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Archive for dezembro \31\America/Recife 2012

Invasão da Grã-Bretanha: A Operação Leão Marinho que Nunca Aconteceu!

Há rumos históricos, bem embasados, diga-se de passagem, que a fuga de meio milhão de britânicos e franceses em Dunquerque foi uma estratégia política de Hitler para tentar uma paz negociada com a Inglaterra e que, só não foi colocada em prática graças à disposição do Primeiro Ministro Churchill de inquerir o povo britânico a não ceder a qualquer tipo de negociação. Rumores a parte, Hitler iniciou os preparativos para a Operação Leão Marinho (Unternehmen Seelöwe). Consistia em um Plano de Invasão da Grã-Bretanha através do Canal da Mancha, seria a “Operação Overlord dos Nazistas”. Contudo, tudo dependia de um fator crucial, a superioridade aérea sobre a Inglaterra. Tudo dependeria de uma das figuras mais pragmáticas e oportunistas de toda a guerra: Hermann Wilhelm Göring! E ele, assim como aconteceu em outras oportunidades, prometeu uma vitória esmagadora. Mais uma vez ele tinha falado demais!

A força de invasão iria contar com aproximadamente 67 mil homens, entre tropas de desembarques e paraquedistas. O comando das operações ficou a cargo do Almirante Erich Raeder, comandante da Kriegsmarine. Os treinamentos foram iniciados no segundo semestre de 1940 do porto de Boulogne. A data inicial para desencadeamento da Seeöwer era setembro daquele ano. No planejamento inicial os alvos seria a região entre Dorset e Kent. Graças à incapacidade da Lutfwaffe de conseguir a superioridade aérea, a Operação teve seu primeiro adiamento para outubro e posteriormente para o verão de 1941, quando o foco da guerra mudou para a Operação Barbarossa.

A Operação Leão-Marinho nunca saiu do papel. Caso ela tivesse se tornado realidade, com certeza a Segunda Guerra estaria sendo prolongada ou até ter seu resultado alterado (?). O que sabemos hoje é que havia uma Lista, que acompanharia as tropas de ocupação da SS, com os nomes de personalidades que deveriam ser presas e mortas, no caso de uma ocupação plena dos alemães. Essa lista, conhecida no pós-guerra e apelidada de Livro Negro, continha nomes de pessoas como Churchill, Chamberlain, Bernard Shaw, Noël Pierce Coward, entre outros.

Qualquer semelhança é mera coincidência!

Assim como a Operação Overlord, o Dia D, a Operação Leão Marinha também previa a utilização de tropas aerotransportadas e novos veículos de desembarques de tropas e material bélico.

 Acompanhe as Fotos do treinamento de desembarque para a invasão. A fonte é o departamento de História do Ministério de Defesa da França.

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Análises de Fotografias Surreais da Segunda Guerra

 Em outras publicações já testemunhamos o poder do registro fotográfico da Segunda Guerra Mundial. Evidentemente outros conflitos posteriores, com mais recursos tecnológicos, permitiu a real dimensão dos acontecimentos. Mas damos preferência as fotografias da Segunda Guerra pelo pionerismo profissional e documental dos fotográfos e das pessoas que registraram o evento. Foi a primeira vez que profissionais e amadores dispunham dos recursos tecnológicos para acampanha e registrar a ação em tempo real. Por isso o acervo da Segunda Guerra impressiona pela quantidade e qualidade.

 Selecionamos algumas fotografias que merecem reflexão, pelo menos segundo a perspectiva desse humilde observador.

 Se você tem uma fotografia da Segunda Guerra que tem uma mensagem a passar, ou representa algo que você acredita, por favor, envia pra gente: blogchicomiranda@gmail.com teremos o maior prazer em publicar.

Iwo Jima – A Batalha Estratégica e Sangrenta do Pacífico

Não meus amigos, me perdoem os antiamericanos, mas não podemos negar que os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial cumpriu seu papel de nação gigante. Assim como o povo soviético cumpriu sei dever com a Guerra Patriótica declarada por Stálin, os americanos conseguiram unir capacidade industrial bélica com soldados acima da média em termos físicos. A prova disso foi a Operação Detachment, mais conhecida como Batalha de Iwo Jima. Os recursos empregados em fevereiro de 1945 eram impressionantes se analisados a partir da Operação Overlord, o Dia D, e Operação Marketing Garden, desencadeadas em junho e setembro do ano anterior. Essa Operação empregou uma força de 70 mil homens contra 20 mil defensores na batalha que é classificada pelos militares como sendo o campo de batalha perfeito, sem civis e com alto poder de fogo atacante e defesas estrategicamente estruturadas para resistir um longo período.

O Tenente-general Tadamichi Kuribayashi sabia o que estava por vir, foi adido militar nos Estados Unidos, e conhecia a poder bélico do inimigo. Por isso tratou de fortificar a pequena ilha vulcânica através de emaranhado de túneis e bunkes com extensão de 27 km. Mas sua missão era árdua e ele sabia qual seria o resultado, para tanto, determinou que para cada soldado japonês morto, dez soldados inimigos deveriam cair.

Quando no dia 19 de fevereiro de 1945, os primeiros navios inimigos começaram a disparar contra a ilha, os soldados japoneses não acreditaram na quantidade de embarcações e aviões que se dirigiam contra as posições japonesas. Mas eles estavam prontos para morrer lutando.

Os americanos facilmente desembarcaram, encontrando pouca resistência nas praias, fazia parte do plano de Kuribayashi, atacar as tropas invasoras a partir do momento que eles estivessem avançando para o interior da Ilha com fogos de armas automáticas, artilharia e morteiros a partir do Monte Suribachi e outras elevações da Ilha. Também patrulhas que eram enviadas para ataca as tropas americanas que se deslocavam por túneis, e depois do ataque retraiam rapidamente.

A estratégia japonesa estendeu o conflito e tornou a batalha a mais sangrenta do Teatro do Pacífico com mais de 7 mil americanos mortos e 19 mil feridos. Apenas em 26 de março, ou seja, mais de um mês depois de iniciado o ataque, as forças japonesas foram praticamente aniquiladas do território de Iwo Jima. Dos 22 mil soldados japoneses que defendiam a ilha, apenas 200 foram feitos prisioneiros, e aproximadamente 21.800 foram mortos na desesperada e sangrenta Batalha.

Iwo Jima é considerada como uma das mais terríveis batalhadas da Segunda Guerra. Uma pequena e estratégica Ilha se tornou o bastião de resistência do Império do Sol Nascente, mas também era fundamental para que os americanos pudessem bombardear toda a Ilha principal do Japão.

Infelizmente caíram naquela ilha quase 30 mil homens, e expressa exatamente o que é a Guerra, sacrifícios de vida por pontos pequenos territórios, mas militarmente estratégicos. Uma pena.

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Mascarenhas de Morais: Um Exemplo de General Brasileiro

 Relato retirado do livro Crônicas de Guerra do Coronel Olívio Gondim de Uzêda, comandante do 1º Batalhão do 1º Regimento de Infantaria, Regimento Sampaio.

Relato:

             O Coronel Mascarenhas de Morais já fora nosso Diretor de Ensino, quando cursávamos a Escola das Armas, já fora nosso comandante, quando éramos instrutores na Escola Militar.

                Tornamos a servir sob o comando do general Mascarenhas de Morais, fora um dos motivos que nos alegraram ao sermos designados para servir na FEB.

                E não erramos: onde quer que nos achássemos tínhamos sempre a nos orientar e a nos estimular o nosso dedicado chefe.

                Estava nosso Batalhão aguardando ordens em Gagio Montano para o nosso primeiro ataque ao Monte Castelo quando aí foi ter ao nosso Posto de Comando o nosso General.

                O inimigo nos vinha bombardeando cerradamente, e foi nesse ambiente que nosso chefe nos veio trazer suas palavras de estimulo.

                As granadas caiam mais amiudamente em torno da casa onde nos achávamos e o nosso comandante em chefe, sereno e imperturbável continuava falando-nos.

        Com o mesmo ardo patriótico o nosso comandante nos telefonou no dia 21-2-45, quando nosso Batalhão atacava pela segunda vez Monte Castelo, concitando-nos, estimulando-nos: que era o nosso dia, o dia do nosso Brasil, e que ele confiava em nós. O ataque estava planejado, apenas sendo montado: ia ser iniciado dentro em breve, mas o fizemos com redobrado entusiasmo ante as palavras do nosso General, o comandante que se lembrou dos subordinados aos quais confiara tão importante missão.

                E foi com o coração cheio de fé que respondemos ao nosso querido chefe: o nosso Batalhão vos dará o Castelo hoje! E deu!

                E o nosso General prosseguiu conosco!

            Um dia achávamo-nos no inverno. A neve prosseguiu caindo impiedosamente, dificultando nossos transportes e deslocamentos, antecipando a explosão de nossas minas, arrebentado nossos fios telefônicos, fazendo ruir a cobertura dos abrigos, recrudescendo a vida nas trincheiras.

                Eis que surge no Post de Comando do Batalhão o nosso General. Queria ver nossas posições. Mostramos-lhe o depósito de rações e o posto de remuniciamento e depois as posições dos morteiros.

                Fomos alguns metros mais à frente de Jeep e dissemos ao nosso General que daí não podíamos prosseguir senão a pé, já porque a neve, muito profunda, dificultava o emprego do jeep, como porque o itinerário, que daí nos conduzia a qualquer elemento de fuzileiros, estava submetido às vistas e fogos inimigos. Em face disso propusemos ao nosso General, apenas mostrar-lhe a posição do canhão de 57mm que havia atirado sobre Pietra Colora e uma metralhadora de calibre 50 em defesa contra a aviação. Ele viu isso tudo e por fim repetiu: quero ver os fuzileiros. O ajudante de ordens do nosso comandante em chefe, por sinal seu genro, lançou-nos um olhar significativo. Ponderamos ao nosso General, apresentamos-lhe as mesmas razões: o itinerário era perigoso e muito cansativo, o inimigo observava nossos movimentos, a neve ali tinha mais de 80 cm de espessura.

                Ele respondeu energicamente, em tom que não admitia réplica: vocês estão me fazendo mais velho do que sou! É meu deve estar com meus soldados onde eles se acharem e eu quero vê-los.

                Arranjamos uma capa branca, para disfarce na neve e uma bengala ferrada para o nosso General. Lembramos-lhe que devíamos marchar distanciados, para dificultarmos os tiros e as observações dos inimigos.

                Partimos à frente para mostrarmos o itinerário, e de quando em vez olhávamos para trás.

                Lá nos seguia, num magnifico exemplo de cumprimento do dever, de tenacidade e de destemor, o nosso querido General!

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Blindado Hotchkiss H-39 – A Última Lembrança de Dunquerque!

Foi encontrado um blindado Hotchkiss H-35 sem torre que reapareceu na costa francesa. Ele foi descoberto em Camiers, uma cidade situada entre Boulogne-sur-Mer e Le Touquet (Pas-de-Calais, norte da França, perto da Bélgica). Este tanque, provavelmente participou do ataque a Dunkerque, que aconteceu em maio-junho de 1940. O fato de estar sem a torre pode ser explicado por ele ter sido usado como uma posição defensiva, mas isso não está confirmado. A cidade de Camiers está disposta a recuperar o tanque e, talvez, usá-lo para um monumento. É o nono Hotchkiss H-39 remanescente da Segunda Guerra.

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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros – Parte II

 PARTE 2

A pressão psicológica ia aumentando conforme o soldado se aproximava do front. Na maioria das vezes, o primeiro sinal visível era dos inimigos mortos. Muitos daqueles jovens soldados nunca tinham visto antes um cadáver. Werner Adamczyk, pertencente a uma bateria de artilharia de 150mm perto de Minsk ficou morbidamente fascinado com o resultado do manuseamento dos seus canhões. Ele disse: “A cena repulsiva me causou uma tremedeira; mesmo assim, eu tive estômago suficiente para dar uma caminhada no entorno. O que vi era mais cruel ainda.” A guerra rapidamente eliminava o verniz provocado pela propaganda. As trincheiras em volta dele estavam repletas de soldados soviéticos mortos. “Eu fiquei arrepiado e dei meia volta para retornar ao caminhão” admitindo que “a realidade da morte era demais para se agüentar.” Ele ficou perturbado. Antes ele tinha assistido as instruções sugerindo que o soldado russo era “mal treinado e não muito inclinado a atos de heroísmo.” Na realidade:

“Ficou claro para mim que eles tinham a convicção de lutar até o fim. Se isso não era heroísmo, então o que era? Os comissários comunistas os forçaram a lutar até a morte? Eu não gostava disso. Eu não tinha visto nenhum comissário morto.”

Logo o soldado alemão percebeu que o combatente russo era infinitamente superior se comparado com aquele que os seus oficiais o fizeram acreditar. “Com este entendimento,” admitiu Adamczyk, “o meu sonho de voltar para casa logo retrocedeu.” O soldado alemão Benno Zeiser também foi surpreendido ao avistar os primeiros russos mortos. Ele refeltiu: “Há apenas pouco tempo atrás, ele era um ser humano vivo.” “Eu pensei que, depois disso, nunca iria me livrar deste pensamento.” O Kriegsmaler (artista/pintor oficial de guerra) Theo Scharf, avançando junto com a 97ª Divisão do Grupo de Exército Sul, passou “por um soldado do Exército Vermelho, aparentemente dormindo em uma vala ao lado da estrada, mas coberto no rosto e por todo o corpo por uma grossa camada de poeira.” Era o primeiro de vários corpos que ele encontraria.

Com o passar do tempo, tal familiaridade fez crescer um tipo de indiferença. Benno Zeiser via cada vez mais corpos de russos mortos. “E rapidamente eu me acostumei a encarar como relevos do solo que pertenciam à própria terra onde estavam e que provavelmente estavam ali há muito tempo.” Era bem menos perturbador vê-los como se “praticamente nunca tiveram vida.”

Tradução: A Raguenet – (WebKits)

C O N T I N U A

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Rússia, 1941. Uma Guerra Sem Louros

 Segue abaixo uma tradução realizada por A. Raguenet, um exímio tradutor, que nos brinda com um clássico da Segunda Guerra: War War Without Garlands, do autor Robert Kershaw.

 A. Raguenet é um atuante membro do WebKits.

__________________

Pessoal, traduzo aqui parte do capítulo do livro War Without Garlands, do autor Robert Kershaw.

Este capítulo, também chamado A War Without Garlands, é bem interessante pois trata sobre as pressões que o soldado alemão sofria com a campanha de invasão da União Soviética (Operação Barbarossa). Os relatos são fortes e os detalhes às vezes cruéis. Deve-se ter em mente que este front (oriental) estava mais inclinado para uma guerra de extermínio do que para um embate justo.

Como sempre coloco o capítulo em partes para não sobrecarregar a leitura. E me reservo o direito de adaptar certas passagens para a nossa língua pátria de modo a tornar o texto com uma compreensão mais fácil à nossa cultura.

Espero que gostem!

Abrs a todos!!!
A Raguenet

Parte 1

As pressões sobre o soldado alemão

O principal medo para o soldado alemão era o mesmo que sempre acompanhou todos os combatentes através dos tempos: será que ele sobreviveria tanto em corpo quanto em mente para a próxima batalha? Sobre esta expectativa incerta, havia tempo suficiente para se preocupar durante as longas viagens para o front. Essas poderiam durar semanas já que os avanços dos exércitos alemães penetravam cada vez mais no interior da Rússia em 1941. Porém, os trens-hospital ofereciam as primeiras perspectivas dos desencantamentos que estavam logo à frente ao transportarem tropas que se dirigiam naquela que era a difícil viagem para a retaguarda. O soldado alemão Breno Zeiser, motorista de uma unidade de transporte, de início tinha uma visão ingênua. Durante seu treinamento, ele e seus companheiros foram alimentados com uma dieta de proclamações vitoriosas no rádio os quais lhe fizeram acreditar, arrogantemente, que:

“Qualquer idiota sabe que é necessário ter perdas, você não faz uma omelete sem quebrar ovos, mas nós vamos lutar pela vitória. Além disso, se qualquer de um de nós realmente acabar por deter uma bala, será a morte de um herói. Então gritemos ao máximo HURRA, vamos lá, atacar, HURRA!”

As primeiras visões dos trens-hospital retornando do front rapidamente dissiparam este patriotismo de HURRA.

“Os enfermeiros começaram a trazer os rapazes com membros amputados, uniformes cobertos de sangue, uma maçaroca de curativos, o tecido encharcado de vermelho nas pernas, braços, cabeças e torsos além daquela agonia a qual não necessariamente precisa ter sangue: rostos desconfigurados com olhos profundos.” Um dos soldados que estava no trem lhe disse o que os esperava:

“De acordo com ele, era bem sombrio. Os Vermelhos estavam lutando desesperadamente e nós tivemos muitas baixas. Mesmo assim, o avanço continuava com rapidez, mas a um preço o qual deixava claro de que nós não poderíamos saber qual seria já que os russos tinham muito mais homens do que nós, mas muito mais.”

C O N T I N U A.

 

Expressão da Miséria Humana: Prisioneiros de Guerra

Condição indesejada de qualquer combatente, cair nas mãos do inimigo. Um Prisioneiro de Guerra (POW) é algo que os Exércitos tiveram que conviver em grande escala na Segunda Guerra Mundial, e até os dias de hoje geram criticas pela política adota por algumas nações em relação às condições que esse soldado ficou prisioneiro. Não por acaso, desde a Grande Guerra, já havia extrema preocupação com a condição de POW, tanto que a Terceira Convenção de Genebra, realizada em 1929, deliberou especificamente sobre o tratamento dispensado a Prisioneiros de Guerra. O direito a uma condição mínima, com uma alimentação mínima, foram algumas das decisões da Convenção.

Nada disso impediu que Prisioneiros de Guerra fossem mortos, humilhados ou colocando em uma situação de miséria total. E engana-se quem acredita que os alemães foram os únicos a praticarem atrocidades contra seus prisioneiros. Os russos e os americanos deixaram muito a deseja no quesito humanidade em relação aos inimigos capturados, sendo que o primeiro executaram milhares de alemães durante a campanha contra Berlim.

Mas nada se compara ao Teatro de Operações do Pacífico, apesar de menor em termos de operações, produziu bizarrices incomparáveis, tais como a norma da U.S. Navy, que proibiu a coleção de partes de corpos de inimigos, prática corriqueira entre os integrantes da Marinha americana. Em contrapartida, os japoneses foram acusados, nas Filipinas, de marchas forçadas de mais de 100 km sem qualquer alimentação, a chamada Marcha da Morte. Isso, sem falar das atrocidades cometidas contra os chineses.

No final das contas, o tratamento aos Prisioneiros de Guerra, nada mais é do que a  mais perfeita expressão do que a Segunda Guerra representou para a humanidade,  desprezo pela vida e decadência de valores básicos para a paz.

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2ª Companhia de Guarda – Passagem de Comando e um Legado que Fica!

Sabe aquele ditado: A palavra convence, mas o exemplo arrasta! Conhecemos poucos que expressam tão bem esse honroso ditado como o Major Antoine, comandante da 2ª Companhia de Guarda, que passou o comando para o Capitão Prazeres no dia de ontem (17). A Companhia de Guarda em Pernambuco é uma das mais antigas e tradicionais Unidades Militares do Estado, possui uma estreita ligação com a FEB, pois grande parte do contingente nordestino que passou, em trânsito, para se incorporar as unidades de combate no Rio de Janeiro, ficaram alojados na então 2ª Companhia Independente de Guarda, ainda localizada na Rua Visconde de Suassuana. Não apenas isso, mas todo o patrulhamento do litoral do Recife, durante a Segunda Guerra Mundial, foi uma das muitas missões desempenhadas pela Companhia, além do patrulhamento para manter o “backout” contra possíveis incursões aéreas do inimigo.

O Major Antoine comandou essa respeitadíssima Unidade Militar cotejando e enaltecendo sua história, para tanto, inaugurou o Espaço FEB, uma sala dedicada a preservar à memória da Força Expedicionária Brasileira, e permitiu que seu contingente estivesse em contato contínuo com os feitos do Exército Brasileiro no Teatro de Operações da Itália. Não por acaso, teve seu nome indicado para ser agraciado com a Medalha Aspirante Mega, nada mais justo! A cerimônia da entrega da Medalha ocorreu em 22 de junho, e todos ficamos impressionados com o discurso do Major Antoine, dando ênfase ao espírito guerreiro do Aspirante Mega, ouvia-se, no tom emocionado de sua voz, a convicção de um militar diferenciado, de um profissional do mais alto gabarito. Mas, o que mais chamou a atenção foi o respeito e o carinho que a tropa nutria por seu comandante, ficando evidente nas palavras do Tenente R/2 EDMILSON BARBOSA, que naquela ocasião, estava se despedindo da Companhia por término de tempo de serviço, e no seu discurso de despedida,  exaltou o período em que esteve sob o comando de Major Antoine. Foi realmente emocionante.

Todos são unanimes em afirmar que a passagem de comando, realizada no dia de ontem, foi uma das mais belas cerimônias militares já realizadas na região. E, como não poderia deixar de ser, o comandante realizou um discurso emocionante, entusiasmando os presentes.

A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira agradece ao Major Antoine todo o carinho e o respeito com que sempre nos ajudou, em todas as ocasiões que tivemos a oportunidade de compartilhar a preservação da História da FEB. No mesmo intento, deseja sucesso no ECEME, e nos colocamos à disposição para qualquer eventualidade, pois a ANVFEB-PE sempre estará aberta ao nobre guerreiro de infantaria!

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O Melhor Cartunista do Brasil na Segunda Guerra

Uma das características do nosso povo é, sem sombra de dúvida, o humor, que sempre esteve presente no rádio, periódicos e tv. Durante a Segunda Guerra Mundial, não por acaso, o Brasil possui um dos mais bem humorados e criativos cartunista do período. Seu nome era Benedito Carneiro Bastos Barreto, mas era conhecido como Belmonte. Belmonte criou Juca-Pato, personagem muito famoso no final de década de 30 e início da década de40, mas ele era também um expert em política internacional, e seus desenhos faziam desdenho da política antissemita de Hitler e das ações da Alemanha. Segundo Ana Maria Dietrich (Nazismo Tropical? O partido Nazista no Brasil), as caricaturas de Belmonte foram parar nas mãos de Goebbels em uma das últimas transmissões de rádios feitas e Berlim, antes de sua queda. O chefe da propaganda do Reich gritava pelo rádio com um maço de desenhos, afirmando que o artista tinha sido comprado pelos ingleses e americanos. Como diria a autora: “melhor que qualquer prêmio” (Ana Maria Dietrich, 2007).

 

Fotos Engraçadas e Sem Noção da Segunda Guerra

  Segue mais uma série de fotos sem noção da guerra. Na verdade essas fotos revelam não apenas o humor, mas também o a humanidade daqueles que fizeram parte de uma conflito desumano.

Retrospectiva – A Alemanha da Segunda Guerra

Fim de ano chegando e começamos a fazer nossas retrospectivas. Como não poderia deixar de ser, vamos iniciar uma série de publicações que colocam à disposição as nossas melhores publicações agrupadas por assunto. Nosso objetivo é disponibilizar os quase mil posts agrupados e disponíveis, principalmente para quem nos acompanha a pouco tempo.

Tema é ALEMANHA:

Clique no link para ver a matéria:

Pichação nos Muros de Berlim! Aviso aos Invasores

 

Berlim – A Divisão de Uma Cidade Derrotada!

 

Especial: 08 de Maio de 1945 – Os Acontecimentos!

 

Especial: 08 de Maio de 1945 – A Rendição!

 

Artigo – A Alemanha Foi Uma Nação Vilã? Parte I

Batalha das Ardenas – Uma Tentativa de Negociar a Paz?

Quando dezembro inicia de 1944 ainda pairava as apostas que o aquela guerra se encerraria até o natal. Ninguém, pelo menos os anglo-americanos, nem imaginavam o que estava por vir. Já no início daquele mês de inverno, estava sendo elaborada a operação Unternehmen Wacht am Rhein (“Operação vigília sobre o Reno”), nome dada a contra-ofensiva alemã que visava a separação dos exército americanos e britânicos, capturando a região da Antuérpia e Bélgica.

Sempre se questiona qual era a intenção de Hitler já que empregou suas melhores tropas nessa contra-ofensiva, abrindo mão da proteção de suas fronteira no oriente. Evidentemente o sacrifício das unidades de Walter Model tinha um caráter mais estratégico do que militar. Segundo Lev Bezymenski, historiador russo, Goebbels, com a autorização do Führer, já tinha aberto um canal de comunicação com industriais e empresários suíços para tentar conduzir a Alemanha a uma paz negociada, tendo como premissa a manutenção da cúpula nazista no poder, o que foi prontamente rechaçada pelos americanos e ingleses, seu objetivo era uma paz em paralelo para conter o inimigo soviético que devorava a frente oriental. Segundo o mesmo Bezymenski, Hitler, sabendo da posição dos Ocidentais, declara: “Vou provar para os ingleses e americanos que não há paz que não seja comigo”.

No final das contas a batalha se concentrou sobre a cidade de Bagstone e isolou algumas das melhores unidades americanas por algumas semanas. Com a melhoria das condições climáticas e completa e absoluta superioridade aérea aliada, as unidades alemães ficaram sem qualquer apoio e não resistiram muito a chegada do 3º Exército de Patton.

O custo da tentativa de mostrar que a Alemanha ainda possuía condições de guerra custou entre 60 a 100 mil alemães mortos e feridos e 19 mil americanos mortos e 47 mil feridos, do lado inglês 1040 mortos e feridos.

Série: Melhores Fotos da Segunda Guerra!

Um excelente acervo fotográfico enviado por JOB AZEVEDO, que é um dos membros mais atuantes desse espaço.

Agradecemos a colaboração.

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 USS Philippine

USS Philippine

Ataque de um P-47

Ataque de um P-47

Tentativa de salvamento do piloto

Tentativa de salvamento do piloto

desembarque de fuzileiros no pacífico

desembarque de fuzileiros no pacífico

Teatro do Pacífico

Teatro do Pacífico

Guam

Guam

Saída de Bastogne

Saída de Bastogne

Canhão de 280mm

Canhão de 280mm

Explosão de Navio de Abastecimento

Explosão de Navio de Abastecimento

V1

V1

Desvio no ar de um míssel V1

Desvio no ar de um míssel V1

Panzerkampfwagen VI "E Tiger"

Panzerkampfwagen VI “E Tiger”

JU88

HE-115

Alemão" KARL " Morterios para Sebastopol

Alemão” KARL ” Morterios para Sebastopol

Carregando uma KARL

Carregando uma KARL

O Tiro!

O Tiro!

Macchi 202v

Macchi 202v

Bombardeiros italianos 303  sobre a África

Bombardeiros italianos 303 sobre a África

Ataques a Pearl Harbor

Ataques a Pearl Harbor

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Hoje: 71 Anos dos Ataques a Pearl Harbor

Hoje lembramos os 71 anos dos ataques a base naval de Pearl Harbor, que acelerou o processo de entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial. Os ataques, são considerados como um ato de covardia, pois até horas antes da declaração de guerra, os japoneses negociavam a paz, mesmo sabendo que seus aviões estavam se dirigindo para o arquipélago. No final das contas serviu para unir os Estados Unidos contra as nações do Eixo, fazendo com que todo o argumento anti-guerra fosse esvaziado e o patriotismo americano fosse expressado nas filas de alistamento e no aumento considerável da capacidade da industria bélica.

Todos os efeitos e os desdobramentos da Segunda Guerra tem seu ponto de partida naquela manhã de 07 de dezembro de 1941. Os gritos de socorro dos marinheiros presos nas embarcações ecoaram nas ondas dos rádios americanas e no coração dos soldados por toda a guerra.

Segue abaixo todos os links relacionados sobre o tema que o BLOG publicou ano passado, quando no aniversário de 70 anos dos ataques:

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Estoura a Guerra

http://wp.me/pSMXF-2dX

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Nas Vésperas do Ataque

http://wp.me/pSMXF-2dD

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Tojo assume o poder

http://wp.me/pSMXF-2dc

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Os Informes “Magia”

http://wp.me/pSMXF-2cJ

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – O caminho para Pearl Harbor

http://wp.me/pSMXF-2ch

Especial Pearl Harbor – 71 Anos – Documentos Anexos – Final

http://wp.me/pSMXF-2eG

De Comandante do Ataque a Pearl Harbor a Cidadão Americano

http://wp.me/pSMXF-VA

O Ataque de Doolittle – A Resposta de Pearl Harbor.

http://wp.me/pSMXF-2iL

 

PEARL HARBOR 1941

Motos e SideCars da Alemanha – Mobilidade da Guerra

Hoje é bem comum tropas de policiais militares utilizam motocicletas para chegar a ocorrências ou ter uma maior mobilidade na captura de bandidos. A Alemanha já tinha observado o potencial da utilização de motocicletas nas campanhas da Segunda Guerra. A França utilizou largamente bicicletas em muitas tropas, enquanto a Alemanha passou a dota unidades inteiras com motocicletas. Não por ocaso, esse tipo de combatente, foi largamente utilizada nas campanhas da França e União Soviética, proporcionado um locomoção rápida no apoio a blindados.

A motocicleta alemã mais famosa da guerra foi a A Zündapp KS750 da Wehrmacht, com sidecar que podemos levar um combatente com uma MG acoplada. A utilização dessas motocicletas era das mais variadas situações e em vários teatros de operações.

Vejamos alguns exemplos dessas fantásticas máquinas:

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Piloto de Avião P40 Perdido em 1942 – Avião Encontrado em 2012

Quem olhar de relance as fotos deste texto, pode até pensar que é uma grande tolice tanto material por uma aparente “sucata” no meio do nada. Mas na verdade esta é uma verdadeira cápsula do tempo na forma de um avião de caça da Segunda Guerra Mundial, descoberto em pleno deserto do Saara agora em março 2012.

A descoberta foi feita por Jakub Perka, um funcionário de uma empresa de exploração de petróleo polonesa, que atuava com a sua equipe em uma expedição na região oeste do Egito. A importância deste achado se deve principalmente pela preservação dos vestígios e legibilidade dos sinais de identificação, o que permitiu encontrar a história do avião, do piloto e dos relatórios originais da queda no deserto.

O modelo da aeronave é um Curtiss P-40 Kittyhawk III, fabricado nos Estados Unidos, mas que pertencia em 1942 ao 260º Esquadrão da RAF, a Royal Air Force, como é conhecida a força aérea da Inglaterra. Há 70 anos este caça atuava no Norte da África, durante os encarniçados combates entre tropas aliadas contra alemães e italianos por aquele pedaço esquecido do mundo.

 

Um Estranho Voo

Em meados de 1942, as forças aliadas no Norte da África estavam em retirada ante o avanço implacável do general alemão Erwin Rommel, o famoso estrategista que ficou conhecido como a “Raposa do Deserto” e que comandava o “Afrika Korps”.

 

 

No início da tarde do dia 28 de junho de 1942, um domingo, os Sargentos de Voo (Flight Sergeant) do 260º Esquadrão da RAF, Dennis Charles Hughmore Copping e W.L. “Shep” Sheppard tinham ordens para voar com dois P-40s que seguiriam para uma revisão. Eles partiriam da base aérea LG-100, próximo a linha de combate, até a base aérea LG-085, localizada próximo a estrada Cairo-Alexandria. Depois retornariam com dois aviões do mesmo tipo para o ponto de partida.

 

Nada mais que uma simples missão de traslado. Ida e volta em 30 a 40 minutos e tudo estava terminado. Mas não foi tão simples assim!

Consta no relatório existente que Sheppard estava pilotando uma aeronave que se encontrava com as asas danificadas por causa de uma batalha aérea que havia acontecido naquela mesma manhã de 28 de junho. Para fazer o avião voar, o pessoal de terra preencheu os orifícios de balas com sacos de areia e cobriu tudo com tecido. Já o P-40 de Copping teve impactos na fuselagem com estilhaços de fogo antiaéreo e ele voaria com o trem de pouso baixado, possivelmente porque o sistema hidráulico foi danificado e não podia recolher. Copping, com muito mais experiência de voo que Sheppard, seria o líder.

 

Na necessidade do conflito e estarem com suas máquinas aéreas prontas para novos combates, os pilotos ingleses se arriscavam em voos com estas aeronaves em estado precário. Mas alguém tinha de cumprir este tipo de missão!

Vinte minutos após a decolagem, Sheppard percebe que algo está errado. Para sua surpresa o experiente Copping segue em direção ao oeste, entrando direto para o coração deserto e em área controlada pelos inimigos, quando deveria seguir em direção leste.

No início o pensamento de Sheppard era que Copping estava tentando evitar as posições alemãs existentes nas proximidades da LG-100, já que ambos voavam com metralhadoras desativadas e não poderia se defender se fossem interceptados por combatentes inimigos.

Sheppard confere várias vezes a sua bússola e vendo que Copping não altera o curso de sua aeronave, decidiu chamar pelo rádio, quebrando o silêncio obrigatório ao voar sobre o território inimigo para escapar à detecção. Sheppard alerta seu companheiro que ele está seguindo o curso errado, mas Copping não responde. Então Sheppard, aproximou seu avião e por 15 minutos ficou acenando com as mãos, indicando que o líder estava indo na direção oposta. Naquele momento eles estavam a 35 minutos no ar e já deveriam ter chegado ao destino. Copping parecia não ter mais a mínima noção do plano de voo.

 

Em seu relatório posterior aos eventos, Sheppard narrou que tomou uma decisão extrema. Ele colocou seu aeroplano em frente do avião de Copping e manobrou indicando para que ele o seguisse, mas nada aconteceu. Sheppard afirmou que repetiu a mesma manobra, mas Copping novamente não alterou seu rumo e Sheppard foi forçado a deixá-lo sozinho e apontou o nariz do seu P-40 em direção leste.

 

Sheppard voou verificando a todo momento a sua bússola e a posição do sol, rezando para está correto. Aventurou muito perigosamente no deserto do Saara e mais viável, e até mesmo temem por suas vidas. Finalmente visualizou a Depressão Qattara, um ponto geográfico que confirmou a sua posição, lhe permitindo localizar o rio Nilo e ir para LG-100, depois de passar quase duas horas no ar.

 

Após o desembarque os comandantes de base perguntaram onde estava o outro P-40 e Sheppard só pode explicar o infeliz acontecimento, em seguida, foi enviado para se refrescar com um chá e seguiu para o médico. Depois de longas horas de espera, Copping não deu nenhum sinal de vida. Aquela altura seu avião já tinha esgotado todo o seu combustível e caído sobre as dunas do deserto.

 

Ao piloto Sheppard foi ordenado seguir o plano de voo original. Ele pegou um avião substituto e o levou ao LG-085, onde se encontrou com o Comandante Wilmot, que teve que elaborar um relatório sobre o que aconteceu com seu parceiro.

 

Em seguida praticamente não houve nenhum esforço para resgatar Copping, cujo caso foi imediatamente esquecido em meio ao caos vivido durante a retirada diante do avanço do Afrika Korps. Se ele tivesse sobrevivido, teria ficado muito atrás das linhas inimigas e se tivesse sido encontrado por alguém, seria pelo exército alemão.

 

Indícios Apontam que Copping Sobreviveu ao Acidente

As razões para a pretensa desorientação do piloto inglês provavelmente jamais serão conhecidas, mas os restos do seu avião apontam que ele sobreviveu a queda. Nas fotos podemos ver que ele era um bom piloto, pois conseguiu pousar em meio a uma região com bastante rochas e não capotou o P-40.

 

Depois de examinar os restos do P-40 que repousam na área conhecida pelos egípcios como Al Wadi al Jadid, percebe-se que o painel de instrumentos foi encontrado intacto.

 

Foram encontradas evidências de um acampamento perto da fuselagem, os restos de paraquedas teria sido aberto e utilizado como uma tenda improvisada e o rádio, juntamente com as baterias da aeronave foram retiradas. Provavelmente Copping tentou pedir ajuda, sem sucesso. Nas fotos o transmissor está na areia. Equipamentos e controles do avião foram encontrados espalhados em volta da nave no local do acidente.

 

A equipe de Jakub Perka afirma que pesquisou uma área de 30 quilômetros no entorno do P-40, mas o corpo do piloto não foi localizado. Acredita-se que Copping, sabendo que não seria resgatado, tentou desesperadamente fazer uma viagem de retorno impossível, perecendo ao longo do caminho, pois estava a 320 km de qualquer vestígio de civilização.

 

Dennis Charles Hughmore Copping  era filho de Sydney Omer Copping e Adelaide Copping, nasceu em Southend-on-Sea, Essex, oeste da Inglaterra. Mesmo sem um corpo, seu nome está cerimoniosamente gravado no Painel 249, do El Alamein War Cemetery, localizado a 130 quilômetros de Alexandria, no Egito.

Fonte:  http://tokdehistoria.wordpress.com/2012/06/09/aviao-p-40-da-segunda-guerra-mundial-encontrado-no-deserto-do-saara-70-apos-seu-desaparecimento/

Reconhecimento Justo, Para Um Homem Justo! Rigoberto Souza

Qual a expectativa de um jovem nascido no interior da Paraíba em 1922, sendo o filho mais velho de uma família de 09 irmãos? Qual a expectativa de um jovem nordestino, com poucas oportunidades, em um período em que o índice de analfabetismo da população brasileira era de 90%? Você sabe o que é ser Brasileiro? Vamos a um exemplo de brasileiro na mais digna concepção do adjetivo pátrio.

Vamos falar de um homem que expressa à eternizada máxima de Euclides da Cunha: “O nordestino é antes de tudo, um forte!”; vamos falar de um homem que deixou à sua terra natal e foi se apresentar ao Exército, no tempo em que o Exército convocava jovens! Vamos falar de um cidadão que foi voluntário para guerra, para a Segunda Guerra Mundial, no tempo em que muitos buscavam a dispensa do serviço militar! Vamos falar de um Sargento do Exército Brasileiro que participou das principais Batalhas da Força Expedicionária Brasileira, e que combateu como a valentia do nordestino que defendeu Monte Santo na Guerra Canudos, mas envergando a farda do Exército de Caxias, empunhando o fuzil das nações livres para libertar a Itália do julgo alemão.

Esse mesmo homem voltou para sua terra, para sua gente! E como um bom brasileiro, casou, constituiu família e procurou viver uma vida digna, procurou viver a liberdade que ele ajudou a consolidar no mundo. Esse cidadão brasileiro, apesar das poucas oportunidades, lutou pela sobrevivência de sua família, se formou em odontologia, se tornou dentista, também Auditor…Eita cabra macho arretado! Esse brasileiro se chama RIGOBERTO SOUZA, e hoje completa 90 anos de idade; 90 anos com a lucidez de 25 e a história de uma nação sobre seus ombros.

Ao senhor Veterano, Doutor, Mestre e Brasileiro minha continência pelo que o senhor fez por esse país! E um forte abraço pela oportunidade de lhe conhecer e conversar ouvir histórias e a emoção que jamais poderemos encontrar em livros, por melhores que eles sejam.

Sua Pátria lhe agradece!

aniversário Rigoberto

Sargento Rigoberto Souza

Sargento Rigoberto Souza