferro, e um túnel oculto, planejado para os holandeses fugirem, caso sofressem uma invasão. As muralhas da construção, por outro lado, se apresentam recortadas nos pontos em que aparecem os antigos canhões de bronze. Pode-se apreciar um belo portão na entrada da fortaleza, todo feito em madeira de lei. As demais portas e janelas do forte foram confeccionadas com material idêntico.

Ao lado da fortaleza há um histórico paredão onde, no dia 13 de janeiro de 1825, foi morto o frade carmelita Joaquim do Amor Divino Caneca – o conhecido Frei Caneca. Tal paredão ficava junto à forca, onde deveria morrer o célebre mártir pernambucano.

No início do século XX, o Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco mandou colocar uma lápide em mármore, na parede onde Frei Caneca foi morto, contendo os seguintes dizeres:

ESTE LARGO FOI ESPINGARDEADO

JUNTO À FORCA, A 13 DE JANEIRO DE 1825

POR NÃO HAVER RÉO QUE SE PRESTASSE

A GARROTEÁ-LO O PATRIOTA

Homenagem do Instituto

Archeologico e Geogrraphico

2-7-1917 Pernambuco

FONTE: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO

O Forte das Cinco Pontas atual

 

10º ESQUADRÃO DE CAVALARIA MECANIZADA

Major André Augusto com representantes da ANVFEB-PE

 

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Na Guerra, Sorte e Coisa Bem Rara! Homenagem a FEB.

 A observação da Segunda Guerra e a participação brasileira no conflito, se analisadas do ponto de vista social, proporcionaram um cenário improvável, que marcou uma geração por colocar em combate, sul-americanos que não tinham o perfil de um combatente moderno, não era dotado dos recursos físicos e da preparação psicológica adequada para combater sob o manto sagrado da democracia, que ele mesmo não entendia ou desfrutava. Era difícil de imaginar que um cidadão nascido no interior da Paraíba, filho de um Coletor de Impostos, pudesse participar de um conflito mundial lutando pelo Brasil contra regimes que, teoricamente, possuíam similaridade com o de Getúlio Vargas, ou pior, que um pernambucano, que nascera em 1922, na Rua Imperial, número 67, tradicional via da cidade do Recife, que passou sua infância na capital pernambucana tomando banhos no Rio Capibaribe na década de 30, frequentando as serestas e ouvindo os pianos nas casas de família na Rua da Concórdia, quem poderia imagina que esse pernambucano iria morrer em combate, lutando em solo italiano em 12 de dezembro de 1944?  Jovens que independente da ideologia ou posição social lutaram pelo seu país, em defesa da democracia que eles mesmos não tinham acesso, mas todos tinham a consciência do papel a desempenha, todos queriam entrar na guerra pelo seu país, pelas suas famílias. Mesmo que muitos brasileiros abastados tenham utilizado recursos para evitar sua incorporação ao efetivo que iria lutar na Segunda Guerra, outros foram voluntariamente, e embasados na desigualdade social latente em nosso país, esses jovens vestiram seus uniformes e foram à luta, era o melhor que nosso país poderia oferecer naquele momento, longe de qualquer discussão política, a alma do povo brasileiro estava presentes naqueles soldados, com suas virtudes e defeitos. Soldados subnutridos? Sim! Pois o nordestino passava fome. Sem instrução? Sim! Nosso país possuía um alto índice de analfabetismo, então como esperar que a Força Expedicionária estivesse acima das expectativas do Povo Brasileiro, se a FEB era o próprio POVO BRASILEIRO; O EXÉRCITO ERA O POVO BRASILEIRO.

Coragem e abnegação sempre foram referências que seguiram a Força Expedicionária Brasileira desde sua saída até a sua desmobilização, nesse aspecto, eram atributos do povo brasileiro espelhados no Exército ali representado e que, em última instância era a representação do próprio povo brasileiro; eram seus valores identificados na raiz de nossa raça. Nosso povo, o mesmo que expulsou holandeses de Pernambuco; o mesmo que buscou a liberdade nas Revoluções de 1818 e 1824; o mesmo que proclamou a Farroupilha, lutou a Balaiada, Praieira, Cabanagem e tantas outras revoltas que tiveram a participação do povo brasileiro que, independente das causas ou objetivos, são as provas cabais que nosso povo é um povo guerreiro, e que, a célebre frase de Euclides da Cunha, no clássico Sertões: “O sertanejo é antes de tudo, um Forte!”, é extensível para o nosso povo de uma forma geral, sendo a FEB um exemplo da dinâmica na declaração do escritor, pois tenha a certeza que se ele tivesse presenciado, como presenciou em Canudos, nossos soldados lutando contra as excelentes posições alemães em Monte Castello, teria lembrando dessa frase e se orgulhado dos filhos de nossa pátria, sertanejos, sulistas, paulistas e cariocas, que lutaram e morreram em solo estrangeiro.

O nosso soldado, o soldado febiano, não precisou de sorte para desempenhar seu papel, provou seu valor pelo sangue derramado de quase 500 filhos caídos; provando seu valor não apenas pelas vitórias conquistadas, ou pelos números de tropas e equipamentos inimigos capturados, mas principalmente pela bravura, chegando ao Teatro de Operações com a fama de mal preparado, mal equipado e pouco combativo, e no final da guerra, comparada a outras Divisões de mesmo porte, se destacou dentro do Corpo de Exército que se integrou. O Soldado brasileiro mostrou seu valor na Itália, e o soldado brasileiro da FEB será, em última instância, a representação fidedigna do próprio POVO BRASILEIRO.

Os Jovens Pilotos da RAF e o Destino da Inglaterra

No auge da Batalha da Inglaterra o primeiro ministro inglês Winston Churchill proferiu a seguinte frase, que entraria para a História: “Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos”. Ele se referia aos jovens pilotos da Royal Air Force (RAF), que tinha como missão principal naquela fase da guerra, a interceptação de bombardeiros alemães que aterrorizavam Londres dia e noite. O número de baixas entre os pilotos da RAF chegou a 90%, mas muitos jovens ingressaram em escolas de pilotos improvisadas em campos de aviação espalhados pelo interior da ilha, com o objetivo de defender sua terra que em 1940-41 se encontrava isolada no continente europeu.

O Marechal Herman Goring prometeu a Hitler uma vitória rápida e esmagadora em pouco tempo, por isso, Hitler iniciou a fase de preparação para a Operação Leão-Marinho, aguardando a superioridade aérea total sobre os céus ingleses. Göring subestimou completamente o poder de reação inglês que, com o mesmo entusiasmo que ouvia os discursos do seu primeiro ministro, lutavam para expulsar a Luftwaffe de seu território. A Invasão nunca fora executada, nunca saiu do planejamento, e o fanfarrão Göring começou a se distanciar do Fürher com suas promessas mirabolantes e irreais.

O mérito desses jovens marcou toda aquela geração. Esse feito seria utilizado pela RAF para atribuir o devido valor heroico que impediu que suas terras entrassem para a lista de conquistas nazistas. E o ímpeto combativo desses aviadores, que culminou com esse primeiro revés alemão, fez com que Hitler voltasse suas atenções para a Grande Mãe-Rússia, que era seu obscuro objetivo desde que assumiu o poder.

Fonte: http://webkits.infopop.cc/eve/forums/a/cfrm/f/379600941

Análise Histórica e Fotográfica da Segunda Guerra – Parte VII

A superioridade aérea é algo completamente necessário para uma ofensiva em larga dimensão. Não por acaso, Hitler só tentaria uma invasão a Inglaterra quando a superioridade aérea fosse da Luftwaffe, o que jamais se concretizou. Depois de perder o poderio sobre os céus da Inglaterra e, posteriormente perder presença nos céus da França, a Luftwaffe estava longe de ser a mesma que participou ativamente da Blitzkrieg nas primeiras fases da Segunda Guerra. Em 1944 e 1945 se resumiu a defesa de seu próprio país. Seus bombardeiros e caças não mais eram temidos e jaziam abatidos nos rincões dos chãos dos países outrora conquistados.

Muito se fala nos paraquedistas americanos da 89ª e 101ª Divisão Aerotransportadas, mas a Divisão mais castigada na tomada da Europa foi sem dúvida a 1ª Divisão Britânica Aerotransportada. Essa Divisão de Elite foi praticamente massacrada durante a execução da Operação Market Garden, perdendo 7500 paraquedistas.

Os Red Devils tiveram pouca sorte desde o princípio da operação, pois a região de Arnhem era defendida ferozmente por baterias antiaéreas alemães, fazendo com que as tropas saltassem muito longe de seus objetivos. A Divisão foi quase totalmente massacrada durante a contraofensiva para defender a Ponte do Rio Reno.

A utilização de planadores entrou para a História das Guerras no Dia D, já que fora usado largamente para o desembarque das tropas aerotransportadas. Esse tipo de transporte, extremamente silencioso, mas mortal quando pousava em terreno acidentado ou em árvores de grande parte, causou enormes baixas. Inclusive o General Pratt, único oficial General que morreu durante a Operação Overlord, por está “protegida” demais, ou seja, chapas de aço colocados abaixo do seu jeep impediram que o Planador da classe CG-4A , caiu violentamente contra o solo, mesmo com todos os esforços do seu piloto, o Tenente-Coronel C. Michael “Mike” Murphy  que não pôde evitar que o General Pratt quebrasse o pescoço na descida.

O Planador

 

Na há registros da noite do dia 05 de junho de 1944, quando iniciou o plano de invasão da Europa com as chega nos céus da Normandia das Divisões Aerotransportadas. Uma coisa é certa, todas as lembranças que são registradas falam sobre a grande quantidade de fogo antiaéreo que foi despejado contras os C-47 com as tropas paraquedistas, não por acaso, muitas semanas depois do Dia D eram possível ainda ver as chamas dos aviões que foram abatidos no inferno da noite do dia 05.

Uma informação importante para qualquer pessoa que estuda a Operação Overlord é saber o que pensavam os defensores sobre como e onde seria a inevitável Invasão da Europa. Rundstedt e Rommel eram os chefes diretos encarregados da Defesa, mas mesmo eles não concordavam como proceder no caso da invasão. Rommel acreditava piamente que os ataques deveriam ser repelidos ainda nos primeiras horas da invasão, evitando que qualquer cabeço-de-praia fosse estabelecida de forma definitiva, para tanto era necessário trazer as Divisões Panzers disponíveis para mais próximo do litoral. Rundstedt, por sua vez, achava que o ataque deveria ser repelido a partir de um forte contra-ataque vindo do interior, para tanto os carros de combate estariam pronto para o emprego, mas bem mais afastados no interior, longe dos bombardeios da Marinha Aliada. No final das contas nenhum das opções foram efetivamente executadas.

Uma Viagem no Tempo: A Segunda Guerra Ontem e Hoje – Parte II

Mais uma sequência de imagens do designer Max3 com montagem de fotos da Segunda Guerra. Um excelente trabalho.