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Você conhece a Batalha da Floresta de Hurtgen? O Início do Massacre


As operações iniciais em Hurtgen ficaram a cargo da 9ª Divisão de Infantaria comandada pelo Major-General Louis A. Craig. Uma Unidade Veterana da África, Itália, Normandia e Bélgica. Os objetivos iniciais da 9ª iniciar uma ofensiva as cidades circunvizinhas da região, a começar por Zweifall, já na margem da floresta. A resistência alemã estaria centralizada na cidade Aechen.

 Nas primeiras operações de setembro, já com a tentativa de tomar a floresta, a 9ª e a 3ª Divisão Blindada, chegaram a perder 80% de seus efetivos na investida.

Com o fracasso de setembro, o 7º Corpo planejou outra ofensiva. A 9ª DI iria avançar sobre a floresta e atingir rio Roer com a captura das cidades de Vossenack e Schmidt. Houve nesse operação um certo sucesso, mesmo sendo prejudicada pelo mau tempo. O final do mês de outubro a 9ª recebeu ordens para deixar a linha. Nas ofensivas planejadas e executada pela 9ª Divisão de Infantaria teve 4 mil mortos para conquistar míseros 3 quilômetros de terreno.

 O 5ª Corpo foi chamada para substituir o 7ª para conquistar os objetivos aliados, e a 28ª Divisão de Infantaria seria a ponta de lança desse nova ofensiva. A missão era árdua pra a 28ª que estava sob o comando do Norman D. Cota, o oficial que se destacou em Omaha no Dia D. Sabendo das dificuldades que a Divisão de Cota iria enfrentar, o comando aliado forneceu um Batalhão de Tanques, duas unidades de anti-tanques, uma unidade de morteiros, um Batalhão de Engenharia, uma Batalhão de Artilharia Anti-Aérea, um Bateria de Artilharia de 155mm, uma Batalhão de Infantaria e mais 8 Batalhões de Artilharia de Campanha e mais cinco Grupos de Caça-Bombardeios, além de 47 veículos anfíbios M29 Weasel. Todos reforçando a 28ª Divisão de Infantaria.

 Mas, do outro lado, estavam três divisões alemãs  – 89ª, 272ª, 275ª que iriam defender a região de Hurtgen. O comando das operações alemãs tinham total visibilidade das manobras dos aliados, pois estavam sob as áreas elevadas de Brandenbug e Bergstein.

Como segue abaixo na descrição de Reinaldo Theodoro

“A 28ª Divisão foi a única unidade aliada a atacar numa frente de mais de 270 quilômetros, da Holanda a Metz, permitindo assim aos alemães concentrarem suas parcas reservas num único ponto. A 28ª partiu para o ataque às 9:00 h de 02/11/44, após uma forte preparação de artilharia (o mau tempo prejudicou o apoio aéreo). Cada um de seus três regimentos tinha um objetivo distinto e com direções divergentes.

  À esquerda da divisão, o 109º RI (Tenente-Coronel Daniel B. Strickler) iria avançar na direção nordeste, ao longo da estrada Germeter-Hurtgen e conquistar a linha de florestas que dominava Hurtgen. No primeiro dia, o batalhão a oeste da estrada conseguiu atingir a linha de florestas, mas o batalhão na estrada foi detido, após percorrer somente 300 metros. As tentativas de flanqueio realizadas no dia seguinte falharam devido principalmente a dois contra-ataques alemães, que causaram confusão no lado americano. Pelos próximos poucos dias, a situação continuou incerta. Enquanto os americanos haviam forçado um estreito saliente de cerca de 1,5 quilômetro no platô arborizado entre o Weisser Weh e a estrada, os alemães conservavam o outro lado dela. Mesmo o engajamento do batalhão reserva no dia 04/11/44 não provocou nenhuma alteração na situação.”

 À direita, o 110º RI (Coronel Theodore A. Seely) atacaria para o sul, atravessaria a encruzilhada de Raffelsbrand e abriria uma rota alternativa para o Corredor de Monschau. Mas essa parte da floresta era repleta de casamatas e bunkers de troncos e infestada de minas, arame farpado e armadilhas. Os batalhões do 110º RI, após 12 dias de trabalhosas e custosas tentativas de infiltração, não conseguiram quebrar o impasse em Raffelsbrand. O ataque ali acabou cancelado a 13/11/44.

 O 112º RI (Tenente-Coronel Carl L. Peterson), atacando no centro, havia recebido a missão principal. Ele iria atacar para leste a partir de Germeter e capturar Vossenack, para então avançar pelo vale do rio Kall e atingir primeiro Kommerscheidt e, finalmente, Schmidt, objetivo final da divisão. O começo foi bastante promissor: com o apoio de tanques, um batalhão havia conseguido tomar Vossenack no início da tarde e atingiu o fim da cota onde a cidade se situava.

 Mas o batalhão que estava avançando pelo terreno até Schmidt imediatamente caiu sob fogo pesado e foi detido pelo resto do dia. De Vossenack para o sudeste, havia uma trilha estreita de cerca de três quilômetros de extensão, descendo abruptamente até o rio Kall para então subir tortuosamente até a cidade de Kommerscheidt e ao longo de um esporão até Schmidt. As fotos tiradas pelo reconhecimento aéreo não revelaram a situação em toda a sua extensão. Essa trilha, que ficaria conhecida como a “Trilha de Kall”, foi escolhida não somente como eixo de ataque, mas também como principal rota de suprimentos da divisão.

 De fato, a trilha era uma pista de lama, bloqueada com incontáveis árvores derrubadas. Além disso, era estreita demais, em alguns pontos com largura de apenas 2,70 metros, limitada  abruptamente de um lado por um íngreme muro de pedras e de outro por uma profunda   depressão. No fundo do vale, uma ponte de arco de pedras atravessava o gelado e lento rio Kall.

 Bem cedo em 03/11/44, dois batalhões do 112º RI, desceram pela trilha de Kall. Marchando de Vossenack e subindo pela outra vertente, eles conseguiram (para surpresa geral) atingir  Kommerscheidt e então Schmidt. Pelo anoitecer, um batalhão estava posicionado em cada   uma das vilas e organizado defensivamente. Porém, eles não tinham armas anti-tanques além   das suas bazucas e minas e a necessidade de levar blindados através do vale do Kall tornou-se então assunto urgente.

 No final do dia, na mais absoluta escuridão, uma companhia do 707º Batalhão de Tanques iniciou a tentativa de reforçar a infantaria, mas logo descobriria que a trilha era impassável para equipamento pesado. O terreno fofo começou a ceder com o peso do primeiro tanque,  enquanto as rochas que ladeavam a trilha impediam qualquer tipo de manobra. O 20º Batalhão de Engenharia de Combate então recebeu ordens de trabalhar durante a noite para que os   tanques pudessem tentar a travessia novamente pela manhã. Porém, a trilha pouco havia  melhorado ao amanhecer, quando os Shermans fizeram uma segunda tentativa. Prejudicados pelas minas e pelo terreno difícil, apenas três tanques seguiram rumo a Kommerscheidt. Ao todo, cinco tanques ficaram imobilizados na trilha, rota vital de suprimentos, que ficou assim absolutamente interditada até mesmo para os versáteis Weasels.

 continua…

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  1. NETO
    25/01/2013 às 9:54 AM

    Belo post Chico, e mais uma vez, parabéns pelo Blog.
    NETO

  2. 25/01/2013 às 12:22 PM

    Olá Francisco.
    Antes de tudo, a matéria é muito boa, já conhecia, mas as fotos são ótimas.
    Só para dar uma dica de grande valor, coloque a fonte das matérias que posta em seu blog, pois sem elas o material nada mais é do que simples palavras sem valor acadêmico/histórico, pois a infelizmente, não há a origem do material; e sonegando a informação, não há de se saber se o material é confiável, o que acarreta a não utilização do mesmo em algum debate/discussão. E além disso, as fontes irão trazer muito mais credibilidade e prestigio ao seu blog.

    Abraço

    Daniel

    • 25/01/2013 às 2:29 PM

      Daniel,

      Primeiramente obrigado pela dica. Com relação a referência da fonte, se você observar o texto está indicado a origem da descrição (Reinaldo Theodoro, pelo menos na abordagem literal). As fotos são de domínio público e estão disponíveis em vários sites da internet, sendo que algumas são enviadas para meu email com as fontes não declaradas, mesmo assim de domínio público. Os artigos anteriores publicados no BLOG, quando não faço referência ao autor, são crõnicas escritas por mim, e expressam minha opinião, desta forma não me prendo a registrar a fonte, pois entendo que é uma visão reflexiva pessoal dos fatos. Como esse BLOG é, excessivamente particular, não me imponho as amarras da ABNT, mesmo assim, se qualquer pessoa achar que não estou fazendo referência a produção intelectual de terceiros fiquem à vontade para enviar email ou comentário que estarei à disposição para me retratar.

      Agradeço mais uma vez sua percepção e, caso identifique alguma publicação que não faz jus a descrição acima, por favor, me indique que terei o maior prazer de alterá-lo.

      Abraços Cordiais,
      Francisco Miranda

      • 26/01/2013 às 12:43 AM

        Francisco,

        Nas imagens, realmente é um pouco difícil relatar a fonte, pois muitas se repetem as vezes em vários sites, e o domínio publico felizmente consegue abranger vasta quantidade de material.

        Sobre os artigos escritos em formato de texto, é somente comum que quando há uma utilização de material primário, se faça referencia, somente para validação do material. Os livros mais recente sobre 2ªGM por exemplo, tem quase 30% das suas paginas dedicadas totalmente a referencias, que somam grande quantidade de paginas no volume total, paginas essas que poucos chegam a se quer folear, mas que tornam o trabalho mais solido e embasado.

        Mas isso são detalhes.

        Abraço

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