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Heinrich Severloh – “A Besta de Omaha”!


 Primeiro deixe-me explicar que sou contra o título do post. Mas coloquei propositadamente para que possamos entender uma outra visão da incrível história que vamos contar agora. Primeiro vamos falar que um jovem que, lutando por seu país e defendendo os interesses de sua pátria, aos 21 anos de idade derrubou, segundo algumas estimativas (exageradas creio eu!), aproximadamente 3.000 mil inimigos. A questão é que esse soldado era ALEMÃO e derrubou americanos. Esse título foi dado a ele nos anos 50 quando a história veio a público e ele se tornou conhecido. Mas se ele fosse americano? Ele seria um MONSTRO ou um HERÓI?

A verdade é que esse cidadão viveu toda a sua vida com essas mortes sobre seus ombros. Monstro ou Herói a existência dele se tornou pesada com as vidas perdidas naquela praia no dia 06 de junho 1944. Por isso quem pode julgá-lo? Ninguém! Nem mesmo a História.

 Então vamos entender o pouco mais desse soldado alemão:

Severloh nasceu em 1923 em Metzingen, distrito de Celle. Décimo primeiro filho de um fazendeiro local, teve o aval do seu pai para entrar para o Exército com 19 anos. A Alemanha já estava em guerra havia 03 anos. Toda a produção, economia e a vida alemã estavam severamente abaladas pelos resultados na Frente Oriental, era o apocalipse da Alemanha se aproximando. Mas nada intimidou o jovem Heinrich Severloh e ele seguiu para se engajar na guerra.

O inverno russo era uma brutal intimidação e seus superiores cruéis. Severloh parecia está com seu destino selado. Mas o destino reservava algo diferente para esse jovem cabo, um papel que entraria para a História da Segunda Guerra Mundial, envolvida em uma das mais sangrentas batalhas para libertação da Europa.

Severloh pertencia à frente russa com o que sobrou da 321ª Divisão de Infantaria, no final de outubro de 1943. Com a reestruturação e uma crise de amidalite, o Cabo Severloh foi transferido para a 352ª Divisão para defender a Normandia. Após a formação da divisão, ele passou a compor uma bateria estacionada em praia que ficou conhecida pelo codinome “Omaha”, um dos principais pontos da invasão para a Operação Overlord, era o Dia D.

Na madrugada de uma sexta-feira de junho de 1944, a invasão aliada a Normandia começou. Hein Severloh, de serviço na noite anterior como um companheiro da bateria no centro de controle de incêndio no ninho resistência 62.

 “Foi um horizonte negro de navios”, disse Hein Severloh, “foi assustador, horrível … Eu me ajoelhei na minha posição e orei. Então, pouco antes das cinco da manhã começou a barragem terrível de artilharia naval. – 30 minutos … “

Sob o fogo do pesado bombardeio naval 34.142 soldados norte-americanos se aproximou por terra na seção Omaha Beach, em suas 16 defesas costeiras na manhã apenas 308 soldados alemães estavam nas posições…

Às 6h30m chega às primeiras ondas de desembarque. Inicialmente estavam se aproximando do setor da WN 62, onde estava o cabo Severloh que começou a atirar …

Com uma MG 42 de alta cadência, Severloh começou a atirar nos soldados quando eles deixavam a sua embarcação. Ele só usava seu fuzil quando os soldados se separavam, na tentativa de se proteger,  escolhendo os alvos.

Com fuzis e metralhadoras, o Cabo Hein Severloh atirou por longas nove horas, em toda a área de desembarque de Omaha entre os setores Eyse Red e Fox Green.

Contudo a situação piorava! No decurso da manhã um bombardeio pesado dos navios e mais soldados se dirigiam para a área do bunker. O chefe da primeira Bateria, tenente Frerking, no pequeno abrigo de observação da artilharia percebeu que o fogo e a avanço continuava em frente ao WN 62. Ao meio-dia, o ímpeto da resistência diminuía, Frerking tentou várias vezes com seus superiores uma ordem de retirada. O Tenente Frerking permaneceu com seus únicos seis soldados no WN 62, incluindo Hein Severloh, e sua metralhadora.

Continua amanhã…

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  1. jobazevedo
    14/11/2012 às 8:27 AM

    Realmente foi ótimo o comentário. Se fosse americano seria herói. Quem foi para a guerra foi acreditando nos ideais do seu país e do contexto da época.

  2. 14/11/2012 às 8:49 AM

    Que história!

  3. Gustavo
    15/11/2012 às 2:49 PM

    claro que ele seria heroi se fosse americano…ja se esqueceram do John Basilone?

  4. Pedro Ribeiro
    19/11/2012 às 12:33 PM

    concordo com o Gustavo

  5. José Patriota de Araújo
    16/10/2013 às 6:15 PM

    Às 6:30hs chegou às primeiras ondas de desembarques na praia de Omaha. Próximo ao setor 62, estava o cabo Severloh que começou atirar sobre o seu inimigo com a sua MG 42 e seu fuzil, durante 9:00hs sem parar, assim disse ele. Conclui-se que ele atirou das 6:30hs até 15:30hs e estava vivo sem visto pelos inimigos na praia. O que mais me chamou atenção foi o tempo que ele atirou sem parar, sem ser visto e sem faltar munição. A batalha na praia terminou cedo com os alemães se entregando por falta de munição, portanto a história desse cabo alemão é muito mentirosa em dizer que lutou 9:00hs sem parar. Acredito eu, que ele tenha acertado muitos soldados americanos nas primeiras ondas, porque a sua posição de combate era muito privilegiada, como bem disse ele. Eu acredito que ele se entregou muito cedo, porque munição, os americanos tinham sobrando.

    • Paulo Pereira
      06/03/2014 às 2:15 PM

      Amigo, você não sabe de toda a história e não leu direito. Ele gastou cerca de 12 mil cartuchos (só da metralhadora), sem falar no fuzil (400 cartuchos). Não foi ele quem disse que matou 3 mil homens, foram os americanos que fizeram a estimativa; ele mesmo acredita que foram mais de mil, talvez dois mil… E quanto a ser visto, a posição dele era privilegiada, quase inatingível. Ele foi o último soldado a parar de atirar naquele dia.

  6. José Patriota de Araújo
    06/03/2014 às 7:53 PM

    Meu caro Paulo Pereira: Uma metralhadora MG 42 não suporta atirar por muito tempo, a culatra e cano não suporta uma intensa quantidade de disparos, a culatra e cano viram brasa, o artilheiro tem que fazer pausa ou substituir a arma para que a ela não se deforme, não entronche o cano. E quanto ao tempo, no setor onde ele se encontrava, o desembarque foi suspenso, sendo reiniciado mais tarde, nos outros setores o desembarque continuou flanqueando o seu lado direito e esquerdo de defesa, portanto, conclui-se que seu posto de combate logo logo foi visto pelos americanos e dominado. O

  7. 01/10/2015 às 12:43 PM

    um mito

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