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Archive for 05/07/2012

Voluntário da Waffen SS, Com Muito Orgulho!!

 Entrevista realizada pelo jornalista inglês Laurence Rees a um membro belga da Tropas SS que lutou nos campos de Batalha da Russia, e que durante a guerra perdeu um olho e um braço e mesmo assim retornou para seu Batalhão até o final da guerra. Segue esse impressionante relato:

Na cultura popular, a associação entre a Alemanha e nazismo é explícita. O que nem todo mundo se lembra é de que as ideias nazistas e fascistas foram além das fronteiras alemãs e agradavam a muitas pessoas de outras nacionalidades. Sem dúvida, o integrante da SS mais fanático que conhece era um belga.

Jacques Leroy foi criado em Bache, na Valônia, a porção da Bélgica de colonização francesa. Na juventude, Leroy se tornou partidário das visões fascistas do belga Léon Degrelle, líder do movimento rexista. Sendo um simpatizante de ideias racista e perfil profundamente anticomunista, não é surpresa que Jacques Leroy tenha se voluntariado a participar da luta contra Stalin em uma divisão especial da SS, com sede na Valônia.

“O objetivo ideológico da Waffen SS era treinar homens – homens de elite”, disse Leroy. “Tais ideais não são mais apreciados na sociedade multipluralista atual, mas, na época, inspiravam homens a treinar em situações extremas, sempre servindo a seu país”. A motivação era uma só: “era uma guerra contra a Rússia, contra os comunistas e bolcheviques, e essa era a grande razão.”

Uma vez na tropa, Leroy e alguns outros voluntários da Waffen SS foram transferidos para o front leste, onde o belga se mostrou um lutador bravio e destemido: “estávamos sempre prontos para empunhar as armas, ficávamos escondidos atrás de árvores, lutávamos corpo a corpo”. A dedicação era tamanha que, em reconhecimento a sua notória coragem, ele recebeu várias condecorações de batalha.

Bem antes disso, no entanto, na neve da floresta de Teklino, no oeste da Ucrânia, em 1943, o batalhão que Jacques Leroy defendia enfrentava um grupo do Exército Vermelho muito mais numeroso que o dele. “As consequências foram realmente terríveis. Perdemos 60% dos nossos homens. Dois ou três tanques Panzer estavam lá para nos defender, mas não conseguiram entrar na floresta.”

É medida que recordava dos tempos antigos de combate, o ex-militar belga ia ficando cada vez mais animado: “Lutamos com leões. Atacamos  e fomos conquistando uma posição atrás da outra!”

Mas logo, o velho combatente revelou que a sorte não esteve do seu lado por todo o tempo. “Eu estava ajoelhado atrás de uma bétula – uma dessas árvores bem finas – e, de repente, senti algo parecido com um choque elétrico. Larguei minha arma e, imediatamente, vi sangue, gostas vermelha pingando no branco da neve. Era o meu olho que tinha sido atingido por uma bala. Meu olho havia sido aniquilado. E eu estava com mais três balas no ombro.”

Estirado na neve, sangrando, Leroy só foi salvo porque dois de seus camaradas o carregaram a um hospital do campo de batalha. Não houve salvação para o olho. Os cirurgiões tampouco conseguiram salvar o braço.

E agora bem uma parte do relato desse belga aficionado pelo nazismo que considero extraordinário. Depois de recuperar-se do ataque, mesmo mutilado e cego de uma  Leory volta à sua Unidade. Por quê?

“Para não cair na mediocridade e para não abandonar os meus camaradas!”, Leroy respondeu “Sim, eu tinha perdido um braço e um olho, mas quando se é jovem, a gente não se deixa afetar pelos problemas na mesma maneira que as pessoas mais velhas se afetam. Voltei, acima de tudo, para não cair no comodismo. Não suportaria ficar sem fazer nada, à toa, sem um objetivo na vida (…), às vezes, a gente precisa pensar, precisa ter um objetivo.”

Confesso que passou pela minha cabeça que, ironicamente, existia um enorme aparelho de televisão naquela casa onde estive, a casa em que Leroy passou sua velhice. Penso que ele, provavelmente, nesta fase da vida, passava, sim, muito tempo assistindo à programação.

Em minha visita, Leroy negou com muita ênfase ter visto qualquer atrocidade ser cometida contra os judeus: “Nunca, nunca, nunca! Nunca vi uma cena daquelas, é por isso que não acredito, não acredito!”.

Aproveitei para dizer a ele sobre a existência de provas fotográficas de cadáveres em campos de concentração nazistas, ele respondeu: “E você acredita mesmo que aquelas fotos são de verdade?”.

Leroy morreu poucos dias depois da nossa entrevista. Tenho certeza de que foi para o túmulo mantendo sua convicção até o fim. Morreu como um ex-integrante fanático da SS, que negava a realidade do Holocausto e que gritava com a TV cada vez que ela lhe falava o contrário.

Jacques Leroy

 

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