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Archive for 08/01/2013

Força Expedicionária Britânica – Esperança e Morte no mesmo Exército

Em 03 de setembro de 1939, a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha nazista. Desde os primeiros dias de setembro, uma Força Expedicionária Britânica, desembarcaram na França e se instalaram a leste de Lille. Começaram um longo período de espera naquilo que ficou conhecida como “Guerra de Mentira”.
Em 10 de maio de 1940, a inatividade se encerrou com a invasão pelo exército alemão na Holanda, Bélgica e Luxemburgo. Em resposta, as unidades francesas e britânicas, entraram na Bélgica para contra-atacar a ofensiva alemã. Em 14 de maio de 1940, o avanço de tanques alemães na região de Sedan e Dinant iniciam um movimento que determinariam a derrota dos exércitos aliados. A partir de 20 de maio, o inimigo avança território adentro, apesar da resistência feroz, as cidades francesas caem uma após a outra. Em 26 de maio de 1940 Operação Dínamo, que consiste na retirada de forças aliadas de Dunquerque, um campo entrincheirado. Em 04 de junho, mais de 300 000 soldados foram reembarcaram para a Inglaterra, era o fim da Força Expedicionária Britânica. Este sucesso inesperado, permitiria a Inglaterra continuar na luta.
Correspondentes de guerra da SCA fotografaram o cotidiano dos soldados britânicos em solo francês em seus quartéis.

Outras imagens, utilizadas pela propaganda alemã, mostram o que sobrou das forças inimigas que seguem o progresso até derrotar das unidades aliadas por completo.

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Segunda Guerra Mundial: Perguntas Complicadas & Suas Respostas – Parte II

Continuação das respostas para a pergunta do Paulo Roberto de Oliveira:

Nada se fala dos soldados soviéticos que também em sua grande maioria eram simples aldeões, e fizeram o mesmo percurso na contra ofensiva e ou soldados norte americanos que se embrenhavam nas florestas da Ásia na luta contra o exercito japonês?

Chico Miranda: Na verdade são contextos e situações diferentes.

Os Soviéticos:

O soldado soviético viu seu território ser invadido e respondeu ao chamado desesperado para defender sua pátria, em contrapartida o soldado alemão, em dado momento, já não acreditava na motivação da guerra.

Uma das características do Exército soviético foram seus abundantes recursos humanos, e isso é facilmente comprovado pelo número de baixas sofridas no conflito, 17 milhões. Diferentemente do Exército alemão, o soviético possuía uma massa de homens para recomposição de suas unidades.

Mesmo com pouco material e treinamento quase inexistente, o Exército soviético supria com jovens enviados de trens de todo o território das repúblicas comunistas, enquanto que a Wermarcht já não conseguia realizar a reposição de seus efetivos com a mesma eficiência do início da guerra.

Os americanos:

O contingente americano utilizado no Teatro de Operações da Europa, a partir da Operação Overlord, por exemplo, era quase totalmente formado por novas Unidades, exceto a 116 Rangers e a 82 Airborne, com renovado efetivo, que participaram das operações na África do Norte, todas as demais unidades entravam em combate a primeira vez. Enquanto que os fuzileiros, com pequeno apoio do US Army, foram predominantes no Teatro do Pacífico.

Portanto não podemos comparar o esforço de um ou outro exército, pois foram circunstâncias diferentes para contextos e cenários diferentes.

Se houve problemas de logístico devido a “Lama” nos pós invernos de 41/42, para a Wehrmacht também não aconteceu o mesmo com o exercito vermelho, mesmo com a enorme quantidade de material bélico fornecido pelos americanos?

Chico Miranda: Sim, mas o Exército Vermelho lutava nestas condições já há alguns anos, para não dizer séculos, se levarmos em consideração a campanha de Napoleão contra a Rússia. O problema nesse caso é que a Alemanha esperava uma vitória aos moldes da Campanha da França, rápida e conclusiva. O que não aconteceu. Eles não se preocupavam com o general inverno, pois acreditavam em uma vitória muito antes disso.

Um outro fator a ser observado é que as linhas de transportes do Exército Vermelho foram mantidas, que era basicamente linhas férreas. Em nenhum momento da guerra a Alemanha conseguiu interromper o fluxo de transporte dentro da URSS, portanto a manutenção de deslocamentos e de linhas de abastecimento sempre estiveram ativas.

Me dá impressão que só temos fatos do ponto de vista dos aliados, será que a superioridade tecnológica e a melhor qualidade de treinamento militar Alemão (nos primeiros anos do conflito) não deveria ser mais divulgada atualmente?

Chico Miranda: Claro! Estudos indicam que em 1939 o Exército Alemão estava tecnologicamente cerca de 5 anos à frente de seus opositores. E esse desenvolvimento prosseguiu em várias áreas da pesquisa bélica desde mísseis balísticos continentais até o enriquecimento de urânio. Basta lembrar a disputa pelos cientistas nazistas quando a Alemanha caiu e a transferência e utilização dessas tecnologias no pós-guerra.

Acredito sinceramente que estamos na fase do revisionismo histórico responsável, entendendo que a história não deve e não pode ser contada pelos Vencedores, mas pela análise dos FATOS, independente dos seus agentes.

Obrigado Paulo!

Galeria de Fotos que mostram Tropas Americanas no Dia D – Demonstra tropas novas, treinadas para o primeiro combate na Operação Overlord

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