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Archive for julho \29\America/Recife 2012

As Melhores Fotos da Segunda Guerra – Extra

 

 Particularmente creio que a fotografia expressa um sentimento tão importante que é análise temporal de uma determinada cena. Isso fascina qualquer estudioso de um período. Imagine se pudéssemos ter fotografias dos principais fatos históricos da humanidade.

 A Segunda Guerra é o primeiro evento que conseguimos capturar imagens que, há 70 anos transformaram o mundo no que ele é hoje. Nas fotografias podemos perceber o sofrimento do ferido, o cansaço da marcha, o avanço do destemido…A morte do soldado! Analisamos aquela imagem que podem dizer muito mais do que apenas a própria imagem, podem contar a história da humanidade pela óptica de quem esteve lá, de quem foi fotografado! E isso será de suma importância para que os eventos desse sofrimento não se repitam, pelo menos com essa abrangência.

Paraquedista americano

Paraquedista americano

 

 

 

 

 

 

 

Mascotes das Guerras – Os Mais Estranhos e Diferentes

Desde a I Guerra Mundial, a maioria dos regimentos que foram bem sucedidos nos teatros de operações adotaram um “mascote”.

Urso, cachorro, guaxinim, pássaro, cabra… Tornaram-se durante a missão, os fiéis companheiros de soldados.

A presença de uma mascote aumentava a moral, e muitos foram usados ​​para este fim nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial.

Ainda hoje, muitas vezes considerado como elemento de sorte, adotada por um homem ou por um regimento inteiro, esses animais se tornam companheiros, às vezes, um confidente para os soldados que deram a eles afeto, no meio da terrível guerra.

Troitsko Pétchorskoïé, um urso marrom mascote servindo no Batalhão Lapinski. Primavera de 1919

 

Tenente Fonck, piloto do 103 º Esquadrão de cegonha deixa Lyon, a bordo do PLM (Paris-Lyon-Marselha) depois de participar de uma cerimônia no aeródromo Bron. Ele fala do seu novo mascote “Helen”, uma cegonha oferecido pelo prefeito de Lyon Edouard Herriot que vem do Zoo Parc de la Tete d’Or.

 

 

Fonte: ECPAD

 

 

 

 

 

 

 

Pelotão de Sepultamento – A Difícil Missão de Enterrar um Combatente

Não foram poucos os casos que os mortos nos ataques a Monte Castello e nas patrulhas subsequentes dos meses de dezembro e janeiro de 44 e 45 respectivamente, foram deixados no local onde caíram, sendo resgatados depois dos ataques de fevereiro de 45, alguns só puderam ser sepultados depois da guerra. Infelizmente essa tarefa árdua era uma atividade do Pelotão de Sepultamento, comandado pelo 1º Tenente Lafayette Vargas Moreira Brasiliano, estando ligado ao Serviço de Intendência da Divisão Brasileira. Esses soldados tiveram que enfrentar além da discriminação dentro da própria tropa, a dura missão de identificar e sepultar brasileiros com o respeito devido. Segue uma pequena explicação da obra do Joaquim Xavier da Silveira, A FEB por um Soldado.

 “O serviço de intendência tinha ainda entre as suas obrigações uma bem dura: sepultar os soldados mortos, serviço feito pelo Pelotão de Sepultamento. No começo a atividade foi difícil, mas aos pouco essa unidade foi conquistando respeito e admiração pela dedicação com que realizava a tarefa. Os primeiros mortos foram sepultados nos cemitérios de Tarquinia, Follorica e Vada. Quando a FEB foi lutar no Vale do Reno, instalou-se um cemitério em Pistóia, para onde  foram removidos os corpos enterrados em outros cemitérios, lá permanecendo até seu translado definitivo para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.

Assim que caía morto, o soldado brasileiro era transportado pelos companheiros para os postos de coleta. O pessoal do Pelotão de Sepultamento fazia a identificação, anotava os dados necessários e levava o corpo até a cova no cemitério militar. Cada soldado tinha pendurado em seu pescoço duas chapas metálicas de identificação. O pessoal do Pelotão destacava essas placas, colocando uma entre os dentes do combatente morto e a outra na cruz de madeira que marcava a cova.

O serviço de sepultamento era realizado muitas vezes em condições penosas e perigosas. Com a vitória em Monte Castello, o Pelotão de Sepultamento foi remover os cadáveres dos que tinham caído nos ataques anteriores. Isso foi feito ainda sob fogo do inimigo, que jogava granadas na região. Havia minas ainda não desativadas e, sobretudo as boody-traps armadas embaixo de corpos. Essa armadilha exigia de cada um prévio e cuidadoso exame. Os corpos, já em estado de decomposição, eram carregados em padiolas até o ponto em que pudessem ser transportados de jeep. Foi sem dúvida uma tarefa dura que o pessoal do Pelotão de Sepultamento executou com correção e, sobretudo, dignidade, pois a cada morto eram prestadas honrarias fúnebres.”

Fonte: Siveira, Joaquim Xavier da. A FEB por um soldado – Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Ed.; Rio de Janeiro Editora Expressão e Cultura – Exped Ltda, 2001

“Conspira contra a sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”

Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Aterro do Flamengo

As Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra – O retorno!

Continuando a infinita série das imagens mais engraçadas em sem noção da história das guerras, caso não tenham acompanhado, segue alguns links das edições anteriores abaixo:

Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra – Parte VIII

A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – O Retorno

A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra – Edição Extra

A Série – Fotos Mais Engraçadas e Sem Noção da Guerra!

 

 

 

Cenas que Merecem Registro. Brasileiros, Acima de Tudo!

 Nada mais justo quando se tem acesso a determinadas situações e informações que merecem registro para a posteridade. Particularmente creio que seja o papel de cada elemento que se importa com a história de nosso país, conduzir para as próximas gerações impressões, marcas e informações que devem ser guardadas para sempre.

 Portanto cumprindo minha obrigação, divulgo o evento que, pessoalmente não participei, mas que tive acesso ao registro. Refiro-me ao agraciamento em 2010, concedido pela Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional Pernambuco ao Presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, Tenente Sérgio Monteiro que, além da importante função que exerce, é um exímio e apurado historiador, autor do Livro O Resgate do Tenente Apollo e curador de maravilhoso acervo histórico mantido nas dependências do CPOR do Rio de Janeiro.

 A honraria foi entregue pelo Veterano Rigoberto de Souza. O 3º Sargento Rigoberto membro do 11º Regimento de Infantaria, participou das principais batalhas no Teatro de Operações na Itália, das quais destacamos Monte Castello e Montese, sendo detentor das Medalhas Sangue do Brasil, Cruz de Combate, Medalha Mascarenhas de Morais e Medalha de Campanha.

Nada mais justo que a Medalha Aspirante Mega tenha sido entregue a um historiador desse quilate, como é o caso de Sérgio Monteiro, das mãos de um puro representante nordestino do soldado brasileiro, que viveu e combateu ardentemente pelo seu país. Isso configura um quadro importante, pois nos conduz para uma perspectiva otimista do nosso futuro como nação. Homens dignos de gerações diferentes, mas brasileiros que defendem os mesmo valores, em tempo de paz ou não!

Se cada brasileiro entender o significado de sua própria história, inclusive a recente, sem ideologias ultrapassadas, poderemos olhar dignamente para frente, para o futuro! E saber o valor daqueles que lutaram ontem pelo mundo que conhecemos hoje, bom ou ruim ele é possível graças ao sangue e a vida de muitos.

Tenente Monteiro recebe a Medalha Aspirante Mega das mãos do 3º Sargento Rigoberto Souza do 11º Regimento de Infantaria

Sargento Rigoberto Souza na campanha da Itália entre 1944 e 1945

Da esquerda para a direita: Veteranos Rigoberto Souza, Tenente Monteiro, TC Monteiro, Veteranos Virgílio

Desfile da Vitória – A Seta indica o Sargento Rigoberto no desfile

Entrega da Medalha

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Guerra Nuclear: O Medo do Amanhã

No último filme da série de Indiana Jones, logo no início, o clássico personagem de Ford procura refúgio em uma cidade aparentemente cenográfica, com bonecos no lugar de pessoas, mas com tudo bem organizado, como se a cidade estivesse em plena atividade. Logo ele percebe que se trata de um cenário próprio para um teste nuclear, então ele sabiamente(?) busca abrigo dentro de uma geladeira.

Aspectos hollywoodianos a partir, no final da década de 40 e toda a década de 50, vários países do mundo iniciaram uma série de testes nucleares para entender todo o poder de destruição dessa arma apocalíptica, a Bomba Nuclear. Particularmente, os Estado Unidos utilizaram grandes cidades cinematográfica habitadas por uma população de bonecos que, após a explosão nuclear, virariam pó. Esse teste tinha como objetivo realizar simulações para analisar a extensão da destruição em cidades realmente habitadas.

Essa corrida armamentista e o medo generalizado dos ataques atômicos, tanto nos Estados Unidos quanto na União Soviética, teve como resultado o gasto de bilhões de dólares em construções subterrâneas nas principais cidades desses países, e treinamento constantes para uma evacuação em massa, em caso de um possível ataque nuclear.

Esse aspecto sinistro da Guerra Fria teve seu auge na Crise dos Mísseis de Cuba na década de 60, quando o mundo esteve prestes a ser destruído pelas Grandes Potências.

Mesmo hoje o risco de uma bomba nuclear ainda é muito presente no mundo. Países tradicionalmente belicistas são detentores soberanos de tecnologias nucleares com fins militares e outros buscam esse tipo de armamento. Assim a humanidade vai vivendo os últimos 65 anos! Com medo do amanhã, se é que haveria amanhã depois dessa guerra.

Parafraseando o Alberto Einstein:

“Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas poderei vos dizer como será a Quarta: com paus e pedras…”
 
 
 

Aviões – Essa Estranha Máquina da Grande Guerra

 

No final do século XIX se pensou que o grande avanço aeronáutico bélico estaria na utilização de balões nos campos de batalha. Um pequeno exemplo da utilização dos balões foi durante a Guerra Civil Americana, onde o ajuste dos tiros de Artilharia e a sondagem da movimentação das tropas eram realizados a partir de observadores em balões.

Com o advento do avião, já na Primeira Guerra Mundial, os balões ainda eram muito utilizados, juntamente com Dirigíveis para Observação avançada e até para bombardear as linhas inimigas. Contudo já se tornava preponderante a presença dos aviões. Os observadores dos balões nada podiam fazer quando os aviões inimigos se aproximavam. Então se fez necessário à melhoria de um equipamento que iria revolucionar a forma de se fazer guerra, o paraquedas. Último recurso para salvar a vida dos observadores dos balões em caso de ataque de aviões inimigos.

Outro elemento importante que se desenvolveu contra ataques aéreos foram as baterias antiaéreas. Inicialmente utilizavam armas portáteis para atacar as aeronaves inimigas, posteriormente o calibre das armas dessa força defensora foram aumentando de acordo com a evolução das aeronaves.

Podemos dizer que a Grande Guerra apresentou ao mundo tecnologias bélica que se consolidaram com o passar dos anos e que ficaram famosas algumas décadas depois, infelizmente.

A Evolução da Grande Guerra

 

Treinamento de Salto a partir de Balões em caso de ataque de aviões essa era a única opção de sobrevivência do Observador

 

Utilização de Bombadeios em grande escala

 

Acreditem! Isso era uma máquina fotográfica para capturar fotos dos campos de batalha

 

Baterias Antiaéreas Alemãs

 

 

 

 

 

 

 

 

O Conquistador Solitário de Monte Castello – O Bravo Soldado Brasileiro!

A mistura racial que forjou nosso país ao longo dos séculos, também enriqueceu nosso espírito de sobrevivência e nossa alma de guerreiro, basta para tanto observar nossa história para contemplar o quanto o povo brasileiro é guerreiro. Para vislumbrar as revoltas armadas nas capitanias hereditárias, nas províncias imperiais e em qualquer tipo de acontecimento que exigisse do brasileiro às armas, ele lá estava! Não somos um povo covarde!

A Força Expedicionária Brasileira é um exemplo exato dessa condição. Foi uma cópia sociológica fiel do seu povo, com suas virtudes e suas insuficiências. O soldado da FEB foi considerado em grande número abaixo do padrão em comparação a outros exércitos, por sua desnutrição, baixa instrução e outros problemas que, no contexto geral, eram a tipificação do Povo Brasileiro, pois o Exército Brasileiro é o espelho de seu povo.

Contudo o raquítico e desnutrido soldado brasileiro no combate se agigantou. Mostrou de forma inequívoca a bravura de seu povo.

Citando apenas um, entre tantos exemplos de bravura que foram demonstrados nos campos de batalha da Itália, contamos a História de um Herói, João Ferreira da Silva que, como não poderia deixar de ser um “JOÃO” e um “DA SILVA”, representou o melhor de sua Pátria. João Ferreira da Silva foi considerado o CONQUISTADOR SOLITÁRIO DE MONTE CASTELLO. Nas operações de 12 de dezembro de 1944, mesmo com ordem de retrair o I Batalhão do I Regimento de Infantaria, sua unidade, o soldado do Estado de Sergipe continuou a subir o Monte. Não se teve notícias do mesmo e ele foi considerado como “Desaparecido em Combate”, mas quando a Tomada de Monte Castello foi concretizada em fevereiro de 1945, o corpo do Soldado João Ferreira da Silva foi encontrado muito além das linhas brasileiras de 12 de dezembro. Abatido com um tiro, ao seu redor corpos de inimigos mortos. Ninguém saberá como aconteceu a guerra solitária desse herói brasileiro, com quantos ele lutou para chegar atrás das linhas inimigas. Seu corpo foi conservado pelo rigoroso inverno italiano, e permitiu que o tempo parasse no exato instante do sacrifício, para que servisse de testemunha o sacrifício pelo seu país.

 Temos que divulgar o quanto João Ferreira da Silva é importante para a história de nosso país. Sabe o motivo? Essa geração só tem notícia de imoralidade pública e desrespeito com povo brasileiro e o com o próprio Brasil.

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Segue abaixo dois Artigos sobre o João Ferreira da Silva. O primeiro é do autor Joaquim Xavier da Silveira e o segundo é do seu comandante o então Major Olívio Gondim de Uzêda em uma belíssima crônica a seu comandado, vale a pena sentir o orgulho do Comandante de um dos Heróis mais valentes da Força Expedicionária Brasileira.

 “Perto do Monte Castello, foi encontrado o corpo de um soldado solitário morto por um tiro e que estava bem distante dos pontos mais avançados que a trapa brasileira atingira nos ataques do dia 12 de dezembro. Em sua arrancada, ele transpôs as linhas inimigas até ser abatido. Que impulso moveu este soldado, que atos de coragem e heroísmo praticou? Não se poderá saber nunca sua história, porque em sua volta só restaram mortos. A neve que conservou o corpo na posição exata em que tombou à frente do inimigo, quis resgatar o silêncio sem história esse exemplo sacrifício e da coragem do infante brasileiro. Identificado como José F. da Silva, da 3ª Companhia do I Batalhão do Regimento Sampaio, ele bem mereceu o título que lhe deram posteriormente: Conquistador Solitário de Monte Castello.” – A FEB por um Soldado – Joaquim Xavier da Silveira

  PARA O SOLDADO JOÃO FERREIRA DA SILVA

Dizem que o céu é o lugar dos bons e dos justos. Deve ser também dos heróis, dos que sabem morrer como você, com galhardia e com bravura, na defesa de sua Pátria. É lá, pois, que você merece e deve estar.

Para você essa última homenagem do seu comandante de Batalhão. Que ela chegue ao seu destino.

O nosso Batalhão não conseguiu lhe acompanhar. Por uma série de fatores adversos, ficamos a meio caminho e tivemos que recuar para onde partimos. Por medo, por covardia? Não! Você sabe que não! Você viu quantos dos seus companheiros tombaram no meio da jornada; você não os viu recuar.

Eles não o abandonaram! Eles recuaram, depois, por ordem. Recuaram para depois voltar. E voltaram para se encontrar com você aí, no alto deste Monte, onde você teve suprema glória de ser o primeiro soldados brasileiro  a chegar.

Encontramos seu corpo ainda intacto sob o manto protetor da neve. Como que você sabia que voltaríamos, e todos nós gostamos que você testemunhasse que voltássemos; que voltássemos para buscar você, que voltássemos para com você darmos à nossa Pátria a glória de tão soberba vitória: A CONQUISTA DO MONTE CASTELLO.

Monte Castello ao fundo

 

Patrulha Brasileira

 

 

Cel. Uzêda

7ª Companhia de Comunicações – Unidade Tradicional do Exército Brasileiro

Com a chegada em definitivo da guerra para o Atlântico Sul, em especial no momento em que o Brasil corta as relações diplomáticas com a Alemanha,  e o consequente afundamento de navios mercantes brasileiros que passam a ser alvo de submarinos do Eixo. O então Comandante da 7ª Região Militar, o General de Divisão Mascarenhas de Morais inicia uma série de mudanças nas tropas do Nordeste brasileiro, tais como patrulhamento do litoral e transferências de Unidades Militares para a região com o objetivo de melhorar as defesas do litoral.

Por isso Pernambuco possui algumas Unidades Militares que foram criadas ou transferidas nesse período. Uma dessas Unidades Militares é a atual 7ª Companhia de Comunicações que é comandada pelo Major Marcelo Santos Gonçalves.

A Unidade comemorou no dia de hoje 71 anos de existência; mais de sete décadas de história e envolvimento com os principais acontecimentos do Estado de Pernambuco desde o final da primeira metade do século passado. A 7ª CiaCom participou dos grandes eventos, tais como o envio de efetivos para a Segunda Guerra Mundial, participação nos eventos de 31 de março de 1964, calamidades públicas, como as grandes enchentes da década de 70 e participou das Missões de Paz UNAVEM III (Angola) e MINUSTAH (Haiti).

Por toda essa força operacional e peso histórico a 7ª Companhia de Comunicações possui uma intima ligação com a História recente do Pernambuco. E isso é o mais importante elemento que hoje figura na briosa companhia, o orgulho e zelo pela preservação dessa história. Não por acaso, observa-se entre os integrantes da Unidade, e no próprio aquartelamento, o cuidado na preservação de sua história.

Orgulha-nos como cidadão brasileiro e como historiador observar em outros brasileiros o apego com o passado de seu povo, representado aqui por uma Unidade Militar participativa da História do Brasil.

Major Marcelo entrega Diploma de Amigo para o Vice-Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileiro – Regional Pernambuco Sr. Rigoberto Souza Júnior

Indicação de um bom BLOG!

Caros amigos!

  Já que nosso espaço é muito frequentado e com um público eclético. Estamos indicando o excelente BLOG do Professor Armindo Ferreira. Um pianista muito talentoso de Pernambuco que expõe seu trabalho agora na Grande Rede. Professor Armindo além de sua formação musical também é Professor de Letras, portanto quem acompanhar terá um espaço cultural de excelente qualidade.

 Ao Professor Armindo nossas boas vindas ao mundo dos BLOGs e todo sucesso!

Divulguem o espaço!

http://armindomusica.wordpress.com/

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A Alemanha e a Campanha na Itália.

Em 1943 a Alemanha tinha perdido parte do seu poder combativo com todos os Fronts abertos. Eles lutavam concomitantemente na Itália e União Soviética, além de possuírem tropas de ocupação na França, Países Baixos e em várias outras repúblicas da Europa, em muitos casos lutando violentamente contra os movimentos de Resistências desses países. Hitler que criticara em seu livro os dois fronts abertos pelo Kaiser, agora lutava em muitos mais.

Um dos inúmeros questionamentos que se faz sobre as atitudes de Hitler era a insistência e esforço do Fürher em manter o Dulce do poder na Itália. Seria muito mais viável para a Alemanha abrir mão de parte dos territórios italianos e a manutenção de uma linha de defesa que protegesse a fronteira alemã. Mas o Líder nazista preferiu dedicar esforços para manter todo o território da Itália, mesmo quando Mussoline não tinha qualquer condição de liderar o seu país.

A Itália nunca valera o esforço de mantê-la. Não justificava o desperdício de material e vidas humanas que lutaram valentemente desde a queda de Messina até o avanço sobre o Vale do Pó. Essas e outras atitudes de Hitler são questionáveis e fazem parte da mística sobre as suas ações durante a Segunda Guerra Mundial.

 

 

 

Uma Visão Diferente dos Aviões que Combateram na Segunda Guerra

O Cockpit de uma aeronave alemã ou aliada da Segunda Guerra Mundial move e aguça a imaginação dos pilotos atuais, particularmente os modelos da Alemanha que existem apenas em Museus da Segunda Guerra espalhados pelo mundo.

 Para os amigos pilotos como Pedro Ferreira, tentei separar algumas fotografias que pudessem captar a visão dos pilotos, artilheiros e demais componentes da tripulação e, principalmente, a visão interna das aeronaves, já que muitos conhecem todos os tipos de aviões que combateram na Segunda Guerra, mas sabem muito pouco sobre o interior dessas máquinas de guerra.

 

 

 

Hollywood, os EUA a Crise de 1929, o Brasil e a Guerra – Parte I.

 Vamos publicar mais um artigo do pesquisador amazonense Mauro Moryarty em um brilhante artigo:

Sem dúvida o maior esforço dos EUA antes durante e depois de um conflito aos seus interesses é o uso da verdadeira máquina de propaganda representada pela sua indústria cinematográfica nacional, que ao mesmo tempo em que avessa a qualquer apreciação de caráter crítico aos enredos que desenvolve, se propõe a impor a versão dos interesses ideológicos a que serve seus críticos e adversários, rotulam de “escapistas” os enredos preferidos e disseminados por Hollywood, mas se o termo quer dizer: Alternativa a uma realidade desagradável, ou a abordagem que todos desejariam dessa realidade a fim de torna-la fácil de suportar e conviver, não é isso que o enredo nos apresenta, mas sim o que as suas elites dominantes desejam infundir como base de uma pseudocultura de massas, não apenas nacional, mas de caráter mundial. Acompanhemos agora uma síntese do desenvolvimento desse processo de mistificação.

É claro que num regime que se considera não apenas democrático, mas também o próprio representante do modelo democrático no mundo, o seu povo gosta de acreditar que tem livre arbítrio, mas na verdade apenas se contenta com as opções de escolha que suas instituições dominantes lhes colocam a sua disposição, são elas que lhes determinam sua conduta na cultura social, politica interna e externa da nação, forjando uma identidade nacional do que é americano é bom ou não americano e mau, como se acredita na sua opção cultural maniqueísta.

O inicio do desenvolvimento da propaganda no país foi influência direta do seu sistema econômico capitalista, a necessidade de enfrentar a concorrência na arte de persuadir para vender, tornou possível a perversão e exploração de ciências desenvolvidas com a finalidade de trazer o bem estar e o progresso humano, como por exemplo, a psicologia que teve seu objetivo de conhecer o comportamento do individuo e percebe-lo nas suas interações sociais prevendo-lhe os erros de conduta e as inevitáveis neuroses, ao ser financiado dentro dos departamentos de pesquisas das indústrias, ganhou contornos de programação mental para o consumo, jogando com as necessidades básicas e superiores dos indivíduos, tentando conhece-las profundamente, comportamento individual, influências sociais e sobretudo suas fraquezas, essas possibilidades logo atraíram o interesse da máquina estatal, no sua eterna cruzada por disseminação e controle ideológico.

O desenvolvimento da propaganda sempre se mostrou atrelado ao desenvolvimento das possibilidades tecnológicas, muito em breve o alcance dessas possibilidades forjariam o termo comunicação de massa, que teve inicio com a invenção da imprensa por Gutemberg, e durante muito tempo os jornais impressos foram os principais veículos de informação e formação de opinião, tempos depois, dividindo esta condição com a invenção do Italiano Marconi, o Radio, um instrumento que abriria mais possibilidades aos governos de dramatizar os acontecimentos e controlar o efeito das informações transmitidas. Contudo ambos os recursos de comunicação de massa disponíveis mostrariam seus limites diante da invenção de dois irmãos Franceses os Lumiére considerados os inventores do Cinema, pela primeira vez havia a disponibilidade de um recurso considerado completo que não se prendia as imagens estáticas dos jornais ou a uma voz qualquer impessoal e desprovida de empatia de um rádio, pela primeira vez era possível imagens em movimento real e som  em tempo real esse era o futuro, cuja única promessa pendente era que a tela diminuísse e coubesse dentro dos lares de cada cidadão americano situação que ainda demoraria e que permitiria então por longo tempo ainda a exploração da tríade Imprensa, Radio e Cinema.

Podemos rastrear essa prática de massificação formalmente, nos esforços durante a primeira guerra mundial, o presidente Woodrow Wilson praticamente instituiu a maneira de como os próximos presidentes se organizariam para enfrentar períodos de crise, ele primeiro lutou por mais poder e autonomia em relação ao congresso depois instruiria comissões e agencias, e por fim trabalharia para canalizar a opinião publica a favor dos “interesses nacionais”, instituiu o Comitê de Informação Pública, que demonstraria habilidade em aliar-se aos representantes da cultura nacional afim de disseminar a persuasão popular dos interesses governamentais, todos os setores culturais tiveram sua representação, mas claro nenhum tão expressivo como o cinema, na divulgação da propaganda, o Comitê servia-se de grande numero de voluntários que panfletavam um discurso intitulado “Por que estamos lutamos” (Titulo que o governo Roosevelt aproveitaria numa série de filmes de caráter de mobilização nacional sobre a Segunda guerra). Nas telas dos cinemas os primeiros ensaios da desumanização do inimigo começavam com filmes de títulos como: “Kaiser, a Besta de Berlim”, personificando os Alemães como Hunos (Nome pejorativo pelo qual os Soldados Alemães ficariam conhecidos pelos Soldados Aliados doravante nas guerras, ao lado de outros igualmente depreciativos), a propaganda é claro no mesmo sentido que procurava desumanizar o inimigo, desumanizava seu publico que entregou-se a represálias criminosas contra Alemães estabelecidos a gerações nos EUA e a um Boicote sem sentido aos mestres da cultura Alemã como Beethoven e Bach, também atiraram-se a violência extrema contra os pacifistas e aqueles suspeitos de atividades de esquerda.

Com a ascensão de Roosevelt, a presidência da nação no inicio da crise de 1929, a América ganhou um homem empreendedor e disposto a enfrentar a crise o contrário do derrotado antecessor Hoover, Roosevelt teve participação no governo do presidente Wilson e o admirava, e certamente retirou inspirações da iniciativa do antigo presidente de criar comitês e mobilizar alianças nos representantes da cultura popular e instituições privadas nesse caso Holywood (É mais ou menos o que os políticos contemporâneos chamam de pacto social), nesse meio tempo surgiu uma aliança bem sucedida entre o presidente Roosevelt e o cineasta Frank Capra, que produziria muitos filmes de cunho moral cuja temática era direta ou indiretamente condenar os especuladores financeiros (Considerados tubarões responsáveis pela crise) e tornar o homem simples, trabalhador, como exemplo a ser seguido por todos no caminho otimista da recuperação econômica, outra legenda de Hollywood também seria convocada Walt Disney com seus desenhos animados emprestaria apoio moral relevante a politica do presidente, Hollywood foi apenas uma entre as forças convocadas pela estratégia de combate a crise, intitulada New Deal, contudo foi a mais eficaz, Roosevelt ao mesmo tempo em que utilizou os filmes para levantar a moral da população abatida, também conseguia o apoio popular contra a oposição as suas medidas no congresso, cujos partidos de oposição o acusavam de socialista, as produções Hollywoodianas não agradavam apenas ao cidadão americano comum, mas também a crítica especializada e aos intelectuais (Que entendiam que as mesmas ajudavam a atingir as metas do New Deal considerado prioridade nacional).

Hollywood ao mesmo tempo em que apoiou o governo Roosevelt e sua estratégia de recuperação econômica, também serviria a intenção de Roosevelt de congregar a simpatia à ideologia americana no exterior, notadamente na América latina e mais especificamente no Brasil a quem Roosevelt esforçou-se para captar as simpatias em face da hostilidade dos países fascistas que cada vez mais demostravam atitudes belicosas e disposição para guerra.

O processo da invasão Hollywoodiana no Brasil foi coroado de êxito completo, o povo Brasileiro aceitaria passivamente o inicio do processo de sua pandêmica desvalorização cultural o presidente Roosevelt pedia a Hollywood um verdadeiro processo de americanização latina no que era atendido além de suas próprias expectativas, Hollywood levou Carmem Miranda com a intenção de mostrar a exoticidade de nossa cultura, Walt Disney nos apresentava o Zé Carioca e ambos nos inundavam com suas produções de aparente entretenimento mas de fundo patriótico e aliciador.

Nesse ponto é necessária uma reflexão isenta de como a história oficial nos faz engolir esse processo como bom para nós, vejamos, a invasão de Hollywood teve como objetivo manipular a opinião publica e a atitude do povo Brasileiro a favor do americanismo, não foi nada de inocente entretenimento, o povo Brasileiro desde essa época passou a acreditar no conteúdo de pureza, moralidade e sinceridade utópica que os filmes pretensamente procuravam transmitir como característica de uma cultura superior, que lhe era apresentada e assumida como desejada por nós, ignoravam que a associação Roosevelt e Hollywood dentro dos EUA visavam a justamente “modificar” o comportamento nacional norte-americano de permissividade ao esbanjamento, luxuria, exploração do mais fraco pelo mais forte, especulação e exploração aos menos favorecidos, xenofobia e racismo vergonhoso e a recusa de aceitação de regras que combatesse a degeneração e orientasse a uma conduta mais sã, que quando apresentadas eram consideradas medidas antidemocráticas e que não raro recebiam a pecha de socialistas, foi justamente essa atitude que finalmente descambou a crise econômica de 1929. Os efeitos dessa nossa aceitação deturpada do parasita cultural Hollywoodiano foi a renuncia da possibilidade de desenvolvermos nossa própria indústria cinematográfica e aceitação conformista do modelo americano tipo exportação como se fosse nosso, em experiências futuras como os Estúdios da Atlântida, totalmente americanizado e dissociado de uma cultura Brasileira genuína que nessas alturas já estava totalmente marginalizada e caracterizada como de mau gosto e a ser evitada como mazela da ignorância popular.

Eunucos da Segunda Guerra

Este relato foi extraído do Livro “E foi assim que a Cobra Fumou” da Major Elza Cansanção de Medeiros.

            Casos divertidos aconteceram em todos os setores de nossa gloriosa FEB e, quando as enfermeiras estavam indo para o Teatro de Operações da Itália, viajavam de acordo com a disponibilidade dos aviões que partiam do Rio de Janeiro.

            Do segundo grupo a deixar o Brasil, fazia parte a Srta. Lúcia Osório, mulher bonita e descontraída, de gênio alegre, desencanada e que nunca levou desaforo para casa. Quando ela chegou a Dacar, cansada da extenuante viagem, a primeira coisa que tratou de fazer foi tomar um banho refrescante.

            Como não tinham o posto de Oficial, ficaram alojadas com as moças da Cruz Vermelha que trabalhavam como assistentes sociais. Despreocupadamente, entrou no banheiro e começou a se deliciar com a água fresca, mas de repente, o sabonete caiu-lhe das mãos quando estava de costas para a porta do box e, abaixou-se para apanhá-lo, e deparou-se com uma mão preta que também estava tentando apanhar o objeto.

            Seu olhar apavorado seguiu a mão, subindo pelo braço forte e negro, até que surge um sorridente negro que lhe entregava muito solícito, o sabonete. Lúcia pôs-se a gritar e tratou logo de apanhar uma toalha e, o rapaz prestimosamente alcançou a mesma e ainda tentou envolvê-la em seu corpo, fazendo com que ela cada vez se desesperasse mais ainda.

            A esta altura, com todo o nervosismo além do inusitado da situação, esqueceu o inglês e o francês e, gritando em português para que o mesmo se retirasse de seu apartamento. O sorridente serviçal, abriu-lhe a porta do quarto, que ao ser passada foi batida com toda a força e trancada imediatamente.

            Ao aproximar-se da cama, outra surpresa! Suas roupas estavam perfeitamente arrumadas sobre ela, na ordem exata pela qual deveria ser vestida. Então, Lúcia arrumou-se apressadamente e tratou de sair correndo em desabalada carreira em direção ao comando da base, para protestar contra a falta de segurança, que havia possibilitado a entrada daquele intruso em seu aposento.

            O Coronel a recebeu, e ficou surpreso com a reação de sua hóspede. Depois de se inteirar da queixa, ele deu uma sonora gargalhada, o que aborreceu ainda mais a Srta. Lúcia.

–        Não se preocupe, pois não há nada de errado. Ele está lá para isso mesmo, sendo encarregado de atender às senhoras, não se preocupe, pois não representa nenhum perigo, é completamente inofensivo.

–        Como é que é inofensivo um brutamontes deste!

–        Calma, ele é realmente inofensivo, pois é um EUNUCO!

            Lúcia ficou pasma com a revelação. Em pleno século XX, ainda existiam eunucos?

–        Olhe Coronel , eunuco ou não, quando estiverem brasileiras por aqui, é melhor o Senhor tirá-los de lá, pois nós não estamos acostumadas com eunucos, e não os aceitamos, ainda mais um eunuco deste. Estou apavorada!

–        Mas Miss, ele está lá justamente para ajudá-las a lavar as costas, arrumar suas roupas, etc.

–        Pode deixar Coronel, brasileira não gosta que ninguém lhe lave as costas nem nenhuma parte do corpo. Deixe que fazemos isto sozinhas!

            Ao voltar ao alojamento, Lúcia trancou todas as portas e janelas.

            –  Eu hein, contou a Lúcia depois – sei lá se o outro que entrasse também era da mesma confraria? Eu é que não quis me arriscar…

 

 

Enfermeira Lúcia Osório

Artigo enviado pelo pesquisador Rigoberto Souza Júnior.

O Dia D – Defensores e Atacantes

 Em 1943 a única certeza que o Alto Comando Alemão tinha era que a invasão a Europa era iminente. Portanto era imperativa a manutenção das conquistas alemãs fossem defendidas a todo custo, principalmente a região norueguesa de Narvik, grande centro de produção de minério de ferro e a própria França e Bélgica principais entradas para a conquista da Alemanha.

No segundo semestre de 1944 iniciou-se a construção do que a propaganda alemã vendeu como sendo a Fortaleza Europa, um conjunto de fortificações que tinham como objetivo expurgar qualquer tentativa de invasão oriunda do mar, revivendo assim a malfadada tentativa em DIEPPE que frustrou um desembarque em 19 de agosto de 1942 e tornou-se célebre na Segunda Guerra.

Contudo o Fortaleza Europa era extensa e o desconhecimento completo do local dos desembarques forçava o amplo e custoso aparato de fortificações. Os locais mais prováveis foram os prioritariamente defendidos, sendo o mais importante o Passo do Calais, trecho mais estreito do Canal e a região da base de lançamento dos mísseis V1 e V2.

Para a região da Normandia, o General Erwin Rommel organizou assumiu parte da defesa e organizou uma considerável melhoria nas defesas, aumentando a quantidade de minas terrestres, obstáculos e inundando regiões. Mas a cadeia de comando da Wermartch em 1944 não ajudava a Raposa do Deserto. Ele não tinha o comando das Divisões Panzers da Região, inclusive a 21ª Divisão Panzer, que seria utilizada na região da Normandia para repelir um ataque em alta escala.

O General Gerd von Rundstedt, o mais velho dos generais no Teatro de Operações, mas também o mais respeitado, divergia de Rommel sobre as táticas da doutrina defensiva que deveria ser emprega. Rundstedt achava que o emprego dos blindados deveria ser realizado a partir do interior, longe do fogo da artilharia naval, de forma que um contra-ataque em grande escala tomaria as cabeças-de-praia dos aliados antes do avanço sobre o interior. Rommel acredita que os Aliados deveriam ser expulsos no desembarque, sem conquistarem qualquer avanço no terreno. No final das contas o que prevaleceu foi o fracasso de ambos. As defesas costeiras não foram suficientemente capazes de repelir o desembarque, exceto em Omaha, onde a imposição durou todo o Dia D. E o contra-ataque esperado pelos americanos não teve o ímpeto desejado pelo velho general.

 

Acervo de Fotos Pessoais da Segunda Guerra

Uma série de fotografias capturadas não por profissionais, mas pelos próprios soldados americanos que combateram na Segunda Guerra. Essa mudança de visão é importante exatamente pelo fato do fotografo não está interessado no melhor ângulo ou visão, mas nas circunstâncias e curiosidades dos acontecimentos.

Essa notada predisposição para registrar o cotidiano é de suma importância para o registro histórico, já que naturalmente o homem registra apenas os acontecimentos que ele considera relevante, por exemplo, nenhum fotografo irá se interessar por registrar o alojamento dos soldados em apenas mais um dia treinamento para uma operação. Eles se interessarão pela operação, pelo registro do que é classificado como importante. Em 500 anos, a Arqueologia irá encontrar vestígios de soldados em combate e irá construir o que não foi registrado pelas lentes fotográficas e pelos livros de história, mas segundo as evidências do seu cotidiano.

O BLOG retorna!

 Depois de um breve período de férias, estamos de volta! Para nossos amigos que acompanham o blog, observaram que não publicamos nada essa semana inteira, pois o Chico Miranda resolveu pedir lincença do cargo de blogueiro e partir com a família para a Cidade Maravilhosa e desfrutar das belezas naturais da cidade Patrimônio da Humanidade. Aproveitamos para rever amigos novos sem, claro deixar de passar nos principais pontos turísticos históricos do Rio, tais como o Palácio da Catete e Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, entre outros.

 

Mas a vida mole acabou…Retornaremos para cumprir nossas obrigações com a História!

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Os Melhores Registros Fotográficos da Invasão a Libertação da França

 A TIME realizou um trabalho historiográfico de suma importância para a História da Humanidade. Não há outra empresa que tenha se qualificado tal bem para o registro fotográfico do período que compreende os preparativos e a eclosão da Segunda Guerra até o seu desfecho. A TIME publicou uma série de impressionantes fotografias que exibia o clima da Alemanha no período áureo do Nazismo e, posteriormente acompanhou os desobramentos da Segunda Guerra em todas as suas fases.

 Com seus acervo, a revista passou a fazer um trabalho de recuperação das fotografias, inclusive republicando algumas em qualidade HD. Segue abaixo uma pequena amostra desse trabalho que impressiona pela qualidade:

 

Soldados e Civis passam o tempo no rio Tamisa, primavera de 1944

 

Um Cabo do U.S Army empilha latas de gasolina, em preparação para a invasão iminente da França, Stratford, Inglaterra, maio 1944

 

Uma pequena cidade na Inglaterra, primavera de 1944, pouco antes do Dia D.

 

Um capelão do Exército americano se ajoelha ao lado de um soldado ferido, a fim de administrar a benção eucarística, França, 1944.

 

Uma metralhadora alemã abandonada, França, junho de 1944.

 

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Fotografias de Aviões e Tripulação da Segunda Guerra

 É notório o desenvolvimento da aviação durante e depois da Segunda Guerra. Essas fotografias permitem uma visão bem próxima de algumas das principais aeronaves que lutaram nos céus da Europa na Segunda Guerra e a condição extrema que a tripulação vivenciava.

Uma visão diferente!

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Coitado de Hitler…

 Realmente, Adolf para a propaganda americana apanhou o correspondente a 3 Segundas Guerras Mundiais. Em várias publicações de Revistas em Quadrinhos, os conhecidos Comics, ele foi o alvo preferencial de todos os tipos de super-heróis da criativa mentalidade americana. Dentre os preferidos da população o famoso Superman, Batman e Capitão América, mas temos aliados menos conhecidos como o Soldado Desconhecido e o Espinhão Destruidor entre outros. Conheça essas figuras que povoaram a mente dos americanos e a de outros povos, mesmo depois da guerra:

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