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Berlim, 1945 – A Vida dos Alemães Antes da Derrota!


A Estação Gesundbrunnen do U-Bahn, o sistema de metrô de Berlim, tinha sido projeto para comportar 1.500 pessoas, mas tinha três vezes esse número nos primeiros meses de 1945. Velas espalhavam-se por todo o lugar e, além de fornecer uma iluminação escassa, serviam para medir o nível de oxigênio. Ao se apagar uma vela no chão, as crianças eral alçadas sobre os ombros dos mais velhos. Se alguma outra, sobre uma cadeira, se apagasse, era hora de começar a evacuar a estação. Ou, então, se a chama de uma última vela, colocada na altura do queixo, se extinguisse, todos deveriam correr para a superfície, mesmo que fosse em meio a um bombardeio aéreo.

A vida nos bunkers e estações de metrô era uma constante para os 2,7 milhões de habitantes que restava na capital do Terceiro Reich, em 1945. Cerca de 300 bombardeios aéreos, que assolavam a cidade desde 1940, e o avanço de 2,5 milhões de soldados e amais 6 mil tanques do Exército Vermelho devastaram ruas, avenidas, pontes, sistemas de água, luz e transporte, além de quase a metade das casas e um terço dos prédios residenciais, entre os soldados soviéticos, era comum a prática de estupros coletivos de civis alemãs e os saques a estabelecimentos comerciais e casas. Até a capitulação, que seria assinada no dia 08 de maio de 1945, 50 mil civis pereceriam em meio aos 80 milhões de metros cúbicos de entulho em Berlim.

Em 19 de março de 1945, com a iminência do cerco soviético sobre a capital, Adolf Hitler deu a ordem que ficou conhecida como “terra arrasada”. Nela, o Führer determinava que instalações militares, de transportes, comunicações e suprimentos e toda a estrutura física da capital, que pudesse servir aos soviéticos fossem destruídos. “Caso a guerra seja perdida, o povo também estará perdido e não é necessário se preocupar com as usas necessidades de sobrevivência elementar”, disse Hitler em um memorando. “Os que restarem após a batalha serão, de qualquer maneira, apenas os inadequados, porque os bons estarão mortos.” Em 30 de abril, o próprio Hitler uniu-se aos “bons”, cometendo suicídio.

Números que retratam a destruição:

A precária infraestrutura da cidade refletia a baixa qualidade de vida em maio de 1945.

  1. 37 dos 38 reservatórios e 99,9% dos dutos de gás de Berlim estavam destruídos
  2. Nenhum dos 100 mil postes de iluminação das ruas funcionavam
  3. As 19 estações de água da cidade estavam danificadas
  4. 122 das 188 agências dos Correios estavam fora de operação
  5. As 46 centrais telefônicas estava fora de funcionamento
  6. Dos 4300 km de ruas, 1350 km estavam destruídos
  7. De 153 mil veículos motorizados da cidade, apenas 115 continuavam funcionando
  8. Dos 33 mil leitos em hospitais antes disponíveis, 24 mil não podiam ser usados e nenhuma das 400 ambulâncias funcionava
  9. Das 649 escolas, 149 estavam destruídas, 439 danificadas e 81 foram disponibilizadas para outros usos

Fonte: Grande Guerras – Julho 2006

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