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Archive for novembro \26\America/Recife 2012

Foto Estranha…Soldado Estranho…Não Necessariamente Nessa Ordem!

Quando a gente analisa algumas fotografias de soldados da Segunda Guerra, percebe que soldado sempre será o mesmo. Nas horas de descanso, gosta de dormir, tirar onda dos companheiros e às vezes, tirar onda dele mesmo! Segue alguns exemplos para comprovar:

Alemães: Aclamados como Libertadores, mas não por muito tempo…

Falando de uma questão controversa, que sempre levanta discussão quanto à veracidade do fato. É verdade que os alemães foram aclamados como libertadores em alguns países como União Soviética, Polônia, Tchecoslováquia e outros? E que, inicialmente, houve uma convivência pacífica entre dominantes e dominados?

A resposta é sim para quase todos esses países, mas principalmente da União Soviética, nas regiões que outrora fizeram parte da Prússia Oriental, de origens germânicas. Esses povos que estavam sob o julgo de Stálin, e não adianta dizer que não era julgo! Receberam as tropas alemãs com o entusiasmo e a alegria da liberdade. Esse fato se repetiu por várias cidades, principalmente aquelas mais castigadas pela repressão política do regime de Moscou.

Com relação a outros países, como os Países Baixos, a política que se introdução era de dar certa autonomia administrativa, mas sem perder o esforço econômico na guerra, ou seja, em outras palavras, envio de ativos e de bens e serviços em prol de Berlim, por isso, sempre houvera medidas impopulares que deixavam o clima tenso entre as forças de ocupação e os nativos.

Eis um dos erros apontados para a queda do Reich, sua política de ocupação. Em várias cidades onde o Exército Alemão foi recebido como libertadores, com o passar do tempo e a implementação de uma política tão repreensiva, excessivamente violenta e de exploração econômica, tornou possível a formação de cidadãos que viriam a lutar pela expulsão em definitivo dos alemães, conhecidos como partisans.

Não houve qualquer tipo de tentativa de aproximação ou de benevolência entre Berlim e os países ocupados, pelo contrário, demonstração de poder era comum entre os representantes de Hitler, suscitando ódio e medo. As tropas de ocupação eram autorizadas a confiscar, tributar, julgar e condenar da forma como bem entenderem para a manutenção do poder pela força, sendo esse cenário insustentável por um período muito longo.

Se o sistema de Hitler fosse voltado para conquistar um aliado e não mais um inimigo velado nos territórios já dominados pela força, talvez a história da guerra fosse outra.

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O Modelo Alemão de Formar Soldado Combatente

Um dos pontos mais claros do Tratado de Versalhes era a referência ao tamanho do Exército Alemão, que deixava de ser um Exército e passava a ser uma força de defesa, chamado de Reichswehr. O Tratado previa uma força de 100 mil homens, sendo que 96 mil praças e 4 mil oficiais. Nesse contexto, o então comandante da Força Nacional, General von Seeckt passou a conceber uma doutrina de uma força profissional que fosse a base de um novo Exército. Esses militares seriam instrutores e formadores de combatentes em um futuro próximo.

Quando Hitler assume, já nos primeiros anos de governo, ele desconsiderou todas as imposições do Tratado e partiu para requalificar e transformar a Alemanha em potência militar, e inicia o processo de alistamento obrigatório e começa a criar as unidades militares que seriam a ponto de lança da visão expansionista do nazismo.

O treinamento desse recém formado Exército é digno de nota. Estabeleceu parâmetros e metas para a formação do soldado combatente. Cidades inteiras foram evacuadas para se transformarem em campo de instrução. A mobilização militar da Alemanha transformou um Exército de 100 mil homens para 2 milhões em pouco mais de 5 anos.

Esses centros de instruções funcionaram quase até o final da guerra, formando todo tipo de combatente. Já quando a demanda por homens treinados era evidente para a Alemanha, os centros receberam crianças, velhos e soldados não-combatentes das forças aérea e naval. Quando não havia mais o que fazer, e o fim era previsível, restava praticamente os civis lutando uniformizados, pelo menos, aqueles que ainda acreditavam em alguma coisa.

Trens Blindados da Segunda Guerra: Muito usado Pouco Falado

Transporte muito utilizado durante toda a guerra, sempre visto nos filmes e jogos da Segunda Guerra Mundial, mas que é pouquíssimo falado são os trens blindados de transporte.

O início da utilização dessas fortalezas sobre trilhos iniciou na campanha da Rússia, quando a necessidade das linhas de abastecimento das tropas eram cada vez mais dependentes da malha ferroviária, enquanto que a superioridade aérea ainda não permitia a liberdade de trânsito nos territórios ocupados, nem para os alemães, nem tão pouco para os soviéticos.

Cada vez mais trens eram necessários para transportes de tropas, artilharia, tanques, munição e todo tipo de suprimentos necessário à linha de frente. Esses colossos eram armados com baterias antiaéreas e artilharia, além de unidades inteiras, que tinham como missão proteger a carga. Algo inovador, mas vulnerável aos ataques de pequenos grupos que destruíam a malha ferroviária com o objetivo de dificultar o trânsito desses monstros da guerra.

Outros países incrementaram a utilização desses trens, principalmente a URSS que transportavam milhões de tropas, sendo decisivo para o a campanha na frente oriental.

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Série Antes e Depois – A Segunda Guerra por outro ângulo

Apresentaremos mais uma excelente coleção de imagens criadas pelo designer Max3. Passando pela Normandia e pelos países ocupados pela Alemanha. Um excelente acervo e uma excelente link entre o passado e o presente.

Categorias:Guerras, História

Para o Bem do Brasil: O Fim do Poder Legislativo Brasileiro Já!

Mudando de Assunto!

Para o Bem do Brasil: O Fim do Poder Legislativo Brasileiro Já!

por Francisco Miranda

Nos últimos anos, o trabalho do Poder Legislativo tem me chamado a atenção. Confesso que raramente sob uma perspectiva positiva, pelo contrário, a atuação do Legislativo brasileiro, não raramente me deixar com o amargo sentimento de indignação. Na verdade, desde a chamada redemocratização e a promulgação da Constituição de 1988 e finalmente o impeachment de Collor em 1992, não observo qualquer motivo de orgulho que possa ser digno de nota desta que, teoricamente, seria a representação briosa do povo brasileiro. Não meus amigos, o que vimos é um Poder  com casos de corrupção escancarada, escândalos, desvios de erários, corporativismo, protecionismo, lobby e muitas outras atrocidades que beiram o nojo político dos envolvidos.

Em linhas gerais, o Legislativo, representado pelos legisladores, tem a função de elaborar leis que regulam o Estado, contudo o que se observa é uma politicagem e favorecimentos em toda a área de atuação do parlamento brasileiro. Sua função básica, o de legislar,  se tornou uma utopia quase que irreconhecível dentro dos acordos políticos que se fazem à portas fechadas.

Sem falar nas eleições majoritárias do Brasil, que cria absurdos inconcebíveis, onde um candidato mais votado corre o risco de não ser eleito, pois irá depender de sua coligação ou da votação do restante do partido. Quem não lembra de Enéias? Levando para a Câmara dos Deputados cinco partidários com votações inexpressivas! Há muitos outras exemplos pelos Estados.

Figurões e figurinhas tomam parte dos meandros do exercício de legislar em causa própria. Elementos que conseguem se destacar no Congresso com as mais elaboradas facetas estratégicas, tais como a do senador Renan Calheiros que, segundo noticiado pela imprensa, estará sendo apoiado pelo Executivo para assumir o cargo de presidente do Senado. Ora, para aqueles brasileiros de memória fraca, Renan Calheiros foi presidente do Senado e renunciou para evitar cassação em 2007, ele era acusado de usar “laranjas” para comprar um grupo de comunicação em Alagoas, novamente estará de volta ao Poder, mesmo tendo renunciado para se livrar da cassação, enfrenta vários processos, entre eles o de improbidade administrativa. Mas isso é apenas mais uma das articulações que existem pelas bandas do Congresso, existem coisas bem piores.  Citando algumas exemplos, com apenas nomes, o eleitor se encarrega de “linkar” os fatos: Severino Cavalcanti, José Roberto Arruda, Antônio Carlos Magalhães, Roberto Jefferson, DemóstenesTorres, Paulo Maluf…Sem falar no Mensalão que, segundo o Ministro Luiz Fux, se resume a Formação de Quadrilha para a compra de um Poder, portanto ele estava à venda! Vamos parar por aqui!

Sabe quanto isso custa ao Brasil? Segundo o Portal de Transparência o fatia do orçamento da União destinado ao Congresso gira em torno de 6,1  bilhões de reais, o Portal também informa que o custo do Legislativo dos Estados e capitais é de aproximadamente 6,4 bilhões, ou seja, os brasileiros gastam para manter o Legislativo brasileiro 12,5 bilhões, e a tendência é aumentar os gastos.

Mas isso não tem jeito, sempre será assim! Isso é o que acontece em um sistema republicano, certo? Claro, mas existem outras opções contemporâneas que, no primeiro momento, poderia causar surpresa e ser considerada um absurdo agora, contudo vamos deixar uma ideia no ar!

O berço da Democracia está na Grécia Antiga, quando os cidadãos se reuniam na praça ou Ágora para deliberar sobre assuntos comuns. Nascia o conceito de Democracia Direta. Utilizada por Montesquieu para dar forma ao Poder Legislativo, tornou inviável dado a complexidade da sociedade contemporânea, por isso, os países de regime democrático, adotam a Democracia Indireta, ou seja, quando o Povo de forma soberana, escolhe os seus representantes para deliberarem em seu nome. Teoricamente é perfeito, escolhemos nossos representantes que irão materializar a solução para as nossas necessidades. Mas como colocamos acima, isso não tem funcionado. O desejo do Povo, no Brasil, parece andar à margem da dos seus representantes. Então qual a solução?

O retorno a Democracia Direta! Isso mesmo! Se pensarmos que temos tecnologia hoje para que cada cidadão possa opinar sobre as questões de interesse nacional, estadual e municipal, é viável uma democracia sobreviver sem o Legislativo.

Os custos com a implantação de um sistema permanente de votação, onde cada brasileiro apto, ou grupos de brasileiros, pudessem exercer a função de legislar, é totalmente viável e, mesmo não tendo uma estimativa de custos, claro, acreditamos ser irreal que supere os 12,5 bilhões oficiais dos gastos com a manutenção do Legislativo. Isso sem falar na economia com os “gastos extras” que não compõem o orçamento.

Esse sistema consistiria em uma agenda de votação permanente selecionando cidadãos em uma parcela significativa da sociedade que, segundo os critérios sociais e econômicos, todos os grupos estivessem representados na votação, que aconteceria em um sistema de rodízio para as agendas programadas, segundo o exemplo abaixo:

Um grupo de matérias a serem votadas seria organizadas a partir de uma agenda fechada para um determinado período, e o sistema nacional selecionaria os brasileiros aptos a votarem essa agenda. A quantidade de brasileiros iria depender da complexidade e dos assuntos em pauta, podendo abranger 100% dos aptos. Contudo, todos as votações iriam contar com um número expressivo de representantes dos vários segmentos da sociedade organizada. Para tanto, haveria um tempo para cada representante receber a agenda com as matérias para se posicionar.

É bom salientar que isso seria o exercício da cidadania, portanto não haveria remuneração, folgas trabalhistas ou qualquer tipo de benefício para o cidadão. A votação poderia acontecer em qualquer momento por um determinado período, desde que houvesse a garantia de confiabilidade do envio do seu voto por meio eletrônico, garantido por Lei e com a segurança necessário ao processo.

Absurdo? Pode ser, mas entre os absurdos que estão acontecendo com um Poder corruptível no Brasil, particularmente creio que é uma saída defensável.

É evidentemente que ideias podem parecer absurdas, mas futuramente elas podem se tornar realidade, basta lembrar as “absurdas” e “inconcebíveis” ideias de Leonardo da Vinci. Não que essa seja uma…

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O Moral das Tropas e Seus Traumas Determinam a Guerra.

Quando perguntado a um determinado especialista sobre os motivos do sucesso das tropas durante a Operação Overlord , o Dia D, ele foi enfático: “Os soldados americanos tinham visto pouco a guerra”. Tirando um pequeno contingente da 116 Ranger e da 82 Airborne que participaram de operações semelhantes na África e na Itália. O grosso das tropas foram enviadas e preparadas para desembarcar na Normandia e lá viriam à primeira vez a guerra. Não havia soldado traumatizado, pouco tinha noção do que um tiro certeiro de 88 alemã poderia fazer a um corpo humano; poucos viram seus companheiros serem dilacerados ou partidos ao meio pela cadência de uma metralhadora inimiga. Esse foi um dos motivos do sucesso no Dia D.

Enquanto que do lado alemão muitos tinha sido transferidos da frente Oriental direto para a França, inclusive muitos mutilados parcialmente ou com problemas de saúde ou de idade muito avançada, veteranos de muitas batalhas. Também havia adolescentes no contingente e os estrangeiros dos Batalhões OSTs, praticamente lutando sem entender os motivos. Segue abaixo o relato de um prisioneiro alemão capturado pelos brasileiros da FEB na Itália que reflete exatamente o que os soldados da Alemanha pensavam:

“[…] Estou nessa guerra a mais de 04 anos, estou há seis meses sem receber notícia de minha família, estou cansado dessa guerra…Estou feliz porque agora ela acabou para mim…”

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Recife: Fotos e História

 Como já publiquei outras história de minha cidade, irei continuar a mostrar a cidade do Recife e sua interpretação história a partir de fotografias antigas. As fotos são fontes diversas, sendo a principal delas do Gustavo Arruda.

Avião Russo da Segunda Guerra Encontrado!

Resgatado outro avião da Segunda Guerra em um Lago próximo à cidade de Severomorsk na região de Murmansk, na Rússia. Trata-se de um IL-2 Sturmovik. O resgate aconteceu em 21 de junho de 2012 por uma equipe conhecida como ‘Ícaro’ da cidade de Zaozersk.

O IL-2 fez parte do 46º Regimento de Assalto Aéreo Esquadrão do Norte e fez um pouso de emergência no Lago coberto por gelo em 25 de novembro de 1943. Era parte de um grupo de 16 IL-2s que faziam um ataque a um campo de aviação alemã em Luostari. 25 Me-109 contra-atacaram e 11 aviões russos foram abatidos e contra 23 alemães destruídos em terra e no ar.

Era apenas a terceira missão do piloto Valentine Skopintsev, e a segunda para o seu artilheiro, Vladimir Humenny. Durante a batalha Skopintsev destruíram dois aviões em terra e seu artilheiro abateu um Me-109 que estava seguindo eles.

Com a cauda praticamente destruída por tiros de metralhadora quando o motor parou, o piloto optou por abandonar a aeronave no lago coberto de gelo. Ambos feridos, com Skopintsev tendo que resgatar Vladimir Humenny da posição onde se encontrava como artilheiro na traseira do avião. Felizmente eles conseguiram se salvar a tempo, quando o gelo cedeu sob o peso de 4 toneladas e afundou para o fundo do lago, onde permaneceria por quase 70 anos.

Tanto a tripulação voou em outras missões como piloto e artilheiro até o final da guerra. Skopintsev foi condecorado com  a Ordem da Bandeira Vermelha, além da Ordem dos Nakhimov 2 ª Classe. Serviu como piloto até 1947 e morreu em 1996. Não há informações sobre  Humenny.

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O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade Parte II

 Mas um lote de fotos de extrema qualidade e realismo do Exército Alemão em campanha. Realmente vale a pena analisar cada fotografia.

Os crédito estão nas fotografias

Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha” – Final

Exceto Hein Severloh (seta vermelha), apenas o cabo Louis Kwiatkowski disparou uma arma MG 42, na praia (seta azul), mas só às 12h15. O fogo das duas metralhadoras já eram visíveis a uma grande distância. Isso permitiu que as suas posições fossem facilmente reconhecidos. O destroier americano Frankfort bombardeou as posições de Severloh, que desde as 12h00 só tinha munição traçante, vinha cada vez mais próximo o bombardeio naval acerta seu bunker que resistia. Severloh continua atirando…

Só às 15h30 quando os soldados inimigos estavam sendo abatidos a uma distância de apenas 50 metros do Observatório de artilharia, o tenente Frerking  deu ordens para que o último homem se retirasse até as nove horas da base WN 62. Estima-se que dos 300 metros de extensão da praia, mais de 3.000 soldados tinham perdido a vida ali. Às 06h30 massas de mortos e feridos, se formavam próximos a Muralha… Adolf Schiller, um soldado de um Posto de Observação ficou profundamente chocado e avaliava superficialmente:

“Os corpos estavam quase três metros de altura…”

Vista aérea da Força Aérea dos EUA a partir de 5.000 metros, do dia 06 de 1944 às 12h30:

 A foto mostra a metade inferior do local de desembarque, inclinação de 50 metros do litoral, no centro da defesa WN62 (borda verde). Na metade superior do mar, que estava com a maré cheia nesse horário, os corpos dos soldados mortos já flutuavam na praia.  No canto superior esquerdo da fotografia observa-se uma barragem de fogo de artilharia no setor da primeira Bateria, que era liderado pelo Tenente Frerking, localizada pelo círculo vemelho. Um grande número de embarcações de desembarque estavma próximo a área 62 WN na praia (do lado esquerdo momento, existem apenas duas LCTs, que transportavam alguns tanques). Hein Severloh atirava com sua MG 42 nas embarcações de desembarque (área de incêndio, de cor vermelha em que a massa de soldados americanos deitado na praia compõem uma linha escura). A grande quantidade de sangue derramado, o mar ficou descolorido.

Heinrich Severloh caiu durante a noite de 6 para o dia 7 Junho, duas vezes ferido levemente. Foi preso pelos americanos. Felizmente para ele, a algumas centenas de metros atrás da costa, e por isso os americanos nunca souberam realmente que ele era, porque, como disse Severloh:
“Se eles soubessem quem eu era e que havia massacrado as suas tropas, eles teriam imediatamente finalizado o trabalho em mim…”

 

Foi transferido para os Estados Unidos como prisioneiro de guerra.  Em 22 de Maio 1947  foi libertado e retornou para casa.

 

Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha”!

 Primeiro deixe-me explicar que sou contra o título do post. Mas coloquei propositadamente para que possamos entender uma outra visão da incrível história que vamos contar agora. Primeiro vamos falar que um jovem que, lutando por seu país e defendendo os interesses de sua pátria, aos 21 anos de idade derrubou, segundo algumas estimativas (exageradas creio eu!), aproximadamente 3.000 mil inimigos. A questão é que esse soldado era ALEMÃO e derrubou americanos. Esse título foi dado a ele nos anos 50 quando a história veio a público e ele se tornou conhecido. Mas se ele fosse americano? Ele seria um MONSTRO ou um HERÓI?

A verdade é que esse cidadão viveu toda a sua vida com essas mortes sobre seus ombros. Monstro ou Herói a existência dele se tornou pesada com as vidas perdidas naquela praia no dia 06 de junho 1944. Por isso quem pode julgá-lo? Ninguém! Nem mesmo a História.

 Então vamos entender o pouco mais desse soldado alemão:

Severloh nasceu em 1923 em Metzingen, distrito de Celle. Décimo primeiro filho de um fazendeiro local, teve o aval do seu pai para entrar para o Exército com 19 anos. A Alemanha já estava em guerra havia 03 anos. Toda a produção, economia e a vida alemã estavam severamente abaladas pelos resultados na Frente Oriental, era o apocalipse da Alemanha se aproximando. Mas nada intimidou o jovem Heinrich Severloh e ele seguiu para se engajar na guerra.

O inverno russo era uma brutal intimidação e seus superiores cruéis. Severloh parecia está com seu destino selado. Mas o destino reservava algo diferente para esse jovem cabo, um papel que entraria para a História da Segunda Guerra Mundial, envolvida em uma das mais sangrentas batalhas para libertação da Europa.

Severloh pertencia à frente russa com o que sobrou da 321ª Divisão de Infantaria, no final de outubro de 1943. Com a reestruturação e uma crise de amidalite, o Cabo Severloh foi transferido para a 352ª Divisão para defender a Normandia. Após a formação da divisão, ele passou a compor uma bateria estacionada em praia que ficou conhecida pelo codinome “Omaha”, um dos principais pontos da invasão para a Operação Overlord, era o Dia D.

Na madrugada de uma sexta-feira de junho de 1944, a invasão aliada a Normandia começou. Hein Severloh, de serviço na noite anterior como um companheiro da bateria no centro de controle de incêndio no ninho resistência 62.

 “Foi um horizonte negro de navios”, disse Hein Severloh, “foi assustador, horrível … Eu me ajoelhei na minha posição e orei. Então, pouco antes das cinco da manhã começou a barragem terrível de artilharia naval. – 30 minutos … “

Sob o fogo do pesado bombardeio naval 34.142 soldados norte-americanos se aproximou por terra na seção Omaha Beach, em suas 16 defesas costeiras na manhã apenas 308 soldados alemães estavam nas posições…

Às 6h30m chega às primeiras ondas de desembarque. Inicialmente estavam se aproximando do setor da WN 62, onde estava o cabo Severloh que começou a atirar …

Com uma MG 42 de alta cadência, Severloh começou a atirar nos soldados quando eles deixavam a sua embarcação. Ele só usava seu fuzil quando os soldados se separavam, na tentativa de se proteger,  escolhendo os alvos.

Com fuzis e metralhadoras, o Cabo Hein Severloh atirou por longas nove horas, em toda a área de desembarque de Omaha entre os setores Eyse Red e Fox Green.

Contudo a situação piorava! No decurso da manhã um bombardeio pesado dos navios e mais soldados se dirigiam para a área do bunker. O chefe da primeira Bateria, tenente Frerking, no pequeno abrigo de observação da artilharia percebeu que o fogo e a avanço continuava em frente ao WN 62. Ao meio-dia, o ímpeto da resistência diminuía, Frerking tentou várias vezes com seus superiores uma ordem de retirada. O Tenente Frerking permaneceu com seus únicos seis soldados no WN 62, incluindo Hein Severloh, e sua metralhadora.

Continua amanhã…

O Exército Alemão em Campanha – A Qualidade e a Realidade das Fotos

Me enviaram um lote de fotografias muito interessante do designer Larrister, um especialista no tratamento fotográfico, principalmente na recuperação. Realmente as fotografias impressionam pela qualidade. Portanto segue esta incrível coleção:

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By Larrister Collection

As Fotografias Mais Engraçadas e Sem Noção da História! – Parte IV

 Mais uma série das fotografias mais engraçadas e sem noção da história. Com destaque para as crativas invenções bizarras e as roupas estranhas para fotografias mais estranhas ainda.

Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra – Galeria Colorida

  Todos sabe que o acervo de nossas fotografias é grande, mas sempre estamos dispostos a aumentá-lo. Segue uma excelente sequência de fotos coloridas da Segunda Guerra:

 

O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte II

Estamos analisando, a partir dos relatos de Liddell Heart, os motivos que levaram Hitler a ordenar a suspenção da ofensiva contra o Corpo Expedicionário Britânico e o restante das Forças Francesas estacionadas na cidade de Dunquerque.  No primeiro POST, Heart relata um encontro entre Hitler e Rundtedt na cidade de Charleville, na manhã do dia 24 de maio de 1940, quando nesta ocasião o general Rundtedt argumenta com Hitler sobre a necessidade de se diminuir o ímpeto da ofensiva. As informações estavam baseadas na biografia de guerra de Churchill que teve acesso aos diários de guerra de Rundtedt, coisa que o próprio Liddell tenta refutar.

O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Vamos continuar nossa analise sob a ponto de vista de Liddell Hear:

[…]

“Não há nada aqui, contudo, que mostre Rundtedt tomando a iniciativa de propor a ordem de interromper o movimento. O máximo que essa anotação meio vaga, do diário, mostra é que Rundtedt, ao analisar a situação, exprimiu ansiedades que concordavam com o ponto de vista de Hitler. Embora isto seja significativo, não é o bastante para justificar a rejeição pelo historiador do testemunho de todos os oficiais envolvidos de que a ordem definitiva partira do próprio Hitler e viera do seu Quarte-General. Além disso, as declarações deles são confirmadas por um registro contemporâneo mais explícito do diário que Halder mantinha no O.K.H.

O estudo deste registro em conjunção com às outras evidências torna a sequência dos acontecimentos mais clara. Após transposição do Mosa, a ideia original de Halder fora que o Grupo de Exército de Rundtedt deveria seguir na direção sudoeste. Seu eixo de progressão passaria por Compiègne e iria até o baixo Sena, perto de Rouen (embora Halder desprezasse a oportunidade de, após chegar a Compiègne, virar para o sudeste, na direção geral de Paris). A progressão seria “em escalão”, com os exércitos da esquerdas recuados, de tal sorte que quando avançassem protegeriam automaticamente o vizinho da direita de uma ataque de flanco. No decurso do movimento,  o exército de Kluge no setor direito seria transferido para o Grupo de Exércitos de Block, a fim de ajuda-lo a completar o engajamento dos exércitos aliados da Bélgica.”

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O Que Fez Hitler Parar o Ataque em Dunquerquer? Parte I

Hitler, diferentemente do que os críticos possam imaginar, ele foi sim um estrategista astuto, quem afirma é ninguém menos do Linddell Hart, Oficial do Exército inglês e um dos historiadores mais respeitados do seu tempo. Considerando essa observação de Liddell, então quais os motivos que levaram Hitler a suspender a ofensiva contra as tropas britânicas e francesas em Dunquerque quando tudo convergia para o fim da Força Expedicionária Britânica juntamente com o restante do cambaleante Exército francês. Vamos debater essa situação em alguns posts. Inicialmente vou publicar a visão do historiador Liddell Hart que logo depois que acabou a guerra realizou entrevistas com os principais generais de Hitler e publicou um livro O outro lado da colina, uma fantástica e importante obra. Mas vamos para a primeira parte:

A “Ordem de Alto” diante de Dunquerque

Um dos grandes enigmas da guerra é a origem da ordem que deteve as forças blindadas alemãs às portas de Dunquerque – o último porto de fuga que restara para o Exército Britânico.

A primeira versão que tive a esse respeito, logo após a guerra, foi do ajudante de Brauchitsch (Walther von Brauchitsch – Comandante-em-Chefe da Wehrmacht), o general Siewert. Ele mostrou-se convicto de que os blindados tinham sido detidos por ordem pessoal de Hitler; contou-me também como Brauchitsch e Halder (Comandante do Alto Comando Alemão – O.K.H) se opuseram à ordem e tentaram cancelá-la – uma declaração que é confirmada pelos registros oficiais. Depois, o marechal-de-campo von Rundstedt e o general Blumentritt contaram-me suas respectivas versões de como a ordem chegou ao Grupo de Exércitos “A” – transmitidas pelo telefone pelo coronel von Greiffenberg do O.K.H., que deu a entender se contrário ao ponto de vista de Halder. Blumentritt disse que ele próprio atendeu o telefone.

Mas Churchill, em sua recente história da guerra, diz que a imobilização dos blindados “deve-se à iniciativa não de Hitler mas de Rundstedt”. Ele baseia sua conclusão no que o diário de guerra do Grupo de Exército “A” registra a respeito da discussão que teve lugar quando Hitler visitou o QG de Rundstedt em Charleville, na manhã do dia 24 de maio.

O peso que Churchill confere a esse solitário indício pode parecer um tanto excessivo ao historiador que sabe como são compilados os diários de guerra e que teve experiência com seus erros frequentes. Em geral, são conservados em dia pelos oficiais mais modernos, que não estiveram presentes às discussões cruciais, e nos períodos de grande atividade e cansaço, tanto o registro quanto sua conferência tendem a inadequados. Qualquer prova ou afirmativa precisa ser considerada cuidadosamente, se não tem o apoio de outras evidências, e mais ainda em um caso como este, em que o registro de modo algum é tão claro quanto a conclusão que Churchill extraiu dele. O sumário que fez do registro contém os seguintes pontos:

“À meia-noite do dia 23 chegaram ordens de Brauchitsch no O.K.H.,… para o último ato” da ‘batalha envolvida’

“Na manhã seguinte Hitler visitou Rundstedt, que ponderou como ele que seus blindados, que tinham ido tão longe e tão depressa, estava com o efetivo muito reduzido e precisavam de uma pausa para se reorganizar e recuperar o equilíbrio para o golpe final…Além disso, Rundstedt previu a possibilidade de ataques partindo do norte e do sul contra suas forças tão dispersas…Hitler ‘concordou inteiramente’ que o ataque a lestede Arras devia ser levado a efeito pela infantaria e que as formações móveis continuassem a manter a linha Lens-Bethune-Aire-St.Omer-Gravalines a fim de interceptar as forças inimigas sob pressão do Grupo de Exércitos ‘B’ no nordeste. Ele insistiu também na enorme importância de conservas as forças blindadas para operações futuras”.

Continua 08/11/2012

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Fotografias que Reforçam a Superioridade Militar da Alemanha…

 Para reforçar os argumentos do post anterior, segue uma sequência de fotos que testificam a superioridade do Exército da Alemanha, pelo menos nos dois primeiros anos da Guerra! Importante ressaltar!:

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Exército da Alemanha na Segunda Guerra – Uma Força Nunca Antes Vista!

Esqueçam ideologia e o vazio discurso dos vencedores. Falemos de Forças Armadas no início da década de 1940; falemos do formidável Exército Alemão. Enquanto que a França importava uma quantidade estratosférica de cavalos e se vangloriava de ter os melhores pombos correios da Europa, o inimigo derruba a Polônia e entrava nos Países Baixos e Noruega com forças aerotransportadas e unidades blindadas altamente móveis; enquanto a França se entrincheirava os soldados alemães atacavam em pequenas unidades com alto poder de fogo individual. Eis um dos motivos da Alemanha ser uma referência em doutrinamento militar para os Exércitos do mundo inteiro no início do conflito. Os inimigos só puderam assistir a Blitzkrieg e tentar aprender com ela.

Claro que as consequências de um poder militar com essa a envergadura na Alemanha foi maléfico para as nações, e principalmente quando servia a propósitos ideológicos questionáveis. Mas não podemos deixar de observar a formação de uma força tão bem preparada e tal bem empregada. Um Exército nunca antes visto, e que mudou o conceito de se fazer guerra.

Vamos entender um pouco desse Exército através desses registros:

O Pioneiro da Fotomontagem era Alemão, mas…

John Heartfield  (nome de batismo Helmut Herzfeld), um alemão nascido em 1891 e pioneiro na fotomontagem. Heartfield utilizou técnicas de montagem fotográfica para ridicularizar a propaganda nazista na década de 1930. Foi perseguido pelo regime de Hitler, quando se refugiou na Tchecoslováquia até o país ser anexado pelo Alemanha. Foge para a Inglaterra e posteriormente para os Estado Unidos.  John Heartfield é considerado um artista pelo seu trabalho com fotografias. Vejam parte desse acervo:

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